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efeitos da eletrolipolise

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conclusão final dos resultados obtidos após o tratamento realizado. 
	Estudo
	Tipo de Estudo
	Nº de Voluntários Gênero/ Faixa Etária
	Protocolo de Avaliação
	Protocolo
e
Parâmetros 
de Tratamento
	Resultado das Aplicações
e
Conclusão do Estudo
	Azevedo et al, 2008.
	Experimental tipo ensaio clínico (controlado e randomizado)
	· 18 mulheres, 
· 18 a 25 anos.
	· Avaliação da dobra cutânea abdominal
· Cirtometria
· Peso.
	· 20 sessões.
· 50 minutos.
· 10 semanas.
· Corrente Aussie.
· 15Hz, com tempo ON de 50μs e tempo OFF de 50μs;
· 20 minutos para onda C e 10 minutos para onda E;
· Intensidade foi regulada de acordo com a tolerância da paciente.
	
· Houve redução na prega cutânea abdominal
20% do Grupo I (eletrolipólise) e 23,88% do Grupo II (eletrolipólise + atividade física aeróbica).
· Eficácia da eletrolipólise
associado a atividade aeróbica.
	Melo et al, 2012.
	Quase- experimental
	· 26 mulheres,
· 18 a 30 anos
	· Avaliação física
· IMC,
· C/Q,
· Perimetria,
· Peso corporal.
	· 20 sessões; 
· 50 minutos;
· 10 semanas.
· Aparelho HVS Eletrolipólise Corrente Aussie;
· Modo percutâneo, 
· 30 Hz, associada à forma de onda C. 
· Intensidade foi alternada de acordo com a sensibilidade de cada voluntária.
	· Redução de medidas na região abdominal.
· Eficácia da Eletrolipólise na redução de gordura abdominal localizada.
	Mello et al, 2010.
	Experimental tipo ensaio clínico (controlado e randomizado)
	· 18 mulheres;
· 20 a 30 anos.
	
· Perimetria,
· Bioimpedância elétrica.
	· 10 sessões
· 50 minutos,
· 10 semanas.
· HVS eletrolipólise Corrente Russa.
· 30 Hz associado à forma de onda C;
· Intensidade de acordo com cada paciente.
	· Grupos I (controle),
· Grupo II (eletrolipólise transcutâneo) 
· Grupo III (eletrolipólise percutânea) não houve diferença significativa nas variáveis analisadas
· Maior eficácia da Eletrolipólise no modo transcutâneo.
	Rosa et al, 2014
	Pré - experimental
	· 9 mulheres
· 20 a 30 anos
	
· Avaliação das dobras cutâneas
· Circunferência abdominal,
· Fotografia
· Avaliação física (IMC, peso corporal).
	· 10 sessões, 
· 1 hora, 
· 10 semanas.
· Corrente bifásica assimétrica.
· 5 Hz.
· Largura de pulso 300μs.
· Intensidade de acordo com cada paciente.
	· Redução das medidas na região abdominal.
· Eficácia da Eletrolipólise na redução de gordura abdominal localizada.
	Scorza et al, 2008.
	Pré-experimental
	· 16 mulheres,
· 25 a 40 anos
	· Ultrassom.
	· 10 sessões 
· 40 minutos, 
· 5 semanas.
· 30 Hz 
· Largura de pulso de 250μs. 
· Corrente Tens modo normal e Burst.
	· Redução de medidas na região abdominal.
· Eficácia da Eletrolipólise na redução de gordura abdominal localizada, com uso de tens modo burst e normal.
	Silva et al, 2013.
	Estudo experimental.
	· 10 mulheres, 
· 30 a 55 anos
	· Não especificado.
	· Não especificou número de sessões 
· 50 minutos,
· O autor não especifica parâmetros.
	· Técnica é eficaz, com perda significativa de medidas.
	Couto et al, 2010.
	Experimental tipo ensaio clínico (controlado e randomizado).
	· 23 mulheres,
· Idade não especificada.
	· Avaliação das dobras cutâneas,
· Circunferência
· Bioimpedância.
	· 12 sessões 
· 40 minutos, 
· 6 semanas.
· 10 minutos com frequência a 30Hz 
· 20 minutos a 10Hz
· Intensidade de 2,2 a 6,9 mA;
· Largura de pulso 500 µs 
· 255 µs de repouso TENS
· 30 µA a 1mA para Microcorrente
· Corrente TENS e Microcorrente.
	· Redução de medidas dos grupos controles, em média, superior ao grupo controle.
· Efeito coadjuvante ao exercício físico, na redução da massa gorda.
	Leite et al, 2016.
	Relato de Caso.
	· 1 homem,
· Idade não especificada.
	· Bioimpedânci
· Circunferência abdominal
· Pregas abdominais.
	· 7 sessões 
· 50 minutos, 
· 3 semanas e meia.
· Corrente Tens modo normal.
· Frequência 30Hz,
· Largura de pulso de 200µ segundos. 
	· Redução de 21,8% de tecido adiposo nas pregas abdominais após sete dias. 
· Efeito benéfico- da eletrolipólise na redução da gordura localizada em região de tecido abdominal.
Objetivando avaliar a eficácia da eletrolipólise sobre a redução da gordura localizada e equiparar o padrão de tratamento abordado com a bibliografias referências da área de fisioterapia dermatofuncional Guirro (2002) & Borges (2016),constatou-se que a maior parte dos indivíduos que participaram dos estudos revisados, são do gênero feminino, a quantidade de indivíduos participantes variou entre os estudos, sendo que apenas 37,5% dos estudos relatam em sua metodologia que ao longo do tratamento houve desistência das participantes.
Segundo Borges (2016), para se obter um bom protocolo de tratamento, é necessário que haja uma avaliação adequada e fidedigna do cliente a ser tratado, podendo haver interferência nos resultados, caso a avaliação seja feita de maneira incorreta. 
A importância de ter os mesmos avaliadores que realizaram a primeira avaliação antes do tratamento, serem os mesmos a avaliaram após o final do tratamento, pode ser um motivo que decorra as alterações nos resultados finais, assim como o não uso de marcações como ponto de referência para mensurações mais precisas. Dos estudos analisados apenas Azevedo (2008), relata que os avaliadores que realizaram a primeira avaliação antes do tratamento, são os mesmos que avaliaram após o final do tratamento de 10 sessões.
Com relação ao método de avaliação utilizado nos estudos, 62,5% dos utilizaram a perimetria, 50% utilizaram a avaliação a dobra cutânea ou prega abdominal, 37,5% utilizaram a bioimpedância, 12,5% utilizaram a ultrassonografia e 12,5% utilizaram a fotografia. 
 Entende-se que a técnica mais utilizada foi a perimetria, por ser uma técnica de avaliação com baixo custo, sendo preciso apenas de uma fita métrica que mede a circunferência abdominal, mesmo não sendo a técnica mais eficaz para obter resultados fidedignos; seguido do método de dobra cutânea ou prega abdominal que tem como finalidade avaliar, indiretamente, a quantidade de gordura contida no tecido celular subcutâneo e estimar a proporção de gordura em relação ao peso corporal do indivíduo ou ainda de estimar a densidade corporal e a quantidade de gordura corporal. 
Outro ponto abordado por Borges (2016) refere-se a importância de que os avaliadores que realizaram a primeira avaliação antes do tratamento, serem os mesmos a avaliarem após o final do tratamento. A falta de cuidado com este item pode ser o motivo que decorra á alterações errôneas nos resultados, bem como o não uso de marcações como ponto de referência para mensurações mais precisas. Dos estudos analisados apenas Azevedo (2008), relata que os avaliadores que realizaram a primeira avaliação antes do tratamento, são os mesmos que avaliaram após o final do tratamento de 10 sessões.
Analisando a quantidade de sessões, a frequência semanal e tempo de aplicação da eletrolipólise, observou-se bastante variação entre os estudos analisados. Porém no quesito tempo de aplicação observa-se a predominância de 50 minutos de aplicação, o que de acordo com Borges (2016) seria o tempo mais utilizado na prática clínica apesar de não existir nenhum estudo que comprove a eficácia dos resultados obtidos através desse tempo de aplicação.
A literatura recomenda que a corrente de baixa frequência seja utilizada em torno de 25Hz, tendo como meio de condução eletrodos, agulhas de acupuntura com tamanhos variados entre 2 cm e 12 cm de comprimento e 0,25 mm a 0,3 mm de diâmetro, sendo então as agulhas mais grossas as que desenvolvem maiores efeitos e maior facilidade na sua introdução, Borges (2016). 
Observou-se que apenas 37,5% dos autores descrevem em seus estudos o tamanho das agulhas utilizadas, sendo que há uma predominância de agulhas do tamanho 0,25 mm x 30 mm, o que se encontra dentro dos padrões que Borges (2016) sugere em sua literatura.
Em relação aos parâmetros utilizados, 62,5% dos autores utilizaram frequências de 30Hz durante as aplicações. 12,5% utilizou uma frequência de 15Hz, abaixo do que a literatura recomenda, 12,5% utilizou frequência de 5Hz e 12,5% não especificou a frequência usada na aplicação