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1474172-6-_SUBESTAÇÃO_PARTE_II_SE_DE_UTILIZAÇÃO'

Especificação técnica sobre subestações de utilização predial e industrial. Contém definição de subestação, referências normativas (NBR 14039, Especificação Técnica nº125 Enel), objetivo (fornecimento em 13,8kV), limites e critérios para consumidores cativo e especial e entrada de serviço.

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Subestação de Utilização 
Predial ou Industrial – Parte 2 
Subestação aérea em poste 
Subestação abrigada 
Prof., Gênova 
Outubro/2019 
 1. Subestação de utilização 
 Definição: 
 São instalações destinadas a alimentação em 
tensão primária de distribuição, de unidades 
consumidoras residencial, comercial, industrial ou 
outros segmentos de consumo, como poder 
público, unidades rurais e demais categorias, em 
áreas urbanas ou rurais. 
 São consideradas unidades consumidoras do 
Grupo A. 
 
 2. Referências Normativas 
 Os projetos/obras relativas as subestações de utilização 
deverão estar em conformidade com a NBR 14039-
Instalações Elétricas de média tensão de 1,0kV a 36,2kV, 
Especificação Técnica n° 125 Enel Distribuição Ceará – 
Fornecimento de Energia em Tensão Primária de 
Distribuição, 
 e demais documentos normativos. 
- Legislação: Leis; 
- Normas Brasileiras – NBRs; 
- Procedimentos de Redes do ONS; 
- PRODIST – ANEEL; 
- Documentação Técnica da ENEL; 
- Norma regulamentadora NR10 – MINISTÉRIO DO 
TRABALHO E DO EMPREGO-MTE 
 
 3. Objetivo 
 O objetivo da Especificação Técnica n°125 é 
estabelecer regras e recomendações aos projetistas, 
construtores e consumidores, com relação à elaboração 
de projetos e execução de suas instalações, a fim de 
possibilitar o fornecimento de energia elétrica pela Enel 
Distribuição Ceará em tensão nominal de 13,8kV entre 
fases. 
 Esta especificação se aplica aos consumidores cativos 
ou especiais atendidos em tensão primária de 
distribuição (13,8kV), em instalações novas, a reformar 
ou a ampliar. 
 De forma a atender a nova ordem econômica, 
com o advento das privatizações no setor elétrico 
brasileiro, na busca de melhores condições de 
fornecimento de energia, seguindo a tendência de 
um mundo globalizado, a Legislação brasileira 
neste tema redefine o tipo de consumidor quanto 
ao fornecimento de energia elétrica. 
4. Limites de fornecimento para UC alimentada em MT: 
 Neste enfoque foram então definidos 
consumidor cativo e consumidor especial, 
com os respectivos limites de fornecimento: 
 
 4.1. Consumidor cativo 
 
 4.2. Consumidor especial 
 
 
 
 4.1. Consumidor Cativo: 
 Consumidor ao qual só é permitido comprar 
energia da distribuidora detentora da 
concessão ou permissão na área onde se 
localizam as instalações do acessante, e, por 
isso, não participa do mercado livre e é 
atendido sob condições reguladas. O mesmo 
que consumidor não livre, não optante ou 
regulado. 
Limites para consumidor cativo: 
Pinst.>75KW ou 
 
30KW<Dcontratada< 2.500KW. 
 
 Mesmo c/ Pinst.<75KW deve ser atendido em MT a UC que 
tiver pelo menos um dos seguintes equipamentos: 
 1- MIT com P > 30cv em 380V; 
 2- Aparelho trifásico não resistivo com P>20KVA; 
 3- Máquina de Solda a transformador 3Ф com P>15kVA; 
 4- Aparelho de Raios X trifásico ou outros aparelhos 
hospitalares com P>20 KVA; 
 5- Em canteiro de obras (bate estaca, elevador de carga, 
betoneira, grua ou similar ou equipamentos que possuam 
carga pulsante c/ P> 10cv. 
 
 
4.2. Consumidor especial: 
 Agente da Câmara de Comercialização de 
Energia Elétrica – CCEE, na categoria de 
comercialização, que adquire energia 
proveniente de empreendimentos de geração 
enquadrados no parágrafo 5º do artigo 26 da Lei 
Nº 9.427, de 26 de dezembro de 1996, para 
unidade consumidora ou unidades consumidoras 
do grupo A reunidos por comunhão de 
interesses de fato ou de direito cuja carga seja 
maior ou igual a 500kW e que 
 não satisfaçam, individualmente, os requisitos 
dispostos nos artigos 15 e 16 da Lei Nº 9.074, de 
7 de julho de 1995. 
 
 Consumidor especial: 
 O fornecimento de energia elétrica a consumidor 
especial deve ser realizado em MT (13,8KV) quando a 
carga instalada na unidade consumidora for igual ou 
maior do que 500KW e a demanda a ser contratada pelo 
consumidor, estiver entre 500KW e 2500KW, em 
qualquer segmento horosazonal. 
Limites para consumidor especial: 
 PINST ≥ 500 kW ou 
500kW < DCONTRATADA < 2.500kW 
 Outra forma de atendimento em MT nesta categoria 
especial, é quando existe um grupo de consumidores 
localizados fisicamente em áreas contíguas em que 
se configura a soma das potências instaladas 
individuais maior ou igual a 500kW e quando: 
a) A carga instalada de cada UC for superior a 75KW; 
b) A soma da carga instalada de todas as UCs seja 
maior ou igual a 500KW; 
c) A demanda a ser contratada pelo interessado, para 
fornecimento de energia, estiver compreendida entre 
500 e 2500KW, em qualquer segmento horosazonal. 
 Nota: Estas unidades consumidoras devem estar 
localizadas em áreas contíguas, caso contrário 
devem possuir o mesmo CNPJ. 
 
 5. Entrada de Serviço 
 É o trecho do circuito primário com toda a infraestrutura 
adequada à ligação, fixação, caminhamento, 
sustentação e proteção dos condutores que vão do 
ponto de ligação da rede pública até a proteção geral 
de média tensão da unidade de consumo. Além da 
infraestrutura adequada a composição eletromecânica, 
os elementos essenciais da entrada são os seguintes: 
 
 5.1. Elementos Essenciais da Entrada 
 5.1.1. Ponto de ligação; 
 5.1.2. Ramal de ligação; 
 5.1.3. Ponto de entrega; 
 5.1.4. Ramal de entrada: Aéreo, subterrâneo ou misto 
 
 5.1.1. Ponto de ligação 
 É o ponto da rede de distribuição pública, em 
média tensão, do qual deriva o ramal de 
ligação, se localizando eletricamente logo após 
as chaves de derivação. 
 
 
“Desenho em diagrama unifilar” 
 
Rede de Distribuição Ponto de ligação 
 
Ponto de 
ligação 
 5.1.2. Ramal de Ligação (Na ET-125-Enel-CE,item 6.6.3) 
 É o conjunto de condutores e acessórios entre o ponto 
de ligação da rede primária de distribuição pública e o 
ponto de entrega. 
 Para ramal de ligação derivado de rede aérea devem 
atender as seguintes prescrições: 
 5.1.2.1. Principais prescrições para ramal de ligação: 
 a) Deve ser aéreo em toda a sua extensão e ter uma 
extensão máxima de 40m; 
 b) Os condutores devem seguir as especificações da 
Enel e a sua instalação deve obedecer às Normas 
ABNT específicas e recomendações dos fabricantes; 
 c) Ser projetado, construído, operado e mantido pela 
Enel, sem a participação financeira do consumidor; 
 
 d) Deve atender as distâncias de segurança e as 
alturas mínimas em relação ao solo; 
 
 e) A Enel-Distribuição Ceará, por ocasião da 
consulta prévia, deve indicar o ponto do seu 
sistema no qual há condições técnicas para 
derivar o ramal de ligação para a unidade 
consumidora; 
 
 f) A classe de isolamento requerida para o ramal 
de ligação aéreo deve ser igual a classe de 
isolamento da rede de distribuição da qual deriva 
o ramal de ligação; 
 
 g) Deve ser instalada e operada exclusiva pela Enel 
Distribuição Ceará, chave seccionadora unipolar na 
derivação do ramal de ligação; (ET-125-Enel-CE, 
item 6.6.3, alínea g); 
 
 h) Não deve ser acessível a janelas,sacadas , 
telhados, áreas ou quaisquer outros elementos fixos 
não pertencentes à rede, devendo qualquer condutor 
do ramal atender as distâncias de segurança 
indicadas. Não estão incluídas, neste caso, as janelas 
de ventilação e iluminação dos postos de proteção e 
transformação; 
 
i) Não deve cruzar outro terreno que não seja o da unidade 
consumidora; 
j) Não deve haver edificações definitivas ou provisórias, 
plantações de médio ou grande porte sob o ramal, ou 
qualquer obstáculo que lhe possa oferecer dano, seja 
em domínio público ou privado 
k) No caso de travessia de cerca ou grade metálica deve 
haver aterramento no trecho sob o ramal seccionamento 
da cerca ou grade com comprimento maior que 20m. 
 O seccionamento deve ser de 20 m de largura, 
compreendendo 10 m de cada lado, a partir doeixo da 
linha, e o aterramento será instalado no mourão central 
do trecho seccionado; 
 x x x x x x x x x x x x x x x 
 
 20m 
Cerca 
Rede de 
distribuição 
 5.1.3. Ponto de entrega 
 É a conexão do sistema elétrico da Concessionária 
com a unidade consumidora e situa-se no limite da 
via pública com a propriedade onde esteja localizada 
a unidade consumidora. Deve obedecer as seguintes 
prescrições: 
 a) Quando existir propriedade de terceiros, em área 
urbana, entre a via pública e a propriedade onde 
esteja localizada a unidade consumidora, o ponto de 
entrega deve situar-se no limite da via pública com a 
primeira propriedade. O consumidor deve apresentar 
o Termo de Servidão e Permissão de Passagem em 
Propriedade urbana; 
 
 
 b) Para as unidades consumidoras em área rural e a 
rede aérea da Enel-Distribuição Ceará não atravessar 
a propriedade particular, o ponto de entrega deve 
situar-se na primeira estrutura na propriedade do 
consumidor, que deve estar no limite da via pública 
com a propriedade. Ver Desenho a seguir: 
 
 
 c) Para as unidades consumidoras em área rural e 
a rede aérea da Enel-Distribuição Ceará passar 
pela propriedade particular , o ponto de entrega 
deve situar-se na primeira estrutura após a 
derivação da rede nessa propriedade. Deve haver 
vias de acesso até o ponto de entrega que permita 
o livre e fácil acesso dos veículos e equipes da 
Concessionária ou de suas empresas parceiras. 
Ver Desenho a seguir: 
 
Ponto de entrega em 
propriedade rural: 
Legenda: 
 Poste projetado 
 
 Poste existente 
 
 Transformador ENEL 
 
 Transformador particular 
 
 M Conjunto de Medição 
 
 Cerca 
 
 UC a ser ligada 
 
 
 
 
d) Cada unidade consumidora deve ter apenas um 
ponto de entrega; 
e) Todos os materiais e equipamentos da 
estrutura do ponto de entrega, tais como: 
postes, cruzetas, ferragens, isoladores, para-
raios, muflas, chaves, caixas de medição etc. 
devem ser adquiridos, instalados e mantidos 
pelo consumidor e devem seguir as prescrições 
definidas; 
 
 
 5.1.4. Ramal de entrada 
 É o conjunto de condutores e acessórios instalados 
pelo consumidor entre o ponto de entrega e a 
proteção geral de MT. O ramal de entrada pode ser 
aéreo ou subterrâneo. Deve obedecer as seguintes 
prescrições: 
 5.1.4.1. Ramal de entrada aéreo 
 a) Os condutores podem ser de cobre ou alumínio 
sendo que o uso do alumínio só é permitido nos 
ramais derivados de linhas cujos condutores sejam 
também de alumínio. Sua seção deve ser 
dimensionada pelo projetista e aceita pela Enel 
Distribuição Ceará; 
 b) Não deve ultrapassar 50 metros. 
 
 
5.1.4.2. Ramal de entrada subterrâneo 
 É o conjunto de condutores e acessórios cujo 
caminhamento se faz, em parte ou no todo, em 
nível abaixo da superfície do solo, com os 
respectivos materiais necessários à sua fixação e 
interligação 
 elétrica do ponto de entrega à proteção geral de 
MT. 
 O ramal de entrada subterrâneo não pode 
ultrapassar 50m de comprimento. 
 5.1.4.3. Ramal de entrada misto 
 É aquele constituído de instalações aéreas e 
subterrâneas. Seu projeto e construção deve obedecer 
às prescrições pertinentes dos ramais de entrada aéreo 
e subterrâneo. O trecho subterrâneo não pode 
ultrapassar 50 metros de comprimento. 
 
Lmáx. ≤ 50m L≤ 50m 
Ramal de 
ligação 
Ramal de 
entrada 
misto 
Trecho aéreo 
Trecho 
subterrâneo 
40m 
Cj. Medição 
Chave 
seccionadora 
Ponto de 
ligação 
Ponto de 
entrega 
SE 
abrigada 
6. Subestação de utilização 
 Subestação de utilização é uma subestação para 
atender os diversos ramos de atividades (residencial, 
comercial, prestação de serviços, indústrias de 
transformação, poderes públicos, etc.), a ser montada 
na propriedade do interessado, sendo constituída das 
seguintes partes: 
 
• Entrada de Serviço; 
• Setor de Medição em tensão primária: Conjunto de 
medição compacta aérea, montada em poste; 
• Setor de proteção com chaves fusíveis, para-raios, 
cubículo de proteção com chave seccionadora e fusível 
limitador ou disjuntor de MT; 
• Cubículo de transformação; 
• QD ou QGBT. 
 
 As subestações podem ser ao tempo ou 
abrigadas. Quanto à sua posição em relação ao 
solo, podem ser instaladas na superfície do 
solo, abaixo da superfície do solo (subterrânea) 
ou acima da superfície do solo (aérea ou em 
outro pavimento); 
 
 6.1. Subestação ao tempo, de instalação 
exterior (em ambiente aberto, ao ar livre); 
 
 6.2. Subestação de instalação interior (abrigada 
ao nível do solo ou acima do solo e 
subterrânea); 
6.1. Subestação de instalação exterior 
 São consideradas aquelas instaladas ao ar livre 
onde seus componentes estão sujeitos a ação das 
intempéries. Podem ser com instalação aérea em 
poste (S≤300KVA), em ramal aéreo para até 2 
transformadores, em cabines pré-fabricadas 
próprias para uso ao tempo, ou em transformador 
tipo pedestal (padmouted) a serem instaladas no 
solo com uma base adequada. 
 
6.1. Subestação de instalação exterior 
 6.1.1. Subestação instalada em poste: 
 
6.1.1.1 Subestação aérea em poste com 
conjunto medição separado do 
transformador; 
 
6.1.1.2. Subestação aérea em poste com 
conjunto de medição e transformador na 
mesma estrutura; 
6.1.1. Subestação instalada em poste 
Devem atender aos seguintes critérios: 
 
a) Devem ser atendidas as distâncias mínimas de 
segurança dos Desenhos; 
 
b) Os equipamentos devem apresentar condições 
necessárias de resistência e estabilidade, como 
também de isolamento adequado para 
instalação ao tempo; 
 
 
Figura 
Só Prim Só Sec. 
.A B 
13,8kV 380/220V 
 
1 1000 1000 
2 1000 500 
3 3000 2500 
4 1000 1000 
5 1500 1200 
6 1500 1200 
7 3000 2500 
Afastamentos mínimos entre a rede aérea e edificações em mm: 
 c) Admite-se a montagem de transformador em postes até a 
potência de 300 kVA devendo a altura e esforço do poste ser 
dimensionados para garantir as distâncias mínimas de 
segurança e suportar os esforços mecânicos . Ver Tabela 
Tabela postes padronizados para instalação de transformadores 
Situação da 
estrutura 
de MT 
Potência do transformador 
Esforço mínimo dos postes/Altura=12m 
monofásico trifásico 
10 Até 45 75 a 150 225 300 
Alinhamento 150 daN 300daN 300daN 600daN 600daN 
Ancoragem 300 daN 300daN 600daN 600daN 1000daN 
Estrutura de Alinhamento tipo N1 Estrutura de ancoragem tipo N3 
 (tangente) (fim de linha) 
Ex. 150kVA 
300/12 
Ex. 150kVA 
600/12 
 
 
 
6.1.1.1. Subestação aérea 
em poste com conjunto 
de medição separado do 
transformador 
QGBT 
Conjunto de 
Medição 
polimérico 
6.1.1.1 Subestação aérea em poste com conjunto 
medição separado do transformador: 
Trecho máx. 50m 
Ramal de entrada 
Ramal de Ligação 
6.1.1.2. 
Subestação 
aérea em poste 
com conjunto 
de medição e 
transformador 
na mesma 
estrutura 
① Ramal de Ligação 
 
② Conjunto de Medição 
Polimérico 
 
③ Vergalhão de cobre 
 
④ Chave Fusível do 
Transformador 
 
⑤ Pára-Raios da UC 
montado na tampa do 
transformador; 
 
 
 
 
 
 
 
6.1.1.2. Subestação aérea em poste com 
conjunto de medição e transformador na 
mesma estrutura 
6.1.1.2. Subestação aérea em 
poste com conjunto de 
medição e transformador na 
mesma estrutura e descida 
subterrânea em Baixa Tensão 
• Subestação aérea em poste, em ramal aéreo, para atender 
até 2 transformadores em postes separados: 
Notas: Para estruturas com ramais maiores que 15m, devem ser utilizados pára-raios tantro do lado da fonte, quanto do lado da 
carga na estrutura do conjunto de medição; 
A proteção geral deve ser instalada no poste seguinte,logo após a medição, podendo ser com chave indicadora fusível unipolar 
tipo expulsão e para cada transformador usar 1 conjunto de chave indicadora fusível tipo expulsão; 
50m(máx) 
3m (mín) 
Proteção geral com chave indicadora fusível unipolar tipo expulsão na 1ª estrutura 
após a estrutura da medição aérea – Os elos fusíveis da proteção geral e dos 
transformadores devem estar coordenados; 
Transformador 
nº 1 
Proteção geral 
Conjunto de 
medição aérea 
Transformador 
nº 2 
6.1.2. Subestação em cabine pré fabricada 
Podem ser aceitas desde que: 
a) O projeto e construção da cabine primária pré-
fabricada deve atender, além das prescrições da 
Especificação técnica nº 125, à norma NBR IEC 
62271-200 e o desenho 160.01, Padrão de Material 
da Enel Distribuição Ceará; 
b) Sejam previamente aceitas pela ENEL Distribuição 
Ceará; 
c) Não devem ser instaladas em locais sujeitos a 
vibrações, a abalroamento de veículos ou a 
qualquer dano provocado por movimentação de 
peças; 
d) Deve ser evitada a localização sob árvores; 
e) Não devem ser instaladas em locais 
excessivamente úmidos ou sujeitos à inundações; 
f) Não é permitida a instalação dos invólucros 
metálicos sobre piso abaixo do qual passam 
tubulações contendo gases ou líquidos 
combustíveis; 
g) Não deve ser instalada em ambientes contendo 
depósitos de gases ou combustíveis inflamáveis; 
 
6.1.2. Subestação em cabine pré fabricada 
6.1.3. Subestação com transformador pedestal (PAD 
MOUNTED) 
Pode ser utilizado transformador pedestal atendendo as 
seguintes recomendações: 
a) Os transformadores tipo pedestal devem ser instalados 
em terreno pertencente à unidade consumidora, 
preferencialmente, em praças, jardins, passeios com 
dimensões suficientes, ilhas ou outros locais afastados 
das vias de circulação comum de pessoas; 
b) Os transformadores em pedestal não devem ser 
instalados na parte interna de edificações; 
c) Ao lado da base do transformador deve existir um espaço 
que permita a circulação de pessoas para inspeção e 
manutenção, considerando-se no mínimo 0,70 m nas 
laterais e fundo e 1,00 m na frente. Quando a porta do 
transformador estiver aberta, deve haver um espaço livre 
de no mínimo 0,70 m para circulação; 
 
 
d) A localização de transformador pedestal deve levar 
em consideração a possibilidade de sua instalação 
e retirada através de caminhão guindauto; 
e) Para transformadores instalados próximos a locais 
de circulação de pessoas recomenda-se que o 
acesso seja restrito, através de instalação de 
cercas ou grades, mantendo uma distância 
mínima, entre os mesmos e a base do 
transformador, de 0,70 m nas laterais e no fundo, e 
1,00 m na frente. 
 A cerca deve possuir portões com aberturas para 
fora da área cercada. Todos os componentes 
metálicos não energizados devem ser aterrados; 
 
 
f) Deve ter uma camada mínima de 0,10 m de pedra 
britada número 2 dentro da área demarcada pela 
cerca, caso o piso não seja inteiramente 
concretado; 
g) Opcionalmente, pode-se plantar uma cerca viva 
em volta do transformador, mantendo as 
distâncias mínimas citadas. 
h) Em local onde o fundo do transformador fique 
próximo a muros, deve ser mantida uma distância 
mínima entre os mesmos de 0,40 m; 
 
 
 
 
Subestação Pad-Mounted instalada no campus da USP-SP 
MT 3Φ BT 3Φ 
QGBT 
Transformador Pad-Mounted 
6.2. Subestação de instalação interior 
 
6.2.1. Espaçamentos mínimos padronizados para 
instalação interior: 
 
6.2.2. Subestação abrigada ao nível do solo ou acima: 
 
6.2.3. Subestação abrigada abaixo do nível do solo: 
6.2.1. Afastamentos mínimos padronizados para instalações 
interior: 
Tabela 1 - Dimensões mínimas em milímetros 
D 300 Distância mínima entre a parte viva e um anteparo 
A 200 Distância mínima entre partes vivas e um anteparo (parede/terra). 
R 1.200 Locais de manobra 
B 2.700 Altura mínima de uma parte viva com circulação 
K 2.000 Altura mínima de um afastamento horizontal 
F 1.700 Altura mínima de um anteparo vertical 
J E+300 Altura mínima de uma parte viva sem circulação 
Tabela 2 – Dimensões máximas em milímetros 
E 300 Distância máx.entre a parte inferior de um anteparo vertical e piso 
M 1.200 Altura dos punhos de acionamento manual 
Malha 20 Abertura das malhas dos anteparos 
6.2.2.Subestação ao Nível do Solo ou Acima 
São subestações abrigadas em alvenaria montadas 
ao nível do terreno ou em pavimentos superiores de 
edificações. 
Devem satisfazer às seguintes prescrições: 
a) Nas subestações instaladas em nível superior ao 
do térreo, deve ser prevista uma porta de acesso 
à parte externa da edificação, com a finalidade de 
locomover os equipamentos, com dimensões 
mínimas iguais às do maior transformador mais 
0,60 m; 
b) b) A porta de acesso à via pública não é 
necessária quando houver elevadores e 
corredores com dimensões adequadas, conforme 
alínea “a”, para o transporte do equipamento até 
a via pública; 
c) O teto deve ser de concreto armado, com 
espessura mínima de 0,05 m; 
d) Nas instalações com entrada aérea, as parede 
internas devem possuir espessura mínima de 0,15 
m e as paredes externas de 0,30 m; 
e) Nas instalações com entrada subterrânea, a 
espessura das paredes (internas e externas) 
devem ser, no mínimo, de 0,15 m; 
f) As subestações de instalação acima do nível do 
solo devem ter sua laje convenientemente 
projetada em função do peso dos equipamentos a 
serem instalados. 
 
 
6.2.3. Instalações Abaixo do Nível do Solo 
São subestações montadas em câmaras subterrâneas 
quando existe problemas de espaços no terreno, ou 
devido a efeitos estéticos. 
Devem satisfazer às seguintes prescrições: 
a) As paredes, piso e teto devem apresentar total 
impermeabilidade contra infiltração de água; 
 
b) Observadas as prescrições gerais sobre entrada e 
saída de energia, devem ser tomadas as devidas 
precauções contra a entrada de água, devendo os 
dutos serem vedados nas suas extremidades; 
 
 SE abrigada subterrânea 
Superfície do solo Janelas de 
acesso no 
teto 
c) Todos os cubículos devem ser providos de, no 
mínimo, 2 (duas) aberturas: uma para acesso de 
material e outra para serviço de emergência, 
podendo esta última ser inscrita na abertura de 
acesso de materiais; 
d) As aberturas de acesso de materiais devem possuir 
dimensões compatíveis com os equipamentos; 
e) Os acessos de serviço de emergência, quando 
laterais, devem ter as dimensões mínimas de 0,80 x 
2,10 m, e quando localizados no teto, devem ter 
dimensões suficientes para permitir a inscrição de 
um círculo de 0,60 m de diâmetro 
f) As paredes internas devem ter espessura mínima de 
0,15 m; 
 7. Transformador com Líquido Isolante ou a Seco: 
 A Especificação técnica n°125, atual traz restrições 
quanto ao uso de transformadores a óleo mineral 
isolante devendo o projetista observar as figuras da 
localização da subestação; 
 Os postos de transformação devem dispor de um 
sistema de drenagem do óleo para transformadores com 
volume de óleo igual ou superior a 100 litros, 
independente da potência, de maneira a limitar a 
quantidade de óleo, que possivelmente possa ser 
derramado, devido a um rompimento eventual do tanque 
do transformador. 
 
 
8. Localização da Subestação Quanto a Edificação 
Notas: 
1- Os clientes comerciais e residenciais devem usar somente 
transformadores a seco, mesmo que haja paredes de alvenaria e 
portas corta-fogo como mostra as figuras 1, 2 e 3, deste 
desenho; 
 
2- Na situação descrita na figura 4, podem ser usados 
transformadores à óleo mineral isolante seja o cliente, residencial 
ou comercial, conforme a NBR14039; 
 
3- Parte integrante da edificação: Recinto não isolado ou 
desprovido de paredes de alvenaria ou portas corta-fogo; 
 
4- Osclientes industriais podem usar transformadores a óleo 
mineral isolante, nas situações descritas nas figuras 1, 2 e 3, 
somente se a subestação possuir paredes de alvenaria e porta 
corta fogo e não possuir a janela de ventilação voltada para 
dentro da edificação. 
9. Desenhos das principais subestações de 
instalação interior: 
9.1. SE Abrigada cubículo de transformação com 
entrada aérea: 
9.2. SE Abrigada cubículo de transformação com 
entrada subterrânea: 
9.3. SE Abrigada cubículo de proteção e 
transformação entrada aérea: 
9.4. SE Abrigada cubículo de proteção e 
transformação entrada subterrânea: 
9.5 SE Abrigada cubículo de proteção e transformação 
entrada mista 
Subestação 
Abrigada com 
cubículo de 
transformação e 
entrada aérea 
Subestação Abrigada com 
cubículo de transformação e 
entrada aérea 
Subestação Abrigada com 
cubículo de transformação e 
entrada aérea 
9.2. Subestação Abrigada com 
cubículo de transformação e 
entrada subterrânea 
Subestação Abrigada com cubículo 
de transformação e entrada 
subterrânea 
Subestação Abrigada com cubículo 
de transformação e entrada 
subterrânea 
Subestação Abrigada com cubículo 
de transformação e entrada 
subterrânea 
Detalhe da 
entrada 
subterrânea 
no cubículo 
9.3. Subestação Abrigada cubículo de 
proteção e transformação com entrada 
aérea. 
Subestação Abrigada cubículo de 
proteção e transformação com entrada 
aérea. 
Subestação Abrigada cubículo de 
proteção e transformação com entrada 
aérea. 
Subestação Abrigada cubículo de 
proteção e transformação com 
entrada aérea. 
9
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. 
9.4. Subestação abrigada cubículo de 
proteção e transformação com entrada 
subterrânea. 
Subestação abrigada em alvenaria com transformador a seco – Ligação Dyn1 
9.5. Subestação abrigada cubículo de 
proteção e transformação com entrada 
mista. 
 10. Diagrama Unifilar SE de utilização 
 Definição: 
 Representação gráfica em formato de um fio, 
independente se o circuito é monofásico ou 
trifásico, indicando os principais componentes da 
subestação, mostrando as interligações e 
interconexões entre a o ramal de ligação, medição, 
ramal de entrada, proteção, transformação e 
QGBT. 
 O desenho segue uma simbologia específica 
padronizada, com a indicação dos principais 
valores nominais. 
 
• Simbologia aplicada para subestação de utilização: 
Chave seccionadora tripolar com fusível 
Limitador tipo H-H, uso interno. 
Chave Fusível unipolar tipo expulsão 
 
Chave seccionadora unipolar 
 
Pára-raios tipo distribuição (unipolar) 
 
Conjunto de medição aéreo, com TPs, TCs e 
medidores kWh, kW, kVARh 
 
Bucha de passagem uso externo-interno 
Mufla terminal externa-interna 
Disjuntor termomagnético de BT tripolar 
 
Transformador a seco ou com óleo mineral isolante 
D Disjuntor de média tensão à óleo mineral isolante ou à vácuo 
Diagrama unifilar de uma subestação aérea em poste com 
transformador de até 300KVA e proteção com chave fusível 
unipolar tipo expulsão e pára-raios instalados antes da 
medição e nas buchas primárias do transformador: 
 
 
 
 
 
 
M 
• Diagrama unifilar de subestação aérea, em ramal aéreo, 
para atender até 2 transformadores em postes 
separados: 
• Ex. 2x 150kVA 
TR-1 TR-2 
15K 
8K 8K 
Chave seccionadora unipolar 15KV 
Chave Fusível unipolar tipo expulsão 
• Elo Fusível utilizado na chave fusível tipo expulsão: 
• A ABNT classifica os elos fusíveis de distribuição de acordo com a 
relação da rapidez de atuação. Ex. para trafo de 10KVA trifásico 
 
 
 
 
 
• Elos-fusíveis para chaves fusíveis tipo expulsão a serem usados 
nos transformadores em montagem aérea em postes: S < 300kVA 
AkVxkVA
V
S
Ip 42,08,13732,1/10
.3

Diagrama unifilar de uma subestação Pad-Mounted - Pedestal: 
Entrada de MT Saída de BT 
Diagrama unifilar de uma subestação abrigada com entrada 
aérea com buchas de passagem externa-interna e cubículo 
de transformação de até 300kVA e proteção com chave 
seccionadora e fusível limitador: 
 
 
 
 
 
 
M 
• Isolador de suspensão para ancoragem do ramal de 
entrada aéreo na cabine primária: 
 
 
Bucha de passagem externa-interna, interna-interna, 
externa-interna com saiotes: 
Chave seccionadora tripolar com fusível limitador 
• Fusível limitador para chave seccionadora 
tripolar de média tensão uso interno: 
 
 
Diagrama unifilar de uma subestação abrigada com 
entrada subterrânea com muflas terminal externa-interna e 
cubículo de transformação de até 300KVA e proteção 
com chave seccionadora e fusível limitador: 
 
 
 
 
 
 
M 
Mufla terminal tripolar de porcelana 
para média tensão, uso externo 
Mufla terminal unipolar 
termocontrátil para média 
tensão, uso interno 
Mufla terminal unipolar 
termocontrátil para média 
tensão , uso externo 
Mufla terminal unipolar de 
porcelana para média tensão, uso 
externo 
Diagrama unifilar de uma subestação abrigada com entrada 
aérea com buchas de passagem externa-interna e cubículos 
de proteção e transformação (1 transformador). 
 
 
 
 
 
 
 
 
M 
D 
50
51
N 
50/51 
50N 
51N 
Cubículo de 
proteção 
Conjunto 
de medição 
Cubículo de 
transformação 
QGBT 
• O isolador tipo suporte para sustentação do barramento 
de cobre nú em cima do muro divisor entre cabine de 
proteção e transformação ou fixação do cabo afastando-o 
da parede: 
Diagrama unifilar de uma subestação abrigada com entrada 
subterrânea com muflas terminal externa-interna e 
cubiculos de proteção e transformação (1 transformador). 
 
 
 
 
 
 
 
 
M 
D 
50
51
N 
50/51 
50N 
51N 
Cubículo de 
proteção 
Conjunto 
de medição 
Cubículo de 
transformação 
QGBT 
Disjuntor PVO MT com relé microprocessado 
Diagrama unifilar de uma subestação abrigada com entrada 
aérea com buchas de passagem externa-interna e cubículos 
de proteção e transformação (2 transformadores). 
 
 
 
 
 
 
 
 
M 
D 
50
51
N 
50/51 
50N 
51N 
Diagrama unifilar de uma subestação abrigada com entrada 
mista com muflas terminais externa-interna e cubículos de 
proteção e transformação (2 transformadores). 
 
 
 
 
 
 
 
 
M 
D 
50
51
N 
50/51 
50N 
51N 
11. Medição de energia SE de utilização 
11.1. De acordo com a Especificação técnica n° 125, 
a medição deverá ser realizada em Média Tensão 
através de conjunto de medição aéreo compacto de 
forma a possibilitar a medição por telemetria ou caso 
não seja possível, por medidor convencional. 
Em subestações compartilhadas também é 
necessário instalar medição na baixa tensão, após o 
transformador. 
 
 
Estrutura aérea em 
poste para conjunto de 
medição com display 
com entrada aérea 
Estrutura aérea em 
poste para conjunto de 
medição com display 
com entrada aérea 
Estrutura aérea em 
poste para conjunto de 
medição com caixa de 
medição com entrada 
aérea 
Estrutura aérea em 
poste para conjunto de 
medição com display e 
entrada subterrânea. 
Estrutura aérea em 
poste para conjunto de 
medição com caixa de 
medição e entrada 
subterrânea.11.2. Medição em Cubículo 
 a) A instalação do sistema de medição de faturamento deve 
ser realizado em cubículo de MT quando não for possível a 
instalação de medição em poste e construir recuo em relação 
a via pública definido nesta NT; 
 b) O cubículo de medição deve ser dividido em colunas 
conforme desenho do padrão de material da Enel Distribuição 
Ceará; 
 c) O cubículo deve possuir opção de ampliação de 
barramento sem que seja necessário o deslocamento das 
demais colunas; 
 d) A medição em cubículo deve ser instalada em pavimento 
térreo com livre e fácil acesso à Enel; 
 e) O cubículo de medição deve ser homologado na Enel 
Distribuição Ceará. 
 Os equipamentos de proteção são destinados a detectar 
condições anormais de serviço, tais como sobrecarga, 
curto-circuito, sobretensão, subtensão e a desligar a 
parte defeituosa, a fim de limitar possíveis danos e 
assegurar o máxima de continuidade dos serviços. 
12. Proteção Elétrica e Seccionamento 
 12.1. Proteção contra surtos de tensão provocados por 
descargas atmosféricas e manobras 
 - Para a proteção contra sobretensão, um conjunto de 
pára-raios deve ser obrigatoriamente instalados na 
estrutura do conjunto de medição aérea, pelo lado da 
fonte; 
 - Caso o ramal seja maior do que 15m, um segundo 
conjunto de pára-raios deve ser instalado pelo lado da 
carga na estrutura do conjunto de medição; 
 
 Também devem ser instalados pára-raios nas seguintes situações 
 a) UC com ramal de entrada aéreo: 
 - Nos pontos de mudança de impedância características das linhas; 
 - Nos pontos de conexão da rede nua com rede isolada; 
 - Quando a subestação for abrigada, deve se localizar 
imediatamente antes das buchas de passagem de entrada; 
 b) UC com ramal de entrada subterrâneo ou misto: 
 Independentemente da localização do ponto de entrega, o conjunto 
de pára-raios deve ser instalado imediatamente antes dos 
terminais externos do cabo do ramal de entra subterrâneo, e em 
todos os pontos de interligação da rede aérea com o ramal 
subterrâneo. 
 c) Entrada derivando de uma Rede de Distribuição subterrânea 
 - Os pára-raios, se necessários, devem ser instalados após o 
disjuntor de entrada da UC. 
12.2. Unidades Consumidoras com capacidade instalada 
menor ou igual a 300kVA (Sinst. ≤ 300kVA) 
Em uma subestação com apenas 1 transformador e com 
capacidade instalada menor ou igual a 300kVA a proteção 
geral de MT pode ser realizado por meio de: 
> Chave seccionadora tripolar com fusíveis para subestação 
abrigada; 
> Chave fusível unipolar tipo expulsão para subestação 
aérea em poste; 
> Disjuntor acionado através de relés secundários com as 
funções 50 e 51, fase e neutro; 
Para UC com S ≤ 300kVA com mais de um transformador, em 
configuração aérea, deve ser instalada proteção geral entre a 
medição e o 1º transformador, podendo ser realizada através 
de: 
- Chave seccionadora tripolar com fusível ou chave fusível 
unipolar tipo expulsão para proteção de MT e disjuntores 
termomagnéticos de baixa tensão; 
- Disjuntor de média tensão acionados através de relés 
secundários com as funções 50 e 51, fase e neutro. 
 
 
Em todos os caso devem ser garantida a coordenação e seletividade da proteção 
Transformador Elo da UC Elo do Ramal 
de Ligação 
30 KVA 2 H 3K 
45 KVA 3H 6K 
75 KVA 5H 8K 
112,5 KVA 6K 10K 
150 KVA 8K 12K 
225 KVA 10K 15K 
300 KVA 15K 25K 
Elos-fusíveis para proteção do transformador da subestação 
com capacidade Instalada menor ou igual a 300kVA 
Curvas Corrente x Tempo: 
corrente máximas tempo total de interrupção – ELOS tipo K 
Curvas Corrente x Tempo: 
Correntes mínimas - Tempo de fusão-corrente – ELOS Tipo K 
Tabela para dimensionamento de elo fusível do transformador: 
• Ielo = 1,5xIn 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A partir de 112,5kVA escolher o elo entre o valor nominal e a corrente máxima admissível. 
Elos Preferenciais (Tipo k, ação rápida): 6k, 10k, 15k, 25k, 40k, 65k, 100k, 140k e 200K 
Elos Não Preferenciais: 3k, 8k,12k, 20k, 30k, 50k, e 80k 
Elo tipo H (Ação rápida e retardada): 0,5H, 1H, 2H, 3H e 5H. 
Transformador de distribuição trifásico 
Potência 
Nominal 
Corrente 
Nominal 
Elo fusível 
Padrão 
Corrente Admissível 
Permanente (1,5xIelo) 
(KVA) (A) H ou K (A) 
10 0,42 0,5H ou 1H 0,5 ou 1 
15 0,63 1H 1A 
30 1,26 2H 2A 
45 1,88 3H 3A 
75 3,14 5H 5A 
112,5 4,71 6K 9A 
150 6,28 8K 12A 
225 9,41 10K 15A 
300 12,55 15K 23A 
500 20,92 25K 38A 
600 25,10 30K 45A 
750 31,38 40K 60A 
1000 41,84 50K 75A 
1500 62,76 65K 95A 
2000 83,68 100K 150A 
2500 104,60 140K 190A 
 12.3.Unidade consumidora com capacidade instalada 
maior do que 300kVA (Sinst.> 300kVA) 
 Nas subestações com capacidade instalada superior a 
300kVA, a proteção geral de média tensão deve ser realizada, 
exclusivamente, por meio de disjuntor acionado por relés 
secundários com as funções 50 e 51, fase e neutro; 
 O disjuntor de média tensão utilizado para proteção do 
transformador deve possuir, no mínimo, as seguintes 
características: 
 a) Possuir tensão nominal mínima de 15kV, desligamento 
automático, e capacidade de ruptura de no mínimo 350MVA; 
 b) Deve ser acionado por relés secundários com capacidade 
de ajuste nas funções 50/51 e 50/51N; 
 c) Sugere-se a utilização de proteção contra subtensão 
(função 27) e sobretensão (função 59) com temporização; 
 
 d) Antes do disjuntor, deve ser instalado um dispositivo com 
seccionamento tripolar visível com intertravamento com o 
disjuntor. O seccionamento é dispensável apenas quando o 
disjuntor for do tipo extraível, desde que seja garantido o 
afastamento dos contatos fixos e que somente seja possível 
extrair o disjuntor na posição aberta; 
 e) A proteção geral de MT deve ficar até 50m à jusante da 
medição; 
 Os TCs para alimentação dos relés devem ser instalados 
logo após o dispositivo de seccionamento que precede o 
disjuntor geral da subestação; 
 13. Aterramento 
 O aterramento deve obedecer os seguintes requisitos: 
 a) Os equipamentos da subestação devem estar sobre a área 
ocupada pela malha. Quando isso não for possível a 
concessionária deve ser consultada; 
 b) A malha de terra deve restringir-se aos limites da 
propriedade particular, não podendo ocupar espaços sob 
calçadas, vias públicas, praças, espaços públicos e terrenos de 
terceiros; 
 c) O cliente deve apresentar Laudo Técnico comprovando a 
realização de ensaios de tensão de passo e de toque conforme 
NBR 5419-3 
 d) As hastes de aterramento para SE do Grupo A, devem 
atender ao padrão de material da concessionária: haste de 
aterramento de aço-cobreado de seção circular com 2000mm 
de comprimento e 13mm de diâmetro; 
 
 
 e) devem ser utilizadas no mínimo 6 hastes de 
aterramento; 
 f) A distância entre as hastes de aterramento deve ser 
de no mínimo de 3,0m e ter disposição retangular; 
 g) O condutor de aterramento que liga o terminal ou 
barra de aterramento principal a malha de terra, deve 
ser seção mínima de 50mm2; 
 h) O condutor de aterramento que interliga as hastes de 
aterramento deve ter seção mínima de 35mm2 ; 
 
 i) devem ser ligados ao sistema de aterramento por 
condutor de cobre nú, e seção mínima de 25mm, os 
seguintes componentes de uma subestação: 
 - todas as ferragens para suporte de chaves e 
isoladores; 
 - portas e telas metálicas de proteção e ventilação; 
 - blindagem de cabos isolados; 
 - carcaça dos transformadores de potência e medição, 
disjuntores, capacitores, etc.; 
 - todos os cubículos em invólucros metálicos mesmo 
que esteja acoplados; 
 - neutro do transformador e gerador(se houver); 
 - condutores de proteção da instalação. 
 
 j) devem ser aterrados a blindagem dos cabos 
subterrâneos, em umadas extremidades qualquer que 
seja o seu comprimento; 
 k) todas as ligações devem ser efetuadas com conector 
apropriado, preferindo-se a utilização de solda 
exotérmica; 
 l) os pontos de conexão das partes metálicas não 
energizadas, ligadas ao sistema de aterramento devem 
estar isentos de corrosão, graxas ou tinta protetora; 
 m) o condutor de aterramento quando sujeitos a 
eventuais contatos de pessoas, deve ser protegido por 
eletroduto de PVC; 
 
 
14. Critérios para solicitação de Atestado de 
viabilidade Técnica (AVT) 
Deve ser exigida a emissão de AVT para UC localizada 
em Fortaleza, nas seguintes situações: 
a) Para novas UCs com Potência instalada ≥ 300 kVA ; 
b) Para acréscimo de demanda quando a diferença 
entre a nova demanda e a contratada, for ≥ 150 kVA; 
c) Qualquer alteração de potência instalada > 300kVA 
Nas demais localidades: 
a) Para novas UCs com Potência instalada ≥ 150 kVA; 
b) Para acréscimo de demanda quando a diferença 
entre a nova demanda e a contratada, for ≥ 75 kVA; 
c) Qualquer alteração de potência instalada > 150 kVA. 
 
O prazo de validade da AVT é de 6 meses. 
15. Cálculo da demanda 
• Um dos processos mais importantes do projeto de 
uma subestação, é o cálculo da demanda presumida 
da instalação, pois com base neste cálculo 
poderemos especificar o tipo de subestação a ser 
projetada , bem como dimensionar os componentes 
da entrada de serviço e dos cubículos da instalação, 
como condutores, transformador e demais 
equipamentos. 
• Para o cálculo da demanda há necessidade de 
conhecimento prévio da carga instalada, do regime 
de funcionamento, do fator de potência, do ramo da 
atividade e dados técnicos dos equipamentos a 
serem instalados (potência, fator de potência, 
rendimento, dados de placa, etc.). 
 A NBR=14039-Instalações elétricas de média tensão de 1,0 kV 
a 36,2 kV, traz as seguintes prescrições referentes a potência 
de alimentação: 
 Item 4.2.1-Potência de alimentação; 
 Subitem 4.2.1.1-Generalidades: 
 A determinação da potência de alimentação é essencial para a 
concepção econômica e segura de uma instalação nos limites 
adequados de temperatura e de queda de tensão. 
 Na determinação da potência de alimentação de uma 
instalação ou parte de uma instalação, devem-se prever os 
equipamentos a serem instalados, com suas respectivas 
potências nominais e, após isso considerar as possibilidades 
de não simultaneidade de funcionamento destes 
equipamentos, bem como capacidade de reserva para futuras 
ampliações. 
 
Observações contidas na NBR 14039 
 Subitem 4.2.1.2-Previsão de carga: 
 A previsão de carga de uma instalação deve ser feita 
obedecendo-se as prescrições citadas a seguir: 
 a) a carga a considerar para um equipamento de utilização 
é a sua potência nominal absorvida, dada pelo fabricante ou 
calculada a partir da tensão nominal, da corrente nominal e 
do fator de potência; 
 b) nos casos em que for dada a potência nominal fornecida 
pelo equipamento (potência de saída), e não a absorvida, 
devem ser considerados o rendimento e o fator de potência. 
NBR 14039 
• Algumas Normas Técnicas de Concessionárias de relevância 
no Brasil, trazem as recomendações ou equações que 
facilitam este cálculo da demanda, dentre as quais citamos: 
 15.1.CEMIG (Minas Gerais)– ND 5.3: (Novembro /2013) 
Fornecimento de energia elétrica em Média Tensão 
Rede de distribuição aérea ou subterrânea: 
 Antigamente eram indicadas as seguintes expressões para o 
cálculo da demanda provável: 
 A) Consumidor não industrial (EXPRESSÃO EMPÍRICA) 
 D= (a + b + c + d + e) kVA, onde a=demanda iluminação e 
tomadas, b=demanda aparelhos de aquecimento, c=demanda 
de aparelhos de ar condicionado, d= demanda de motores e 
máquina de solda tipo motor-gerador, e= demanda das 
máquinas de solda a transformador; 
 B) Consumidor industrial: D = FD x CL, onde CL=carga em 
kVA e FD dado em tabela específica por ramo de atividade; 
 
 
• Hoje a CEMIG não especifica nenhuma fórmula e indica as 
seguintes características técnicas que devem constar do 
PROJETO ELÉTRICO: 
• Listagem da carga instalada indicando quantidade e potência em 
kW e kVA, rendimento nos casos de motores, fator de potência e 
tensão de operação de cada tipo de carga. 
• Memória de cálculo da demanda provável em kVA e kW 
(considerando, no mínimo, fator de potência 0,92) esse cálculo, 
de responsabilidade exclusiva do engenheiro RT (responsável 
técnico) pelo projeto bem como o fator de demanda deve 
contemplar todas as cargas e seu regime mais severo de 
funcionamento contínuo. 
 15.2. COPEL (Paraná): NTC-903100 – Fornecimento em tensão 
primária de distribuição (Maio/2012) e NTC-900100-Critérios de 
Apresentação de Projetos de Entradas de Serviço: 
 Memorial Descritivo que deve conter relação das cargas 
instaladas e demandadas e os critérios utilizados para obtensão 
das demandas parciais e totais, de responsabilidade do projetista. 
 
 15.3. CELPA (Pará) e CEMAR (Maranhão) : NT-31002 – 
Fornecimento de Energia Elétrica em Média Tensão (15 e 36,2 
kV) - (Novembro/2013): 
 Para todos os cálculos deve ser considerada como corrente 
nominal aquela relativa à demanda provável (em kW, ou em kVA, 
considerando fator de potência 0,92), ou seja, a demanda 
calculada, ver ANEXO I – CÁLCULO DE DEMANDA DA 
INSTALAÇÃO CONSUMIDORA. 
 
 
 CELPA-CEMAR (continuação): Anexo I 
 A) Prestação de Serviços 
• Estão incluídas neste item as instalações destinadas ao ramo 
de prestação de serviço, tais como: Hotéis, Hospitais, Poderes 
Públicos, etc. 
 A demanda provável pode ser calculada pela fórmula abaixo: 
 Dt = (Da + Db + Dc + Dd + De) em kVA 
 Da = Demanda referente a tomadas e iluminação. 
 Db = Demanda de equipamentos de utilização específica. 
 Dc = Demanda referente a condicionador de ar tipo split. 
 Dd = Demanda referente a motores elétricos e máquinas de 
solda. 
 De = demanda referente a equipamentos especiais. 
 B) Indústrias: Demanda estimada em kW: P = Cl x FD 
 onde Cl=Somatório da carga instalada em kW; 
 FD = fator de demanda (Tabela 9- FD por ramo de atividade) 
 
15.4. CPFL-Energia:(São Paulo e MS) - GED-2855-Fornecimento 
em tensão primária – 15kV, 25kV e 34,5kV - (Outubro/2013): 
Demanda estimada: 
A) Ramo de atividade de prestação de serviços: 
 D = a + b + c + d + e (demanda total calculada em kVA) 
Onde: a=demanda referente a tomada e iluminação; 
b=demanda de equipamento de utilização específica; 
c=demanda referente a condicionador de ar; 
d=demanda ref. a motores elétricos e máquina de solda a motor; 
e=demanda referente a equipamentos especiais 
B) Ramo de atividade: Transformação: P = Cl x FD em kW; 
 Cl=somatório da carga instalada em kW; 
 FD=Fator de demanda 
 Os responsáveis pelo projeto elétrico devem adotar e apresentar o valor do FD 
aplicável a cada caso particular, ficando esta adoção sob sua inteira 
responsabilidade 
 
 15.5. CEB-(Brasília-DF)-Fornecimento de Energia Elétrica em 
Tensão Primária de Distribuição-NTD-6.05 (Agosto/2013): 
 Determinação da Demanda: (Idêntico da ENEL) 
 
15.6. ENEL-Distribuição Ceará: Especificação Tecnica Nº 125, para 
fornecimento de energia em tensão primária de distribuição: 
 Critérios para cálculo da demanda: 
 
 
a = demanda de iluminação e tomadas, em kW; (tab. 1) 
f.p.= fator de potência da instalação de iluminação e tomadas. Seu valor é 
determinado em função do tipo de iluminação e reatores utilizados; 
b = demanda de aparelhos de aquecimento, em kVA;(tab.2) 
c = demanda de aparelhos de ar condicionado, em kW;(tab.3) 
d = Potência nominal em kW das bombas d’água; 
e = demanda dos elevadores, em kW;(tab.4) 
F = motores utilizados: F=∑(0,87.Pnm x Fu x Fs) 
onde: Pnm=Potência nominal dos motores em cv, empregados em 
processo industrial; 
Fu = fator de utilização (tab.5) e Fs = Fator de simultaneidade (tab.6).G = outras cargas em kVA; (Apresentar o FD típico desta carga). 
 
• O projetista deve apresentar o memorial descritivo e demonstrativo de 
cálculo da demanda máxima presumível da instalação. Como sugestão, a 
ENEL apresenta a metodologia descrita nesta expressão, podendo no 
entanto, o interessado recorrer a outra fórmula de cálculo, desde que 
devidamente demonstrada e justificada. 
 NOTAS: 
 1. Nas instalações cujos motores operem com alto índice de 
simultaneidade, tais com nas indústrias de fiação e tecelagem, o 
projetista poderá adotar outros valores para FS; 
 2. Para o dimensionamento da potência do transformador, é admitido um 
valor de potência instalada, de no máximo, 30% superior a demanda 
máxima calculada segundo a fórmula da NT002, desde que este 
acréscimo seja plenamente justificado pelo projetista. Excepcionalmente 
é aceito valores de potência de transformador superior a 30% da 
demanda calculada, caso não haja, comercialmente transformadores com 
potência nominal que se enquadre no critério acima. 
 3. O dimensionamento dos condutores e da proteção no secundário do 
transformador, devem ser calculados em função da sua potência nominal; 
 4. É permitido no máximo, 10% da carga instalada de iluminação e 
tomadas, para os circuitos de reserva. 
Obs. Quando o número de aparelhos for diferente dos disponíveis nesta 
tabela, o projetista deve aplicar a teoria da interpolação para o valor do FS. 
Pegar os dados das colunas que compõem o intervalo do valor requerido, e da 
linha correspondente contida na tabela dada. O resultado deverá estar entre 
estes 2 valores; 
Interpolação: Ex. MIT de 30CV, n=6. 
 5 – 8 6 - 8 
 0,8 – 0,75 FS – 0,75 
 
= => FS = 0,7833 
 (n1 – nx ).(FS1 – FS2 ) 
FSx = FS1 - 
 (n1 – n2 ) 
 
Notas: 
1: Nas instalações cujos motores operem com um alto índice 
de simultaneidade, tal como nas indústrias de fiação e 
tecelagem, o projeto pode adotar outros valores de Fs; 
2: Para o dimensionamento da potência do transformador, é 
admitido um valor de potência instalada de no máximo 30% 
superior ao da demanda calculada segundo a fórmula 
apresentada na Instrução de Trabalho n° 125-ENEL-CE, 
desde que este acréscimo seja plenamente justificado pelo 
projetista. Excepcionalmente é aceito valores de potência 
do transformador superiores a 30% da demanda calculada, 
caso não haja, comercialmente, transformadores com 
potência nominal que se enquadre no critério acima. 
3: O dimensionamento dos condutores e da proteção no 
secundário do transformador, devem ser calculados, em 
função da potência do mesmo. 
4: É permitido, no máximo, 10% da carga instalada de 
iluminação e tomadas para os circuitos de reserva. 
 
 16. ESPECIFICAÇÃO RESUMIDA DOS EQUIPAMENTOS 
ELÉTRICOS 
 Aqui no estado do Ceará, instalações de subestações a serem 
supridas pela concessão da ENEL-CE, os materiais e 
equipamentos elétricos a serem utilizados nos ramais de 
ligação e ramais de entrada aéreo, para alimentar as 
subestações, devem atender as definições da DT-042, que 
considera as diversas regiões por grau de salinidade, 
classificadas em áreas A (corrosão desprezível ou moderada), 
B1(corrosão mediana), B2 (corrosão severa) e C (corrosão 
muito severa): 
 
Classificação da zona de corrosão 
Grau de Salinidade 
Zona de Corrosão Classificação Distância da orla Tipo de material MT 
Muito severa C Até 2,0km - Cabo de Cobre nú; 
- Isol. 3 disco vd com anel Zn; 
- isol. Pilar Híbrido; 
- isol Polimérico 
Severa B2 >2 a 5km - Cabo de Cobre nú; 
- isol. 3 disco vidro; 
- isol. Polimérico 
Mediana B1 >5 a 20km - Cabo Liga Al CAL 
- isol. 3 disco vidro; 
- Isol. Polimérico; 
- Isol. Pino porcelana 25KV 
- isol. Pilar Epoxi 
Desprezível ou 
moderada 
A >20km - Cabo Al CAA ou Liga Al CAL 
- isol. 2 disco vidro; 
- isol. Polimérico; 
- isol. Pino porcelana 25KV 
- isol. Pilar Epoxi 
Tipo de 
Material 
Descrição Tipo de Área 
A B1 B2 C 
C
o
n
d
u
to
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 L
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u
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ã
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 A
T
/M
T
 
Cabo de cobre nú (CCN) – MT Não Não Sim Sim 
Cabo de aço-cobre (CAC) - MT Não Não Sim Sim 
Cabo Alumínio nú com alma de aço- CAA-MT Sim Não Não Não 
Cabo Alumínio nú sem alma de aço – CA-MT Sim Não Não Não 
Cabo Alumínio nú sem alma de aço – CA-AT Sim Sim Sim Não 
Cabo m Liga de Alumínio (CAL) – MT Sim Sim Não Não 
Cabo em Liga de Alumínio (CAL) - AT Sim Sim Sim Sim 
Cabo em Aço-Alumínio (CAAL) – MT Sim Não Não Não 
Cabo de Alumínio coberto (SP) - MT Sim Sim Não Não 
Cabo de Alumínio Multiplexado (CAM) rede 
isolada MT 
Sim Sim Sim Sim 
Cabos 
rede BT 
 
Cabo de cobre multiplexado (CM) Não Não Não Sim 
Cabo de alumínio multiplexado (AM) Sim Sim Sim Não 
Tipo de 
Material 
Descrição Tipo de Área 
A B1 B2 C 
Cabos 
para 
ramal de 
ligação 
BT 
Cabo concêntrico de cobre (CCC) Sim Não Não Não 
Cabo concêntrico de alumínio (CCA) Sim Não Não Não 
Cabo de cobre multiplexado (CM) Sim Sim Sim Não 
Cabo de alumínio multiplexado (AM) Sim Sim Não Não 
 
 
 
 
 
 
Isolador 
AT/MT 
Isolador disco MT (cadeia com 3 isoladores) Não Sim Sim Não 
Isolador disco MT anel zinco (cad.3 isoladores) Não Não Não Sim 
Isolador disco MT (cadeia com 2 isoladores) Sim Não Não Não 
Isolador disco AT (cadeia com 5 isoladores) Sim Sim Não Não 
Isolador Ancoragem polimérico MT (25kV) Sim Sim Sim Sim 
Isolador de Suspensão polimérico AT Sim Sim Sim Sim 
Isolador Pilar polimérico ou porcelana AT Sim Sim Sim Sim 
Isolador de Pino MT (25kV) Sim Sim Não Não 
Isolador Pilar Híbrido (25kV) Não Não Não Sim 
Isolador Pilar polimér.MT c/cabeça de porcelana Não Não Sim Não 
Isolador Pilar Epoxi MT Sim Sim Não Não 
Tipo de 
Material 
Descrição Tipo de Área 
A B1 B2 C 
Chaves 
Fusíveis/ 
seccionadoras 
Chaves fusíveis e seccionadoras de 15kV Sim Não Não Não 
Chaves fusíveis e seccionadoras de 24kV Não Sim Sim Sim 
Chaves fusíveis poliméricas de 24kV Não Não Sim Sim 
Transformador 
Distribuição 
Tanque aço metalizado c/Zn ou pintura esp azul Não Não Não Sim 
Tanque em aço com pintura convencional cinza Sim Sim Sim Não 
Ferragens Com espessura camada de Zn 75μm (galvanização) Sim Sim Sim Não 
Com espessura camada de Zn 120μm (galvanização) Não Não Não Sim 
Em Liga de Alumínio ou Aço Inox Não Não Não Sim 
Postes Concreto armado comum (DT-Rede ou circular-IP) Sim Sim Sim Sim 
Fibra de Vidro Sim Sim Sim Sim 
Cruzetas Concreto armado comum (normal, beco, meio-beco) Sim Sim Sim Sim 
Polimérica ou em fibra de vidro Sim Sim Sim Sim 
Exemplo 01 de aplicação para o cálculo da demanda: 
1) Dados da UC 
2) Ramo da atividade 
3) Dados da carga (Quadro de Carga) 
4) Completar o quadro de cargas calculando a potência 
absorvida dos equipamentos para determinação do Pabs 
e do Q e a carga total instalada em kVA: 
 Sinst. = P
2 + Q2 (kVA) 
5) Determinação da demanda máxima presumível utilizando a 
expressão da Especificação Técnica nº 125; 
6) Dimensionamento da potência nominal do transformador e 
do número de transformadores a serem utilizados, 
observando os limites admitidos em Norma; 
 
 
7) Definir o tipo de subestação (aérea, abrigada ,blindada, ao 
nível do solo, subterrânea); 
8) Com base no tipo de subestação escolhida, definir o tipo de 
entrada de energia (entrada aérea, entrada subterrânea, 
entrada mista); 
9) Utilizando a simbologia normatizada, desenhar o diagrama 
unifilar da subestação com os principais valores nominais; 
10) Calcular as correntes de curto-circuito no ponto de entrega 
da UC, com base nas impedâncias reduzidas na barra da 
SE distribuidora e a rede de distribuição até a UC, 
utilizando a metodologia de componentes simétricos; 
11) Calcular as correntes de curto circuito referenciadano 
secundário da instalação, utilizando a planilha do EXCEL; 
12) Dimensionamento dos componentes básicos 
 
 
 EXERCÍCIO DE DIMENSIONAMENTO DE UMA SUBESTAÇÃO 
INDUSTRIAL 
 1) Calcule a demanda máxima presumível da instalação de uma 
indústria a ser implantada com as seguintes características, e 
dimensione o transformador para atender a fábrica: 
 - RAMO DA ATIVIDADE INDUSTRIAL: Fabricação de Produtos 
Têxteis - Preparação e fiação de fibras de algodão 
 - DADAS AS CARGAS TRIFÁSICAS: Utilize a fórmula indicada pela 
Especificação Técnica nº 125 da ENEL-Distribuição Ceará e a da 
CPFL(D=Ci.FD) 
 2) Calcule o fator de demanda da instalação: FD=Dmáx/Pinst 
 3) Após definida a potência do(s) transformador(es), calcule o fator 
de utilização do equipamento: FU = Dmáx/Capacidade Instalada do 
transformador ; 
 4) Calcule a reserva de potência do transformador ; 
 5) Após o dimensionamento do transformador ou transformadores, 
defina o tipo de subestação a ser projetada. 
 
 
 6) Defina o tipo de entrada de energia da subestação 
 7) Utilize a simbologia padronizada e desenhe o diagrama 
unifilar elétrico da subestação 
 8) Dimensione todos os elementos básicos que comporão a 
subestação: 
 - Chave seccionadora; 
 - pára-raios, 
 - conjunto de medição compacto, 
 - bucha de passagem ou muflas, 
 - seccionador tripolar, 
 - disjuntor de MT, 
 - barramento de MT, 
 - seccionadora tripolar com fusível limitador, 
 - barramento de BT, 
 - disjuntor de BT, outros. 
 17. Subestação Compartilhada 
 O fornecimento de energia elétrica a mais de uma unidade 
consumidora do Grupo A pode ser efetuado por meio de 
subestação compartilhada, desde que observadas as seguintes 
condições: 
 a) As unidades consumidoras devem estar localizadas em uma 
mesma propriedade ou em propriedades contíguas, sendo vedada 
a utilização de vias públicas, de passagem aérea ou subterrânea e 
de propriedades de terceiros não envolvidos no referido 
compartilhamento; 
 b) A existência de prévio acordo entre os consumidores 
participantes do compartilhamento, no caso de adesão de outras 
unidades consumidoras além daquelas inicialmente pactuadas; 
 c) A máxima demanda contratada para cada unidade consumidora 
deve ser de 75 kW. Em casos de aumento de demanda acima 
deste valor, a unidade consumidora deve adequar suas instalações 
para construção de uma subestação individual; 
 
 
 d) A medição das unidades consumidoras deve ser realizada 
conforme desenhos 002,14, 002.15 e 002.16. 
 e) Deve ser instituída uma Unidade Consumidora Totalizadora 
do Grupo A de responsabilidade da administração do 
empreendimento, a qual deve ser atribuída à diferença entre: 
 – a demanda apurada de todas as unidades consumidoras do 
compartilhamento e a medição totalizadora; 
 – a energia elétrica integralizada das unidades consumidoras 
do compartilhamento e a medição totalizadora. 
 f) O sistema de medição aplicado à subestação compartilhada 
deve garantir o sincronismos entre medidores; 
 g) O compartilhamento não se aplica a prestadores dos 
serviços de transporte público por meio de tração elétrica, 
desde que tenham sido cumpridas todas as exigências legais; 
 h) Na hipótese de um titular de unidade consumidora de 
subestação compartilhada tornar-se consumidor livre, a 
medição de todas as unidades consumidoras dessa 
subestação, deve obedecer à especificação técnica definida 
em regulamentação específica; 
 
i) Os custos associados à implementação do sistema de 
medição para subestação compartilhada, são de 
responsabilidade dos consumidores interessados; 
K) A subestação deve possuir abertura para a via pública e a 
Enel Distribuição Ceará, deve possuir livre e fácil acesso. 
A concessionária pode suspender o fornecimento de 
energia após notificação a todos os consumidores do 
compartilhamento, quando esse acesso for impedido. 
L) Qualquer alteração ou serviço executado dentro da 
subestação compartilhada deve ser comunicado a 
concessionária e esta deve acompanhar qualquer serviço 
executado nas caixas de medição e proteção. 
m) Qualquer execução de serviço dentro da subestação 
compartilhada é de responsabilidadde da administração do 
empreendimento e deve ser precedido de comunicação 
formal a todos os consumidores participantes do 
compartilhamento; 
 
n) A Enel Distribuição Ceará deve realizar a suspensão do 
fornecimento de energia de todas as unidades consumidoras 
da subestação compartilhada em caso de constatação de 
atividade irregular identificada pela unidade consumidora 
totalizadora, mesmo que as demais unidades consumidoras 
estejam em situação regular com a concessionária; 
o) A suspensão do fornecimento citado no item “n” pode ser 
realizado de forma unificada na chava de derivação a montante 
da medição totalizadora. 
p) A suspensão do fornecimento de energia da unidade 
consumidora totalizadora sempre deve ser realizada a 
montante da medição totalizadora; 
q) Qualquer desvio de carga realizado após a medição 
totalizadora é de responsabilidade da administradora do 
empreendimento, uma vez que esta é responsável pela 
medição totalizadora. 
Nota: A medição das unidades consumidoras que fazem parte do 
compartilhamento deve ser realizada conforme os modelos de 
diagramas unifilares apresentados a seguir: 
Medição totalizadora em MT e individual em BT. Proteção com 
chave indicadora fusível 
 Fig.1- Compartilhamento de SE até 300kVA 
 proteção com chave fusível unipolar tipo expulsão 
 
 
 
 
 
M 
M 
M 
Medição totalizadora em MT e individual em BT. Proteção com 
chave seccionadora e fusível limitador 
 Fig.2- Compartilhamento de SE até 300kVA 
proteção com chave seccionadora e fusível limitador 
 
 
 
 
 
 
 
M 
M 
M 
Medição totalizadora na MT e individual na BT. Proteção com 
disjuntor tripolar na MT 
 Fig.3- Compartilhamento de SE acima de 300kVA 
com um transformador e disjuntor de MT 
 
 
 
 
 
 
. 
M 
M 
M 
D 
50
51
N 
50/51 
50N 
51N 
Medição totalizadora em MT e individual em BT. Proteção com 
disjuntor tripolar na MT. 
 Fig.4- Compartilhamento de SE acima de 300kVA 
com um disjuntor de MT e mais de um transformador. 
 
 
 
 
 
 
M 
M 
M 
D 
50
51
N 
50/51 
50N 
51N 
SE Móvel de 13,8kV

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