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PAPER DO ESTÁGIO I

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METODOLOGIAS DE ENSINO
 RESUMO
 Este trabalho tem por finalidade demonstrar e relatar a importância das experiências adquiridas no estágio, realizado na turma do Maternal II vespertino, CEI Primeiros Passos. Experiências essas, que por sua vez, contribuirão para a construção de saberes para a formação docente da estagiária. As atividades que posteriormente serão relatadas fizeram parte do trabalho desenvolvido pela acadêmica no período de 20 de agosto a 16 de setembro de 2019. O estágio foi dividido em duas etapas, sendo cinco dias de observação e cinco de regência da turma citada. Além de relatar a vivência da discente do curso de pedagogia, este trabalho aborda também o tema norteador escolhido por elas para elaborar suas aulas, ludicidade e letramento – sua importância na construção do conhecimento e do desenvolvimento criativo, emotivo e cognitivo, tendo sua devida fundamentação teórica. 
Palavras-chave: Ludicidade - Coordenação Motora - Letramento - Musicalização
 1 INTRODUÇÃO
 O estágio da acadêmica Ana Paula R. Da Silva Rocha, componente curricular obrigatório na busca da formação acadêmica do curso de pedagogia, foi realizado no CEI Primeiros Passos Professora Terezinha Bertucci Rotta, localizado na Rua das Palmas, Bela Vista, Vargem Bonita- SC, na turma Maternal II vespertino, a qual se mostrou muito receptiva às estagiárias.
 Com base no tema ludicidade, letramento, coordenação motora e musicalização – sua importância na construção do conhecimento e do desenvolvimento criativo, emotivo e cognitivo, que foi escolhido na primeira etapa do estágio, sendo elaborados seus planos de aula considerando os conteúdos propostos pela professora regente. No entanto, antes mesmo da elaboração dos planos de aula, foi observado a turma escolhida pelo período de cinco dias. Pode-se afirmar que a escolha do tema se deu no momento em que a estudante compreendeu a brincadeira como sendo algo inerente na criança, onde a mesma expressa seus sentimentos, emoções e necessidades e, portanto, cabe ao professor, como mediador de ensino, propiciar situações de maneira que aquilo se torne algo significativo.
 Um dos objetivos almejados com a aplicação de estágio supervisionado é o conhecimento e entendimento de como se elaborar um plano de aula, principalmente conseguindo conciliar os conteúdos propostos pela professora regente, que já estavam programados para o período de estágio, com o tema norteador escolhido pela acadêmica - ludicidade , musicalização , coordenação motora e letramento. Além da teoria, necessária no momento da elaboração dos planos, também foi possível aplicar, na prática, o que foi planejado e a partir disso obter conclusões sobre o que é ou não possível fazer quando se trabalha com uma turma de maternal II com os conteúdos propostos. 
A atuação em sala de aula se faz essencial, pois é parte do currículo e pré-requisito necessário para que a acadêmica possa seguir com o seu curso e concluir sua formação. Este trabalho em contato direto com as crianças prepara a aluna do curso para futuros desafios com os quais ela será confrontada quando tiver que atuar na profissão de pedagoga ou professora. Além de elaborar aulas e atuar em sala cumprindo este planejamento, a discente também se confronta com a necessidade de uma auto avaliação, analisando os aspectos positivos, negativos, ações e planos que efetivamente funcionam e outros que precisam sofrer adaptações. Tudo isso é levado em consideração quando se faz uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido, principalmente a relação teoria e prática.
2 AREA DE CONCENTRAÇÃO: FUNDAMENTAÇÃO TÉORICA
 A ludicidade está presente na vida do ser humano há milhares de anos manifestando-se de maneira natural e espontânea. Os homens primitivos já mostravam envolvimento com atividades lúdicas, quando usavam de desenhos, símbolos e formas representativas como um meio de comunicação.
 Os jogos, brinquedos e brincadeiras possibilitam diversas experiências lúdicas, que são de suma importância para o desenvolvimento cognitivo, motor emocional e social das crianças, pois desenvolve o raciocínio e novas habilidades. Borba (2006) enfatiza que o jogo visto apenas como recurso didático não contém os requisitos básicos que configuram uma atividade como brincadeira: ser livre, espontâneo, não ter hora marcada, nem resultados prévios e determinados. A ludicidade aplicada na aprendizagem, mediante jogos e situações lúdicas, não impede a reflexão sobre conceitos matemáticos, linguísticos ou científicos, por exemplo.
 A tecnologia vem ficando cada vez mais presente no “mundo” infantil, e sim, os pequenos devem ter o acesso às possibilidades oferecidas por ela, mas de uma forma organizada e orientada, para que haja um efetivo aprendizado. A tecnologia é, sem sombra de dúvida, uma grande ferramenta pedagógica, pois coloca à disposição do aluno um universo de possibilidades, mas não substitui o contato com o outro, a vivência em grupo, e para tanto, valorizar as brincadeiras e jogos como recurso pedagógico trazem para o aluno uma série de benefícios, e um conhecimento mais significativo e amplo.
 Negrine (1994, p.19) afirma que: 
As contribuições das atividades lúdicas no desenvolvimento integral indicam que elas contribuem poderosamente no desenvolvimento global da criança e que todas as dimensões estão intrinsecamente vinculadas: a inteligência, a afetividade, a motricidade e a sociabilidade são inseparáveis, sendo a afetividade a que constitui a energia necessária para a progressão psíquica, moral, intelectual e motriz da criança.
 Aprender com prazer torna a criança criativa, espontânea, afetiva, construindo sua identidade e autonomia, desenvolve suas habilidades e inteligências, conduz o bom relacionamento com o grupo, e possibilita a resolução de seus problemas. É ao brincar que, a criança, por meio das relações, tanto com brinquedos como com outras crianças, descarrega suas energias muitas vezes reprimidas na sala de aula. E o dever do professor é observar toda ação e comportamento nos espaços, já que a criança “imita” a vida.
 Muitas vezes a brincadeira é vista pelo aluno como algo sem nenhuma importância, e cabe ao professor propiciar situações desafiadoras, motivadoras e interessantes, nas quais a criança possa interagir com o objeto de estudo, e construir o seu conhecimento de forma significativa. Onde além de divertir as brincadeiras também possam ajudar nas dificuldades de aprendizagem.
 De acordo com Vigotsky (1984, p.97):
 A brincadeira cria para as crianças uma “zona de desenvolvimento proximal” que não é outra coisa senão a distância entre o nível de desenvolvimento real, determinado pela capacidade de resolver independentemente um problema, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da resolução de um problema sob a orientação de um adulto ou com a colaboração de um companheiro mais capaz. 
 A música na educação infantil ajuda a criança a se expressar mais facilmente. Quando alguém está cantando, mantém forte ligação com o movimento, quando a criança canta, ela se movimenta, ajudando assim na expressão corporal, na concentração, na disciplina e na atenção. Para Chiarelli (2005), A música é importante para o desenvolvimento da inteligência e a interação social da criança e a harmonia pessoal, facilitando a integração e a inclusão Para ele a música é essencial na educação, tanto como atividade e como instrumento de uso na interdisciplinaridade na educação infantil, dando inclusive sugestões de atividades para isso. Na Educação Infantil a criança é vista como uma especialista na arte de brincar, por isso os jogos, brincadeiras e músicas devem fazer parte da rotina na Educação Infantil, onde o lúdico e a musicalização podem ser trabalhados de forma interdisciplinar, melhorando a prática pedagógica dos professores e o aprendizado das crianças, sendo essencial compreender as diferentes formas de brincar e utilizá-las de forma propícia para cada criança no momento mais adequado. 
Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste
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