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Prof. Décio Fernandes Página 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PREPARAFISIO 
Prof. Décio Fernandes 
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1. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Os receptores sensoriais normalmente são divididos de acordo com sua estrutura e o tipo de 
estímulos ao qual eles respondem preferencialmente. Assim, enumere a coluna ―B‖ pela coluna ―A‖, considerando as características 
de cada tipo de receptor: 
COLUNA A 
I. Mecanorreceptores. 
II. Termorreceptores. 
III. Nociceptores. 
IV. Quimiorreceptores. 
V. Receptores fóticos. 
COLUNA B 
( ) São responsáveis pelo paladar, pelo olfato, pelos níveis de oxigênio no sangue arterial, pela concentração de dióxido de carbono 
e pela osmolalidade de líquidos corporais. 
( ) Respondem à luz dentro do espectro visível. 
( ) Permitem a percepção da dor. 
( ) Respondem a deformação mecânica do receptor ou da área circundante. 
( ) Respondem a alterações na temperatura. 
Marque a opção que apresenta a sequencia CORRETA. 
a) I – V – IV – III – II. 
b) IV – V – III – I – II. 
c) IV – III – II – I – V. 
d) III – II – I – V – IV. 
e) III – V – IV – I – II. 
Comentário: Vejamos uma questão sobre tipos de receptores sensoriais, vamos revisar os tipos: 
 Mecanorreceptores: Capazes de detectar alterações mecânicas do próprio receptor ou de células circundantes. 
 Termorreceptores: podemos observar pelo próprio nome que são aqueles capazes de detectar alterações da temperatura, seja 
para frio ou calor. 
 Nociceptores: receptores responsáveis pela sensação de dor, decorrente de uma lesão tecidual, seja por causa física ou 
química. 
 Quimiorreceptores: detectores do paladar, na boca; do olfato, no nariz; do teor de oxigênio, no sangue arterial; da 
concentração de dióxido de carbono e, talvez, de outros fatores que compõem a química corporal. 
 Receptores fóticos ou Eletromagnéticos: são aqueles que exercem a função de detectar a luz que incide na retina, ou seja, 
percepção da luz. 
Diante do exposto acima podemos afirmar que percepção de dor=nociceptores e percepção de temperatura=termorreceptores 
que a única alternativa que se enquadra corretamente na sequencia da questão é letra B. 
Gabarito B 
 
2. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Sobre o Sistema Nervoso Periférico (SNP) autônomo, identifique a afirmativa INCORRETA. 
a) O parassimpático contrai as pupilas. 
b) O simpático inibe a salivação. 
c) O parassimpático contrai os brônquios. 
d) O simpático relaxa a bexiga. 
e) O parassimpático inibe a vesícula biliar. 
Comentário: Muita atenção com as funções do sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático. O sistema nervoso 
simpático, os neurônios pré-ganglionares estão localizados nos segmentos torácicos e lombares altos da medula espinhal, fazendo 
com que ele seja também denominado de divisão toracolombar do sistema nervoso autônomo. Em contrapartida, os neurônios pré-
ganglionares do sistema parassimpático são encontrados no tronco encefálico e na medula espinhal sacral, fazendo com que ele 
seja também denominado de divisão craniossacral do sistema nervoso autônomo, cuidado com essa localização é tema de prova. 
Agora observe o quadro a seguir: 
Sistema Nervoso Autônomo 
Parassimpático Simpático 
Pupila contração Pupila dilatação 
Salivação estimulação Salivação inibição 
FC diminuição FC aumenta 
Brônquios contração Brônquios dilatação 
Ativ. Estômago e pâncreas estimulação Ativ. Estômago e pâncreas inibição 
*Vesícula biliar estimulação 
*Liber. Glicose pelo fígado estimulação 
*Adrenalina/Noradrenalina estimulação 
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Bexiga contração Bexiga relaxa 
Sist. Reprodutor masculino ereção Sist. Reprodutor masculinoejaculação 
O parassimpático estimula a vesícula biliar, portanto item E incorreto nessa questão. 
Gabarito E 
 
3. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) O músculo é composto de tecidos conjuntivos contráteis e não-contráteis. Os elementos 
contráteis dos músculos dão a ele características de contratilidade e resistência. O tecido conjuntivo não contrátil dentro e ao redor 
do músculo tem as mesmas propriedades de todos os tecidos conjuntivos, incluindo a habilidade de resistir às forças de 
deformação. Em relação a estas estruturas marque a opção CORRETA. 
a) O endomísio é a bainha de fáscia que envolve toda a camada externa do músculo. 
b) Na fibra muscular cada sarcômero é composto de estruturas ainda menores, chamadas de miofibrilas. 
c) O fuso muscular é um receptor onde sua principal função é receber informações de variação de temperatura. 
d) O órgão tendinoso de Golgi (OTG) é um órgão sensitivo localizado perto das junções musculotendíneas das fibras musculares 
extrafusais e sua função é monitorar mudanças na tensão das unidades musculotendíneas. 
e) O tecido conjuntivo é composto de três tipos de fibras: colágeno, elastina e reticulina, e não contém substância fundamental 
amorfa não fibrosa. 
Comentário: Questão sobre fisiologia muscular, muito cobrada em provas e que requer atenção durante a prova. A unidade 
estrutural do músculo esquelético é a fibra muscular, que consiste de muitas miofibrilas revestidas de uma membrana chamada de 
sarcolema. O sarcolema é conectado com as linhas Z por proteínas ricas em vinculina e distrofina. A miofibrila é composta de vários 
sarcômeros que contêm filamentos de actina, miosina, titina e nebulina. Cada fibra muscular é envolvida por um tecido conjuntivo 
chamado de endomísio. As fibras musculares são organizadas em feixes, chamados fascículos, que são envolvidos por uma bainha 
de tecido conjuntivo conhecido como perimísio. O músculo é composto por vários fascículos envolvidos por uma fáscia de tecido 
conjuntivo fibroso chamado epimísio. Podemos observar o erro no item A, na qual o correto revestimento externo do musculo se dá 
pelo epimísio, já na letra B constatamos que a fibra muscular é composta por várias miofibrilas, e estas são compostas de vários 
sarcômeros. Letra C está equivocada visto que a função de perceber a variação de temperatura é dos termorreceptores. Vejamos o 
esquema a seguir: 
Receptor muscular Função 
Fuso muscular 
Eles monitoram as mudanças do comprimento muscular, assim como a velocidade dessas 
mudanças. Ficam paralelas as fibras musculares. 
OTG 
Monitorar a tensão dentro do músculo. Localizado nas inserções tendinosas proximais e distais dos 
músculos. 
Proteção muscular. 
Vejamos por fim o item E que apresenta erro quando exclui a substância amorfa do tecido conjuntivo, porém sabemos que o tecido 
conjuntivo é formado por uma substância estrutural amorfa (SFA), e por outra porção fibrosa. Além das fibras de natureza protéica: 
 Colágeno → fibras mais frequentes do tecido conjuntivo, formada pela proteína colágeno de alta resistência (coloração 
esbranquiçada); 
 Elásticas → fibras formadas fundamentalmente pela proteína elastina, possuindo considerável elasticidade (coloração 
amarelada); 
 Reticulares → fibras com reduzida espessura, formada pela proteína chamada reticulina, análoga ao colágeno. 
Gabarito D 
 
4. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Sobre a distribuição dos tipos de fibras musculares, marque a afirmativa INCORRETA. As 
fibras 
a) Tipo I geram um baixo nível de tensão muscular, mas podem manter a contração por um longo tempo. 
b) Tipo II são também classificadas como fibras fásicas. 
c) Tônicas têm uma velocidade de contração lenta. 
d) Tipo I têm velocidade máxima de encurtamento muscular rápida. 
e) Tipo II tem uma velocidade de contração rápida 
Comentário: As fibras musculares dividem-se em: Tipo I, de contração lenta ou vermelhas, e isto devido à densidade capilar e ao 
conteúdo em mioglobina. Denominadas de fibras tônicas, encurtam-se com relativa lentidão e geram energia predominantemente 
através do metabolismo aeróbico. São mais resistentes à fadiga e bem apropriadas para o exercício aeróbio prolongado e que 
exijam maior resistência. 
Tipo II, decontração rápida ou fibras brancas, chamadas também de fibras fásicas. Nas fibras deste tipo, a energia é gerada 
através de processos anaeróbicos para contrações rápidas e vigorosas. São rotuladas como fibras de grande velocidade de 
encurtamento e altas propriedades. Possuem um número reduzido de mitocôndrias, uma capacidade limitada de metabolismo 
aeróbio e poucos capilares. Esses fatores contribuem para que essas fibras possuam baixa resistência à fadiga, se comparadas 
com as fibras do tipo I. No entanto, são ricas em enzimas glicolíticas, que proporcionam uma grande capacidade anaeróbia, 
requerida em atividades que necessitam de uma fonte de energia rápida. Podem ser subdivididas em dois tipos: tipo IIA – fibra que 
possui características intermediárias (aeróbias e anaeróbias) e tipo IIB – fibra que possui maior potencial anaeróbio do que aeróbio. 
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Gabarito D 
 
5. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Analise a afirmativa a seguir. Na __________, o(a) __________ desliza sobre os filamentos 
do(da) _________, que conservam seus comprimentos originais. 
Marque a alternativa que preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas. 
a) contração muscular / sarcômero / faixa ansiotrópica 
b) contração muscular / actina / miosina 
c) faixa isotrópica / miosina / acetilcolina 
d) mitocôndria / miosina / actina 
e) contração muscular / adenosina / acetilcolina 
Comentário: Fisiologia muscular da contração é sempre lembrada pelas bancas de concursos. Os músculos esqueléticos do corpo 
humano são compostos por milhares de células alongadas chamadas fibras musculares. Cada fibra contem as proteínas 
contrateis Miosina e Actina, que compõe os filamentos grossos e finos respectivamente, que estão dispostos paralelamente nas 
miofibrilas que compõe as fibras. A contração muscular é definida como a ativação das fibras musculares para se encurtarem. 
Ocorre quando o cálcio intracelular liberado pelo reticulo sarcoplasmático exerce uma cascata de eventos moleculares que levam à 
interação entre miosina e actina, ocorrendo assim o deslizamento entre essas duas estruturas e o encurtamento dos sarcômeros 
em série. 
Gabarito B 
 
6. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Durante a reabilitação de um paciente em pós-operatório de joelho, o fisioterapeuta 
solicitou movimentos ativos com uma flexão de quadril e extensão de joelho, no intuito de relaxar os ísquios tibiais e ganhar 
amplitude de movimento na articulação que se encontra com essa musculatura encurtada. Diante disso, podemos identificar o 
mecanismo fisiológico esperado que é a inibição 
a) Autógena. 
b) Recíproca. 
c) Posicional. 
d) Por pressão. 
e) Artrogênica. 
Comentário: O tecido muscular possui propriedades neurofisiológicas que o caracterizam, tais como: reflexo de estiramento, 
inibição autogênica e inibição recíproca. 
Inibição autógena é o relaxamento neurológico de um músculo quando estimulado. Poderá ocorrer quando for ativado o OTG, 
gerando impulsos que irão proteger os músculos inibindo os neurônios motores α, relaxando os músculos. 
Inibição recíproca inibe o músculo antagonista quando o músculo agonista move um membro na amplitude do movimento, ou seja, 
os músculos geralmente atuam em pares, sendo que quando os agonistas contraem os músculos opostos chamados os 
antagonistas relaxem. 
Durante a flexão ativa do quadril, por exemplo, a inibição 
recíproca relaxa os músculos isquiotibiais. Esse relaxamento 
possibilita que os flexores do quadril possam realizar o 
movimento sem serem influenciados pelos músculos 
isquiotibiais em contração. 
Em resumo, quando os motoneurônios de um músculo 
recebem impulsos excitatórios que levam à contração 
muscular, os motoneurônios do músculo oposto recebem 
sinais neurais, o que torna menos provável que eles sejam 
estimulados e produzam contração muscular (inibição). 
 
 
 
 
 
Gabarito B 
 
7. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) A pelve está localizada na cintura pélvica e é formada pelos seguintes ossos: 
a) Sacro, cóccix, ílio, ísquio e púbis. 
b) Promontório, púbis, bulboesponjoso e ilíaco. 
c) Ilíaco, coccígeo, sacro e promontório. 
d) Cóccix, ilíaco, puborretal e ísquio. 
e) Ísquio, púbis e promontório. 
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Comentário: O esqueleto do membro inferior é formado pelos dois ossos do quadril, unidos na sínfise púbica e no sacro. O cíngulo 
do membro inferior e o sacro formam a pelve óssea, esta é formada pela união do sacro, cóccix, ílio, ísquio e púbis. O osso ilíaco 
é um osso plano, chato, irregular, par e constituído pela fusão de três ossos: 
 Ílio - 2/3 superiores 
 Ísquio - 1/3 inferior e posterior (mais resistente) 
 Púbis - 1/3 inferior e anterior 
O osso apresenta duas faces, quatro bordas e quatro ângulos. O Ilíaco se articula com três ossos: sacro, fêmur e o ilíaco do lado 
oposto. 
Gabarito A 
 
8. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) A glabela é um referencial anatômico que fica localizado em qual região? 
a) No osso frontal, logo acima da raiz do nariz, no espaço entre as sobrancelhas. 
b) Na extremidade inferior do osso esterno. 
c) Na região distal do osso rádio. 
d) Na região proximal da fíbula. 
e) Na região lateral e superior da clavícula. 
Comentário: Anatomia do crânio requer um estudo minucioso por apresentar diversos termos relacionados à sua estrutura, essa 
questão aborda uma parte de fácil assimilação à glabela, que podemos observar na figura abaixo. Estrutura localizada na região do 
osso frontal, entre as sobrancelhas e acima do nariz. 
Gabarito A 
 
9. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Um paciente de 26 anos foi encaminhado ao serviço de fisioterapia com o diagnóstico clínico de 
―Fratura de Colles‖. A partir deste diagnóstico, qual a região que o profissional vai encontrar a fratura? 
a) Colo do fêmur. 
b) Fossa do acetábulo. 
c) Cavidade glenóide. 
d) Extremidade distal do rádio. 
e) Processo coracóide da ulna. 
Comentário: Questão muito cobrada em diversas bancas, vejamos um pouco sobre fratura de Colles. 
Definição: É a fratura da extremidade distal do rádio com deslocamento posterior do fragmento, realizando um aspecto típico da 
mão como um dorso de um garfo. 
Etiologia: causa mais comum é queda sobre o punho em extensão. A lesão é mais frequente em crianças entre 6 e 10 anos e 
pessoas idosas, especialmente mulheres acima de 50 anos. 
Fisiopatologia: O indivíduo apresenta limitação dos movimentos do punho, falanges, dificuldades em realizar prono-supinação do 
antebraço devido ao edema e o quadro álgico muito intenso. 
Gabarito D 
 
10. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) O tubérculo de Gerdy fica localizado em que região anatômica? 
a) Terço proximal da tíbia. 
b) Terço distal do radio. 
c) Região medial da clavícula 
d) Bordo lateral da escapula 
e) Crista ilíaca. 
Comentário: Vejamos uma questão sobre pontos anatômicos. O trato iliotibial é a condensação da fáscia formada pelo músculo 
tensor da fáscia lata e o grande glúteo. A banda iliotibial é uma grande estrutura plana que tem origem na crista ilíaca e insere-se na 
parte lateral da tíbia proximal chamada tubérculo Gerdy. Esta estrutura também é local de origem do musculo tibial anterior. 
Gabarito A 
 
11. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) A mão se divide em carpo, metacarpo e falanges. Qual das estruturas ósseas a seguir 
NÃO fazem parte do carpo? 
a) Escafóide. 
b) Navicular. 
c) Capitato. 
d) Hamato. 
e) Semilunar. 
Comentário: Questão fácil da banca. A mão é dividida em duas fileiras: proximal e distal. 
Fileira proximal composta pelo pisiforme, piramidal, semilunar e escafoide 
Fileira distal é composta pelo trapézio, trapezoide, capitato e hamato. 
Navicular é um dos ossos do tarso! 
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Gabarito B 
 
12. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) A mão divide-se em carpo, metacarpo e falanges, sendo que os oito ossos que fazem parte são 
distribuídos em duas fileiras. A seguir, identifique os ossos que NÃO fazem parte do segmento da mão. 
a) Escafoide, semilunar e piramidal.b) Navicular, cuneiforme e cuboide. 
c) Capitato, hamato e trapézio. 
d) Pisiforme, trapezoide e semilunar. 
e) Piramidal, pisiforme e hamato. 
Comentário: Questão semelhante de provas anteriores. Relembrando os ossos da mão temos duas fileiras: 
Fileira proximal composta pelo pisiforme, piramidal, semilunar e escafoide. 
Fileira distal é composta pelo trapézio, trapezoide, capitato e hamato. 
*Ossos do pé: calcâneo, tálus, navicular, cuboide, cuneiformes, metatarsos e falanges. 
Gabarito B 
 
13. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacoara-CE, 2012) A nomenclatura muscular é dada por vários fatores. Dentre eles podemos 
identificar: 
a) Inserções, tamanho e força. 
b) Volume, força e tamanho. 
c) Ação, tamanho e formato. 
d) Ação, formato e força. 
e) Estrutura, volume e formato. 
Comentário: Questão sobre anatomia muscular, vejamos como é dividida a classificação dos músculos: 
 Arranjo das fibras: oblíquas, circulares e paralelas. 
 Forma da fibra: longo (fusiformes), largos (leque), unipenados, bipenados e multipenados. 
 Subcategorias: 
Localização: tibial anterior, serrátil posterior superior. 
Formato: quadrado lombar, trapézio. 
Ação: flexor longo dos dedos, pronador quadrado. 
Número de cabeças: bíceps, tríceps e quadríceps. 
Fixação: esternocleidomastóideo. 
Direção das fibras: obliquo interno, transverso do abdômen. 
Tamanho: redondo menor, grande dorsal. 
Podemos concluir que a ação, formato e tamanho são termos utilizados na nomenclatura muscular, sendo o item C o correto da 
referida questão. 
Gabarito C 
 
14. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Os músculos do assoalho pélvico são um grupo de músculos de controle voluntário, em forma de 
rede, que se localizam na porção inferior da bacia, especificamente entre as coxas, e têm a função de sustentar os órgãos internos 
e estão dispostos em duas camadas: superficial (também chamada de períneo) e profunda. Marque a opção INCORRETA: O 
músculo 
a) Bulbocavernoso está na camada superficial. 
b) Isquiocavernoso está na camada superficial. 
c) Pubococcígeo está na camada profunda. 
d) Iliococcígeo está na camada profunda. 
e) Isquiococcígeo está na camada superficial. 
Comentário: Os músculos do assoalho pélvico (MAP) estão organizados em duas camadas; 
 Camada profunda: constituída pelos músculos isquioscoccígeos (ou coccígeos) e levantadores do ânus (puborretal, 
pubococcígeo, pubovaginal e iliococcígeo), o conjunto desses músculos forma o DIAFRAGMA PÉLVICO. 
 Camada superficial: formada pelos músculos bulboesponjoso, isquiocavernoso, transverso superficial e profundo do períneo, 
esfíncter uretral externo e esfíncter anal externo. Estes têm como função manter o fluxo urinário, além de tornar possível o ato 
sexual (promove a ereção do pênis e do clitóris, a ejaculação e as contrações da vagina durante o orgasmo) e o parto. 
DICA: músculos que tem em sua palavra COCCÍGEO fazem parte da camada profunda do assoalho pélvico, Ex: pubococcígeo. 
Gabarito E 
 
15. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) A classificação da articulação carpo-metacárpica do polegar é do tipo: 
a) Condilar. 
b) Gínglimo. 
c) Selar. 
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d) Trocoide. 
e) Esferóidal 
Comentário: Questão básica de anatomia sobre a classificação das articulações, vejamos o quadro a seguir: 
 
Tecido Articulação Tipo Exemplo 
Fibroso Sinartrose 
Sindesmose 
Art. Tíbio-fibular 
Art. radio-ulnar distal 
Sutura Ossos do crânio 
Gonfoses Dentes primários 
Cartilagem Anfiartrose 
Sincondrose 
Primeira articulação esterno-costal 
Esfeno-etmoidal 
Esfeno-petrosa 
Intra-occipital anterior 
Intra-occipital posterior 
Xifoesternal 
Sínfise 
Manúbrio-esternal, Intervertebrais 
Sacrais Púbica, Mentoniana 
Sinovial Diartrose 
Plana 
Sacroilíaca 
Ossos do carpo e tarso 
Gínglimo 
Cotovelo 
Falanges 
Trocóide ou pivô 
Radioulnar proximal 
Atlanto-axial 
Condilar 
Radiocárpica 
Metacarpofalângica 
Selar 
Carpometacárpica 
Esternoclavicular 
Esferóide 
Glenoumeral 
Coxofemoral 
 
Gabarito C 
 
16. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) O complexo articular do cotovelo é composto por três articulações: úmero-ulnar, úmero-
radial e rádio-ulnar proximal. Segundo a classificação articular essas articulações são 
a) sinoviais do tipo gínglimo e trocoide. 
b) sinoviais do tipo gínglimo e selar. 
c) fibrosas do tipo sincondrose e trocoide. 
d) fibrosa do tipo trocoide e gínglimo. 
e) sinoviais do tipo gonfose e condilar. 
Comentário: A articulação do cotovelo é um gínglimo ou articulação em dobradiça. Composta por três articulações: 
Articulação Tipo Classificação Movimentos 
Úmero-ulnar 
Úmero-radial 
Diartrose Dobradiça ou gínglimo Flexão e extensão 
Rádio-ulnar proximal Diartrose Trocóide ou pivô Pronação e supinação 
Gabarito A 
 
17. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) No nosso corpo existe varias articulações, classificadas de acordo com a mobilidade em 
fixa, pouca móvel ou muito móvel. Classifique as articulações associando a Coluna B com a 
Coluna A. 
Coluna A 
I. Anfiartrose. 
II. Sinartrose. 
III. Diartrose. 
Coluna B 
( ) Articulação do joelho. 
( ) Articulação intervertebral. 
( ) Articulação do ombro. 
( ) Suturas do crânio. 
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( ) Sínfise púbica. 
Marque a única opção que apresenta a sequência 
CORRETA: 
a) III – II – III – I – II. 
b) II – I – II – III – I. 
c) III – I – III – II – I. 
d) I – II – I – III – II. 
e) II – III – II – I – III. 
Comentário: Questões sobre classificação das articulações são bem comuns em provas e portanto exigem atenção pois são de 
fácil resolução. Vamos à explicação desta questão! 
Bizu 
Sinartrose: essas são articulações SEM nenhum movimento, sendo praticamente imóveis, tais como: suturas do crânio, tíbio-fibular 
distal e radio-ulnar distal. 
Anfiartrose: são aquelas que permitem ALGUM grau de mobilidade da articulação, exemplo: sínfise púbica, art. Intervertebral, 
primeira esterno-costal. 
Diartrose: articulações ditas sinoviais que permitem mobilidade DEMAIS, ou seja, tem maior mobilidade quando comparado aos 
outros tipos de articulações. 
Diante do resumo podemos concluir que: 
 Sinatrose suturas do crânio. 
 Anfiartrose articulação intervertebral e sínfise púbica. 
 Diartrose articulação do joelho e ombro. 
Gabarito C 
 
18. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) Articulação é a estrutura que favorece movimentos. Elas são classificadas de acordo com 
o grau de movimento. Segundo sua classificação, assinale a afirmativa CORRETA: 
a) Sincondrose: são articulações que possuem grande mobilidade, estão presentes nos ossos longos. 
b) Sinostose: apresentam movimentos limitados, estão presentes nas articulações esternocostal e são de cartilagem hialina. 
c) Diartrose: são articulações que não possuem nenhum tipo de movimento, estão ligadas por tecido ósseo e estão presentes entre 
ossos chatos de pessoas velhas. 
d) Sindesmose: são semelhantes às sincondroses com movimentos limitados, mas o que liga os ossos é o tecido conjuntivo. O qual 
está presente na articulação tíbio-fibular inferior. 
e) Sinartrose: quando possui muito movimento. 
Comentário: Vamos para mais uma questão sobre articulações. Articulações ou junturas são as uniões funcionais entre os 
diferentes ossos do esqueleto. São divididas nos seguintes grupos, de acordo com sua estrutura e mobilidade: 
 Articulações Fibrosas (Sinartroses) ou imóveis; 
Tipos: Sindesmose, suturas e gonfoses. 
 
 Articulações Cartilagíneas (Anfiartroses) ou com movimentos limitados; 
Tipos: Sincondrose e sínfise 
 
 Articulações Sinoviais (Diartroses) ou articulações de movimentos amplos. 
 
Tipos: plana, gínglimo, trocoide, condilar, selar e esferoide. 
Diante da revisão podemos afirmar que o Item A está errado ao mencionar que as Sincondroses apresentam grande mobilidade, 
pois sabemos que este tipo de articulação apresenta mobilidade, porém limitada. Na letra B o erro está na definição da sinostose: 
na maturidade, as fibras da sutura do crânio começam a ser substituídas completamente, os deambos os lados da sutura tornam-
se firmemente unidos/fundidos. Esta condição é chamada de sinostose. Letra C apresenta equivocada ao afirmar que as diatroses 
não apresentam nenhum movimento, sabemos que este tipo é que apresenta maior mobilidade articular e que possuem estruturas 
particulares. Letra E também errada, já que sabemos que as sinartroses são articulações SEM nenhum movimento, sendo 
praticamente imóveis. 
Gabarito D 
 
19. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) A articulação esternoclavicular é classificada como sendo do tipo: 
a) gínglimo. 
b) trocoide. 
c) selar. 
d) esferoidal. 
e) artrose. 
Prof. Décio Fernandes Página 9 
 
Comentário: Classificações das articulações são bem recorrentes em provas, fique atento a classificação a seguir. As articulações 
podem ser divididas em três tipos: sinartrose, anfiartrose e diartrose. Observe a tabela a seguir: 
 
 
 
 Tecido Articulação Tipo Movimento Exemplo 
Fibroso Sinartrose 
Sindesmose Imóvel Tibiofibular distal 
Sutura Imóvel Ossos do crânio 
Gonfose Imóvel 
Proc. Alveolar com os 
dentes 
Cartilaginoso Anfiartrose 
Sincondrose Levemente móvel 1ª esternocostal 
Sínfise Levemente movel Sínfise púbica 
Sinovial Diartrose ou sinovial 
Plana Deslizamento Ossos do carpo 
Dobradiça Flexão e extensão Cotovelo 
Trocóide ou pivô 
Supinação, pronação e 
rotação 
Atlantoaxial 
Condilar 
Flexão, extensão, 
adução e abdução 
Metacarpofalângica 
Metatarsofalângica 
Selar Todos, exceto rotação 
Radiocárpica 
Esternclavicular 
Esferóide Todos os movimentos Ombro e Quadril 
 
Gabarito C 
 
20. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) O contato da porção anterior do ventrículo esquerdo com a parede torácica, durante a fase de 
contração isovolumétrica do ciclo cardíaco, é chamado de 
a) ictus cordis. 
b) apêndice xifoide. 
c) ângulo de Louis. 
d) manúbrio. 
e) sopro cardíaco. 
Comentário: O ictus cordis, também conhecido como impulso apical ou choque da ponta, traduz o contato da porção anterior do 
ventrículo esquerdo com a parede torácica, durante a fase de contração isovolumétrica, do ciclo cardíaco. 
Ângulo de Louis: ponto anatômico localizado na junção do manúbrio com o corpo esterno que marca a divisão da traqueia em 
brônquios principais, direito e esquerdo. 
Gabarito A 
 
21. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) Sobre a anatomia de superfície do sistema cardíaco, marque a opção INCORRETA. 
a) A base do coração está localizada superiormente, aproximadamente entre a segunda e a terceira costela. 
b) Na observação posterior (PA) de uma radiografia torácica (RP), o ventrículo direito (VD) ocupa uma parte significativa do plano 
frontal. 
c) O ápice do coração normal está no quinto espaço intercostal, na linha clavicular média. 
d) O sétimo espaço intercostal é lateral e ligeiramente abaixo do ângulo de Louis. 
e) O segundo espaço intercostal é um importante ponto de referência para auscultação. O espaço a direita é conhecido como área 
aórtica e o espaço a esquerda como área pneumônica. 
Comentário: Vejamos agora anatomia cardíaca. O coração possui um ápice e uma base. O ápice está dirigido inferiormente, para 
frente e para a esquerda, no 5º espaço intercostal esquerdo. A base está dirigida para cima e medialmente, entre a 2ª e 3ª costelas. 
Possui três faces: face esternocostal, constituída pelo átrio direito e ventrículo direito; face diafragmática, constituída pelos 
ventrículos direito e esquerdo e face pulmonar ou esquerda, formada pelo átrio esquerdo. 
Em relação à sua posição anatômica, o coração encontra-se no mediastino médio. Anteriormente, é limitado pelo esterno e pelas 
costelas, posteriormente pelo esôfago, raiz do pulmão esquerdo e região posterior do tórax, lateralmente pelos pulmões direito e 
esquerdo, superiormente pelo mediastino superior e inferiormente pelo diafragma. Existem pontos de ausculta cardíaca: 
 Aórtico: localizado no 2º espaço intercostal direito (2º EICD), junto à margem do esterno. 
 Pulmonar ou pneumônico: localizado no 2º espaço intercostal esquerdo (2º EICE), junto à margem do esterno. 
 Tricúspide: localizado no 4º espaço intercostal esquerdo (4º EICD), junto à margem do esterno. 
 Mitral: localizado no ápice, ou ictus cordis. 
Ângulo de Louis: constituído por uma saliência transversal que se nota na junção do manúbrio do esterno com o corpo do esterno, 
correspondente à articulação da 2ª costela. No dorso, o ângulo de Louis projeta-se na altura da 4ª vértebra torácica. 
Gabarito D 
Prof. Décio Fernandes Página 10 
 
 
22. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) O controle da postura bípede depende de informações sensório-motoras comandadas 
pelo sistema nervoso central. As correções do eixo do corpo em posição estática induzem oscilações leves e constantes com 
importante papel na distribuição da pressão plantar. Qual técnica é utilizada para avaliar a pressão exercida nos pés na postura 
ortostática? 
a) Baropodometria. 
b) Eletromiografia de superfície. 
c) Eletrodiagnóstico. 
d) Fotogametria. 
e) Termografia. 
Comentário: Questão simples sobre exames complementares. Uma das técnicas para avaliar a pressão exercida nos pés na 
postura ortostática é a baropodometria, que consiste na quantificação de oscilações ântero-posteriores e laterais enquanto o 
indivíduo permanece sobre uma plataforma de força. 
Eletromiografia de superfície: técnica não invasiva e de fácil execução, obtida através de eletrodos colocados sobre a pele, no 
melhor ponto motor do músculo. Amplamente utilizada com objetivo de estudar a incidência de fadiga muscular. 
Eletrodiagnóstico: Aplicação da eletricidade adequada com a finalidade de estabelecer o grau de condutividade de um nervo ou o 
tempo de reação de um músculo. 
Fotogametria: recurso que utilizada fotos para realizar medições das distâncias e das dimensões reais dos objetos. 
Termografia: é uma técnica de registro gráfico das temperaturas da superfície da pele, usando uma câmera infravermelha de alto 
desempenho. Atua no intuito de refletir a fisiologia normal ou anormal do corpo, mediante o registro de temperatura corporal. 
Gabarito A 
 
23. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Durante uma avaliação postural, o fisioterapeuta identificou que as condições apresentadas 
poderiam estar relacionadas com uma possível discrepância de membros inferiores. Sendo assim, ele solicitou um exame 
radiológico para medir comparativamente o comprimento de cada membro inferior. Qual exame especifico foi solicitado? 
a) Desintometria. 
b) Escanograma. 
c) Ultrassonografia. 
d) Ressonância Magnética. 
e) Tomografia. 
Comentário: Fique atento, sempre que for citado em provas o exame para medir a discrepância de membros inferiores estaremos 
fazendo referência a escanometria ou escanograma. Uma discrepância final menor do que 2 cm é considerada discreta e 
geralmente não necessita de qualquer intervenção no adulto e de 3 a 6 cm é considerada moderada. 
Gabarito B 
 
24. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) Numa avaliação neurológica podemos identificar o segmento da coluna vertebral 
comprometido de acordo com a força muscular de determinados segmentos correspondentes à raiz nervosa envolvida. Assim, 
considerando os miótomos dos membros superiores, marque a opção INCORRETA. 
a) A abdução do ombro corresponde ao segmento C5. 
b) A extensão do polegar corresponde ao segmento C8. 
c) A flexão do cotovelo e extensão do punho corresponde ao segmento C6. 
d) A abdução dos dedos corresponde ao segmento C7. 
e) A elevação escapular corresponde ao segmento C4. 
Comentário: Iremos abordar um tema sempre recorrente e que acarreta muita confusão, os miótomos que são a inervação 
muscular, ou seja, raiz nervosa que corresponde ao músculo. 
 Raiz Miótomo Raiz Miótomo 
C1-C2 Flexão de pescoço T1 Abdução dos dedos 
C3 Flexão lateral do pescoço L2 Flexão de quadril 
C4 Elevação escapular L3 Extensão de joelho 
C5 Abdução do ombro L4 Dorsoflexão do tornozelo 
C6 Flexão de cotovelo e extensão de punho L5 Extensão do hálux 
C7 Extensão de cotovelo e flexão de punho S1 Flexãoplantar e eversão, extensão do quadril 
C8 Extensão e desvio ulnar do polegar S2 Flexão de joelho 
Gabarito D 
 
25. (FAFIPA, Pinhais-PR, 2009) Assinale a alternativa que apresenta o nível segmentar espinal do miótomo, elevação do ombro e 
rotação. 
a) C8 
b) C7 
Prof. Décio Fernandes Página 11 
 
c) C6 
d) C3-4 
e) C5 
Comentário: A questão se refere ao miótomo correspondente ao movimento de elevação escapular e rotação do ombro. De acordo 
com o esquema abaixo podemos afirmar que a raiz de C4 corresponde à elevação da escápula, porém vale ressaltar que os 
rotadores do ombro possuem inervação das raízes C5 e C6. Neste caso a banca considerou correta a alternativa D, mas caberia 
recurso nessa questão por não está bem elucidada o seu enunciado. 
 Raiz Miótomo Raiz Miótomo 
C1-C2 Flexão de pescoço T1 Abdução do quinto dedo 
C3 Flexão lateral do pescoço L2 Flexão de quadril 
C4 Elevação escapular L3 Extensão de joelho 
C5 Abdução do ombro L4 Dorsoflexão do tornozelo 
C6 Flexão de cotovelo e extensão de punho L5 Extensão do hálux 
C7 Extensão de cotovelo e flexão de punho S1 Flexão plantar e eversão, extensão do quadril 
C8 Extensão e desvio ulnar do polegar S2 Flexão de joelho 
Gabarito D 
 
26. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) Uma professora, com diagnóstico de protrusão discal, encontra-se em tratamento 
apresentando quadro de cervicalgia, dormência na região dorsal do polegar e déficit para realizar os movimentos de flexão de 
cotovelo e extensão de punho. Em seu exame de imagem poderá apresentar uma compressão em qual nível de raiz nervosa? 
a) C3. 
b) C4. 
c) C6. 
d) T1. 
e) T10. 
 Comentário: Vejamos uma questão sobre os miótomos e dermátomos. Atente ao enunciado da questão que menciona dormência 
na região dorsal do polegar e fraqueza muscular para flexão de cotovelo e extensão de punho. Vejamos o quadro abaixo: 
Dermátomos Raiz Miótomo 
C5: clavícula e deltoide C1-C2 Flexão de pescoço 
C6: margem lateral do braço e polegar C3 Flexão lateral do pescoço 
C7: dedo médio C4 Elevação escapular 
C8: dedo anular e mínimo, margem medial do 
antebraço 
C5 Abdução do ombro 
T1: margem medial do braço C6 Flexão de cotovelo e extensão de punho 
T4: mamilos C7 Extensão de cotovelo e flexão de punho 
T6: processo xifóide C8 Extensão e desvio ulnar do polegar 
T10: umbigo T1 Abdução do quinto dedo 
Gabarito C 
 
27. (FAFIPA, Pinhais-PR, 2009) Assinale a alternativa que apresenta a raiz espinal que indica o dermátomo parte lateral da perna 
e dorso do pé. 
a) S1 
b) L4 
c) L5 
d) S2 
e) S3 
Comentário: Continuando o mesmo raciocínio da questão anterior, iremos agora revisar os principais dermátomos que são 
cobrados em provas. 
Dermátomos Dermátomos 
C5: clavícula e deltoide T12: ligamento inguinal 
C6: margem lateral do braço e polegar L2: margem medial da coxa 
C7: dedo médio L3: côndilo femoral, acima do joelho 
C8: dedo anular e mínimo, margem medial do antebraço 
L4: face anterior do joelho, maléolo medial e margem medial do 
hálux 
T1: margem medial do braço L5: margem ântero-lateral da perna e dorso do pé 
T4: mamilos S1: margem lateral do pé 
T6: processo xifóide S2: fossa poplítea 
T10: umbigo S3: tuberosidade isquiática 
Gabarito C 
Prof. Décio Fernandes Página 12 
 
 
28. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Durante a avaliação de uma paciente com cervicalgia, o fisioterapeuta constatou uma 
fraqueza no movimento de extensão do polegar. Com isso, ele pode suspeitar de um comprometimento em qual raiz 
nervosa? 
a) C1-2. 
b) C3. 
c) C5. 
d) C8. 
e) T1. 
Comentário: Questões de míótomos assim como dermátomos são muito recorrentes em provas de concurso. Vejamos o quadro 
resumitivo abaixo: 
Raiz Nervosa Miótomo de MMSS 
C1-C2 Flexão do pescoço 
C3 Flexão lateral do pescoço 
C4 Elevação do ombro 
C5 Abdução do ombro 
C6 Flexão do cotovelo e extensão do punho 
C7 Extensão do cotovelo e flexão do punho 
C8 Extensão e desvio ulnar do polegar 
T1 Abdução do dedo mínimo 
De acordo com a tabela dos miótomos podemos afirmar que a raiz nervosa que corresponde ao movimento de extensão do polegar 
é C8. 
Gabarito D 
 
29. (CETREDE, Icó-CE, 2014) _____________ é a mais leve lesão neural, definida como o bloqueio transitório da condução 
nervosa causado comumente por pressão mecânica direta, isquêmica devido a comprometimento vascular, alterações metabólicas, 
doenças e toxinas que desmielinizam o nervo. 
Marque a opção que completa CORRETAMENTE a lacuna 
a) Neuropraxia. 
b) Axoniotmese. 
c) Neurotmese. 
d) Miastenia. 
e) Disfagia. 
Comentário: De acordo com Seddon, as lesões nervosas periféricas são classificadas em: 
*Neuropraxia — lesão leve com perda motora e sensitiva, sem alteração estrutural causada geralmente por uma contusão ou 
compressão, assim como distúrbios metabólicos e patologias desmielinizantes. 
*Axonotmese — é comumente vista em lesões por esmagamento, estiramento ou por percussão. Há perda de continuidade axonal 
e subsequente degeneração Walleriana do segmento distal. Nesse tipo de lesão não ocorre perda de Schwann, e a recuperação irá 
depender do grau de desorganização do nervo e também da distância do órgão terminal; 
*Neurotmese — separação completa do nervo, com desorganização do axônio causada por uma fibrose tecidual com consequente 
interrupção do crescimento axonal. A recuperação espontânea é pobre sem intervenção cirúrgica. 
Gabarito A 
 
30. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) As lesões nervosas são classificadas com base no sistema de Seddon ou de Sunderland. 
Ambos baseiam-se em alterações estruturais e funcionais que ocorrem no nervo com graus diferentes de lesão. Segundo Seddon, 
marque a afirmativa CORRETA. 
a) Na neuropraxia ocorre a perda de continuidade axonal, porém as coberturas de tecido conjuntivo permanecem intactas. 
b) Na neurotmese ocorre o rompimento completo da fibra nervosa com perturbação das coberturas de tecido conjuntivo. 
c) Na axonotmese ocorre uma desmielinização segmentar. 
d) Na neuropraxia ocorre o rompimento completo da fibra nervosa com perturbação das coberturas de tecido conjuntivo. 
e) Na neurotmese ocorre a perda de continuidade axonal, porém as coberturas de tecido conjuntivo permanecem intactas. 
Comentário: As lesões são classificadas em três graus, segundo Seddon, ou cinco graus, segundo Sunderland. Veja o quadro 
abaixo: 
Seddon Sunderland Descrição 
Neuropraxia Grau I Disfunção (ausência de lesão) 
Prof. Décio Fernandes Página 13 
 
Axoniotmese Grau II Axônio 
Axoniotmese Grau III Axônio + endoneuro (fibra) 
Axoniotmese Grau IV Axônio + endoneuro + perineuro (fascículo) 
Neurotmese Grau V Axônio + endoneuro + perineuro + epineuro (nervo) 
Diante das duas classificações vamos revisar a mais utilizada em provas, de Seddon. 
*Neuropraxia: a estrutura do nervo permanece intacta, porém a condução axonal esta interrompida. Há uma perda temporária da 
função motora do nervo com disfunção da propriocepção, estímulo vibratório, tato, dor e sudorese. Não há degeneração walleriana. 
*Axoniotmese: ocorre a interrupção do axônio, mas as bainhas conectivas permanecem intactas. Surge a degeneração walleriana 
causando paralisia motora, sensitiva e autonômica, porém a recuperação pode ser de bom prognóstico, com tempo variável de 
acordo com o nível da lesão. 
*Neurotmese: todo o nervo e suas estruturas estão acometidas. Não há integridade do epineuro. A reparação sempre é cirúrgica. A 
regeneração e reinervação nunca é completa e, geralmente, os pacientes evoluem com alguma deficiência residual quanto a função 
motora e sensitiva. 
Gabarito B 
 
31. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) As lesões dos nervos periféricos podem ser distúrbios tipicamente causam fraqueza e 
atrofia de todos os músculos inervados distalmente à lesão. Quando nesta lesão o tubo de mielina encontra-se intacto, porém 
ocorrendo degeneração walleriana distal à lesão, estamos nos referindo a que tipo de lesão? 
a) Axonotmese. 
b) Polineuropatias. 
c) Neurotmese. 
d) Neuropraxia. 
e) MiótomosComentário: Vamos à definição de cada tipo de lesão nervosa de acordo com a classificação de Seddon. 
*Neuropraxia: ocorre uma alteração da mielina sem perda da continuidade do nervo. Não ocorre degeneração deste. O mecanismo 
pode ser uma contusão ou compressão. O comprometimento é motor, considerando-se a sensação e as reações autônomas. Pode-
se recuperar a função em dois meses 
*Axonotmese: é uma lesão mais grave que a neuropraxia. Mesmo que não se perca a continuidade anatômica do nervo, este 
apresenta interrupções tanto na mielina como no axônio. Além do comprometimento motor, encontramos alteradas a sensibilidade e 
as reações autônomas. A recuperação da função pode demorar mais de um ano. 
*Neurotmese: Nesta lesão perde-se a continuidade anatômica, geralmente produzida por secção ou arrancamento do nervo. Estão 
comprometidos a bainha e o axônio. Para que se produza a recuperação é necessária uma reparação cirúrgica (sutura, enxertos). 
De todas as formas, é possível que não se recupere totalmente a força e que a sensibilidade permaneça um pouco alterada. 
Habitualmente mantemos o tratamento fisioterápico até um máximo de dois anos depois da intervenção. Não é raro encontrar em 
mesmo processo os três tipos de lesão, o que explicaria a diferença de recuperação muscular segundo a lesão produzida. 
Gabarito A 
 
32. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) Segundo os tipos de lesão dos nervos periféricos marque a única opção CORRETA. 
a) Na neuropraxia ocorre apenas um dano discreto do nervo com perda transitória da condutividade, nas suas fibras motoras. 
b) Na neurotmese não ocorre secção do nervo e nem degeneração Wallerina 
c) Na neuropraxia ocorre a degeneração Walleriana. 
d) No axôniotmese ocorre uma danificação dos axônios levando a um dano estrutural do nervo. 
e) A degeneração Walleriana só acomete o axônio não atingindo a bainha de mielina. 
Comentário: Diante as distintas definições anteriores vamos analisar a questão. A neuropraxia consiste na lesão nervosa na qual a 
continuidade do nervo permanece, porém com algum grau de comprometimento da mielina, causando um bloqueio transitório na 
condução nervosa das fibras motoras. Portanto item A apresenta a resposta certa. Veja que letra B aparece errada ao definir a 
neurotmese sem secção nervosa e nem degeneração Wallerina, visto que sabemos que este tipo de lesão é o mais grave com 
rompimento total do nervo sendo necessário reparo cirúrgico para sua recuperação. Item C errado já que sabemos que a 
degeneração Walleriana ocorre na axôniotmese. Alternativa D está equivocada ao afirmar que na axôniotmese ocorrem danos 
estruturais no axônio, a disfunção estrutural do axônio bem como da bainha de mielina é característica da neurotmese, na 
axôniotmese predomina os danos funcionais ao axônio e por fim a letra E incorreta, pois a degeneração Walleriana acomete tanto o 
axônio como a bainha de mielina. 
Gabarito A 
 
33. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Sobre a divisão neuroanatômica do Sistema Nervoso Central (SNC), marque a afirmativa 
INCORRETA. 
a) O córtex faz parte do telencéfalo. 
b) O tálamo faz parte do diencéfalo. 
c) O hipotálamo faz parte do telencéfalo. 
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d) A ponte faz parte do tronco encefálico. 
e) O mesencéfalo faz parte do tronco encefálico 
Comentário: O SNC recebe, analisa e integra informações. É o local onde ocorre a tomada de decisões e o envio de ordens. O 
SNP carrega informações dos órgãos sensoriais para o sistema nervoso central e do sistema nervoso central para os órgãos 
efetores (músculos e glândulas). O SNC divide-se em encéfalo e medula. O encéfalo corresponde ao telencéfalo (hemisférios 
cerebrais, nele contido o córtex cerebral), diencéfalo (tálamo e hipotálamo), cerebelo, e tronco cefálico, que se divide em: BULBO, 
situado caudalmente; MESENCÉFALO, situado cranialmente; e PONTE, situada entre ambos. 
Gabarito C 
 
34. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) Muitos comprometimentos motores específicos que impactam o movimento coordenado 
estão associados a patologias cerebelares. Sobre os comprometimentos motores analise as afirmações a seguir, assinalando (V) 
para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS: 
( ) A astenia é uma fraqueza muscular generalizada associada às lesões cerebelares. 
( ) A ―fala escandida‖ é uma característica da disartria cerebelar. 
( ) A disdiadococinesia é o comprometimento da habilidade de realizar movimentos alternantes de maneira lenta. 
( ) A dismetria é a habilidade de julgar a distancia ou amplitude de um movimento. 
A sequência correta é: 
a) V - F - F - V. 
b) F - V - F – F 
c) F - V - F - V. 
d) V - V - F – F 
e) F - F - V - F. 
Comentário: As patologias cerebelares apresentam uma sintomatologia similar, observe o quadro abaixo os principais: 
Sintomatologia Cerebelar 
Dismetria e dissinergia Hipotonia Hiporreflexia 
Fenômeno de rebote Disdiadococinesia Nistagmo 
Ataxia da marcha e Astenia Disartria (fala escandida) Tremor intencional e postural 
 Analisando cada alternativa da questão podemos afirmar: 
I (V) Astenia conhecida como fraqueza muscular generalizada que pode está presente nas lesões cerebelares, vale ressaltar que 
não é um sintoma comum como outros que acompanham as cerebelopatias. 
II (V) Fala escandida é uma característica presente na doença cerebelar. 
III (F) Disdiadococinesia é o comprometimento da habilidade de realizar movimentos alternantes de maneira lenta. Sabemos que 
este é incapacidade de realizar movimentos rápidos alternados. 
IV (F) Dismetria é a incapacidade de julgar a distância ou amplitude de movimento. 
Gabarito D. 
 
35. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) A espasticidade é um distúrbio motor hipertônico, caracterizado pela resistência 
velocidade-dependente ao estiramento passivo. Em relação a este distúrbio, analise as afirmativas: 
I. Durante o movimento rápido, uma resistência inicial alta, pode ser seguida por uma inibição súbita ou deixar ir do membro em 
resposta ao estímulo de estiramento (resposta em canivete). 
II. A espasticidade surge de lesão das vias corticospinais (trato piramidais) e ocorre como parte da síndrome do neurônio motor 
superior (SNMS). 
III. O clônus é caracterizado por alternância espasmódica cíclica da contração e relaxamento muscular em resposta ao estiramento 
sustentado de um músculo espástico. 
Marque a opção que apresenta a(s) afirmativa(s) 
CORRETA(S). 
a) I – III. 
b) III. 
c) I. 
d) II – III. 
e) I – II – III. 
Comentário: O tônus pode ser definido clinicamente como uma resistência encontrada quando uma articulação é movida 
passivamente. As alterações do tônus podem levar ao aumento (hipertonia) ou redução do tônus muscular (hipotonia). 
A hipertonia do tipo espástica pode ser definida como a resistência dependente da velocidade, ao estiramento passivo de um 
músculo, com reflexos tendinosos aumentados. Conhecida como hipertonia elástica e presente nas síndromes piramidais ou 
síndrome do neurônio motoro superior (trato corticoespinhal). Este tipo de hipertonia apresenta sinais característicos, tais 
como: sinal de canivete  ocorre quando um musculo parético é parcialmente distentido de maneira passiva e sua resistência 
inicial é forte, mas com aplicação gradual do alongamento é promovido uma redução abrupta da resistência simulando a abertura 
de um canivete, na qual ocorre certa resistência inicial seguida da fácil movimentação. Outro sinal presente na espasticidade é o 
Prof. Décio Fernandes Página 15 
 
clônus que é alteração espasmódica cíclica de contração e relaxamento muscular em resposta ao alongamento mantido de um 
músculo espástico. Portanto todas as alternativas estão corretas. 
Gabarito E 
 
36. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Um senhor de 70 anos de idade deu entrada no ambulatório com quadro de hemiplegia. 
Durante a avaliação, o fisioterapeuta observou que o paciente apresentava incapacidade de formar apropriadamente as palavras e 
articular sons, devido à fraqueza dos músculos dos lábios, da língua e da laringe. Marque a alternativaCORRETA que caracteriza 
essa alteração de linguagem. 
a) Disfagia. 
b) Disartria. 
c) Apraxia. 
d) Espasticidade. 
e) Midríase. 
Comentário: Questões sobre sinais e sintomas de patologias neurológicas são muito recorrentes e merecem atenção quanto a sua 
definição. 
Disfagia: é a dificuldade de deglutir. Engasgar com frequência, não perceber alimento em um lado da boca ou alimentos saindo 
pelo nariz podem indicar disfunções do V, VII, IX, X ou XII par de nervos cranianos. As lesões do neurônio motor superior também 
podem acarretar disfunções de deglutição. 
Disartria: ocorre uma deficiência dos músculos da fala, sendo afetada unicamente a fala vocal, isto é, a produção motora dos sons 
(Incapacidade de articular as palavras). O envolvimento do neurônio motoro inferior do V, VII, X ou XII par de nervos cranianos pode 
causar a disartria. 
Apraxia: é a incapacidade de realizar um movimento ou sequencia de movimentos, apesar da sensação intacta, da resposta 
motora automática e da compreensão da tarefa. A apraxia ocorre como resultado de uma lesão da área pré-motora ou da motora 
suplementar. 
Espasticidade: definida como a resistência dependente da velocidade, ao estiramento passivo de um músculo, com reflexos 
tendinosos aumentados. Conhecida como hipertonia elástica e presente nas síndromes piramidais ou síndrome do neurônio motoro 
superior (trato corticoespinhal). 
Midríase: é a dilatação da pupila em função da contração do músculo dilatador da pupila. Pode ser ocasionada por lesão do III par 
de nervos cranianos. 
Gabarito B 
 
37. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) A habilidade para realizar repetições rápidas de contrações musculares opostas, que permite 
avaliar a maturação e a integração neuromotora recebe o nome de 
a) Diadococinesia. 
b) Bradicinesia. 
c) Discinesia. 
d) Grafestesia. 
e) Estereognosia. 
Comentário: Termos neurológicos são frequentes em provas e cabe ao candidato atenção redobrada. 
Diadococinesia: é a capacidade do individuo realizar movimentos rápidos alternados, pode está comprometido na lesão cerebelar. 
Bradicinesia: é caracterizada como a lentidão para execução dos movimentos. Ela pode ser bem observada durante a realização 
de movimentos apendiculares repetitivos. Sinal marcante no mal de Parkinson. 
Discinesia: é uma alteração dos movimentos voluntários, incluindo certos tipos de movimentos involuntários anômalos. 
Grafestesia: é a capacidade de perceber a escrita de palavras ou números escrita sobre a pele estando de olhos fechados. 
Estereognosia: é a capacidade de reconhecer forma de objetos através do tato. 
Atenção para estes termos: 
Disdiadococinesia incapacidade de realizar movimentos rápidos alternados. 
Acinesia é caracterizada por pobreza de movimentos e lentidão na iniciação e execução de atos motores voluntários e 
automáticos 
Agrafestesianão reconhecer número ou letra escrito na mão. 
Asterognosia incapacidade de identificar objetos pelo tato. 
Gabarito A 
 
38. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) A Doença de Parkinson é uma doença crônica e degenerativa do sistema nervoso central 
que resulta da morte de neurônios motores da substância negra, acarretando diminuição da dopamina na via negroestriatal. De 
acordo com os achados clínicos da patologia, correlacione a COLUNA B pela COLUNA A. 
COLUNA A 
I. Bradicinesia. 
II. Hipocinesia. 
III. Acinesia. 
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IV. Festinação. 
COLUNA B 
( ) Consiste numa aceleração involuntária da marcha para evitar a queda para a frente. 
( ) Redução na amplitude do movimento. 
( ) Lentidão do movimento. 
( ) Dificuldade em iniciar movimentos 
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA. 
a) II – I – IV – III 
b) IV – II – I – III 
c) III – II – IV – I 
d) IV – III – II – I 
e) I – III – IV – II. 
Comentário: A doença de Parkinson é uma afecção do sistema nervoso central, a qual é expressa de forma crônica e progressiva. 
Resulta da morte dos neurônios produtores de dopamina da substância negra. Essa patologia acarreta muitas manifestações 
biomecânicas, principalmente: Rigidez, bradicinesia, tremor de repouso e instabilidade postural. Diante dos achados clínicos 
descritos na questão vamos correlacionar as duas colunas: 
(IV) Consiste numa aceleração involuntária da marcha para evitar a queda para frente – Marcha Festinante. 
(II) Redução na amplitude do movimento - Hipocinesia 
(I) Lentidão do movimento – Bradicinesia. 
(III) Dificuldade em iniciar movimentos – Acinesia. 
Gabarito B 
 
39. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Sobre os 12 pares de nervos cranianos, marque (V) para as afirmativas VERDAEIRAS e (F) paras 
as FALSAS. 
( ) O nervo olfatório é um nervo exclusivamente motor, cujas fibras conduzem impulsos olfatórios, sendo classificados como 
aferentes viscerais especiais. 
( ) O nervo troclear é motor e penetra na órbita pela fissura orbital superior, distribuindo-se aos músculos extrínsecos do bulbo 
ocular. 
( ) O nervo trigêmeo é um nervo misto, sendo o componente sensitivo consideravelmente maior. 
( ) O nervo vestibulococlear é um nervo exclusivamente motor, que penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino, entre 
a emergência do VII par e o flóculo do cerebelo. 
( ) O nervo hipoglosso é exclusivamente sensitivo e emerge do sulco lateral anterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares 
que se unem para formar o tronco do nervo. 
Marque a alternativa que apresente a sequência CORRETA. 
a) V – F – F – V – F. 
b) V – V – F – V – V. 
c) F – F – V – F – V. 
d) F – V – V – F – F. 
e) F – V – F – V – V. 
Comentário: Nervos cranianos fazem conexão com o encéfalo. Os 12 pares de nervos cranianos recebem uma nomenclatura 
específica, sendo numerados em algarismos romanos, de acordo com a sua origem aparente no crânio. Vamos analisar os quesitos 
a seguir: 
(F) O nervo olfatório é um nervo exclusivamente motor, cujas fibras conduzem impulsos olfatórios, sendo classificados como 
aferentes viscerais especiais. 
I par de nervo craniano olfatório é um nervo exclusivamente sensitivo! 
(V) O nervo troclear é motor e penetra na órbita pela fissura orbital superior, distribuindo-se aos músculos extrínsecos do bulbo 
ocular. 
III. Nervo Oculomotor, IV. Nervo Troclear e VI. Nervo Abducente são nervos motores que penetram na órbita pela fissura orbital 
superior. 
(V) O nervo trigêmeo é um nervo misto, sendo o componente sensitivo consideravelmente maior. 
III par é responsável pela sensibilidade da face e inervação dos músculos da mastigação. 
(F) O nervo vestibulococlear é um nervo exclusivamente motor, que penetra na ponte na porção lateral do sulco bulbo-pontino, 
entre a emergência do VII par e o flóculo do cerebelo. 
Pegadinha da banca, apenas um detalhe torna o item falso. VIII. Nervo Vestibulococlear é exclusivamente SENSITIVO e não 
motor. 
(F) O nervo hipoglosso é exclusivamente sensitivo e emerge do sulco lateral anterior do bulbo sob a forma de filamentos radiculares 
que se unem para formar o tronco do nervo. 
Hipoglosso é XII par sendo exclusivamente motor e responsável pela motricidade da língua. 
Gabarito D 
Sugestão de leitura: http://www.auladeanatomia.com/novosite/sistemas/sistema-nervoso/sn-periferico/nervos-cranianos/ 
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40. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) O comprometimento do 7º nervo na paralisia de Bell ocorre mais frequentemente na 
porção intracraniana, na secção labiríntica do canal de Falópio. Qual nervo craniano está sendo citado? 
a) Facial. 
b) Hipoglosso. 
c) Trigêmeo. 
d) Troclear. 
e) Acessório. 
Comentário: A paralisia facial periférica ou de Bell compromete o VII par de nervo craniano (Facial) causando paralisia da hemiface 
homolateral a lesão. O quadro clínico da paralisia facial de Bell varia de acordo com a localização e gravidade da lesão do nervo 
facial, se parcial ou completa. A paralisia atinge a musculatura fásica, causando uma paresia que pode evoluir para uma plegia, e 
tônicas causando uma retração e encurtamento. 
Gabarito A 
 
41.(CETREDE, São Benedito-CE, 2015) A paralisia facial periférica decorre da interrupção do influxo nervoso de qualquer um dos 
segmentos do nervo facial. Sobre a paralisia facial periférica, marque a opção INCORRETA. 
a) A fisioterapia é indispensável com o objetivo principal de restabelecer o trofismo, a força e a função muscular. 
b) Alguns recursos sugeridos pela literatura são cinesioterapia, massagem e eletrotermoterapia. 
c) Algumas sequelas estéticas ou funcionais significantes são disfunção oral, contraturas, obstrução nasal, disgeusia, disestesias, 
sincinesias e espasmo hemifacial. 
d) Devem ser utilizados a estimulação com massagens rápidas e exercícios de mímica facial para melhorar a simetria. 
e) O grau de recuperação da função do nervo facial não depende da terapêutica instituída e sim da idade do paciente, da etiologia e 
do tipo de lesão. 
Comentário: Caro candidato muitas questões podem ser resolvidas a partir da sua vivência prática, observe que nessa questão 
não é necessário um estudo aprofundado sobre a paralisia facial. A literatura preconiza que grau de recuperação da função do 
nervo facial depende da idade do paciente, do tipo de lesão, da etiologia, nutrição do nervo, comprometimento neuromuscular e 
terapêutica instituída. 
A recuperação da lesão do nervo facial pode acorrer em algumas semanas, até quatro anos de acordo com alguns autores. O 
tratamento da paralisia facial periférica requer abordagem médica, fisioterapêutica e fonoaudiológica, sendo a fisioterapia 
indispensável no tratamento a fim de restabelecer o trofismo, a força e a função muscular. Portanto podemos afirmar que a letra E é 
incorreta, pois afirma grau de recuperação da função do nervo facial não depende da terapêutica instituída e sim da idade do 
paciente, da etiologia e do tipo de lesão. 
Gabarito E 
 
42. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Sobre a paralisia facial, podemos identificar os seguintes sinais e sintomas, EXCETO. 
a) Ptose da pálpebra superior e inferior. 
b) Apagamento da comissura labial. 
c) Desvio do nariz, boca e língua para o lado homolateral a paralisia. 
d) Sinal de Charles de Bell. 
e) Abolição das pregas frontais. 
Comentário: A paralisia facial pode ser central ou periférica, a central acomete o quadrante inferior contralateral a lesão, já a 
periférica acomete a hemiface homolateral a lesão. Os principais sinais e sintomas são: 
 Abolição das pregas frontais; 
 Afundamento da parte interna das Sobrancelhas; 
 Sinal de Charles de Bell (incapacidade de oclusão do olho) na hemiface afetada; 
 Desvio do Nariz, Boca e Língua para o lado não afetado, ou seja, contralateral a paralisia; 
 O Sulco Nasogeniano (vai desde o nariz até ao canto da boca) encontra-se abolido, assim como o Sulco Nasolabial; 
 Apagamento da Comissura labial; 
 Bochecha pendente ― em saco ―; 
 Ptose da Pálpebra Superior e Inferior; 
 Os ⅔ anteriores da língua ficam com a sensação gustativa abolida; 
 O olho da Hemiface afetada sem fechar. 
Gabarito C 
 
43. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) A bursa trocantérica é um tecido sinovial localizado superficialmente ao trocânter maior 
do fêmur. No caso de uma bursite, são indicados alongamentos dos tecidos que fazem pressão sobre a bursa. Qual dos músculos a 
seguir NÃO tem origem ou inserção no trocânter maior do fêmur? 
a) Glúteo médio. 
b) Piriforme. 
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c) Iliopsoas. 
d) Gêmeo superior. 
e) Obturatório interno. 
Comentário: Observe cuidadosamente que a questão requer conhecimento prévio de origem e inserção muscular, portanto 
atenção no quadro a seguir: 
 
GLÚTEO MÉDIO 
Inserção Superior: Face externa do íleo entre a crista ilíaca, linha glútea posterior e anterior 
Inserção Inferior: Trocânter Maior 
Inervação: Nervo Glúteo Superior (L4 – S1) 
Ação: Abdução e Rotação Medial da Coxa 
PIRIFORME 
Inserção Medial: Superfície pélvica do sacro e margem da incisura isquiática maior 
Inserção Lateral: Trocânter Maior 
Inervação: Nervo para o músculo piriforme (S2) 
Ação: Abdução e Rotação Lateral da Coxa 
Iliopsoas 
Inserção superior: Fossa ilíaca, superfícies anterior e lateral de T12-L5. 
Inserção inferior: TROCÂNTER MENOR. 
Inervação: Nervo femoral (L2-L3) 
Ação: flexão de quadril 
GÊMEO SUPERIOR 
Inserção Medial: Espinha isquiática 
Inserção Lateral: Trocânter maior 
Inervação: Nervo para o músculo gêmeo superior (L5 – S2) 
Ação: Rotação Lateral da Coxa 
OBTURATÓRIO INTERNO 
Inserção Medial: Face interna da membrana obturatória e ísquio 
Inserção Lateral: Trocânter maior e fossa trocantérica do fêmur 
Inervação: Nervo para o músculo obturatório interno (L5 – S2) 
Ação: Rotação Lateral da Coxa 
Observe que apenas o Iliopsoas apresenta fixação no trocânter menor do fêmur, portanto item C é nossa resposta. 
Gabarito C 
 
44. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Um paciente com diagnóstico de tendinopatia insercional no glúteo médio apresenta quadro 
doloroso em qual estrutura anatômica? 
a) Trocânter menor. 
b) Colo do fêmur. 
c) Trocânter maior. 
d) Promontório. 
e) Tuberosidade isquiática 
Comentário: O glúteo médio é um músculo localizado na parte lateral do quadril, sendo essencial na estabilização pélvica durante 
a marcha. 
Origem: Face externa do íleo entre a crista ilíaca, linha glútea posterior e anterior 
Inserção: superfície lateral do trocânter maior do fêmur 
Ação: abdução e rotação medial da coxa 
Inervação: N. glúteo superior 
Gabarito C 
 
45. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Qual a origem e a inserção, respectivamente, do músculo Fibular Longo? 
a) 2/3 proximal da fíbula / Base do 5º metatársico. 
b) 2/3 distal da fíbula / 1º metatarsal e cuneiforme medial I. 
c) 1/3 distal da face anterior da fíbula / Falanges distais do 5º dedo. 
d) 2/3 distal da fíbula / Falanges distais do 5º dedo. 
e) 2/3 proximal da fíbula / 1º metatarsal e cuneiforme medial I. 
Comentário: Questão de muita frequência em concursos sobre anatomia muscular, principalmente no tocante a sua origem e 
inserção. Nesta questão é referenciado o músculo fibular longo: 
 Origem: cabeça e 2/3 proximal da face lateral da fíbula. 
 Inserção: base do 1º osso metatársico e osso cuneiforme medial. 
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 Ação: eversão do pé e auxilia na flexão plantar 
 Inervação: n. fibular superficial (L5, S1, S2). 
Gabarito E 
 
46. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) Uma paciente em reabilitação por uma entorse em inversão com lesão do ligamento 
talofíbular anterior, após a fase de controle de dor, edema e inflamação, deu início ao fortalecimento dos músculos eversores do 
tornozelo com o intuito de melhor estabilidade da articulação e proteção do ligamento. Quais músculos deverão ser recrutados? 
a) Fibular longo / fibular curto / fibular terceiro. 
b) Tibial anterior / tibial posterior. 
c) Tibial anterior / fibular longo. 
d) Gastrocnêmio / tibial posterior. 
e) Fibular curto / gastrocnêmio / tibial posterior 
Comentário: Paciente sofreu entorse em inversão do tornozelo, portanto na fase final de tratamento é enfatizado o trabalho dos 
eversores de tornozelo. Relembrando a Cinesiologia podemos afirmar que os músculos que realizam a eversão dessa articulação 
são os fibulares (curto, longo e terceiro). 
Tibial anterior: inversão e dorsoflexão. 
Tibial posterior: inversão e flexão plantar. 
Gastrocnêmio: flexão plantar e flexão de joelho. 
Gabarito A 
 
47. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Após uma torção do tornozelo em eversão, um paciente apresentou exame de imagem 
evidenciando lesão parcial do músculo fibular longo. De acordo com os conhecimentos da cinesiologia, identifique a origem e 
inserção correspondente ao músculo lesionado. 
a) Origem: 2/3 distais da face lateral da fíbula/ Inserção: cuneiforme medial e metatarsal I. 
b) Origem: cabeça e 2/3 lateral da fíbula/ Inserção: base do 5º metatarsal 
c) Origem: 2/4 intermediários da fíbula e membrana interóssea; Inserção/ falange distal do hálux. 
d) Origem: côndilo lateral da tíbia/ Inserção: falange média e distaldo 2º ao 5º dedos. 
e) Origem: cabeça e 2/3 lateral da fíbula/ Inserção: cuneiforme medial e metatarsal I. 
Comentário: Cinesiologia é um dos temas mais cobrados em concursos, nunca deixe de revisar essa disciplina. O fibular longo é 
um músculo localizado na parte lateral da perna, apresenta: 
Origem: Cabeça, 2/3 proximais da superfície lateral da fíbula e côndilo lateral da tíbia. 
Inserção: 1º metatarsal e cuneiforme medial 
Inervação: Nervo Fibular Superficial (L4 – S1) 
Ação: Flexão Plantar e Eversão do Pé 
FIBULAR CURTO 
Origem: 2/3 distais da face lateral da fíbula 
Inserção: Base do 5º metatarsal 
Inervação: Nervo Fibular Superficial (L4 – S1) 
Ação: Flexão Plantar e Eversão do Pé 
FIBULAR TERCEIRO 
Origem: 1/3 distal da face anterior da fíbula 
Inserção: Base do 5º metatarsal 
Inervação: Nervo Fibular Profundo (L5 – S1) 
Ação: Eversão do Pé 
 
Gabarito E 
 
48. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Dentre as opções a seguir, identifique qual movimento NÃO compõe uma ação do músculo 
sartório. 
a) Flexão do quadril. 
b) Abdução do quadril. 
c) Flexão do joelho. 
d) Rotação medial do joelho 
e) Extensão do joelho. 
Comentário: Sartório é um músculo bi-articular que cruza duas articulações: quadril e joelho. Também chamado músculo do 
costureiro ou da cruzada de pernas, faz parte dos músculos da pata de ganso juntamente com grácil e semitendinoso. Atenção 
quanto a sua origem, inserção e ação muscular: 
Inserção Proximal: Espinha ilíaca anterossuperior 
Inserção Distal: Superfície medial da tuberosidade da tíbia (pata de ganso) 
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Inervação: Nervo Femoral (L2 – L3) 
Ação: Flexão, Abdução e Rotação Lateral da Coxa / Flexão e Rotação Medial do Joelho. 
Observe que o Sartório não realiza extensão de joelho, esse movimento é função do quadríceps femoral. 
Gabarito E 
 
49. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Em tratamento fisioterapêutico para um paciente com lombalgia, após seu quadro álgico, o 
fisioterapeuta tomou a decisão de continuar a reabilitação através da normatização da musculatura protetora da coluna com a 
estabilização vertebral. Quais músculos serão abordados com mais ênfase durante essa fase do tratamento? 
a) Multífidos e adutor magno. 
b) Transverso abdominal e multífidos. 
c) Serrátil anterior e transverso abdominal. 
d) Transverso abdominal e grande dorsal. 
e) Grande dorsal e multífidos 
Comentário: O sistema local é formado por músculos ligados diretamente à vértebra e responsáveis pela estabilidade e controle 
segmentar. Tais músculos são o multífido lombar (ML), o transverso do abdome (TA) e as fibras posteriores do oblíquo interno (OI). 
O quadrado lombar (QL) também tem funções estabilizadoras. Dentre os músculos que promovem a estabilização da coluna 
lombar destacam-se os múltífidos e transverso do abdome. 
Gabarito B 
 
50. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Qual o músculo, quando isolado, é responsável pela ação de flexão, inclinação homolateral e 
rotação contralateral da cabeça? 
a) Trapézio. 
b) Elevador da escápula. 
c) Esternocleidomatóideo. 
d) Escalenos. 
e) Esplênios. 
Comentário: Pessoal vamos analisar uma questão que é muito cobrada em qualquer prova de concursos, a função muscular. 
Ainda ressalto que é essencial o estudo das origens e inserções musculares, pois são bastante recorrentes em provas! 
 
Trapézio 
O Protuberância occipital externa, linha nucal superior, ligamento da nuca, processos 
espinhosos C7 – T12 
I Espinha da escápula e acrômio, terço lateral clavícula 
A Eleva, retrai e roda a escápula, as fibras sup. elevam, as médias retraem e inferiores 
abaixam; fibras sup. E inf. fazem rotação superior da escápula 
IN Raiz espinhal do n. acessório (XI par craniano) e n. cervicais – ramos ventrais (C3 – C4) 
Elevador da escápula 
O Tubérculo posterior dos procs. transversos das vértebras C1-C4 
I Parte superior da borda medial da escápula 
A Eleva a escápula e roda sua cavidade glenóide para baixo através da rotação da escápula 
IN n. dorsal escápula (C5) e ramo ventral de (C3 e C4) n. cervicais 
Esternocleidomatóideo 
O face anterior do manúbrio do esterno, face superior do terço medial da clavícula 
I Processo mastóideo e linha nucal superior 
A Contração Unilateral: Flexão, inclinação homolateral e rotação com a face virada para o lado 
oposto. Contração Bilateral: Flexão da cabeça 
IN n. acessório (XI par craniano) 
Escalenos 
O processos transversos das vertebras cervicais EA (3ª a 6), EM(2ª a 7ª), EP(2ª a 7ª) 
I EA e EM (face superior da 1ª costela) EP (face superior da 2ª costela) 
A elevação da 1ª e 2ª costelas e inclinação homolateral do pescoço 
IN Ramos ventrais dos n. espinhais cervicais 
Esplênios (cabeça) 
O Metade inferior do lig. nuca e proc. Espinhosos cervicais inferiores e torácicas T1 a T6 
I Face lateral do processo mastóide e no terço lateral da linha nucal superior 
A inclinação lateral e rotação de cabeça e pescoço para o mesmo lado 
IN Ramos dorsais dos n. cervicais inferiores 
 
Gabarito C 
 
51. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) No corpo, as forças internas e externas produzem torques por meio de um sistema de 
alavancas ósseas. As forças mais envolvidas nas alavancas musculoesqueléticas são produzidas por músculos, pela gravidade e 
pelo contato físico com o ambiente. Com base nesses conhecimentos, identifique a afirmativa CORRETA em relação às alavancas. 
a) A alavanca de primeira classe tem seu eixo de rotação posicionado em uma extremidade do osso. 
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b) Os músculos flexores do cotovelo usam uma alavanca de terceira classe para produzir o torque de flexão necessário à 
sustentação de um peso colocado na mão. 
c) A alavanca de segunda classe tem seu eixo de rotação posicionado entre as forças opostas. 
d) Um exemplo de alavanca de segunda classe no corpo humano é a formada pelos músculos extensores da cabeça e do pescoço 
que controlam a postura no plano sagital. 
e) Ficar nas pontas dos pés pelos músculos da panturrilha é um exemplo de alavanca de primeira classe. 
Comentário: Uma alavanca é uma barra rígida que gira em torno de um ponto fixo quando uma força é aplicada para vencer a 
resistência. Os principais componentes: 
 Força: representa a força muscular. 
 Braço de Força - BF: é a distância entre o eixo e a força. 
 Resistência: parte a ser superada no movimento, esta inclui o peso da parte a ser movimentada, gravidade ou uma força 
externa. 
 Braço de Resistência-BR: é a distancia entre a resistência e o fulcro. 
 Fulcro – Eixo: será a própria articulação. 
1ª Classe ou Interfixa 2ª Classe ou Inter-resistente 3ª Classe ou Interpotente 
O eixo está entre a força e a resistência. 
Alavanca de equilíbrio 
VM= 1 
Ex: art. atlantoccipital 
A resistência entre a força e o eixo. 
Limitadas no corpo humano. 
Alavanca de força. 
VM > 1 
Ex: movimento de ponta de pé. 
A força está entre o eixo e a resistência 
Alavanca de ADM 
Alavanca mais comum no corpo humano 
VM < 1 
Ex: art. do cotovelo durante a flexão 
 
 
 
 
52. (FUNCAB, SESACRE-AC, 2014) Alavanca é um dispositivo simples que consiste em um corpo relativamente rígido, em formato 
de barra, que pode ser girado ao redor de um eixo. A flexão do antebraço é exemplo de qual alavanca? 
A) Quarta classe 
B) Segunda classe 
C) Terceira classe 
D) Primeira classe 
E) Quinta classe 
Comentário: Uma alavanca é uma barra rígida que gira em torno de um ponto fixo quando uma força é aplicada para vencer a 
resistência. Há três classes de alavancas, cada uma com uma função e uma vantagem mecânica diferente. Diferentes tipos de 
alavancas também podem ser encontrados no corpo humano. 
*Alavanca de Primeira Classe: O eixo (E) está localizado entre a força (F) e a resistência (R). 
Alavanca de equilíbrio, exemplos no corpo humano incluem a contração do tríceps na articulação do cotovelo ou inclinação para 
frente e para trás da cabeça.*Alavanca de Segunda Classe: O eixo (E) em uma das extremidades, a resistência (R) no meio e a força (F) na outra extremidade. 
Alavanca de força, exemplo desse tipo pode ser encontrado durante a flexão plantar durante a sustentação de peso na ponta do pé. 
 
*Alavanca de Terceira Classe: Tem o eixo numa das extremidades, a força no meio, a resistência na extremidade oposta. 
Alavanca de amplitude de movimento, exemplo ocorre durante a flexão de cotovelo. 
A alavanca de 3ª classe é a mais comum das alavancas do corpo. Sua vantagem é a extensão do movimento 
 
Gabarito C 
 
53. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) No corpo, as forças internas e externas produzem torques por meio de um sistema 
de alavancas ósseas. Analise as situações e identifique a afirmativa CORRETA. 
a) A cabeça mantida em equilíbrio pela ação dos músculos extensores da cabeça e do pescoço que controlam a postura no 
plano sagital é um exemplo de alavanca de primeira classe. 
b) Ficar na ponta dos pés pelos músculos da panturrilha, tendo como eixo de rotação dessa ação as articulações 
metatarsofalangeanas, é um exemplo de alavanca de terceira classe. 
c) Os músculos flexores do cotovelo promovem uma alavanca de segunda classe. 
d) Ficar na ponta dos pés pelos músculos da panturrilha, tendo como eixo de rotação dessa ação as articulações 
metatarsofalangeanas, é um exemplo de alavanca de primeira classe. 
e) Os músculos flexores do cotovelo promovem uma alavanca de primeira classe. 
Comentário: Alavanca é uma estrutura rígida que se desloca ao redor de um ponto de apoio (eixo ou fulcro), quando uma força é 
Gabarito B 
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aplicada. Existem 3 tipos: 
Alavancas de Primeiro Grau – Interfixa: O apoio fica entre a resistência e a potência. Alavancas de Equilíbrio. Ex: Cabeça 
mantida em equilíbrio pela ação dos músculos extensores da cabeça e do pescoço que controlam a postura. 
Alavancas de Segunda Grau: Interresistente: a resistência se encontra entre o ponto de apoio e a potência. São alavancas de 
força. Ex: Ficar na ponta dos pés pelos músculos da panturrilha, tendo como eixo de rotação dessa ação as articulações 
metatarsofalangeanas. 
Alavancas de Terceiro Grau: Interpotentes: a potência está entre o apoio e a resistência. São as mais comuns no corpo humano. 
Exemplo: Flexão do antebraço sobre o braço, na flexão da perna sobre a coxa, na flexão da coxa sobre a pelve. 
Gabarito A 
 
54. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) Numa inspeção, durante uma avaliação postural, o fisioterapeuta identificou a presença de 
uma escapula alada. Neste tipo de disfunção o principal músculo acometido é: 
a) Supra-espinhoso. 
b) Sub-escapular. 
c) Serratil anterior. 
d) Grande dorsal. 
e) Oblíquos externos. 
Comentário: A lesão no nervo torácico longo pode levar a uma fraqueza ou à paralisia do músculo serrátil anterior. Essa 
disfunção acarreta na desestabilização da cintura escapular chamada escápula alada, uma vez que o serrátil é considerado como 
um dos principais músculos de fixação da escápula na caixa torácica durante a elevação. O quadro clínico se dá pela limitação do 
ombro na elevação do braço entre 80º e 120º, principalmente na flexão, já que, quando o enfoque ocorre na abdução, a lesão é do 
nervo espinhal, mais conhecido como nervo acessório (inervação do músculo do trapézio). O paciente pode se queixar também de 
fraqueza no movimento (elevação a 90º) e presença ou não de dor, porém a característica principal é a proeminência da borda 
medial da escápula e a rotação do ângulo inferior na linha média. 
Gabarito C 
 
55. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Na escápula alada, o comprometimento encontra-se, principalmente, em qual músculo? 
a) Peitoral maior. 
b) Trapézio. 
c) Serrátil anterior. 
d) Redondo menor. 
e) Supra-espinhoso. 
Comentário: Diante do exposto na questão anterior podemos constatar que a lesão do nervo torácico longo acarreta a disfunção da 
escápula conhecida por escápula alada, esta se manifesta pela fraqueza ou paralisia do musculo serrátil anterior. 
Gabarito C. 
 
56. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Numa avaliação postural de um paciente do sexo masculino de 13 anos de idade, foi 
constatada a presença de escápula alada do lado direito, gerando uma discinesia na cintura escapular. Durante o tratamento, o 
fisioterapeuta terá uma atenção maior em qual musculatura? 
a) Trapézio superior. 
b) Elevador da escápula. 
c) Subescapular. 
d) Serrátil anterior. 
e) Redondo menor. 
Comentário: Esse tema é muito cobrado em provas, principalmente em relação ao nervo acometido e o músculo afetado pela lesão 
nervosa. Para esse tipo de questão precisamos saber de 3 pontos principais: 
*Nervo acometido: Torácico longo 
*Músculo afetado: Serrátil anterior 
*Deformidade: Escápula alada 
O nervo torácico longo é formado direto 
a partir das raízes de C5, C6 e C7, inerva parte da 
musculatura interescapulo-vertebral, dentre eles o 
músculo serrátil anterior, que mantém a escápula 
junto ao tórax. A disfunção deste músculo leva a 
deformidade chamada escápula 
 
Gabarito D 
 
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57. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) Qual o músculo biarticulado mais longo do corpo humano, cuja ação está presente nos 
movimentos de flexão, abdução e rotação lateral do quadril e flexão do joelho? 
a) Bíceps femoral. 
b) Sartório. 
c) Grácil. 
d) Tensor da fáscia lata. 
e) Vasto lateral. 
Comentário: Sartório é um músculo da coxa considerado o maior do corpo humano. Este é biarticular, pois atua na articulação do 
quadril e joelho. 
*Inserção Proximal: Espinha ilíaca ântero-superior 
*Inserção Distal: Superfície medial da tuberosidade da tíbia (pata de ganso) 
*Inervação: Nervo Femoral (L2 - L3) 
*Ação: Flexão, abdução e rotação lateral da coxa e flexão e rotação medial do joelho. 
Gabarito B 
 
58. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Durante o tratamento de tendinite da pata de ganso, o fisioterapeuta tomou a decisão clínica de 
alongar a musculatura envolvida. Com isso, quais músculos o profissional deverá manipular? 
a) Adutor magno, semimembranoso e sartório. 
b) Vasto medial, grácil e adutor magno. 
c) Sartório, grácil e semitendinoso. 
d) Semitendinoso, semitendinoso e sartório. 
e) Sartório, vasto medial e vasto medial. 
Comentário: A pata de ganso é questão frequente em provas, essa estrutura é composta por: Sartório, grácil e semitendinoso. 
Gabarito C 
 
59. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacoara-CE, 2012) A "Tendinite da pata de ganso" é uma inflamação nos tendões de quais 
músculos? 
Marque a única opção CORRETA. 
a) Semi-membranoso, grácil e semi-tendinoso. 
b) Semi-tendinoso, grácil e sartório. 
c) Sartório, semi-membranoso e grácil. 
d) Grácil, bíceps femoral e semi-tendinoso. 
e) Sartório, semi-membranoso e semi-tendinoso. 
Comentário: Pata de ganso é uma estrutura do joelho composta pela união de 3 tendões musculares: Sartório, Grácil e 
Semitendinoso. Observem que o tendão dos isquiotibiais que compõem essa estrutura é do músculo Semitendinoso, muitos 
podem confundir com o semimembranoso, Este por sua vez possui inserção na parte posterior do côndilo medial da tíbia, não 
sendo integrante da pata de ganso. 
Gabarito B 
 
60. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) O manguito rotador é um conjunto de músculos que desempenha grande importância na 
estabilização e mobilidade do ombro. Quais músculos fazem sua composição? 
a) Sub-escapular, Supra-espinhoso, Infra-espinhoso e Redondo menor. 
b) Grande dorsal, Supra-espinhoso, Infra-espinhoso e Sub-escapular. 
c) Redondo menor, Grande dorsal, Supra-espinhoso e Infra-espinhoso. 
d) Sub-escapular, Serrátil anterior, Supra-espinhoso e Infra-espinhoso. 
e) Redondo menor, Supra-espinhoso, Infra-espinhoso e Serrátil anterior. 
Comentário: Estrutura formada por tendões de 4 músculoscurtos que produzem rotação interna e externa da articulação 
glenoumeral, além de promover a estabilidade dinâmica do úmero na cavidade glenóide. Anteriormente, o subescapular fixa-se no 
tubérculo menor do úmero e exerce função de rotação interna do ombro, é o principal músculo para impedir a luxação anterior do 
ombro. Superiormente está o supra-espinhoso que possui fixação no tubérculo maior do úmero e exerce ação de abdução do 
ombro. Posteriormente o infra-espinhoso e redondo menor, juntos atuam na rotação externa do ombro. 
Gabarito A 
 
61. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) A função do manguito rotador, entre outras, é estabilizar a superfície articular proximal do 
úmero, permitindo que, por um mecanismo de apoio da cabeça umeral, o braço se eleve sem que ocorra impacto da cabeça umeral 
contra o arco córaco-acromial. Identifique as estruturas que compõem o manguito rotador que são compostas pelos tendões dos 
músculos 
a) subescapular, supraespinal, infraespinal e redondo menor. 
b) serrátil anterior, supraespinal, infraespinal e redondo maior. 
c) grande dorsal, subescapular, infraespinal e redondo menor. 
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d) subescapular, supraespinal, infraespinal e redondo maior. 
e) grande dorsal, supraespinal, serrátil anterior e redondo menor. 
Comentário: Questão clássica em concursos e você não pode errar de forma alguma. O manguito rotador fornece estabilização 
dinâmica na articulação glenoumeral e consiste de 4 músculos: 
Supraespinhal, infraespinhal, subescapular e redondo MENOR. 
Gabarito A 
 
62. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Um jovem de 27 anos, sexo masculino, com diagnóstico clínico de tendinite da pata de ganso, deu 
início ao tratamento, apresentando dor na região medial do joelho esquerdo. Com base nos conhecimentos da anatomia e 
fisiopatologia, identifique os músculos que fazem parte da pata de ganso. 
a) Bíceps femoral, grácil e adutor magno. 
b) Sartório, grácil e simitendíneo. 
c) Grácil, semimembranoso e bíceps femoral. 
d) Semitendíneo, adutor magno e grácil. 
e) Semimembranoso, sartório e bíceps femoral. 
Comentário: Pata de ganso é uma estrutura do joelho composta pela união de 3 tendões musculares: Sartório, Grácil e 
Semitendinoso. 
Gabarito B 
 
63. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) Os movimentos do corpo humano são realizados respeitando determinados planos e eixos. De 
acordo com esta relação, marque a opção CORRETA. 
a) O movimento de flexão do ombro é realizado no plano sagital e eixo antero-posterior. 
b) O movimento de abdução do quadril é realizado no plano sagital e eixo antero-posterior. 
c) O movimento de adução horizontal do ombro é realizado no plano transverso e eixo cefalo-podálico. 
d) O movimento de dorsi-flexão pé é realizado no plano frontal e eixo latero-lateral. 
e) O movimento de rotação para direita da cabeça é realizado no plano transverso e eixo antero-posterior. 
Comentário: No estudo de cinesiologia e biomecânica podemos observar que os movimentos do nosso corpo acontecem em 
determinados planos de movimento e eixos correspondentes, vejamos a tabela abaixo: 
Plano Eixo Movimentos 
Frontal Anteroposterior Adução e abdução 
Sagital Látero-lateral ou látero-medial Flexão e extensão 
Transversal Céfalo-podálico ou longitudinal Rotações, adução e abdução horizontal 
 
Gabarito C 
 
64. (FUNCAB, SESACRE-AC, 2014) Sobre os movimentos cinemáticos, leia as afirmativas. 
I. O plano frontal divide o corpo em metades superior e inferior. 
II. Os movimentos de flexão e extensão da articulação do ombro acontecem no plano sagital. 
III. Os movimentos de rotação medial e lateral acontecem no plano transversal. 
Está(ão)correta(s)a(s)afirmativa(s): 
A) somente I 
B) somente II e III. 
C) somente III. 
D) somente I e II. 
E) I,II e III. 
Comentário: A osteocinemática descreve o movimento dos ossos relativo aos planos do corpo. Há três planos tradicionais do 
corpo, são eles: 
Sagital: também conhecido como plano ântero-posterior ou médio divide o corpo verticalmente em metade direita e esquerda. 
Promove a execução dos movimentos de flexão e extensão. 
Frontal: também conhecido como plano lateral ou coronal divide o corpo em metades anterior e posterior. Permite os e movimentos 
de adução e abdução. 
Transversal: também denominado plano horizontal divide o corpo em metades superior e inferior. Permites os movimentos de 
rotação. 
Gabarito B 
 
65. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) A Osteocinemática descreve o movimento dos ossos em relação aos três planos 
cardeais (principais) do corpo: sagital, frontal e horizontal. Identifique em qual representação no contexto de um indivíduo 
em posição anatômica, o plano está descrito. 
a) O plano sagital segue paralelamente à sutura coronária do crânio, dividindo o corpo em secções anterior e posterior. 
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b) O plano horizontal segue paralelamente ao horizonte e divide o corpo em secções superior e inferior. 
c) O plano frontal corre paralelamente à sutura sagital do crânio, dividindo o corpo em secções direita e esquerda. 
d) O plano transversal segue paralelamente à sutura coronária do crânio, dividindo o corpo em secções anterior e posterior. 
e) O plano sagital segue paralelamente ao horizonte e divide o corpo em secções superior e inferior 
Comentário: O corpo é dividido em planos e eixos de movimento, podemos observar na tabela abaixo esta divisão: 
 
Plano Divisão Eixo Movimento 
Sagital Lateral direita e 
esquerda 
Látero-lateral Flexão e extensão 
Frontal Anterior e Posterior Ântero-posterior Adução e abdução 
Transversal 
Horizontal 
Superior (Cranial) 
Inferior (caudal) 
Céfalo-caudal 
Longitudinal 
Rotações 
Gabarito B 
 
66. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) De acordo com a teoria convexo-côncava de mobilidade articular, com os movimentos do 
úmero, a cabeça convexa rola na mesma direção e desliza na direção oposta da cavidade glenoidal. Desta forma qual dos 
movimentos do úmero está associado ao movimento artrocinemático de maneira CORRETA? 
a) Flexão: rolamento posterior e deslizamento anterior. 
b) Adução horizontal: rolamento posterior e deslizamento anterior. 
c) Extensão: rolamento anterior e deslizamento posterior. 
d) Rotação externa: rolamento anterior e deslizamento posterior. 
e) Abdução: Rolamento superior e deslizamento inferior. 
Comentário: Agora vamos revisar um assunto que é sempre pedido em provas lei do côncavo-convexo. Esta descreve a direção 
do movimento entre as superfícies articulares, sendo dependente de qual superfície esteja em movimento. 
Superfície convexa: rolamento e deslizamento em direções opostas. 
Superfície côncava: rolamento e deslizamento na mesma direção. 
Atenção: o rolamento sempre acompanha o movimento osteocinemático independente da superfície articular que esteja em 
movimento. 
Vamos analisar cada item da nossa questão e atente que a superfície em movimento é convexa, no caso o úmero! 
Flexão: Rolamento anterior e deslizamento posterior. 
Adução horizontal: rolamento anterior e deslizamento posterior. 
Extensão: rolamento posterior e deslizamento anterior. 
Rotação externa: rolamento posterior e deslizamento anterior. 
Abdução: rolamento superior e deslizamento inferior. 
Gabarito E 
 
67. (FUNCAB, SESACRE-AC, 2014) Analise as assertivas abaixo sobre os conceitos da artrocinemática e assinale a alternativa 
correta. 
A) Durante o movimento em cadeia cinética aberta a articulação se torna mais congruente. 
B) A superfície articular do osso tálus é côncava. 
C) No bloqueio articular tipo elástico uma parada dura é sentida no final do movimento. 
D) Quando a superfície óssea que se move for convexa, o deslizamento ocorrerá no sentido contrário ao do movimento. 
E) Durante o movimento de flexão do joelho em cadeia cinética aberta, a estrutura que se move tem sua superfície convexa. 
Comentário: Vejamos uma questão sobre os conceitos de artrocinemática. Vejamos na letra A sobre cadeias cinéticas, sabemos 
quea cadeia cinética aberta apresenta durante o movimento menos congruência articular se comparado à cadeia cinética fechada, 
sendo esse item falso. Letra B apresenta errada, pois a superfície do tálus é convexa, já a superfície côncava no tornozelo é o 
encaixe distal da tíbia e fíbula. Na alternativa C observamos que o erro consiste no tipo de sensação final de movimento, vejamos: 
*Macia - A limitação se deve à aproximação do tecido mole (por exemplo, flexão do joelho) ou ao alongamento do tecido mole (por 
exemplo, dorsiflexão do tornozelo com extensão do joelho). 
*Firme - A limitação da ação se deve ao alongamento da cápsula e ligamento menos flexíveis (por exemplo, rotação externa do 
úmero). 
*Rigidez - A limitação se deve à aproximação osso a osso (por exemplo, extensão do cotovelo). Portando o tipo de sensação 
correto seria a rigidez, ou seja, ao final do movimento teríamos uma parada dura. 
Alternativa D é assertiva, pois define bem sobre a lei do côncavo-convexo. Quando a superfície articular em movimento for convexa, 
o movimento de deslizamento ocorre na direção oposta ao do movimento osteocinemático, já quando a superfície em movimento for 
côncava a direção do deslizamento será na mesma direção do movimento do osso. Analisando o item E podemos afirmar que é 
errado, visto que no movimento de flexão de joelho em cadeia cinética aberta a superfície articular em movimento é côncava, no 
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caso a tíbia em relação ao fêmur. Caso o movimento fosse em cadeia cinética fechada teríamos a superfície convexa do fêmur em 
movimento. 
Gabarito D 
 
68. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) Quando se verifica que a amplitude de movimento passiva está limitada ou dolorosa, 
indica-se a avaliação dos movimentos artrocinemáticos. Com relação aos tipos de movimentos da artrocinemática, marque a opção 
CORRETA: 
a) O deslizamento é um movimento de rotação em torno de um ponto fixo ou eixo. 
b) O rolamento é um movimento rotatório similar à base de uma cadeira de balanço rolando sobre o piso. 
c) O giro é um movimento de translação de uma superfície que escorrega sobre a outra. 
d) O rolamento é um movimento de rotação em torno de um ponto fixo ou eixo. 
e) A flexão faz relação com o plano sagital e o eixo transversal. 
Comentário: Alguns conceitos sobre artrocinemática não costumam ser cobrados em provas, porém é essencial uma boa revisão 
do assunto. 
ARTROCINEMÁTICA: são movimentos que não podem ser realizados ativamente pelo paciente são micro-movimentos que 
acontecem no interior das articulações, tais como: rolamento, deslizamento e giro. 
Rolamento ocorre quando os pontos de contato sobre cada superfície articular estão constantemente mudando, ou seja, vários 
pontos de uma superfície entram em contato com vários pontos da outra superfície. Similar a uma cadeira de balanço quando rola 
sobre o chão ou aos pneus de um carro em movimento. 
Deslizamento é um movimento de translação pura e ocorre se apenas um ponto sobre a superfície que se move faz contato com 
diversos pontos sobre a superfície oposta. Este movimento é semelhante a de um carro derrapando em um piso molhado após uma 
freada brusca. 
Giro é um movimento de rotação em torno de um ponto fixo ou eixo. Este movimento envolve a rotação de uma superfície sobre 
outra que lhe é oposta, em torno de um eixo longitudinal. 
Gabarito B 
 
69. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Uma paciente de 23 anos de idade com diagnóstico clínico de dor patelofemoral encontra-se 
em reabilitação em um serviço de fisioterapia. Durante sua avaliação, o profissional fisioterapeuta correlacionou seus achados com 
a medição do ―ângulo Q‖. Desta forma, com relação a este caso, identifique a afirmativa INCORRETA. 
a) O ângulo Q achado de 23º está abaixo do normal. 
b) A pelve alargada da paciente tem relação com a alteração do valor fisiológico do ângulo Q. 
c) O aumento do ângulo Q favorece o desvio lateral da patela. 
d) O joelho valgo da paciente favorece a alteração do ângulo Q. 
e) O ângulo Q aumentado favorece o desgaste da cartilagem presente na paciente. 
Comentário: O ângulo Q do joelho é formado pela intersecção entre a linha que liga a espinha ilíaca ântero-superior até o centro da 
patela e outra que liga o centro da patela até a tuberosidade da tíbia. O aumento do ângulo Q leva a um desvio lateral da patela, 
já quando ocorre uma diminuição desse ângulo teremos um desvio medial da patela. 
Os valores considerados como normais do ângulo Q são de aproximadamente 12° para os homens e de 15° para as mulheres 
(Figura 1). Essa diferença de valores se dá pela estrutura anatômica da pelve feminina que é mais larga, proporcionando que a 
articulação do quadril mova-se mais lateralmente do que a linha média, favorecendo aumento no ângulo valgo do quadril com 
relação ao joelho. Ângulos superiores a 20° têm uma incidência mais alta de anormalidades da articulação patelo-femoral, tais 
como a condromalácia patelar que vem a ser uma consequência da instabilidade. 
Dica: ↑ ângulo – desvio lateral / ↓ ângulo – desvio medial 
Gabarito A 
 
 Figura 1 
70. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Em um tratamento postural de uma adolescente, o fisioterapeuta identificou os joelhos 
voltados para a linha média do corpo, devido a uma série de encurtamentos musculares. Conforme a avaliação descrita, 
qual alteração postural foi identificada? 
a) Joelhos valgos. 
b) Joelhos varos. 
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c) Joelhos recurvartum. 
d) Displasia do joelho. 
e) Acondroplasia. 
Comentário: Um tema não muito cobrado em provas, mas que requer uma revisão das principais deformidades que podem 
acometer os joelhos. 
Joelho valgo: é aquele em que a articulação ou extremidade distal do osso se aproxima da linha média. Geralmente está presente 
ao nascimento e pode se estender até os dois anos e meio de idade, quando comumente os joelhos passam a assumir posição 
contrária, em valgo. 
Joelho varo: é aquela em que a articulação ou extremidade distal do osso se afasta da linha média. Está presente, em geral, a 
partir dos dois anos e meio de idade, quando surge o aplanamento dos arcos longitudinais internos dos pés e pés planos. 
Joelho Recurvatum: caracteriza-se pela Hiperextensão do joelho mantendo sempre contato entre as superfícies articulares 
cartilaginosas, diferenciando da Subluxação Congênita do joelho. 
Joelho Flexum: caracteriza-se pela deformidade em flexão do joelho. É normal no desenvolvimento estrutural da criança e 
geralmente associado a flexão do quadril. 
Gabarito A 
 
71. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) O Ângulo Q é uma media bastante utilizada para verificar influências de carga na 
articulação patelo-femural. Para realizar essa mensuração deve-se: 
a) Medir o ângulo entre a linha que sai da espinha ilíaca ântero-superior até o centro da patela e a linha que sai do púbis até o 
centro da patela. 
b) Medir o ângulo entre a linha que sai da espinha ilíaca ântero-superior até o centro da patela e uma linha vertical localizada 
também no centro da patela. 
c) Medir o ângulo entre a linha que sai do púbis até o centro da patela e uma linha vertical que também sai do centro da patela. 
d) Medir o ângulo entre a linha que sai da espinha ilíaca-superior até o centro da patela e uma linha horizontal também no centro da 
patela. 
e) Medir o ângulo entre a linha que sai do púbis até o centro da patela e uma linha horizontal também no centro da patela. 
Comentário: Ângulo Q trata-se do ângulo entre uma linha que se estende da espinha ilíaca ântero-superior até o centro da patela e 
uma linha vertical que se estende do centro da patela até o centro da tuberosidade tibial. 
Gabarito B 
 
72. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) Um paciente de 23 anos fez cirurgia de reconstrução de Ligamento Cruzado Anterior (LCA), 
ficando imobilizado por certo período. Aoiniciar a fisioterapia, o profissional avaliou a presença de bloqueio para o movimento de 
flexão de joelho. Com base nos conhecimentos da artrocinemática e respeitando a regra do côncavo vs. convexo, identifique a 
afirmativa CORRETA. Para ajudar a ganhar o movimento de flexão de joelho, o fisioterapeuta deverá realizar movimentos de 
deslizamento: 
a) Posterior da tíbia que é convexa em relação ao fêmur. 
b) Anterior da tíbia que é côncava em relação ao fêmur. 
c) Anterior do fêmur que é côncavo em relação à tíbia. 
d) Posterior da tíbia que é côncava em relação ao fêmur. 
e) Posterior do fêmur que é côncavo em relação á tíbia. 
Comentário: Questão sobre lei do côncavo-convexo. Primeiramente vamos analisar a anatomia óssea para podermos saber a 
direção do deslizamento, lembrando que o deslizamento depende de qual superfície articular está se movendo. Paciente apresenta 
restrição para flexão de joelho, nesse movimento a superfície em movimento será côncava e quando esta se move a direção do 
deslizamento será na mesma direção do movimento do osso, ou seja, na flexão de joelho o deslizamento terá que ser posterior da 
tíbia em relação ao fêmur, pois a tíbia é CÔNCAVA. 
Gabarito D 
 
73. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) Os movimentos do corpo humano são realizados respeitando determinados planos e eixos. De 
acordo com esta relação, marque a opção CORRETA. 
a) O movimento de flexão do ombro é realizado no plano sagital e eixo antero-posterior. 
b) O movimento de abdução do quadril é realizado no plano sagital e eixo antero-posterior. 
c) O movimento de adução horizontal do ombro é realizado no plano transverso e eixo cefalo-podálico. 
d) O movimento de dorsi-flexão pé é realizado no plano frontal e eixo latero-lateral. 
e) O movimento de rotação para direita da cabeça é realizado no plano transverso e eixo antero-posterior. 
Comentário: Vejamos a tabela abaixo: 
Plano Eixo Movimentos 
Frontal Anteroposterior Adução e abdução 
Sagital Látero-lateral ou látero-medial Flexão e extensão 
Transversal Céfalo-podálico ou longitudinal Rotações, adução e abdução horizontal 
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Gabarito C 
 
74. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) Um método frequentemente utilizado para classificar os movimentos e exercícios baseia-
se nos conceitos de ―cadeia cinética aberta ou fechada‖ e ―cadeia cinemática aberta e fechada‖. Sobre esses exercícios analise as 
afirmações a seguir, assinalando (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS: 
( ) Na cadeia aberta o segmento distal se move no espaço. 
( ) Na cadeia fechada o segmento distal permanece em contato com a superfície de apoio o estacionário. 
( ) Na cadeia fechada à resistência é aplicada em um único segmento em movimento. 
( ) Na cadeia aberta a resistência é aplicada a segmento distal que se move. 
Marque a opção que apresenta a sequência 
CORRETA: 
a) V – V – F – V. 
b) F – V – F – V. 
c) V – V – V – F. 
d) F – F – V – V. 
e) V – V – F - F. 
Comentário: A cadeia cinética é um termo utilizado para descrever a ativação sequencial dos segmentos de um membro, ela pode 
ser classificada em dois tipos: aberta ou fechada. 
Tipo CCA CCF 
Definição 
Não sustentam o peso corporal, com 
movimento ocorrendo em uma única 
articulação. O segmento distal é livre para 
se mover, e a resistência é normalmente 
aplicada no segmento distal. 
Sustentam o peso corporal. É necessário 
movimento em várias articulações para 
que se complete o movimento, o segmento 
distal é normalmente fixo a uma superfície 
sustentadora, e a resistência pode ser 
aplicada tanto distal quanto proximal. 
Características 
Seguimento distal móvel 
Movimento articular independente 
Geralmente ocorre movimento em uma 
única articulação 
Ativa contração muscular isolada 
Resistência aplicada no segmento distal 
Maior risco de lesão 
Melhora força e ADM 
Seguimento proximal móvel 
Movimento articular interdependente 
Enfatiza grupos musculares 
Pode ocasionar movimento em 
articulações adjacentes. 
Resistência aplicada em múltiplos 
segmentos 
Estimulam os mecanorreceptores 
Melhor treino proprioceptivo 
Estimula co-contração muscular 
Mais indicada em atividades pós-lesões 
 
Gabarito A 
 
75. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Durante uma avaliação de um paciente pós-cirúrgico de reconstrução de ligamento cruzado 
anterior, do joelho direito, o fisioterapeuta identificou hipotrofia muscular do músculo quadríceps, classificando sua força em Grau 2, 
segundo Oxford. Isso significa dizer que o paciente 
a) na posição, sentado apresentou apenas vestígio de contração quando solicitado à extensão do joelho. 
b) deitado em decúbito dorsal, consegue elevar a perna vencendo, apenas, a gravidade, sem resistência extra. 
c) na posição sentado, quando solicitado à extensão do joelho, consegue de maneira parcial, não vencendo a gravidade. 
d) deitado em decúbito dorsal, quando solicitado elevar a perna, consegue de maneira parcial, não vencendo a gravidade. 
e) na posição sentado, quando solicitado à extensão do joelho, consegue vencendo, apenas, a gravidade, sem resistência extra. 
Comentário: Teste de função ou força muscular são bem frequentes em provas, procure sempre revisar a graduação de Oxford. 
Graduação Descrição 
5 – Normal Completa a ADM contra resistência máxima 
4 – Boa Completa a ADM contra resistência moderada a forte 
3 – Regular Completa a ADM contra a gravidade 
2 – Fraca 
Força suficiente para movimentar o segmento ao longo de toda a ADM, em um arco sem 
efeito da gravidade. 
1 – Mínima Contração visível ou palpável 
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0 - Ausente Ausência de contração muscular (visual ou à palpação) 
Nosso paciente descrito na questão apresenta grau 2 para quadríceps, portanto ele consegue realizar movimento sem efeito da 
gravidade como apresenta detalhado na letra C. Vamos analisar as demais: 
A - na posição, sentado apresentou apenas vestígio de contração quando solicitado à extensão do joelho (Grau 1 para 
quadríceps). 
B - deitado em decúbito dorsal, consegue elevar a perna vencendo, apenas, a gravidade, sem resistência extra (Grau 3 para 
músculo psoas). 
D - deitado em decúbito dorsal, quando solicitado elevar a perna, consegue de maneira parcial, não vencendo a gravidade (Grau 2 
para músculo psoas). 
E - na posição sentado, quando solicitado à extensão do joelho, consegue vencendo, apenas, a gravidade, sem resistência extra 
(Grau 3 para quadríceps). 
Gabarito C 
 
76. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) ―Exercícios de cadeia fechada envolvem movimentos nos quais o corpo se move sobre um 
segmento distal que está fixado ou estabilizado sobre uma superfície de apoio‖. Segundo este conceito, qual exercício a seguir 
representa uma cadeia fechada? 
a) Extensão do joelho na cadeira extensora. 
b) Agachamento com as costas apoiadas numa bola suíça encostada na parede. 
c) Flexão ativa de joelho em decúbito ventral. 
d) Abdução de quadril em decúbito lateral com membros inferiores amarrados com faixa elástica na altura dos joelhos. 
e) Flexão e extensão de ombros na polia. 
Comentário: Os termos cadeia cinética aberta e fechada tiveram como objetivo prover um esquema de classificação que diferencia 
dois enfoques distintos de exercícios: 
CCA: Não sustentam o peso corporal, com movimento ocorrendo em uma única articulação. O segmento distal é livre para se 
mover, e a resistência é normalmente aplicada no segmento distal. 
CCF: Sustentam o peso corporal. É necessário movimento em várias articulações para que se complete o movimento, o segmento 
distal é normalmente fixo a uma superfície sustentadora, e a resistência pode ser aplicada tanto distal quanto proximal 
Sabendo do conceito de cadeias cinéticas vamos analisar cada movimento da referida questão: 
A – extensão do joelho em cadeira extensora: segmento distal móvel (CCA). 
B - Agachamento com as costas apoiadas numa bola suíça encostada na parede: segmento distal fixo (CCF). 
C - Flexão ativa de joelho em decúbito ventral:segmento distal móvel (CCA). 
D - Abdução de quadril em decúbito lateral: segmento distal móvel (CCA). 
E - Flexão e extensão de ombros na polia: segmento distal móvel (CCA). 
Gabarito B 
 
77. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) A condromalácia patelar é uma lesão da cartilagem devido à degeneração prematura 
com amolecimento, fibrilação e aspereza dessa estrutura, as quais são semelhantes às relacionadas com a osteoartrite. O 
tratamento é constituído de exercícios que fortaleçam o quadríceps, principalmente o vasto medial oblíquo, sendo recomendado 
que se realizem exercícios isométricos, pois não exacerbam a dor, fortalecem e envolvem movimento mínimo da patela. De acordo 
com este tipo de exercícios identifique a afirmativa CORRETA. 
a) Ocorre quando as fibras musculares trabalham, de maneira controlada, para desacelerar os movimentos, pois a resistência 
externa ultrapassa a força muscular e o músculo alonga-se à medida que a tensão aumenta. 
b) O músculo encurta-se e observa-se movimento articular à medida que a tensão aumenta. 
c) Na cadeira extensora, deverá ser solicitada uma extensão rápida e flexão lenta do joelho. 
d) Ocorre quando um músculo gera força e tenta encurtar-se, porém não consegue superar a resistência externa, mantendo-se 
estático. 
e) Na cadeira extensora, deverá ser solicitada uma extensão lenta e uma flexão rápida do joelho. 
Comentário: No estudo da cinesioterapia e/o cinesiologia existem três tipos básicos de contração muscular: isométrica, isotônica e 
isocinética. No enunciado é citado o exercício isométrico, este pode ser definido quando ocorre tensão muscular sem movimento 
angular da articulação. Observe o quadro abaixo as características de cada tipo de contração: 
 
CONCÊNTRICO EXCÊNTRICO 
Força muscular > resistência 
Aceleração do movimento 
Aumento do diâmetro muscular 
Diminui comprimento 
Aproxima origem e inserção 
Força muscular < resistência 
Desaceleração do movimento 
Diminui o diâmetro muscular 
Aumenta comprimento 
Distancia origem e inserção 
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Diminui ângulo articular Aumenta o ângulo articular 
ISOMÉTRICO ISOCINÉTICO 
Existe tensão (contração muscular) 
Tensão dissipada em calor 
Não existe movimento articular, ou seja, estático 
Utilizado mais em reabilitação 
Contraindicado em problemas cardiovasculares 
Contrações estáticas 
Utilizado em aparelhos especiais 
Mantem a mesma tensão durante todo o movimento 
Exercício dinâmico com controle de velocidade 
CONTRAÇÃO EXCÊNTRICA - Ocorre quando as fibras musculares trabalham, de maneira controlada, para desacelerar os 
movimentos, pois a resistência externa ultrapassa a força muscular e o músculo alonga-se à medida que a tensão aumenta. 
CONTRAÇÃO CONCÊNTRICA - O músculo encurta-se e observa-se movimento articular à medida que a tensão aumenta. 
CONTRAÇÃO CONCÊNTRICA NA EXTENSÃO RÁPIDA E EXCÊNTRICA NA FLEXÃO LENTA - Na cadeira extensora, deverá 
ser solicitada uma extensão rápida e flexão lenta do joelho. 
CONTRAÇÃO ISOMÉTRICA - Ocorre quando um músculo gera força e tenta encurtar-se, porém não consegue superar a 
resistência externa, mantendo-se estático. 
CONTRAÇÃO CONCÊNTRICA NA EXTENSÃO LENTA E EXCÊNTRICA NA FLEXÃO RÁPIDA - Na cadeira extensora, deverá 
ser solicitada uma extensão lenta e uma flexão rápida do joelho. Atenção mesmo no momento da flexão rápida o quadríceps exerce 
seu componente excêntrico no movimento. 
Gabarito D 
 
78. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) A goniometria é uma técnica que avalia o grau de amplitude articular. Sobre sua 
utilização e parâmetros referenciais marque a única opção CORRETA. 
a) O pivô do goniômetro deve ser ajustado junto ao segmento que realiza o movimento. 
b) No goniômetro existem duas hastes: fixa e móvel. 
c) A unidade de medida do goniômetro é o centímetro (cm). 
d) A amplitude articular do joelho varia de 0º à 90º. 
e) O goniômetro não mensura amplitudes de movimento no plano transverso. 
Comentário: A goniometria é o método utilizado para medir os ângulos articulares do corpo em todos os planos de movimento, 
sendo realizada por meio do goniômetro universal. Este é composto por duas hastes: um móvel e uma fixa, o braço estacionário é 
alinhado com o segmento corporal fixo, e o braço móvel, com o segmento corporal móvel. 
Unidade de medida: GRAUS 
Analisando cada alternativa vemos que letra A está errada visto que junto ao segmento em movimento devemos ajustar a haste 
móvel do goniômetro. Letra C equivocada em citar a medida em cm, sabemos que ela é medida em graus de movimento. Item D 
errôneo, pois a amplitude articular do joelho é 0º-135 ou 0º-140º(varia de acordo com alguns autores), por fim item E errado no que 
diz respeito à mensuração ser realizada apenas no plano transverso. 
Gabarito B 
 
79. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) Numa modalidade terapêutica bastante utilizada na fisioterapia são os exercícios 
classificados em passivo, ativo e resistido. Analise as afirmativas a seguir e marque (V) para as VERDADEIRAS e (F) para as 
FALSAS. 
( ) Os exercícios resistidos precisam de uma carga ou resistência contraria ao movimento. 
( ) Os exercícios ativos podem ser divididos em ativo-livre e ativo-assistido. 
( ) Os exercícios passivos não promovem contração muscular voluntária. 
( ) Nos exercícios ativo-livre se faz necessário auxílio de equipamentos ou outro tipo de ajuda na execução do movimento. 
( )Nos exercícios resistidos, o número de repetições e carga influenciam no condicionamento de resistência e força. 
Marque a única opção que apresenta a sequência CORRETA: 
a) V – V – F – F – V. 
b) F – V – V – F – V. 
c) V – V – V – F – F. 
d) V – V – V – F – V. 
e) F – V – V – V – F. 
Comentário: A cinesioterapia é o uso do movimento e dos exercícios como recursos terapêuticos, objetivando manter, corrigir e/ou 
recuperar uma determinada função do corpo ou manter o bem-estar. Para atingir esses objetivos, busca-se desenvolver, restaurar e 
manter a força muscular, a resistência à fadiga, a mobilidade e a flexibilidade corporal, o relaxamento e a coordenação motora. Os 
exercícios de cinesioterapia podem ser passivos, ativos, ativo-assistidos e resistidos. 
Exercícios terapêuticos 
Passivo Ativo ou ativo-livre Ativo-assistido Resistidos 
Prof. Décio Fernandes Página 31 
 
Tipo de ADM realizada sem 
restrições, sendo produzida 
por uma força externa. 
Não serve para prevenir 
atrofia muscular; aumentar 
força ou resistência à fadiga. 
Benéfica em regiões que 
apresentam inflamação 
aguda. 
Principal objetivo é prevenir 
as complicações da 
imobilização. 
Movimento realizado 
ativamente pelo paciente em 
torno de toda ADM. 
Utilizado em regiões acima e 
abaixo do segmento 
imobilizado. 
Prevenção na formação de 
trombos. 
Contraindicado em casos de 
inflamação, pois acarreta 
déficit no processo de 
regeneração. 
Tipo de ADM ativa, na qual a 
assistência é feita por uma 
força externa, manual ou 
mecânica. 
São ativo-assistidos, quando o 
paciente pode realizá-los, mas 
somente com ajuda de quem 
o assiste. 
Tem como objetivo 
proporcionar assistência para 
músculos fracos. 
Favorece a cinestesia. 
É um tipo de exercício com 
resistência manual ou 
mecânica. 
Usados para ativar os 
músculos fracos e restaurar o 
equilíbrio da força muscular. 
Promove o aumento da massa 
óssea. 
Estimula os mecanismos de 
hipertrofia e hiperplasia 
muscular. 
O trabalho de força, potência 
e resistência são influenciados 
pela frequência de repetição e 
a carga. 
 
Gabarito D 
 
80. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Sobre as lesões do complexo da fibrocartilagem triangular, identifique a afirmativa 
INCORRETA. 
a) Os principais métodos de avaliação são: ultrassom (US), ressonância magnética (RM), artrografia convencional ou 
artrorressonância magnética (ArtrORM). 
b) O complexo é formado pelas seguintes estruturas: fibrocartilagem triangular (FCT), ligamentos radioulnares volar e dorsal, 
menisco ulnocarpal homólogo, ligamentos ulnocarpais dorsal e palmar, ligamento colateralulnar (LCU) e bainha do tendão extensor 
ulnar do carpo. 
c) As lesões podem ser divididas em lesões traumáticas (tipo I, com subtipos classificados de acordo com a estrutura lesada) e 
degenerativas (tipo II, com subtipos classificados de acordo com a extensão do processo). 
d) Também conhecida como a tríade de lesão do ligamento cruzado anterior, menisco medial e ligamento colateral medial. 
e) A fibrocartilagem triangular funciona como amortecedor para a face ulnar do punho, absorvendo cerca de 20% da carga axial 
transmitida a esta articulação. Atua também como um dos principais estabilizadores da articulação radioulnar distal (ARUD). 
Comentário: Caro candidato iremos abordar um tema pouquíssimo explorado em provas e que a banca elaborou a partir de um 
artigo cientifico citado abaixo. Observe o trecho retirado do artigo: Avaliação por imagem dos quadros dolorosos da face ulnar do 
punho. 
LESÕES DO COMPLEXO DA FIBROCARTILAGEM TRIANGULAR (CFCT) 
As dores da face ulnar do punho relacionadas a rupturas do CFCT geralmente são um dilema diagnóstico. 
(Letra A) Os principais métodos de avaliação são: ultra-som (US), ressonância magnética (RM), artrografia convencional ou artro-
ressonância magnética (ArtrORM), visto que a sensibilidade e a especificidade desses métodos variam amplamente e o significado 
clínico das alterações encontradas é controverso. A artroscopia é considerada o padrão-ouro no diagnóstico. 
(Letra B) O CFCT é formado pelas seguintes estruturas: fibrocartilagem triangular (FCT), ligamentos radioulnares volar e dorsal, 
menisco ulnocarpal homólogo, ligamentos ulnocarpais dorsal e palmar, ligamento colateral ulnar (LCU) e bainha do tendão extensor 
ulnar do carpo. 
(Letra E) A FCT funciona como amortecedor para a face ulnar do punho, absorvendo cerca de 20% da carga axial transmitida a 
esta articulação. Atua também como um dos principais estabilizadores da articulação radioulnar distal (ARUD). 
(Letra C) As lesões do CFCT podem ser divididas em lesões traumáticas (tipo I, com subtipos classificados de acordo com a 
estrutura lesada) e degenerativas (tipo II, com subtipos classificados de acordo com a extensão do processo). 
Fonte: TAKAHASHI, Rogério Diniz et al . Avaliação por imagem dos quadros dolorosos da face ulnar do punho. Rev. Bras. 
Reumatol., São Paulo , v. 48, n. 3, p. 165-172, June 2008. 
A letra D descreve a tríade de O’Donoghue que é a lesão mais grave que pode ocorrer num futebolista acarretando lesão 
simultânea do menisco medial, o ligamento colateral medial e o ligamento cruzado anterior. 
Gabarito D 
 
81. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) O joelho é uma articulação gínglimo com rotação para fornecer o travamento. Quatro 
ligamentos principais estabilizam o joelho. Os dois ligamentos colaterais prendem o fêmur à tíbia medial e lateralmente e os dois 
ligamentos cruzados impedem o joelho de deslizar indevidamente para frente ou para trás. Com relação a esse tema, marque a 
opção CORRETA. 
a) O teste de gaveta anterior verifica a integridade do ligamento cruzado posterior. 
b) O ligamento cruzado posterior impede o deslizamento indevido do joelho para frente. 
c) O teste de gaveta posterior verifica a integridade do ligamento cruzado posterior. 
d) O ligamento cruzado anterior impede o deslizamento indevido do joelho para trás. 
e) O teste da gaveta posterior verifica a integridade dos ligamentos colaterais. 
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Comentário: As principais funções dos ligamentos do joelho são: estabilização, controle da cinemática e prevenção dos 
deslocamentos e rotações anormais que podem causar lesões da superfície articular. O LCA é um restritor primário do joelho e 
sua principal função é impedir a translação anterior da tíbia em relação ao fêmur, pode ser detectada lesão do LCA por 
meio do teste de gaveta anterior. O LCP evita a translação posterior da tíbia em relação ao fêmur e pode ser avaliado por 
meio do teste de gaveta posterior. 
Os ligamentos colaterais são as principais estruturas estabilizantes estáticas extra-articulares. As estruturas mediais do joelho são 
os restritores primários do valgo (lateralização da perna em relação à coxa) e da rotação externa. As estruturas laterais apresentam 
maior rigidez do que as mediais por serem solicitadas durante o apoio (inclusive corrida e salto). Os ligamentos externos do joelho 
são responsáveis pela limitação da abertura lateral da articulação do joelho e evitar as deformidades em varo (medialização da 
perna em relação à coxa). 
LCM limita o valgismo 
LCL limita o varismo 
Gabarito C 
 
82. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) O conhecimento da anatomia é o pré-requisito para a compreensão da função, da lesão e 
do tratamento do Ligamento Cruzado Anterior (LCA). A estrutura multifascicular, a orientação espacial e sua origem e inserção 
estão diretamente relacionadas à função de estabilizar a articulação do joelho. Marque a opção INCORRETA, sobre os mecanismos 
de trauma do LCA. 
a) Na hiperextensão do joelho, o LCA pode sofrer lesão por trauma da espinha tibial, causando sua secção. 
b) Geralmente, a rotação interna está associada a esse mecanismo de lesão, por exemplo, quando o jogador de basquete que salta 
e, na chegada ao solo, apoia-se com um pé. 
c) A torção é um dos modos mais comum de lesão e é causada pela rotação do corpo mantendo-se o pé fixo ao solo, levando a 
uma rotação externa e valgo do joelho. 
d) No futebol, a rotação é um movimento pouco comum o que proporciona grande aderência do calçado ao solo, permitindo o 
movimento rotacional do pé junto com o corpo, deixando pequena parte desse movimento para o joelho. 
e) Esportes de alto impacto com saltos com desaceleração brusca são um dos mecanismos mais frequentes. 
Comentário: As lesões do ligamento cruzado anterior ocorrem com mais frequência em indivíduos jovens praticantes de atividades 
esportivas, principalmente em pacientes do sexo masculino. Os principais mecanismos de lesão do LCA são: 
 Hiperextensão com estresse forçando a rotação lateral na tíbia, estando o pé fixo. 
 Trauma torcional que ocorre quando o corpo gira em rotação externa sobre o membro inferior apoiado no solo exercendo uma 
força em valgo no joelho. 
 Traumas indiretos produzem lesões isoladas do ligamento cruzado anterior e são decorrentes de desaceleração brusca, saltos 
ou dribles, exemplo jogadores de basquete e futebol. 
Observe que item D é incorreto já que sabemos que no futebol as lesões do LCA são ocasionadas na sua maior parte por 
movimentos rotacionais do joelho quando pé é fixado e o fêmur gira medialmente com referencia a tíbia, que ao mesmo tempo gira 
lateralmente. 
Gabarito D 
 
83. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) O alongamento balístico, é um alongamento: 
a) De baixa velocidade e alta intensidade. 
b) Intermitente rápido e forçado. 
c) De alta velocidade e baixa intensidade. 
d) Que promove menos desconforto em relação ao alongamento estático. 
e) Mais indicado para pessoas idosas ou sedentárias ou para pacientes com patologias musculoesqueléticas ou contraturas 
crônicas. 
Comentário: As principais técnicas de alongamento são: alongamento estático, balístico e contrair-relaxar. 
Alongamento estático: é um método pelo qual os tecidos moles são alongados até o ponto de resistência ou tolerância do tecido 
mantido nesta posição 
Alongamento balístico: é caracterizado pelo uso de movimentos vigorosos e rítmicos de um segmento do corpo, pelo alcance 
do movimento, com o objetivo de alongar o músculo ou o grupo muscular. 
Contrair-relaxar: é uma técnica que usa uma leve contração isométrica do músculo agonista, que inibe o músculo a ser alongado, 
e depois realiza o alongamento estático durante o relaxamento deste músculo. 
Gabarito B 
 
84. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) A desigualdade de comprimento entre os membros inferiores é situação relativamente 
comum na clínica ortopédica diária, e sua correta avaliação é, muitas vezes, de difícil análise clínica e radiológica, mediante os 
procedimentosoperatórios de equalização dos membros inferiores, os quais também constituem um dos fatores de sobrecarga para 
a coluna, além de implicar prejuízos mecânicos e estéticos, levando a um desequilíbrio musculoesquelético em todo o corpo, 
acarretando alterações posturais inclusive, padrões de marcha. Sendo assim marque a afirmativa CORRETA. 
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a) O teste de Allis avalia a discrepância entre o comprimento das coxas, determinando o nível dos joelhos com o paciente na 
posição supina e os quadris e joelhos fletidos em ângulo reto. 
b) No teste de Galleazi, vira-se o paciente para a posição pronada com os quadris em extensão completa, os joelhos a 90 graus e 
os tornozelos em posição neutra para determinar o nível da planta dos calcâneos. 
c) O tratamento cirúrgico é indicado para as desigualdades menores de 3 cm. 
d) A escanografia mostra a incidência radiográfica de todo o membro inferior, incluindo as articulações da bacia, dos joelhos e dos 
tornozelos. 
e) Dentre os procedimentos cirúrgicos, o encurtamento ósseo agudo (ostetomia para encurtamento ósseo) é o mais indicado devido 
à necessidade de o paciente ser esqueleticamente maduro e à preferência do modismo, nos dias atuais, de baixa estatura. 
Comentário: Assunto pouco explorado por bancas de concurso, portanto atenção quanto às particularidades. As discrepâncias de 
membros inferiores incluem qualquer desigualdade no comprimento a partir do nível da pelve ate o pé, inclusive. 
Os métodos mais frequentemente empregados nas avaliações das dismetrias dos membros inferiores são: 
1 – mediante o uso de fitas métricas, realizando-se a mensuração externa de uma a outra região anatômica, que sejam 
facilmente identificáveis (paciente deitado com os membros estendidos). 
a) aparente: da cicatriz umbilical ao maléolo medial ou superfície plantar; 
b) real: das espinhas ilíacas anteriores e inferiores até o maléolo medial ou a superfície plantar. 
2 – a compensação da desigualdade com blocos milimetrados de madeira, sob a região plantar do membro inferior mais curto, 
até o nivelamento clínico da pelve, que é avaliado mediante a palpação das apófises ilíacas. Paciente na posição funcional 
ortostática. 
3 – escanografia (panorâmica): incidência radiográfica de todo o membro inferior incluindo as articulações da bacia, joelhos e 
tornozelos. Tem a vantagem da visibilização de todo o esqueleto dos membros inferiores e, ainda, de não magnificar a imagem. 
Na técnica radiográfica não é possível retratar de forma eficaz a assimetria pélvica, diferenças na altura pélvica ou altura dos pés. 
Uma discrepância final menor do que 2 cm é considerada discreta e geralmente não necessita de qualquer intervenção no adulto e 
de 3 a 6 cm é considerada moderada. (Letra C incorreta) 
Os procedimentos cirúrgicos para este distúrbio incluem: 
Encurtamento do maior lado pelo impedimento ou retardo do crescimento epifisário ou ressecção de um segmento do osso. 
Alongamento femoral, tibial ou transilíaco do menor lado. 
Encurtamento combinado do lador maior e lado menor. 
Próteses ajustadas. (Letra E incorreta) 
Test de Allis ou Galeazzi-Allis detecta presença de luxação congênita de quadril. (Letra A e B incorretas) 
Descrição: bebê em supino, flexionar os joelhos. Os pés do paciente devem estar próximos entre si na mesa 
Resposta: uma diferença na altura dos joelhos indica um teste positivo. Um joelho encurtado no lado afetado indica luxação 
posterior e joelho longo no lado acometido indica luxação anterior do fêmur. 
Gabarito D 
 
85. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Um paciente de 19 anos relata dor na região anterior do ombro principalmente ao realizar 
movimentos ativos e resistidos. Durante a avaliação o fisioterapeuta identificou a presença positiva para tendinite da porção longa 
do bíceps. Para chegar a essa conclusão qual teste especifico foi realizado? 
a) Gerber. 
b) Pate. 
c) Patte. 
d) Phalen. 
e) Lippman. 
Comentário: Testes sobre tendinite bicipital são constantes em provas, observe os principais para esta patologia. 
TESTE DE LIPPMAN 
Objetivo: Detectar tendinite bicipital. 
Descrição: Examinador move tendão no sulco intertubercular. 
Resposta: Positivo em caso de dor. 
TESTE DE YERGASON 
Objetivo: Avaliar tendinite Bicipital 
Descrição: Paciente com cotovelo fletido a 90º, antebraço em pronação em seguida o paciente resiste simultaneamente a 
supinação e RE do ombro. 
Resposta: Positivo na presença de dor. 
TESTE DE SPEED 
Objetivo: Avaliar tendinite bicipital. 
Descrição: Braço do paciente em flexão de ombro, rotação externa, extensão completa do cotovelo e supinação do antebraço. 
Resistência manual é então aplicada pelo examinador no sentido descendente. 
Resposta: Dor ou incomodo no sulco bicipital 
Gerber: avalia disfunção do subescapular. 
Patte (nome correto): avalia o tendão do infraespinhoso. 
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Phalen: avalia presença de síndrome do túnel carpal por compressão do nervo mediano. 
Gabarito E 
 
86. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Um paciente de 37 anos, apresentando diagnóstico de lombalgia, deu início ao tratamento 
fisioterapêutico. Durante a avaliação, o fisioterapeuta identificou comprometimento dos músculos posteriores da coluna. Com isso, 
o profissional deverá realizar, para desconsiderar um comprometimento da raiz nervosa da coluna e classificar a lombalgia como 
apenas mecânica, o teste de 
a) Apley. 
b) Lasegue. 
c) Tinel. 
d) Phalen. 
e) Thompson 
Comentário: Questão de fácil resolução a partir das alternativas, onde podemos observar que dentre todas apenas o teste de 
Lasegue é utilizado para avaliação da coluna, em especial da região lombar. Vamos a descrição do teste: 
Objetivo: é utilizado para avaliar dor lombar associada à ciatalgia 
Descrição: O teste de Lasegue segue o mesmo raciocínio do teste da elevação do membro inferior, pois provoca um alongamento 
neural provocativo sobre os ramos nervosos que formam o nervo ciático (L5, S1, S2) os quais se encontram totalmente estiradas. 
Com o paciente em decúbito dorsal, eleva-se o membro com o joelho em extensão. É positivo quando o paciente queixa dor lombar 
a partir dos 30º de elevação da perna. 
Teste de Apley: usado para avaliar pacientes com suspeita de lesão nos meniscos do joelho. 
Teste de Tinel: utilizado para diagnosticar síndrome do túnel carpal. 
Teste de Phalen: avaliar pacientes com suspeita de síndrome do túnel carpal 
Teste de Thompson: detecta ruptura total no tendão de Aquiles. 
Gabarito B 
 
87. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Com o paciente em decúbito ventral, braços ao longo do corpo, joelhos flexionados a 90º, o 
fisioterapeuta solicita que o paciente afaste os pés um do outro, deixando-os cair para lateral, e observa o caimento dos membros. 
Podemos deduzir que o profissional está avaliando o encurtamento do músculo: 
a) Glúteo máximo. 
b) Ísquios tibiais. 
c) Reto femoral. 
d) Sartório. 
e) Piriforme. 
Comentário: Vejamos a descrição do teste utilizado para avaliar encurtamento muscular do piriforme. 
Posição do paciente: deitado de lado e de costas para o examinador com o joelho flexionado a 90º e o pé repousando sobre a 
fossa poplítea do membro contra lateral. 
Descrição do teste: O terapeuta deverá se posicionar junto à maca e com uma mão fixa no quadril do paciente para estabilizar a 
pelve. Com a outra mão o terapeuta exerce uma adução do membro inferior, levando o joelho do paciente até a maca. Nesse 
momento questionar o paciente sobre o aparecimento ou exacerbação da dor. 
Achados positivos: o teste do piriforme servirá para identificar uma possível contratura desse músculo, desencadeando sintomas 
de ciatalgia, ou seja, sensação de dor, queimação, formigamento. A contratura do piriforme é uma manifestação não tão rara e que 
poderá ser a causa de uma perturbação nervosa envolvendo o nervo ciático. Os sintomas também serão exacerbados quando o 
paciente realizar a abdução e rotação externa resistida, movimentos que aumentam a tensãosobre o músculo piriforme. 
Gabarito E 
 
88. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) O paciente em decúbito ventral, com a perna testada em flexão de 90º de joelho. O 
examinador realiza uma compressão na planta do pé com a perna em rotação lateral e medial. Caso o paciente relate dor em uma 
das faces do joelho, suspeita-se de lesão meniscal. Em seguida, apoiando a região posterior da coxa do paciente com o joelho, o 
examinador segura o tornozelo da perna em flexão, e realiza uma tração no sentido vertical, associada com rotação lateral e medial 
da perna, com o intuito de avaliar possíveis lesões ligamentares. Qual teste ortopédico está sendo descrito? 
a) Ober. 
b) Apley. 
c) McMurray. 
d) Homan. 
e) Milgram. 
Comentário: Vejamos um teste ortopédico que avalia duas estruturas do joelho: meniscos e ligamentos colaterais. 
 
 
 
 
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Teste de Apley (Compressão/Distração) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teste de compressão de Apley 
Posição do paciente: O paciente deita-se em DV com os joelhos fletidos a 90º. 
Descrição do teste: O examinador aplica uma força compressora na planta do pé e faz uma rotação interna e externa. 
Achados positivos: As lesões são caracterizadas pela presença de dor ou estalidos junto às interlinhas articulares durante a fase 
de compressão de teste, para o menisco medial em RE da perna e para o lateral em RI. 
Dica: dor na RE Menisco medial – dor na RI menisco lateral. 
Teste de distração de Apley 
Posição do paciente: Mesma posição do teste de compressão. 
*Descrição do teste: O examinador aplica uma força de tração do joelho e realiza rotação interna e externa. 
*Achados positivos: Será positivo se o paciente relatar dor durante o teste. 
Dica: dor na RI Lig. Colateral lateral – dor na RE Lig. Colateral medial. 
Gabarito B 
 
89. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Os testes de compressão de Apley, para joelhos, avaliam as seguintes estruturas: 
a) Ligamentos cruzados anterior e posterior. 
b) Ligamentos colaterais mediais e laterais. 
c) Meniscos medial e lateral. 
d) Retináculos da Patela. 
e) Bursa e cápsula articular. 
Comentário: O teste de compressão de Apley é um dos testes mais frequentes em provas, porém vale ressaltar que existe o teste 
de tração de Apley que avalia os ligamentos colaterais do joelho, vejamos como é feito o teste mencionado! 
Teste de compressão de Apley 
Posição do paciente: O paciente deita-se em DV com os joelhos fletidos a 90º. 
Descrição do teste: O examinador aplica uma força compressora na planta do pé e faz uma rotação interna e externa. 
Achados positivos: As lesões são caracterizadas pela presença de dor ou estalidos junto às interlinhas articulares durante a fase 
de compressão de teste, para o menisco medial em RE da perna e para o lateral em RI. 
Gabarito C 
 
90. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Paciente apresentando lombalgia crônica foi avaliado pelo fisioterapeuta e identificadas 
alterações das funções neurodinâmicas dos membros inferiores. Qual teste o profissional realizou para chegar a essa conclusão? 
a) Tomas. 
b) Slump test. 
c) Adson. 
d) Phalen, 
e) Froment 
Comentário: Observe que a banca costuma sempre cobrar questões sobre testes propedêuticos. Nessa questão analisando as 
alterativas podemos afirmar que apenas o Slump test apresenta finalidade de identificar alterações das funções neurodinâmicas 
dos membros inferiores. 
Thomas: encurtamento dos flexores de quadril (iliopsoas). 
Adson: detecta síndrome do desfiladeiro torácico. 
Phalen: síndrome do túnel do carpo por compressão do nervo mediano. 
Froment: avalia comprometimento do nervo ulnar. 
Gabarito B 
 
91. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Analise a afirmativa a seguir: A manobra é realizada com paciente em decúbito dorsal, 
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solicitando que ele abrace, junto ao tronco, o membro inferior fletido. Se a coxa oposta não apoiar sobre a mesa de exame o 
teste será positivo.Essa afirmativa descreve o teste de 
a) Trendelemburg que avalia o músculo glúteo médio. 
b) Thomas que avalia o músculo ilíopsoas. 
c) Trendelemburg que avalia o musculo ilíopsoas. 
d) Thomas que avalia o músculo glúteo médio. 
e) Thomas que avalia o músculo piriforme. 
Comentário: Questão muito frequente em provas e merece atenção na descrição do teste. 
Objetivo: determinar a presença e o grau da contratura em flexão do quadril (encurtamento do Iliopsoas). 
A manobra é realizada com paciente em decúbito dorsal solicitando que abrace ele junto ao tronco o membro inferior fletido. Se a 
coxa oposta não apoiar sobre a mesa de exame, significa que há deformidade em flexão do quadril e o teste é positivo. 
São exemplos de patologias que podem levar à contratura em flexão do quadril a psoíte, a artrose e a artrite séptica. 
Gabarito B 
 
92. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) O teste de McMurray avalia a integridade de qual estrutura? 
a) Ligamento cruzado anterior do joelho. 
b) Meniscos dos joelhos. 
c) Ligamento talo-fibular anterior do tornozelo. 
d) Disco intervertebral da coluna cervical. 
e) Bursa trocantérica do quadril. 
Comentário: Teste muito recorrente em qualquer prova de concurso. 
Teste de McMurray 
Posição do paciente: O paciente deita-se em DD com os joelhos fletidos. 
Descrição do teste: o examinador segura o pé com uma mão a palpa a linha articular com a outra. O joelho é fletido 
completamente e a tíbia movimentada para frente e para trás e então mantida alternadamente em rotação interna e externa 
enquanto o joelho é estendido 
Achados positivos: Um clique ou crepitação pode ser sentido na linha articular no caso de lesão meniscal posterior, quando o 
joelho é estendido. 
Dica: McMurray Meniscos 
Gabarito B 
 
93. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) Paciente de 23 anos de idade, sexo feminino, vendedora, queixa-se de desconforto nas 
atividades de subir e descer escadas. Na avaliação foi detectado sinal de Clarke positivo. Diante do quadro clínico e do resultado do 
teste, pode-se suspeitar de: 
a) Lesão de ligamento cruzado anterior. 
b) Lesão de menisco medial. 
c) Lesão do ligamento talo-fibular anterior. 
d) Lesão de ligamento cruzado posterior. 
e) Condromalácia patelar. 
Comentário: O sinal de Clarke identifica a presença de condromalácia da patela. O paciente deita-se relaxado com os joelhos 
estendidos enquanto o examinador pressiona proximalmente à base da patela com a mão. O paciente então solicitado a contrair o 
quadríceps enquanto o examinador aplica mais força. O teste é positivo se o paciente não consegue completar a contração sem 
dor. Outros testes para condromalácia patelar são: 
Teste de Perkin: para sensibilidade patelar, com o joelho apoiado em extensão completa, as bordas das facetas medial e lateral 
são palpadas enquanto a patela é deslocada medial e lateralmente. No caso de condromálacia, esta manobra revela graus 
variáveis de sensibilidade. 
Teste de Waldron: identifica condromalácia da patela. O paciente faz diversas flexões lentas e acentuadas do joelho enquanto o 
examinador palpa a patela. O teste é positivo no caso de dor e crepitação durante o movimento. 
Gabarito E 
 
94. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacoara-CE, 2012) Em relação à avaliação ortopédica, o teste de Phalen avalia que situação? 
a) Avalia estabilidade no tendão do bíceps braquial. 
b) Indica lesão do músculo supra-espinhal. 
c) Investiga o comprometimento do músculo subescapular. 
d) Identifica instabilidade da articulação do ombro. 
e) Investiga se há compressão do nervo mediano. 
Comentário: Teste bastante comum em provas, vejamos a descrição do teste: 
Teste de Phalen 
Posição do paciente: sentado ou em pé, com os cotovelos fletidos à 90º e com os punhos com o dorso em contato e à 90º de 
flexão. 
Prof. Décio Fernandes Página 37 
 
Descrição do teste: o terapeuta instrui o paciente para realizar uma flexão do punho e colocar o dorso da mão em contato com a 
outra mão, permanecendo por 1 minuto. 
Achados positivos: esse teste serve para diagnosticar a síndromedo túnel do carpo (compressão do nervo mediano) e o 
aparecimento de formigamento ou dormência na mão, principalmente na região que vai até o 3º dedo, demonstra positividade do 
teste. 
OBS: o teste de Phalen invertido é o mesmo teste, porém é realizado com os punhos em extensão máxima, ou seja, em 
posição de “reza”. 
Gabarito E 
 
95. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Teste que serve para verificar se o paciente tem encurtamento do músculo tensor da fáscia 
lata. A afirmativa corresponde ao teste de.: 
a) Ober. 
b) Patrick. 
c) Tendelenburg. 
d) Godfray. 
e) Lachman. 
Comentário: Questão batida em provas pessoal, teste que avalia encurtamento do trato iliotibial ou tensor da fáscia lata é chamado 
teste de Ober. 
Patrick: avaliação disfunção sacroilíaca 
Trendelenburg: detecta disfunção do glúteo médio. 
Godfrey: avalia lesão do LCP. 
Lachman: avalia lesão do LCA. 
Gabarito A 
 
96. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Uma paciente de 43 anos de idade que trabalha como digitadora deu início ao tratamento 
apresentando dormência, sensação de queimação e parestesia no punho e mão direita. Os sintomas tendem a piorar depois de 
exercer suas atividades laborais e no período noturno. Durante a avaliação, o teste de Phalen deu positivo. Com bases nestas 
informações podemos suspeitar de Síndrome 
a) Radicular. 
b) De Dejerine-Klumpke. 
c) De Williams. 
d) Do Túnel do Carpo. 
e) De Erb Duchenne. 
Comentário: A síndrome do túnel do carpo (STC) é a neuropatia de origem compressiva do nervo mediano. Este penetra na mão 
através do túnel do carpo, um estreito canal ósteo-aponeurótico localizado na superfície palmar do punho, entre as eminências 
tenar e hipotênar, e que se estende desde a prega flexora do punho, proximalmente, até a borda distal da eminência tenar. As 
paredes posterior e lateral do túnel do carpo são formadas pelos ossos do carpo e as paredes medial e anterior, por uma 
estrutura fibrosa, o retináculo dos flexores ou ligamento transverso do carpo. O conteúdo do túnel é constituído pelo nervo 
mediano e por nove tendões: quatro tendões do músculo flexor superficial dos dedos, quatro tendões do músculo flexor profundo 
dos dedos e um tendão do músculo flexor longo do polegar. 
As manifestações iniciais são dor, queimação, formigamento e dormência na mão, geralmente de evolução insidiosa, acometendo 
território de inervação do nervo mediano. Uma série de testes provocativos pode estar presente na STC. Desses testes, o de 
Phalen é considerado um dos mais sensíveis, sendo positivo em cerca de 80% dos pacientes. 
Gabarito D 
 
97. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) O teste de Schober utiliza fita métrica e lápis dermográfico para avaliar o(a) 
a) Comprimento de membro. 
b) Trofismo muscular. 
c) Assimetria de cintura escapular. 
d) Mobilidade lombossacral. 
e) Presença de gibosidade. 
Comentário: O teste de Schober mede a mobilidade do segmento lombossacral da região Lombar. O teste é realizado com o 
paciente em posição ortostática e com os pés juntos, com um lápis dermográfico traça-se uma linha entre as duas espinhas ilíacas-
póstero superiores e outra linha 10 cm acima, em seguida pede-se ao paciente que faça flexão anterior do tronco, terapeuta medirá 
então a distância dos pontos marcados, em pacientes sem alterações de mobilidade deverá aumentar no mínimo 5 cm. Aumentos 
menores que 5 cm o teste é positivo. 
Gabarito D 
 
Prof. Décio Fernandes Página 38 
 
98. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Solicita-se ao paciente que realize uma adução com rotação interna do ombro na tentativa de 
apoiar o braço na região posterior da coluna. Caso o paciente não consiga realizar o movimento, o teste é positivo. Qual teste 
especifico está sendo descrito anteriormente? 
a) Gebber. 
b) Appley. 
c) Neer. 
d) Jobe. 
e) Speed. 
Comentário: É essencial em provas conhecer detalhadamente a descrição dos testes propedêuticos para acertar as questões. 
Descrição: Solicita-se ao paciente que realize uma adução com rotação interna do ombro na tentativa de apoiar o braço na região 
posterior da coluna. Caso o paciente não consiga realizar o movimento, o teste é positivo. 
Essa descrição faz referência ao teste de Gerber ou Lift of Test que avalia disfunção do músculo subescapular. 
Teste de Apley esse teste pode ser utilizado para quatro objetivos: hérnia cervical, lesão meniscal, lesão dos ligamentos 
colaterais do joelho e disfunção do manguito rotador (Teste de coceira de Apley), portanto muita atenção com esse teste. 
Teste de Neer avalia síndrome do impacto. 
Teste de Jobe  detecta tendinite do supraespinhal. 
Teste de Speed avalia tendinite bicipital. 
Gabarito A 
 
99. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Sobre o Sinal de Froment, identifique a afirmativa CORRETA. 
a) Testa a função do nervo ulnar. 
b) Se positivo, observa-se uma força em preensão do primeiro e quinto quirodáctilos. 
c) Testa a função do nervo medial. 
d) Se positivo, observa-se que o extensor do primeiro quirodáctilo domina os flexores. 
e) Testa a função do nervo radial. 
Comentário: Este teste é especifico para lesão do nervo ulnar. 
Sinal de Froment 
Posição do paciente: sentado ou em pé. 
Descrição do teste: o paciente é instruído a segurar uma folha de papel entre os dedos polegar e indicador. O Examinador tenta 
puxar o papel. 
Achados positivos: flexão da articulação interfalangiana do dedo polegar é indicativa de paralisia do músculo adutor do polegar 
por comprometimento do nervo ulnar. 
Gabarito A 
 
100. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Um paciente, ao realizar o teste de Lippman, reage sentindo dor. Isso significa que o teste foi 
positivo de lesão em que região? 
a) Tendão bicipital. 
b) Epicôndilo lateral. 
c) Epicôndilo medial. 
d) Tuberosidade anterior da tíbia. 
e) Tendão patelar. 
Comentário: Tendinite bicipital pode ser confirmada por meio dos seguintes testes: 
TESTE DE LIPPMAN 
Objetivo: Detectar tendinite bicipital. 
Descrição: Examinador move tendão no sulco intertubercular. 
Resposta: Positivo em caso de dor. 
TESTE DE YERGASON 
Objetivo: Avaliar tendinite Bicipital 
Descrição: Paciente com cotovelo fletido a 90º, antebraço em pronação em seguida o paciente resiste simultaneamente a 
supinação e RE do ombro. 
Resposta: Positivo na presença de dor. 
TESTE DE SPEED 
Objetivo: Avaliar tendinite bicipital. 
Descrição: Braço do paciente em flexão de ombro, rotação externa, extensão completa do cotovelo e supinação do antebraço. 
Resistência manual é então aplicada pelo examinador no sentido descendente. 
Resposta: Dor ou incômodo no sulco bicipital 
 
Gabarito A 
 
Prof. Décio Fernandes Página 39 
 
101. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Numa avaliação ortopédica, o fisioterapeuta identificou resultado positivo no teste de Yergason. 
Com esse diagnóstico, ele pode chegar a qual conclusão? 
a) O tendão do bíceps encontra-se instável no sulco bicipital. 
b) Lesão por uso excessivo do tendão do músculo supra-espinhal. 
c) Há uma compressão do nervo mediano. 
d) Fraqueza do músculo subescapular. 
e) Ruptura do tendão do músculo supra-espinhoso. 
Comentário: Vejamos a descrição do teste de Yergason, também muito frequente em provas. 
Teste de Yergason 
Posição do paciente: paciente sentado com cotovelo a 90º de flexão, antebraço em pronação. O examinador apóia uma das mãos 
sobre o antebraço e a outra sobre porção proximal do úmero do paciente próximo ao sulco intertubercular. 
Descrição do teste: o examinador aplica resistência contra o movimento ativo do paciente para supinação do antebraço e rotação 
lateral do úmero. 
Achados positivos: a dor relatada na região do sulco intertubercular é um achado positivo que pode indicar tendinite e/ou 
subluxação da cabeça longa do bíceps. 
Gabarito A 
 
102. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Um paciente apresentando dor na região do ombro esquerdo, sem diagnóstico clínico, 
foi submetido a uma avaliação fisioterapêutica que identificou limitação de amplitude e fraqueza muscular da articulação. 
Dentre os testes específicos, o de Yergasondeu positivo, podendo suspeitar-se de um comprometimento 
a) da porção longa do bíceps braquial. 
b) do tendão do supraespinhoso. 
c) ruptura parcial das fibras do subescapular. 
d) do músculo redondo menor. 
e) do tendão do músculo peitoral maior 
Comentário: Teste de Yergason – Paciente com ombro em posição neutra e cotovelo em flexão de 90°. O examinador solicita 
supinação ativa do paciente contra resistência e ao mesmo tempo faz rotação externa passiva do ombro. Indica tenossinovite e/ou 
subluxação da cabeça longa do bíceps. 
Teste de Yergason 
 
 
Gabarito A 
 
103. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) No exame físico, quando o paciente não consegue se manter equilibrado com os pés 
juntos e os olhos fechados durante 10 segundos, o resultado é anormal, podendo indicar distúrbio cerebelar. Damos resultado 
positivo para a manobra de 
a) Romberg. 
b) Valsalva. 
c) Lasegue. 
Prof. Décio Fernandes Página 40 
 
d) Babinsk. 
e) Slamp test. 
Comentário: Descrições de testes são cobradas com frequência e requer atenção redobrada. O teste descrito acima avalia o 
equilíbrio na postura em pé, este é denominado Teste de Romberg (frequente em concursos). 
Objetivo: avalia disfunção do equilíbrio 
Descrição: Orientar o paciente a ficar em pé. Observar se há qualquer oscilação. Enquanto o paciente ainda está em pé, instruí-lo 
a fechar os olhos. 
Resposta: Esse não é um teste cerebelar em si, mas a oscilação com os olhos fechados indica distúrbio da coluna posterior. Um 
paciente com disfunção cerebelar oscilará com os olhos abertos, mas a oscilação aumentará com os olhos fechados. 
Achados importantes: 
Nas afecções centrais, a queda ocorre geralmente para frente ou para trás (Romberg clássico). 
Nos distúrbios do sistema proprioceptivo, não há lado preferencial para a queda. 
Nas cerebelopatias o paciente procura manter a base alargada (abasia), caindo ao aproximar os pés, mesmo de olhos abertos. 
Gabarito A 
 
104. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Durante uma avaliação, o fisioterapeuta solicitou ao paciente que ficasse em apoio 
unipodal. Com isso,identificou uma rotação da pelve através da visualização de uma inclinação do tronco, constatando uma 
fraqueza do glúteo médio. A partir da descrição, podemos afirmar que o profissional realizou qual teste? 
a) De Trendelenburg. 
b) De Tomas. 
c) Apley. 
d) De Bragard. 
e) De Jobe 
Comentário: Essa questão aparece comumente em provas e, portanto é importante ressaltar alguns aspectos essencias sobre 
esse teste. 
Objetivo: identifica a presença de um quadril instável, ou seja, fraqueza do músculo glúteo médio. Em muitas questões desse 
tipo é solicitado o múscuo afetado no teste ou marcha de Trendelenburg. 
Descrição: O paciente fica em pé sobre a perna a ser testada. O teste é positivo se o lado não sustentador de peso não se eleva 
quando o paciente fica em pé sobre um apoio (somente em um membro inferior, direito ou esquerdo). 
Gabarito A 
 
105. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Teste que sensibiliza o nervo isquiático, é o mais calibroso e mais extenso nervo do corpo 
humano, uma vez que suas fibras podem descer até os dedos dos pés. 
Essa afirmativa corresponde ao(à) 
a) SLR. 
b) Slamp Teste. 
c) Teste de Thomas. 
d) ULTT1. 
e) Teste de Gerber. 
Comentário: Descrição acima faz menção a um teste utilizado para avaliar o nervo isquiático. Essa questão requer um bom 
conhecimento sobre mobilização neural, portanto vamos revisar. 
SLR: utilizado para avaliar o comprometimento do nervo isquiático. Realizado com o paciente em decúbito dorsal, com o tronco e 
quadris em posições neutras. O examinador posiciona uma mão sob o tendão de Aquiles e a outra acima do joelho. O quadril é 
flexionado com o joelho mantido em extensão até revelar uma resposta sintomática predeterminada, ou até atingir seu limite de 
amplitude de movimento de quadril. Atentar para compensações de quadril e pescoço. 
Slump test: é uma variação dos testes de elevação da perna reta e do teste de lasègue, sendo muito útil na detecção de 
aderências de raízes ou hérnias discais. Paciente deverá estar sentado com as mãos apoiadas sobre a maca e com leve flexão de 
tronco em torno de 20º. Em seguida o paciente é orientado a realizar flexão de tronco, flexão cervical, realiza uma extensão de 
joelho e por último uma dorsiflexão do tornozelo, colocando em tensão todas as raízes nervosas da região cervical e lombar. 
Teste de Thomas: avalia encurtamento dos flexores de quadril, especialmente do iliiopsoas. A manobra é realizada com paciente 
em decúbito dorsal solicitando que abrace junto ao tronco o membro inferior fletido. Se a coxa oposta não apoiar sobre a mesa de 
exame, significa que há contratuea em flexão do quadril 
ULTT1: teste de tensão neural direcionado para o nervo mediano. 
ULTT2: teste de tensão neural direcionado para o nervo radial. 
ULTT3: teste de tensão neural direcionado para o nervo ulnar. 
Teste de Gerber: avalia disfunção do subescapular. É realizado solicitando ao paciente que coloque o dorso da mão ao nível de L5 
e procure ativamente afasta-la das costas rodando internamente o braço, a incapacidade de executar o teste ou de manter o 
afastamento é considerado positivo. 
Gabarito A 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 41 
 
106. (Instituto Cidades, Santa Rita-PB, 2010) O Ligamento Cruzado Anterior junto ao Posterior formam o que denominamos de pivô 
central do joelho, cuja função é garantir a estabilidade ântero-posterior deste. Em uma lesão de Ligamento Cruzado Anterior produzirá 
uma instabilidade anterior do joelho, ou seja, o paciente apresentará uma gaveta anterior. Existem os mais diversos testes para avaliar, 
porém, o mais conhecido é: 
A) Teste de Payr 
B) Teste de Mc Connel 
C) Teste de Bragard 
D) Teste de Lachman 
Comentário: Vejamos mais uma questão de testes ortopédicos. 
Teste de Payr avalia lesão meniscal, sendo realizado com o paciente sentado com as pernas cruzadas, forçando o varismo do joelho 
a fim de reduzir o espaço da interlinha medial. Com isso, ocorre o pinçamento do menisco medial e, no aparecimento de dor, o teste será 
positivo. 
Teste de Mc Connel utilizado para avaliação do LCA. Com o paciente na posição supina, e o joelho em 30º de flexão, pegar a coxa 
com uma mão para estabilizá-la. Com a mão oposta pegar a tíbia e puxá-la para frente, positivo caso ocorra uma anteriorização da tíbia 
indicando frouxidão ligamentar. 
Teste de Bragard Utilizado para avaliar lesão meniscal, teste é realizado com o paciente sentado. Palpando-se a interlinha do 
menisco a ser avaliado, roda-se a perna para o lado da possível lesão, ou seja, RI – Menisco medial/RE – Menisco lateral. Positivo em 
caso de aumento de dor. 
Teste de Lachman serve para avaliação do LCA. Com o paciente na posição supina, e o joelho em 30º de flexão, pegar a coxa com 
uma mão para estabilizá-la. Com a mão oposta pegar a tíbia e puxá-la para frente, positivo caso ocorra uma anteriorização da tíbia 
indicando frouxidão ligamentar. 
Gabarito D 
 
107. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) Os meniscos têm importantes funções como estabilização articular, distribuição e suporte de 
carga, nutrição da cartilagem e propriocepção. No exame físico o joelho deve ser examinado como um todo, já que há associação de 
lesão em um grande número de casos. Na lesão do LCA, há as manobras e os sinais específicos para os meniscos. Alguns dos mais 
importantes são, EXCETO: 
a) Manobras de Apley. 
b) Manobra de Gerber. 
c) Manobra de Steimann. 
d) Manobra de McMurray. 
e) Sinais de Payr. 
Comentário: Avaliação ortopédica na lesão de LCA envolve diversos testes propedêuticos a fim de auxiliar no diagnóstico da lesão 
ligamentar. Analisando as alternativas podemos excluir o teste de Gerber, visto que este detecta a disfunção do músculo subescapular, 
portanto a exceção da nossa questão. 
*Teste de Apley esse teste pode ser utilizado para quatro objetivos: hérnia cervical, lesão meniscal, lesão dos ligamentos colateraisdo 
joelho e disfunção do manguito rotador (Teste de coceira de Apley), portanto muita atenção com esse teste. 
Teste de Steimann, sinal de Payr e McMurray são utilizados para avaliar lesão meniscal. 
Gabarito B 
 
108. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Durante uma avaliação de um paciente com Síndrome do Desfiladeiro, o fisioterapeuta posicionou 
o paciente sentado com a cabeça voltada para o lado afetado. Pediu para o paciente estender a cabeça, respirar profundamente e reter a 
inspiração. Neste momento o profissional palpou o pulso radial. Identifique a alternativa que especifica o teste especifico que o 
fisioterapeuta estava realizando. 
a) Manobra de Valsalva. 
b) Manobra de Adson. 
c) Teste de Jobe. 
d) Teste de Phalen. 
e) Teste de Trendeleburg. 
Comentário: Questão muito cobrada sobre testes provocativos para Síndrome do Desfiladeiro Torácico veja a descrição dos testes 
específicos para esta patologia. 
Teste de Adson: o paciente vira a cabeça para o lado sintomático, estirando o pescoço e inspirando profundamente. 
Teste de Halsted ou costoclavicular: o paciente coloca os ombros em posição recuada e para baixo (postura militar), diminuindo o 
espaço costoclavicular. 
Teste de Roos: elevação do membro superior a 90º de abdução do ombro com rotação externa e flexão do cotovelo durante 3 minutos, 
associada a movimentos rápidos de abrir e fechar a mão. 
Teste de Wright: hiperabdução do ombro a 180º com flexão do cotovelo, durante 1 minuto. 
Essas manobras, quando positivas, reproduzem sintomas nervosos e provocam a diminuição do pulso radial. 
O teste de Phalen serve para diagnóstico da síndrome do túnel do carpo (nervo mediado), Jobe é utilizado a fim de detectar lesão 
tendinosa do supra-espinhal, já o teste de Tredenleburg serve para detectar fraqueza do glúteo médio e por fim a manobra de Valsalva 
 
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que detecta lesões que ocupem o espaço do canal cervical, como tumores e hérnia de disco cervical, o aumento da pressão intratecal 
fará com que o paciente se queixe de dor. 
Gabarito B 
 
109. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) A marcha é o ato ou efeito de andar, variável de acordo com as características de cada 
individuo. Sobre os distúrbios da marcha, identifique a afirmativa CORRETA. 
a) Na marcha ceifante, o paciente mantém olhar fixo no solo, elevando e abaixando os pés abrupta e pesadamente, indicando perda 
proprioceptiva. 
b) Na marcha anserina, ocorre o afastamento dos membros inferiores para aumentar a base de sustentação e o paciente anda em 
ziguezague, como bêbado. 
c) Na marcha, parkinsoniana ocorre a deambulação em bloco, rígida, sem movimento de balançar dos membros superiores, deslocando o 
centro de gravidade para frente. 
d) Na marcha cerebelar o paciente, com diminuição da força muscular pélvica e crural, acentua a lordose lombar e alterna a inclinação do 
tronco lateralmente, objetivando melhorar o equilíbrio. 
e) Na marcha, tabética o membro inferior espástico descreve um semicírculo quando o paciente troca de apoio. 
Comentário: Questão sobre tipos de marcha, vejamos as principais alterações patológicas. 
Marcha Cerebelar, Atáxica (Ebriosa): marcha típica do bêbado, não há coordenação dos movimentos; não mantém linha reta (lesão 
cerebelar). 
Marcha Hemiplégica ou ceifante- situações de AVC onde o paciente arrasta o MI parético (lesão piramidal) e trás próximo do corpo o 
MS acometido. A perna plégica avança lentamente e oscila para fora, descrevendo um semicírculo. 
Marcha festinante ou parkinsoniana - O tronco inclinado para frente, braços levemente fletidos e sem oscilações. As pernas ficam 
rígidas e inclinadas na altura dos joelhos, e os passos são curtos e rápidos, com marcha em bloco (Marcha da DP). 
Marcha Steppage, Escarvante ou Eqüina: paciente tropica, pé caído, ocorre em neuropatia periférica. Pés se elevam sem flexão dorsal 
e eversão (lesão do n. fibular). 
Marcha anserina - Movimentos laterais excessivos do tronco devido à fixação insuficiente do quadril que estabiliza a pelve e acentuação 
da lordose lombar (Distrofias Musculares Progressivas de Duchenne e Becker). 
Marcha ébria - Típica da intoxicação por álcool ou uso abusivo de medicamentos. A marcha é desequilibrada, com passos irregulares e 
em zigue-zague. 
Marcha descambante - Cambaleios e guinadas súbitas, resultando em marcha hesitante e incerteza de quedas inesperadas. 
Marcha tabética ou talonante: ocorre nas deficiências de sensibilidade profunda; intensifica o peso durante o passo para informar o 
tronco encefálico do próximo passo (ex: diabéticos, alcoolistas, sifilíticos). 
Marcha hidrocefálica - Dificuldade de iniciar a marcha e propensão à queda para trás. O corpo se mantém rígido e os movimentos são 
feitos em blocos. 
Marcha coreoatetósica e distônicas - As pernas avançam de forma desajeitada e lenta, como resultado de superposição de posturas e 
movimentos involuntários. 
Gabarito C 
 
110. (FUNCAB, SESACRE-AC, 2014) Correlacione adequadamente os tipos de marcha descritos na coluna I e as situações clínicas em 
que elas se encontram na coluna II. 
Coluna I Coluna II 
1. Trendelemburg ( ) parkinson 
2. Festinante ( ) doença cerebelar 
3. Ceifante ( ) fraqueza do glúteo médio 
4. Atáxica ( ) hemiparesia 
A sequência correta é: 
A) 2,4,3,1 
B) 4,2,1,3 
C) 3,2,1,4 
D) 2,4,1,3 
E) 2,3,1,4 
Comentário: Vejamos uma questão relacionada a patologia e sua respectiva disfunção da marcha. 
A marcha de Trendelemburg é caracterizada pela fraqueza do músculo glúteo médio (1), a hemiparesia (3) apresenta um padrão de 
marcha ceifante, pois a perna parética avança lentamente e oscila para fora, descrevendo um semicírculo. O paciente com doença de 
Parkinson (2) apresenta a marcha do tipo festinante e na doença cerebelar (4) podemos observar o padrão atáxico da marcha. 
Sequência correta: 2 – 4 – 1 – 3. 
Gabarito D 
 
111. (Instituto Cidades, HRC-2010) A avaliação da marcha que é baseada no desempenho de equilíbrio e mobilidade, na qual os 
pacientes recebem pontos de 0 a 4, em 14 testes diferentes, é: 
A) Teste de auto-percepção de equilíbrio. 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 43 
 
B) Teste de dinâmico de marcha. 
C) Escala analógica de visual. 
D) Escala de equilíbrio de Berg 
Comentário: Questão sobre testes utilizados na avaliação da marcha, vejamos alguns que são utilizados. 
Perfil de Deambulação Funcional (FAP): elaborado para avaliar as habilidades de marcha, desde o equilíbrio em pé nas barras 
paralelas ate a deambulação independente. 
Escala Estimativa de Anormalidades de Marcha (GARS): elaborada para identificar pacientes que correm risco de sofrer quedas 
devidas alguma alteração nas características do padrão de marcha. 
Teste de auto-percepção de equilíbrio: é uma avaliação, estimada pela própria pessoa, do grau com que o equilíbrio e o risco 
percebido para quedas interferem com as atividades cotidianas. 
Teste dinâmico de marcha: elaborado para avaliar a habilidade de adaptar a marcha a alterações nas demandas da tarefa. 
Desempenho estimando numa escala de 0 a 3, onde 0 é ruim e 3 excelente. 
Escala de Equilíbrio e Berg: escala de avaliação baseada no desempenho e mobilidade, estimada numa escala de 0 a 4 em 14 tarefas 
distintas, tais como: habilidade para sentar, levantar, alcançar objetos, virar, etc. 
Gabarito D 
 
112. (Instituto Cidades, Tangara -MT, 2011) A marcha que apresenta diminuição da velocidade, passos curtos, perda da rotação do 
tronco, marcha arrastada são características de qual doença? 
A) Doença de Parkinson. 
B) Doença de Alzeimer. 
C) Hemiplegia. 
D) Síndrome de Piaget. 
Comentário: Analisamos mais uma questão sobre tipos de marcha. Vejamos que a marcha caracterizada por pobreza de movimentos, 
diminuição da velocidade,marcha em bloco, passos curtos devido encurtamento da passada juntamente com redução dos movimentos 
do tronco e pelve são característicos do paciente com Doença de Parkinson. 
Gabarito A 
 
113. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Analise a afirmativa a seguir: Paciente mantém olhar fixo no solo, elevando e abaixando os pés abrupta e 
pesadamente, indicando perda proprioceptiva por lesão raquimedular, comum nas tabes dorsalis. Identifique a marcha à qual a afirmativa 
está se referindo. 
a) Cerebelar. 
b) Anserina. 
c) Tabética. 
d) Vestibular. 
e) Espástica 
Comentário: Questões de marcha costumam ser recorrentes em provas e merecem uma boa revisão dos padrões patológicos. 
Marcha Cerebelar, Atáxica (Ebriosa): marcha típica do bêbado, não há coordenação dos movimentos; não mantém linha reta (lesão 
cerebelar). 
Marcha anserina - Movimentos laterais excessivos do tronco devido à fixação insuficiente do quadril que estabiliza a pelve e acentuação 
da lordose lombar (Distrofias Musculares Progressivas de Duchenne e Becker). 
Marcha tabética: Esse tipo de marcha ocorre por perda das informações sensoriais dos membros inferiores (MMII), principalmente da 
propriocepção. Pode ocorrer por lesão do cordão posterior da medula ou neuropatia periférica sensorial. A marcha é realizada com a 
base alargada, com o olhar para o solo, e a perda da noção da proximidade do solo em relação aos pés, faz com que ele arremesse o pé 
para diante e bata com força no solo. Essa marcha foi descrita primeiramente nos pacientes com neurossífilis (Tabes Dorsalis). 
Marcha vestibular: O paciente apresenta lateropulsão quando anda. Quando tenta se manter andando em linha reta, é como se fosse 
empurrado para o lado. Se o paciente for colocado num espaço amplo e mandado andar de olhos fechados para frente e depois para 
trás, ele descreverá a forma de uma estrela (lesão vestibular). 
Marcha Hemiplégica ou ceifante- situações de AVC onde o paciente arrasta o MI parético (lesão piramidal) e trás próximo do corpo o 
MS acometido. A perna plégica avança lentamente e oscila para fora, descrevendo um semicírculo. 
Gabarito C 
 
114. (Instituto Cidades, Hosp. Regional Norte-CE, 2012) Quais das alternativas abaixo NÃO se referem aos distúrbios da marcha: 
A) Tendem em geral a ser instáveis, irregulares e titubeantes, com desvios de uma linha de progressão à frente demarcada no solo. 
B) Possui uma resistência constante, uniforme e sentida pelo examinador à medida que o membro é movido através da amplitude de 
movimento. 
C) Envolvem padrões de ambulatórios que costumam demonstrar uma ampla base de apoio. 
D) Trata-se de um dos sinais clínicos de manifestações de lesões cerebelares. 
 
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Comentário: Observamos na questão sobre distúrbios da marcha que a alternativa B apresenta a definição sobre tônus muscular, na 
qual é definida clinicamente como uma resistência constante encontrada quando uma articulação é movida passivamente. Vejamos as 
alterações do tônus muscular: ↑ do tônus: hipertonia (rigidez e espasticidade), ↓ do tônus: hipotonia. 
Espasticidade: definida como a resistência dependente da velocidade, ao estiramento passivo de um músculo, com reflexos tendinosos 
aumentados. Conhecida como hipertonia elástica. Presente nas síndromes piramidais. 
Rigidez: é reconhecida como uma maior resistência a movimentos passivos com velocidade mais lenta. Conhecida como hipertonia 
plástica. Presente nas síndromes extrapiramidais. 
Hipotonia: definida com resistência diminuída durante o movimento passivo da articulação, sendo presente nas lesões de neurônio motor 
inferior. 
Gabarito B 
 
115. (Instituto Cidades, Hosp. Regional Norte-CE , 2012) De acordo com os seus conhecimentos sobre terminologia da marcha, 
marque a opção INCORRETA. 
A) A fase de apoio constitui 40% do ciclo da marcha, enquanto a fase de balanço constitui 60% deste mesmo ciclo. 
B) O ciclo da marcha começa quando o calcanhar do membro de referência faz contato com a superfície do solo e termina quando o 
calcanhar do mesmo membro faz contato com o solo novamente. 
C) A fase de apoio é definida como o intervalo na qual o pé do membro de referência se acha em contato com o solo. 
D) A fase de balanço é o segmento da marcha no qual o membro de referência não faz contato com o solo. 
Comentário: O ciclo da marcha é dividido em duas fases - fase de apoio e balanço – e dois períodos de apoio duplo. Em uma marcha 
normal, a fase de apoio constitui 60% e a fase de balanço 40%. Contato do calcanhar, apoio plantar, apoio médio, saída do calcanhar e 
saída dos dedos compõem a fase de apoio da marcha, já a fase de balanço consiste em balanço inicial ou aceleração, balanço médio 
e balanço terminal ou desaceleração. 
Comprimento do passo: distância entre a batida de calcanhar de um membro e o toque do calcanhar do outro membro. 
Ciclo da marcha ou comprimento da Passada: distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro contata o solo e o ponto em 
que este mesmo calcanhar volta a tocar o solo. 
Cadência: é a quantidade de passos por minuto. 
Fase de apoio: definida como o intervalo no qual o pé do membro de referência se acha em contato com o solo. 
Fase de balanço: segmento da marcha no qual o membro de referência não entra em contato com o solo. 
Gabarito A 
 
116. (Instituto AOCP, INES, 2012) Preencha as lacunas abaixo e assinale a alternativa correta. A___________ é encontrada nas 
hemiplegias espásticas e o membro inferior encontra-se estirado sobre o solo, o pé em ligeiro equino. Na______________ como nas 
lesões cerebelares, a marcha é em zigue-zague, com alargamento da base de sustentação, desvios e tendências a quedas. 
a) Marcha Parkinsoniana / Marcha em tesoura 
b) Marcha Atáxica / Marcha Escarvante 
c) Marcha Coreica / Marcha Miopática 
d) Marcha Paretoespástica / Marcha Parkinsoniana 
e) Marcha Ceifante / Marcha Atáxica Vestibular 
Comentário: Vejamos a definição de dois padrões patológicos de marcha nesta questão. Na primeira lacuna podemos observar que o 
tipo de marcha presente em pacientes com AVC (hemiplégicos espásticos) apresenta um padrão em extensão do membro inferior 
afetado que ao movimentar-se durante a marcha descreve o semicírculo sendo chamado de marcha ceifante. Na segunda lacuna 
observamos que a lesão cerebelar apresenta um padrão de marcha em zigue-zague, com alteração do equilíbrio e tendência a cair, como 
andar de uma pessoa bêbada, este tipo de marcha é denominado atáxica. Vale ressaltar que na alternativa E apresenta resposta marcha 
atáxica vestibular, porém salientamos que este item é o mais correto. Contudo fique atento que o padrão de marcha vestibular pode cair 
isoladamente em provas. 
*Marcha vestibular: O paciente apresenta lateropulsão quando anda. Quando tenta se manter andando em linha reta, é como se fosse 
empurrado para o lado. Se o paciente for colocado num espaço amplo e mandado andar de olhos fechados para frente e depois para 
trás, ele descreverá a forma de uma estrela (lesão vestibular). 
Gabarito E 
 
117. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) A um paciente com fratura de fêmur direito, foi solicitado treino de marcha com o uso de 
muletas. O profissional fisioterapeuta decidiu usar a marcha em 3 pontos. Como deve ser o passo a passo para a boa execução da 
deambulação? 
a) Primeiro leva-se ambas as muletas e o membro esquerdo à frente. Então descarregue o peso do corpo sobre as muletas e mova o 
membro direito à frente. Repita a sequência. 
b) Primeiro leva-se o membro direito à frente. Depois ambas as muletas, então descarregue o peso do corpo sobre as muletas e mova o 
membro esquerdo à frente. Repita a sequência. 
c) Primeiro leva-se o membro esquerdo à frente. Depois ambas as muletas, então descarregue o peso do corpo sobre as muletas e mova 
o membro direito à frente. Repita a sequência 
 
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d) Primeiro leva-se ambas as muletas e o membro direitoà frente. Então descarregue o peso do corpo sobre as muletas e mova o 
membro esquerdo à frente. Repita a sequência. 
e) Primeiro leva-se a muleta direita e membro esquerdo à frente. Depois a muleta esquerda com membro direito. Repita a sequência. 
Comentário: Os padrões de marcha mais comuns depois de uma fratura podem ser classificados pelo número de pontos de contato 
utilizados para dar um passo: 
Marcha 2 pontos – As muletas e o membro inferior fraturado forma um ponto, e o membro inferior sadio, outro. É um dos tipos mais 
usados, pois permite velocidade e pouca sustentação de peso no membro afetado. 
Marcha 3 pontos – As muletas funcionam como um ponto, o membro inferior envolvido é o segundo e o sadio é o terceiro ponto. Neste 
tipo de marcha a sustentação de peso é maior que a de dois pontos e a velocidade é menor. É geralmente utilizada associada a 
andadores. 
Marcha 4 pontos – O primeiro ponto é a muleta do lado acometido, o segundo é o membro inferior sadio, o terceiro é o membro inferior 
acometido e o quarto é a muleta do lado não acometido. É usado geralmente em pacientes com problemas secundários, por exemplo, 
franqueza ou ansiedade. Este tipo de marcha não é eficaz, mas melhora efetivamente a estabilidade ou o equilíbrio, passando segurança 
para o paciente, principalmente um idoso. 
Atenção no caso descrito na questão vamos enumerar cada passo: primeiro ponto será o par de muletas, segundo ponto o 
membro inferior D e terceiro ponto o membro inferior sadio. A marcha inicia com o avançar as muletas e do membro inferior 
D(afetado), em seguida o peso é transferido para os membros superiores e o membro inferior E(sadio) avança à frente. Repete-se o 
ciclo. 
Gabarito D 
 
118. (IVIN, Piracuruca – PI, 2010) Sobre o ciclo da marcha, podemos afirmar, exceto: 
a) A fase de apoio ocupa aproximadamente 60% do ciclo da marcha e a fase de balanço ocupa 40% do ciclo. 
b) A fase de balanço consiste em aceleração e desaceleração. 
c) O balanço da pelve é controlado pelos músculos abdutores do quadril da extremidade de apoio. 
d) A fase de apoio é dividida nas seguintes subunidades: toque do calcanhar, pé aplainado, meio apoio, calcanhar fora e artelho fora. 
e) Cadência é o numero de passos dados por uma pessoa por unidade de tempo. 
Comentário: O ciclo da marcha pode ser subdividido em fase de apoio e fase de balanço. 
Fase de apoio: Ocorre quando o pé encontra-se em contato com o solo e sustenta o peso. Ela permite que o membro inferior suporte o 
peso do corpo e ao mesmo tempo possibilita o avanço do corpo. Representa cerca de 60% do ciclo da marcha. Dividida em: toque do 
calcanhar ou contato inicial, pé aplainado ou resposta a carga, meio apoio ou apoio médio, calcanhar fora ou apoio terminal e artelho fora 
ou impulso. 
Fase de balanço: Ocorre quando o pé não está mais sustentando peso e move-se para frente, nesta fase é que ocorre o controle da 
pelve oposta (membro de apoio) por meio dos abdutores de quadril. Apresenta cerca de 40% do ciclo da marcha. Dividida em: 
aceleração (balanço inicial), balanço médio e desaceleração (balanço terminal). 
Atentem aos termos relacionados à marcha: 
Comprimento do passo: distância entre a batida de calcanhar de um membro e o toque do calcanhar do outro membro. 
Ciclo da marcha ou comprimento da Passada: distância entre o ponto onde o calcanhar de um membro contata o solo e o ponto em 
que este mesmo calcanhar volta a tocar o solo. 
Cadência: é a quantidade de passos por minuto. 
Gabarito B 
 
119. (AOCP, Ibiporã-PR, 2011) Sobre a divisão de marcha, relacione as colunas e depois assinale a alternativa com a sequência correta. 
Alguns poderão ser utilizados mais de uma vez. 
1. Fase de apoio 
2. Fase de balanceio 
3. Fase de duplo apoio. 
( ) O pé toca o solo, o peso é sustentado pelo membro oposto e o membro em questão é impulsionado e balanceado para frente. 
( ) É apenas um átimo onde os dois pés tocam o solo. 
( ) Esta fase se inicia quando o grande artelho deixa o solo e termina quando o calcanhar deste pé toca-o novamente à frente do corpo. 
( ) Um pé está em contato com o solo e o membro suporta parte ou todo o peso do corpo. 
( ) Esta fase divide-se em: calcanhar-solo, médio, pé apoio e impulsão. 
a) 2 2 2 1 1 
b) 2 3 1 1 1 
c) 2 3 2 1 2 
d) 2 3 2 1 1 
e) 1 2 2 3 2 
Comentário: Vamos analisar mais uma questão de marcha, observe a associação do momento com a fase correspondente. 
O pé toca o solo, o peso é sustentado pelo membro oposto e o membro em questão é impulsionado e balanceado para frente (fase de 
balanceio – 2). 
É apenas um átimo onde os dois pés tocam o solo (fase de duplo apoio – 3). 
 
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Esta fase se inicia quando o grande artelho deixa o solo e termina quando o calcanhar deste pé toca-o novamente à frente do corpo 
(fase de balanceio – 2). 
Um pé está em contato com o solo e o membro suporta parte ou todo o peso do corpo (fase de apoio – 1). 
Esta fase divide-se em: calcanhar-solo, médio, pé apoio e impulsão (fase de apoio - 1). 
Gabarito D 
 
120. (UNIOESTE, HUOP-SP, 2013) um laboratório de biomecânica, através de sistemas avançados de análise da marcha aplicado em 
um jovem adulto normal, assinale a alternativa correta que descreve qual o padrão de contração muscular do membro que encontra se na 
fase de apoio da marcha, entre o contato do calcanhar e o apoio plantar: 
A) contração isotônica concêntrica dos flexores do quadril. 
B) contração isotônica excêntrica dos extensores do quadril. 
C) contração isotônica excêntrica dos dorsiflexores. 
D) contração isotônica excêntrica dos flexores do joelho. 
E) contração isométrica dos glúteos 
Comentário: O ciclo da marcha é o intervalo de tempo ou sequência de movimentos que ocorrem entre dois contatos iniciais 
consecutivos do mesmo pé. Para cada pé, o ciclo da marcha apresenta duas fases: fase de apoio (60% do ciclo), e fase de balanço 
(40% do ciclo). Durante a fase de apoio os dorsiflexores do pé (tibial anterior, extensor longo dos dedos e do hálux) contraem-se 
excentricamente no inicio da fase de apoio, mas precisamente na fase do toque do calcanhar evitando o toque forçado do pé no solo. 
Gabarito C 
 
121. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Sobre administração transdérmica de medicamento estimulada por corrente elétrica de baixa 
intensidade, marque a alternativa CORRETA que nomeia este procedimento. 
a) Fonoforese. 
b) Iontoforese. 
c) Sonoforese. 
d) Toilettte galvânica. 
e) PRICE. 
Comentário: Agora vamos entrar na parte da eletrotermofototerapia, esta questão aborda uma técnica utilizada com a corrente Galvânica 
chamada IONTOFORESE. 
Definição É uma técnica de introdução tópica de medicamentos ou substâncias aplicados sobre a pele, através do uso da corrente 
galvânica. 
A possibilidade de se realizar iontoforese foi demonstrada por Le Duc, professor de física médica na escola de medicina de Nantes-
França, quando efetivou um experimento que se tornou célebre por evidenciar a penetração de íons através da pele. Seu experimento 
fundamental consistiu na tentativa de aplicação iontoforética de estrictina, um poderoso estimulante do sistema nervoso central, em dois 
coelhos: em um deles a droga foi contida no eletrodo (-) e no outro, contida no eletrodo (+) de um sistema elétrico gerador de corrente 
elétrica contínua. Após certo tempo de aplicação, o coelho cuja solução de estricnina estava contida no eletrodo (+), sofreu espasmo 
convulsionante que o levaram a morte, enquanto que o outro coelho nada sofreu. As alterações ocorridas somente em um dos coelhos 
demonstrava que a droga era transportada para o interior dos tecidos de acordo com suas características polares, responsáveis pela 
determinação do sentido do fluxo iônico ativado pela corrente contínua. Assim sendo os íons positivos são introduzidos no organismo 
através do ânodo (polo +) e os íons negativos a partir do cátodo (polo -). 
Dica Sinonímias (iontopenetração, ionoterapia, dieletrólise, dieletroforese).Indicações: Algias, processos inflamatórios, aumento da condução nervosa, diminuição de tônus, fibrinolítico, cicatrizante, vasodilatação 
periférica, redução de edema, doenças reumáticas, artrites, úlceras crônicas. 
Fonoforese e/ou sonoforese se referem à utilização do ultrassom para direcionar moléculas de drogas ou fármacos, introduzindo-as no 
corpo através da pele. 
Bizu: IONtoforese (íons – CG). 
Gabarito B 
 
122. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) As correntes diadinâmicas são compostas por várias formas de corrente, todas elas surgidas de 
uma corrente alternada sinusoidal bifásica rítmica. Sobre as correntes diadinâmicas, enumere a Coluna B pela Coluna A. 
Coluna A. 
I. Difásica fixa. 
II. Monofásica fixa. 
III. Curtos períodos. 
IV. Longos períodos. 
V. Ritmo sincopado. 
Coluna B. 
( ) Forma de corrente monofásica com duração aproximada de 5 segundos, mesclados com uma segunda forma de monofásica, cuja fase 
está deslocada em uma semi-onda durando 10 segundos, variando sua amplitude entre zero e seu valor máximo. Ao atingir seu valor 
máximo, representa uma onda difásica. 
 
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( ) É uma corrente retificada em dupla fase, resultando em uma corrente de 100 Hz com impulsos positivos de 10 ms de duração, sem 
intervalos de tempo (sem repouso) entre eles. 
( ) Trata-se de uma corrente modulada, combinando as formas monofásica e difásica que se alternam sem pausa, a intervalos de 1 
segundo. 
( ) Forma de corrente monofásica de 50 Hz durante 1 segundo de fluxo e intervalos com a mesma duração, proporcionando assim, 
contrações rítmicas para eletroginástica. 
( ) Utiliza-se o circuito de uma só fase, resultando uma corrente de 50 Hz com impulsos positivos sinusoidais de 10 ms e repousos de 10 
ms. 
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA. 
a) IV – III – I – V – II. 
b) III – I – IV – II – V. 
c) IV – I – III – V – II. 
d) I – V – III – II – IV. 
e) II – I – III – IV – V. 
Comentário: Vejamos mais uma questão sobre as correntes diadinâmicas, atentem as principais características de cada. 
Monofásica fixa: Apresenta pulso alternado, diferenciando-se da DF apenas por apresentar retificação em semi-onda com frequência de 
50 Hz. Cada pulso da corrente tem duração de 10 ms com intervalos de igual duração. Provoca uma sensação de forte vibração, 
promovendo contrações musculares a uma intensidade menor que a difásica. Possui uma predileção sobre o sistema nervoso vegetativo, 
no sentido de atenuar a tonicidade simpática. É também indicada para estimulação inespecífica do tecido conjuntivo, pois acelera seu 
metabolismo. 
 
Difásica fixa: A corrente difásica é caracterizada por apresentar pulso alternado e frequência de 100 Hz com retificação em onda 
completa. Cada pulso tem duração de 10 ms, não havendo intervalos entre eles. É indicada para tratamento precedendo outras 
modalidades de correntes para induzir a elevação do limiar de excitação das fibras nervosas sensitivas e, dessa forma proporcionar 
analgesia temporária. O efeito analgésico deve-se ao mascaramento e bloqueio fundamentados pela teoria das comportas, e tem por 
consequência uma variação da excitabilidade das fibras nervosas, causada por uma determinada frequência de estimulação. É indicada 
para o tratamento de transtornos circulatórios, graças à influência que exerce sobre o sistema vasomotor. 
 
Curto período: Trata-se da MF e DF aplicadas alternadamente por 1s cada. Esta forma evita a ―acomodação‖ sensitiva, possuindo 
frequência variante entre 50 e 100 Hz com 49,5% de componente galvânico. Percebe-se claramente a diferença entre os períodos 
difásico e monofásico, sendo que no segundo podem ocorrer contrações musculares rítmicas quando o limiar de excitação motor é 
ultrapassado. É especialmente indicada para o tratamento de dores de diferentes origens e alterações tróficas. 
 
Longo período: É formada pela composição da corrente monofásica com duração de 10s e por uma segunda forma de MF de amplitude 
variável entre zero e o seu valor máximo, com uma duração de 5s. As correntes não são percebidas de forma abrupta. O longo período 
da monofásica (10s) a torna mais desagradável. Caracteriza-se por um efeito analgésico particularmente favorável e persistente. É 
utilizada no tratamento de diferentes formas de mialgias e neuralgias. 
 
Ritmo sincopado: Esta corrente nada mais é do que a própria corrente monofásica com trens de pulso de 1s, intercalando com período 
de repouso de mesma duração. Aumenta o tônus e o trofismo; fortalece a musculatura; melhora o retorno venoso e linfático; melhora o 
metabolismo e nutrição; previne aderências. Sua frequência é de 50 Hz/0 Hz com 16,5% de componente galvânico. 
 
 
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Gabarito C 
 
123. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) As correntes diadinâmicas produzem grande sensação para o paciente devido ao seu 
componente galvânico, compostas por várias formas de corrente. Dentre as modulações das correntes diadinâmicas podemos citar, 
EXCETO: 
a) Difásica fixa. 
b) Curtos períodos. 
c) Ritmo sincopado. 
d) Heteródina. 
e) Monofásica fixa. 
Comentário: Atentamos ao exposto no quadro abaixo sobre as correntes diadinâmicas. 
TIPO CARACTERÍSTICAS 
Difásica fixa 
Corrente retificada em dupla fase, resulta numa corrente com F=100 hz, e 10 ms de duração, sem intervalos de 
tempo. 
Indicações: aumento da irrigação sanguínea e analgesia 
Monofásica fixa 
Utiliza somente uma fase, resultando numa corrente de 50Hz, intercalada por 10ms de impulsos e 10ms de repouso. 
Indicação: Estética, estimulação do tecido conjuntivo e espasmo. 
Curto período 
Combinação da DF e MF, intercalando períodos de 100 hz e 50 hz em intervalos de 1 seg sem pausa da corrente. 
Indicação: Neurites, mialgias, Pós-trauma ósseo e Tec. moles. 
Longo período 
Corrente MF com duração de 5 seg, mesclados com outra forma de onde que varia sua amplitude de zero ao valor 
máximo. 
Indicação: Semelhantes à de CP. 
Ritmo sincopado 
Corrente MF de 50 hz durante 1 seg e com intervalos com mesma duração. Proporciona contrações rítmicas. 
Indicação: Atrofias por desuso, estética, Imobilização prolongada. 
Dica: A corrente Heteródina é a mesma corrente Interferencial! 
Gabarito D 
 
124. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) A corrente galvânica é uma corrente com fluxo constante de elétrons em uma só direção. Ela 
provoca uma série de efeitos no corpo humano que podem ter ações em vários tipos de tratamento. Em relação as características dos 
polos identifique a afirmativa, CORRETA: 
a) O pólo positivo provoca vasodilatação. 
b) O pólo negativo promove uma reação ácida. 
c) O pólo positivo aumenta a irritabilidade. 
d) O pólo negativo hidrata os tecidos. 
e) O pólo positivo libera hidrogênio. 
Comentário: A corrente galvânica é uma corrente com fluxo constante, ou seja, corrente contínua sem interrupção do fluxo. 
Corrente polar, possui polo positivo (ânodo) e o negativo (cátodo), ou seja, o ânodo recebe este nome por atrair íons de carga (-) e o 
cátodo atrai íons de carga (+). Este fato é de essencial importância no processo chamado IONTOFORESE, que consiste propriedade da 
CG para introduzir um fármaco no organismo através da pele. 
Eletrosmose: transferência de líquido do (+)  (-), favorecendo assim a drenagem de edemas ou a hidratação tecidual. 
Pólo positivo – Sedação e analgesia 
Pólo negativo – Excitante 
Sobre os efeitos desta corrente vejamos a tabela abaixo: 
ÂNODO - POSITIVO CÁTODO – NEGATIVO 
Menor Hiperemia 
Reação ácida 
Liberação de oxigênio 
Desidrata os tecidos 
Provoca vasoconstrição 
Bactericida 
Anti-inflamatório 
Analgésico 
Provoca depressão tecidual 
Maior hiperemia (+ irritável) 
Reação básica 
Liberação de hidrogênio 
Vasodilatador 
Fluidifica os tecidos 
Hidrata os tecidos 
Amolece os tecidos 
Estimula a circulação 
Provoca abaulamento tecidual 
 
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GabaritoD 
 
125. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Analise a afirmativa a seguir. 
Ao aplicar uma corrente elétrica senoidal sobre um cristal de quartzo colocado entre duas placas metálicas, ocorre a geração de uma 
vibração de alta frequência, posteriormente caracterizada como ultrassom. 
Marque a alternativa que denomina este acontecimento. 
a) Cavitação. 
b) Sonoforese. 
c) Efeito piezoelétrico. 
d) Fonoforese. 
e) Iontoforese. 
Comentário: Essa questão abrange termos relacionados ao ultrassom terapêutico, vejamos a definição dos termos inseridos nas 
alternativas. 
Cavitação: é um efeito mecânico ou não-térmico do US, ocorre a formação e o crescimento de cavidades ou bolhas de ar, ou vapor, em 
um meio. Podem ser observados dois tipos de cavitação: estável ocorre quando as bolhas se contraem e se expandem em um estado 
estável. A transitória ocorre quando as bolhas fazem grandes excursões em sua oscilação, que culminam em seu colapso. 
Sonoforese: é a utilização do ultrassom para direcionar moléculas de drogas ou fármacos, introduzindo-as no corpo através da pele. 
Também denominada Fonoforese. 
Efeito piezoelétrico: ondas ultrassônicas são produzidas a partir da transformação da corrente elétrica comercial em corrente de alta 
freqüência, que ao incidir sobre um cristal de quartzo ou de zirconato - titanato de chumbo (ZTP) provoca compressão e expansão 
alternada do cristal (vibração). Esta ação mecânica (pressão), sobre o cristal, provoca a emissão de ondas ultrassônicas com frequência 
igual à corrente recebida ou corrente que incide sobre o cristal dentro do transdutor. 
Iontoforese: é uma técnica de introdução tópica de medicamentos ou substâncias aplicados sobre a pele, através do uso da corrente 
galvânica. 
Gabarito C 
 
126. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) A corrente galvânica, também conhecida como corrente direta, é uma corrente continua e 
unidirecional. Tirando como base os efeitos da corrente galvânica, associe a coluna (B), pela coluna (A). 
COLUNA A COLUNA B 
I. Físico-Térmico. ( ) Aumentar o limiar de excitabilidade. 
II. Físico-Iônico. ( ) Dissociação eletrolítica. 
III. Efeitos fisiológicos. ( ) Hiperemia ativa. 
IV. Efeito analgésico. ( ) Ligeiro aquecimento. 
Marque a opção que indica a sequencia CORRETA. 
a) I – II – IV - III 
b) IV – II – III – I 
c) III – IV – I – II 
d) II – III – IV – I 
e) IV – III – II – I 
Comentário: A corrente Galvânica apresenta efeitos distintos das demais, vejamos a associação da questão: 
Efeito físico-térmico  aumento da temperatura, ou seja, aquecimento tecidual. 
Efeito físico-iônico  principal efeito da CG é a dissociação iônica que consiste na separação de íons com cargas diferentes. 
Efeito fisiológico  o calor promovido pela corrente promove aumento do metabolismo local e consequentemente hiperemia na área. 
Efeito analgésico  aumenta o limiar de excitabilidade das fibras nervosas sensitivas, gerando redução no quadro álgico. 
Gabarito B 
 
127. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) O ultrassom terapêutico é utilizado no tratamento de tecidos moles há mais de seis décadas, 
sendo, atualmente, um recurso muito utilizado na prática fisioterápica. Sobre este recurso, identifique a afirmativa CORRETA. 
a) O ultrassom terapêutico freia a reparação muscular após contusão, promovendo a diminuição significativa de células satélites para o 
sítio da lesão. 
b) O ultrassom terapêutico induz mudanças fisiológicas como ativação de fibroblasto, colágeno e diminuição de células inflamatórias por 
aceleração do metabolismo celular e, quando aplicado de maneira adequada, pode reduzir a dor. 
c) O ultrassom terapêutico é uma modalidade de energia sonora longitudinal, de pouca penetração (superficial), que, ao ser transmitida 
aos tecidos biológicos, é capaz de produzir alterações celulares apenas por efeitos térmicos. 
d) A aplicação do ultrassom terapêutico dá-se apenas, de maneira direta. Para isto, é necessária a utilização de um meio acoplador, 
podendo ser vaselina, óleo ou gel. 
e) A aplicação pode ser de forma estacionária ou não, sendo que a primeira é a mais segura, pois a segunda pode levar a uma elevação 
muito rápida da temperatura, ocasionando queimaduras. 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 50 
 
Comentário: Cuidado com as questões de eletroterapia, pois a banca costuma elaborar pegadinhas quanto a sua eletrofisiologia. Iremos 
analisar detalhadamente cada alternativa a fim de identificar os erros, atenção. Letra A incorreta pelo fato que o US atua auxiliando a 
reparação muscular, promovendo aumento de células reparativas no local da lesão, fato esse promovido pela a proliferação fibroblástica 
e o aumento de células precursoras. Letra B é a correta da questão, demonstra corretamente ação desse recurso na reparação tecidual 
de acordo com a literatura. Na alternativa C podemos observar erro no que diz respeito à modalidade do US que é profunda e não 
superficial, ainda apresenta os efeitos mecânicos que induzem a produzir alterações celulares. Vários métodos estão disponíveis para a 
aplicação do US, dentre eles podemos citar: direto ou deslizamento, o subaquático, o balão, o refletor, o funil, o paravertebral reflexo e o 
redutor de cabeçote. Para a escolha do método direto é necessária a utilização de um meio acoplador, podendo ser vaselina, óleo ou gel, 
portanto letra D incorreta. Por fim letra E incorreta pelo simples fato que a forma estacionária de aplicação pode acarretar aumento 
rápido da temperatura e consequentemente queimaduras, já a forma móvel do aparelho é mais segura por prevenir a cavitação e 
possíveis transtornos ao tecido do paciente. 
Gabarito B 
 
128. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) A Estimulação Nervosa Transcutânea (TENS) é uma corrente elétrica analgésica que pode 
ser dividida em quatro tipos (Convencional, Acupuntura, Trem de pulso e Breve-intenso) dependendo da modulação de seus parâmetros. 
A escolha do tipo da TENS dependerá da avaliação da dor. Em relação a TENS marque a única opção INCORRETA. 
a) A TENS utiliza somente a liberação de opiáceos como mecanismo de analgesia. 
b) A TENS tipo acupuntura utiliza a modulação da frequência entre 1 e 4 Hz. 
c) O estímulo sensorial é um dos principais mecanismos de analgesia através da teoria das comportas. 
d) A largura de pulso da TENS pode ser estabelecida tanto em milissegundos quanto em microssegundos. 
e) A TENS é uma corrente alternada não tendo efeitos de polaridade. 
Comentário: A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é uma técnica analgésica simples e não-invasiva, é usada 
principalmente para o manejo sintomático de dor aguda e dor crônica de origem benigna. Durante aplicação da TENS, são geradas 
correntes pulsadas ou alternadas por um gerador de pulso portátil e essas são enviadas através da superfície intacta da pele por meio de 
placas condutoras chamadas eletrodos. 
*Classificada como uma corrente de baixa frequência apolar. . 
Tipos de TENS 
CONVENCIONAL 
Frequência alta (50-150Hz) Intensidade moderada 
(formigamento) 
LP baixa (50 -150μs) 
Analgesia: Teoria das comportas 
ACUPUNTURA 
Frequência baixa (2-10Hz) variável por fabricante 
Intensidade elevada (agulhadas) 
LP alta (>250μs) 
Analgesia: Opióides 
BREVE-INTENSO 
Frequência alta(50-150Hz) 
Intensidade alta 
LP alta (<200μs) 
Analgesia: Teoria das comportas 
BURST 
Trens de pulso, freq.de base 2 a 10Hz. 
Intensidade: Moderada (formigamento) 
LP moderada (50-150μs) 
Analgesia: Opióides e *comportas. 
OBS: Atentem que sua largura de pulso pode ser estabelecida ms(milissegundos) ou μs(microssegundos), dependendo do 
fabricante do aparelho. 
Analgesia: teoria das comportas e liberação de endorfinas. 
Gabarito A 
 
129. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Na década de 1960, uma pesquisa realizada por Melzack & Wall, mostrou que a experiência de dor 
poderia ser modulada por meio de entradas alternativas para o sistema nervoso. Logo em 1980 foi identificado a substância gelatinosa damedula espinal como sendo a estrutura responsável para controlar o acesso as via da dor. Esta contextualização se refere a qual teoria? 
a) Teoria da especificidade. 
b) A quarta teoria da dor. 
c) Teoria de Strong. 
d) Teoria da Interação sensorial. 
e) Teoria do portão. 
Comentário: Vejamos aqui sobre o mecanismo de analgesia descoberto por Melzack e Wall. Esta teoria surgiu em meados do ano de 
1965 por estes dois pesquisadores, chamado teoria das comportas. A informação sensitiva de dor é captada por fibras de pequeno 
calibre A-delta e C, que levam o estímulo doloroso através de vias aferentes diretamente para o corno posterior da medula espinhal 
(fibras A-delta para a lâmina I e lâmina V, e fibras C para a lâmina II e III da substância gelatinosa). Daí o estímulo doloroso é 
encaminhado para o tálamo através da célula T-medular e via espinotalâmica; e do tálamo o estímulo doloroso alcança o córtex sensitivo. 
As fibras sensitivas de grosso calibre e alta velocidade denominadas A, e responsáveis por conduzir estímulos de tato, fazem o mesmo 
trajeto aferente, penetrando também no corno posterior da medula (lâmina II e III da substância gelatinosa). Acontece que com a 
estimulação dessas fibras A (rápidas) através da TENS, ocorrerá uma modulação do estímulo doloroso em nível medular. Como o 
 
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estímulo da TENS chega sempre na frente do estímulo doloroso na substância gelatinosa, a célula T, responsável por enviar esses 
estímulos para o tálamo, enviará sempre o estímulo da corrente. 
Gabarito E 
 
130. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) O Laser AsGa tem sido amplamente usado no tratamento fisioterapêutico de lesões 
musculoesqueléticas e desportivas, tendo, como principais efeitos, analgesia, antiinflamatório, ação fibrinolítica e estimulação da 
cicatrização. Identifique uma contraindicação dessa terapia. 
a) Processos bacterianos. 
b) Ferimentos abertos. 
c) Alopecia. 
d) Alterações de sensibilidade. 
e) Lesões nervosas. 
Comentário: As contraindicações do laser são: irradiação sobre a retina; gestantes; neoplasias e processos tumorais; processos 
bacterianos e infecções agudas; pacientes com epilepsia; aplicação sobre área hemorrágica, especialmente em pacientes hemofílicos; 
irradiação sobre glândulas, pois existe o risco de hiperestimulação; aplicação sobre linfonodos e glândulas mamárias. As principais 
indicações do LASER são: Lesões musculares; Lesões nervosas periféricas; Lesões articulares; Artrite reumatóide; Herpes Zoster; 
Alopecia; Flacidez de pele , estrias , rugas de expressão; Pós Operatório de cirurgias plásticas; Processos cicatriciais queloideanos; 
Estimulação de cicatrizarão de feridas abertas; Alívio da dor. 
OBS: Áreas fotossensíveis ou com histórico de alteração de sensibilidade requerem cautela, mesmo o laser atérmico. 
Gabarito A 
 
131. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Uma paciente de 23 anos de idade, com diagnóstico de tendinite dos extensores do punho, 
encontra-se em tratamento, utilizando o ultrassom terapêutico como recurso analgésico e anti-inflamatório. Sobre este recurso, qual das 
situações a seguir se caracteriza como uma contraindicação? 
a) Contusão. 
b) Epífise óssea em crescimento. 
c) Edema. 
d) Neuralgia. 
e) Fibrose. 
Comentário: Questão sempre cobrada em provas e merece atenção do candidato quando as indicações e contraindicações do 
Ultrassom, vejamos o quadro a seguir: 
Indicações Contraindicações 
Traumatismo do tecido ósseo Áreas isquêmicas (Alterações circulatórias 
Tromboflebites, tromboses, varizes) 
Traumatismo de articulações e músculos Alterações sensitivas (Risco de queimaduras) 
Distensões, Luxações, Contusões Aplicada diretamente em implantes metálicos 
Fraturas, Contraturas Útero gravídico 
Espasmos musculares Neoplasias 
Neuroma, Neuralgia, Pontos gatilhos Processos infecciosos 
Distúrbios do sistema nervoso simpático Área cardíaca 
Resolução de edemas Placas epifisárias em crescimento 
Processos inflamatórios agudos e crônicos Gônadas 
Reparo de lesões Áreas anestesiadas 
Fibro edema geloide Hemofílicos não tratados 
Cicatrização de feridas 
Gabarito: B 
 
132. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Sobre a Laserterapia de baixa potência, marque a opção CORRETA. 
a) O Laser HeNe tem comprimento de onda de 830 nm com a percepção invisível do feixe. 
b) O Laser AsGa tem comprimento de onda de 632,8 nm com a percepção invisível do feixe. 
c) O Laser HeNe tem comprimento de 632,8 nm com a percepção invisível do feixe. 
d) O Laser AsGa tem comprimento de onda de 830 nm com a percepção visível do feixe. 
e) O Laser HeNe tem comprimento de 632,8 nm com a percepção visível do feixe. 
 
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Comentário: O termo LASER significa a amplificação da luz pela emissão estimulada da radiação. Vejamos os principais tipos de laser 
na tabela a seguir: 
Tipos de Laser Descrição 
HeNe(632,8nm) Emissão contínua pulsada, feixe visível e potência máxima de 15mW. Penetração superficial (10 a 15mm), 
indicado para feridas, úlceras e queimaduras. 
AlGaInP (670nm) Emissão contínua e pulsada, visível e potência entre 15 e 30 mW. Penetração superficial, indicado 
especialmente para cicatrização de feridas. 
AsGa (904nm) Emissão pulsada, feixe não visível e potência entre 15 e 30mW. Penetração profunda, indicado para tratar 
tendões, músculos e ossos. 
AsGaAl (830nm) Emissão contínua e pulsada, feixe não visível e potencia de 30 mW. Penetração profunda, indicado para 
tratar tendões, músculos e ossos. 
Gabarito E 
 
133. (CESPE, SESA-AC, 2008) A interação da radiação laser com os tecidos se realiza nas interfaces, no interior do meio, onde tem 
lugar a transmissão da radiação, dependente, principalmente, dos fenômenos de absorção e dispersão da luz emitida. Sabendo que o 
comprimento de onda do feixe laser é um dos itens fundamentais para o nível de penetração-absorção e consequente produção dos 
efeitos fisiológicos pretendidos, assinale a opção correta. 
A) O laser de hélio-neônio (HeNe) permite absorção lenta e penetração profunda. 
B) O laser de arseneto de gálio (GaAlAs) permite penetração profunda, estando indicado para lesões em tendões, músculos e ossos. 
C) O laser de gálio-arsênio (AsGa) permite penetração superficial, estando indicado para cicatrização de escaras. 
D) O laser de alumínio-gálio-índio-fósforo (AlGaInP) permite absorção profunda, sendo indicado para lesões em tendões, músculos e 
ossos. 
Comentário: Vejamos uma questão sobre as características do LASER, vamos analisar cada item. De acordo com a tabela anterior 
podemos observar que os dois tipos que apresentam penetração superficial são: Hene e AlGaInP, estando o item A errado. Na letra C o 
equívoco está no tocante a indicação do AsGA, visto que este é utilizado no tratamento de tendões, músculos e ossos, assim como na 
penetração deste tipo de LASER que é de maneira profunda. Letra D errada, pois sabemos que a penetração do AlGaInP é superficial e 
sua indicação é especialmente voltada para cicatrização de feridas. 
Gabarito B 
 
134. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) A eletrotermoterapia reuni uma série de equipamentos que auxiliam no tratamento fisioterapêutico. 
Sobre a classificação da eletrotermoterapia, enumere a coluna B pela coluna A. 
COLUNA A. 
I. Baixa frequência. 
II. Média frequência. 
III. Alta frequência. 
COLUNA B. 
( ) Interferencial. 
( ) TENS. 
( ) Ultrassom. 
( ) Ondas curtas. 
( ) FES. 
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA. 
a) I – III – II – II – III. 
b) III – II – I – I – II. 
c) II – III – I – I – III. 
d) II – I – III – III – I. 
e) III – I – II – II – I. 
Comentário: As correntes elétricas são classificadas de acordo com a sua frequência e vale salientar alguns pontos importantes nessa 
classificação, observem a seguir: 
Baixa Frequência: 1 a 1.000 Hz, mas utilizada na prática clínica a faixa de 1 a 250 Hz. 
Corrente Galvânica, Farádica, Diadinâmicas,TENS e FES. 
Média Frequência: 1.000 a 10.000 Hz, sendo utilizado na eletroterapia de 2.000 a 4.000 Hz. 
 Interferencial e Corrente Russa. 
Alta Frequência: 10.000 Hz a 100.000 Hz. 
Ondas Curtas, Microondas, Ultrassom (Ultra-som Terapêutico). 
Analisando a partir do exposto vejamos: 
Ultrassom e ondas curtas  alta frequência. 
Interferencial  média frequência. 
TENS e FES  baixa frequência. 
 
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Bizu: Apesar da corrente interferencial apresentar uma frequência de tratamento baixa, na faixa entre 50 a 150hz, esta não é 
considerada de baixa frequência. Visto que essa corrente apresenta frequência do aparelho (portadora) entre 2000 e 4000 hz. O 
mecanismo de escolha da frequência de tratamento decorre da diferença entre as duas frequências do aparelho: portadora e modulada, 
ou seja, caso seja escolhido frequência portadora de 4000 e modulada de 4100, a frequência de tratamento será de 100Hz. 
Gabarito D 
 
135. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacara-CE, 2012) A Termoterapia é um dos procedimentos mais antigos que se tem conhecimento. 
De acordo com os mecanismos de como o calor é transferido para o paciente, numere a Coluna B pela Coluna A. 
Coluna A 
I. Condução. 
II. Convecção. 
III. Conversão. 
Coluna B 
( ) Parafina. 
( ) Ondas-Curtas. 
( ) Infravermelho. 
( ) Sauna. 
( ) Ultrassom. 
A única opção que apresenta a sequência CORRETA é: 
a) I – III – III – II – III. 
b) I – III – II – III – III. 
c) I – II – II – III – III. 
d) II – III – III – II – I. 
e) II – II – III – I – III. 
Comentário: Na termoterapia existem as formas de transferência de calor, estas podem ser divididas em: tipo de penetração e forma de 
transferência. 
Calor Condução Convecção Conversão Radiação 
Superficial 
Crioterapia 
Parafina 
Compressas 
Turbilhão 
Hidroterapia 
Saunas 
Forno de Bier 
*Infravermelho 
 
Ultravioleta 
*Infravermelho 
Profunda ----------- ----------- 
Ondas curtas 
Micro-ondas 
Ultrasssom 
----------- 
* Atenção com o infravermelho, este recurso pode apresentar dois mecanismos de transferência de calor: conversão ou 
radiação, isso dependendo da referência consultada! 
Diante do exposto no quadro acima podemos concluir a seguinte sequencia correta: 
(condução) Parafina I 
(conversão) Ondas-Curtas III 
(conversão) Infravermelho III 
(convecção) Sauna II 
(conversão) Ultrassom. III 
Gabarito A 
 
136. (IADES, HUJC-RN, 2014) Assinale a alternativa correta, com relação as formas de transferência de calor do turbilhão, das lâmpadas 
infravermelhas e da diatermia por ondas curtas, respectivamente: 
a) Condução, condução e radiação. 
b) Convecção, radiação e conversão. 
c) Radiação, condução e convecção. 
d) Convecção, radiação e condução. 
e) Condução, convecção e conversão. 
Comentário: Preste atenção nessa questão sobre as formas de transferência de calor. 
Turbilhão convecção 
*Infravermelho  radiação 
Ondas curtas  conversão 
Observem que nessa questão o infravermelho foi considerado como sendo radiação. Lembrando que em provas este recurso 
pode apresentar a transferência de calor também como CONVERSÂO! 
Gabarito B 
 
 
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137. (PROMUNICIPIO, Itapagé-CE, 2013) A eletroterapia pode ser classificada de acordo com sua frequência, em 3 grupos principais 
quando se toma como base as considerações fisiológicas e técnicas (baixa, média e alta frequência). Desta forma qual destas correntes é 
considerada ―Eletroterapia de Média Frequência‖? 
 a) Ultra-som. 
b) Corrente Russa. 
c) TENS. 
d) Diadinâmicas. 
e) FES. 
Comentário: A classificação das correntes elétrica segue de acordo com sua frequência, a referida questão pergunta qual das 
alternativas é classificada como sendo de média frequência. Observe que as correntes de média frequência são: interferencial e 
corrente russa. TENS, FES e diadinâmicas são de baixa frequência e ultrassom é classificado como sendo de alta frequência. 
Gabarito B 
 
138. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Após uma cirurgia de reconstrução do músculo supraespinhoso de um paciente, o fisioterapeuta 
estabeleceu a conduta inicial através de agentes anti-inflamatórios. A seguir, estão citados alguns recursos e técnicas que o profissional 
poderá utilizar, EXCETO. 
a) Ultrassom terapêutico de 1MHz. 
b) Laser de AsGa. 
c) Fonoforese. 
d) Crioterapia. 
e) FES. 
Comentário: Paciente está na fase inicial de pós-operatório de ombro, nesse caso especifico é coerente à aplicação de ultrassom de 
1mhz que possui atuação no processo de reparação do tendão acometido, promovendo aceleração na cicatrização, bem como a 
deposição e organização das fibras colágenas. Crioterapia irá atuar para prevenir edema local, bem como aumentar o limiar de dor do 
paciente. Laser AsGA apresenta propriedades na cicatrização de tecidos moles sendo indicado para tratar tendões, músculos e ossos, 
por fim a fonoforose que consiste na aplicação de fármacos na forma de gel por meio das ondas ultrassônicas. Podemos concluir que não 
é recomendado a utilização do FES nesse caso apresentado, visto que o paciente necessita de medidas analgésicas e anti-inflamatórias. 
Gabarito E 
 
139. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Analise a afirmativa: Técnica de estimulação elétrica dos neurônios motores com a finalidade 
de produzir contração muscular. Qual recurso a seguir se enquadra na definição citada anteriormente? 
a) Estimulação Elétrica Transcutanea (TENS). 
b) Estimulação Elétrica Funcional (FES). 
c) Ultrassom terapêutico. 
d) Corrente Difásica Fixa (DF). 
e) Laserterapia. 
Comentário: A estimulação elétrica funcional – FES é um recurso que utiliza a corrente elétrica de baixa frequência para provocar a 
contração de músculos paralisados ou enfraquecidos decorrentes de lesão do neurônio motor superior, como derrames, traumas 
raquimedulares ou crânios encefálicos, paralisia cerebral, dentre outros. Essa corrente elétrica é específica para promover contração 
muscular funcional a partir da despolarização do nervo motor, produzindo uma resposta sincrônica em todas as unidades motoras do 
músculo. 
Gabarito B 
 
140. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) A parafina é uma substância branca, em forma de cera, obtida da destilação do petróleo. Pelas 
suas características físicas como maleabilidade, condutividade térmica e ponto de fusão, é amplamente utilizada como um meio gerador 
de calor por condução. Os principais métodos de aplicação são, EXCETO: 
a) Imersão. 
b) Balão. 
c) Pincelamento. 
d) Enfaixamento. 
e) Batida. 
Comentário: A parafina é uma forma de transferência (condução) de calor superficial, em que se usa a parafina derretida misturada 
com óleo mineral a uma temperatura de mais ou menos 52°C a 54°C, com fins terapêuticos. Os efeitos fisiológicos e terapêuticos são: 
•Analgésico 
•Relaxante 
•Flexibilizante 
•Anti-inflamatório 
•Vasodilatação 
•Aumento do fluxo sanguíneo 
•Aumento do metabolismo 
 
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•Aumento do aporte de oxigênio 
•Aumento da extensibilidade do colágeno (diminui rigidez articular ) 
•Melhora o retorno venoso e linfático 
As técnicas de aplicação da parafina são: imersão (continua ou repetida), pincelamento e enfaixamento ou luva. 
De acordo com o gabarito preliminar a resposta é alternativa A, porém é controversa esta resposta visto que a imersão é uma das formas 
de aplicação da parafina. Vale ainda ressaltar que temos duas respostas, o termo Balão é usado como forma de aplicação do ultrassom, 
já o termo Batida faz menção a frequência modulada na corrente interferencial, podendo também ser chamado de AMF (Frequência de 
Modulação da Amplitude). 
Diante o exposto essa questão é passível de anulação 
Gabarito NULA 
 
141. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Uma paciente de 58 anos de idade, com diagnóstico de osteoartrose, foi orientada por seu 
fisioterapeuta que seu tratamento, para alívio de suas dores seria iniciado, como recurso de calor superficial. Com isso, podemos 
EXCLUIR qual terapêutica? 
a) Forno de bier. 
b) Parafina. 
c) Infravermelho. 
d) Turbilhão. 
e) Diatermia de ultrassons 
Comentário: A termoterapia por adição consiste no uso do calor como recurso terapêutico. Entre suas propriedades terapêuticas estão: 
*Melhora da extensibilidade do tecido conectivo: o aumento das propriedades viscoelásticas (desta forma o estiramento mecânico é 
realizado com menor força e danos mecânicos em comparação a temperatura normal). 
*Vasodilatação: o aumento do fluxo sanguíneo ocorre devido a dilatação dos capilares e promove desta forma remoção de catabólicos 
inflamatórios. 
*Mecanismo contra irritativo, agindo dos mecanismos das comportas nocicepitoras. 
*Aumento da ação de endorfinas. 
*Diminuição de disparos de receptores dolorosos. 
*Redução de espasmos musculares pela diminuição da isquemia local. 
Existem dois tipos de calor terapêutico: 
Calor superficial: atinge apenas as estruturas mais externas do organismo, tais como: infravermelho, parafina, compressas mornas, 
turbilhão, forno de Bier 
Calor profundo: atinge estruturas mais profundas por meio de equipamentos como o micro-ondas, ultrassom e ondas curtas. 
Gabarito E 
 
142. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Para um paciente com diagnóstico clínico de artrite reumatoide, em tratamento fisioterapêutico, foi 
prescrito o uso de calor superficial com o intuito de aliviar a dor e relaxar a musculatura. Dentre os recursos a seguir, identifique o único 
que é classificado como calor superficial. 
a) Ultrassom terapêutico. 
b) Laser terapêutico. 
c) FES. 
d) Corrente heteródina. 
e) Parafina. 
Comentário: Retomando mais uma questão sobre classificação do calor na termoterapia. Atentem que este tema sempre é cobrado em 
provas e poderá ser fundamental acerta este tipo de questão. 
Diante das opções podemos afirmar que apenas duas modalidades fazem parte da termoterapia, ultrassom e parafina que são 
classificados respectivamente em calor profundo e superficial. As demais opções são o Laser da fototerapia e duas correntes: FES (baixa 
frequência) e corrente heteródina ou interferencial (média frequência). 
Gabarito E 
 
143. (NEOEXITUS, Itapajé-CE, 2013) A eletroterapia pode ser classificada de acordo com sua frequência, em 3 grupos principais quando 
se toma como base as considerações fisiológicas e técnicas (baixa, média e alta frequência). Desta forma qual destas correntes é 
considerada ―Eletroterapia de Média Frequência‖? 
a) Ultra-som. 
b) Corrente Russa. 
c) TENS. 
d) Diadinâmicas. 
e) FES. 
 
Comentário: Observe a tabela a seguir: 
 
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Baixa frequência Média frequência Alta frequência 
Corrente Galvânica 
Farádica 
Diadinâmicas 
TENS / FES 
Interferencial 
Corrente Russa 
Ondas curtas 
Micro-ondas 
Ultrassom 
Gabarito B 
 
144. (Instituto AOCP, HUES, 2014) São exemplos de tecidos eletricamente excitáveis, EXCETO: 
a) fibras musculares cardíacas. 
b) fibras motoras voluntárias. 
c) cartilagem. 
d) células de órgãos abdominais. 
e) fibras motoras autonômicas 
Comentário: A estimulação das correntes elétricas decorre de tecidos excitáveis conforme o quadro abaixo: 
ESTIMULAÇÃO TECIDUAL 
Excitáveis Não-Excitáveis 
Fibras Nervosas Ossos 
Fibras Musculares (esquelética e cardíaca) Cartilagem 
Membranas celulares Ligamentos 
Atenção: As fibras nervosas são mais excitáveis que as fibras musculares, devido necessitarem de menor cronaxia (duração mínima 
necessária do pulso para produzir a contração muscular). 
Gabarito C 
 
145. (FADET, Rio Grande-PR, 2013) Com base nos aspectos biofísicos do Ultrassom, o que significa Impedância acústica: 
a) Ocorre quando uma onda sonora emitida volta ao meio de origem, conservando sua frequência e velocidade. 
b) É caracterizada pela capacidade de retenção da energia acústica do meio exposto as ondas ultrassônicas. 
c) Ocorre quando uma onda emitida passa para outro meio (interface diferente) e desvia sua direção. 
d) Pode ser caracterizada pela resistência oferecida pelos tecidos à passagem das ondas ultrassonoras. 
Comentário: As ondas ultrassônicas são geradas por transdutores que são dispositivos capazes de transformar/converter uma energia 
em outra. Esses transdutores são feitos de materiais piezoelétricos naturais como o quartzo, ou uma cerâmica sintética feita de uma 
mistura de sais complexos, tais como o zirconato e o titanato (PZT), os quais podem ser polarizados em processo de carga. Este recurso 
possui propriedades acústicas, vejamos: 
*Impedância Acústica: Resistência oferecida pelos tecidos à passagem das ondas ultrassônicas. 
*Reflexão: Se dá quando uma onda emitida volta ao meio de origem conservando a frequência e velocidade. Este fenômeno é um dos 
fatores que leva a produção de calor pelo ultrassom, podendo aparecer fenômenos de interferências que levam a um aumento de 
intensidade. 
•Refração: Se dá quando uma onda emitida passa para outro meio sofrendo mudança na velocidade, mas conservando sua frequência. 
O feixe de U.S. deve ser aplicado sempre perpendicularmente à superfície de tratamento. A divergência é inversamente proporcional à 
frequência. Em frequências de 1 MHz as ondas são praticamente paralelas 
*Efeito Tixotropo: Consiste na propriedade que apresentam os ultrassons de ―amolecerem‖ substâncias em estado mais sólido. 
*Absorção: É a retenção de energia acústica do meio irradiado, a qual é medida pelos coeficientes de absorção. A medida que a energia 
ultrassônica passa pelos tecidos, ocorrem efeitos biológicos devido a absorção. A intensidade das ondas ultrassônicas diminuem 
conforme penetram nos tecidos. A absorção depende da frequência, sendo mais alta quanto maior for a mesma. 
Atenuação: É um decréscimo que ocorre da intensidade com a distância isto ocorre pela perda de energia através do espalhamento da 
divergência e absorção da onda. Também a atenuação é diretamente proporcional a frequência, e também depende dos tecidos que 
atravessa. 
*Efeito Piezoelétrico: O U.S. é gerado por um transdutor, que é um dispositivo que transforma uma forma de energia em outra. 
Gabarito D 
 
146. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Durante o tratamento de um paciente com uma tendinopatia dos extensores do punho 
esquerdo, o fisioterapeuta tomou a decisão terapêutica de realizar uma sonoforese. De acordo com essa conduta, identifique a afirmativa 
que está relacionada com método. 
a) Capacidade de alguns cristais gerarem corrente elétrica por resposta a uma pressão mecânica. 
b) Efeito não térmico produzido pelas ondas acústicas geradas pelo ultrassom provocando a formação de bolhas ou cavidades 
micrométricas nos líquidos que contêm gás. 
c) Uso terapêutico da corrente galvânica, utilizando-se exclusivamente os efeitos polares por ela promovidos. 
d) Habilidade do ultrassom em incrementar a penetração de agentes farmacologicamente ativos através da pele. 
e) Introdução de radicais químicos nos tecidos através de um campo elétrico, produzido por uma corrente unidirecional. 
 
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Comentário: Assunto muito frequente em provas a Sonoforose ou fonoforese descreve a habilidade do ultrassom em incrementar a 
penetração de agentes farmacológicos ativos através da pele. O aumento da permeabilidade da membrana provocada pelo ultrassom é o 
fator que torna possível a maior penetração de fármacos no organismo. 
Efeito piezoelétrico - Capacidade de alguns cristais gerarem corrente elétrica por resposta a uma pressão mecânica. 
Cavitação - Efeito não térmico produzido pelas ondas acústicas geradas pelo ultrassom provocando a formação de bolhas ou cavidades 
micrométricas nos líquidos que contêm gás. 
Galvanização - Uso terapêutico da corrente galvânica, utilizando-se exclusivamente os efeitos polares por ela promovidos. 
Sonoforese ou fonoforese - Habilidade do ultrassom em incrementar a penetração de agentes farmacologicamenteativos através da 
pele. 
Iontoforese - Introdução de radicais químicos nos tecidos através de um campo elétrico, produzido por uma corrente unidirecional. 
Gabarito D 
 
147. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Exercício aquático, refere-se ao uso de piscinas ou tanques de imersão com diferentes 
profundidades que facilitam a aplicação de várias intervenções terapêuticas estabelecidas, como alongamento, fortalecimento, 
mobilização articular, treinamento de equilíbrio, treino de marcha e condicionamento físico. Tirando como base as propriedades físicas da 
água, associe a coluna B pela coluna A. 
COLUNA A 
I. Flutuabilidade. 
II. Pressão hidrostática. 
III. Viscosidade. 
IV. Tensão superficial. 
COLUNA B 
( ) É a força ascendente que trabalha em oposição à gravidade. 
( ) Age como uma membrana sob tensão e é medida como força por unidade de comprimento. 
( ) É a pressão exercida sobre objetos imersos. 
( ) Retira de forma relativa, o peso do paciente e a carga das articulações, permitindo o desempenho de movimentos ativos com maior 
facilidade. 
( ) É o atrito que ocorre entre as moléculas de líquido resultando em resistência ao fluxo. 
( ) Sua resistência é proporcional à velocidade do movimento através do líquido. 
Marque a opção que indica a sequência CORRETA. 
a) III – II – IV – II – I – IV. 
b) IV – II – III – I – II – III. 
c) I – IV – II – I – III – III. 
d) II – I – IV –II – IV – I. 
e) I – III – II – IV – I – II. 
Comentário: A Hidroterapia é definida como o uso externo da água com propósitos terapêuticos, essa modalidade de tratamento possui 
algumas propriedades que são bem frequentes em concursos, vejamos: 
Flutuação: é a força experimentada como o empuxo para cima, que atua em sentido oposto à força da gravidade. Promove no paciente a 
descarga de peso nas articulações, proporcionando melhor execução dos movimentos. 
Pressão hidrostática: é definida como a força (F) exercida por unidade de área (A), sendo exercida igualmente sobre toda área da 
superfície de um corpo imerso em repouso, a uma dada profundidade. 
Viscosidade: é definida quando diferentes líquidos são caracterizados por diferentes quantidades de atração molecular, e quando as 
camadas de líquidos são postas em movimento, criando uma resistência (atrito) ao movimento. Quanto maior a velocidade de 
movimentação dentro da piscina terapêutica, maior será resistência (atrito). 
Tensão superficial: é a força exercida entre as moléculas da superfície de um líquido. Atua como leve resistência à mudança de meio. 
Gabarito C 
 
148. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Durante a avaliação de uma jovem de 12 anos, estudante, o fisioterapeuta identificou a presença de uma 
gibosidade torácica direita. Com isso, o profissional deve suspeitar de uma escoliose: 
a) Torácica com convexidade para esquerda. 
b) Torácica com concavidade para direita. 
c) Funcional esquerda. 
d) Degenerativa. 
e) Torácica com convexidade para direita. 
Comentário: A presença de gibosidade numa escoliose consiste numa proeminência rotacional no lado da convexidade da curva. Nesta, 
as vértebras são rodadas no sentido da convexidade, que é melhor visualizada quando o paciente realiza uma flexão anterior de tronco, 
produzindo uma gibosidade. Na referida questão podemos observar que a gibosidade é torácica direita o que nos indica com escoliose 
torácica para direita, visto que a gibosidade é no lado da convexidade da escoliose. 
Gabarito E 
 
 
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149. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Tendo como base a classificação de Neer para doença de manguito rotador, marque a opção 
CORRETA que completa a afirmativa a seguir: No estágio... 
a) III ocorre apenas um leve edema. 
b) I ocorre formação de esporões ósseos. 
c) II ocorre tendinite/bursite e fibrose. 
d) I ocorre ruptura de tendão e fibrose. 
e) III ocorre edema sem fibrose. 
Comentário: As lesões do manguito rotador geralmente ocorrem pelo impacto do tubérculo maior contra o arco córaco-acromial 
ocasionando lesão progressiva dessa estrutura. De acordo com Neer esta patologia apresenta 3 estágios: 
CLASSIFICAÇÃO DE NEER (fases evolutivas) 
I – há edema e hemorragia, sendo causada por esforços repetitivos. Reversível com repouso e em geral os pacientes são jovens (<25 
anos). 
II – presença de tendinite e fibrose, acometendo pacientes entre 25 e 40 anos. Existe dor recorrente com a atividade. 
III – ruptura total ou parcial do MR com alterações ósseas típicas ao raio X simples (esclerose óssea, diminuição do espaço articular, 
osteófitos na porção anterior e na articulação A-C). Acomete pessoas com idade acima de 40 anos. 
Gabarito C 
 
150. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) A Síndrome do Impacto é o termo utilizado para caracterizar as alterações inflamatórias e 
degenerativas que acometem o manguito rotador e a região subacromial. Desta forma, identifique as estruturas mais importantes que 
estão envolvidas. 
a) Manguito rotador. 
b) Arco coracoacromial. 
c) Processo esfenoide. 
d) Articulação acromioclavicular. 
e) Tubérculo maior do úmero. 
Comentário: A síndrome do impacto é geralmente a condição dolorosa em que os tecidos moles do espaço subacromial (bursa, tendões 
da bainha rotatória, tendão do bíceps) são cronicamente induzidos entre a cabeça do úmero e o arco coracoacromial (acrômio anterior, 
ligamento coracoacromial, articulação acromioclavicular. É uma patologia inflamatória e degenerativa, caracterizada por impactação 
mecânica de determinadas estruturas que se localizam no espaço úmerocoracoacromial da articulação. Nessa região, localiza-se uma 
variedade de alterações anatomopatológicas, sendo as mais comuns: a tendinite dos músculos do manguito rotador, especialmente o 
tendão do supraespinal, e cabeça longa do bíceps (tendão), bursite acromial e tenossinovite. 
Gabarito B 
 
151. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) ―A ruptura da banda central (expansão central) do mecanismo extensor, faz as bandas laterais do 
aparelho extensor (mecanismo extensor), escorregarem na direção volar da articulação interfalangeana (IF) proximal, causando flexão da 
IF proximal e extensão da IF distal‖. Qual deformidade está sendo definida? 
a) De Quervain. 
b) Em ziguezague do polegar. 
c) Em pescoço de cisne. 
d) De baqueteamento do dedo. 
e) Em botoeira. 
Comentário: A deformidade em ―botoeira‖ consiste na ruptura do ligamento triangular, que favorece o deslizamento volar das bandas 
laterais do aparelho extensor, sendo caracterizado pela flexão da interfalangeana proximal e hiperextensão e/ou extensão da 
interfalangeana distal. 
Gabarito E 
 
152. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Uma paciente de 40 anos de idade iniciou tratamento fisioterapêutico apresentando bloqueio 
em flexão nas interfalangeanas do terceiro dedo da mão direita, dor e sensação de estalido nos movimentos ativos de flexão e extensão 
do dedo. Como plano de tratamento, o fisioterapeuta estipulou medidas analgésicas e cinesioterapia com exercícios direcionados. De 
acordo com o quadro clinico o profissional pode suspeitar de qual patologia? 
a) Dedo em martelo. 
b) Tenossinovite estenosante. 
c) Deformidade em pescoço de cisne. 
d) Tenossinovite de quervain. 
e) Síndrome do túnel do carpo. 
Comentário: Atenção com os detalhes apresentados no enunciado da questão para não gerar dúvida na marcação da resposta. Observe 
que o paciente apresenta: bloqueio em flexão nas interfalangeanas do terceiro dedo da mão direita, dor e sensação de estalido nos 
movimentos ativos de flexão e extensão do dedo. Essas características estão relacionadas com dedo em gatilho ou Tenossinovite 
estenosante que é causada por compressão dos tendões flexores na polia A1 do punho. Quadro clínico demonstra contratura em flexão 
 
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fixa da articulação IF que ao realizar movimento de extensão do dedo é percebido sensação de estalido, leve edema e endurecimento do 
dedo afetado, é mais comum dedo em gatilho no polegar, assimcomo o dedo médio e anelar. 
Dedo em martelo: caracterizado por uma flexão da articulação interfalangeana proximal, sendo a causa decorrente da ruptura do 
mecanismo extensor. 
Dedo em pescoço de cisne: caracterizado por flexão da articulação metacarpofalangiana, hiperextensão da articulação interfalangiana 
proximal e flexão da distal. 
Tenossinovite de Quervain: consiste na inflamação dos tendões do abdutor longo e extensor curto do polegar. 
Síndrome do túnel do carpo: compressão do nervo mediano. 
Gabarito B 
 
153. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) A Síndrome do Desfiladeiro Torácico é uma doença compressiva com sintomatologia nervosa 
e/ou vascular. Sobre o assunto, quais estruturas musculoesqueléticas estão mais relacionadas? 
a) Primeira costela, acrômio e escaleno. 
b) Escaleno, primeira costela e peitoral menor. 
c) Acrômio, peitoral menor e escaleno. 
d) Supra-espinhoso, acrômio e primeira costela. 
e) Peitoral menor, primeira costela e supra-espinhoso. 
Comentário: A SDF é uma disfunção do membro superior resultante na compressão do feixe neurovascular - plexo braquial, artéria e a 
veia subclávia, quando estas estruturas passam pelo estreito do desfiladeiro torácico. 
Pontos de compressão: 
1 – Entre os músculos escalenos, anterior e posterior. 
2 – Músculo subclávio anteriormente e posteriormente pela 1ª costela. 
3 – Entre o processo coracóide e o peitoral menor. 
As principais estruturas envolvidas: Escalenos, primeira costela e músculo peitoral menor. 
Gabarito B 
 
154. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Um paciente de 23 anos de idade iniciou tratamento postural. Durante avaliação, foi 
observada presença de gibosidade torácica à direita. Em relação às informações apresentadas, identifique a afirmativa INCORRETA. 
a) O colete Milwaukee não seria indicado, pois é utilizado principalmente numa escoliose diagnosticada precocemente. 
b) Seria interessante análise do Raio-X para medição do ângulo de Cobb. 
c) A presença de gibosidade sugere uma rotação vertebral que não se retifica durante a flexão, caracterizando uma escoliose funcional. 
d) Se a escoliose apresentar um valor acima de 45º a cirurgia está indicada. 
e) Pode-se observar assimetria dos ombros e triângulo de tales, durante a inspeção. 
Comentário: Vamos analisar uma questão tipo estudo de caso, essa modalidade de questão é sempre cobrada em bancas e merecem 
atenção especial, visto que a resposta pode variar de acordo com a literatura abordada. O item A está correto devido ao fato do colete de 
Milwaukee ser indicado para pacientes infantis e juvenis com curvas progressivas e não para idade mencionada na questão. A radiografia 
é essencial no tratamento para podermos quantificar a medida do ângulo de Cobb, e caso essa medida seja acima de 45º – 50º é 
sugestivo de indicação cirúrgica, portanto letra B e D assertivas. Podemos afirmar que a alternativa E está correta, visto que durante 
avaliação postural na parte da inspeção é que verificamos a simetria dos ombros e da pelve. Por fim a resposta incorreta da questão é 
letra C, podemos afirmar que na escoliose funcional ou postural a coluna é estruturalmente normal, mas parece curvada por causa de 
outra disfunção, como diferença no comprimento das pernas, ou espasmos musculares nos músculos das costas. A curva é geralmente 
leve e muda ou desaparece quando a pessoa se inclina para os lados ou para frente, já na Escoliose estrutural a curvatura é fixa e não 
desaparece quando a pessoa muda de posição. 
OBS: A presença da gibosidade informa que a ESCOLIOSE É ESTRUTURAL. 
Gabarito C 
 
155. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) Uma paciente de 12 anos de idade deu início ao tratamento fisioterapêutico apresentando quadro 
de escoliose. Analisando a radiografia, o fisioterapeuta detectou uma curvatura com convexidade na lombar à direita com a presença de 
uma angulação de 22º. Qual medida o profissional utilizou para chegar a esse resultado? 
a) Ângulo de Cobb. 
b) Risser. 
c) Ângulo Q. 
d) Perimetria. 
e) Cirtometria 
Comentário: De acordo com a prática clínica podemos afirmar que a medida do ângulo de Cobb é o mais utilizado para quantificar 
mensurar e monitorar a progressão da escoliose. Porém vale ressaltar que o índice de METHA é utilizado nesta disfunção para 
quantificar a evolução da rotação vertebral, portanto atentem ao cair em provas sobre a rotação vertebral na escoliose! 
Gabarito A 
 
 
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156. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Uma senhora de 63 anos, visivelmente acima do peso, reclama principalmente de dor nos 
dois joelhos. Apresenta quadro sugestivo de Gonartrose. Com base nessas informações, identifique a afirmativa INCORRETA. 
a) Durante a avaliação pode-se observar hipotrofia nos quadríceps. 
b) Poderá ser observada perda da mobilidade lateral da patela. 
c) Limitação dos movimentos, de flexão e extensão dos joelhos, pode estar associada. 
d) A obesidade pode estar influenciando no quadro. 
e) A hidroterapia é contraindicada quando há sinais inflamatórios. 
Comentário: A osteoartrose do joelho, também chamada de gonartrose, é a localização periférica mais comum, predominando entre os 
51 e 60 anos, preferindo o sexo feminino. Defeitos posturais da articulação, como joelho valgo e varo, são frequentemente responsáveis 
pelas formas secundárias. Está amplamente demonstrada a ligação entre gonartrose e obesidade, notadamente nas mulheres. 
Profissões que exigem flexão prolongada e repetitiva dos joelhos também constituem fator de risco para seu desenvolvimento atingindo 
tanto as articulações fêmoro-patelar como a fêmoro-tibial. Os sintomas variam em função da gravidade das lesões: a dor, em princípio, 
aparece quando a junta é utilizada mais intensamente. À medida que o processo se agrava, ela surge aos pequenos esforços e até 
mesmo em repouso, sendo característica muitas vezes, a queixa de dor ao se levantar de uma cadeira, com melhora após alguns 
passos. O exame físico pode detectar aumento de volume da articulação, atrofia do quadríceps, dor a palpação das interlinhas articulares 
e à mobilização da rótula, que pode estar parcialmente ou totalmente bloqueada, crepitação palpável a flexo-extensão, limitação da 
mobilidade articular, calor e derrame, quando há componente inflamatório. A limitação da extensão do joelho e a bilateralidade do 
processo são causas significativas de incapacidade. 
Gabarito E 
 
157. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) A osteoartrite é um distúrbio degenerativo crônico que afeta primeiramente a cartilagem 
articular das articulações sinoviais, acabando por levar a remodelamento e crescimento ósseo nas margens das articulações. Identifique 
a seguir a afirmativa CORRETA: 
a) Os nódulos de Heberden são alargamento das articulações interfalângicas proximais. 
b) Com a degeneração, pode haver frouxidão capsular decorrente de remodelamento ósseo e distensão capsular, levando a 
hipermobilidade ou instabilidade em alguns graus de movimento articular. 
c) Os nódulos de Bouchard são alargamentos das articulações interfalângica distais. 
d) Há uma diminuição da densidade de osso longo da linha articular, com perda óssea cística e osteoporose na metáfise adjacente. 
e) Com a imobilização, ocorre uma lenta destruição da cartilagem articular porque está é bastante banhada pelo liquido sinovial em 
movimento e, assim é privada do suprimento nutricional. 
Comentário: Vejamos mais uma questão sobre a osteoartrose. Esta patologia é definida com sendo uma doença articular crônico-
degenerativa que se evidencia pelo desgaste da cartilagem articular. Clinicamente, a osteoartrose caracteriza-se por dor, rigidez matinal, 
crepitação óssea, atrofia muscular e quanto aos aspectos radiológicos é observado estreitamento do espaço intra-articular, formações de 
osteófitos, esclerose do osso subcondral e formações císticas. A artrose no joelho resulta de um desgaste e desaparecimento da 
cartilagem articular dessa articulação, sendo caracterizada predominantemente poruma deterioração mecânica que pode estar associada 
a um alinhamento defeituoso do joelho, com isso pode ocorrer frouxidão capsular como resultado do remodelamento ósseo e distensão 
capsular, resultando em hipermobilidade ou instabilidade em parte da amplitude de movimento do joelho. 
BIZU: HD (nódulos de Heberden  art. IF Distal) BP (nódulos de Bouchard  art. IF Proximal). 
Gabarito B 
 
158. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) A artrose é uma das doenças mais comuns e é caracterizada pelo desgaste articular. Fatores 
como peso e idade podem influenciar no processo patológico. Sobre a terapêutica,marque a única opção CORRETA. 
a) A hidroterapia é um excelente recurso, pois diminui a sobrecarga nas articulações durante os exercícios. 
b) A aplicação do calor superficial pode agravar a patologia, pois acelera o processo de desgaste articular. 
c) Os alongamentos não influenciam no tratamento, pois a artrose é uma patologia articular sem sofrer influência de músculos. 
d) Os exercícios ativo-livres são contra indicados porque promovem o aumento do impacto articular. 
e) A massoterapia atua como medida analgésica somente na região da articulação sem mais repercussões. 
Comentário: Atentem para os detalhes da referida questão. Observem que a letra A é assertiva visto que sabemos que na hidroterapia 
ocorre a redução da sobrecarga articular pela propriedade da flutuação, promovendo uma diminuição da sobrecarga nas articulações. 
Item B errado, pois a utilização de calor profundo é inadequada para casos de artrites e/ou sinovites secundárias à OA, visto que causa 
aumento da atividade enzimática, gerando maior colapso da cartilagem e de outros tecidos articulares. A indicação da reabilitação física 
em pacientes com OA visa manter/aumentar a mobilidade articular, manter/aumentar o alongamento dos músculos que atuam na 
articulação afetada, o que também melhora a estabilidade articular, portanto letra C errônea. Item D errado, já que a execução de 
exercícios ativos livres sem cargas promovem o movimento das superfícies articulares, aumentando assim a nutrição da cartilagem 
articular. Por fim alternativa E está errada pelo fato que a massagem promove não somente analgesia, mas também incremento da 
circulação sanguínea, redução de edemas, melhora dos espasmos musculares, relaxamento muscular e auxiliar na regulação do tônus 
muscular. 
Gabarito A 
 
 
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159. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) A osteoartrite é marcada por duas características patológicas localizadas: a destruição 
progressiva da cartilagem articular e a formação de osso nas margens da articulação. Em geral ela é graduada nas radiografias de 
acordo com os critérios de Kellgren e Lawrence, usando uma escala ordinal de cinco níveis. Desta forma identifique a classificação 
CORRETA. 
a) Grau 0: estreitamento questionável do espaço articular e possíveis osteófitos. 
b) Grau 4: osteófitos moderados e estreitamento do espaço articular, alguma esclerose e possível deformidade. 
c) Grau 2: osteófitos definidos e estreitamento ausente ou questionável do espaço articular. 
d) Grau 1: radiografia normal. 
e) Grau 3: osteófitos largos, estreitamento acentuado do espaço articular, esclerose grave e deformidade definida. 
Comentário: Vejamos um tema incomum em provas, classificação radiológica da OA segundo Kellgren e Lawrence: 
0-Normal 
1-Estreitamento duvidoso do espaço articular, possível desenvolvimento de osteófitos 
2-Osteófitos definitivos, estreitamento ausente ou questionável do espaço articular. 
3-Osteófitos moderados, estreitamento definitivo, alguma esclerose, possível deformidade articular. 
4-Osteófitos de grandes dimensões, estreitamento marcado, esclerose grave, deformidade articular estabelecida. 
Gabarito C 
 
160. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) A osteoporose é uma doença osteometabólica localizada ou generalizada que se caracteriza 
por redução progressiva do volume ósseo e modificações da arquitetura trabecular, donde resulta um estado de fragilidade óssea e maior 
risco de fraturas. Quando a osteoporose se dá de maneira generalizada, ela pode ter sua etiologia como causa primária e secundária. 
Com base nas informações, identifique a afirmativa CORRETA. 
a) Doenças gastrointestinais crônicas são uma causa primária. 
b) A osteoporose tipo I ou pós-menopausa é uma causa secundária. 
c) A osteoporose tipo II ou senil é uma etiologia de causa primária. 
d) A imobilização prolongada é uma etiologia de causa primária. 
e) Doenças renais crônicas são etiologia de causa primária. 
Comentário: Osteoporose é definida com sendo uma doença osteometabólica localizada ou generalizada que se caracteriza por redução 
progressiva da massa/densidade óssea e modificações da arquitetura do tecido ósseo trabecular, resultando num estado de fragilidade 
óssea e aumentando assim os riscos de fraturas. Os principais tipos de Osteoporose são: 
Primária 
Pós-menopausa (tipo I): de alta reabsorção óssea, decorrente de uma atividade osteoclástica acelerada - a osteoporose pós 
menopausa, geralmente apresentada por mulheres mais jovens, a partir dos 50 anos. 
Senil (tipo II): de reabsorção óssea normal ou ligeiramente aumentada, associada a uma atividade osteoblástica diminuída, com 
formação óssea diminuída - a osteoporose senil ou de involução, mais frequente nas mulheres mais idosas, a partir dos 70 anos, e 
também no homem. 
Osteoporose secundária: geralmente causada por outras doenças, atingem pessoas com enfermidades do sistema endócrino 
(tireoidopatias, hipogonadismo, hipopituitarismo, síndrome de Cushing, diabetes, hiperparatireoidismo), o câncer (metástases, mieloma 
múltiplo), as doenças inflamatórias crônicas intestinais, as cirurgias gástricas e do sistema digestivo, o sedentarismo, a ingestão de 
alguns medicamentos (heparina, corticosteróides, retinóides, extratos tireoideanos, lítio, cádmio, metotrexate, hidantoinatos e gardenal), 
as doenças renais crônicas, as doenças difusas do tecido conectivo, a síndrome de má absorção e a baixa ingestão de cálcio. 
Gabarito C 
 
161. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) A osteoporose é considerada um verdadeiro problema de saúde pública. Nas últimas décadas, 
vem sendo relatado um aumento das fraturas por fragilidade óssea na maioria dos países ocidentais, sendo esta, hoje, a principal causa 
de fraturas em idosos. Provavelmente, alterações de estilo de vida associadas ao envelhecimento podem tomar proporções epidêmicas 
até a metade deste século. Sobre a osteoporose marque a afirmativa INCORRETA. 
a) As mulheres têm risco aumentado de desenvolver osteoporose, ocorrendo, em média, 10 anos antes que os homens. 
b) A osteoporose é uma doença assintomática nos estados iniciais. As microfraturas que levam ao desmoronamento da estrutura das 
trabéculas podem causar dor insidiosa nesses pacientes. 
c) No estudo radiográfico, alterações decorrentes da osteopenia somente começam a ser identificadas quando a perda de massa óssea 
atinge cerca de 70%. 
d) O termo osteoporose secundária é utilizado para designar esse processo quando é causado por alguma doença ou distúrbio 
metabólico subjacente. 
e) A osteoporose primária ou idiopática é aquela observada na maioria dos casos, decorrente da associação entre envelhecimento e 
fatores predisponentes ou aceleradores. 
Comentário: A osteoporose é uma doença metabólica esquelética de caráter sistêmico que se caracteriza por redução da massa óssea 
(osteopenia) e deteriorização estrutural do tecido ósseo, acarretando consequente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade à 
fratura. Acomete preferencialmente pessoas idosas, com maior frequência as mulheres acima de 45 anos de idade, embora o sexo 
masculino também possa ser acometido. A osteoporose é conhecida como ―doença silenciosa‖ pelo fato de ser assintomática no curso 
inicial e as primeiras manifestações clínicas surgem quando ocorre perda de 30 a 40% de massa óssea. O diagnóstico de osteoporose 
 
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realizado pela avaliação das alterações radiográficas é tardio, visto que as manifestações radiológicas estão presentes quando tiver 
perda de 30 a 50% da massa óssea (Letra C incorreta). Podemos classificar a Osteoporose em: primária e secundária. 
Primária: denominada idiopática, não há uma patologia associada que justifique a sua ocorrência, resulta do processo de 
envelhecimento, diminuição de estrogénios (hormônios femininos) após a menopausa e/ou da aquisição insuficiente de massa óssea 
durante a fase de crescimento do indivíduo. Esse tipo ainda é subdividido em pós-menopausa ou tipo I e osteoporose senil ou tipo II. 
Secundária: a perda de tecido ósseo é secundária a uma doença, a distúrbios alimentares ou a medicação. 
Gabarito C 
 
162. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Marque a opção CORRETA, são ―exercícios de Codman‖, os: 
a) Passivos para mobilização precoce da articulação do joelho. 
b) Resistidos específicos para o fortalecimento da musculatura intrínseca da mão. 
c) De tração para a coluna lombar. 
d) Pendulares para mobilização da articulação glenoumeral. 
e) Para treino de marcha. 
Comentário: Os exercícios de Codman ou pendulares são realizados para a mobilidade articular do ombro, pois as técnicas de 
automobilização fazem proveito do uso da gravidade para separar o úmero da cavidade glenóide. 
Gabarito D 
 
163. (CETREDE, Icó-CE, 2014)A fratura de Colles e de Smith acometem qual região anatômica do corpo humano? 
a) Proximal do rádio. 
b) Distal do rádio. 
c) Distal da ulna. 
d) Tuberosidade anterior da tíbia. 
e) Distal da fíbula. 
Comentário: Tema recorrente em provas, sendo imprescindível atenção quanto a sua definição. 
Colles É a fratura da extremidade distal do rádio com deslocamento do fragmento posterior, realizando um aspecto típico da mão 
como um dorso de um garfo, e tendo como causa mais frequente uma queda sobre a mão em extensão. 
Smith É uma fratura da extremidade inferior do rádio com deslocamento palmar do fragmento radial distal e deslocação da articulação 
radiocubital distal. A fratura é provocada por uma queda no dorso do punho flexionado. 
Gabarito B 
 
164. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Foi encaminhado ao fisioterapeuta um paciente com diagnóstico de fratura de Colles. Pode-se 
esperar histórico de: 
a) Queda da própria altura, com fratura no quadril. 
b) Queda sobre a mão aberta, com fratura da extremidade distal do rádio. 
c) Acidente de carro, com impacto e fratura no joelho. 
d) Queda sobre a mão aberta, com fratura da extremidade proximal do rádio. 
e) Queda ou um choque direto sobre o ombro, com fratura da clavícula. 
Comentário: A fratura de Colles se caracteriza por uma fratura da extremidade distal do rádio com desvio do sentido dorsal e radial. Esse 
tipo de fratura é comum em mulheres idosas, principalmente com osteoporose, que sofrem algum tipo de choque direto ou queda sobre a 
mão aberta. 
Gabarito B 
 
165. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) Analise a afirmativa a seguir: ―A fratura de _______________ atinge o terço proximal da 
______________ com deslocamento da ________________‖. 
Marque a alternativa cujos vocábulos preencham, corretamente e respectivamente, as lacunas. 
a) Colles / ulna / cabeça do rádio. 
b) Osgood schlatter / cabeça do rádio / ulna. 
c) Monteggia / ulna / cabeça do rádio. 
d) Galeazzi / ulna / cabeça do rádio. 
e) Galho verde / cabeça do rádio / ulna. 
Comentário: Os mais diversos tipos de fraturas recorrem sempre em concursos e observar sua definição é de essencial importância para 
resolução da questão. Vamos revisar as fraturas do antebraço: 
Galeazzi: fratura do rádio associada à luxação da articulação da rádio-ulnar distal. 
Monteggia: fratura da ulna proximal com luxação da cabeça do rádio. 
Gabarito C 
 
 
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166. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) As fraturas podem ser definidas como uma ruptura parcial ou total do osso e podem ser classificadas 
em abertas ou fechadas, de acordo com o lesionamento da pele ou não. Sobre este tipo de lesão, marque a afirmativa INCORRETA. A 
fratura de 
a) Colles é a fratura da extremidade distal do rádio, onde o fragmento se desloca para trás e para o exterior. 
b) Smith, também conhecida como fratura de Colles invertida, é uma fratura do rádio distal causada por queda sobre punhos fletidos. 
c) Barton é uma fratura-luxação com lesão intra-articular, na qual o carpo e a margem do rádio distal são desviados em conjunto. 
d) Monteggia é uma fratura do terço distal da ulna com preservamento da cabeça do rádio. 
e) Galeazzi é uma fratura da região distal do rádio com ruptura da membrana interóssea e da ligação com a ulna, com subluxação da 
ulna. 
Comentário: Tipos de fratura são frequentes em concursos e requer do candidato bom conhecimento da nomenclatura. 
Podemos observar uma pegadinha na questão no item D: 
Fratura de Monteggia é definida como sendo fratura da ulna proximal com luxação da cabeça do rádio. Portanto letra D incorreta, as 
demais alternativas estão conceituadas corretamente. 
Gabarito D 
 
167. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Após um trauma, os ligamentos do tornozelo podem estar distendidos ou rompidos. Entorses de 
primeiro e segundo grau são em geral, tratados de modo conservador. Em relação às lesões ligamentares do tornozelo identifique a 
opção INCORRETA. 
a) O tipo mais comum de entorse de tornozelo é causado por uma carga em inversão. 
b) Uma carga em inversão pode resultar em uma ruptura parcial ou completa do ligamento Talofibular Anterior (TFA) e em geral do 
ligamento Calcâneofibular (CF). 
c) O ligamento Talofibular Posterior (TFP), o mais forte dos ligamentos laterais, é rompido somente com carga internas em eversão. 
d) Raramente os componentes do ligamento deltoide são tensionados; há uma maior probabilidade de uma avulsão ou fratura do maléolo 
medial com carga em eversão. 
e) O quadro clínico encontrado geralmente nas entorses é: dor, edema, mobilidade excessiva ou instabilidade quando ruptura completa, 
déficit proprioceptivos, entre outros. 
Comentário: Esse tipo de questão é sempre frequente em bancas e geralmente nas provas vemos questões que fazem menção ao 
ligamento mais lesionado na entorse de tornozelo, portanto vamos revisar alguns tópicos essenciais. As lesões de tornozelo são 
causadas por uma súbita aplicação de força que exceda a resistência dos ligamentos, rodando o pé em inversão ou em eversão, sendo 
na maioria das vezes causadas por movimento de inversão, fato este ocasionado pela diferença de posição dos maléolos, visto que o 
maléolo lateral apresenta-se mais distal em relação ao maléolo medial. Outro fato importante para elucidar o mecanismo de lesão é a 
estrutura mais forte dos ligamentos mediais do tornozelo que promovem maior estabilidade articular. 
Na face lateral do tornozelo encontram-se os ligamentos colaterais laterais que formam três estruturas distintas: o ligamento talofibular 
anterior (mais fraco), o ligamento calcaneofibular e o ligamento talofibular posterior (mais forte), os quais têm origem no maléolo 
lateral e inserção nos ossos navicular, tálus e calcâneo. Na face medial do tornozelo o deltóide é o principal ligamento da face medial, o 
qual tem origem no maléolo medial e inserção nos ossos tálus e calcâneo oferecendo apoio a ambas as articulações talocrural e subtalar. 
A ruptura do ligamento deltóide é raro em função de sua resistência e um traumatismo na porção medial da articulação do tornozelo 
resulta mais comumente em avulsão maleolar, sendo decorrente de uma carga eversão. Numa entorse em inversão, o Ligamento TFA é 
o mais comumente lesado, porém numa caso mais severo, outro ligamento chamado Ligamento Calcâneofibular pode também ser 
danificado. Os sinais e sintomas das lesões ligamentares do tornozelo variam de acordo com a gravidade da lesão, os tecidos 
acometidos e a extensão do seu acometimento. Em geral, são evidentes graus variáveis dedor, edema, hipersensibilidade localizada e 
incapacidade funcional. 
Gabarito C 
 
168. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) O tornozelo é a articulação mais frequentemente lesada na vida diária e nas atividades esportivas, 
sendo que a entorse do tornozelo é a lesão mais comumente observada. Sobre o assunto, identifique a afirmativa CORRETA. 
a) O mecanismo por eversão é responsável por 70% a 85% dos casos. 
b) No Grau III, a integridade de quase todas as fibras ligamentares é mantida. 
c) No Grau I, apresenta-se com dor intensa, há grande área de ruptura de vasos mostrando edema importante, hematoma de grande 
extensão e, ainda, tumefação na articulação do tornozelo. 
d) No Grau III, o teste de gaveta anterior é possível à verificação de grande restrição da mobilidade. 
e) As "deformações" produzidas por um estiramento excessivo dos tecidos ocorrem no compartimento lateral da perna, atingindo, 
principalmente, os músculos fibulares curto e longo. 
Comentário: Entorse de tornozelo é comum em concursos principalmente no que diz respeito aos ligamentos afetados, mecanismo de 
lesão, classificação da lesão e meios de tratamento. Observe que o mecanismo mais comum de entorse de tornozelo consiste no 
movimento de inversão do pé alcançando um percentual em torno de 85% ou 90% dos casos, então podemos afirmar letra A incorreta. 
No grau I ou leve a integridade de quase todas as fibras ligamentares é mantida, letra B incorreta. Quando o paciente se apresenta com 
dor intensa, grande área de ruptura de vasos mostrando edema importante, hematoma de grande extensão e, ainda, tumefação na 
articulação do tornozelo ele será classificado como grau III, por isso incorreto letra C. O grau II ou moderado podemos verificar presença 
de hematoma e edema de maior dimensão, devido a uma maior lesão vascular. Pelo teste de gaveta anterior, verifica-se pequena 
 
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instabilidade quando a articulação é submetida ao exame sob estresse e no grau III esse teste demonstra presença de grande 
instabilidade articular, portanto letra D incorreta. Por fim, nossa resposta correta é letra E na qual menciona que as "deformações" 
produzidas por um estiramento excessivo dos tecidos ocorrem no compartimento lateral da perna, atingindo, principalmente, os 
músculos fibulares curto e longo. Com esse estiramento, podem ocorrer situações como alteração da capacidade proprioceptiva pela 
lesão e pela instabilidade articular. 
Gabarito E 
 
169. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Analise a afirmativa a seguir: O tipo mais comum de _____________________ é causado por uma 
carga em _________________ e pode resultar em uma ruptura parcial ou completa do ligamento ______________________. Marque a 
opção que preencha CORRETAMENTE e respectivamente, as lacunas. 
a) Entorse de tornozelo / inversão / talofibular anterior. 
b) Intorse de tornozelo / eversão / talofibular anterior. 
c) Entorse de tornozelo / eversão / talofibular posterior. 
d) Intorse de tornozelo / inversão / tibiofibulares inferior. 
e) Entorse de tornozelo / inversão / deltoide. 
Comentário: Diante do que revisamos na questão anterior podemos afirmar que o mecanismo de lesão mais comum numa entorse do 
tornozelo ocorre no movimento de inversão do pé, ocasionando comumente a lesão do ligamento talofibular anterior, este que por sinal é 
o mais fraco dos ligamentos laterais do tornozelo. 
Gabarito A 
 
170. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) A neuro-osteoartrose principal causante de complicações tardias nos pés dos pacientes diabéticos é 
chamada de: 
a) Artopatia de Charcot. 
b) Artropatia de Jaccoud. 
c) Fenômeno de Raynaud. 
d) Deformidade de Sprengel. 
e) Contratura de Dupuytren. 
Comentário: Tema pouco visto em concursos, atenção na definição apresentada no enunciado da questão. 
Artopatia de Charcot também chamado de "Pé de Charcot" (neuro-osteoartropatia) é uma entidade clínica relacionada à 
polineuropatia periférica do diabético. 
DICA: Pé de Charcot  paciente diabético  neuro-osteoartrite artropatia de Charcot. 
Artropatia de Jaccoud é uma forma de artropatia que provoca graves deformidades principalmente nas articulações das mãos. Tem 
como principais diagnósticos diferenciais as artropatias que cursam com Lúpus e Artrite Reumatóide. 
Fenômeno de Raynaud caracteriza-se por episódios reversíveis de vasoespasmos de extremidades, associados a alterações de 
coloração típicas que ocorrem após exposição ao frio ou em situações de estresse. Geralmente ocorre em mãos e pés e em casos mais 
graves pode também acometer o nariz, orelhas ou língua. 
Deformidade de Sprengel deformidade que apresenta escápula alta congênita (acima do que deveria na caixa torácica), causada 
pela não descida da escápula desde sua origem. As principais alterações são o posicionamento anormal e a hipoplasia da escápula, 
podendo acarretar não só problemas estéticos como também limitação dos movimentos da cintura escapular. 
Contratura de Dupuytren patologia que se caracteriza por um espessamento fibroso da fáscia palmar e digital da mão. Inicialmente 
apresenta-se como uma massa palmar palpável (nódulo de Dupuytren) que pode progredir para uma contratura em flexão das 
articulações da mão, sendo mais frequente no 4º e 5º dedos. 
Gabarito A 
 
171. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) ―É uma contratura fibrosa da aponeurose palmar com incidência predominantemente em 
indivíduos do sexo masculino. Caracteriza-se por retração e espessamento da aponeurose palmar medial e dos tecidos extra-
aponeuróticos superficiais, que evolui para a contratura em flexão de alguns dedos e incapacidade funcional da mão.‖ Marque a opção 
CORRETA que indica a patologia descrita. 
a) Síndrome de De Quervain. 
b) Síndrome do Túnel do Carpo. 
c) Dedo em Gatilho. 
d) Contratura Isquêmica de Volkmann. 
e) Contratura de Dupuytren. 
Comentário: Questão bastante comum sobre esta patologia, porém vejamos a definição das demais alternativas para que não haja 
confusão durante o decorrer da sua prova. 
 Síndrome de Quervain é uma doença que ocorre pelo acometimento dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar na 
região em que atravessam uma espessa bainha fibrosa, próxima do processo estilóide do rádio. 
 Síndrome do túnel do carpo  considerada a neuropatia compressiva mais frequente, esta síndrome é produzida pela 
compressão do nervo mediano na sua passagem pelo punho. 
 
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 Dedo em gatilho  doença chamada de tenossinovite estenosante, ou seja, um patológico encolhimento da bainha sinovial que 
fisiologicamente envolve os tendões dos dedos. O distúrbio é caracterizado pelo fato de que o indivíduo permanece com o dedo 
dobrado no nível da falange sem poder esticá-lo e se intenta alongar ocorre um estalo muito abrupto, como um gatilho. 
 Contratura isquêmica de Volkmann  essa contratura, que é uma conhecida complicação de fraturas supracondilianas do 
úmero, por exemplo, é causada pela isquemia dos músculos do antebraço por oclusão da artéria braquial. 
 Contratura de Dupuytren  é uma condição progressiva de etiologia incerta que resulta da contratura fibrosa da aponeurose 
palmar: os dedos mínimo e anular são especialmente afetados. Esta enfermidade consiste basicamente em uma doença fibro-
proliferativa da fáscia palmar, caracterizada pela degeneração de fibras elásticas, espessamento e hialinização do feixe de fibras de 
colágeno da fáscia palmar, com formação de nódulos e contração. A incidência é maior no sexo masculino, com uma relação de 
7:1, ocorrendo mais comumente no dedo anular. 
Gabarito E 
 
172. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) A Síndrome de Quervain é uma afecção mais frequente em mulheres do que nos homens e se 
caracteriza por uma tenossinovite estenosante na(s) estrutura(s) 
a) Músculos intrínsecos de oponência do polegar. 
b) Extensor próprio longo do polegar. 
c) Abdutores do polegar na bainha, comum dos tendões do longo abdutore do extensor curto do polegar. 
d) Interósseos dorsais. 
e) Adutores e flexores comum do polegar. 
Comentário: A síndrome de De Quervain, comum em mulheres entre 30 e 50 anos de idade, caracteriza-se pelo acometimento dos 
tendões abdutor longo e extensor curto do polegar, na região em que atravessam uma espessa bainha fibrosa, próxima ao processo 
estiloide do radio. O paciente queixa-se de dor na região do processo estilóide radial e fraqueza à preensão com o polegar e o indicador, 
podendo observar tumefação e crepitação na tabaqueira anatômica. Um dos testes provocativos para detectar esta síndrome é o teste 
de Finkelstein que é realizado pela flexão completa do polegar até a palma, seguido pelo desvio ulnar do punho, sendo positivo quando 
paciente referir forte sensação de ―agulhada‖ sobre o processo estilóide do rádio. 
Gabarito C 
 
173. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Na epicondilite lateral, há dor nos tendões extensores comuns do punho ao longo do epicôndilo 
lateral e articulação radioumeral durante atividades de preensão. Esta patologia também é conhecida como: 
a) Cotovelo de golfista. 
b) Tendinite da pata de ganso. 
c) Cotovelo de tenista. 
d) Tendinite de quervain. 
e) Tenossinovite estenosante 
Comentário: Questão clássica em concursos e merece atenção para que não ocorra erro por parte do candidato. Existem dois tipos de 
epicondilites: medial e lateral. Epicondilite lateral ou cotovelo do tenista é uma inflamação que ocorre na origem dos tendões 
extensores radiais do punho. Classicamente começa no tendão extensor radial curto do punho e pode se alastrar para o tendão extensor 
radial longo do punho. A epicondilite medial ou cotovelo do golfista é uma inflamação que ocorre na origem dos tendões flexores do 
punho. O paciente com epicondilite lateral ou medial apresenta dor para levantar e abaixar o punho, para digitar, perda de força, dor que 
piora com o decorrer das atividades durante o dia e dor noturna. A dor pode se iniciar no cotovelo mas normalmente estende-se por todo 
o antebraço. 
Gabarito C 
 
174. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Marque a opção cujos vocábulos preencham, respectivamente, as lacunas em: A 
_____________________ é caracterizada pela perda sensitiva e pela fraqueza motora que ocorre quando o nervo ______________ é 
comprometido no espaço confinado entre os ossos do _____________ no sentido dorsal e o _________________ no sentido volar. 
a) Síndrome do túnel do carpo - mediano - carpo - retináculo flexor. 
b) Síndrome do canal de Guyon - radial - cotovelo - ligamento colateral radial. 
c) Síndrome do túnel do carpo - ulnar - carpo - retináculo extensor. 
d) Síndrome do canal de Guyon - ulnar - punho – ligamento colateral ulnar. 
e) Síndrome de Wartenberg – radial – cotovelo – ligamento colateral radial. 
Comentário: A STC é uma neuropatia compressiva ao nível do punho, que acomete o nervo mediano ao passar pelo túnel. Este 
consiste um estreito canal ósteo-aponeurótico localizado na superfície palmar do punho, entre as eminências tenar e hipotênar, e que se 
estende desde a prega flexora do punho, proximalmente, até a borda distal da eminência tenar. As paredes posterior e lateral do túnel do 
carpo são formadas pelos ossos do carpo e as paredes medial e anterior, por uma estrutura fibrosa, o retináculo dos flexores ou 
ligamento transverso do carpo. 
Gabarito A 
 
 
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175. (Instituto Cidades, UNIFESP, 2009) A Tenossinovite Estenosante de Quervain, trata-se de uma inflamação da bainha tendinosa 
que envolve a seguinte musculatura: 
a) Abdutor Longo e Extensor Curto do Polegar. 
b) Adutor Longo e Extensor Curto do Polegar. 
c) Abdutor Longo e Flexor Curto do Polegar. 
d) Adutor Longo e Flexor Curto do Polegar. 
Comentário: Vejamos um tema comum em provas, mas que provoca confusão sobre os tendões acometidos na Doença ou 
Tenossinovite de Quervain que é uma doença que ocorre pelo acometimento dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar na 
região em que atravessam uma espessa bainha fibrosa, próxima do processo estilóide do rádio. A síndrome de De Quervain, comum em 
mulheres entre os 30 e 50 anos de idade, podendo ser observados (à palpação dos tendões) dor, tumefação e crepitação na tabaqueira 
anatômica. 
Gabarito A 
 
176. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) A artropatia degenerativa do manguito rotador é o colapso da articulação glenoumeral secundário 
à lesão crônica maciça do manguito rotador, ocasionando os seguintes achados, EXCETO: 
a) Ascensão da cabeça umeral e destruição articular. 
b) Alterações do líquido sinovial e cistos subcondrais. 
c) Laceração dos ligamentos esternoclavicular anterior e posterior. 
d) Achatamento do tubérculo maior e osteófitos. 
e) Acetabulização do arco coracoacromial e osteopenia. 
Comentário: Tema incomum em concursos, mas que merece atenção para suas características. A artropatia degenerativa do manguito 
rotador é o colapso da articulação glenoumeral secundário à lesão crônica maciça do manguito rotador, ocasionando as seguintes 
alterações: ascensão da cabeça umeral, destruição articular, alterações do líquido sinovial, cistos subcondrais, achatamento do tubérculo 
maior, osteófitos, acetabulização do arco coracoacromial e osteopenia. Ocorre com maior frequência em pessoas do sexo feminino após 
os 60 anos de idade, e manifesta-se com dor, crepitação e diminuição da amplitude dos movimentos. Por se tratar de uma disfunção no 
ombro não irá apresentar lesão nos ligamentos esternoclaviculares, portanto por eliminação você acertaria essa questão pela visão 
anatômica da lesão. 
Gabarito C 
 
177. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Uma secretária de 27 anos relata passar grande parte do dia na posição sentada, sentir 
desconforto na região glútea e por vezes dormência nas pernas. Nos exames de imagem, foram descartados distúrbios na região 
da coluna lombar. Com base no diagnóstico de síndrome do piriforme, identifique a opção INCORRETA. 
a) A inserção deste músculo dá-se no trocânter maior do fêmur. 
b) Se o músculo piriforme estiver tenso além do normal ou apresentar espasmos, o nervo ciático poderá se inflamar. 
c) Os desconfortos podem aumentar quando a coxa é movimentada para fora, por exemplo, quando a pessoa está sentada e cruza 
as pernas. 
d) A principal ação deste músculo é rotação interna do quadril. 
e) Na avaliação desta patologia, provavelmente, encontraremos o teste de Pace positivo. 
Comentário: O músculo piriforme origina-se ao longo da superfície anterior do sacro e segue posterolateralmente através do sulco 
isquiático para se inserir sobre o trocanter maior do fêmur, de forma a passar sobre o nervo na maioria dos casos. Possui função 
primária de rotação externa do quadril, na posição neutra, e abdução do quadril, com o mesmo flexionado em cadeia cinética aberta. 
Em cadeia cinética fechada age como extensor e rotador externo do quadril. 
A hipertrofia do músculo piriforme estaria relacionada ao aparecimento da SP, através do mesmo mecanismo lesional denotado com seu 
espasmo. A compressão do nervo isquiático pode também ser gerada como complicação da posição sentada e cruzando as pernas, uma 
vez que a pressão prolongada do peso levaria a uma irradiação, inflamação e espasmo do músculo piriforme. 
O exame físico pode denotar dor e parestesia na região glútea e trajeto isquiático, sendo exacerbada pela flexão do quadril combinada 
com a sua rotação externa e abdução ativa (sinal de Pace e Nagle) 
ou rotação interna e adução passiva, com a coxa em extensão (sinal de Frieberg). Diante do exposto podemos afirmar que a letra D é 
incorreta ao afirmar que o piriforme realiza rotação interna do quadril, sendo que o mesmo é rotador externo. 
Gabarito D 
 
178. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Cicatrização é o nome dado ao processo de reparação tecidual que substitui o tecido lesado por um 
tecido novo. A reparação envolve a regeneração de células especializadas, a formaçãode tecido de granulação e a reconstrução do 
tecido. Sobre este processo, identifique a afirmativa INCORRETA 
a) A etapa de maturação tem duração indeterminada e é caracterizada pela reorganização do colágeno, que adquire maior força tênsil e 
empalidece. 
b) A etapa inflamatória dura entre 48 e 72 horas e é caracterizada pela presença dos sinais da inflamação. 
c) A etapa proliferativa dura entre 12 e 14 dias e é caracterizada pela reconstituição de vasos sanguíneos e linfáticos, pela produção de 
colágeno e pela intensa migração celular, principalmente de queratinócitos, promovendo a reepitelização. 
 
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d) O resultado final do tecido de granulação é uma cicatriz composta de fibroblastos de aspecto inativo e fusiforme, colágeno denso, 
fragmentos de tecido elástico, matriz extracelular e relativamente poucos vasos. 
e) A forma primária de cicatrização, se caracterizada por afastamento entre as bordas do ferimento e presença de uma lacuna tecidual 
preenchida por tecido de granulação. 
Comentário: Caro candidato a banca retirou essa questão de um arquivo da internet citado abaixo, portanto fique atento a pegadinha 
dessa questão. 
Processo de cicatrização 
Primária: acontece quando um ferimento não contaminado possui bordas lisas e próximas, sem perda tecidual, como ocorre em cortes 
cirúrgicos. Normalmente não há infecções, necrose cutânea, presença de hematomas ou seromas. 
Secundária: caracterizada por afastamento entre as bordas do ferimento e presença de uma lacuna tecidual preenchida por tecido de 
granulação. Ocorre em decorrência do tipo de ferimento ou por distúrbios na cicatrização. Normalmente, resultam em cicatrizes com 
estética desfavorável. 
Perceba que a banca trocou a definição primária pela secundária na letra E, muita atenção com esse tipo de pegadinha em provas. 
Gabarito E 
Sugestão de leitura: https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/estetica/processo-de-cicatrizacao-e-reparo-tecidual/38373 
 
179. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Sobre as alterações anatômicas do joelho, marque a afirmativa CORRETA. 
a) O genu varum é reconhecido pela deformidade angular simétrica das pernas em que os joelhos se encontram acentuadamente 
separados enquanto os maléolos se tocam. 
b) O genu valgum é uma deformidade em hiperexensão do joelho sobre a coxa associada a aumento dos movimentos de lateralidade da 
articulação. 
c) O genu recurvatum é reconhecido pela deformidade angular da perna (em X) em que os tornozelos se separam quando os joelhos se 
tocam. 
d) O genu valgum é reconhecido pela deformidade angular simétrica das pernas em que os joelhos se encontram acentuadamente 
separados enquanto os maléolos se tocam. 
e) O genu varum é reconhecido pela deformidade angular da perna (em X) em que os tornozelos se separam quando os joelhos se 
tocam. 
Comentário: As deformidades de joelho não costumam ser cobradas em provas com tanta frequência, porém ressaltamos que é 
essencial revisar esse tema. 
 Geno Valgum é a deformidade que se caracteriza pelo 
posicionamento muito justo dos joelhos, ou para dentro 
(membros em tesoura ou em X), acarretando afastamento 
dos maléolos. Consiste em uma angulação medial do 
joelho e desvio para fora do eixo longitudinal da tíbia e do 
fêmur. 
 Geno Varum é a deformidade que se caracteriza pelo 
arqueamento dos membros inferiores. É conhecido como 
―pernas curvas‖ ou ―pernas de cowboy‖, consiste numa 
angulação externa da articulação do joelho, com o eixo do 
fêmur e da tíbia desviando-se medialmente. 
 Geno Recurvatum é caracterizado pela hiperextensão 
do joelho, sendo considerado patológico e portanto passível 
de tratamento quando alcança uma angulação acima de 
15º, podendo ser congênito ou adquirido. 
Gabarito A 
 
 
180. (Instituto Cidades, Tangara-MT, 2011) Qual amputação é caracterizada pela desarticulação de tornozelo com aderência do coxim 
do calcanhar à extremidade distal da tíbia, podendo envolver a remoção dos maléolos e das partes distais da tíbia e da fíbula? 
A) Amputação Transfemoral. 
B) Amputação Transtibial. 
C) Amputação Transmetatarseana. 
D) Amputação de Syme 
Comentário: Podemos atentar nessa questão que o nível de amputação descrito no enunciado faz alusão à amputação de Syme, que 
consiste na amputação no nível dos maléolos ou remoção dos mesmos, também conhecida como desarticulação dos tornozelos. Atentem 
sempre quando mencionarem esse termo que sempre faz referência a amputação de SYME. 
Gabarito D 
 
 
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181. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Tradicionalmente, os níveis de amputação têm sido identificados por meio de considerações 
anatômicas, como abaixo do joelho e acima do joelho. Em 1974, um esforço organizado de padronização da terminologia desenvolveu 
um sistema de classificação internacional para definir os níveis de amputação. Assim, enumere a coluna ―B‖ pela coluna ―A‖, 
considerando as características de cada tipo de amputação: 
COLUNA A 
I. Syme. 
II. Transmetatarsal. 
III. Desarticulação do joelho. 
IV. Transfemoral. 
V. Hemicorporectomia. 
COLUNA B 
( ) Amputação através da diáfase dos metatarsais. 
( ) Amputação entre 35 e 60% do fêmur. 
( ) Desarticulação do tornozelo com inserção do coxim do calcanhar na extremidade distal da tíbia. 
( ) Amputação através da articulação do joelho; fêmur intacto. 
( ) Amputação dos dois membros inferiores e da pelve abaixo do nível L4-L5. 
Marque a opção que apresenta a sequência 
CORRETA. 
a) V – IV – I – II – III. 
b) II – IV – I – III – V. 
c) III – I – II – IV – V. 
d) I – III – IV – V – II. 
e) IV – II – I – V – III. 
Comentário: Agora vamos analisar uma questão sobre amputação, atente para as definições a seguir: 
 Transmetatarsal secção óssea de forma oblíqua e próxima a cabeça ou base dos metatarsos, para melhor alinhamento 
metatarsal e prevenir áreas de hiperpressão. 
 Syme desarticulação da tibiotársica, ao nível dos maléolos. Também denominada desarticulação do tornozelo. 
 Desarticulação do joelho retirada de tíbia e fíbula com preservação da patela, ficando intacto o fêmur. 
 Transfemoral amputação realizada entre a desarticulação do joelho e a de quadril, sendo realizada com amputação do fêmur, 
podendo ser em seu terço distal, médio ou proximal. 
 Hemicorporectomia é a remoção cirúrgica da metade inferior do corpo. Pode ser indicada em casos de lesões traumáticas ou 
cancerígenas e estar, associada ou não, à Colostomia (remoção do intestino grosso). 
Vamos aos quesitos: 
( II ) Amputação através da diáfase dos metatarsais. 
(IV) Amputação entre 35 e 60% do fêmur. 
( I ) Desarticulação do tornozelo com inserção do coxim do calcanhar na extremidade distal da tíbia. 
(III) Amputação através da articulação do joelho; fêmur intacto. 
(V) Amputação dos dois membros inferiores e da pelve abaixo do nível L4-L5. 
Gabarito B 
 
182. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Um paciente de 43 anos, com amputação de Syme, após acidente de trabalho foi encaminhado ao 
serviço de Fisioterapia para realizar adaptação protética. Com estas informações podemos identificar o nível da amputação como sendo: 
a) Transtibial. 
b) Desarticulação do quadril. 
c) Transfemural. 
d) Desarticulação do joelho. 
e) Desarticulação do tornozelo. 
Comentário: Vejamos mais uma questão sobre amputações, portanto vamos atentar a figura abaixo que mostra os níveis de amputação 
do pé. Diante a revisão anterior podemos afirmar que a amputação de Syme é também denominada desarticulação do tornozelo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito E 
 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 69 
 
183. (Instituto Cidades, Hosp. Regional Norte-CE, 2012) Os níveis de amputação têm sido identificados por meio de aspectos 
anatômicos. Com base nisso, a amputação de SYME é: 
A) Entre 20 e 50% do comprimento tibial. 
B) Desarticulação do tornozelo. 
C) Menos de 35% do comprimento femoral. 
D)Desarticulação da articulação metatarsofalângica. 
Comentário: Questão recorrente em concursos. Vejamos os níveis de amputação: 
 Lisfranc: Desarticulação dos metatarsos com os ossos cubóide e cuneiforme, também conhecida como desarticulação 
tarsometatarsiana (amputação do antepé). 
 Chopart: Desarticulação entre os ossos navicular e cubóide com o tálus e o calcâneo (amputação do mediopé). 
 Syme: Desarticulação da tibiotársica, ao nível dos maléolos. Também conhecida como transmaleolar ou desarticulação do 
tornozelo. 
 Pirogoff: Similar á de Syme, porém é mais difícil e demorada. Nesse tipo ocorre uma artrodese entre a tíbia e o calcâneo, este é 
seccionado verticalmente e fixado a tíbia. 
 BOYD: Similar a de Pirogoff com uma artrodese do calcâneo com a superfície distal tibiofibular. Calcâneo seccionado na horizontal 
e sua fixação com a tíbio/fíbula é realizada após um deslocamento anterior. 
 Transtibial: Desarticulação entre a tibiotársica e a do joelho. Níveis: terço proximal, médio(melhor nível) e distal. 
 Transfemoral: Amputação realizada entre a desarticulação do joelho e a de quadril. Nível proximal mais aceito é 8 cm abaixo 
trocânter menor e quanto mais curto o nível de amputação maior o grau de deformidade em flexão e abdução do membro 
amputado. 
Diante do exposto resumido podemos observar que o item A da questão se refere à amputação transtibial. Letra B descreve a amputação 
de Syme, também conhecida como desarticulação do tornozelo como vimos acima. A amputação transfemoral é descrita no item C e 
alternativa D descreve a amputação entre os metatarsos e as falanges, conhecida como desarticulação metatarsofalangiana. 
Gabarito B 
184. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) Assinale a opção cujos vocábulos preencham, respectivamente, as lacunas em: ―As 
__________ são usadas com maior frequência para melhorar o equilíbrio e aliviar total ou parcialmente o apoio de peso sobre um 
membro inferior. O modelo ____________ inclui uma única haste, uma braçadeira para o ___________ e um apoio de mão.‖ 
a) Bengalas – quatro pontas – braço. 
b) Muletas – axilar – antebraço. 
c) Bengalas – com rodas – antebraço. 
d) Muletas – axilar – braço. 
e) Muletas – canadense – antebraço. 
Comentário: Os dispositivos de marcha (bengala, muletas e andador) tem o objetivo de reduzir a descarga de peso na(s) perna(s), 
oferecer estabilidade e independência para o paciente. Vamos à descrição desses dispositivos de marcha: 
Tipo de dispositivo Descrição Desvantagem 
Andador Fornecem estabilidade e apoio máximos e permitem que o 
paciente se movimente. Dentre as categorias de dispositivo 
auxiliares para deambulação, os andadores propiciam maior 
estabilidade porque possuem quatro pontos de contato com o 
solo. Proporcionam uma BA larga, melhoram estabilidade 
anterior e lateral, permitem que os membros superiores 
transfiram o peso do corpo para o solo e dão uma sensação de 
segurança para pacientes que têm medo de deambular. 
Os andadores são incômodos e difíceis de 
guardar e transporte. 
São muito difíceis de usar em escadas. 
Reduzem a velocidade de deambulação. 
O paciente e incapaz de usar um padrão de 
marcha normal. 
Bengala Possuem função de alargar a base de apoio (BA) e melhorar o 
equilíbrio oferecendo mais estabilidade dinâmica, devem estar 
na altura do trocânter maior. Existem vários tipos disponíveis, 
variando desde a parte onde se pega até onde ocorre o apoio 
no chão. Quando utilizada unilateralmente deve está no lado 
contralateral a lesão (EX: paciente com artroplastia de quadril D 
usaria a bengala no lado E). 
Fornecem apoio limitado devido à pequena 
base de apoio. 
 Muletas Axilar: são utilizadas pelos pacientes que não precisam de 
muita estabilidade ou apoio como os fornecidos pelo andador. 
Estas permitem que o paciente realize uma variedade maior de 
padrões de marcha e deambule com mais rapidez. 
São menos estáveis que o andador. 
Uso inadequado pode acarretar lesão 
neurovascular na região da axila. 
Exigem bom equilíbrio do paciente em 
ortostatismo. 
Pacientes idosos podem sentir-se inseguros 
ou podem não ter a força necessária na 
 
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região superior do corpo para usar esse 
dispositivo. 
Canadense: também conhecidas como muletas lofstrand ou de 
antebraço, pois possuem uma braçadeira para acomodar os 
antebraços e apoio para as mãos. São usadas quando o 
paciente necessita de muletas permanentemente ou por longos 
períodos. As pessoas que utilizam este dispositivo precisam ter 
estabilidade e coordenação. 
São menos estáveis que o andador. 
Exigem bom equilíbrio em ortostatismo e 
força na parte superior do corpo. 
Pacientes idosos ficam, às vezes, inseguros 
com essas muletas e podem não ter a força 
necessária na parte superior do corpo. 
Gabarito E 
 
185. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Sobre a órtese de Denis-Browne, marque a opção CORRETA. 
a) É indicada para manter as pernas abduzidas e fletidas, sem impedir a movimentação dos membros inferiores. Uso recomendado para 
crianças com displasia do quadril até os 8 a 12 meses de idade. 
b) Órtese de descarga isquiática. Retira o peso do corpo sobre a articulação coxofemoral na posição de pé ou durante a marcha e 
mantém o membro inferior em abdução. 
c) Consiste em uma barra de metal dotada de dois apoios nas extremidades para fixar os sapatos, que podem girar e produzir a rotação 
interna e externa dos membros inferiores. 
d) Tem o objetivo de permitir o ortostatismo e o treino de equilíbrio na posição ereta, É constituído de um suporte para o tronco interligado 
por tubos a um suporte para os joelhos e outro para os pés. 
e) É um colete usado para prevenir o aumento das curvaturas da coluna durante a fase de crescimento. 
Comentário: Este tipo de órtese não é muito frequente em questões de concurso, portanto vejamos alguns detalhes: 
O uso da órtese de Denis Browne é utilizada para manter a correção já obtida com os outros recursos. Consiste em um par de botinhas 
presas sobre placas de metal que repousam sobre uma barra transversa. As pernas são mantidas em rotação externa e os pés em 
eversão e flexão dorsal, a órtese deve ser usada durante a noite. Em crianças com pé torto unilateral, o pé normal é fixado na sapatilha 
com 40 graus de rotação externa. 
Gabarito C 
 
186. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Um paciente de 35 anos de idade, com diagnóstico clínico de Síndrome do Piriforme, pode 
apresentar os seguintes sinais e sintomas indicados a seguir, EXCETO: 
a) Sintomas ciáticos. 
b) Hipersensibilidade do músculo piriforme. 
c) Pode haver dor da articulação sacroilíaca. 
d) Hipermobilidade das vértebras lombares. 
e) Dor com a abdução e rotação externa, resistidas. 
Comentário: O músculo piriforme origina-se ao longo da superfície anterior do sacro e segue posterolateralmente através do sulco 
isquiático para se inserir sobre o trocanter maior do fêmur, de forma a passar sobre o nervo na maioria dos casos. O músculo piriforme 
possui função primária de rotação externa do quadril, na posição neutra, e abdução do quadril, com o mesmo flexionado em cadeia 
cinética aberta. Em cadeia cinética fechada age como extensor e rotador externo do quadril. O exame físico pode denotar sintomas 
ciáticos como dor e parestesia na região glútea e trajeto isquiático, sendo exacerbada pela flexão do quadril combinada com a sua 
rotação externa e abdução ativa. Os sintomas do paciente tornam-se reprodutíveis pela pressão digital sobre o ventre muscular do 
piriforme, na região glútea (hipersensibilidade do piriforme), além desses a dor no sacro ou na região glútea é o sintoma mais constante 
encontrado na síndrome do piriforme. 
OBS: A síndrome do piriforme apresenta sintomas idênticos aos de uma hérnia de disco, com exceção da ausência de sinais 
neurológicos verdadeiros. 
Gabarito D 
 
187. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) A Síndrome do Desfiladeiro Torácico leva aum quadro doloroso que, por vezes, se estende do 
pescoço ao membro superior. Das estruturas anatômicas a seguir, qual NÃO participa desta patologia? 
a) Músculo escaleno. 
b) Primeira costela. 
c) Plexo braquial. 
d) Artéria e veia subclávia. 
e) Músculo supraespinhoso. 
Comentário: Tema bastante recorrente, vejamos uma breve revisão desta síndrome. 
SDT é a disfunção do membro superior resultante da compressão do feixe neurovascular - plexo braquial, a artéria e veia subclávia - 
quando estas estruturas passam pelo estreito Desfiladeiro Torácico. 
A parte anatômica detém-se basicamente nas estruturas que sofrem compressão e nas estruturas compressoras. Estariam em 
compressão: a veia subclávia, a artéria subclávia e o plexo braquial. Estruturas que estariam fazendo a compressão: a musculatura 
escalena, o peitoral menor, uma costela cervical, a primeira costela e a clavícula. 
 
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Gabarito E 
 
188. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Paciente do sexo feminino, 29 anos, chegou ao fisioterapeuta apresentando sensação de queimação, 
percepção de choque elétrico e dor à palpação nas cabeças do terceiro e quarto metatarsos, sugerindo um quadro de 
a) Entorse do tornozelo. 
b) Neuroma de Morton. 
c) Esporão de calcâneo. 
d) Hálux valgo. 
e) Lesão do ligamento piramidal. 
Comentário: O neuroma de Morton trata-se de uma lesão pseudotumoral formada de fibrose perineural, mais frequente no terceiro 
espaço intermetatarsal, coincidindo com a revisão (quiasma) dos ramos lateral e medial do nervo plantar, que, dessa forma, já se 
apresenta mais espesso, tornando este terceiro espaço mais comumente acometido a partir de microtraumas de repetição que a maior 
mobilidade do quarto metatarsal confere a este espaço. 
O gênero feminino com faixa etária da quarta década é o grupo mais comprometido, relacionado ao uso de calçados inadequados com 
antepé estreito e salto elevado, levando à compressão dos dedos, além das metatarsofalângicas posicionadas em hiperextensão, 
agravando a pressão nessa região. Clinicamente, o neuroma de Morton se apresenta com sintomatologia dolorosa no antepé, que piora 
com o uso de calçados inadequados, melhorando com a retirada desses. A dor é do tipo queimação, com irradiação para os dedos, 
podendo ocorrer em forma de parestesia. Ao exame físico, a compressão látero-lateral das cabeças metatarsais, associada à 
compressão do espaço intercapital no sentido dorso-plantar, pode produzir dor e um ressalto que corresponde ao deslocamento do 
neuroma durante manobra. 
Gabarito B 
 
189. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) A deformidade do _________ caracteriza-se pelo desvio _______ do grande dedo do pé e do 
desvio _________ do 1º metatársico. 
Identifique os vocábulos que preencham CORRETA e respectivamente as lacunas. 
a) hálux / lateral / medial. 
b) hálux / medial / lateral. 
c) varismo / lateral / medial. 
d) varismo / medial / lateral. 
e) pé caído / lateral / medial. 
Comentário: O Hálux valgo ou Joanete é uma das deformidades mais comuns dos pés dos adultos, esta consiste no desvio lateral do 
primeiro dedo ou grande dedo do pé associado a um desvio medial do primeiro metatarso. Essa deformidade é caracterizada por 
um ângulo maior que 9º entre o primeiro e o segundo metatarsianos; um ângulo em valgo maior que 15 graus da primeira articulação 
metatarsofalangiana e, uma subluxação lateral dos sesamóides em graus variados. Foi observada essa disfunção quase que 
exclusivamente em pessoas que usam calçados por longos períodos e as mulheres apresentam maior incidência se comparado aos 
homens, na proporção de 9:1. As causas mais comuns são: calçados apertados, primeiro metatarso varo, pé plano, pronação anterior 
do pé, hiperlassidão articular e hereditariedade. 
Gabarito A 
 
190. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Paciente do sexo feminino apresenta um espessamento do nervo interdigital que passa entre 
os dedos do pé, causando dormência e dor na ponta do pé. De acordo com essa fisiopatologia qual provável diagnóstico clínico? 
a) Halux valgo. 
b) Neuroma de morton. 
c) Esporão de calcâneo. 
d) Fasceite plantar. 
e) Hallux rigidus. 
Comentário: Assunto batido em provas portanto fique atento a dica do professor: 
Neuroma de Morton Espessamento do nervo interdigital lesão pseudotumoral  comum no terceiro espaço intermetatarsal  dor 
em queimação na ponta dos pés. 
Gabarito B 
 
191. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Nos últimos 20 anos, o tratamento do linfedema vem se tornando cada vez menos invasivo, 
uma vez que resultados terapêuticos muito satisfatórios podem ser atingidos. A forma de tratamento que se mostra mais eficaz para 
pacientes com linfedema é a Terapia Física Complexa, que consiste de drenagem linfática manual, cuidados com a pele, compressão e 
exercícios miolinfocinéticos. Sobre este tratamento, marque a opção INCORRETA. 
a) A compressão pode ser realizada apenas com material elástico, exercendo compressão graduada no membro para promover o fluxo 
centrípeto da linfa e sua pressão deve ser em torno de 40 mmHg. 
b) A drenagem linfática manual é utilizada com o objetivo de melhorar o fluxo linfático, remover o excesso de líquido tecidual e ativar a 
motricidade dos vasos linfáticos. 
 
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c) A drenagem linfática manual deve ter a pressão exercida no sentido do fluxo e dos linfonodos proximais. 
d) Medidas higiênicas e dietéticas melhoram o trofismo cutâneo prevenindo infecções bacterianas e micóticas. 
e) Os exercícios miolinfocinéticos são indicados para ativarem a atividade muscular e recuperarem a amplitude de movimento das 
articulações. 
Comentário: O linfedema é uma condição crônica, grave e progressiva que se caracteriza por acúmulo de proteínas no interstício em 
virtude de deficiência do sistema linfático, a qual pode ser decorrente de alterações congênitas dos vasos linfáticos (linfedema primário) 
ou adquiridas, como traumas, lesões, linfadenectomias ou enfermidades infecciosas e crônicas (linfedema secundário). A Terapia Física 
Complexa consiste de drenagem linfática manual, cuidados com a pele, compressão e exercícios miolinfocinéticos e tem como princípio 
a drenagem do líquido intersticial acumulado no membro afetado. 
Drenagem linfática manual utilizada visando à melhora o fluxo linfático, remoção do excesso de líquido tecidual e ativação da 
motricidade dos vasos linfáticos. Esse recurso deve ter a pressão exercida no sentido do fluxo e dos linfonodos proximais com baixa 
pressão, objetivando estimular a atividade motora dos linfangions. Os cuidados com a pele incluem: medidas higiênicas e dietéticas a fim 
de prevenir infecções. 
Compressão pode ser inelástica ou elástica. A primeira é realizada através de várias camadas de material inelástico no sentido mão-
ombro, protegendo áreas de proeminência óssea e articulares, configurando o membro com uma forma cilíndrica e evitando 
estrangulamentos dos tecidos. Na compressão elástica, utilizam-se luvas de média/alta compressão para manter a redução da 
circunferência do membro após a retirada das bandagens inelásticas e ao término do tratamento. O equipamento elástico deve exercer 
compressão graduada no membro para promover o fluxo centrípeto da linfa e sua pressão deve ser em torno de 40 mmHg. 
Exercícios miolinfocinéticos exercícios utilizados para ativação da atividade muscular e recuperação da amplitude de movimento das 
articulações afetadas. 
Gabarito A 
 
192. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Sobre drenagem linfática manual, é preconizado que as manobras sejam sempre leves, 
superficiais, lentas, pausadas e repetitivas, drenando apenas o líquido intersticial dos tecidos mais superficiais do corpo e a rede de 
plexos linfovenosos subpapilares, intradérmicos e hipodérmicos, localizados entre as camadas da pele e tela subcutânea. Devido a isto, a 
pressão exercida sobre a pele do paciente deve ser de 
a) 05 a 15 mmHg. 
b) 30 a40 mmHg. 
c) 55 a 65 mmHg. 
d) 80 a 100 mmHg. 
e) 120 a 130 mmHg. 
Comentário: Podemos observar uma questão sacana da banca, com abordagem vaga sobre o tema. Essa questão foi retirada de um 
artigo cientifico citado a seguir: TACANI, Rogério Eduardo; TACANI, Pascale Mutti; LIEBANO, Richard Eloin. Intervenção fisioterapêutica 
nas sequelas de drenagem linfática manual iatrogênica: relato de caso. Fisioter. Pesqui., São Paulo , v. 18, n. 2, p. 188-194, June 
2011. Segundo esse artigo a pressão exercida sobre a pele do paciente deve ser de até 30 a 40 mmHg durante a drenagem 
linfática manual. 
Gabarito B 
 
193. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Na Reeducação Postural Global, são trabalhadas as seguintes cadeias musculares, EXCETO a cadeia 
a) mestra anterior. 
b) mestra posterior. 
c) ântero-interna do braço. 
d) Inspiratória 
e) cruzada lateral do quadril. 
Comentário: RPG costuma ser cobrado pela banca, principalmente em relação às cadeias musculares. 
O método definiu duas grandes cadeias-mestras: 
Grande cadeia-mestra posterior (ou cadeia de extensão) engloba músculos do arco do pé, tríceps sural, isquiotibiais, tibial 
posterior, glúteos profundos e espinhais. É a grande cadeia mestra-posterior que permite erguer o indivíduo. É de importância crucial na 
prática desportiva. 
Grande cadeia-mestra anterior pertence os músculos escalenos, intercostais, psoas, adutores, anteriores da perna e tendão superior 
do diafragma. É ligada à cadeia inspiratória. 
Existem ainda as seguintes cadeias: 
 Cadeia superior do ombro, que engloba o trapézio superior, feixe médio do deltóide, e o peitoral menor. 
 Cadeia ântero-interna do braço, que dificulta a elevação do braço. 
 Cadeia anterior do braço, que produz a retração da flexão do membro anterior. 
 Cadeia anterointerna do quadril, que envolve os músculos adutores do quadril, iliopsoas e fáscia lata. Essa cadeia escava a região 
lombar, e limita a abertura das coxas. 
 Cadeia lateral do quadril, a qual pertence os músculos fibulares, glúteo máximo, tensor da fáscia lata e piramidal. 
 
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 Cadeia inspiratória, que conta com os músculos escalenos, esternocleidomastóideo, tendão do diafragma, diafragma, intercostais, 
espinhais dorsais e peitoral menor. 
Gabarito E 
 
194. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) A reabilitação de pacientes com desvios posturais e dores envolve o emprego de métodos com 
diferentes tipos de exercícios. A Reeducação Postural Global (RPG) é um dos métodos que envolvem exercícios com característica de 
contração muscular isométrica. Marque a opção que indica uma cadeia muscular que NÃO está proposta o RPG. 
a) Anterior do braço. 
b) Anterointerna do ombro. 
c) Anterointerna do quadril. 
d) Cruzada do tronco. 
e) Respiratória. 
Comentário: Essa banca sempre costuma cobrar questões sobre RPG, fique atento. Reeducação Postural Global (RPG) é um dos 
métodos que envolvem exercícios com característica de contração muscular isométrica. Descrita originalmente por Philippe Emmanuel 
Souchard, em 1987, com base na teoria das cadeias musculares, essas cadeias são formadas pela organização dos músculos estáticos, 
a qual ocorre por sobreposições e junções musculares, por meio de aponeuroses. Desta forma, uma tensão de um grupo muscular é 
transmitida a todo o conjunto de cadeias. 
O método RPG apresenta cinco cadeias musculares: cadeia posterior, anterior do braço, ântero-interna do ombro, ânterointerna do 
quadril e respiratória. Por exclusão não faz parte das cadeias do RPG a chamada cruzada do tronco apresentada no item D. 
Fonte: MOTA, Y. L. et al. Respostas cardiovasculares durante a postura sentada da Reeducação Postural Global (RPG). Rev Bras 
Fisioter, v. 12, n. 3, p. 161-8, 2008. 
Gabarito D 
 
195. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Um paciente atleta de futebol, pós-operatório de reconstrução do ligamento cruzado anterior 
(LCA). Em sua reabilitação, o fisioterapeuta realiza massoterapia com os seguintes objetivos, EXCETO: 
a) Diminuição do edema. 
b) Aumento da extensibilidade do tecido conjuntivo. 
c) Facilitação da atividade muscular. 
d) Alívio da dor. 
e) Estimulação da TVP 
Comentário: Podemos observar mais questão retirada de textos da internet, este pode ser acessado por meio do link 
http://www.massagem.net/2016/01/07/efeitos-terapeuticos-da-massagem/. Podemos alencar os principais efeitos fisiológicos da 
massagem: 
 Aumento do fluxo de nutrientes; 
 Aumento da circulação sangüínea e linfática; 
 Remoção dos produtos catabólicos e metabólicos; 
 Estimulação do processo de cicatrização; 
 Resolução do edema e hematomas crônicos; 
 Aumento da extensibilidade do tecido conjuntivo; 
 Alívio da dor; 
 Aumento dos movimentos das articulações; 
 Facilitação da atividade muscular; 
 Estimulação das funções autonômicas; 
 Estimulação das funções viscerais; 
 Remoção das secreções pulmonares; 
 Estímulo sexual; 
 Promoção do relaxamento local e geral. 
Perceba caro candidato que por eliminação a resposta da questão é o item E, visto que a massagem não estimula a TVP mas a 
prevenção da mesma. 
Gabarito E 
 
196. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) A Massagem Sueca é uma massagem muito comum em todo o Ocidente e usa em torno de 5 
movimentos básicos para melhorar a circulação e remover toxinas dos músculos. Dentre esses movimentos, podemos identificar, 
EXCETO. 
a) Effeurage. 
b) Regece. 
c) Petrissage. 
d) Tapotement. 
 
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e) Fricção. 
Comentário: Massagem sueca é muito comum em todo o Ocidente e foi desenvolvida nos anos 1800 por Henrik Ling, considerado o pai 
da educação física moderna. Esta incorpora uma variedade de técnicas de massagem específicas para tratar dores musculares, tensão, 
stress e má circulação. Os 5 movimentos básicos são: 
Effeurage mais conhecido da massagem sueca. Consiste em realizar pressões longas e deslizantes que podem ser firmes ou suaves, 
dependendo do objetivo desejado. 
Petrissage, ou amassamento  são realizados pressões leves a fim de comprimir e relaxar a musculatura, melhorando a circulação. 
Tapotement  movimento realizado com intuito de ―estapear‖ os músculos com movimentos percussivos. 
Vibração auxilia eliminando a tensão e ajudando na circulação. 
Fricção movimentos profundos nos músculos com os dedos, cotovelo, ou com a base da palma da mão com objetivo aumentar a 
flexibilidade e liberar as tensões musculares. 
Gabarito B 
 
197. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Analise a afirmativa a seguir. Trata-se de uma técnica de massagem aplicada transversalmente com a 
intenção de manter ou restabelecer a mobilidade normal em uma estrutura atingida, ou ainda, retomar a função. Identifique a qual recurso 
se refere a afirmativa. 
a) Massagem Sueca. 
b) Massagem de Cyriax. 
c) Massagem Ayurveda. 
d) Shiatsu. 
e) Drenagem Linfática. 
Comentário: Vejamos uma questão retirada exclusivamente de artigos da internet, esta retirada do site www.wgate.com.br. Quando 
aparecer em alguma prova sobre massagem transversa pode associar sempre a massagem transversa de CYRIAX, esta trata-se de uma 
técnica de massagem aplicada transversalmente, com a intenção de manter ou restabelecer a mobilidade normal em uma estrutura 
atingida, ou ainda, retomar a função (trecho retirado desse artigo: 
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/alternativa/cyriax_anderson/cyriax_anderson.htm). 
A massagem transversa profunda não guarda qualquer relação com a massagem convencional e tem como princípio básico o 
realinhamento dos tecidos moles após lesão músculo-tendíneo-ligamentar. 
Gabarito B 
 
198. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) Após um procedimento cirúrgico de reconstrução do ligamento cruzado anterior de um 
paciente, o fisioterapeuta identificou a presença de aderências e endurecimento de áreas subcutâneas no tecido cicatricial. Com isso 
decidiu realizar massagem de Cyriax para tentarrestaurar a função das estruturas acometidas. Identifique outra maneira de nomear essa 
massagem 
a) Massagem sueca. 
b) Drenagem linfática. 
c) Massagem transversa profunda. 
d) Massagem Ayurvédica. 
e) Massagem Rolfing. 
Comentário: Massagem é um assunto sempre abordado por esta banca, contudo fique tranquilo que são de fácil entendimento. A 
massagem de Cyriax ou também chamada massagem transversa profunda foi descrita por James Cyriax e Gillean Russell, eles usaram 
essa técnica de fricção profunda para tratar estruturas musculoesqueléticas como ligamentos, tendões e músculos, com o objetivo de 
restaurar ou manter a elasticidade e mobilidade dos tecidos. Os movimentos de fricção são utilizados para liberar o tecido fibroso 
aderente, auxiliar na redução de edemas locais e reduzir o espasmo muscular local. 
Massagem Sueca: realizada usando toques longos e superficiais na musculatura a fim de promover relaxamento e alivio da tensão 
muscular. 
Drenagem linfática: técnica de compressão manual dos tecidos, que utiliza pressões intermitentes e apresenta como objetivo primordial 
o aumento do fluxo da circulação linfática para tratamento de disfunções estéticas, patologias e do edema intersticial. 
Massagem Ayurvédica: é uma técnica de terapia corporal que utiliza toques profundos para aliviar tensões físicas e melhorar o 
emocional, proporcionando alívio e relaxamento. Realizada com as mãos, pés e cotovelos, os terapeutas realizam movimentos utilizando 
o peso do próprio corpo, o que estimula os músculos e o fluxo sanguíneo. Ação anti-stress e anti-depressivos. 
Massagem Rolfing: técnica que utiliza um conjunto de sequências de massagens do tecido conjuntivo e dos músculos, de modo a 
realinhar a estrutura física na vertical, contribuindo assim para a recuperação do bem-estar das pessoas através do correto alinhamento 
corporal e uso do corpo sem o sobrecarregar. 
Gabarito C 
 
199. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Qual técnica da terapia manual se caracteriza principalmente pelo posicionamento específico dos 
segmentos corporais com a finalidade de aliviar a dor de pontos sensíveis, os quais podem surgir em qualquer tecido somático, como 
músculos, fáscias, ligamentos, tendões, cápsula articular, sincondroses, suturas cranianas, periósteo e osso? 
a) Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP). 
http://www.wgate.com.br/
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/alternativa/cyriax_anderson/cyriax_anderson.htm
 
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b) Streching. 
c) Mobilização Neural. 
d) Terapia de Liberação Posicional (TLP). 
e) Trust. 
Comentário: Cuidado com essas questões que descrevem técnicas de fisioterapia, algumas são semelhantes e podem causar dúvida. A 
Terapia de Liberação Posicional (TLP) é um importante instrumento da fisioterapia que visa a uma harmonização no sistema 
musculoesquelético, cujos princípios englobam técnicas que aproximam origem e inserção muscular de forma passiva. Sua principal 
característica é realizar posicionamento específico dos segmentos corporais com a finalidade de aliviar a dor de pontos sensíveis, os 
quais podem surgir em qualquer tecido somático, como músculos, fáscias, ligamentos, tendões, cápsula articular, sincondroses, suturas 
cranianas, periósteo e osso. Estes pontos podem ser identificados à palpação sob a forma de nódulos pequenos que medem cerca de 
0,25 a 1,0 cm, geralmente localizados nos tecidos subcutâneo, músculo ou fáscia, provocando irritação tecidual, tensão muscular e dor. 
Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP)  também conhecido como método Kabat, essa técnica utiliza movimentos e 
posturas com fins terapêuticos a fim entender o movimento e a postura normal para realizar a aprendizagem ou reaprendizagem quando 
estes movimentos ou postura estão alterados. As técnicas de FNP baseiam-se principalmente na estimulação dos proprioceptores para 
aumentar a demanda feita ao mecanismo neuromuscular, para obter e simplificar suas respostas. 
Streching consiste em uma ginástica terapêutica composta por exercícios que permitem simultaneamente alongar e fortalecer 
isometricamente os músculos do corpo atuando na prevenção e no tratamento das alterações osteomusculares. 
Mobilização Neural técnica que tem como objetivo restaurar o movimento e a elasticidade do sistema nervoso, o que promove o 
retorno às suas funções normais e a redução do quadro sintomático. Também é usada como método de diagnóstico e tratamento das 
disfunções de origem neural. 
Trust manipulação de alta velocidade de grau V na mobilização articular, movimento esse que não pode ser interrompido pelo 
paciente. 
Gabarito D 
 
200. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Analisando as fontes de riscos de um ambiente de fisioterapia ambulatorial, associe a coluna B 
pela coluna A. 
COLUNA A 
I. Risco físico. 
II. Risco químico. 
III. Risco biológico. 
IV. Risco ergonômico. 
COLUNA B 
( ) Depósito de esterilização. 
( ) Ondas curtas. 
( ) Demanda de pacientes. 
( ) Técnicas de higiene brônquica. 
Marque a opção que indica a sequência CORRETA. 
a) II – IV – I – III. 
b) II – I – IV – III. 
c) III – I – IV – II. 
d) III – IV – I – II. 
e) IV – I – III – II. 
Comentário: Tema pouco abordado pela banca, contudo as questões são bem acessíveis ao acerto. Técnica de higiene brônquica é 
classificada como risco biológico, pelo fato do contato com o paciente enfermo, portanto elimine três alternativas: C, D e E. Demanda de 
pacientes, ou seja, além da sua capacidade de atendimento representa um risco ergonômico pela sobrecarga de trabalho, por isso 
analisando esses dois quesitos temos nossa resposta sendo letra B pela coerência das marcações. O aparelho ondas curtas representa 
um risco físico, já materiais de esterilização fica enquadrada no risco químico. Observe a correta sequência da questão! 
(II) Depósito de esterilização. 
(I) Ondas curtas. 
(IV) Demanda de pacientes. 
(III) Técnicas de higiene brônquica 
Gabarito B 
 
201. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) A tetralogia de Fallot é uma cardiopatia congênita que, se não tratada rapidamente, pode levar 
a criança a óbito. Quanto mais precoce a correção cirúrgica e a recuperação pós-operatória, menores serão as sequelas físicas e 
psicológicas no paciente. Qual elemento a seguir NÃO faz parte da má formação? 
a) Comunicação interventricular. 
b) Dextroposição da aorta. 
c) Obstrução do ventrículo direito. 
d) Hipertrofia ventricular direita. 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 76 
 
e) Prolapso da válvula mitral. 
Comentário: Tetralogia de Fallot é considerada umas das cardiopatias congênitas cianóticas mais frequentes na população pediátrica 
após o primeiro ano de vida. Sua fisiopatologia consiste de quatro características típicas: 
 Obstrução de saída do ventrículo direito (estenose pulmonar). 
 Dextroposição da aorta. 
 Comunicação entre os ventrículos (interventricular). 
 Hipertrofia do ventrículo direito. 
As principais consequências hemodinâmicas da TF são shunt DE, redução do fluxo sanguíneo pulmonar e aumento dos volumes 
aórticos. A gravidade clínica dessa patologia irá depender em grande parte do grau obstrução do fluxo de saída pulmonar. 
Gabarito E 
 
202. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Por meio da auscultação dos sons cardíacos, obtem-se informações valiosas sobre o estado do 
coração. Com base nesse processo avaliativo, marque a afirmativa CORRETA. 
a) Os sons S1 (lub) ocorrem no momento em que a válvula mitral (e tricúspide) se fecha assinalando o inicio da sístole. 
b) Os sons S2 (dub) ocorrem no momento em que a válvula aórtica (e pneumônica) se abre marcando o final da diástole. 
c) O galope ventricular é um som que ocorre após o S2 e é clinicamente associado à insuficiência do ventrículo direito. 
d) O galope atrial ocorre antes do S2 e é clinicamente associado ao infarto do miocárdio. 
e) O átrio de fricção pericárdia é constante e não sofre variação na intensidade quando comparado emtempos. 
Comentário: A ausculta cardíaca é parte fundamental não somente do exame cardiovascular, mas também do exame clínico geral. 
Através dela, é possível realizar o diagnóstico, e muitas vezes, avaliar a gravidade da enfermidade apresentada pelo paciente. O ―lub‖ 
está associado ao fechamento das válvulas atrioventriculares (A – V) no início da sístole, e o ―dub‖ é associado ao fechamento das 
válvulas semilunares (aórtica e pulmonar) no final da sístole. O “lub” é chamado de primeira bulha cardíaca, e o “dub”, de segunda 
bulha cardíaca, visto que se considera que o ciclo normal de bombeamento cardíaco começa com o inicio da sístole, quando ocorre o 
fechamento das válvulas A – V. 
Ritmos de Galope: Ocorre em disfunção miocárdica por súbita desaceleração do fluxo sanguíneo ao penetrar nos ventrículos. Indica 
sofrimento miocárdico ou insuficiência cardíaca. Podemos ter os seguintes ritmos: 
 Galope ventricular (TUM-TÁ--TÁ) = Sempre associado à taquicardia, formado por B3 patológica, sendo indicativo de ICC. Ocorre 
logo após S2, durante o período de enchimento ventricular passivo rápido. 
 Galope atrial (TRRUM-TÁ) = Formado por B4, indicando crise hipertensiva, cardiopatia isquêmica, estenose aórtica e 
miocardiopatia hipertrófica. Ocorre antes de S1, está associado à contração atrial e ao enchimento ativo rápido do ventrículo. 
Atrito Pericárdico tem origem na fricção entre o folheto visceral e o folheto parietal do pericárdio em situações de Pericardite 
(inflamação do pericárdio). É um som de alta frequência, caracteristicamente raspante, com intensidade máxima no bordo esquerdo do 
esterno e que se torna mais evidente com o doente sentado, inclinado para diante e em expiração forçada ou com o Doente em decúbito 
ventral. Este som é audível nas fases em que há maiores variações de volume ventricular: Contração Auricular, Ejecção e Enchimento 
Rápido. 
Gabarito A 
 
203. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) O repouso prolongado no leito pós-infarto agudo do miocárdio, principalmente na unidade 
coronariana, é comum, apesar de o protocolo de fisioterapia cardiovascular afirmar que a fase I pode ser iniciada de 12 a 24 horas após o 
evento. Assim, tal protocolo deve ser balanceado entre o risco da mobilização precoce e os efeitos deletérios secundários ao repouso no 
leito. Sobre a fase referida, identifique a afirmativa INCORRETA. 
a) Alguns dos objetivos da reabilitação cardiovascular nessa fase são: reduzir os efeitos deletérios do repouso prolongado no leito e 
avaliar as respostas clínicas ao aumento progressivo do esforço. 
b) O protocolo da reabilitação cardiovascular dessa fase é composto por mudanças posturais associadas ao aumento gradativo na 
intensidade de esforço aplicado, de modo a promover, no 1º dia, a mobilização precoce do paciente no leito. 
c) Um dos objetivos da reabilitação cardiovascular nessa fase é diminuir o tempo de internação hospitalar e as complicações 
cardiorrespiratórias. 
d) No início do exercício, ocorre uma diminuição rápida da frequência cardíaca com o objetivo de diminuir o fluxo sanguíneo, promovendo 
maior eficiência do mecanismo de transporte de oxigênio aos músculos em atividade contrátil. 
e) O protocolo da reabilitação cardiovascular, com o progredir dos dias, prepara o paciente para o retorno às suas atividades de vida 
diária após a alta hospitalar. 
Comentário: Questão bem complexa sobre IAM e fase de repouso pós-evento cardíaco. A literatura afirma que o repouso prolongado no 
leito provoca algumas alterações tais como redução da capacidade funcional, do tônus muscular e da volemia, (hipotensão postural) e 
aumento das respostas da FC aos esforços, da PA e da ansiedade. Nessa fase podemos citar como objetivos: reduzir os efeitos 
deletérios do repouso prolongado no leito, avaliar as respostas clínicas ao aumento progressivo do esforço (Letra A), estabelecer a 
intensidade de esforço a ser executada em domicílio e diminuir o tempo de internação hospitalar e as complicações cardiorrespiratórias 
(Letra C). Alguns autores afirmam que o protocolo de fisioterapia na fase I do IAM consiste em realizar mudanças posturais associadas 
ao aumento gradativo na intensidade de esforço, de modo a promover, no 1º dia, a mobilização precoce do paciente no leito (Letra B) e, 
com passar dos dias, preparar o paciente para o retorno às suas atividades de vida diária após a alta hospitalar (Letra E). Observe que a 
literatura afirma que no inicio do exercício ocorre uma elevação rápida da FC com o objetivo de aumentar o fluxo sanguíneo, promovendo 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 77 
 
maior eficiência do mecanismo de transporte de oxigênio aos músculos em atividade contrátil. Portanto item D incorreto candidato, fique 
atento com essas alterações feitas pela banca para não errar a questão. 
Gabarito D 
 
204. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) Analise a afirmativa a seguir 
Uma manobra amplamente utilizada na remoção de secreção brônquica consiste no aumento ativo assistido ou passivo do volume de ar 
expirado com o objetivo de mobilizar, deslocar e eliminar as secreções traqueobrônquicas. 
De acordo com a afirmativa, qual recurso da Fisioterapia respiratória está sendo referido? 
a) Incentivador a fluxo. 
b) Soluços inspiratórios. 
c) Reanimador de Müller 
d) Aumento do fluxo expiratório (AFE). 
e) Máscara de Venturi. 
Comentário: Muitas questões abordam sobre técnicas de Fisioterapia respiratória, fique atento a definição. Observe que o enunciado 
descreve uma técnica que remove secreção por meio do aumento de volume de ar expirado, ou seja, estamos nos referindo ao AFE – 
aumento do fluxo expiratório. Essa manobra consiste em deprimir o gradil costal do paciente na fase expiratória do seu ciclo respiratório. 
Essa pressão torácica proporciona um prolongamento da fase expiratória no intuito de gerar maior fluxo expiratório e, consequentemente, 
maior deslocamento das secreções pulmonares periféricas para vias aéreas centrais. 
Gabarito: D 
 
205. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) Marque a alternativa que indica uma técnica passiva de ajuda expiratória aplicada ao lactente, obtida 
por meio de uma pressão manual tóraco-abdominal lenta, que se inicia ao final de uma expiração espontânea e prossegue até o volume 
residual (VR) com o objetivo de obter um volume expirado maior que o de uma expiração normal que ela apenas prolonga e completa. 
a) Expiração lenta prolongada (ELPr). 
b) Aceleração fluxo expiratório lento (AFE lento). 
c) Aceleração fluxo expiratório rápido (AFE rápido). 
d) Drenagem autógena assistida (DAA). 
e) Técnica de expiração forçada (TEF). 
Comentário: Muita atenção em provas com a descrição das técnicas de fisioterapia respiratória. Observe a definição das técnicas a 
seguir: 
Expiração lenta prolongada (ELPr)  técnica passiva de ajuda expiratória aplicada ao lactente, obtida por meio de uma pressão 
manual tóraco-abdominal lenta que se inicia ao final de uma expiração espontânea e prossegue até o volume residual. Seu objetivo é 
obter um volume expirado maior que o de uma expiração tranquila normal que ela apenas prolonga e completa 
Aceleração fluxo expiratório lento (AFE lento)  técnica adaptada para recém-nascidos que é realizada colocando as mãos 
espalmadas, uma sobre o tórax (“mão torácica”) entre a linha intermamária e a fúrcula esternal e a outra (“mão abdominal”) sobre o 
abdome na altura da cicatriz umbilical. Antes de iniciar a manobra, com as mãos colocadas sobre o tórax e o abdome, procura-se sentir a 
respiração do bebê, reconhecendo o seu ritmo respiratório 
Essa técnica é realizada por meio de uma manobra que associa a compressão do tórax no sentido caudal por uma das mãos do 
fisioterapeuta e com a outra mão em ponte no abdome para não aumentar a pressão abdominal com a finalidade de incrementar o fluxo 
aéreo expiratório deslocando as secreções brônquicas por aumento lento do fluxo expiratório. 
Aceleração fluxo expiratório rápido (AFE rápido)  consiste em umamanobra que associa a compressão do tórax e do abdome com 
a finalidade de aumentar o fluxo aéreo expiratório para deslocar secreções brônquicas por aumento brusco do fluxo expiratório. 
Drenagem autógena assistida (DAA)  técnica adaptada da drenagem autógena em lactentes ou crianças pequenas, consiste na 
remoção de secreções brônquicas por meio de respirações a diferentes volumes pulmonares, o fisioterapeuta com a mão envolvendo o 
tórax da criança aumenta manual e lentamente a velocidade do fluxo expiratório; prolongando a expiração até o volume residual, isto 
desloca e mobiliza secreções de vias aéreas periféricas para as vias aéreas centrais, para serem eliminadas. 
Técnica de expiração forçada (TEF)  também chamada de huffing consiste de uma inspiração seguida de expirações forçadas com 
a glote aberta, acompanhada de tosse para expectoração das secreções seguidas de um período de relaxamento com respiração 
diafragmática controlada. 
Gabarito A 
 
206. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Trata-se de uma técnica de higiene brônquica, através da utilização de diferentes volumes 
pulmonares, que utiliza inspirações e expirações lentas,ativas, controladas pela pessoa. Marque a alternativa CORRETA que identifica a 
técnica da fisioterapia respiratória descrita nesta afirmativa. 
a) Aumento do fluxo expiratório rápido (AFE). 
b) Vibrocompressão. 
c) Soluços inspiratórios. 
d) Drenagem autogênica. 
e) Freno labial. 
Comentário: Técnicas de Fisioterapia respiratória são bastante recorrentes em provas e requer atenção quanto a sua definição, já que as 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 78 
 
bancas costumam descrever uma determinada técnica para elaborar questões. Esta questão por sua vez pode ser encontrada também 
em um site da internet por meio do link: http://journalofagingandinnovation.org/volume-1-numero-5-2012/limpeza-das-vias-aereas/. 
Dica importante, quando uma questão fizer menção a variação ou utilização de diferentes volumes pulmonares, estamos nos 
referindo a técnica de Drenagem Autógena. Portanto vamos a definição de algumas técnicas: 
Aumento do fluxo expiratório rápido (AFE) → é definido como sendo um movimento tóraco–abdominal sincrônico, provocado pelas 
mãos do fisioterapeuta durante a expiração. Promove o aumento do fluxo aéreo expiratório na traqueia e nos primeiros troncos 
brônquicos à grande velocidade (AFE rápida), ou em brônquios mais profundos gerando baixo fluxo e baixo volume pulmonar para 
permitir a eliminação de secreções mais distais (AFE lenta). 
Vibrocompressão → consiste na combinação das manobras de vibração e de compressão torácica. É aplicada durante a fase 
expiratória de forma constante, lenta e moderada, permitindo um melhor esvaziamento pulmonar, facilitando a mobilização de secreções 
das vias aéreas centrais e inferiores e a ventilação pulmonar. 
Soluços Inspiratórios → Exercícios baseados em um padrão específico de sucessivos e pequenos volumes inspiratórios até alcançar a 
capacidade inspiratória, com objetivo de aumentar a ventilação nas zonas basais. 
Drenagem autogênica → Trata-se de uma técnica de higiene brônquica que utiliza inspirações e expirações lentas, ativas, controladas 
pela pessoa. Inicia-se com volume de reserva expiratória (VRE) com o intuito de mobilizar as secreções localizadas nas vias aéreas 
distais, e progressivamente até ao volume de reserva inspiratória a fim de mobilizar as secreções das vias aéreas mais proximais. Esta é 
dividade em 3 fases: desprendimento, coleta e expulsão. 
Freno Labial → Consiste em realizar expiração suave contra a resistência imposta pelos lábios franzidos ou dentes semi-fechados, 
podendo o tempo expiratório ser curto ou longo. Promove a melhora da ventilação e a oxigenação pela manutenção da pressão positiva 
nas vias aéreas. 
Gabarito D 
 
207. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) Os incentivadores respiratórios são exercitadores que tem como objetivo a reexpansão 
pulmonar. Sobre estes equipamentos, marque a afirmativa INCORRETA: 
a) Pode ser classificado como à fluxo ou à volume. 
b) Incentivador à fluxo promove um turbilhamento maior do que no à volume. 
c) Diminuem o shunt e a hipóxia. 
d) Voldyne é um tipo de incentivador à volume. 
e) No respiron o fluxo não varia em função do tempo do incentivo 
Comentário: Os incentivadores respiratórios são recursos mecânicos da fisioterapia respiratória, normalmente destinados a auxiliar o 
desempenho muscular respiratório e a eficiência do trabalho mecânico da ventilação pulmonar, proporcionando aumento da oxigenação 
arterial. Podem se classificados em dois tipos: fluxo ou volume. 
 Fluxo: são mais baratos, ocorrem por fluxo turbilhonar que podem gerar mais trabalho respiratório e requerem tempo de incentivo 
para que seja efetivo, ou seja, o incentivo é relacionado ao feedback proporcionado pelo instrumento. 
 Volume: apresenta custo mais elevado, fluxo menos turbilhonar se comparado aos de fluxo. Ex: voldyne. 
Indicações: atelectasias, DPOC, PO cirurgias torácicas, cardíacas e abdominais. 
Contraindicações: incapacidade do paciente realizar ou compreender o recurso e pacientes com CV < 10ml/kg. 
Gabarito E 
 
208. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Um paciente de 23 anos apresenta dor torácica e desconforto respiratório. Em seu exame de 
imagem, pôde-se notar uma imagem hipertransparente de um lado do pulmão com distanciamento da pleura visceral da pleura parietal, 
desvio do mediastino para o lado contralateral, rebaixamento do diafragma e alargamento do espaço intercostal. De acordo com os sinais 
clínicos e dos achados radiológicos podemos suspeitar de 
a) derrame pleural. 
b) empiema pleural. 
c) pneumotórax. 
d) enfisema subcutâneo. 
e) atelectasia. 
Comentário: Alterações radiológicas de doenças pulmonares costumam cair com frequência em concursos, preste atenção nas 
principais alterações citadas acima: 
Imagem hipertransparente de um lado do pulmão com distanciamento da pleura visceral da pleura parietal. 
Desvio do mediastino para o lado contralateral. 
Rebaixamento do diafragma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
PreparaFisio – Preparatório para Concursos de Fisioterapia Página 79 
 
Alargamento do espaço intercostal. 
O diagnóstico radiográfico do pneumotórax é feito quando a pleura visceral se torna visível como uma fina linha separada da superfície 
interna da parede torácica e quando não existe estrutura pulmonar se estendendo além desta linha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sugiro a leitura do artigo: SOUZA JUNIOR, Arthur Soares de. Curso de diagnóstico por imagem do tórax: Capítulo II - Imagenologia da 
pleura. J. Pneumologia, São Paulo, v. 25, n. 2, p. 102-113, Apr. 1999. 
Gabarito C 
 
209. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) Analise a afirmativa a seguir. Em condições normais, a pleura não é visibilizada na radiografia do 
tórax. No ______, a distribuição do líquido depende da posição do paciente. Em ortostatismo, o líquido tende a se acumular nas porções 
inferiores, determinando uma opacidade homogênea, que oblitera o seio costofrênico e distribui-se nos contornos do pulmão com a 
forma de menisco. 
Marque a alternativa cujo vocábulo preencha corretamente a lacuna. 
a) Derrame pleural. 
b) Pneumotórax. 
c) Enfisema. 
d) Abscesso pulmonar. 
e) DPOC. 
Comentário: A referida questão foi extraida de um artigo da base de dados do Scielo, vale salientar que diferentes bancas elaboram suas 
questões a partir de arquivos da internet, tal como esta! 
Em condições normais a pleura não é visibilizada na radiografia do tórax. Nos derrames pleurais a distribuição do líquido depende da 
posição do paciente. Em ortostatismo o líquido tende a se acumular nas porções inferiores, determinando uma opacidade homogênea, 
que oblitera o seio costofrênico e distribui-se nos contornos do pulmão, com a forma demenisco (fig. 1). O acúmulo de 200ml de líquido 
na cavidade 
pleural é suficiente para apagar o seio costofrênico na radiografia de tórax em PA. No entanto, 500ml ou mais podemnão determinar 
obliteração do seio costofrênico. Se o ligamento pulmonar for longo e estreito, a distribuição será a habitual, pois o ligamento pulmonar 
impede a elevação da base do pulmão em sua porção justa mediastinal. 
A radiografia em decúbito lateral com raios horizontais (fig. 1) é mais sensível do que a em posição ortostática para o diagnóstico de 
derrame pleural e pode demonstrar coleção pleural de 5ml. 
Fonte da questão: SOUZA JUNIOR, Arthur Soares de. Curso de diagnóstico por imagem do tórax: Capítulo II - Imagenologia da pleura. 
J. Pneumologia, São Paulo, v. 25, n. 2,p. 102-113,Apr. 1999. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A) Radiografia em PA do tórax em posição ortostática. Derrame acumulado na base com o clássico sinal do―menisco‖. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
B) Radiografia em decúbito lateral, com raios horizontais. Líquido livre acumulado na porção pendente. 
 
Gabarito A 
 
210. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Paciente do sexo masculino, 30 anos, apresenta dor torácica, tosse e dispnéia. No exame de 
imagem, identificou-se uma predominância radiopaca com alteração da conformação do diafragma, com retificação de sua 
porção medial, obliteração do seio costofrênico. Esses indicativos sugerem a presença de qual alteração? 
a) Enfisema pulmonar. 
b) Enfisema subcutâneo. 
c) Pneumonia. 
d) Derrame pleural. 
e) Fibrose. 
Comentário: O derrame pleural é um acumulo de liquido no espaço pleural. Pode ser causada por uma serie de mecanismos, locais ou 
sistêmicos, os quais podem ser divididos em 5 grupos: aumento da pressão capilar pulmonar, aumento da permeabilidade da membrana 
pleural, diminuição da pressão oncótica, diminuição da pressão negativa intrapleural e obstrução do fluxo linfático. 
Quadro clínico: dispneia é um achado comum, dor torácica, trepopneia e tosse improdutiva. 
Exame físico: ↓expansibilidade, ↓FTV, macicez na percussão e MV abolido ou reduzido. 
Na radiografia de tórax em PA, realizada com o paciente em posição ortostática, a apresentação do derrame varia com seu volume, tendo 
a seguinte evolução: 
• radiografia de tórax normal - pequenos volumes não são identificados na radiografia de tórax em PA; 
• elevação e alteração da conformação do diafragma, com retificação de sua porção medial; 
• obliteração do seio costofrênico - surge a partir de volumes que variam de 175 a 500 ml em adultos; 
• opacificação progressiva das porções inferiores dos campos pleuropulmonares com a forma de uma parábola com a concavidade 
voltada para cima. 
O derrame pleural pode ser identificado mais precocemente na radiografia em perfil, com a obliteração do seio costofrênico posterior e 
desaparecimento da cúpula diafragmática correspondente ao hemitórax em que há o derrame. 
Gabarito D 
 
211. (Instituto Cidades, HRC-2010) CPT (Capacidade Pulmonar Total) é o volume de ar máximo na inspiração total. Segundo os 
diferentes volumes de ar, o volume residual é: 
A) O volume de ar que permanece nos pulmões logo após que o volume de reserva inspiratório é exalado. 
B) A quantidade de ar inspirado e expirado durante a ventilação em repouso. 
C) É a quantidade de ar que tem a possibilidade de ser exalado após o final da expiração corrente. 
D) O volume excedente em relação ao que foi usado na respiração. 
Comentário: Vejamos a questão que aborda sobre volumes e capacidades pulmonares, na qual solicita a definição de volume residual. 
Revisamos os volumes: 
 VR=é o volume de ar que permanece nos pulmões após VRE ser exalado. Este volume é em média de 1.200ml. 
 VC= é o volume de ar inspirado e expirado a cada incursão respiratória em repouso, sendo em média de 500ml. 
 VRI= é o volume extra de ar que pode ser inspirado, além do volume corrente normal, durante a inspiração máxima forçada. 
Corresponde a cerca de 3.000 ml. 
 VRE= é a quantidade de ar que pode ser exalado ao final de uma expiração em repouso. Este volume é de cerca de 1.100 ml. 
 
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OBS: Percebemos que a questão elucidada não apresenta alternativa correta, sendo assim passível de anulação. 
Gabarito A (Gabarito oficial da Organizadora) 
 
212. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) A determinação dos volumes pulmonares é uma das etapas da avaliação funcional 
pulmonar. Sobre as capacidades pulmonares, marque a equação INCORRETA. 
Legenda: VC = Volume Corrente; VRI = Volume de Reserva Inspiratória; VRE = Volume de Reserva Expiratória; VR = Volume 
Residual. 
a) Capacidade Vital = VC + VRI + VRE 
b) Capacidade Inspiratória = VC + VRI 
c) Capacidade Residual Funcional = VRE + VR 
d) Capacidade Pulmonar Total = Capacidade Vital + VR 
e) Capacidade Expiratória = VR + VRE 
Comentário: Volumes e capacidades pulmonares são frequentes em provas, sendo de fundamental importância o seu entendimento. 
Diante do quadro abaixo podemos constatar que as capacidades são o somatório de dois ou mais volumes, vejamos: 
 CI: VRI+VC 
 CV: VRI+VC+VRE 
 CPT: VRI+VC+VRE+VR 
 CRF: VRE+VR 
Logo podemos concluir que alternativa E está incorreta, visto que não existe esse termo capacidade expiratória. 
Gabarito E 
 
213. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Com relação às capacidades pulmonares, correlacione a coluna (B) pela coluna (A). 
COLUNA A 
I. Vital. 
II. Inspiratória 
III. Funcional pulmonar. 
IV. Pulmonar total 
COLUNA B 
( ) É o maior volume de ar que pode ser inspirado depois de uma expiração basal. 
( ) Volume de ar que permanece nos pulmões ao final de uma expiração basal. 
( ) É o maior volume de ar que pode ser expirado depois de uma inspiração máxima ou o maior volume de ar que pode ser 
inspirado após uma expiração máxima. 
( ) É o volume de ar contido nos pulmões ao final de uma inspiração máxima. 
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA. 
a) II – III – I – IV. 
b) III – II – IV – I. 
c) I – III – II – IV. 
d) IV – I – II – III. 
e) II – IV – III – I. 
Comentário: Os volumes e capacidades pulmonares são tema comum em provas e vale ressaltar suas definições. 
Capacidade vital representa a quantidade máxima de ar que pode ser movida para dentro ou para fora do sistema respiratório a cada 
ciclo respiratório, ou seja, máximo de ar que pode ser expirado depois de uma inspiração máxima ou o maior volume de ar que pode 
ser inspirado após uma expiração máxima (VC+VRE+VRI). 
Capacidade inspiratória é o volume máximo que pode ser inspirado a partir da posição expiratória de repouso, distendendo os 
pulmões ao máximo (VC+VRI). 
Capacidade residual funcional  representa o volume de ar que permanece nos pulmões ao final de expiração de repouso (VR+VRE). 
Capacidade pulmonar total é o volume máximo que os pulmões podem ser expandidos com o maior esforço respiratório possível 
(VC+VRE+VRI+VR). 
Vamos analisa os quesitos da questão 
( II ) É o maior volume de ar que pode ser inspirado depois de uma expiração basal. 
(III) Volume de ar que permanece nos pulmões ao final de uma expiração basal. 
( I ) É o maior volume de ar que pode ser expirado depois de uma inspiração máxima ou o maior volume de ar que pode ser 
inspirado após uma expiração máxima. 
(IV) É o volume de ar contido nos pulmões ao final de uma inspiração máxima. 
Gabarito A 
 
214. (CONSULPLAN, Fervedouro-MG, 2009) Corresponde à Capacidade Vital: 
A) Somatório de volume de reserva inspiratório, volume corrente e volume de reserva expiratório. 
B) Somatório de volume corrente e volume de reserva expiratório. 
 
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C) Somatório de volume de reserva inspiratório, volume de reserva expiratório e volume residual. 
D) Somatório de volume de reserva inspiratório, volume de reserva expiratório, volume corrente e volume residual. 
E) Somatório de volume corrente e volume de reservainspiratório. 
Comentário: Revisando as somatórias das capacidades pulmonares temos: 
 Capacidade inspiratória (VRI+VC): quantidade de ar que pode ser inspirado após uma expiração normal. 
 Capacidade funcional residual (VRE+VR): quantidade de ar que permanece nos pulmões após expiração normal. 
 Capacidade vital (VRE+VC+VRI): quantidade máxima de ar que pode ser expirada completamente. 
 Capacidade pulmonar total (VRE+VR+VRI+VC): volume máximo que os pulmões podem alcançar. 
Letra B faz menção a capacidade residual funcional, no item C não existe a somatória mencionada. Letra D representa o somatório da 
capacidade pulmonar total e por fim alternativa E faz referencia a capacidade inspiratória. 
Gabarito A 
 
215. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) O que significa espaço morto pulmonar? 
a) É o espaço onde ocorrem 80% da circulação pulmonar. 
b) Região anatômica onde acontece a oxigenação sanguínea. 
c) Espaço da traqueia até os bronquíolos terminais que apresenta somente a função condutora, pois não apresenta função respiratória. 
d) Região anatômica onde se concentra a maior quantidade de sacos alveolares. 
e) A estrutura conhecida como membrana alvéolo-capilar é constituída apenas pelo epitélio alveolar e endotélio capilar. 
Comentário: Na fisiologia respiratória existe um espaço da via aérea que não realiza trocas gasosas denominado espaço morto 
pulmonar, que se estende da traqueia ate os bronquíolos terminais e exercem função de condução do ar, observe a figura abaixo: 
 
Os ductos alveolares é a região onde se concentra a maior quantidade de sacos alveolares. 
Os capilares pulmonares no pulmão é a região anatômica onde acontece a oxigenação sanguínea. 
Gabarito C 
 
216. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) A superfície externa de cada pulmão e a parede interna da caixa torácica são revestidos por uma 
membrana serosa dupla, chamada ______________. 
Marque a alternativa cujo vocábulo preenche, corretamente a lacuna. 
a) pleura. 
b) peritônio. 
c) meninges. 
d) ácino. 
e) fascia. 
Comentário: Questão muito fácil sobre anatomia do pulmão. Os pulmões apresentam características morfológicas diferentes. 
O Pulmão Direito apresenta-se constituído por três lobos divididos por duas fissuras. Uma fissura obliqua que separa lobo inferior dos 
lobos médio e superior e uma fissura horizontal, que separa o lobo superior do lobo médio. 
O Pulmão Esquerdo é dividido em um lobo superior e um lobo inferior por uma fissura oblíqua. Anteriormente e inferiormente o lobo 
superior do pulmão esquerdo apresenta uma estrutura que representa resquícios do desenvolvimento embrionário do lobo médio, a 
língula do pulmão. A pleura é uma membrana serosa dupla que reveste a superfície externa de cada pulmão e a parede interna da caixa 
torácica. 
Gabarito A 
 
 
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217. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Analise a afirmativa a seguir. As _________ caracterizam-se pela _________ irreversível de um 
ou de vários ________, frequentemente, nos dois pulmões. Marque a alternativa cujos vocábulos preencham, correta e respectivamente, 
as lacunas. 
a) Bronquiectasias / dilatação / brônquios. 
b) Atelectasias / dilatação / broquíolos. 
c) Bronquiectasias / constrição / bronquíolos. 
d) Atelectasias / constrição / brônquios. 
e) Atelectasias / dilatação / brônquios. 
Comentário: As bronquiectasias se caracterizam por uma dilatação anormal e irreversível dos brônquios com diâmetro superior a 2 
milímetros devido à destruição dos componentes muscular e elástico da sua parede. Clinicamente, se caracteriza por tosse de longa 
duração e de caráter produtivo de forma crônica intermitente ou persistente. Durante os episódios de exacerbação infecciosa a secreção 
se torna mais espessa e mais purulenta. As bronquiectasias podem acometer os pulmões difusamente ou de forma localizada. A 
classificação e etiologia da bronquiectasia estão expostas a seguir. 
 
Gabarito A 
 
218. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacoara-CE, 2012) Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é o termo usado para descrever a 
obstrução lentamente progressiva das vias aéreas. Qual achado radiológico está INCORRETO? 
a) Predominância hipotransparência. 
b) Retificação das hemicúpulas diafragmáticas. 
c) Aumento dos espaços intercostais. 
d) Redução do diâmetro cardíaco ("coração em gota"). 
e) Aumento do espaço aéreo retroesternal no perfil. 
Comentário: A DPOC consiste em uma doença crônica e progressiva caracterizada pela obstrução do fluxo aéreo não totalmente 
reversível, associada a uma resposta inflamatória anormal nos pulmões à inalação de partículas nocivas e gases tóxicos. Dentre as 
principais alterações radiológicas podemos destacar que a hiperinsuflação é o achado mais importante, refletindo a perda da tração 
elástica dos pulmões, assim como o aumento dos espaços intercostais. A retificação ou o rebaixamento do diafragma abaixo do sexto 
espaço intercostal anterior, na inspiração máxima; o aumento do espaço aéreo retroesternal (maior que 3 cm); e o alongamento e a 
verticalização do diâmetro transverso do coração, dando uma aparência em "coração em gota". 
Gabarito A 
 
219. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é a mais comum das disfunções pulmonares 
crônicas sendo uma relevante causa de mortalidade. 
 
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Sobre as DPOC’s analise as afirmações a seguir, assinalando (V) para as VERDADEIRAS e (F) para FALSAS. 
( ) A DPOC é uma combinação do estreitamento das vias aéreas, da destruição parenquimal e do espessamento vascular pulmonar. 
( ) Os pacientes com DPOC apresentam sintomas de tosse crônica, expectoração e dispneia desencadeada pelo esforço. 
( ) A principal manifestação fisiológica da asma é o alargamento difuso das vias aéreas em resposta a um desencadeador , como um 
ambiente frio, a fumaça de cigarros ou outros irritantes. 
( ) A fibrose cística afeta as glândulas que são mais espessas, mais viscosas e podem afetar diversos sistemas do corpo: pulmonar, 
pancreático, hepático, sinusial e reprodutor. 
( ) A alteração mais consistente durante uma exacerbação de asma é o aumento nas taxas de fluxo expiratório (VEF1). 
Marque a opção que apresenta a sequência 
CORRETA. 
a) V – F – F – V – F. 
b) F – V – F – F – F. 
c) V – V – F – V – F. 
d) F – V – F – F – V. 
e) V – V – F – F – V. 
Comentário: Observem que questões sobre DPOC são recorrentes por distintas bancas de concurso. Na DPOC o processo inflamatório 
crônico pode produzir alterações dos brônquios (bronquite crônica), bronquíolos (bronquiolite obstrutiva) e parênquima pulmonar 
(enfisema pulmonar). Dentre os sintomas os mais frequentes são: tosse crônica e produtiva e dispneia aos esforços. 
A asma é uma doença inflamatória crônicas das VA caracterizada por hiper-reatividade brônquica com limitação do fluxo aéreo reversível 
com ou sem uso de medicações, podendo ser desencadeada por vários estímulos como poeira, frio, estresse, fumaça de cigarro ou 
qualquer evento irritante. Durante a crise asmática podemos observar uma redução na taxa de fluxo expiratório – VEF1 decorrente do 
mecanismo irritante que provoca estreitamento das vias áreas. 
Fibrose cística é uma doença genética letal mais comum na raça branca, e caracteriza-se por disfunção das glândulas exócrinas que 
provoca diversas complicações e manifestações clínicas (respiratórias, digestivas e aparelho reprodutor). 
Gabarito C 
 
220. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Marque a opção que indica o dispositivo de oscilação das vias aéreas, que altera o fluxo de ar 
exalado, auxiliando na remoção de secreções das vias aéreas. 
a) Respiron. 
b) Flutter. 
c) Máscara de Venturi. 
d) Peak Flow. 
e) Manuvacuometro. 
Comentário: O FLUTTER consiste na combinação da oscilação oral de alta frequência com a pressão positiva expiratória. 
Definição Equipamento composto por um dispositivo em forma de cachimbo, contendo uma abertura únicana peça bucal e uma 
estrutura arredondada e angulada, coberta por uma tampa com uma série de pequenos furos e armazenando em seu interior uma esfera 
de aço inoxidável inclusa em um pequeno cone. 
Objetivo Provocar a liberação e fluidificação da secreção, eliminando-a dos brônquios. 
IndicaçõesPacientes com dificuldades em tossir e ou tosse ineficaz; pacientes acometidos por hipersecreção, atelectasias, 
pneumopatias crônicas e na presença de secreção espessa. 
Contraindicações Indivíduos que apresentem tórax doloroso; Casos de edema agudo de pulmão e hemoptise. 
Não deve ser realizada também quando há ausculta de ruídos sibilantes, indicando broncoespasmo. 
Gabarito B 
 
221. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) O ―Peak Flow‖ é um instrumento utilizado na fisioterapia respiratória que mensura o fluxo 
expiratório em litro/min. Nas situações apresentadas a seguir, marque a única opção em que NÃO é utilizado este instrumento: 
a) Avaliar obstrução brônquica. 
b) Avaliar a severidade da doença respiratória. 
c) Avaliar efeito de broncodilatadores. 
d) Mensurar o volume minuto. 
e) Monitorar a evolução da asma. 
Comentário: O Peak Flow é bastante utilizado na prática da fisioterapia respiratória sendo importante para a monitorização da 
permeabilidade das vias aéreas, principalmente para a monitorização e o controle da asma, pois ele determina o pico de fluxo expiratório. 
Apresenta como principais ações: avaliar o grau de obstrução brônquica; a severidade das doenças respiratórias; verificar o efeito de 
broncodilatores e monitorização e o controle da asma. 
Mensuração do volume minuto é realizada pela ventilometria por meio do ventilômetro, esse pequeno instrumento portátil é capaz de 
realizar medidas importantes como a ventilação voluntária máxima (VVM) que reflete o grau de cooperação e esforço voluntário do 
paciente, a patência de via aérea e a capacidade do diafragma e demais músculos respiratórios em expandir os pulmões sob uma 
demanda aumentada por um determinado período de tempo. 
Gabarito D 
 
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222. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) As doenças pulmonares crônicas podem ser causadas principalmente por comprometimento 
da oxigenação ou da ventilação. As primeiras são designadas doenças pulmonares obstrutivas crônicas e as segundas, doenças 
pulmonares restritivas crônicas. Sobre essas patologias, analise as afirmações a seguir e assinale (V) para as VERDADEIRAS e (F) para 
FALSAS. 
( ) As miopatias como distrofias musculares e polimiosite são causas de doenças pulmonares restritivas. 
( ) Defeitos na caixa torácica ou diafragma são causas de doenças obstrutivas crônicas. 
( ) A bronquite crônica é uma doença obstrutiva crônica. 
( ) As afecções neurológicas que envolvem neurônio motor superior, o neurônio motor inferior ou ambos simultaneamente, são causas de 
doenças pulmonares restritivas crônicas. 
( ) O enfisema pulmonar não é uma doença pulmonar obstrutiva crônica. 
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA. 
a) V – V – V – F – F. 
b) F – V – V – V – F. 
c) V – F – F – V – V. 
d) V – F – V – V – F. 
e) F – F – V – F – V. 
Comentário: Essa questão menciona em seu enunciado sobre as doenças crônicas, estas podem ser classificas em: obstrutivas e 
restritivas, ou ainda podem receber outra denominação insuficiência respiratória. Esta também classificada em dois tipos: 
Iresp hipoxêmica (Tipo I): ocorre por deficiência das trocas gasosas com consequente redução na PaO2, ou seja, falha na oxigenação. 
Iresp hipercápnica (Tipo II): ocorre redução da PaO2 e aumento da PaCO2 em virtude na hipoventilação alveolar, sendo decorrentes 
depressão do SNC, disfunção neuromuscular e sobrecarga ventilatória, ou seja, falha na ventilação. 
Uma doença restritiva tem como característica mecânica a baixa complacência pulmonar, assim como acontece em doenças que 
acometem o sistema nervoso – SNC/SNP, a caixa torácica e os músculos respiratórios (Ex: distrofias musculares, cifoescoliose, 
esclerose lateral amiotrófica). Os portadores de doenças obstrutivas o mecanismo fisiopatológico é o aumento da resistência das vias 
aéreas, ou seja, elas apresentam um raio menor, exemplo a DPOC (enfisema e bronquite crônica). 
Analisando os itens podemos afirmar que: 
(V) As miopatias como distrofias musculares e polimiosite são causas de doenças pulmonares restritivas. 
(F) Defeitos na caixa torácica ou diafragma são causas de doenças obstrutivas crônicas. 
(V) A bronquite crônica é uma doença obstrutiva crônica. 
(V) As afecções neurológicas que envolvem neurônio motor superior, o neurônio motor inferior ou ambos simultaneamente, são causas 
de doenças pulmonares restritivas crônicas. 
(F) O enfisema pulmonar não é uma doença pulmonar obstrutiva crônica. 
Gabarito D 
 
223. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacara-CE, 2012) A Expiração Lenta Prolongada com a Glote Aberta (ELTGOL) é uma técnica 
manual muito usada na fisioterapia respiratória com o objetivo de desobstrução brônquica. Marque a única opção INCORRETA. 
a) O paciente deve estar na posição de trendelembug para melhor desobstrução. 
b) O paciente deve estar em decúbito lateral com o pulmão, a ser manipulado, voltado para baixo. 
c) O paciente deve estar sentado e o fisioterapeuta por trás. 
d) O paciente deve estar em decúbito lateral com o pulmão, a ser manipulado, voltado para cima. 
e) O paciente deve estar em decúbito ventral para facilitar a remoção da secreção. 
Comentário: É uma técnica que consiste em realizar uma expiração lenta total com a glote aberta, estando o paciente com a região a ser 
desobstruída em decúbito lateral. É uma expiração lenta, iniciada na CRF (capacidade Residual funcional) e continua até VR (volume 
residual). Atente que essa questão está nula por apresentar mais de uma alternativa incorreta, creio que a banca errou na digitação da 
referida questão, visto que apresenta apenas uma alternativa correta, letra B. 
NULA 
 
224. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) Dentro da Fisioterapia Respiratória, a aerossolterapia é a administração de pequenas 
partículas de água em oxigênio ou ar comprimido, com ou sem medicação nas vias aéreas superiores. Nas opções a seguir qual 
NÃO se caracteriza como uma finalidade deste recurso? 
a) Umidificação – para tratar ou evitar desidratação excessiva da mucosa das vias aéreas. 
b) Fluidificação – para facilitar a remoção das secreções viscosas e densas. 
c) Administração de mucolíticos – para obter a atenuação ou resolução de espasmos brônquicos. 
d) Administração de oxigênio – para promover a expansão pulmonar. 
e) Administração de corticosteróides – ação anti-inflamatória e anti-exsudativa. 
Comentário: A aerossolterapia é utilizada com frequência no tratamento das alterações do aparelho mucociliar, tais como asma e DPOC 
agudizada. As principais finalidades desse recurso são promover umidificação das vias aéreas, favorecer a remoção de secreção 
traqueobrônquica e administração de medicamentos mucolítico, broncodilatadores e corticóides. 
Gabarito D 
 
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225. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) Sobre os padrões respiratórios, enumere a Coluna B pela Coluna A. 
Coluna A 
I. Dispnéia. 
II. Taquipnéia. 
III. Bradipnéia. 
IV. Ortopnéia. 
V. Apneuse. 
Coluna B 
( ) Dificuldade para respirar em decúbito dorsal. 
( ) Respiração difícil, forçada, resultante da falta de ar. 
( ) Interrupção da respiração na fase inspiratória. 
( ) Frequência respiratória lenta com profundidade superficial ou normal e ritmo regular. 
( ) Respiração rápida e superficial. 
Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA. 
a) III – IV – I – V – II. 
b) IV – I – V – III – II. 
c) I – III – V – II – IV. 
d) II – V – I – III – IV. 
e) V – I – III – II – IV. 
Comentário: Os padrões respiratórios são cobrados em provas a partir de seus conceitos, vamos revisar. 
 Dispneia: sensação de falta de ar 
 Ortopneia: dispneia em decúbito. Achado comum na ICC Platipneia: dispneia na posição ortostática, é um achado incomum. 
 Trepopneia: dispneia em decúbito lateral especifico, presente em derrame pleural unilateral 
 Hiperpneia: VC alto (exercícios e em idosos) 
 Hipopneia: VC baixo (dor torácica ou sedativos) 
 Taquipneia: FR alta (dor, Ins.resp ou alterações cardíacas – EAP) 
 Bradipneia: FR baixa (alteração neurológica) 
 Apneuse: pausa no final da inspiração 
 Apneia: pausa no final da expiração 
Vamos analisar os quesitos: 
(Ortopneia IV) Dificuldade para respirar em decúbito dorsal. 
(Dispneia I) Respiração difícil, forçada, resultante da falta de ar. 
(Apneuse V) Interrupção da respiração na fase inspiratória. 
(Bradipneia III) Frequência respiratória lenta com profundidade superficial ou normal e ritmo regular. 
(Taquipneia II) Respiração rápida e superficial. 
Gabarito B 
 
226. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) Um paciente apresenta manifestações clínicas como: sonolência, confusão e depressão 
respiratória. Em sua gasometria foi verificada redução do pH, sem alterações metabólicas significativas. Diante das informações, 
podemos afirmar: 
a) Possivelmente, ocorreu uma hipercapnia devido à diminuição dos níveis sanguíneos de CO2 abaixo de 35 mmHg, provocando uma 
alcalose respiratória. 
b) Possivelmente, ocorreu uma hipoxemia devido à diminuição dos níveis sanguíneos de CO2 abaixo de 35 mmHg, provocando uma 
acidose respiratória. 
c) Possivelmente, ocorreu um aumento dos níveis sanguíneos de CO2 abaixo de 35 mmHg, provocando uma alcalose respiratória. 
d) Possivelmente, ocorreu uma hipercapnia devido ao aumento dos níveis sanguíneos de CO2 acima de 45 mmHg, provocando uma 
acidose respiratória. 
e) Possivelmente, ocorreu uma hipoxemia devido ao aumento dos níveis sanguíneos de CO2 acima de 45 mmHg, provocando uma 
alcalose respiratória. 
 
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Comentário: A gasometria arterial é um exame invasivo que mede as concentrações de oxigênio, a ventilação e o estado ácido-básico. 
No quadro abaixo podemos observar um resumo dos distúrbios gasométricos. 
Diante do exposto no enunciado podemos observar que ocorreu uma redução do pH. Este fato provavelmente apareceu devido ao 
aumento nos níveis de CO2 acima de 45 mmhg, acarretando a diminuição do Ph e consequentemente provocando um quadro de acidose 
respiratória. Atentem ao quadro descrito acima! 
Gabarito D 
 
227. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) Um paciente com diagnóstico de enfisema pulmonar encontrava-se muito sonolento, 
apresentando dor de cabeça. Com isso, o médico solicitou uma gasometria arterial e identificou que o indivíduo se encontrava em 
acidose respiratória e solicitou atendimento fisioterápico com o objetivo de melhorar o funcionamento dos pulmões. Dentre os resultados 
de gasometrias a seguir, qual poderia ser a do paciente em questão? 
a) pH > 7,35 e PaCO2 < 35 mmHg. 
b) pH < 7,35 e PaCO2 > 45 mmHg. 
c) pH < 7,35 e HCO3 < 22 mEq/L. 
d) pH > 7,45 e HCO3 > 26 mEq/L. 
e) pH > 7,35 e HCO3 < 26 mEq/L. 
Comentário: A acidose respiratória é definida por aumento da PaCO2 com níveis acima de 45 mmhg e da concentração de H+ no 
plasma, ou seja, pH abaixo de 7,35. Essa alteração é decorrente do desequilíbrio entre a produção de CO2 pelo metabolismo e sua 
eliminação pelos pulmões. As principais manifestações clínicas da acidose respiratória são rubor facial e de extremidades, dispneia ou 
bradipneia (em pacientes com depressão do centro respiratório), ansiedade, delírio, tremores, crises convulsivas e coma. 
Gabarito B 
 
228. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) Qual equipamento para terapia respiratória de crianças e adultos promove ventilação, compressão 
positiva e apresenta excelente desempenho como gerador de fluxo e CPAP? 
a) Peak-flow. 
b) Reanimador de muller. 
c) Fluter. 
d) Manuvacuômetro. 
e) Voldyne. 
Comentário: A pressão positiva intermitente caracteriza-se por ciclos ou períodos de aplicação de ventilação com intervalos de tempo 
variados usando o Reanimador de Müller. A técnica da ventilação por pressão positiva intermitente auxilia na redução do trabalho 
respiratório, na reexpansão pulmonar e na prevenção do acúmulo de secreção, porém apresenta-se de forma limitada para o suporte 
ventilatório. Existem diversas formas de aplicar pressão positiva intermitente, desde padrões com Ambú até a utilização do Reanimador 
de Müller. 
A utilização do Reanimador do Muller está indicada quando existe um aumento do trabalho ventilatório durante a ventilação espontânea; 
Alterações de distensibilidade dos pulmões e da caixa torácica; Incremento da resistência das vias aéreas, principalmente pelo acúmulo 
de secreções; Incapacidade dos níveis gasométricos se manterem dentro dos parâmetros de normalidade; incrementar a eficiência 
respiratória; complementação da ventilação pulmonar deficiente (pós-operatório com presença de disfunção neurológica); prevenção da 
fadiga muscular respiratória; manutenção do equilíbrio geométrico dos alvéolos e potencialização dos mecanismos de tosse. 
As vantagens do Reanimador de Müller: pequena repercussão hemodinâmica; melhor homeostasia do O2 e CO2; evita atrofia e 
incoordenação respiratória; não existe possibilidade de barotrauma; melhora significativa de volumes e capacidades; melhora da 
eficiência de tosse com eliminação de secreções; fácil apuração dos padrões ventilatórios; não necessita de energia elétrica; garante 
pressão inspiratória; umidifica o ar inalado; portátil; conexão fácil ao tubo orotraqueal, máscara facial ou traqueostomia e de fácil 
manuseio. As desvantagens são oferecer Oxigênio 100 % e ausência de PEEP 
 
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Gabarito B 
 
229. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) A técnica da Fisioterapia Respiratória cuja sigla é denominada de ―ELTGOL‖ é utilizada com o 
principal objetivo de 
a) Mobilização das secreções pulmonares. 
b) Expansão da capacidade pulmonar. 
c) Recrutamento alveolar. 
d) Aumento da PEP. 
e) Fortalecimento da musculatura respiratória. 
Comentário: A ELTGOL (Expiração lenta total com a glote aberta em DL) é uma técnica que permite mobilizar secreções situadas nas 
vias aéreas de médio calibre para as mais proximais, através de fluxos expiratórios modulados, com a glote aberta, promovendo uma 
redução gradual do lúmen das vias aéreas, reduzindo o risco de colabamento no pulmão infralateral (hemitórax dependente, ou seja, 
hemitórax que se mantém apoiado na maca durante a terapia). 
LEMBRE-SE: pulmão a ser tratado para baixo, em contato com a maca. 
Gabarito A 
 
230. (CETREDE, Icó-CE, 2014) Redução dos tônus musculares, olhos oblíquos, hiperflexibilidade das articulações, mãos 
pequenas e largas com uma única linha na palma, pés largos com dedos curtos, aplainamento da raiz do nariz, orelhas 
pequenas e situadas na parte inferior da cabeça, pescoço curto, cabeça pequena, cavidade oral pequena, choros curtos durante a 
infância. São características da síndrome de 
a) Asperger. 
b) West. 
c) Turner. 
d) Down. 
e) Raynaud 
Comentário: Agora vamos analisar uma questão que menciona características de determinada patologia, esse tipo de questão requer 
atenção na descrição da patologia, principalmente em relação ao quadro clínico. 
Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental de base genética, pode ser definida como uma perturbação do 
desenvolvimento que se manifesta por alterações, sobretudo na interação social na comunicação e no comportamento. Embora seja uma 
disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, não existe marcador biológico, pelo que o diagnóstico se baseia num 
conjunto de critérios comportamentais. 
Síndrome de West  consiste numa tríade de sinais clínicos e eletroencefalográficos atraso do desenvolvimento, espasmos infantis e 
traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia. As crises são traduzidas por espasmos ou uma salva de espasmos com 
seguintes característicasflexão súbita da cabeça, com abdução dos membros superiores e flexão dsa pernas (espasmos mioclônico 
maciço) é comum à emissão de um grito por ocasião do espasmo. 
Síndrome de Turner é definida pela presença de um cromossomo X e deleção total ou parcial do segundo cromossomo sexual em 
paciente fenotipicamente feminino, com uma ou mais características clínicas atribuídas à síndrome. Os principais achados físicos 
divididos por segmentos são: 
*Olhos e região periocular: ptose palpebral, estrabismo, pregas epicanticas, hipertelorismo ocular e sobrancelhas espessas. *Orelhas: 
implantação baixa, orelhas rodadas. 
*Boca: Boca de peixe, palato em ogiva, alterações dentárias. 
*Cabelos: implantação baixa. 
*Micrognátia 
*Região torácica: Tórax em escudo, tórax escavado, hipertelorismo mamário, escoliose e cifose. 
*Extremidades: Cúbito e geno valgo; 4º metacarpo curto; Linfedema em mãos e pés. 
Síndrome de Down é caracterizada como uma condição genética, que leva seu portador a apresentar uma série de características 
físicas e mentais específicas. Esta síndrome é considerada uma das mais frequentes anomalias dos cromossomos autossômicos e 
representa a mais antiga causa de retardo mental. Existem cerca de 50 características físicas exibidas pela criança com SD logo após o 
nascimento. 
Incluem-se prega palmar única, braquicefalia, pregas epicânticas, base nasal achatada, hipoplasia da região mediana da face, diâmetro 
frontooccipital menor, fontanelas anterior e posterior amplas, pescoço curto em relação ao não portador da síndrome, língua protusa e 
hipotônica, orelhas pequenas e subdesenvolvidas, fígado e baço grandes, além da presença de clinodactilia. Contudo, vale ressaltar que 
estas características não estão presentes em todas as crianças portadoras de SD. 
Raynaud conhecido como fenômeno de Raynaud (FRy) caracteriza-se por episódios reversíveis de vasoespasmos de extremidades, 
associados a palidez, seguido por cianose e rubor de mãos e pés, que ocorrem usualmente após estresse ou exposição ao frio. 
Geralmente ocorre em mãos e pés e em casos mais graves pode também acometer o nariz, orelhas ou língua. As alterações de 
coloração são classicamente descritas em três fases sucessivas: palidez (fase isquêmica), cianose (causada por venoestase e 
desoxigenação) e rubor (hiperemia reativa/reperfusão). Dor e/ou parestesias podem também estar associadas aos ataques, causando 
desconforto ao indivíduo. 
Gabarito D 
 
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231. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacara-CE, 2012) A Paralisia Cerebral (PC) é uma encefalopatia não evolutiva causada em um 
cérebro imaturo caracterizada por uma disfunção global em que sobressaem as alterações motoras. Quanto a sua etiologia, associe 
corretamente a coluna B pela coluna A. 
Coluna A 
I. Antes do parto 
II. Durante o parto 
III. Após o parto 
Coluna B 
( )Meningite ou encefalite. 
( )Trauma do feto com fórceps. 
( )Parto demorado. 
( )Toxemia gravídica. 
( )Febre prolongada com temperatura elevada. 
Marque a única opção que apresenta a sequência 
CORRETA: 
a) I – III – II – II – I. 
b) III – I – II – I – III. 
c) III – II – II – I – III. 
d) II – I – III – II – III. 
e) II – II – I – III – I. 
Comentário: O termo paralisia cerebral (PC) designa um grupo heterogêneo de distúrbios cerebrais de caráter não progressivo, mas 
frequentemente mutável. Afeta o sistema nervoso central em fase de maturação estrutural e funcional, devido a uma lesão ocorrida 
durante o período pré, peri ou pós-natal, até o segundo ano de vida e com etiologia multifatorial. Diante o enunciado na questão vamos 
revisar as causas da PC. 
Antes do parto Durante o parto Após o parto 
Genéticas e/ou Heretitárias 
Causas Maternas 
Infecções congênitas (Toxoplasmose, 
Rubéola, Citomegalovírus, Sífilis, HSV) 
Drogadição materna, uso de 
medicamentos (Tabaco, Álcool, Maconha, 
Cocaína) 
Complicações obstétricas 
Eclampsia/Pré-eclâmpsia 
Descolamento Placentário 
Placenta prévia 
Hemorragias/ameaça de aborto 
Diabetes/Desnutrição maternos 
Má posição do cordão umbilical 
Malformações congênitas 
Exposição a radiações (raios X) 
Prematuridade e Baixo peso 
Distócias (Asfixia perinatal, Trauma 
cerebral) 
Hiperbilirrubinemia (hemolítica ou por 
incompatibilidade) 
Hipoglicemia 
Distúrbio Hidroeletrolíticos 
Parto demorado 
Infecções (Meningites e Encefalites) 
Trauma craniano 
Acidente cérebro-vascular 
Cardiopatia congênita cianótica 
Anemia Falciforme 
Malformações vasculares 
Encefalopatias desmielinizantes (pós-
infecciosas ou pós-vacinais) 
Anóxia cerebral 
Acidente por submersão 
Aspiração de corpo-estranho 
Insuficiência/parada respiratória 
Síndromes epilépticas (West e Lennox-
Gastaut) 
Status epilepticus 
Desnutrição 
Gabarito C 
 
232. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) A paralisia cerebral (PC) é uma condição heterogênea resultante de uma lesão não-progressiva do 
cérebro imaturo que causa prejuízo para as funções motoras e para a postura, podendo ter várias alterações associadas como distúrbios 
de visão e de linguagem, retardo mental, surdez e convulsões. Marque a opção INCORRETA sobre essa patologia. 
a) Anoxia, uso de drogas e de álcool pode ser causa da PC. 
b) Atetose são movimentos involuntários como o balismo, que é uma possível alteração da PC. 
c) A ataxia (perda de equilíbrio) é uma das principais alterações da PC. 
d) A paraparesia é o acometimento de membro superior e do membro inferior ipsilateal. 
e) Diplegia é um termo errado, a princípio, porém consagrado pelo uso e indica acometimento dos membros superiores e inferiores, 
sendo mais leves as alterações nos membros superiores. 
Comentário: A paralisia cerebral (PC) é caracterizada por uma alteração dos movimentos controlados ou posturais dos pacientes, 
aparecendo cedo, sendo secundária a uma lesão, danificação ou disfunção do sistema nervoso central (SNC) e não é reconhecido como 
resultado de uma doença cerebral progressiva ou degenerativa. O evento lesivo pode ocorrer no período pré, peri ou pós-natal. A PC 
pode ser classificada por dois critérios: pelo tipo de disfunção motora presente, ou seja, o quadro clínico resultante, que inclui os tipos 
extrapiramidal ou discinético (atetóide, coréico e distônico), atáxico, misto e espástico; e pela topografia dos prejuízos, ou seja, 
localização do corpo afetado, que inclui tetraplegia ou quadriplegia, monoplegia, paraplegia ou diplegia e hemiplegia. Na PC, a forma 
espástica é a mais encontrada e frequente em 88% dos casos. 
 
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Formas clínicas: 
Hemiplegia: é a manifestação mais frequente afetando um lado do corpo, com maior comprometimento do membro superior. 
Hemiplegia bilateral (tetra ou quadriplegia): ocorrem lesões difusas bilateral no sistema piramidal dando além da grave tetraparesia 
espástica com intensas retrações em semiflexão. 
Diplegia: ocorre em 10 a 30 % dos pacientes, sendo a forma mais encontrada em prematuros. Trata-se de um comprometimento dos 
membros inferiores, comumente evidenciando uma acentuada hipertonia dos adutores(marcha em tesoura). Os membros superiores são 
menos acometidos. 
Discinesia: atualmente é a mais rara, pois se manifesta através de movimentos involuntários, sobretudo distonias axiais e/ou 
movimentos córeoatetóides das extremidades. 
Ataxia: iIgualmente rara. Inicialmente pode traduzir-se por hipotonia e, aos poucos, verificam-se alterações do equilíbrio (ataxia axial) e, 
menos comumente, da coordenação ( ataxia apendicular). 
Mista: é a associação das manifestações anteriores, correspondendo, geralmente, ao encontro de movimentos distônicos e córeo-
atetóides ou à combinação de ataxia com plegia (sobretudo diplegia). 
Diante do exposto observamos um equivoco na definição de paraparesia, está acarreta a perda parcial das funções motoras dos 
membros inferiores. Portando letra D errada. 
Gabarito D 
 
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233. (CETREDE, São Benedito-CE, 2015) Identifique a alternativa que representa a forma mais comum de displasia esquelética, 
gerando condições geneticamente determinadas geralmente com baixa estatura e alteração do arcabouço ósseo. 
a) Síndrome de Down. 
b) Síndrome de Turne. 
c) Síndrome de Asperger. 
d) Síndrome de Klinefelter 
e) Acondroplasia. 
Comentário: Cuidado com esse tipo de questão, elas podem induzir facilmente ao erro. Vamos fazer uma breve revisão das patologias 
citadas. 
Síndrome de Down é caracterizada como uma condição genética, que leva seu portador a apresentar uma série de características 
físicas e mentais específicas. Esta síndrome é considerada uma das mais frequentes anomalias dos cromossomos autossômicos e 
representa a mais antiga causa de retardo mental. Existem cerca de 50 características físicas exibidas pela criança com SD logo após o 
nascimento. Incluem-se prega palmar única, braquicefalia, pregas epicânticas, base nasal achatada, hipoplasia da região mediana da 
face, diâmetro frontooccipital menor, fontanelas anterior e posterior amplas, pescoço curto em relação ao não portador da síndrome, 
língua protusa e hipotônica, orelhas pequenas e subdesenvolvidas, fígado e baço grandes, além da presença de clinodactilia. Contudo, 
vale ressaltar que estas características não estão presentes em todas as crianças portadoras de SD. 
Síndrome de Turner é definida pela presença de um cromossomo X e deleção total ou parcial do segundo cromossomo sexual em 
paciente fenotipicamente feminino, com uma ou mais características clínicas atribuídas à síndrome. Os principais achados físicos 
divididos por segmentos são: 
*Olhos e região periocular: ptose palpebral, estrabismo, pregas epicânticas, hipertelorismo ocular e sobrancelhas espessas. *Orelhas: 
implantação baixa, orelhas rodadas. 
*Boca: Boca de peixe, palato em ogiva, alterações dentárias. 
*Cabelos: implantação baixa. 
*Micrognátia 
*Região torácica: Tórax em escudo, tórax escavado, hipertelorismo mamário, escoliose e cifose. 
*Extremidades: Cúbito e geno valgo; 4º metacarpo curto; Linfedema em mãos e pés. 
Síndrome de Asperger é uma perturbação neurocomportamental de base genética, pode ser definida como uma perturbação do 
desenvolvimento que se manifesta por alterações, sobretudo na interação social na comunicação e no comportamento. Embora seja uma 
disfunção com origem num funcionamento cerebral particular, não existe marcador biológico, pelo que o diagnóstico se baseia num 
conjunto de critérios comportamentais. 
Síndrome de Klinefelter distúrbio genético cromossômico, ou seja, está relacionada com alterações numéricas no conjunto de 
cromossomos de um indivíduo. Os indivíduos com esta síndrome possuem função sexual normal, mas não podem produzir 
espermatozoides (Azoospermia) e importante ressaltar que todos os indivíduos com Klinefelter são do sexo masculino devido à 
presença do cromossomo Y. Apresentam as seguintes características: hipodesenvolvimento (baixo desenvolvimento) dos caracteres 
sexuais secundários masculinos e podem apresentar algumas características femininas tais como desenvolvimento de mamas 
(ginecomastia), infertilidade, estatura alta, baixo IMC sendo geralmente magros, pênis pequeno e pouco desenvolvimento dos testículos, 
níveis elevados de LH e FSH, além de desordens psiquiátricas, como neurose, psicose e depressão serem comuns nesses indivíduos. 
Acondroplasia forma mais comum de displasia esquelética. As displasias esqueléticas são um grupo amplo de condições 
geneticamente determinadas que cursam, geralmente, com baixa estatura e alteração do arcabouço ósseo. Apresentam características 
específicas tais como baixa estatura (existe encurtamento predominante dos membros em relação ao tronco), mãos em formato de 
tridente, aumento da circunferência da cabeça, (macrocefalia), nariz em sela, limitação da extensão dos cotovelos, macrocrania com 
proeminência frontal, hipoplasia facial, além de manifestações neurológicas decorrentes de deformidades na coluna vertebral. 
Gabarito E 
 
234. (CETREDE, Paracuru-CE, 2015) Hematomas intracranianos são acúmulos de sangue no interior da massa encefáfica ou entre esta 
e a caixa craniana. O hematoma pode ser subdural (abaixo da dura-máter) ou epidural (entre a dura-máter e a caixa craniana). Sobre as 
lesões de áreas especificas do cérebro, marque a opção CORRETA. 
a) Lesões da parte posterior do lobo frontal podem causar apatia, falta de atenção e indiferença. 
b) Lesão do lobo parietal interfere acentuadamente na compreensão da linguagem e impede que o indivíduo se expresse. 
c) Lesões maiores do lobo temporal podem causar incapacidade do paciente para realizar atividades sequenciais (apraxia) e a 
consciência de direita e esquerda, a capacidade de reconhecer as partes do corpo. 
d) As lesões do lobo frontal interferem acentuadamente na compreensão da linguagem e impedem que o indivíduo se expresse. 
e) Lesões do lobo temporal podem causar apatia, falta de atenção e indiferença. 
Comentário: A lesão do córtex cerebral é um tema bastante recorrente em provas e requer um bom conhecimento da neuroanatomia de 
cada lobo, vejamos a tabela abaixo. 
Lobo Lesão 
Frontal Lesões nos lobos frontais podem se manifestar através de sintomas relacionados à motricidade como paresias em 
geral, afasia de Broca (afasia de expressão) e movimentos involuntários dos olhos. Pode haver também 
manifestações não motoras, estas estando relacionadas a danos no córtex pré-frontal. O paciente apresentaria um 
 
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quadro de perda da capacidade de planejar, executar e monitorar ações que visem um objetivo; síndromes de 
desinibição (descuidos no cuidado pessoal, comportamentos sociais inadequados, promiscuidade sexual); labilidade 
emocional e demência. As grandes lesões da parte posterior dos lobos frontais podem causar apatia, falta de 
atenção, indiferença e, às vezes, incontinência. 
Parietal Lesões nos lobos parietais produzem anormalidades sensoriais superiores (estereognosia, grafestesia, localização 
tátil e discriminação de dois pontos). Um fato interessante é que paciente com lesões no lobo parietal não 
dominante podem desenvolver a síndrome de anosognosia, na qual o enfermo nega possuir seus membros 
contralaterais à lesão. As pessoas com lesões maiores podem perder a capacidade para executar tarefas 
sequenciais, como abotoar um botão (apraxia) e ter consciência do sentido direita-esquerda, além da 
somatognosia (incapacidade de reconhecer partes do corpo). 
Temporal Uma lesão no lobo temporal direito tende a afetar a memória dos sons e das formas. Uma lesão no lobo temporal 
esquerdo interfere de maneira drástica com a compreensão da linguagem (afasia de Wernicke) e é típico que 
impeça que a pessoa se exprima através dela. As pessoas com uma lesão no lobo temporal direito não dominante 
podem experimentar alterações de personalidade. Lesões na área auditiva (giro temporal superior) podem originar 
manifestações que variam desde zumbidos até alucinações auditivas. 
Occipital Os lobos occipitais parecem possuir todas as suas funções relacionadas, direta ou indiretamente, à visão. Dessa 
forma, danos nessas áreas acarretam graus variados de perda visual, os quais podem vir ou não acompanhados de 
outros déficits. Por exemplo, o paciente pode apresentar quadro de hemianopsia bilateral com ou sem agnosia de 
cores (perda na capacidade de distinção entre diferentes cores). 
Gabarito A 
 
235. (NEOEXITUS, Jucás-CE, 2014) A doença de Parkinson é uma enfermidade crônica e progressiva do sistema nervoso caracterizada 
por sinais de rigidez, bradicinesia, tremor e instabilidade postural. Com relação à doença de Parkinson, marque a opção INCORRETA. 
a) A doença de Parkinson é associada à degeneração dos neurônios dopaminérgicos que produzem dopamina. 
b) A rigidez é definida como acréscimo de resistência nos movimentos passivos, é sentida, uniformemente,em ambos os músculos 
agonistas e antagonista. 
c) A bradicinesia se refere à lentidão e à dificuldade na manutenção dos movimentos. 
d) A rigidez em cano de chumbo é uma resistência mais sustentada pelos movimentos ativos. 
e) O tremor de Parkinson é descrito como um tremor de repouso, porque está, frequentemente, presente no repouso e desaparece com 
movimentos voluntários. 
Comentário: A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa, lenta e progressiva que afeta o sistema nervoso central, ocorrendo 
perda de neurônios. Seu mecanismo fisiopatológico consiste na disfunção dos núcleos da base (substância negra e o núcleo estriado) 
com consequente redução da dopamina na via nigroestriatal. A tríade da DP consiste em: tremor de repouso, rigidez(sinal de roda 
denteada ou cano de chumbo) e bradicinesia. Este sinal pode ser definido como lentidão extrema e dificuldade para manter o 
movimento, ou seja, consiste de movimentos lentos ou reduzidos no portador de Parkinson. 
Sinal da Roda Denteada ou cano de chumbo resistência continua ao longo de todo o arco de movimento passivo, a mobilização de 
uma articulação progride por etapas, tal como os movimentos presentes de uma roda denteada. 
RigidezAumento do tônus muscular que resulta em um aumento da resistência ao movimento passivo. 
Tremor Movimento oscilatório involuntário que resulta de contrações alternadas de grupos musculares opositores. Existem três tipos: 
Repouso (segmento envolvido em repouso), Intencional (ocorre durante o movimento voluntário) e postural (movimentos oscilatórios do 
corpo enquanto o paciente mantém a postura ereta). 
Gabarito D 
 
236. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) A doença de Parkinson (DP) ou Mal de Parkinson é uma doença degenerativa, crônica e 
progressiva, que acomete em geral pessoas idosas. Ela ocorre pela perda de neurônios do SNC em uma região conhecida como 
substância negra. A fisioterapia pode contribuir no tratamento do paciente com essa patologia, através de: 
a) Mecanismos analgésicos, exercícios para equilíbrio e alongamento muscular. 
b) Alongamentos e mecanismos anti-inflamatórios. 
c) Exercícios para equilíbrio e coordenação, e mecanismos analgésicos. 
d) Mecanismos anti-inflamatórios, exercícios para equilíbrio e coordenação. 
e) Alongamentos, exercícios para equilíbrio e coordenação. 
Comentário: Vejamos mais uma questão abordando sobre a Doença de Parkinson, nesta questão pode atentar a cada alternativa para 
encontrar a resposta correta. Observem que nas alternativas que apresentam mecanismos analgésicos e anti-inflamatórios encontram-se 
equivocados, já que a conduta mais adequada para esse tipo de paciente consiste na cinesioterapia, utilizando os recursos descritos na 
letra E. 
Gabarito E 
 
 
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237. (NEOEXITUS, Forquilha-CE, 2013) Os distúrbios dos neurônios motores (DNM) constituem um espectro heterogêneo de distúrbios 
clínicos hereditários e esporádicos (sem história familiar) dos Neurônios Motores Superiores (NMS), dos Neurônios Motores Inferiores 
(NMI). Sobre estes distúrbios marque a opção CORRETA. 
a) Atrofia muscular progressiva é uma degeneração dos tratos corticospinais, neurônios do córtex motor e do tronco encefálico, e das 
células do corno anterior da medula espinal. 
b) Esclerose lateral amiotrófica é uma degeneração dos neurônios motores dos nervos craniais IX e XII. 
c) Paralisia bulbar progressiva é a perda ou cromatólise dos neurônios motores da medula espinal e do tronco encefálico. 
d) Esclerose lateral primária é uma degeneração dos neurônios motores inferiores. 
e) A esclerose lateral amiotrófica, mais comumente conhecida por Doença de Lou Gehrig, é a doença de neurônio motor mais comum e 
devastadoramente fatal entre adultos. 
Comentário: Agora vamos revisar sobre os distúrbios dos neurônios motores, SNMI e SNMS. 
Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença do sistema nervoso de caráter degenerativo, progressivo e incapacitante, 
caracterizada pela degeneração e perda dos neurônios motores da medula espinhal (corno anterior), tronco encefálico e encéfalo, 
resultando em uma variedade de sinais e sintomas clínicos de NMS e NMI. Também denominada doença de Charcot ou Lou Gehrig, 
sendo considerara dentre as DNM a mais comum e letal entre os adultos. Os Nervos cranianos envolvidos: V, VII, IX, X e XII. 
Preservados: III, IV e VI, além do sistema sensorial e dos tratos espinocerebelares. 
Paralisia Bulbar progressiva Esta doença é caracterizada pela lesão do neurônio motor inferior dos nervos cranianos que afetam a 
região bulbar. Como consequência, a fala com pronúncia ininteligível e a comunicação se deterioram rapidamente. Além disso, a 
deglutição torna-se difícil, aumentando o risco de engasgo e acúmulo de saliva. 
Apesar da maioria das pessoas permanecerem móveis no final, eventualmente os músculos dos ombros e dos membros superiores são 
afetados. 
Atrofia Muscular Progressiva Este tipo de doença tem mais probabilidade de afetar o NMI. A progressão é mais lenta, iniciando com 
fasciculação, fraqueza e debilidade nas mãos, movendo-se para os braços, ombros e pernas. O início pode ser em qualquer idade, mas a 
sobrevida para a maioria dos pacientes é maior que 5 anos. Há casos de sobrevida maior ou igual a 25 anos. 
Esclerose Lateral Primária Este tipo de esclerose atinge o NMS. Surge, aproximadamente, na idade de 50 anos, e é duas vezes mais 
comum em homens do que mulheres. Os sintomas iniciais incluem espasticidade, hiperreflexia, disartria, disfagia e labilidade emocional. 
Gabarito E 
 
238. (CETREDE, Trairi-CE, 2016) A doença de Alzheimer caracteriza-se pela atrofia do cortex cerebral. O processo geralmente é difuso, 
mas pode ser mais grave nos lobos frontal, parietal e temporal. Sobre os objetivos da reabilitação fisioterápica, identifique a alternativa 
que NÃO se enquadra ao procedimento terapêutico. 
a) Manter as capacidades funcionais do paciente. 
b) Manter ou devolver a ADM funcional das articulações. 
c) Incentivar e promover o funcionamento motor e mobilidade. 
d) Quando no leito, promover a imobilização para evitar deformidades. 
e) Treino do padrão da marcha. 
Comentário: Sobre os procedimentos com paciente portador de Alzheimer podemos citar: 
Manter as capacidades funcionais do paciente, manter ou devolver a ADM funcional das articulações, incentivar e promover o 
funcionamento motor e mobilidade, treino do padrão de marcha e quando paciente estiver no leito promover mobilizações a fim de 
evitar deformidades e contraturas. 
Gabarito D 
 
239. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) Analisando o hemicorpo de um paciente, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), 
observamos um braço para dentro, fletido e rodado para dentro, e a mão fechada com os dedos escondidos na palma da mão, além da 
perna rodada para dentro, o pé para dentro e o dedão para cima. Essa postura recebe o nome de 
a) atitude antálgica. 
b) postura de sway back. 
c) atitude escoliótica. 
d) atitude de wernicke mann. 
e) postura de descerebração. 
Comentário: Questão clássica sobre pacientes que sofreram AVC, essa postura descrita na questão se refere à postura de Wernicke-
Mann. Esta postura pós-AVC, demonstra uma das sequelas mais importantes do AVC e de várias outras doenças como tumores 
cerebrais, traumas cranianos e esclerose múltipla, a espasticidade. 
DICA: AVC  postura de Wernicke-Mann síndrome piramidal hipertonia elástica. 
Atitude antálgica: postura adotada pelo paciente em casos de algia persistente, exemplo a marcha antálgia devido hérnia discal. 
Postura de sway back: postura do individuo ao apresentar retificação da lordose lombar juntamente com a acentuação da cifose 
torácica. As duas coisas ocorrem simultaneamente. 
Atitude escoliótica: é um desvio da coluna vertebral decorrente de desequilíbrio musculoesquelético. Atenção atitude escoliótica não é 
escoliose, fique atento. 
 
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Postura de descerebração: indica lesão do mesencéfalo do tronco encefálico. O paciente apresenta os braços estendidos, aduzidos e 
antebraços pronados juntamente com hiperextensão das pernas e flexão plantar dos tornozelos. 
Gabarito D 
 
240. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacara-CE, 2012) Como deve ser confeccionada a órtese de membro superior para um paciente 
neurológico que apresenta uma postura de Wernicke-Mann? Marque a única opção CORRETA. 
a) Extensão de dedos, punho neutro e abdução de polegar. 
b) Flexão de dedos, punho neutro e abdução de polegar. 
c) Extensão de dedos, punho neutro e adução de polegar. 
d) Flexão de dedos, punho neutro e adução de polegar. 
e) Extensão de dedos, punho neutro e flexão do polegar. 
Comentário: A postura de Wernicke-Mann ocorre na síndrome piramidal (Ex: AVC), fazendo com que o paciente assuma essa padrão 
patológico de postura que é constituído por adução do braço, flexão e pronação do antebraço, flexão do punho e dos dedos da mão com 
o polegar aduzido; extensão do membro inferior, pé varo e em ligeiro equinismo. Podemos observar que o enunciado da questão 
menciona como deve se a órtese para o membro superior do paciente com essa postura, vejamos: 
Postura patológica do MS: adução do braço, flexão e pronação do antebraço, flexão do punho e dos dedos da mão com o polegar 
aduzido. 
Órtese: dedos em extensão, punho na posição neutra e o polegar abduzido. Atentem que esse tipo de órtese irá atuar com ênfase no 
punho e mão do lado acometido. 
Gabarito A 
 
241. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é considerado uma das principais causas de incapacidade 
da atualidade. Causando dependência para, no mínimo, uma atividade funcional. Sobre a deambulação e sua reabilitação, identifique a 
afirmativa INCORRETA. 
a) As sequelas, como incoordenação motora, restrição da amplitude de movimento articular, espasticidade, fraqueza muscular, déficits 
sensoriais e alterações cognitivas, afetam o equilíbrio e a orientação corporal, ocasionando instabilidade, alterações na marcha e quedas. 
b) A marcha de indivíduos com hemiparesia/hemiplegia é tipicamente caracterizada pela menor amplitude dos movimentos articulares, 
menor velocidade, assimetria na transferência do peso corporal, aumento da fase de balanço, instabilidade na fase de apoio, maior gasto 
energético, prejuízo no ritmo e lentidão nos ajustes adaptativos frente aos distratores do ambiente. 
c) Indivíduos hemiparéticos apresentam velocidade normal da marcha inferior à, aproximadamente, metade dos valores de indivíduos 
saudáveis. Assim, a velocidade de marcha tornou-se um marcador importante, sensível e confiável da gravidade do déficit funcional em 
indivíduos pós-AVE. 
d) As alterações na marcha após o AVE, somadas às reações automáticas inadequadas de proteção no hemicorpo afetado, aumentam a 
prevalência de quedas nessa população. 
e) Devido a todas as alterações na marcha e as dificuldades impostas pelo AVE, os indivíduos com hemiparesia não são capazes de 
adotar estratégias compensatórias na tentativa de melhorarem o desempenho da marcha e aumentar em sua velocidade. 
Comentário: O acidente vascular encefálico é uma das doenças mais incapacitantes atualmente no mundo e conhecer os mecanismos 
de reabilitação é essencial na prática e nos concursos. Após a ocorrência do AVE, cerca de 40% dos indivíduos não conseguem realizar 
marcha de forma independente e essa dependência na marcha permanece mesmo após uma melhora global significativa com a 
reabilitação. Um detalhe importante nessa questão aparece no item E quando menciona que apesar de todas as alterações na marcha e 
as dificuldades impostas pelo AVE, os indivíduos com hemiparesia SÃO CAPAZES de adotar estratégias compensatórias na 
tentativa de melhorar o desempenho da marcha e aumentar sua velocidade. Isso quer dizer que esses pacientes apresentam 
alguma forma de compensação neuromuscular a fim de realizar uma deambulação melhor. As demais alternativas estão corretas de 
acordo com a literatura. 
Gabarito E 
 
242. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacoara-CE, 2012) O Acidente Vascular Encefálico (AVE) é uma patologia que gera inúmeras 
sequelas no paciente acometido, apresentando características diferentes em cada fase. Marque a única opção CORRETA. 
a) Hipertonia e hiperreflexia na fase aguda. 
b) Hipotonia e hiporreflexia na fase crônica. 
c) Hiperreflexia e hipertonia na fase aguda. 
d) Hiperreflexia e hipertonia na fase crônica. 
e) Hiporreflexia e hipertonia na fase crônica. 
Comentário: Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o surgimento agudo de uma disfunção neurológica devido a uma anormalidade na 
circulação cerebral, tendo como resultados sinais e sintomas que correspondem ao comprometimento de áreas focais no cérebro. Na 
fase aguda apresenta-se flácido, sem movimentos voluntários e sem resistência ao movimento passivo; Déficit proprioceptivo e perda de 
padrões inadequados do lado não afetado (utilizados como compensação); Déficit das reações posturais automáticas: de retificação, de 
equilíbrio e extensão protetiva. Na transição para fase crônica inicia o desenvolvimento da espasticidade, hiperreflexia e padrões de 
desenvolvimento em massa (sinergismo em massa). 
Segundo Bobath, existem três estágios pós-AVC: 
 
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Primeiro estágio é a hipotonia no hemicorpo afetado; 
Segundo estágio é a hipertonia do hemicorpo afetado; 
Terceiro estágio é a de recuperação relativa que depende de muitos fatores entre os quais o local e a extensão da lesão, a idade, a 
capacidade do sistema nervoso se reorganizar (plasticidade) e a motivação/atitude do utente que podem fazer variar o tempo de 
permanência entre os estágios e condicionar a recuperação. Diante do exposto podemos constatar que na fase crónica do AVC 
observamos a hiperreflexia e aumento do tônus muscular (hipertonia tipo elástica). 
Bizu: Hipertonia plástica (síndrome extrapiramidal) – Hipertonia elástica (síndrome piramidal). 
Gabarito D 
 
243. (CETREDE, Morada Nova-CE, 2014) As __________ caracterizam-se pela __________ ocasionada por _______________ da pele 
e do tecido subcutâneo devido à _____________ dos tecidos entre dois pontos de apoio: de um lado, o osso e, do outro, o plano sobre 
qual o paciente repousa. 
Marque a alternativa que preencha corretamente e respectivamente as lacunas. 
a) Úlceras de pressão, necrose, isquemia, compressão. 
b) Queimaduras, necrose, atrito, estiramentos. 
c) Fraturas, separação, impacto, choque. 
d) TVP’s, obstrução, necrose, compressão. 
e) Lesões, ruptura, atrito, choque. 
Comentário: As UP são áreas localizadas de isquemia e necrose tecidual, que se desenvolvem pela compressão prolongada dos tecidos 
moles entre proeminências ósseas e a superfície externa Localizações mais frequentes: isquiática (24%), sacrococcígea (23%), 
trocantérica (15%), e calcânea 8(%). Outras localizações incluem maléolos laterais (7%), cotovelos (3%), região occipital (1%), e região 
escapular. Pessoas com sensibilidade diminuída, imobilidade prolongada, ou acamadas com idade avançada são mais susceptíveis para 
aquisição de úlceras por pressão. 
Gabarito A 
 
244. (CETREDE, Pacatuba-CE, 2014) A síndrome de West se caracteriza por 
a) Anomalia do cromossomo X. 
b) Frouxidão ligamentar e hipotonia muscular generalizada. 
c) Atraso no desenvolvimento, espasmos físicos e traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia. 
d) Afetar a capacidade de comunicação, de socialização e de comportamento. 
e) Manter preservado a comunicação atrioventricular. 
Comentário: Síndrome de West  consiste numa tríade de sinais clínicos e eletroencefalográficos atraso do desenvolvimento, 
espasmos infantis e traçado eletroencefalográfico com padrão de hipsarritmia. As crises são traduzidas por espasmos ou uma salva de 
espasmos com seguintes características flexão súbita da cabeça, com abdução dos membros superiores e flexão dsa pernas (espasmos 
mioclônicomaciço) é comum à emissão de um grito por ocasião do espasmo. 
Gabarito C 
 
245. (NEOEXITUS, Jaguaribara-CE, 2012) A Síndrome de West é uma doença que está relacionada com a idade, ocorrendo entre o 
terceiro e décimo segundo mês, geralmente se manifestando no quinto mês. Possui diversas causas, sendo geralmente provocada por 
disfunções orgânicas do cérebro cujas origens podem ser pré-natais, perinatais ou pós-natais. Quais as principais características dessa 
síndrome? 
a) Hipertonia e atraso do desenvolvimento. 
b) Espasmos com flexão de pernas e hipertonia de membros superiores 
c) Hipotonia e desenvolvimento motor normal. 
d) Hipertonia de membros inferiores e hipotonia de membros superiores. 
e) Atraso do desenvolvimento e espasmos com flexão súbita da cabeça, abdução dos membros superiores e flexão das pernas. 
Comentário: Vejamos mais uma questão sobre a síndrome de West. 
A Síndrome de West (SW) apresenta como características essenciais: espasmos musculares, deteriorização mental ou atraso do 
desenvolvimento e um traçado eletrocefalográfico patognomônico. O início dos sintomas ocorre entre os três e oito meses de idade 
sendo mais frequente no sexo masculino na proporção de 2:1. As crises são traduzidas por espasmos com as seguintes características; 
flexão súbita da cabeça, com abdução dos membros superiores e flexão das pernas, é comum a emissão de um grito por ocasião do 
espasmo. 
Vale aqui ressaltar novamente os artigos retirados na internet que podem lhe ajudar na hora dos estudos, eis aqui nesse link a resposta 
para tal questão (http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/42686/sindrome-de-west-e-a-fisioterapia). 
Gabarito E 
 
246. (CETREDE, Itapipoca-CE, 2015) Úlcera de pressão é uma lesão localizada na pele e nos tecidos subjacentes, causada por 
pressão, torsão ou deslizamento, fricção e/ou uma combinação destes. Relacione a coluna B pela coluna A de acordo com a classificação 
da lesão. 
http://www.portaleducacao.com.br/educacao/artigos/42686/sindrome-de-west-e-a-fisioterapia
 
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COLUNA A 
I. Grau 1. 
II. Grau 2. 
III. Grau 3. 
IV. Grau 4. 
COLUNA B 
( ) Perda da espessura total da pele podendo incluir lesões ou mesmo necrose do tecido subcutâneo com extensão até à fascia 
subjacente, mas sem atingir totalmente. 
( ) Eritema não branqueável de pele intacta. Fatores como a descoloração da pele, calor, edema ou dureza podem também ser 
considerados indicadores, especialmente em indivíduos com pele mais escura. 
( ) Perda parcial da pele que envolve a epiderme, a derme ou ambas. A úlcera é superficial e apresenta-se clinicamente como uma 
abrasão ou flictena. 
( ) Destruição extensa, necrose dos tecidos, ou lesão muscular, óssea ou das estruturas de apoio com ou sem perda da espessura total 
da pele. 
Marque a opção que indica a sequência CORRETA. 
a) III – I – II – IV. 
b) II – I – IV – III. 
c) I – II – IV – III. 
d) III – II – I – IV. 
e) II – III – IV – I. 
Comentário: As úlceras por pressão costumam ser cobradas quanto a sua graduação da lesão, observe a associação: 
(III) Perda da espessura total da pele podendo incluir lesões ou mesmo necrose do tecido subcutâneo com extensão até à fascia 
subjacente, mas sem atingir totalmente. 
Observe a descrição quando menciona perda da espessura total da pele mas sem atingir totalmente a fáscia subjacente, portanto grau III. 
(I) Eritema não branqueável de pele intacta. Fatores como a descoloração da pele, calor, edema ou dureza podem também ser 
considerados indicadores, especialmente em indivíduos com pele mais escura. 
Observe aqui lesão mais branda da UP, ou seja, mais superficial classificada grau I. 
(II) Perda parcial da pele que envolve a epiderme, a derme ou ambas. A úlcera é superficial e apresenta-se clinicamente como uma 
abrasão ou flictena. 
Lesão acima do grau I com acometimento parcial das camadas da pele, sendo chamada grau II. 
(IV) Destruição extensa, necrose dos tecidos, ou lesão muscular, óssea ou das estruturas de apoio com ou sem perda da espessura total 
da pele. 
Lesão mais profunda que acomete todas as camadas da pele até o tecido ósseo, portanto grau IV. 
Observe candidato que não precisa você saber com propriedade a classificação da UP para encontrar a resposta, se você analisar a mais 
profunda e mais superficial irá acertar facilmente essa questão por eliminação. 
Gabarito A 
 
247. (NEOEXITUS, Capistrano-CE, 2013) A massagem faz uso de técnicas manuais que promovem relaxamento, alívio da dor e 
diminuição de edema. Quais dos exemplos a seguir são técnicas de massagem? 
a) Amassamento e iontoforese. 
b) Pétrissage e fricção. 
c) Fluter e effleurage. 
d) Fricção e huffing. 
e) Fonoforese e deslizamento. 
Comentário: A massagem é o termo usado para designar certas manipulações dos tecidos moles do corpo; estas manipulações são 
efetuadas com maior eficiência com as mãos e são administrados com a finalidade de produzir efeitos sobre os sistemas nervosos, 
muscular e respiratório e sobre a circulação sanguínea e linfática e geral. As principais técnicas de massagem são: 
Pétrissage: esta técnica envolve a aplicação de pressão aos tecidos em forma de amassamento. As técnicas podem ser efetuadas com 
toda a mão, com os dedos, ou apenas com o polegar. 
Amassamento: é realizado com as duas mãos nos lados opostos do membro, quando toda a superfície palmar está em contato com a 
parte. Então, é aplicada uma pressão suave, habitualmente com as mãos funcionando em direções opostas. 
Fricção: é executada nos tecidos superficiais e profundos é feita com as pontas dos dedos ,principalmente com primeiro dedo polegar, 
estes movem-se em pequenos círculos e mobilização os tecidos superficiais sobre os tecido subjacentes. 
É efetuada em diferentes direções transversalmente entre as fibras e longitudinalmente ao longo das fibras. 
Alisamento e Effleurage: O termo vem do francês effleurer: deslizar, e é um movimento de alisamento lento, realizado com pressão 
crescente e na direção do fluxo venoso e linfático. Sua finalidade é mobilizar o conteúdo das veias e dos vasos linfáticos superficiais, 
sendo útil na facilitação da circulação. Técnica básica e direção do movimento são realizadas na direção do retorno venoso. A 
manipulação é efetuada com a superfície palmar de uma ou ambas as mãos, trabalhando alternada ou simultaneamente. 
Gabarito B 
 
 
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248. (NEOEXITUS, Jijoca de Jericoacoara-CE, 2012) O envelhecimento é um processo dinâmico e progressivo no qual há 
modificações: morfológicas, funcionais, bioquímicas e psicológicas que determinam a perda da capacidade de adaptação do individuo ao 
meio ambiente. A queda é um dos acontecimentos mais frequentes neste contexto. Com base nas informações, analise os possíveis 
fatores que predispõem a queda no idoso. 
I. Redução da massa muscular. 
II. Aumento da acuidade visual. 
III. Instabilidade postural. 
IV. Alterações da massa óssea. 
Marque a única opção que apresenta as afirmativas 
CORRETA: 
a) I – III 
b) I – II – III 
c) II – IV 
d) II – III 
e) I – II – III – IV 
Comentário: As quedas nas pessoas idosas são comuns e aumentam progressivamente com a idade em ambos os sexos e em todos os 
grupos étnicos e raciais. Representa um problema de saúde pública. Existem fatores que predispõem à queda no idoso e que, de forma 
simplificada, podem ser divididos em intrínsecos: aqueles relacionados às alterações fisiológicas do processo de envelhecimento; ou 
então a uma patologia específica. O envelhecimento acarreta alterações fisiológicas que favorecem o acontecimento das quedas, como 
declínio da força muscular, alterações na massa óssea, déficit de equilíbrio, lentificação do tempo de reação, aumento do balanço do 
corpo, declínio dos reflexos, redução do controle postural, da coordenação motora, da flexibilidade, além de deficiências de visão, 
propriocepção, vibração e do sistema vestibular.OBS: Podemos observar que a referida questão é passível de anulação, visto que apresenta como correto os itens I, III e IV. 
Gabarito A (Gabarito oficial da banca) 
 
249. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Um ciclista profissional apresenta dor do lado de fora do joelho. O fisioterapeuta desconfia de 
Síndrome do Trato Iliotibial, pois o sintoma está situado na região de sua inserção. Essa região recebe a denominação de Tubérculo 
a) Carabelli. 
b) Lister. 
c) Cuneiforme. 
d) de Gerdy. 
e) de Montgomery 
Comentário: Está sendo comum cair em provas questões sobre anatomia óssea, principalmente em relação a nomes de proeminências 
ou tubérculos. O Trato Íliotibial (TIT) é uma fáscia longa localizada na face lateral da coxa. Origina-se de um pequeno feixe muscular no 
osso ilíaco na pelve onde é denominado de tensor da fáscia lata. Transcorre toda extensão lateral da coxa e insere-se abaixo da 
superfície articular do joelho em uma região denominada de Tubérculo de Gerdy (região ântero lateral e proximal da tíbia). 
Tubérculo de Carabelli → tubérculo anômalo de Carabelli é uma pequena cúspide adicional na superfície palatina, próximo ao ângulo 
mesiopalatino do Primeiro molar superior. Essa cúspide é totalmente inexistente em alguns indivíduos e está presente em outros numa 
grande variedade de formas. Em alguns casos, o Tubérculo de Carabelli pode até mesmo se igualar as cúspides principais em tamanho. 
Tubérculo de Lister → proeminência óssea no 1/3 médio de uma linha imaginária no dorso do punho. Serve de apoio para o tendão do 
extensor longo do polegar, é neste tubérculo que o tendão faz uma verdadeira polia. 
Tubérculo de Montgomery → glândulas de Montgomery são glândulas sebáceas sudoríparas localizadas nas aréolas mamárias que 
têm como função a proteção da pele dessa região por meio da formação de uma camada superficial hidrolipídica, evitando rachaduras na 
pele. Alguns componentes nas secreções podem estimular o apetite de recém-nascidos. 
Tubérculo Cuneiforme → Na parte distal do Bulbo entre o sulco mediano posterior e o sulco lateral posterior, encontra-se a continuação 
do funículo posterior da medula, sendo que no bulbo, este é dividido em fascículo grácil e fascículo cuneiforme pelo sulco intermédio 
posterior. Estes fascículos são constituídos por fibras nervosas ascendentes, provenientes da medula, que terminam em duas massas de 
substância cinzenta, os núcleos grácil e cuneiforme, situados na parte mais cranial dos fascículos correspondentes. Estes núcleos 
determinam o aparecimento de duas eminências: o tubérculo grácil, mais medial, e o tubérculo cuneiforme, mais lateral. 
Gabarito D 
 
250. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Análise a afirmativa a seguir: 
________constitui uma doença osteomuscular, comum em adolescentes caracterizada por uma patologia inflamatória que ocorre na 
cartilagem e no osso da tíbia, devido ao esforço excessivo sobre o tendão patelar. Marque a alternativa que completa corretamente a 
lacuna. 
a) Crohn. 
b) Raynaud 
c) Osgood-Schlatter. 
d) Legg-calvé-perthes. 
e) Lyme 
 
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Comentário: Essa questão aborda o conceito de determinada patologia ortopédica, este assunto é recorrente em diversas bancas e 
merece atenção quanto as principais características. 
Esta síndrome descrita primeiramente por Osgood em 1903 se apresenta durante a adolescência em forma de uma tumefação em torno 
do tubérculo tibial e do tendão patelar. Caracterizada por uma patologia inflamatória que ocorre na cartilagem e no osso da tíbia, 
devido ao esforço excessivo sobre tendão patelar. 
Predominantemente acomete mais o sexo masculino da faixa etária dos 10 aos 15 anos, praticantes de esportes especialmente os que 
incluem: chutes, saltos e corridas. 
Gabarito C 
 
251. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) A Síndrome de Down (SD) é caracterizada como uma condição genética, que leva seu 
portador a apresentar uma série de características físicas e mentais específicas. Podemos citar tais características físicas, EXCETO: 
a) Língua proeminente. 
b) Mãos e pés pequenos. 
c) Cavidade oral pequena. 
d) Hipertonia. 
e) Prega palmar única 
Comentário: A Síndrome de Down (SD) é caracterizada como uma condição genética, que leva seu portador a apresentar uma série 
de características físicas e mentais específicas. Esta síndrome é considerada uma das mais frequentes anomalias dos cromossomos 
autossômicos e representa a mais antiga causa de retardo mental. Uma das características principais da Síndrome de Down, e 
que afeta diretamente o desenvolvimento psicomotor, e a hipotonia generalizada, presente desde o nascimento. 
Dentre as características da SD incluem-se: prega palmar única, braquicefalia, pregas epicânticas, base nasal achatada, hipoplasia 
da região mediana da face, diâmetro frontooccipital menor, fontanelas anterior e posterior amplas, pescoço curto em relação ao 
não portador da síndrome, língua protusa e hipotônica, orelhas, mãos e pés pequenos, fígado e baço grandes, além da presença de 
clinodactilia (desvio dos dedos). 
Contudo, vale ressaltar que estas características não estão presentes em todas as crianças portadoras de SD. 
Gabarito D 
 
252. (CETREDE, Barroquinha-CE, 2015) Após uma entorse de tornozelo, com fratura do maléolo lateral do pé direito, um atleta de surf 
realizou procedimento de osteossíntese. Durante a reabilitação o fisioterapeuta escolheu recursos de analgesia, anti-inflamatórios e de 
cicatrização. Qual dos recursos a seguir NÃO é indicado para este paciente? 
a) Crioterapia. 
b) Contraste. 
c) Laser AsGa. 
d) Protocolo PRICE. 
e) Ultrassom terapêutico. 
Comentário: Detalhe importante nessa questão é relacionado à colocação de OSTEOSSÍNTESE após entorse de tornozelo. Diante dos 
recursos apresentados podemos utilizar todos, exceto ultrassom terapêutico visto que se trata de uma contraindicação para seu uso 
nesse caso. Observe no quadro a seguir as principais contraindicações da terapia com US: 
Cavidades cheias de liquido 
Coração, cérebro e gânglios cervicais 
Locais de hemorragias agudas 
Locais isquêmicos 
Marca-passos 
Diretamente sobre a coluna 
Implantes metálicos 
Placas de crescimento imaturas 
Regiões próximas a tumores 
Alergia a gel 
Gabarito: E 
 
253. (CETREDE, Mombaça-CE, 2015) A Eletroestimulação Transcutânea (TENS) é um recurso da eletroterapia que objetiva o(a) 
a) fortalecimento muscular. 
b) cicatrização tecidual. 
c) analgesia. 
d) reparo ósseo. 
e) restauração da junção mioneural 
Comentário: Estimulação Elétrica Nervosa Transcutânea é o método de estimulação dos nervosos periféricos através de eletrodos 
acoplados à pele com fins terapêuticos. É uma corrente analgésica, ela atua nos sistemas modulares da dor, aumentando sua tolerância 
à dor causando uma analgesia. A estimulação elétrica nervosa transcutânea é um valioso recurso físico para o alívio somático da dor , 
seja ela proveniente de lesões agudas ou mesmo decorrentes de processos crônicos. 
Gabarito C 
 
254. (CETREDE, Carnaubal-CE, 2015) Na incontinência urinária um dos principais objetivos do tratamento fisioterápico é o 
fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico, pois a melhora da força e da função desta musculatura favorece uma contração 
 
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consciente e efetiva nos momentos de aumento da pressão intra-abdominal, evitando assim as perdas urinárias. Identifique o 
músculo que NÃO faz parte do assoalho pélvico. 
a) Isquiocavernoso. 
b) Pubococcígeo. 
c) Genioglosso. 
d) Bulbocavernoso. 
e) Iliococcígeo 
Comentário: Os MAP estão dispostos em duas camadas: superficial (também chamada de períneo) e profunda. 
Os músculos da camada superficial são: bulbocavernoso, isquiocavernoso, transverso superficial e profundo e esfíncter anal externo os 
quais participam do mecanismo de continência

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