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Poder Judiciário
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE PERNAMBUCO
ACÓRDÃO
RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA n° 65-22.2017.6.17.0000 -Classe 29a
Recorrente(s)s: ARMANDO ALMEIDA SOUTO
Advogados: RIVADAVIA BRAYNER CASTRO RANGEL, MARIA STEPHANY DOS SANTOS,
DELMIRO DANTAS CAMPOS NETO E ANDRÉ LUIZ LINS DE CARVALHO
Recorrente(s)s: PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE (PHS) - MUNICIPAL
Advogados: RIVADAVIA BRAYNER CASTRO RANGEL, MARIA STEPHANY DOS SANTOS,
DELMIRO DANTAS CAMPOS NETO E ANDRÉ LUIZ LINS DE CARVALHO
Recorrido(s)s: EDUARDO PASSOS COUTINHO CORRÊA DE OLIVEIRA
Advogado: PAULO ROBERTO FERNANDES PINTO JÚNIOR
Recorrido(s)s: ANTÔNIO MARCOS DE MELO FRAGOSO LIMA
Advogados: PAULO ROBERTO FERNANDES PINTO JÚNIOR EMICAELA DE MELO FERREIRA
ELEIÇÕES
TERCEIRO
RECURSO.
1. A presente hipótese propôs que seja declarada causa de impedimento
funcional, de natureza constitucional, decorrente do reconhecimento do
exercício de suposto terceiro mandato consecutivo, na Chefia do Executivo
Municipal, pelo candidato eleito, ora recorrido.
2. O recorrido atuou como mero gestor temporário, instrumental, substituindo
o candidato eleito, enquanto o Tribunal Superior não solucionava a questão
da validade do registro de candidatura deste último e, por conseguinte, a
aplicação do art. 224 do CE (anulação das eleições).
3. As peculiaridades do caso (assunção precária no primeiro ano do
quadriênio, havendo posterior alternância fática de poder) não autorizam a
aplicação das severas conseqüências de uma interpretação excessivamente
formal, literal e apriorística da norma constitucional e dos fins republicanos
que se pretendem preservar.
4. Não provimento do recurso.
2016. RECURSO
MANDATO. NÃO
CONTRA EXPEDIÇÃO DO DIPLOMA.
OCORRÊNCIA. DESPROVIMENTO DO
Sob a presidência do Excelentíssimo Desembargador LUIZ CARLOS DE BARROS
FIGUEIREDO, ACORDAM os membros do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, por maioria, em
NEGAR PROVIMENTO ao recurso, nos termos do votodo Relator.
?Gife^PE, 21 de agosto de 2017.
DESEMBARGADOR ELEITORAL JÚLIO ALCINO DE OLIVEIRA NETO - RELATOR
JUSTIÇA FEDERAL
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE PERNAMBUCO
434
RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA N.° 65-22.2017.6.17.0000
RECORRENTE(S): ARMANDO ALMEIDA SOUTO, candidato ao cargo de Prefeito
ADVOGADO: Delmiro Dantas Campos Neto e outros
RECORRENTE(S): PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE (PHS) -
MUNICIPAL
ADVOGADO: Delmiro Dantas Campos Neto e outros
RECORRIDO(S): EDUARDO PASSOS COUTINHO CORRÊA DE OLIVEIRA,
Prefeito eleito
ADVOGADO: Paulo Roberto Fernandes Pinto Júnior
RECORRIDO(S): ANTÔNIO MARCOS DE MELO FRAGOSO LIMA, Vice-Prefeito
eleito
ADVOGADO: Paulo Roberto Fernandes Pinto Júnior e outro
RELATOR: DESEMBARGADOR ELEITORAL JÚLIO ALCINO DE OLIVEIRA NETO
RELATÓRIO
Trata-se de RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE *ò4.
DIPLOMA manejado por ARMANDO ALMEIDA SOUTO, candidato não ^^
eleito à Prefeitura de Água Preta e pelo PARTIDO HUMANISTA DA
SOLIDARIEDADE (PHS) - MUNICIPAL, em desfavor de EDUARDO
PASSOS COUTINHO CORRÊA DE OLIVEIRA e ANTÔNIO MARCOS DE
MELO FRAGOSO LIMA, respectivamente, prefeito e vice-prefeito
eleitos, pelas razões de fato e de direito que adiante se seguem.
Afirmam os autores que o diploma outorgado ao
primeiro recorrido, EDUARDO PASSOS COUTINHO CORRÊA DE
OLIVEIRA, deve ser cassado, em razão da existência de suposta
inelegibilidade que pesa sobre o candidato eleito, prevista no art. 14, §
501, da Constituição Federal.
Narra a inicial que EDUARDO PASSOS COUTINHO
CORRÊA DE OLIVEIRA exerceu a chefia do Poder Executivo de Água
Preta no período de 2009 a 2012 (1o mandato).
Em 07/10/2012, o recorrido disputou a reeleição,
tendo ficado em segundo lugar.
Ocorre que o primeiro lugar nas eleições de 2012,
Armando Almeida Souto, teve seu registro de candidatura indeferido,
com trânsito em julgado perante o TSE, razão pela qual, tendo obtido a
maioria dos votos válidos, o Juiz Eleitoral de Água Preta declarou as
'Art. 14. [...]
§ 5o O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos e
quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único
período subseqüente. (Redação dada pela Emenda Constitucional n° 16, de 1997)
2
eleições nulas e determinou a realização de eleições suplementares/^
com fulcro no art. 224 do Código Eleitoral.
Ato contínuo, EDUARDO PASSOS COUTINHO
CORRÊA DE OLIVEIRA, ora recorrido, ingressou com medida cautelar
pleiteando sua diplomação e posse, sob o argumento de que as
eleições não teriam sido nulas.
O pedido foi atendido, à época, por esta Corte, que
primeiramente deferiu a liminar requerida, determinando a diplomação e
posse do ora recorrido. Posteriormente, no mérito, este Tribunal deu
provimento ao recurso, considerando o argumento de que a eleição não
teria sido nula.
Em cumprimento à cautelar deferida pelo TRE/PE, o
ora recorrido, EDUARDO PASSOS COUTINHO CORRÊA DE OLIVEIRA,
assumiu o exercício do cargo de Prefeito do Município de Água Preta
de 01/01/2013 a 31/08/2013 (primeiro ano do mandato 2013/2016).
No entanto, o TSE deu provimento ao recurso
especial interposto pelo então candidato adversário, Armando Almeida
Souto, para fins de reconhecer a nulidade da eleição, determinando a
realização de eleições suplementares.
Realizada a eleição suplementar, na qual concorreram
os mesmos candidatos, restou vencedor o adversário do ora recorrido,
Armando Almeida Souto, que assumiu o mandato até o final de 2016.
Nas eleições de 2016, EDUARDO PASSOS^
COUTINHO CORRÊA DE OLIVEIRA sagrou-se vencedor em eleição J^
novamente disputada contra o candidato Armando Almeida Souto.
Em face dos períodos em que o recorrido assumiu a
Chefia do Executivo Municipal de Água Preta, entendem os autores da
presente ação que o candidato eleito, EDUARDO PASSOS COUTINHO
CORRÊA DE OLIVEIRA, está exercendo um terceiro mandato
consecutivo, em afronta direta ao mencionado art. 14, § 5o, da
Constituição Federal.
Com base nesses argumentos, requerem os autores
que seja conhecido e provido o presente Recurso contra a Expedição
de Diploma, nos termos do art. 262 do Código Eleitoral, para o fim de
cassar o diploma outorgado aos recorridos EDUARDO PASSOS
COUTINHO CORRÊA DE OLIVEIRA e ANTÔNIO MARCOS DE MELO
FRAGOSO LIMA e, por conseqüência, os correspondentes mandatos de
prefeito e vice-prefeito, respectivamente.
Em suas defesas, EDUARDO PASSOS COUTINHO
CORRÊA DE OLIVEIRA e ANTÔNIO MARCOS DE MELO FRAGOSO
LIMA sustentam a improcedência da demanda, em razão da não
configuração do terceiro mandato sucessivo, não havendo violação ao
art. 14, § 5o, da Constituição Federal.
Aduzem os recorridos que a assunção ao cargo do 1o
recorrido se deu sem caráter de definitividade (sucessão), possuindo,
na verdade, forma provisória e precária, em razão de decisão judicial
sujeita à reforma (segundo lugar nas eleições).
.
Outrossim, defendem que a assunção à chefia do435
Poder Executivo por força de uma decisão cautelar (cujo caráter é J®~
provisório e precário) equipara-se à hipótese constitucional de
substituição, conforme tem reiteradamente reconhecido o TSE.
Instada a se manifestar, a Procuradoria Regional
Eleitoral opinou pelo provimento do recurso, em razão da configuração
do terceiro mandato, consoante preconizam as Consultas n.° 28.210 e
117-26 do TSE.
É o relatório.
À revisão.
Recife,.05 de julho de 2017.
Júlio Alcino de Oliveira Neto
Desembargador Eleitoral
AÒG
JUSTIÇA FEDERAL
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DE PERNAMBUCO
RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA N.° 65-22.2017.6.17.0000
RECORRENTE(S): ARMANDO ALMEIDA SOUTO, candidato ao cargo de Prefeito
ADVOGADO: Delmiro Dantas Campos Neto e outros
RECORRENTE(S): PARTIDO HUMANISTA DA SOLIDARIEDADE (PHS) - MUNICIPAL
ADVOGADO: Delmiro Dantas Campos Neto e outros
RECORRIDO(S): EDUARDO PASSOS COUTINHO CORRÊA DE OLIVEIRA, Prefeito
eleito
ADVOGADO: Paulo Roberto Fernandes Pinto Júnior
RECORRIDO(S): ANTÔNIO MARCOS DE MELO FRAGOSO LIMA, Vice-Prefeito eleito