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Fundamentos da Homeopatia

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argumento(ele continuou) para 
afirmar que as experimentações foram todas baseadas em sintomas subjetivos e não nas mudanças 
patológicas. Em primeiro lugar, a toxicologia nos diz muito mais sobre as mudanças orgânicas devido 
a venenos e esse conhecimento pode ser extrapolado para abranger os efeitos dos remédios 
homeopáticos derivados desses mesmos venenos. 
Além disso nós temos a linguagem dos vários órgãos e tecidos para guiar a mente no compreensão 
do estado interno. Que há essa tal linguagem é a opinião dos homens mais capazes da profissão. A 
doença de um tecido produz um tipo de dor, com esses sintomas constitucionais peculiares; outra, um 
tipo diferente de dor e distúrbios compatíveis, e assim por diante. E ainda o mesmo tecido com suas 
dores que o caracterizam, tem graus de intensidade e modificações peculiares a diferentes locais . 
Assim os tecidos serosos tem dores distintas em tipo; mas as dores pleuríticas diferem da dores 
peritoneais ... O processo interno é visto pela mente tão claro e certamente com os olhos do corpo. Ao 
estudar os efeitos produzidos pelos medicamentos nos saudáveis , a linguagem dos tecidos e órgãos 
dizem muito das mudanças produzidas internamente. 
O orador concluiu com um ataque à Lei dos Semelhantes. Descrevendo-a como mais uma das leis 
da natureza, ele observou que ela deve ser harmônica com as outras. “A tentativa de tomar qualquer 
lei da natureza e elevá-la acima das outras, imaginando-a com atributos divinos, pode parecer válida 
para os submissos adoradores mas é apenas idolatria.” 
Então, os “baixas” subordinaram a sintomatologia à patologia, à etiologia, e ao diagnóstico: 
Quando obrigados a depender da totalidade [dos sintomas] nós realmente “ficamos cegos”, isto é, 
nós prescrevemos ignorando a verdadeira natureza da doença que estamos tentando curar e confiamos 
cegamente em nossa lei ... Mas, por outro lado, quando trabalhamos sob a luz , quando podemos nos 
valer da patologia claramente estabelecida, nós reconhecemos de uma só vez como são várias as 
condições que podem expressar a si próprias por meio de sintomas quase idênticos; a necessidade de 
um conhecimento completo e perfeito de patologia como uma base para a prescrição genuinamente 
homeopática torna-se clara e descobrimos o quão acidental é o sucesso quando nosso único recurso é 
a totalidade de sintomas.(67) 
Está aumentando a crença de que o sintoma é apenas uma outra palavra para efeito e isto implica 
invariavelmente que há uma causa –algo definido – definitiva, que tem atuado ou está atuando em 
conflito.(68).O estudo de aetologia trouxe luz sobre coisas que estavam até então veladas e adicionou 
certezas onde antes só havia adivinhação e obscuridade . Tome-se por exemplo um caso de piemia 
.Só um empírico incurável presumiria hoje em dia tratar este caso com base nos principios 
constitucionais gerais por um lado ou pela comparação de sua sintomatologia por outro . O mesmo 
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poderia se dizer das doenças parasitárias da pele , das infecções e das doenças contagiosas , cujo 
gênese foi descoberto e os meios para sua destruição foi definido ; a malária em cuja cura os 
alcalóides da cinchona provaram ser específicos ; o reumatismo causado por excesso de azoto na 
nutrição ;as dispepsias causadas por alimentação deficiente ou em excesso... e todas as outras causas 
de doenças já claramente definidas—tão claramente, que as indicações de tratamento são igualmente 
bem definidas –e destas numerosas doenças , dizemos que não deve haver nenhuma diferença de 
opinião entre os homens racionais quanto aos métodos de tratamento. Em todos os casos se 
removemos a ou as causas ,ou ajudamos a Natureza a fazê-lo , nos fecharemos os nossos casos com 
segurança e iremos embora deixando para a Natureza o restante a ser feito.(69) 
Pegue o seu coelho antes de tirar a pele dele ... o diagnóstico correto é essencial em primeiro 
lugar...”(70) 
Um artigo de 1873 do New York Times, intitulado “União Médica” observou que havia pequena 
diferença entre muitos homeopatas e alopatas : 
[O homeopata] pode aceitar em teoria que a totalidade dos sintomas constituem a doença, mas na 
prática isso não tem influência nele, e ele baseia sua prática no diagnóstico perfeito ...(71) 
Richard Hughes, cujo Manual de Farmacodinâmica era um texto padrão da corrente dos “baixas “ 
na homeopatia escreveu que a maioria dos praticantes : 
... não acham que eles precisam seguir [Hahneman] na rejeição da patologia . Eles o vêem 
permitindo a existência de certas doenças específicas, sempre essencialmente idênticas para as quais 
remédios fixos podem ser determinados; e acham que o avanço do conhecimento tem identificado 
muito mais do mesmo tipo. Eles preferem trabalhar a regra similia similibus com semelhanças 
patológicas quando isto pode ser alcançado ;embora neste desvio e para preencher o que eles 
apresentam ,eles usam agradecidos a comparação entre os sintomas...(72) 
Essa tendência era claramente uma reversão da idéia de que a doença é uma entidade real e 
objetiva dentro do organismo que pode ser descoberta pela observação correta dos sintomas 
proeminentes ,típicos e característicos”. Os “baixas” esperavam ser capazes de distinguir os sintomas 
“importantes” dos “não importantes” examinado-os através dos olhos da patologia. Os sintomas que o 
paciente tinha em comum com todos os outros casos da mesma doença eram para ter precedência 
sobre os sintomas que eram únicos naquele paciente . A individualização do tratamento foi 
abandonado em favor do paciente ser tratado como membro de uma classe. Um orador em um 
encontro da Sociedade Médica Homeopata do Estado da Pensilvânia: 
expressadas suas dúvidas em relação ao significado da direção em tratar pacientes e não as 
doenças. Ele sempre pensou que fosse um dever dos médicos tratar as doenças e não os pacientes. É 
nosso dever dirigir nosso remédio para a unidade do grupo de sintomas . Cada sintoma do caso 
provavelmente tem a mesma origem central. Temos que lidar com sintomas como a expressão 
exterior de uma doença interior. Devemos deixar o paciente de lado a esta altura .(73) 
Essa maneira de pensar pareceu inacreditável para os Hahnemanianos que viam os “baixas” 
aceitarem as categorias de doenças alopáticas cuja único propósito era simplificar a prática da 
medicina. Foi comentado 
Se a declaração dada acima fosse de uma fonte da escola antiga, eles poderiam não causar 
surpresa nenhuma. Essa escola tem sempre deixado seus pacientes de lado e imaginando algo distinto 
deles , que eles chamam de doenças e há 3000 anos debatem-se em seus esforços de agarrar algo que 
seja terapêutico ,que até hoje escapa de suas garras.(74) 
Outros dão voz à indignação semelhante: 
A prescrição rotineira consiste em dar o remédio para doenças “porque ele tem curado aquela 
doença,” sem qualquer referência aos sintomas. Por exemplo, dando Phosphorus para “pneumonia” 
ou Belladonna para “escarlatina”, é prescrição de rotina. Essas drogas podem ser remédios 
apropriados para alguns casos dessas doenças, mas esta adequação deve se basear nos sintomas 
presentes e não em um nome . O homeopata deve prescrever para os sintomas do caso a ser tratado, 
não para o nome da doença que seu diagnóstico aponta. (75) 
35 
Dr. H. N. Martin ficou feliz em saber que o oxalato de cerium curaria todos estes casos . Ele 
sempre pensou que tinha um medicamento que curaria cada caso de uma determinada doença mas 
lamentou-se quanto a isso. Ele achava que Ácido Lático poderia curar todos os casos de náusea 
matinal, mas falhou várias vezes. Ele achou Anacardium útil em alguns casos e pensou que ele tinha 
então a cura de tudo; mas igualmente falhou. Devemos ter as indicações bem marcadas em cada caso 
...(76) 
Remédios específicos para doenças específicas, método fácil de poupar trabalho. Dê-me um 
remédio para dor de cabeça, um para leucorréia, um para

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