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Fundamentos da Homeopatia

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foi um dos 
pioneiros da saúde pública. 
A terapêutica consistia em sangrias, purgativos, restrições dietéticas, exercício e o uso de drogas inespecíficas, 
vegetais, minerais e animais. 
As epidemias eram comuns e a introdução da China para o tratamento da malária, modificou alguns conceitos 
sobre a doença. 
Século XVIII 
O século XVIII foi um período de mudanças políticas e científicas importantes. A guerra da sucessão 
Espanhola, o surgimento dos Estados Unidos da América e a revolução Francesa. A prática da medicina firmava-
se em bases científicas sólidas. Foram construídos muitos hospitais e enfermarias. 
Houve muitos conflitos entre as idéias tradicionais e a visão científica, apoiada na experimentação. O 
iluminismo do avanço científico refletia-se na medicina. Na Itália, os trabalhos de Giovanni Battista Morgagni 
(1682-1771) forneceram as bases para o conceito anatômico de patologia. Ele é considerado o fundador da 
anatomia patológica. Lavoisier demonstrou que a respiração é um processo de combustão. Porém, a antiga 
maneira de pensar ganhou nova vida com o ressurgimento do animismo, por Stahl e depois pelo vitalismo com 
Barthez. 
Médicos importantes deste século foram: Hermann Boerhaave (1668-1738); Georg Ernst Stahl (1659 - 1734); 
Friederich Hoffmann (1660-1742); Albrecth von Haller (1708-1777); William e John Hunter (1729-1793); 
William Cullen (1712-1790); John Brow (1735-1788); Giovanni Rasori (1766-1837); Samuel Hahnemann (1755-
1843); Friedrich Anton Mesmer (1734-1815). 
Evolução da Medicina e da Homeopatia 11
 
Hermann Boerhaave destacou-se como um dos maiores médicos do século, que enfatizava a importância do 
médico ao lado do enfermo e contava com os poderes curativos da natureza, como Hipócrates. Gerard van 
Swieten fundou a primeira clínica universitária. Leopold Auenbrugger desevolveu o método da percussão, 
valorizando a ciência do diagnóstico do exame físico. Mesmer utilizava um tratamento com “magnetismo animal” 
e atraiu muitos clientes ricos e famosos. Samuel Hahnemann desenvolveu a Homeopatia, a partir da publicação 
do primeiro ensaio em 1796. 
Edward Jenner (1749-1823), adaptou a vacina contra a varíola das vacas para produzir imunidade contra a 
varíola. Iniciava, assim, em 1796, uma nova era para a medicina preventiva. 
Século XIX 
As primeiras décadas do século XIX foram uma continuação do anterior. A descoberta da anestesia e dos 
microorganismos como causadores de doenças foram dois aspectos que mais influenciaram o conceito de doença 
e das formas de tratamento. 
A característica mais importante era a correlação que se estabelecia entre os achados de laboratório e 
autopsias com as observações clínicas. 
A escola de Paris desempenhou um papel marcante, onde se destacam: Bichat, Laennec, Magendie, Claude 
Bernard. 
Rudolph Virchow foi o maior patologista do século XIX. Afirmava que as doenças manifestavam-se nas 
células na forma de humores invisíveis. Louis Pasteur desenvolveu a teoria microbiana e vacina contra a raiva. 
Paul Ehrlich foi o fundador da imunologia. 
A descoberta da penicilina, em 1928, por Alexander Fleming foi um marco no desenvolvimento dos fármacos 
modernos. 
História da homeopatia 
• Evolução da homeopatia. 
Leituras 
♦ Hahnemann, esboço de uma biografia. Robert E. Dudgeon. Trad. Revista da APH, v59,3-4, 1994. 
♦ Parte histórica. Iniciação homeopática. José Emygdio R. Galhardo. RJ, 1936. 
1. HAEL, R. Samuel Hahnemann his life and work. B. Jain Publishers. 1921. 
2. RIMA, Handley. In Search of the later Hahnemann. Beaconsfield publishers. 1997. 
3. WINSTON, Julian. The faces of homeopathy: the book. New Zealand. 
Hahnemann: vida e obra 
Christian Friedrich Samuel Hahnemann nasceu em Meissen, em 11 de abril de 1755, filho de Joanna 
Christiana Spiess e Christiano Godofredo Hahnemann, pintor em uma fábrica de porcelana. Hahnemann nasceu 
entre 10 e 11 de abril, depois de meia-noite do dia 10, conforme o registro paroquial. O mundo homeopático, 
entretanto, festeja o nascimento do mestre a 10 de abril, como o próprio Hahnemann também fazia. 
A sua infância foi feliz, com seus três irmãos. Costuma vagar pelos montes e tinha grande admiração pela 
natureza e pelas plantas, em particular. Seu pai era carinhoso, mas de princípios rígidos. Ensinava pela ação: agir 
e ser sem parecer. 
Aos 12 anos de idade era um adiantado aluno de humanidades. Em certa ocasião Hahnemann, ao traduzir um 
texto latino, fez comentários fora do texto, mostrando as reformas que deviam sofrer a educação. O professor, 
não satisfeito com as idéias liberais de seu aluno, o puniu. Os colegas, indignados com a injustiça, conduziram 
Hahnemann ao diretor da Escola, o Dr. Mueller. Depois de ouvir as ponderações de Hahnemann, o diretor 
respondeu-lhe: “Embora criança sois mestre e mestre ficareis. A partir deste momento tendes licença para 
freqüentar a classe que quiserdes”. 
12
 
Curso de Homeopatia
 
Aos 14 anos de idade já substituía o professor de grego em suas aulas. Ao término destes estudos 
preliminares, devido a problemas econômicos, o pai o empregou no comércio, em Leipzig. Voltou em segredo 
para a casa paterna e ficou oculto por sua mãe por um período. Coincidentemente, o Dr. Mueller foi designado 
para a escola principesca Santo Afra e este ajudou Hahnemann contratando-o como seu assistente. Disse 
Hahnemann: 
“Eu procurava assimilar o que lia; lia pouco, porém muito bem; e punha tudo em ordem no meu espírito, antes 
de passar adiante... Não esquecia, entretanto, de procurar exercício para o meu corpo, movimento ao ar livre, 
esta alegria e esta força, graças aos quais podia facilmente manter a tensão contínua de meu espírito”. 
Aos 20 anos de idade, em 1775, decidiu estudar medicina na universidade de Leipzig. Antes, deixou uma tese 
para os seus professores, “A maravilhosa conformação da mão do homem”. 
Sem recursos para pagar os estudos, obteve permissão para cursar gratuitamente e para sua subsistência dava 
aulas de Inglês e Francês para um jovem grego e fazia traduções para o alemão de obras em francês, inglês e 
italiano. Em cada duas noites, dormia apenas uma. 
Ao final de dois anos, decepcionado com o ensino em Leipzig, transferiu-se para Viena. Um pequeno 
incidente atrasou sua partida. Hahnemann não o revelou em sua autobiografia, mas os historiadores descobriram. 
Ele havia reservado 20 thaleres para sua partida, mas o jovem grego confessou-lhe que havia se utilizado deles, 
retirando de sua gaveta e perdendo-os no jogo. Implora perdão a Hahnemann e este lhe responde: -“não falemos 
mais nisto”. Em sua autobiografia não relata o fato e diz apenas que: “o remorso merece o perdão e eu guardo 
em segredo o nome e as circunstâncias”. 
O Dr. Quarin, médico da imperatriz Maria Thereza, dirigia o hospital dos irmãos da misericórdia em 
Leopoldstadt. Hahnemann apresentou-se a ele, com uma carta de recomendação de um de seus professores. Logo 
conquistou a confiança e amizade do Dr. Quarin, e o acompanhava nas visitas à sua clientela particular. 
Hahnemann diz: “devo meu diploma de médico ao Dr. Quarin”. 
Samuel de Bruckenthal foi nomeado governador de Transylvania e Hahnemann foi indicado para ser seu 
assistente. O governador era um dos altos membros da maçonaria e fez com que Hahnemann fosse aceito como 
maçom na loja Santo André. Hahnemann nunca foi um maçom regular. Hahnemann permaneceu 21 meses em 
Hermannstadt, classificando a riquíssima coleção de medalhas do governador, elaborando um sistema de fichas 
para a biblioteca e exercendo a clínica entre a população. 
Em 1779, Hahnemann abandona Hermannstadt e vai para Erlangen, na Alemanha, para defender sua tese e 
doutorar-se. Enquanto aguardava a realização da prova, lecionava grego, latim, inglês, hebraico, italiano, sírio, 
espanhol e alemão. Em 10 de agosto deste ano defendeu sua tese: “considerações sobre as causas e o tratamento

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