Colaborar - Av1 - Direito Civil_ Negócio Jurídico
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Colaborar - Av1 - Direito Civil: Negócio Jurídico
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  • Período: 17/02/2020 00:00 à 16/03/2020 23:59
  • Situação: Cadastrado
  • Pontuação: 750
  • Protocolo: 481591338


1)

É fundamental estudar a concepção dos elementos essenciais, naturais e acidentais do negócio jurídico a partir da teoria da Escada Ponteana, que concebeu uma estrutura única para explicar tais elementos. A partir dessa teoria, o negócio jurídico tem três planos: 1) Plano da existência; 2) Plano da validade; 3) Plano da eficácia.

  1. Sobre os três planos, ensina Pontes de Miranda, que “existir, valer e ser eficaz são conceitos tão inconfundíveis que o fato jurídico pode ser, valer e não ser eficaz, ou ser, não valer e ser eficaz. As próprias normas jurídicas podem ser, valer e não ter eficácia. O que não pode dar é valer e ser eficaz, ou valer, ou ser eficaz, sem ser, porque não há validade, ou eficácia do que não é”. 

Na esteira das palavras de Pontes de Miranda, o esquema é perfeitamente lógico, eis que, em regra, para que se verifiquem os elementos da validade, é preciso que o negócio seja existente. Para que o negócio seja eficaz, deve ser existente e válido.

No plano da existência estão os pressupostos para um negócio jurídico, ou seja, os seus elementos mínimos, enquadrados por alguns autores dentro dos elementos essenciais do negócio jurídico. Constituem, portanto, o suporte fático do negócio jurídico (pressupostos de existência), que são: 1) Partes (ou agentes); 2) Vontade; 3) Objeto; 4) Forma. Não havendo algum desses elementos, o negócio jurídico é inexistente.

Levando em consideração o texto acima e os estudos sobre o plano da existência, assinale qual das situações abaixo apresenta um negócio jurídico inexistente:


Alternativas:

  • a)

    Janaína, uma rica senhora pagã, em seu leito de morte escreve um testamento deixando todos os seus bens à Sociedade das Fadas, uma instituição sem fins lucrativos responsável por promover e disseminar a cultura fantástica no Brasil, responsável por promover memoráveis eventos como a caça aos sacis.

  • b)

    Ana Paula, recém chegada em Florianópolis, é abordada em um bar por uma vendedora de cookies. Interessada em provar o doce oferecido, a jovem compra dois dos quitutes; ao comê-los, passa mal e descobre, posteriormente, que os biscoitos continham substâncias ilícitas alucinógenas. Ana Paula e a vendedora de cookies fizeram um contrato de compra e venda existente, ainda que ilícito. Os agentes foram Ana Paula e a vendedora; a vontade foi manifestada pela própria Ana Paula; a forma foi verbal e o objeto foi o cookie, recheado de alucinógenos ilícitos.

  • c)

    Contente com a aprovação de sua única filha em concurso público, Silvana resolve presenteá-la com uma casa de praia. Após exaustiva procura, encontra o local ideal sendo oferecido pela vendedora Talita. Acertados os trâmites, Silvana a entrega o valor combinado e Talita lhe entrega as chaves e um recibo de pagamento simples, se recusando a fazer qualquer tipo de contrato escrito.

  • d)

    Everson, um rico latifundiário, descobre que nas terras de sua vizinha Luana há um considerável número de diamantes, fato ignorado pela dona. Após anos tentando convencê-la a lhe vender a propriedade, sem sucesso, Everson decide se utilizar de meios ardilosos. Ao convidá-la para um jantar, macula o copo de Luana com medicamentos para dormir; aproveitando-se da inconsciência da senhora, ele coloca a caneta em suas mãos e segurando as mãos da mulher, assina o contrato de venda.

    Alternativa assinalada
  • e)

    Guilherme, vendedor de seguros, aborda Ronaldo na rua e oferece ao rapaz um seguro de vida. Ao ler o anúncio, Ronaldo percebe por si só que caso contratasse o serviço, teria direito imediato e sem sorteio, a uma viagem com tudo pago para Londres. Interessado na viagem, nem sequer mencionada por Guilherme, Ronaldo assina o contrato de seguro. Quando do vencimento da primeira parcela, Ronaldo torna-se inadimplente e, ao procura-lo, Guilherme descobre que o rapaz tinha, na verdade, 15 anos de idade.

2)

Os atos e negócios jurídicos podem se apresentar em três diferentes planos no ordenamento jurídico: o da existência, o da validade e o da eficácia.

 

Quanto ao plano da validade,  analise as seguintes afirmativas:

I. O negócio jurídico é inexistente caso a vontade do agente seja direcionada para a prática de atos ilícitos.

II. É inexistente por fraude o negócio jurídico cujo instrumento particular é pós-datado. 
III. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento. 
IV. Para ser existente, o negócio jurídico deve ser celebrado por agente capaz, que manifeste vontade, de alguma forma, a respeito de algum objeto. 

Agora, assinale a alternativa que apresenta a resposta correta:


Alternativas:

  • a)

    As afirmativas I e III estão corretas.

  • b)

    A afirmativa III está correta.

    Alternativa assinalada
  • c)

    As afirmativas III e IV estão verdadeiras.

  • d)

    A afirmativa II está correta.

  • e)

    As afirmativas II e III estão corretas.

3)

“A cantora Lady Gaga cancelou sua participação no Rock in Rio. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (14), dia em que ela chegaria à cidade e véspera do show, no dia de abertura do festival. A banda Maroon 5 foi anunciada para substituir Gaga. Com isso, o grupo fará dois shows seguidos, na sexta e no sábado (16) – quem tiver ingresso e desistir de ir na abertura será reembolsado.

 

O cancelamento foi devido a fortes dores com as quais a cantora tem convivido. Pelas redes sociais, Gaga disse que sofre de fibromialgia, uma síndrome clínica que se manifesta com dor no corpo todo, principalmente na musculatura”.

A compra de ingressos para o show da Lady Gaga é um negócio jurídico, pactuado entre os compradores e a organização do evento. Neste sentido, é possível afirmar que seu cancelamento tornou o negócio:


Alternativas:

  • a)

    Inexistente, porque a apresentação da cantora nem sequer existiu.

  • b)

    Inválido, porque não foi possível a entrega do objeto prometido (apresentação da cantora).

  • c)

    Ineficaz, porque a compra e venda não gerou os efeitos acordados.

    Alternativa assinalada
  • d)

    Inexistente, mas válido, porque foi pactuado por agentes capazes.

  • e)

    Existente, mas inválido, porque o objeto era indeterminável.

4)

Sobre o plano da validade do negócio jurídico, verificamos que para que o negócio seja válido, é necessário que tenha agente capaz, vontade livre, objeto lícito, possível, determinado ou determinável, bem como forma prescrita ou não defesa em lei. Sobre a capacidade do agente, aprendeu-se que as partes envolvidas no negócio jurídico devem possuir capacidade de fato para a prática do negócio pretendido. Com relação à vontade livre, explicou-se que não basta apenas a parte possuir certa vontade e a declarar. Faz-se necessário, também, que essa declaração de vontade seja realizada de maneira livre, ou seja, sem externalidades que prejudiquem a passagem da vontade interna para a que foi manifestada para a celebração do negócio jurídico. Já para o objeto lícito, possível, determinado ou determinável compreendeu-se que, para ser válido, o negócio jurídico deve possuir um objeto (dar, fazer ou não fazer) que não contrarie o ordenamento jurídico, sendo perfeitamente lícito. Ainda, o objeto deve ser possível quanto à sua realização. Com relação aos adjetivos determinado ou determinável, o objeto do negócio deve ser claro quanto ao seu gênero, quantidade e qualidade (determinado), ou, ao menos, preciso quanto ao gênero e à quantidade (determinável). Como último requisito de validade, a forma prescrita ou não defesa em lei nos indica que para ser considerado válido, o negócio jurídico precisa, quando assim ordenar a lei, observar as formalidades previstas (como para a transferência de um bem imóvel). Estudou-se, também, que a regra é a liberdade de formas, podendo as partes celebrar os negócios como bem entenderem, ressalvados apenas os casos em que as leis apontam solenidades obrigatórias.

 

Com base no texto, analise o caso abaixo:

 

Reverson, interessado em se casar com Adaiza, faz um negócio com o pai da moça, Sebastião, segundo o qual se ele conseguisse construir um imóvel em até um ano, eles se casariam. Sebastião aceita o acordo, que é cumprido por Reverson. Todavia, Adaiza, que nada sabia da história, recusa-se a tomá-lo como esposo.

É correto afirmar que o negócio estabelecido entre Reverson e Sebastião é:


Alternativas:

  • a)

    inexistente, porque não foi celebrado entre todos os agentes necessários.

  • b)

    inválido, pela ilicitude do objeto.

    Alternativa assinalada
  • c)

    ineficaz, porque não gerou os efeitos acordados.

  • d)

    inexistente, mas válido, porque foi pactuado por agentes capazes.

  • e)

    existente, mas inválido, porque a vontade não foi manifestada de forma livre.

5)

Acerca dos planos do negócio jurídico, verificamos que o plano da eficácia é composto por três fatores, a saber: condição, termo e encargo.

 

Com base no texto, analise o caso a seguir:

 

Ana Paula, em seu leito de morte, divide seus bens aos herdeiros, deixando para Rodolpho um belo apartamento a beira mar. Entretanto, para herdá-lo, Rodolpho deveria se responsabilizar pelos cuidados de Benny, seu coelho de estimação, até o fim de sua vida.

A estipulação imposta a Rodolpho por Ana Paula pode ser considerada:


Alternativas:

  • a)

    uma condição.

  • b)

    um termo.

  • c)

    um encargo.

    Alternativa assinalada
  • d)

    um pedido inexistente.

  • e)

    um pedido inválido.

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