EQUILÍBRIO QUÍMICO

EQUILÍBRIO QUÍMICO


DisciplinaLaboratório de Química Geral176 materiais1.200 seguidores
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UNIVERSIDADE FEDERAL DA INTEGRAÇÃO LATINO-
AMERICANA 
 
 
 
 
 
 
EQUILÍBRIO QUÍMICO 
 
 
 
Vinícius Cândido Padilha Furtado \u2013 Engenharia de Materiais 
 
 
 
 
 
Prof. Henrique Cesar Almeida 
 
 
 
 
 
 
 
 
Foz do Iguaçu \u2013 2018 
 
1 \u2013 INTRODUÇÃO 
Na química, se entende que uma reação é quando duas substancias se 
combinam e formam uma nova substancia com característica diferente. O equilíbrio 
químico é quando na mistura, as velocidades das reações, em que reagentes formam 
produtos e as velocidades das reações inversas, em que produtos formam 
regenerando os reagentes, se igualam iguais. 
Algumas reações conseguem se processar por completo, enquanto outras não 
se processam por completo, param de reagir na metade do processo. Alguns fatores 
interferem no equilíbrio químico da reação, estes fatores são: a pressão, a 
concentração e a temperatura. Sendo modificado qualquer um dos fatores citados 
acima, irá ter um deslocamento do equilíbrio químico, como por exemplo: caso tenha 
um aumento na concentração de algum reagente da solução, terá a formação de mais 
produto e sendo assim o equilíbrio será deslocado. O princípio que explica a influência 
de tais fatores é o Princípio de Le Chatelier, o qual nos diz que em um sistema em 
equilíbrio tem a propensão a anular ou diminuir os efeitos das forças ou fatores que 
agem sobre ele. 
 
 
 
1.1 - OBJETIVO 
O objetivo desta prática laboratorial é caracterizar o estado de equilíbrio de 
sistemas químicos e reconhecer os fatores que influenciam no equilíbrio químico. 
 
 
 
 
2- MATERIAIS E METODOS 
2.1 MATERIAIS 
Para a realização do experimento prático, foram utilizados as seguintes 
substancias: K2CrO4 0,1 mol/L, K2Cr2O7 0,1 mol/L, Fios de Cobre (Cu), Ácido Nítrico 
(HNO3), NaOH, HCl, Cloreto de Bário. 
Para o auxílio na realização da atividade prática, foram utilizados os seguintes 
equipamentos e vidrarias: Um balão volumétrico, seis tubos de ensaio, uma pipeta de 
Pasteur, duas pipetas graduadas, um pipetador, uma máquina de Banho Maria. 
Os EPI\u2019s que foram utilizados para a realização da pratica foram luvas 
descartáveis, jaleco, óculos de proteção, calça e calçado fechado. E o EPC que foi 
utilizado durante a realização da atividade pratica foi a capela. 
2.2 \u2013 METODOS 
Logo no início do procedimento experimental, foi realizada a enumeração dos 
tubos de ensaio que seriam utilizados na elaboração do estudo prático. Foram 
enumerados 5 tubos de ensaio e utilizados durante a primeira atividade prática. 
Primeiramente, em dois tubos de ensaio foram colocados dicromato de potássio, no 
tubo 1 foi adicionado junto ao dicromato de potássio, primeiramente o hidróxido de 
sódio, verificado se havia alguma mudança e posteriormente, foi adicionado o ácido 
clorídrico, já no segundo tubo foi adicionado apenas ácido clorídrico. 
Posteriormente, nos tubos de ensaio 3 e 4 foram adicionados cromato de 
potássio. No tubo de ensaio 3 foi adicionado juntamente com o cromato, ácido 
clorídrico e verificado se havia alguma mudança e logo após foi adicionado NaOH e 
verificado novamente. Já no tubo 4 foi adicionado apenas NaOH e verificado se havia 
alguma alteração na solução. No tubo de ensaio 5 foi adicionado 40 gotas de cromato 
de potássio e 4 gotas de cloreto de bário e verificado se havia alguma alteração na 
solução. 
Com a primeira atividade pratica finalizada, pode-se iniciar a segunda atividade 
pratica. Primeiramente, dentro da capela, foram colocados dentro de um balão 
volumétrico 5 pedaços pequenos de fio de cobre. Posteriormente, foram colocados no 
mesmo balão volumétrico, com o auxílio da capela, 1,5 mL de ácido nítrico 
concentrado. Logo após foi tampado o balão volumétrico e levado para a máquina de 
Banho Maria na qual seria notado a diferença da reação nas mudanças de 
temperatura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 \u2013 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
Inicialmente foi realizada a enumeração das vidrarias que seriam utilizados na 
elaboração do estudo prático. Foram enumerados 5 tubos de ensaio e utilizados 
durante a primeira atividade prática. Primeiramente, em dois tubos de ensaio foram 
colocados dicromato de potássio, no tubo 1 foi adicionado juntamente ao dicromato 
de potássio, primeiramente o hidróxido de sódio, verificado se havia alguma mudança. 
Notou-se que a coloração da solução passou de um laranja mais nítido para um laranja 
um pouco menos intenso. Posteriormente, foi adicionado o ácido clorídrico e notou-se 
que a solução voltou a ter uma coloração laranja nítida. Já no segundo tubo foi 
adicionado apenas ácido clorídrico e notou-se que a solução ficou com uma coloração 
laranja mais escura. Os resultados desta primeira parte da atividade prática foram 
organizados em uma tabela, assim como demonstra a tabela a seguir: 
Tabela 1 \u2013 Resultado da Prática com o Dicromato de Potássio 
SUBSTANCIAS RESULTADO 
K2Cr2O7 LARANJA 
K2Cr2O7 + NaOH LARANJA CLARO 
K2Cr2O7 + NaOH + HCL LARANJA 
K2Cr2O7 + HCL LARANJA ESCURO 
Após a primeira parte da pratica já estar pronta, se realizou a segunda parte da 
atividade. Nos tubos de ensaio 3 e 4 foram adicionados cromato de potássio. No tubo 
de ensaio 3 foi adicionado juntamente com o cromato, ácido clorídrico e verificado se 
havia alguma mudança. Pode-se perceber que a solução mudou a coloração, foi de 
amarelo para laranja. Logo após foi adicionado NaOH e verificado novamente. Notou-
se que a coloração da solução voltou a ser amarela novamente, devido ao fato da 
base ter neutralizado o ácido clorídrico tendo então a solução voltado para a sua 
coloração normal. Já no tubo de ensaio 4 foi adicionado juntamente com o cromato 
de potássio apenas NaOH e verificou que a solução não houve mudança de coloração. 
Os resultados deste experimento foram organizados em uma tabela, assim como 
demonstra a tabela abaixo: 
Tabela 2 \u2013 Resultados da Pratica Utilizando Cromato de Potássio 
SUBSTANCIAS RESULTADO 
K2CrO4 AMARELO 
K2CrO4 + HCL LARANJA 
K2CrO4 + HCL + NaOH AMARELO 
K2CrO4 + NaOH AMARELO 
Logo após estar completa a segunda parte da primeira atividade, pode-se 
iniciar a terceira parte da primeira atividade. No tubo de ensaio 5 deveria ser 
adicionado 40 gotas de cromato de potássio e 4 gotas de cloreto de bário e foi 
verificado que houve a formação de precipitado na solução e também pode-se 
perceber a mudança da coloração da solução em questão. 
Após a primeira atividade pratica já estar finalizada e com os resultados já 
obtidos, pode-se iniciar a segunda atividade pratica, na qual tinha o objetivo a 
obtenção do equilíbrio químico. Primeiramente, dentro da capela, foram colocados 
dentro de um balão volumétrico 5 pedaços pequenos de fio de cobre. Posteriormente, 
foram colocados no mesmo balão volumétrico, com o auxílio da capela, 1,5 mL de 
ácido nítrico concentrado. Logo após foi tampado o balão volumétrico e levado para a 
máquina de Banho Maria na qual seria notado a diferença da reação nas mudanças 
de temperatura. 
Como resultado desta atividade prática, pode-se perceber que o gás que estava 
sendo produzido pela reação do ácido nítrico com o cobre, quando estava em uma 
temperatura mais alta estava com um avermelhado mais intenso e a solução que 
estava dentro do balão estava azulada. Já quando o recipiente era exposto a uma 
temperatura mais baixa, a coloração do gás ficava de uma cor mais pálida, mais 
amarelada e a coloração da solução do fundo do balão volumétrico ficava de uma cor 
mais esverdeada. Outro resultado obtido a partir do experimento pratico foi a equação 
da reação do Cobre com o Acido Nítrico. 
3 Cu (s) + 8 HNO3 (aq) ---\u203a 3 Cu(NO3)2 (aq) + 2 NO (g) + 4 H2O (g) 
 
A coloração marrom do gás que contem dentro do balão volumétrico é o dióxido 
de azoto, ele provem da interação do gás que é produzido pela reação do ácido nítrico 
com o cobre mais o Oxigênio que contem na atmosfera. A equação que expressa tal 
fenômeno