Prévia do material em texto
UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE PESSOAS Resenha Crítica de Caso Patricia Mara Rocha de Castro Trabalho da disciplina: Criatividade e inovação Organizacional Tutor: Prof. Andrea Quintella de Bezerra Brasília 2020 Criatividade e Inovação Organizacional NETFLIX – As Estratégias de Inovação do Novo Mercado VOD Online Referência: Will Shih Stephen Kaufman David Spinola Harvard Business Scholl – 610-P02, 27 de Abril de 2009 O estudo de caso relata o desenvolvimento e a criação da atual empresa líder no mercado de home vídeo: a Netflix, que só obteve esse título devido a sensibilidade de Reed Hastings – criador da plataforma, em perceber a necessidade de os consumidores assistirem seus filmes no momento que lhes fosse pertinente. A empresa foi fundada, após Hastings esquecer de devolver um filme locado na data correta e a encontrar a fita dias depois em seu armário. Pelo atraso, teve que pagar uma multa de U$40 à locadora. Após o fato, o criador começou a estudar uma forma de se criar um serviço home movie que pudesse oferecer comodidade e satisfação para as pessoas. A partir de então, Hastings deu origem ao serviço online de locação de DVD’s baseado em assinaturas, onde se utilizava o serviço postal norte-americano para entrega dos DVD’s nas residências sem cobrança de multa. Nessa época, o mercado ainda estava se formando e a Blockbuster era a líder de mercado nesse segmento. A empresa tinha como estratégia de vendas ampliar a sua rede através da grande gama de filmes e lançamentos que possuía em suas lojas físicas. Porém, o custo operacional era alto e para aumentar os lucros eram aplicadas multas por atraso nas entregas de locações. Em 1998 foi lançado o site original da Netflix. Neste ano as locadoras ainda trabalhavam com fitas de VHS, pois o DVD possuía um custo muito alto e nem todos podiam pagar pelo equipamento. Foi então que a Netflix percebeu a oportunidade de dominar o mercado. Criou-se uma forte estratégia de marketing que consistia em investir na nova tecnologia através de parcerias com os fabricantes e vendedores de aparelhos de DVD. Funcionava assim: a empresa fornecia fonte de conteúdo para os clientes que comprassem o aparelho e o utilizasse em sua residência. O mercado estava parado e não existiam concorrentes. Hastings e sua equipe aproveitaram das oportunidades do mercado e utilizaram as características mais usadas pelos varejistas da internet na época: valor, conveniência e seleção. Todavia, a partir de feedback de usuários surgiram alguns contratempos: insatisfação dos clientes com os preços ofertados pela empresa e o alto custo para se formar e manter uma biblioteca de DVD que suprisse a crescente demanda. Durante essa época, os preços da Netflix eram os mesmos das locadoras tradicionais e ainda havia a demora na entrega, o que causava frustração ao cliente. Assim, para compensar a desvantagem de atrasos, a empresa criou a oferta de seus serviços na forma de assinatura com pagamento mensal. Como estímulo aos assinantes, era oferecida uma ferramenta de busca, que permitia aos usuários pesquisar por filmes e séries preferidos, além da possibilidade de se criar uma lista de desejos. O sistema foi se aperfeiçoando e foi surgindo a sugestão de títulos individuais personalizados de acordo com o gosto do cliente, onde constava a sinopse, coletânea de opiniões de outros assinantes e o porquê da recomendação. Enquanto as locadoras trabalhavam como uma base de 70% de filmes novos, a Netflix, por sua vez, possuía 30%, pois o investimento para aumentar a biblioteca disponível ainda era muito alto. Devido a insatisfação de assinantes que desejavam mais lançamentos em menor tempo possível, a empresa contratou Ted Sarandos, diretor de conteúdo, vindo da Vídeo City, conseguiu formar parcerias com quase todos os grandes estúdios. Tais mudanças permitiram a Netflix alcançar rentabilidade pela primeira vez em junho de 2002. Em 2006, a empresa evoluiu a partir dos seus esforços de marketing e adquiriu direitos autorais para determinados filmes, com o objetivo de melhorar a sua reputação como a fonte de mais alta qualidade de filmes independentes. A empresa também passou por outro problema que foi resolvido de uma maneira inusitada para a época: a taxa de cancelamento era muito alta e como estratégia, Hatings permitia que os clientes se desligassem da empresa com a mesma facilidade que haviam aderido e caso ele quisesse retornar para a plataforma, seu perfil permaneceria intacto. Durante o crescimento da Netflix, observadores do setor elegeram o vídeo on-demand (VOD) como a próxima grande novidade em home vídeo. A Netflix investiu U$10 milhões em 2006, e U$40 milhões adicionais em 2007, ao mesmo tempo que desenvolvia seu principal negócio de locação online. Hastings reconheceu que a solução de dois problemas apresentados para a adoção generalizada do VOD eram a conectividade entre o computador e a televisão de um usuário e as limitações existentes nos conteúdos disponíveis. Ainda no processo de desenvolvimento e investimento em tecnologia de vídeos online, Hastings analisou as seguintes alternativas: fazer um acordo de licenciamento através do qual a empresa oferecia seu sistema de recomendação própria a provedores de TV a cabo; oferecer streaming de vídeo online em sua oferta principal do site da Netflix; ou a construção de um negócio independente de vídeo online. A primeira opção, Hastings, não sentia à vontade em associar-se a um concorrente. Na segunda, preocupava-se se realmente estaria oferecendo esse novo recurso sem uma receita adicional, pois parte do sucesso da Netflix consistia em manter fluxo de caixa positivos antes de crescer exageradamente. A terceira opção, para Hastings, foi a mais adequada. Conclusivamente, Hastings achou necessário criar um centro de lucro separado e um serviço totalmente diferente por meio do qual os clientes pagariam exclusivamente pelo acesso a vídeos online. Ele acreditava que existiria no futuro uma solução para a questão de conteúdo e conectividade que permitisse o mercado crescer rapidamente. Quando isso acontecesse, ele estava confiante de que a marca Netflix e a percepção dos clientes lhe daria uma vantagem sobre os concorrentes. Ao estudarmos o caso da Netflix é importante salientar a necessidade de buscarmos inovações sempre que ofertarmos produtos iguais aos concorrentes, oferecendo um serviço diferenciado com valor agregado. A forma como apresentamos nosso produto é determinante para a aceitação ou recusa pelo mercado consumidor. Devemos estar sempre atentos às mudanças a fim de nos mantermos atualizados sobre as necessidades dos clientes.