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TRABALHO DE CONCLUSÃO DO CURSO

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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP 
MARCOS VINICIUS ALVES DA SILVA
RA – C4673I-0
TRIBUNAL DO JÚRI 
DECISÃO 
DE 
CIÊNCIA OU CONSCIÊNCIA 
ASSIS- 2020
MARCOS VINICIUS ALVES DA SILVA 
RA – C4673-0
TRIBUNAL DO JÚRI 
DECISÃO 
DE 
CIÊNCIA OU CONSCIÊNCIA 
Trabalho de conclusão do curso para obtenção do título de graduação de Direito, apresentado à Universidade Paulista -UNIP
Orientador: Luís Fernando Rocha.
ASSIS - 2020
MARCOS VINICIUS ALVES DA SILVA 
RA – C4673-0
TRIBUNAL DO JÚRI 
DECISÃO 
DE 
CIÊNCIA OU CONSCIÊNCIA 
Trabalho de conclusão do curso para obtenção do título de graduação de Direito, apresentado à Universidade Paulista -UNIP
Aprovado em: 
BANCA EXAMINADORA 
Professora: /
Universidade Paulista – UNIP.
Professor: /
Universidade Paulista – UNIP.
Professor: /
Universidade Paulista – UNIP. 
DEDICATÓRIA 
	Dedico este estudo sobre a instituição do Tribunal do Júri, primeiramente a minha progenitora Ana Maria Alves Baptista, pois ela foi uma das mulheres que me sempre me inspirou a estudar, como também as minhas irmãs Isaura Lopes Baptista Damasceno e Cleonice Bezerra da Silva, fizeram por inúmeras vezes, também faço questão de dedicar aos doutos orientadores da pratica advocatícia respeitando os princípios éticos o Doutor Roldão Valverde, a Doutora, Aldaisa B. Carlos e o Doutor Alex B. Carlos, que me ajudaram desde do início dos estudos sobre o Direito Pátrio e faço a devida questão de dedicar aos orientadores Luís Fernando Rocha, Luís Roberto Borges, Claudia Cárdia e Paulo Cesar Dias, que levarei como exemplos também de um boa conduta profissional. 
AGRADECIMENTOS
	Primeiramente agradeço a Deus por permitir que eu sobrevivesse para concluir o sonho de se forma no curso de Direito, pois no dia oito de setembro de 2018, fui vítima de um acidente de transito gravíssimo e hoje para honra e gloria de nosso Senhor estou vivo e buscando bases para o meu outro sonho de ser um magistrado Federal.
	Agradeço também a todos os orientadores que tive a oportunidade de presenciar aulas no decorrer do curso. 
	Aos meus familiares que sempre me cobraram estritamente por buscar alguma meta em minha vida, e pelo apoio que sempre me deram, principalmente nos momentos mais difíceis. 
	E agradeço também ao douto e ilustríssimo Professor e Promotor Luís Fernando Rocha, pela sua grandiosa dedicação em suas valorosas orientações prestadas em aulas e os diversos exemplos colocados para nosso engrandecimento. 
“O seu amigo íntimo é a sua consciência. O seu Júri é a sua consciência, o espelho de sua alma é a sua consciência, não a sua ciência sobre determinadas condições ou coisas” 
										(M.v.s) 
Resumo:
	Este trabalho monográfico tem como tema o Tribunal do Júri, mais especificamente a forma que a sociedade decide condenar ou absolver o criminado, se é uma decisão de ciência ou de consciência dos setes cidadãos que foram escolhidos para julgar seu semelhante. O direito de uma forma geral é uma ciência que está em constante mudança, tentando se aperfeiçoar a respeito dos acontecimentos sócias deste mundo contemporâneo. Por inúmeras vezes obsessivas são criados regimes doutrinários, os entendimentos dos Tribunais superiores se renovam a cada julgamento que rotineiramente são diferentes um do outro mesmo que seja do mesmo fato fático. Decorrido muito tempo, o Tribunal do Júri continua a ser alvo de severas críticas, muitas das quais são desacompanhadas de propostas de aperfeiçoamento é chamada por muitos de forma de decisão ultrapassada. Daí a importância desse estudo, que irá contribuir para que o leitor obtenha consciência de que nesse órgão judiciário está presente à vontade popular, que tenta aplicar a justiça, tão esperada por uma sociedade transtornada com o caos das impunidades, ao caso concreto. 
Palavras-Chave- Tribunal do Júri. Princípios Constitucionais do Júri. Decisão de Consciência ou de Ciência
Abstract:
This monographic work has as its theme the Court of the Jury, more specifically the way that society decides to condemn or absolve the criminal, whether it is a decision of science or conscience of the seven citizens who were chosen to judge their fellow man. Law in general is a science that is constantly changing, trying to improve on the social events of this contemporary world. As new doctrinal regimes are created obsessively, new understandings of the higher courts are renewed at every trial that is routinely different from the other even if it is the same factual fact. After a long time, the Jury continues to be severely criticized, many of which are unaccompanied by proposals for improvement and called by many a form of outdated decision. Given the importance of this study, it will help the reader and be aware that in this judicial body is present the popular will, which tries to apply the justice, so awaited by a society upset with the chaos of impunity, to the concrete case.
Keywords - Court of the Jury. Constitutional Principles of the Jury. Decision of Conscience or Science
Primeiramente cita-se uma das observações de Immanuel Kant, que conceituava que a liberdade, não deve ser entendida como um querer arbitrário e sim um querer sensível, contrariamente, a sua doutrina ética que está devidamente fundada sobre a liberdade dos cidadãos, à qual se chega por constrição do mundo casual. Esta liberdade é devidamente encontrada na razão prática, pois isto quer elucidar que a liberdade pode ser explicitada a partir do conceito da vontade dos cidadãos.
	Kant, afirmava que “A faculdade de desejar, cujo fundamento interno de determinação se encontra na razão do sujeito se chama VONTADE” ou seja, a vontade é a faculdade de desejar, e a pessoa ao ser julgada pelos seus semelhantes na sessão Tribuna, deve sempre demostrar o seu desejo/vontade de obter a liberdade definitiva, pois venhamos e convenhamos existe quatro condutas que podem excluir a culpabilidade do ora acusado de ter praticado determinada conduta ilícita, excludentes de ilicitude estas previstas no bojo do artigo 23, do Código Penal Pátrio, que são Legitima Defesa, Estado de Necessidade, Estrito dever do Cumprimento legal e Exercício Regular do Direito. 
Sumário:
I- Introdução.........................................................................................................
II- Origem do Tribunal do Júri.............................................................................
III- Tribunal do Júri no Brasil..............................................................................
IV- Tribunais do Júri no Mundo..........................................................................
IV.I- Júris na Inglaterra........................................................................................
IV.II- Júris nos Estados Unidos..........................................................................
IV.III- Júris em Portugal.......................................................................................
IV.IV- Júris na França..........................................................................................
V- Crimes de competência do Júri no Brasil.....................................................
V-IHomicídio.........................................................................................................
V-II Infanticídio.....................................................................................................
V-III Aborto............................................................................................................
V-IV Genocídio.....................................................................................................
VI- Princípios constitucionais de carácter penal..............................................
VII- Princípios constitucionais do Tribunal do Júri..........................................
VII.I- Plenitudes da Defesa..................................................................................
VII.II- Sigilo das votações....................................................................................VII.III- Soberania dos veredictos.........................................................................
VII.IV- Competência mínima para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida.....................................................................................................................
VIII- Juizado Especial Criminal...........................................................................
VIII.I Juizado Criminal Especial X Tribunal do Júri...........................................
IX- Pensamento Crítico ao Tribunal do Júri no Brasil......................................
X- Conclusão Final...............................................................................................
I – Introdução
	Tribunal do Júri está intimamente e intrinsicamente ligado e vinculado à ideia de democracia. Pois o Tribunal do Júri é composto de um Juiz de direito que perpetuamente deve ser o Presidente do Egrégio Tribunal, que irá sortear vinte e cinco jurados para a reunião periódica e extraordinária prevista no artigo 433 do Código de Processo Penal Pátrio, e esta reunião é rígida pelos princípios previsto no artigo 5° inc. XXXVIII, da Constituição da República Federativa do Brasil, princípios estes que são a plenitude da defesa, sigilo do votações, soberania do veredictos, competência para julgar os crimes dolosos contra a vida e oralidade.
	Após o sorteio dos jurados respeitando os princípios, o acusado de um crime será julgado por seus iguais, por Homens e mulheres que irão expressar os pensamentos da comunidade, e não por uma decisão monocrática. Este tipo de julgamento tem suas bases e origem no século XIII, na Inglaterra, onde doze Homens, guardiões da verdade, através da invocação divina, decidiam sobre os diversos empecilhos ocorridos na sociedade, assim deixando claro que, houvesse julgamentos mais justos sendo logo que naquela época as decisões proferidas pelos magistrados estavam vinculadas à vontade dos monarcas, ou seja, a decisão não era com base nos fatos ocorridos e sim na vontade das pessoas (monarcas).
	Na contemporaneidade os Tribunais do Júri sofrem severas críticas, e é acusado de serem inadequado para os tempos modernos, diversos doutrinadores consideram o julgamento do Júri como algo totalmente e absolutamente autoritário, face ao arbítrio e poder concentrado nas mãos de Juízes leigos que não buscam conhecimentos, jurados em Conselho de Sentença que decidem soberanamente através do veredicto, sem expor qualquer justificativa adentrando sobre o destino de uma pessoa praticante de um crime doloso contra a vida de outrem. 
	Assim podemos compreender que é dominante que o Tribunal do Júri, conquanto sua história e efetividade, é instituição imprescindível ao transcurso da ordem social, tanto que consta no contesto constitucional da cláusula pétrea, ou seja, algo imutável enquanto vigente a Constituição Federal, servindo precipuamente para oxigenar a Justiça de participação popular, um cinto do Poder Judiciário, para poder respirar com teses inovadora e extremamente criativas. 
 	Primeiramente temos um argumento extremamente favorável ao júri é que se trata de um tribunal de conotação nitidamente democrático, à luz do princípio de que o Homem deve julgar seus pares, um grande exemplo de prática da cidadania, o júri está entranhado na consciência popular de um bom cidadão.
	Subsequentemente temos a maior possibilidade de juízes leigos de mutação face as mudanças ocorridas na sociedade com o passar dos tempos, assim, garante que a lei se adapte ao caso concreto e não à realidade se amolde à norma. O Jurado ao proferir seu veredicto leva em consideração outros aspectos, isso sem dizer da aplicação pura da lei, como considerações morais, ética, psicológicas, social-econômicas dentre outras.
	Normalmente o juiz apresenta-se mais rígido, em vista aos costumes dos julgamentos diários, e torna-se insensível com o passar do tempo, apegando-se a formalismo legal, sem a preocupação de interpretar a lei de maneira mais humanística, e sim interpretar apenas da forma jurídica, tornando-se um técnico do direito. Os jurados são soberanos em suas decisões, não ficam apregoados aos critérios rígidos, ou seja, eles apreciam as causas pelo bom senso, fatos inerentes ao texto jurídico, mas de caráter subjetivo e não o objetivo. 
Ressalta-se que a decisão proferida por várias pessoas está menos sujeita a erros do que proferida por um só Juiz, mesmo que os que decidiram apenas com o bom senso não sejam profissionais da área jurídica. Habitualmente e perpetuamente é imposto aos jurados a necessidade de se manter-se atualizados e conscientes dos direitos da pessoa humana, apresentando um caráter educacional sobre o povo, E é lógico ao próprio povo que tem a oportunidade de vivenciar a pratica do direito, tendo em vista a publicidade dos atos, existe também os pontos a favor da extinção. O primeiro deles é que seu papel histórico já foi cumprindo, logo que o judiciário é independente dos outros poderes.
 Também temos o pensamento de que júri é um teatro, circo, na qual veredictos dos jurados serão influenciados pelos argumentos emocionais e teatrais e não os jurídicos.
O fator mais importante é a morosidade e a complexidade do procedimento, tornando-se desgastante. O argumento mesmo sendo verdadeiro se apresenta entranhado em todos os procedimentos jurídicos pátrios, sendo assim um problema universal do país e não especifico do Tribunal do Júri, O nosso Código de Processo Penal Pátrio é bem detalhista e permite um número excessivo de recursos protelatórios, ou seja, as falhas na investigação policial para formular o inquérito, peça, que propicia fundamentos probatórios suficiente para o representante do Ministério Publico propor uma denúncia é outro fator determinante para a morosidade do processo.
O Tribunal do Júri ou sessão tribunal possui certos defeitos e mesmo assim, tem resistido vigorosamente ao tempo. O que definitivamente não se pode argumentar é que a instituição do júri esteja ultrapassada ou superada, pois estes argumentos que buscam extinguir o Tribunal do Júri, a única esfera do Poder Judiciário permeável à efetiva intervenção da sociedade, não resiste a uma avaliação mais sensata e ponderada.
 Os defeitos básicos desta instituição não podem ser tomados como uma justificativa para sua extinção, uma vez que seus benefícios, sendo mais numerosos, impõem que se busque a perfeição, ou seja, o tribunal do júri perpetuamente fica se aperfeiçoando. Realmente para termos uma justiça completa e cheia de equidade a busca constante pelo aperfeiçoamento é necessária. 
O júri se adequa à realidade de nossa sociedade de uma maneira justa, podemos compreender como a melhor maneira de se julgar o acusado, haja vista a harmonia que se tem no Tribunal do Júri popular com a sociedade, dentro da sessão tribuna ocorre o debate e argumentações dos pontos positivos e negativos do acusado, a troca de ideias e experiências, conduz perpetuamente ao acrescimento da sociedade e das pessoas que assistem. Pois as controvérsias e as polêmicas que rotineiramente acontecem geram o amadurecimento dos que presenciam, pois o Homem se põe a pensar sobre como melhorar ainda mais. 
O Brasil é um dos poucos países que ainda se mantém fiel as estruturas tradicionais do júri, não transformando o instituto do júri no escabino, ou seja, algo de estrita execução do magistrado municipal. Seria uma alternativa viável para solucionar o impasse sobre o tema. No escabino, assim como no júri, o princípio primordial desse modelo de julgamento é a participação popular perpetua, permanecendo incólume, garantindo portando, a função principal “ser julgado por um ou por vários dos seus semelhantes”. 
A diferença é que enquanto no tribunal do júri a autoria do crime é de competência funcional exclusiva dos jurados, no escabino e decidida e realizada em conjunto pelo juiz pelos jurados, possibilitando, assim, um julgamento mais sério e justo.
Ou seja, no escabino existe uma grande junção de garantias ao réu, de ser julgado porseus iguais, os jurados, e pelo conhecimento técnico, inspirado na Lei e na razão de um magistrado competente ao tema. 
Outra condição especifica que empolga a renovação da sessão tribuna é a força do julgamento do homem por seus iguais e por um técnico da área, isso sem falar da ampliação das competências da sessão tribuna para outros crimes que exigem do julgador (magistrado) um critério de avaliação nitidamente democrático e popular, tais crimes como os empecilhos de furto ou roubo e os de drogas. Isso sim seria um verdadeiro avanço na perfeição dos postuladores democráticos. Pois na realidade a nação, está perdendo sua eficácia pratica de uma maneira concreta, ou seja, permanecendo correta apenas na teoria, deixando muitos lunáticos livres da repressão e muitos, muitos inocentes reprimidos.
2- Origem do Tribunal do Júri
	 A sessão denominada de Tribunal do Júri originou-se na Antiguidade, especificamente no Tribunal de Heliéia, mas passou-se por um longo período de escuridão, até que a Carta Magna Inglesa do ano de dois mil duzentos e quinze, e a ativou novamente, fazendo, assim , com que renascesse a Sessão Tribuna, tomando força pela Europa Continental, penetrando, ainda, na maioria dos sistema jurídicos do mundo ocidental e transformando-se em um símbolo de democracia e liberdade pública.
	“há quem afirme, com respeitáveis argumentos, que os mais remotos antecedentes do Tribunal do Júri se encontram na lei mosaica, nas dikastas , na Hiliéia (Tribunal dito popular), ou no Areópago gregos: nos centeni comitês, dos primitivos germanos: ou, ainda em solo britânico, de onde passou para os Estados Unidos e, depois, de ambos para os continentes europeus e americanos”.
	Enraizando na cultura inglesa, nos mostra os direitos e garantias individuais dos cidadãos que sempre foram respeitados e protegidos pelo processo penal, embora, um novo índice de criminalidade seja extremos e a depressão econômica tenha imprimido um novo rumo naquela época, embasados pelas crises instaladas em roda a Europa, crise estabelecida na outrora, após a Revolução Francesa de 1789, também tendo resquícios da conjuntura política delicada que ocorria na França, que trouxe para seu ordenamento Jurídico o Tribunal do Júri, como a melhor opção para a delicada situação em que os países, europeus se encontravam na outrora, não se rendendo, porém, a este instituto, A Holanda e a Dinamarca. 
	No início o Tribunal do Júri somente julgava causas cíveis; com o passar do tempo, surgiu a necessidade de submeter a julgar as causas criminais, envolvendo, a liberdade individual, julgando os crimes contra a vida de outrem. 
	A decisão do júri surgiu no mundo com a função de jugar os crimes dolosos contra a vida de outrem, sempre com cunho democrático, por intermédio de decisões emanadas somente do povo/sociedade/cidadãos, sendo retiradas das mãos dos magistrados comprometidos com o déspota, ou seja, o poder da decisão.
3 - Tribunal do Júri no Brasil
	No Brasil o tribunal do júri está instituído desde 1822, pela primeira Lei de Imprensa, que limitava a competência do júri somente aos crimes de imprensa, somente a partir da Constituição Imperial de 1824, passou-se a considerar o Júri como órgão do Poder Judiciário, tendo sua competência ampliada de uma maneira vantajosa, pois passou a julgar empecilhos cíveis e criminais. Subsequentemente com o Código de Processo Criminal de 1832, o Brasil adotou um sistema misto, de origem inglesa e francesa, este sistema misto dava aos jurados a competência sobre matéria somente em face do fatos. 
	O decreto n° 261 de 1841, desvinculou o sistema inglês e francês que fora retificado pela lei 2.033, de 1891, limitando a competência do Júri. As constituições de 1891 e a de 1934 mantiveram a soberania deste tribunal como fora originalizado, mas efetuaram algumas alterações. As mudanças foram vagarosas, com o advento das demais Cartas Constitucionais ao longo do século XX. O beneplácito da Constituição de 1937, nada dispõe sobre o instituto TDJ (Tribunal do Júri), ganhando assim o mero status de Lei ordinária, ou seja, poderia ser revogada a qualquer momento.
	E no dia 15 de janeiro de 1938, o Decreto n° 167, veio regulamentar o instituto do Júri popular, que apresentou nova interpretação a respeito da soberania dos veredictos, deixando a possibilidade de caber o “injustiça da decisão” contemporaneamente conhecido como recurso de apelação, assim a nova decisão, ou seja, o Acordão poderá levar a reforma da sentença penal condenatória. 
	 O Tribunal contemporâneo funciona da seguinte forma; os cidadãos, que são analisados antecipadamente, decidem sobre juramento e com sã consciência, sobre a culpabilidade de um acusado (réu), acerca da execução de crimes dolosos contra a vida, salvo que se existir continência ou conexão entre este com outros crimes de competência originaria de juiz singular, prevalecerá a competência do júri, art. 78 inc. I, do Código Penal Pátrio. 
	Para que seja executada a sessão Tribuna os cidadãos denominados jurados, são escolhidos por sorteio, que servem como juízes de fato, ou seja, julga o fato em pauta, ou seja, a conduta ilícita feita pelo acusado.
	A sessão tribunal e dividida em várias etapas, a Lei 11.689, que fora concebida em 2008, alterou alguns ritos do júri popular, a ordem nas inquirições fora alterada, como também a idade mínima para participar do Tribunal, que agora é 18, salvo que antes era 21, ressalta-se que a vítima do fato ilícito é a primeira a ser ouvida, subsequentemente houvesse as testemunhas de acusação, as da defesa, e em seguida o interrogatório do réu.
	As partes podem no transcorrer da sessão pedir reconhecimento de pessoas, coisas e esclarecimentos podem ser feitos por peritos. Após os depoimentos, começam os debates orais entre a acusação e a defesa, sendo 30(trinta) minutos para ser feita a acusação e subsequentemente, 30 (trinta) minutos para a defesa. Posteriormente pode ocorrer uma réplica da acusação e a tréplica da defesa.
	Após a acusação e a defesa oral o magistrado começa a ler os quesitos que serão postos em votação e se não houver nenhuma forma de solicitação a respeito dos quesitos, os jurados, escrivão, promotor de justiça e o defensor são convidados a se dirigirem a uma sala secreta, onde ocorre à votação. Subsequentemente a sentença é proferida pelo juiz, na presença do réu e de todos que estão presentes no local.
4 - Tribunais do Júri no mundo
	Agora falaremos sobre os pais que adotaram o Tribunal do Júri ora Tribuna popular em seu ordenamento jurídico, mostrando o seu surgimento, características, bem como quanto às diferenças na obtenção da sentença definitiva. 
4.1 – Júris na Inglaterra
	Primeiramente falaremos da Inglaterra, pois foi lá que o Júri ganhou as feições conhecidas até os dias atuais, onde ainda é considerado a figura central da justiça nacional, já que sempre fora o elo entre a liberdade e os direitos individuais, embora atualmente seu uso se restrinja a apenas à 3% (três por cento) dos julgamentos criminais. Esta diminuição apareceu em 1967, quando o veredicto unânime para a condenação deixou de ser exigido e várias infrações foram reclassificadas, através de um decreto de lei feito no ano de 1977. Restaram os delitos subordinados à decisão do Júri o homicídio (doloso e culposo) e o estupro, além de outros casos que, conforme a gravidade, pode o Juiz togado tomar a decisão de enviar ou não o processo aos jurados. 
	A lei que foi introduzida em 1977 teve como argumentação que o julgamento pelo Tribunal do Júri era lento e custava três vezes mais aos cofres públicos da nação, em relação aos que eram conduzidos pelos Magistrados togados, travando assim a administração da justiça pública. 
	Para ser jurado no Reino Unido tem algumas obrigações que o candidato deve seguir ora cumprir, tais como ser residente na nação a mais de cinco anos e está contagem começaria com a idade de 13 (treze) anos, além de terem entre 18 (dezoito) e 70 (setenta) anos. Respeitando estas condições, será convocado entre os 12(doze) jurados, a fim de decidirem se o Réu é culpado ou inocente, com um vere dictum, que deve expressar a sua vontade. Para que a decisão seja considerada condenatória, é imperioso haver, pelo menos, 1º (um) votos contra e 2 (dois) a favor, pois do contrário, se não houver essa maioria, chamada de qualificada, o Réu seria submetido a novo Júri, perante novos jurados. Se o novo julgamento não for alcançado esta maioria necessária para a condenação, o Réu seria considerado inocente e consequentemente, absolvido. 
	O Juiz a interverira ou interverá apenas para garantir que o debate na sala de audiência seja conduzido de modo justo e encaminhar o julgamento para um final coerente, fazendo com que as questões sejam de fato apreciadas pelo Júri até sua decisão final. A comunicação entre os jurados é plena, pois os membros decidem com base no juramento (a promessa solene). A decisão sobre a liberdade do Réu, evitando, assim, o puro capricho, arbítrio ou abuso de poder. 
	Como definia Nucci(1999, p. 66) “em síntese, no entanto, nota-se que ainda permanece a aura do Júri como direito fundamental do Homem (julgamento pelos seus pares), insculpido nas mentes britânicas há muitos séculos.”
4.2- Júris nos Estados Unidos
	No USA, o Júri traz características bem marcantes e diferentes, pois, no seu sistema processual local, também há o processamento de causa cíveis e penais perante aquele tribunal, ou seja, as causas cíveis e penais são julgadas e decidas pela sociedade, julgados pelos seus semelhantes. Os juízes têm a funcionalidade única de direcionar os debates e controlar os interrogatórios e a decisão das questões de direito, presidindo assim a seção na função de guardião dos direitos consagrados na emenda constitucional daquele Estado Democrático de Direito à região ou nação norte-americana. 
	Ressalta-se que lá os jurados têm a função e a responsabilidade da educação da sociedade, sobre os valores morais, democráticos e legais, legitimando as decisões que emanam do povo, tendo em vista que ser jurado é um direito de todos os cidadãos que preenchem os requisitos legais da nação americana. 
	Toda a base do Tribunal do Júri americano está escrita na Constituição, razão pela qual o Júri é direito substantivo fundamental de todo e qualquer acusado ou criminado de alguma conduta delituosa, devendo ser a ele submetido. Nos Estados Unidos, cada Estado tem um sistema de escolha de jurados próprio, assim, somente sete Estados exigem um Júri de doze membros, submetido ao critério de decisão por unanimidade, tanto em casos cíveis como em criminais. Desta forma, a quantidade de jurados varia entre seis a doze membros que tomam a decisão de condenar ou absolver o criminado, sendo que está decisão pode ser unanimidade até a maioria de dois terços de votos, dependendo do Estado que está ocorrendo o julgamento. 
	A decisão dos jurados, em regra não deve ser somente unânime, mas deve ser discutida entre os integrantes do corpo de jurados sorteados, já que é com a participação dos cidadãos, que acontece as decisões judiciais, E, por intermédio do debate entre a acusação e a defesa, os participantes irão absolver ou condenar o indivíduo que supostamente violou a Lei local, sempre através de diálogos, sem deixar de comprometerem-se com a ética no exercício do poder da decisão
4.3- Júris em Portugal 
	O tribunal do Júri na nação Portuguesa é composto por três Juízes, que são os que constituem o Tribunal coletivo e por quatro jurados efetivos e quatro suplentes, sendo que é presidido pelo Presidente do Tribunal coletivo e intervindos dos jurados suplentes, quando, durante o julgamento, ou antes, do seu início, algum dos efetivos ficarem impossibilitados de comparecerem por algum motivo. 
	Os jurados exercem função de funcionário público obrigatório e é remunerada, não sendo lícita a recusa, que, se assim fizer, é considerado crime de desobediência qualificada. O sorteio dos jurados é feito entre os eleitores que constam no caderno de recenseamento eleitoral. 
	O Ministério Público (MP) e a defesa (ADV) técnica pode recusar, cada qual, até dois jurados, prescindindo de justificativas para esta decisão. Só podem ser jurados aqueles que sejam cidadãos portugueses, estejam inscritos no recenseamento eleitoral e que preencham os requisitos, tais como ter idade inferior a 65 (sessenta e cinco) anos, escolaridade obrigatória cumprida ou cumprindo, ausência de doença ou anomalia física, ou psíquica que torne impossível o bom desempenho do cargo, pleno gozo dos direitos civis e políticos nacionais, não estarem presos ou detidos, em estado de contumácia, nem haverem sofrido condenação que implique incapacidade para exercício da função de jurado.
	Desta forma, cada juiz e jurado devem explicar os motivos pelos quais decidem daquela forma, indicando, quando necessário, os meios de prova que serviram para tomar a respectiva decisão. Por isso, existe a necessidade de fundamentação na decisão do julgamento ou decisão proferida. 
	Nas palavras de Rangel, apud, Marques Silva (2007 p.58), “Os jurados devem decidir segundo a lei e o direito importa necessariamente conhecê-los e a lei não exige que os jurados sejam conhecedores da lei e do direito que lhe cumpre aplicar”
	Assim compreende-se que quando existe dentro do Júri a necessidade de uma fundamentação e comunicação entre os jurados, estamos nos referindo ao sistema judicial amparado no regime democrático, porém a maioria, por si só, não significa democracia, mas sim consenso que, se for contra a liberdade do outro, não haverá validade.
4.4- Juris na França
	No estado democrático francês a revolução de 1789, foi considerada o berço dos direitos Humanos nacionais ora patriarcais, para combater o autoritarismo dos Magistrados do ancién regime, que cediam à pressão da Monarquia e das dinastias das quais definitivamente dependiam, vendo o Tribunal do Júri como o meio para chegar àquela salvação.
	Passados os anos, o Júri na nação francesa, tomou formas diferentes das nascidas na Revolução de 1789 e, atualmente, é composta por três Magistrados e nove jurados, sendo um Juiz na função de Presidente e os outros dois, na de assessores. O escabinato (formatação do Júri), decidem em sessão secreta e individual, por meio de quesitos distintos e sucessivos que se dirigem ao fato principal da imputação penal e, após, sobre cada uma das circunstâncias agravantes, das questões subsidiárias e dos fatos que constituem causa legal de diminuição da pena. 
	O Réu só será considerado culpado se houver pelo menos oito votos, dentre os doze integrantes ora julgadores, ou seja, dois terços dos votos dos jurados, decidindo-se também a respeito da forma de aplicação da pena se será fechado, semiaberto ou aberto. 
5– Os crimes de competência do Júri no Brasil
	Os crimes que os cidadãos podem julgar, através da sessão Tribuna são os crimes contra a vida praticados de uma maneira dolosa, crimes estes que são o homicídio tentado ou concretizado, infanticídio concretizado ou tentado, genocídio e o abordo provocado pela própria gestante, como também o provocado por terceiros, sejam estes tentados ou concretizados.
 5.1 – Homicídio
	O homicídio consiste na conduta de uma pessoa matar a outra, independente do meio de execução do ato, pois esta conduta pode ser dividida em subcategorias, como a Eutanásia e a legitima defesa de uma injusta agressão. 
	Estas condutas supracitadas são consideradas em nossa nação como crimes, mas o homicídio praticado por meio da legitima defesa, ou até mesmo o incentivado e ordenado pelo Estado, não geram punição, pois existe a excludente de ilicitude do fato fático.
	Mas existem também em nosso ordenamento jurídico pátrio penal o Homicídio Doloso, e é algo chocante, pois neste caso existe uma violação do senso moral médio da humanidade civilidade, como ensinado por Nelson Hungria, que mencionava a definição de Carmignani, que definiu que “A violenta hominis caedes ab hominis injuste patrata”, que significa que o lesão violenta de um homem injustamente é praticado por outro homem, na contemporaneidadeo Douto e Culto Fernando Capez, define em uma de suas obras literais que o “homicídio é a morte de um homem provada por outro home, é a eliminação da vida de uma pessoa praticada por outra. O homicídio é um crime por excelência”, conduta esta que também foi definida peplo perspicaz Impallomeni, que preleciona que “todos os direitos partem do direito de viver, pelo que, numa ordem lógica, o primeiro dos bens é o bem da vida.” Ou seja, o homicídio tem o primor dos crimes mais graves nesta nação, pois em uma ordem lógica, o primeiro direito primordial é a vida
5.2 – Infanticídio 
	No decorrer da história do direito pátrio, o significado desta conduta ilícita era a morte de crianças nos primeiros anos de sua vida, mas com a progressão do direito, agora na contemporaneidade entendesse que este crime, somente se configura-se quando a mulher o comete sobre a influência do estado puerperal, sendo que este estado somente existe por determinado período não especificado. 
	Na outrora em Roma a prática de infanticídio era também conhecida em algumas das tribos bárbaras, pois era aceitável desde que fosse para regularem as condições alimentícias da população arcaica, porque isso eliminaria a população e gerava um pseud. controle administrativo por parte dos governantes na sociedade. 
	Em nossa nação o infanticídio é apenas constituído com o dolo, e somente se configura desde que seja praticado por sua genitora, sob influência do estado puerperal, estado este que é entendido pela duração ou logo após o parto normalmente acaba o período. 
5.3 - Aborto
	A interrupção da gravidez o aborto é o corte da gestação no útero, o que resulta na remoção do feto ou o embrião, antes de este ter a capacidade de sobreviver fora do útero. Um aborto ocorrido deliberadamente, configura-se o aborto induzido, ou a interrupção voluntária da gravidez, mas existe a possibilidade de um aborto espontâneo ou interrupção involuntária da gravidez, rotineiramente a terminologia “aborto”, normalmente refere-se ao induzimento do cessar da gestação, quando o feto já é praticamente capaz de sobreviver fora do útero materno, conduta esta que denomina-se interrupção tardia de gravidez” em nossa nação o aborto é compreendido apenas como uma conduta provocada pela gestante ou por terceiros. 
5.4 - Genocídio
	Esta conduta ilícita é compreendida como o extermínio deliberado de pessoas motivado pelas diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e as sociopolíticas, o objetivo final desta conduta inviável é o extermino de todos os indivíduos integrantes de um mesmo grupo específico da humanidade. 
	Juridicamente este termo de genocídio fora criado pelo polonês Raphael Lemkin, um judeu que no ano de 1943, criasse esta terminologia para conceituar os crimes que tinha o objetivo de eliminar a existência física de grupos específicos da humanidade, o jurista criou este termo, embasado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, declaração esta que define e garante os direitos individuas a todos os cidadãos, que sua nação aprovou a declaração, ou seja, todas as nações que aceitaram que a declaração obtivesse vigência no pais. 
	A formação deste tipo penal também foi embasada no genocídio armênio, ocorrido entre os anos de 1915 a 1923, que fora cometido pelo império otomano, mas este tipo e conduta delituosa somente fora reconhecido após a segunda Guerra Mundial, depois do holocausto dos judeus feito pelos nazistas. Essa conduta delituosa, não tem sua previsão no Código Penal Pátrio, pois foi um delito impensável pelos elaboradores do ordenamento jurídico penal Brasileiro. 
6 – Princípios constitucionais de caráter penal.
	Os princípios constitucionais penais, para alguns autores, são normas que se dividem em princípios e regras, porém, esta diferença é notada majoritariamente diante da análise do caso concreto. 
	Dizia o douto professor Nucci (2003, p. 1034) “como diferenciar princípio da regra, utilizando-se, para tanto dos critérios seguintes: Grau de abstração: os princípios são norma com um grau de abstração relativamente elevado; de modo diverso, as regras possuem uma abstração relativamente reduzida, grau de determinabilidade na aplicação do caso concreta: os princípios, por serem vagos e indeterminados carecem de mediações concretizadas, enquanto as regras são susceptíveis de aplicação direita, caráter de fundamentabilidade no sistema das fontes de direito: os princípios são normas de natureza ou com um papel fundamental no ordenamento jurídico devido à sua posição hierárquica no sistema das fontes ou à sua importância estruturante dentro do sistema jurídico, proximidade da ideia de direito: os princípios são Standards juridicamente vinculantes radicados nas exigências da justiça ou na ideia de direito; as regras podem ser normas vinculantes com um conteúdo meramente funcional, natureza normogenética: os princípios são fundamento de regras, isto é, são normas que estão na base ou constituem a ratio de regras jurídicas, desempenhado, por isso, uma função, normogenética fundamentante”
	Após esta breve observação das principias discordâncias entre as normas e os princípios, cita-se os princípios constitucionais penais que viabilizam a execução do Tribunal do Júri no Brasil. 
	Podemos dizer que os princípios constitucionais penais são garantidores de um Estado democrático de Direito, ainda mais quando este Estado não tenha adotado o regime democrático. Mesmo percorrendo um árduo caminho, os princípios constitucionais penais tiveram que buscar seu espaço aos poucos, já que inseridos em uma sociedade cheia de costumes e enraizada naqueles que detêm o poder de comando.
	Na outrora afirmou Nucci (1999, p.16) “No mesmo modo, identificado os princípios inseridos na Constituição, pode o intérprete evitar contradições na aplicação das próprias normas constitucionais. Se aparentemente há um conflito, através dos princípios que norteiam o sistema, certamente saber-se-á solucioná-lo sem necessidade de negar vigência a qualquer preceito constitucional”
	Também afirma Nucci (1999, p.262) que “Os princípios constitucionais outra coisa representa, senão os princípios gerais de Direito, ao darem a estes o passo decisivo de sua peregrinação normativa, que, inaugurada nos Códigos, acaba nas Constituições.” 
	Desta forma é essencial aos princípios constitucionais “Embasar as decisões políticas fundamentais tomadas pelos constituintes e expressar os valores superiores que inspiram a criação ou reorganização de um dado Estado” (Nucci. 1999, p.15-16), ou seja, estes são os alicerces que traçam as linhas mestras das instituições, dando, por fim, um dos impulsos vitais. 
	Podemos a firma com destreza que o princípio à legalidade processual nasceu na Carta Magna da Inglaterra de 1215, entretanto, foi disseminado na França, gerando assim a aprovação da DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM E DO CIDADADÃO, que diversas vezes preceitua em matéria penal. 
“Art.8° A lei apenas deve estabelecer penas estritas e evidentemente necessárias. E ninguém pode ser punido, senão em virtude de uma lei estabelecida e promulgada antes do delito e legalmente aplicada.” 
	Nossa nação federativa contra o princípio da legalidade, emerge o da reserva legal, da taxatividade e a irretroatividade, O princípio da reserva legal está previsto no art. 5° XXXIX, da Constituição Federativa do Brasil, bem como também está prevista no art. 1° do Código Penal Pátrio, e trata-se de uma cláusula pétrea. Este princípio define “não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem previa cominação legal”, sendo assim algo de exclusividade da lei a edição sobre matéria do Direito Penal, sendo vedado até mesmo o uso de Medida Provisória para tratar do devido assunto. 
	Já o princípio do contraditório remete-se ao pensamento de que todos têm o direito de se defender-se de quaisquer acusações, sejam procedentes ou improcedentes, significa que o acusado definitivamente tem o direito de dizer sua versão a respeito dos fatos que foram imputados a ele. Entretanto é estritamente necessário que o acusadore o julgador respeitem o princípio da igualdade, ou seja, não se pode admitir que uma pessoa viesse a ser processada ou condenada sem que lhe tenha sido dado o meio legal para a sua defesa. 
	Juntamente ao princípio do contraditório temos o da ampla defesa, que configura as garantias instrumentais e processuais, estando os dois inseridos no mesmo dispositivo constitucional, art. 5° inc. LV da Constituição da República Federativa do Brasil. Pode-se ressaltar que se trata de princípios imanentes a qualquer litígio, na esfera judicial ou administrativa como também no tramite do procedimento policial. 
	A ampla defesa deve atender às partes litigantes, independentemente de que venham a ser o primeiro a acusar, mesmo porque nem sempre quem acusa deixa de ser também acusado por aquele a quem inicialmente imputava-se o ato ilícito. 
	Dizia o douto Ângelo e D. Angelo(2008, p.146) “Em resumo, podemos assevera, ainda, que o Tribunal do Júri é também, uma garantia formal e instrumental, haja vista assegurar ao julgador e ao julgado a garantia de se sujeitarem a um devido processo legal, onde se admite a ampla defesa, dai ser despicienda a argumentação do apelante de que houve coordenação incriminadora” 
	Assim podemos assegurar que o princípio da proporcionalidade, em verdade, veio pôr fim às intermináveis decisões de âmbito penal exorbitantes, ainda que estivessem delimitadas pelas normas secundárias. 
7- Princípios constitucionais do Tribunal do Júri
	Como definido por Lyra (1953, p.6 e 47) “O Júri decide por sua livre e natural convicção. Não ´se o jurado obrigado, como o juiz, a decidir pelas provas do processo, contra os impulsos da consciência”, ou seja, a multiplicidade dos fatos e a estrita necessidade social de uma verdadeira justiça impeliram ao legislador a conceder aos jurados a esfera de uma ação penal mais ampla. 
	Assim os jurados estariam possuindo total e completa independência em relação ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Defensória Pública a à Ordem dos Advogados da Nação, tampouco estão adstritos às provas apresentadas e aos argumentos produzidos, haja, vista não serem meros reprodutores de decisões já proferidas na outrora, por isso o entendimento de que as jurisprudências em nada vinculam as decisões dos jurados, pois eles podem decidir pelo seu senso comum, ou seja, é um decisão de livre arbítrio... 
	Assim podemos definir que a instituição dos jurados é formada por quatro princípios básicos, todos eles assegurados no teor do art. 5° inc. XXXVIII alíneas A e B da Constituição da República Federativa do Brasil, sendo que eles são a Plenitude da defesa, o sigilo das votações, soberania dos veredictos e a competência mínima para julgamentos dos crimes dolosos contra a vida. 
7.1- Plenitudes da Defesa 
	Este princípio basicamente estabelece que nos processos do Júri, e exigido mais que a ampla defesa, ou seja, também é exigido a plenitude da defesa, estabelecida no Art. 5° LV da Constituição da República Federativa Brasil, que definitivamente deve vigorar, ou seja, neste instituto não deve apenas vigorar a defesa técnica, relativa aos aspectos jurídicos do fato. 
	A plenitude da defesa é exercida pela defesa técnica e a autodefesa, sendo que a primeira se refere à liberdade que o advogado possui para preparar os argumentos que irão favorecer o Réu, podendo, assim expos todas as condições melhores que couber, mesmo que as mesmas não obtenham respaldos jurídicos necessários. Porém, se o Magistrado analisar a defesa e assim constatar que na mesma, está sendo desenvolvida no plenário de uma forma inepta, pode assim dissolver o Conselho de Sentença, declarando assim o Réu indefeso diante da sessão Tribuna. 
	O art. 497 do vosso Código de Processo Penal Pátrio estabelece que “São atribuições do juiz presidente do Tribunal do Júri, além de outras expressamente referidas neste Código: 
(...)
V – Nomear defensor ao acusado, quando considera-lo indefeso, podendo neste caso, dissolver o Conselho e designar novo dia para o julgamento, com a nomeação ou a constituição de novo defensor (BRASIL – DECRETO – LEI N° 3.689,1941). 
	O digníssimo princípio da ampla defesa está intimamente e definitivamente ligado à plenitude da defesa, pois o primeiro é em relação à possibilidade de o Réu defender-se de modo irrestrito, sem sofre limitações indevido, quer pela parte contrária, ou pelo Estado-Magistrado, já a plenitude da defesa significa que o exercício efetivo de uma defesa é irretocável, sem qualquer arranhão, ou seja, é calçada na perfeição, logicamente inserida na natural limitação humana. 
	A argumentação não jurídica das oralidades do defensor ou do acusador estará se referido às questões sociológicas, religiosas e morais, decorrentes das plenitudes da defesa, trazidas pelas testemunhas e beatificação, que são aquelas pessoas que trazem aos autos do processo, a vida do acusado, ou seja, como o acusado se comportava no convívio social. 
	Estabeleceu Nucci (1999, p. 136-137) “O direito à liberdade é um dos mais importantes à existência e desenvolvimento das pessoas humanas, justamente por isso é considerado, universalmente, um direito fundamental. Sem liberdade, o Homem não conseguiria garantir nem mesmo o direito à vida o mais notável de todos, pois assegura o próprio fato de existir, algo indispensável para aplicação do direto.”
7.2- Sigilo das votações 
	Define que os votos devem ser mantidos em segredo, denominado também de princípio informador, diferindo do princípio denominado de publicidade disposto no teor do art. 93 inc. IX da Constituição da República Federativa do Brasil. 
	Ressalta-se que este princípio não deve ser reconhecido como conteúdo de cada decisão dos jurados, portando não pode acontecer à publicidade destes atos. O Código de Processo Penal Pátrio, prevê inúmeras maneiras de manter o sigilo nos votos do jurados tais como: A incomunicabilidade dos jurados, ou seja, eles não podem em momento algum opinar sobre o processo, sendo somente admitida a conversa entre eles, desde que não seja sobre o processo que eles foram escolhidos para julgar, ou seja, pode ocorrer a comunicabilidade sobre assuntos do cotidianos. Os jurados são proibidos de se comunicar com quaisquer terceiros estranhos, ou seja, eles não podem se comunicar com outras pessoas da parte externa, pessoas que não estão participando do julgamento. 
	O artigo 466 inc. 1° do Código de Processo Penal Pátrio, define “Antes do sorteio dos membros do Conselho de Sentença, o Juiz presidente esclarecerá sobre os impedimentos, a suspeição e as incompatibilidades constantes dos art. 448 e 449 deste Código. 
§1°O juiz Presidente também advertirá os jurados de que, uma vez sorteados, não poderão comunicar-se entre si e com outrem, nem manifestar sua opinião sobre o processo, sob pena de exclusão do Conselho de multa, na forma do §2° do art. 436, deste Código(BRASIL – DECRETO- LEI N° 3.689, 1941)”
	O julgamento deve ocorrer em sala especial: Os votos devem ser proferidos em sala secreta, se o Fórum dispuser deste local, caso contrário, o Magistrado determinará a saída do público, permanecendo em Plenário apenas o representante do Ministério Público, os jurados, advogado das partes, oficial de justiça e o escrivão, evitando assim que as pessoas que estão no recinto perceba qual foram os votos dos jurados selecionados, como também irá impedir quaisquer tipo de constrangimento. 
	O artigo 485 do Código de Processo Penal Pátrio, define que “Não havendo dúvida a ser esclarecida, o Juiz Presidente, os jurados, o Ministério Público, o assistente, o querelante, o defensor do acusado, o escrivão de justiça dirigir-se-ão à sala especial a fim de ser procedida a votação(BRASIL – DECRETO – LEI N° 3.689.1941)”
7.3- Soberania dos veredictos
	Este terceiro princípio, que é somente específico ao Tribunal do Júri, significa que os jurados podem decidir pela procedência ou não da imputação, ou seja, os Juízes togados são substituídos pelos sete jurados escolhidos (sorteados) para dar a decisão da causa. Assim, umTribunal composto somente por Juízes togados não pode modificar a decisão de uma maneira prejudicial ao Réu por meio de revisão criminal. Sendo que já foi concretizada uma decisão que deve permanecer perpetuamente, respeitando assim a soberania dos veredictos. 
	Conforme o preceito legal descrito no art. 593 inc. II, alínea D, do Código de Processo Penal Pátrio, é permitido à apelação das decisões dos jurados , quando for considerado manifestamente contrário ás provas dos autos, ou seja, quando a decisão não for divergente aos autos do processo poderá ocorrer a constituição de uma apelação da decisão, que irá ser julgado pelo Tribunal. Se este der provimento ao recurso interposto, anula-se o julgamento e determina-se a realização de outro, tornasse necessário afirmar, que o Tribunal não decide o mérito do fato, mesmo que a apelação seja feita com esse fundamento. 
	Nucci, definia que “Sendo a revisão criminal uma garantia individual implícita e a Soberania dos veredictos uma garantia da instituição do Júri, portando, explícita, não há necessidade de se prejudicar uma para dar lugar a outra. Neste caso, é perfeitamente possível a conciliação, desde que haja boa vontade do intérprete para fazê-lo, afastando-se o preconceito existente na maioria da doutrina e da jurisprudência contra a instituição do Júri. Alias, sendo também a coisa julgada uma garantia individual, é natural que, como toda garantia, comporte limitação. A revisão criminal é uma restrição à coisa julgada, em nome da simetria que deve reinar entre os direitos e garantias fundamentais, pois maior segurança tem a sociedade se uma sentença injusta for revista do que se for mantida imutável” (1999, p. 108). 
7.4- Competência mínima para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida
	Os crimes dolosos contra a vida devem ser estritamente julgados pelo Tribunal do Júri que são o Homicídio (art. 121 do CPP), induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio (art. 122 do CPP), infanticídio (art. 123 do CPP) e aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento e aborto provocado por terceiro (art. 124 e 126 do CPP). Mas tornasse necessário dizer que a sua competência pode ser ampliada por Lei ordinária, conforme determinado no art. 74 §1° do Código de Processo Penal Pátrio “A competência pela natureza da infração será reguada pelas leis de organização judiciária, salvo a competência privativa do Tribunal do Júri”. 
§1° Compete ao Tribunal do Júri o julgamento dos crimes previsto nos artigos 121, §1° e §2°, 122 parágrafo único, 123, 124, 125, 126 e 127 do Código Penal, consumados ou tentados (“BRASIL-DECRETO–LEI N° 3.689, 1941)”. 
	Artigo 78 do Código Penal Pátrio determina as competências por conexão ou continência, que serão observadas pelas seguintes regras: 
I – No concurso entre a competência do Júri e de outro órgão da jurisdição comum, prevalecerá a competência do Júri (BRASIL-LEI N° 3.689.1941)”
	O nosso código de Processo Penal Pátrio, prevê estritamente que o julgamento dos crimes conexos com os crimes dolosos contra a vida também será de competência do Tribunal do Júri, entretanto, somente quando o elemento subjetivo do tipo for o dolo, nas suas modalidades diretas ou indiretas, ou seja, como se fosse algo alternativo ou eventual. 
	Alguns casos fogem da competência do Júri, quando o dolo do agente não atenta contra a vida, como, por exemplo, o caso de Latrocínio, que não é crime contra a vida, e sim conta o objetivo e o patrimônio, devendo este fato ser julgado pelo Juiz singular e não pelos cidadãos, a sumula proferida pelo Supremo Tribunal Federal número 603 fala sobre isso “A competência para o processo e julgamento de latrocínio é do Juiz singular e não do Tribunal do Júri.”
	Os crimes dolosos contra a vida que são praticados a bordo de navio ou aeronaves, segundo a Constituição, a Justiça Federal tem competência para julgar os crimes praticados a bordo de navios ou aeronaves, sem esquecer da competência da Justiça Militar, conforme o artigo 109 inciso IX, de vossa Constituição da República Federativa do Brasil, que estabelece “Aos juízes federais compete processar e julgar: IX os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvadas a competência da Justiça Militar” este artigo de nosso ordenamentos jurídico pátrio, fala a respeito dos navios, e não das embarcações, segundo o descrito no Código de Processo Penal no teor dos artigos 70, 88 e 89. Os preceitos dos artigos mencionados são: “Artigo 70: A competência será de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado do último ato de execução.” 
“artigo 88: No processo por crimes praticados fora do território brasileiro, será competente o juízo da capital do Estado onde houver por último residido o acusado. Se este nunca tiver residido no Brasil. Será competente o juízo da Capital da República.” 
“artigo 89: Os crimes cometidos em qualquer embarcação nas águas territoriais da República, ou nos rios e lagos fronteiriços, bem como a bordo de embarcações nacionais, em alto-mar, serão processados e julgados pela justiça do primeiro porto brasileiro em que tocar a embarcação, após o crime, ou, quando se afastar do País, pela do último em que houver tocado. 
	Se tratando de crimes dolosos contra a vida praticados a bordo de navios, a competência será estritamente do Juiz Federal, conforme do decreto-lei n° 253/67 estabelece: “Artigo 4° Nos crimes de competência da Justiça Federal, que devem ser julgados pelo Tribunal do júri, observar-se-á o disposto no legislação processual, cabendo a sua presidência ao juiz a que competir o processamento da respectiva ação penal – PARÁGRAFO ÚNICO. Nas Seções Judiciárias, onde houver mais de uma Vara, competentes em matéria criminal, a lista dos jurados será organizada anualmente por um dos Juízes, mediante rodízio observada sua ordem numérica (BRASIL – DECRETO – LEI n° 253/67” 
	Ressalta-se que o artigo 5° §1° do nosso Código de Processo Penal Pátrio, estabelece que os crimes cometidos dentro do território nacional serão considerados uma extensão do território brasileiro “Art. 5° -Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratadas e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional - §1° Para os efeitos penais, considera-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto mar” 	
	Estes crimes que ocorrem a bordo de navios públicos ou nos navios que prestam serviços para a vossa nação, serão tramitados e julgados pela vossa Justiça Militar, para que possa ocorrer o Tribunal do Júri, é necessariamente a aplicação dos princípios que ambaram os sete jurados, para que eles possam decidir sobre o que será aplicado ao Réu, condenação ou absolvição. Ressalta-se que somente haverá competência para os jurados da sessão Tribuna, quando o elemento subjetivo do tipo for o dolo, nas modalidades diretas ou indiretas, ou seja, uma conduta alternativa ou eventual. 
	Preceituou o Douto Bonfim: “A competência penal do Júri possui extração constitucional. Assim, conforme o caráter absoluto que apresenta e por efeito da vis attractiva que exerce, estende-se às infrações penais conexas ao crime doloso contra a vida” 
8- Juizado Criminal Especial
	Agora iremos falar do JECRIM, Juizado Especial Criminal, nasceu como uma forma de promover a conciliação ou julgar as infrações de menor potencial ofensivo. A sua implantação foi através da Lei n° 9.099, de 26 (vinte seis) de setembro do ano de 1995 (hum mil novecentos e noventa e cinco) 
	O Juizado Especial Criminal, também denominado como JECRIM, é definitivamente um órgão da estrutura do Poder Judiciário Brasileiro, destinado a promover a conciliação, o julgamento e a execução de qualquer infração de menor potencial ofensivo.Tais ilícitos penais são todas as contravenções penais, independentemente das sanções prevista em lei e os crimes com penas apenas de liberdade cominada de no máximo dois anos, cumuladas ou não com uma multa pela conduta ilícita. 
	Como estabelecido no artigo 2° da Lei 9.099/95, os procedimentos nos Juizados Especiais devem ser orientados pelos princípios da oralidade, informalidade, celebridade e simplicidade, buscando assim sempre promover a composição civil, ou a transação penal, que é um mero acordo que eventualmente será realizado entre o representante do Parquet e o autor do fato ilícito, expressão utilizada pela lei supracitada. Assim designando a pessoa que se envolveu na prática de uma infração penal de menor potencial ofensivo, sendo certo que este tem a faculdade de não aceitar ou aceitar. 
	Ressalta-se que no âmbito da Justiça Federal os Juizados Especiais só vieram e ser instituídos por meio do decreto de Lei n° 10.259 de 12 (doze) de julho de 2001 (Dois mil e um). 
8.1 Juizado Criminal Especial X Tribunal do Júri
	Os crimes que são julgados pelo Juizado Especial são os crimes diversos daqueles que são de competência do juiz singular, diferenciando também do Tribunal do Júri, que julga os crimes dolosos contra a vida, tentados e consumados. 
	Alguns crimes que são considerado crimes dolosos contra a vida, quando chegam ao juiz, e se ó mesmo se convence de que não és de competência da sessão Tribuna, desclassificando assim o crime e fazendo que ele seja remetido para um juiz singular. Entretanto, o juiz, ao fazer a desclassificação, não pode apontar nenhum novo crime, sob pena de invadir a competência do juiz monocrático de direito. 
	Quando o juiz que é competente para acompanhar a sessão Tribunal, faz a desclassificação do crime e as partes não recorrem deste processo, remete-se novamente ao juiz singular. Caso algumas das partes queira recorrer da decisão, é cabível o Recuso denominado de Recurso em Sentido Estrito, conforme descrito no artigo 581 inciso II do Vosso Código de Processo Penal Pátrio, “Caberá recurso, no sentido estrito, da decisão, despacho ou sentença (...) II – que concluir pela incompetência do Juízo. 
	Mas também temos um previsão no artigo 419, parágrafo único, que estabelece “Quando o juiz se convencer, em discordância com a acusação, da existência de crime diverso dos referidos no § 1° do art. 74 deste Código e não for competente para o julgamento, remeterá os autos ao juiz que seja.“ (DECRETO-LEI N° 3.689-1941)
	Desta forma os crimes julgados no Juizado Criminal Especial, são definitivamente diferentes daqueles apreciados pela sessão Tribuna, sendo de competência estrita, ou seja, trabalhando em âmbitos diferentes com matérias distintas. Desta forma, nem todo crime praticado será julgado pelo Tribunal do Júri, sendo necessário olhar a potência em que foste praticado e, caso o juiz assim entender, pode-se remeter para a apreciação de outro douto Magistrado. 
9- Pensamento Crítico ao Tribunal do Júri no Brasil
	A sessão Tribuna é uma das mais democráticas instituições do vosso poder judiciário, mesmo que julgue o homem com decisão de seus pares, e não com a decisão de um Juiz togado ou Justiça Togada, ou seja, é aplicado o direito segundo entendimento da sociedade e não com a consonância ou as técnicas dos Tribunais da pátria, apenas com o entendimento dos cidadãos. 
	O Tribunal do Júri, além de democrático, configura-se eivado de arbitrariedade, em razão da inexistência do dever de motivação dos julgamentos, nas respostas e nos quesitos, não é necessário nenhuma forma de fundamentação acerca da opção escolhida, fazendo com que o jurado firme seu convencimento segundo o que lhe pareça verdade, ou seja, conforme o que lhe e revelado e tomado como verdade absoluta pela sua consciência. 
	Ressalta-se que a instituição do Júri além de ser polêmica, permanece-se estritamente prevista nas legislações modernas, independente dos diversos modelo, na medida traz uma espécie de legitimação para o sistema jurídico em razão da participação popular, que injeta novos valores democráticos ao processo legal pátrio.
	A rotineira participação dos cidadãos no julgamento dos crimes, mais graves é um princípio recorrente em nossa sociedade ao longo da história, pois na antiga Grécia, originou-se a forma primitiva do Júri, por intermédio do Tribunal da Helieia, os heliastas que praticamente eram em seis mil cidadãos distribuídos em dez seções de seiscentos membros designados anualmente por sorteio em meio aos cidadãos com mais de trinta anos, de reputação ilibada, não devedores do Estado.
	Cita-se os principais argumentos positivos a existência e execução do Tribunal do Júri, “ I –O Tribunal do Júri está se expandindo para outros países atualmente, não é verídico a afirmação que está em processo de extinção, II – O Júri é uma garantia da liberdade individual e do regime democrático, III – O Júri julga crimes que atentam contra o mais importante bem jurídico; a vida, daí a razão de o julgamento ser colegiado. IV – Sete consciências julgam melhor que uma, V – O Júri confere legitimamente ao Estado e à justiça, na medida em que é o próprio povo quem julga, VI – E mais relevante o veredicto prolatado pela comunidade do que por um poder judiciário constituído, VII – O julgamento dos crimes dolosos contra a vida, os jurado têm mais liberdade de entender e julgar corretamente o fato, contrariamente ao juiz togado, afeito ao tecnicismo legal, VIII – Diretamente por um magistrado, o Júri pode fazer justiça, na medida em que tem a possibilidade de desprezar o frio texto da lei patriarcal, IX – O conselho de sentença não motiva suas decisões, chegando ao veredicto de acordo com sua própria ética e conhecimentos sociais, X- Na nossa nação o exemplo mais eloquente de erro judiciário é um elogio ao Júri e uma critica à justiça togada, EXEMPLO o caso do irmãos naves, onde o Júri absolveu por duas vezes os acusados inocente e o Tribunal técnico condenou-os equivocadamente, errando na decisão, XI – No Júri, se julga o homem, além do fato, sendo a justiça técnica mais reducionista, faz-se um julgamento mediante complexas fórmulas legais, esquecendo-se do “Homem”, XII – O Júri possibilita uma verdadeira aproximação da comunidade com a justiça, XIII – O Júri é símbolo da justiça e não deve ser destruído por representar historicamente uma conquista da cidadania, IVX – O risco de a imparcialidade do Júri ser comprometida por medo ou corrupção dos jurados é pequeno se comparado ao julgamento de um juiz togado, visto que no Júri o número de jurados convocados é expressamente maior, XV – O Tribunal do Júri tem uma precisão Constitucional. 
	Agora cita-se os principais argumentos contrários a existência e execução do Tribunal do Júri, “ I - A decisão do Júri não é fundamentada em momento algum, II – O júri decide somente em segredo, III – A maioria dos jurados não tem nenhuma experiencia sobre os direitos patriarcais, IV – Em muitos Países, o Júri está praticamente extinto, V – O Tribunal do Júri não é verdadeiramente uma ação representativa da sociedade, VI – Os resultados proferidos pelo Tribunal do Júri são totalmente imprevisíveis, VII – A mídia pode influenciar definitivamente e incontestavelmente nos veredictos do jurado VII – Rotineiramente os resultados do Júri são frutos de persuasão e não de razão IX – Definitivamente falta aos jurados a necessidade de habilidade para entender e julgar corretamente os fatos, X – Normalmente não existe diferenças entre o resultado de um julgamento de um Júri e o de um juiz Técnico, XI – O resultado é aproximado, melhor julgamento menos oneroso financeiramente e mais rápido, realizado por um juiz singular Togado. XII – O julgamento do Tribunal do Júri normalmente reflete mais o envolvimento emocional dos jurados do que uma mera decisão racional, XIII – Os jurados sorteados se enganam frequentemente ao votar nos quesitos, XIV – A tarefa de julgar seu semelhante é para profissionais, não para amadores, XV – Os jurados condenamcom muita frequência, XVI – Os veredictos absurdos são prolatados costumeiramente, XVII – jurado, sendo compelido a fazer parte do Júri, não julga com o mesmo interesse que um Juiz singular Togado, que escolheu a magistratura como sua profissão e estudou para isso.”
10- Conclusão Final
	Foi compreendido com este estudo sobre o Tribunal do Júri, também denominado de Tribunal Popular, que as decisões preferidas são impenetráveis e que são decisões somente de consciência e não de ciência, ou seja, os jurados normalmente não compreendem as Leis e condições supralegais patriarcais. 
	O Tribunal do Júri, foi instituído no Brasil antes da independência democrática para julgar apenas os crimes de imprensa, e encontra-se atualmente, ratificado pela Constituição da República Federativa do Brasil para julgar os crimes dolosos contra a vida e a maioria dos doutrinadores embasam que é uma atitude correta de vossa nação.
	Sendo estritamente apoiado pelos doutrinadores, defendo definitivamente e incontestavelmente que o Tribunal do Júri é leigo sobre os direitos e garantias fundamentais do nosso Estado Democrático de Direito, mas tomam sua decisão pela sua consciência, o que é justificado pela vontade de neutralizar a tirania estatal, pois o Estado em inúmeras situações deixa de aplicar os princípios constitucionais, tais como o “princípios da inocência” e o “In dubio pro reo ” , ambos previstos no teor de nossa constituição que deve ser respeitada, como uma Lei máxima desta nação, pois segundo a pirâmide das Leis de Hans Kelsen, à mesma é uma Lei suprema em nosso ordenamento jurídico pátrio. 
	Este trabalho busca esclarecer quais as devidas condições que os sete jurados escolhidos tomam para proferir sua decisão e se é somente sobre a ciência dos direitos patriarcais ou se é só pela sua consciência e senso de justiça, que decidem absolver ou condenar um acusado de ter praticado crime contra vida de outrem. 
	 Pode-se comprovar-se que a decisão dos sete jurados escolhidos para julgar seu semelhante, é somente por consciência e senso de justiça, pois as mesmas não precisão ser fundamentadas e nem justificadas, sendo respondido os quesitos somente com sim ou não, como também pode ser comprovada pela soberania dos veredictos que os jurados leigos prolatam, pois são incontestável e importantes, como se fossem proferidas pelos juízes singulares togados, pois suas decisões são totalmente e definitivamente soberanas na sessão Tribuna, além de baseadas na íntima convicção e no bom senso do ser humano social. Isso nos deixa claro que a metodologia técnica é devidamente importante nas decisões judiciais, pode se tornar relativa diante das sentenças coerentes dos jurados, que apenas decidem com a sua consciência, pois eles normalmente não obtêm tanta ciência dos direitos patriarcais. O que nos mostra que para decidir sobre o futuro das condições executórias do cidadão acusado de ter praticado crime contra a vida de outrem não é única e exclusivamente proferida pelos conhecimentos jurídicos, mas sim de uma boa sabedoria e um ótimo senso comum de justiça dos cidadãos desta nação, que sem quaisquer dúvidas são características inerentes dos jurados ou melhor colocando das pessoas que se candidatam a decidir, sobre os fatos dolosos contra a vida dos seus semelhantes. 
	Para nossa esfera penal, o Tribunal do Júri é o símbolo e a esperança de uma justiça mais sensível e de algumas transformações sociais, pois o acusado e julgado pelos seus semelhantes, ou seja, pela sociedade, pelos cidadãos que estão buscando aproximar o Direito de sua verdadeira legitimação. Afinal está valorosa e digna instituição denominada de sessão Tribuna é capaz de converter o sistema judiciário dos simples saberes técnicos para um saber social, um senso comum de justiça dos cidadãos desta pátria, assim deixando completamente de lado as exclusões sociais que tomam absolutamente conta deste país em determinados casos, pois em algumas situações se condena acusados que apenas executaram determinadas condutas, previstas no capítulo I e se esquecem as excludentes de ilicitude previstas no art. 23, do Código Penal Pátrio. 
	Ressalta-se que é apenas necessário que os jurados fiquem enfocados no fato fático que o réu está sendo acusado de ter praticado, como meros legistas para que possam tomar uma decisão com base no teor dos fatos e na estrutura jurídica do nosso Estado Democrático de Direito, ou seja, não e cobrado estudo sobre as Leis patriarcais e sim apenas uma condição social favorável para se candidatar-se ao corpo de jurados.
	Após tudo que foste supracitado finaliza-se este trabalho com a convicção definitiva de que o Tribunal do Júri deve ser sempre utilizado, e que ocorra algumas mudanças em relação a vossa contemporaneidade, pois o mesmo definitivamente traz ao ornamento jurídico pátrio uma condição, mais estrita de justiça social e de um senso comum, porque são os cidadãos que decidem e as mudanças devem ocorrer, porque as vezes os jurados não prestam atenção nos fatos e no que é citado ou observado pelos promotores ou pelos advogados e com estas mudanças e os devidos aprimoramentos no funcionamento da Sessão Tribuna, irá ser preservado o papel democrático desta nação e assim a vossa sociedade, ira entender melhor o que significa democracia. 
	Pois em nossa nação existem inúmeros casos de pessoa que não sabem que estamos em um País democrático e que nossas leis são embasadas em um Estado Democrático de direito, ou seja, um lugar que existe o respeito estrito aos direitos humanos, as garantias dos direitos individuais e coletivos dos cidadãos, ou seja, um Estado onde os governantes devem respeitar todos os direitos que são previstos em leis, sejam estas leis elas especiais, ordinárias, complementares ou constitucionais. 
	
REFERÊNCIAS
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