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Terapia de processamento auditivo

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Terapia de processamento auditivo 
 
Decodificação: 
Deverá enfatizar o treino das habilidades auditivas de consciência fonológica (análise e 
síntese) associada à leitura e o treino dos aspectos de discriminação de freqüência, 
intensidade e duração de sons não-linguísticos e de sons verbais. 
 
Codificação: 
Deverá enfatizar o treino da compreensão de linguagem no ruído (figura-fundo) e o 
treino de cada canal auditivo separadamente, utilizando tampão auricular. 
 
Organização: 
Treinar predominantemente memória para sons em seqüência. Utilizar sons verbais 
visando à seqüência lógico-temporal de um texto. Usar sons não verbais visando à 
prosódia da fala. 
 
 
O processo de intervenção não possui uma ordem seqüencial de treino preestabelecida. 
 
Atividades: 
 
1) Duração de 10 a 20 min. Material: um lenço de pano. Objetivo: desenvolver o 
processamento auditivo e a memória. Organização: os participantes formam um 
círculo, ficando um deles no centro, com os olhos vendados. Desenvolvimento: o 
animador caminha ao redor do círculo e toda vez que tocar em alguém, aquele que foi 
tocado perguntará: Quem é? Quem estiver no centro, com os olhos vendados, terá que 
adivinhar o nome do participante que falou. Se não adivinhar, o participante que falou 
passa a ocupar o lugar dele no centro do circulo. Mas se reconhecer a voz e pronunciar o 
nome do companheiro mantém seu lugar e a brincadeira recomeça. 
 
 
2) Duração 15 minutos. Material: giz ou equivalente pra traçar uma linha no 
chão; dois cartazes: em um escrito a palavra rio e em outro a palavra ribeira. Objetivos: 
desenvolver a orientação espacial; desenvolver o processamento auditivo, sendo as 
habilidades auditivas predominantes tais como a atenção e o reconhecimento de 
palavras com extensão diferentes. Organização: traça-se uma linha bem visível no 
chão. Um dos lados da linha será o rio, onde será colocado o cartaz correspondente no 
chão, e o outro, ribeira, onde coloca-se o outro cartaz. Os participantes colocam-se em 
fila indiana, do lado da ribeira, junto à linha divisória. Desenvolvimento: o animador 
vai alterando arbitrariamente as palavras rio, ribeira..., devendo os participantes 
deslocarem-se, saltando com ambos os pés, para o lado indicado. Quem se enganar ou 
pisar sobre a raia, sai do jogo. O ultimo que ficar será o vencedor. Pode-se tornar o jogo 
mais difícil, fazendo com que os participantes pulem num pé só ou que coloquem a mão 
na nuca. Se perderem o equilíbrio ou soltarem a mão terão que sair do jogo. 
 
 
3) Duração de 10 a 20 minutos. Objetivo: desenvolver o processamento auditivo, 
sendo as habilidades auditivas predominantes atenção, memória e o reconhecimento de 
palavras. Organização: os participantes dispõem-se em círculo, sentados, deixando um 
lugar vago. Cada qual escolhe para si o nome de uma fruta ou verdura e esta escolha 
deve ser feita em conjunto. As crianças podem escrever os nomes das frutas e verduras 
em papéis, lendo-os em seguida e sorteando-os. Os nomes podem ser colocados na 
forma de crachás. Desenvolvimento: o animador conta que foi a uma quitanda e lá 
conheceu o Sr. Joaquim que lhe perguntou o que desejava e ele foi enumerando uma 
lista de verduras e frutas com as respectivas quantidades. Cada vez que o animador 
menciona uma fruta ou verdura, o participante que tiver o mesmo nome deve ocupar o 
lugar que estiver vago; aquele que se enganar ou demorar sai do jogo. Observação: é 
preciso ter cuidado de reconstituir o círculo toda vez que necessário, de maneira que não 
fique mais de um lugar vago. A atividade pode começar lentamente e ser acelerada aos 
poucos. 
 
 
4) Duração 15 minutos. Material: um apito. Objetivo: propiciar o 
desenvolvimento do processamento auditivo, sendo as habilidades auditivas 
predominantes a atenção e o reconhecimento de sons não verbais com variação de 
intensidade (forte versus fraco), duração (curto versus longo) e freqüência (número de 
vezes). Organização: os participantes colocam-se em fila, separados por uma distancia 
de um metro. O professor ou terapeuta deve ter um apito. Desenvolvimento: quando o 
animador apitar uma vez, os participantes deverão dar um passo pra frente. Se apitar 
duas vezes, o passo será pra trás. Quem se atrapalhar sai do jogo. E assim prossegue 
sucessivamente até restar um só que será o vencedor. Observação: pode-se variar a 
atividade acrescentando saltos para os lados ou outros movimentos e as opções de 
apresentação do som já descritas. 
 
 
5) Duração de 5 a 10 minutos. Material: cadeiras. Objetivo: estimular a atenção; 
desenvolver o processamento auditivo. Organização: dispõem-se as cadeiras formando 
uma roda, colocando-se uma a menos que o total de participantes. Desenvolvimento: 
todos em pé, inicia-se o percurso ao redor das cadeiras, sem tocá-las. A movimentação 
deve ocorrer ao som de uma música, cantada pelas crianças com variação de velocidade, 
sendo que, em músicas mais rápidas as crianças deverão andar mais rápido e, em mais 
lentas, o oposto. Ao sinal do professor, cada qual procura sentar-se na cadeira mais 
próxima. Quem não conseguir sai do jogo. 
 
 
6) Duração 20 minutos. Material: giz para traçar círculos no chão. Objetivo: 
desenvolver o processamento auditivo; treinar habilidades auditivas associadas com 
habilidades visuais. Organização: os participantes escolhem ou recebem nomes de 
animais, escrevendo e/ou lendo os diferentes nomes, sentam-se ao acaso no chão (a 
floresta) Desenvolvimento: o caçador percorre o lugar em todas as direções e vai 
chamando os animais. O integrante nomeado deve apessar-se a tomar a posição atrás do 
professor. O passeio dos animais, quando designados pelo caçador pode ser feito por 
exercícios os mais variados: corridas, saltos etc. 
 
 
7) Duração de 12 a 40 minutos, conforme o número de participantes. Material: 
um lenço, um pacote de balas, folhas ou pedaços de papel. Objetivo: desenvolver o 
processamento auditivo, sendo as habilidades auditivas predominantes como a atenção e 
a localização sonora. Organização: os participantes sentam-se formando um círculo. O 
professor coloca uma venda nos olhos de um deles, em seguida transporta para algum 
lugar, por ele ignorado, o pacote de balas, que deverá estar envolvido em papel grosso, 
de tal maneira que seja difícil desembrulhar sem fazer ruídos. Desenvolvimento: a um 
sinal do professor um dos participantes, indicado ao acaso, deixa seu lugar e aproxima-
se silenciosamente do pacote de balas. Se conseguir abri-lo sem fazer barulho, tem 
direito a comer uma bala e ganha três pontos. O participante que fez o papel de sentinela 
toda vez que ouvir algum barulho grita “alto” e indica a direção onde acredita estar o 
ladrão. Se acertar, o companheiro que faz o papel de ladrão é eliminado e a sentinela 
ganha três pontos. Escolhe-se nova sentinela e outro participante para o papel de ladrão 
e a brincadeira continua. Pode-se dividir os participantes em duas equipes e, neste caso, 
os pontos ganhos serão distribuídos às respectivas equipes. 
 
 
8) Objetivos: percepção auditiva analítico-sintético não verbal; ampliação do 
vocabulário. Material: gravador e fita cassete com sons relacionados a situações 
contextualizadas. Método: o professor apresenta aos alunos várias seqüências sonoras 
(em média três estímulos por seqüências), representando determinadas situações. As 
crianças separadas em grupos, deverão recompor em todo as partes sonoras 
apresentadas, marcando pontos para seu grupo. Exemplo: buzina, motor de carro e carro 
freando = rua; telefone, máquina de escrever e impressora = escritório. 
 
 
9) Objetivos: ampliação do vocabulário; percepção auditiva/rima, introdução à 
noção de prefixo e sufixo. Método: a criança deve inventar palavras que tenham em 
comum o sufixo ou o prefixo da palavra selecionada; por exemplo: com base em 
“infeliz” e “livraria” ela faz outras associações, formando palavras como

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