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Cromatografia liquida de alta eficiencia

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Albino Gimo Munharo 
António Augusto António
Daína Teresa Madoro
Hossane Ganda Marangaje
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e Cromatografia por Afinidade
Licenciatura em Ensino de Química com Habilitação em Gestão de Laboratórios
Universidade Pedagógica
Beira
2018
 Albino Gimo Munharo
António Augusto António
Daína Teresa Madoro
Hossane Ganda Marangaje
Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e Cromatografia por Afinidade
 
	Trabalho de Pesquisa Bibliográfica apresentado ao Departamento de Química, Faculdade de Ciências Naturais e Matemática. Delegação da Beira, para fins de Avaliação na cadeira de Química Física II, do 1º semestre do 3º Ano.
Docente: dr. Mário Pereira
Universidade Pedagógica
Beira
2018
Índice
Introdução	3
1.	Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE)	5
1.1.	Definição	5
1.2.	Instrumentação	5
1.2.1.	Reservatórios de Fase Móvel e Sistemas de Tratamento de Solventes	6
1.2.2.	Sistemas de Bombeamento	7
1.3.	Sistema de Injecção da Amostra	8
1.3.1.	Colunas para Cromatografia Líquida de Alta Eficiência	8
1.3.2.	Colunas de Protecção ou de Guarda	9
1.3.3.	Termóstato para Colunas	10
1.4.	Detectores usados em CLAE	11
1.5.	Registo dos dados	17
1.6.	Cromatografia por Afinidade	18
Conclusão	19
Bibliografia	20
Introdução
O presente trabalho tem como tema "Cromatografia Líquida de Alta Eficiência e Cromatografia por Afinidade". O trabalho será abordado em duas secções aparentemente distintas, mas que ao fundo são a mesma coisa. Na primeira secção será tratada a questão da cromatografia líquida de alta eficiência, em que dar-se-á a conhecer a definição do seu conceito, também far-se-á a menção esquemática de como a técnica ocorre. Também de modo a tornar mais fácil a compreensão do mesmo, na parte de instrumentação mostrar-se-ão algumas figuras dos componentes do aparelho usado nesta técnica. Na segunda secção apresentar-se-á uma abordagem simples, clara breve, e concisa sobre a cromatografia por afinidade.
1. Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE)
1.1. Definição
A cromatografia líquida de alta eficiência, CLAE, é um tipo de cromatografia que emprega uma fase móvel líquida e uma fase estacionária muito finamente dividida. Para se obter vazões satisfatórias, o líquido deve ser pressurizado a muitas centenas de libras por polegada quadrada.
1.2. Instrumentação
Pressões de bombeamento de muitas atmosferas são requeridas para se obter vazões razoáveis com recheios na faixa de tamanho de 3 a 10 m, que é comum na cromatografia líquida moderna. Em consequência dessas altas pressões, o equipamento para a cromatografia líquida de alta eficiência tende a ser consideravelmente mais complexo e caro do que aquele encontrado em outros tipos de cromatografia. A figura abaixo apresenta um diagrama especificando os componentes importantes de um instrumento típico de CLAE.
Figura 1 Aplicações da cromatografia líquida. Observe que os tipos de cromatografia à direita do diagrama são mais adequados para os compostos polares. As técnicas na parte de baixo do diagrama são mais adequadas para as espécies de alta massa molecular.
Figura 2 Diagrama de blocos mostrando os componentes típicos de um sistema
1.2.1. Reservatórios de Fase Móvel e Sistemas de Tratamento de Solventes 
Um instrumento moderno de CLAE é equipado com um ou mais reservatórios de vidro, cada um deles tendo 500 mL ou mais de um solvente. Frequentemente são tomadas medidas para a remoção de gases dissolvidos e de partículas presentes nos líquidos. Os primeiros produzem bolhas na coluna causando, assim, um alargamento de banda; além disso, as bolhas e os particulados interferem no desempenho da maioria dos detectores.
Os desgaseificadores podem ser constituídos por sistemas de aplicação de vácuo, sistemas de destilação, um dispositivo de aquecimento e agitação ou, como mostrado na Figura 32-3, um sistema de sparging, no qual os gases dissolvidos são arrastados para fora da solução por pequenas bolhas de um gás inerte que não é solúvel na fase móvel.
Uma eluição com um único solvente ou com uma mistura de solventes de composição constante é isocrática. Na eluição por gradiente, dois (e às vezes mais) sistemas solventes que diferem significativamente em polaridade são empregados. A razão entre os dois solventes varia em uma forma pré-programada durante a separação, algumas vezes de forma contínua e por vezes em etapas. Como exposto na Figura 2, a eluição por gradiente geralmente melhora a eficiência da separação, da mesma forma que a programação de temperatura o faz na cromatografia gasosa.
Os instrumentos modernos de CLAE são equipados com válvulas que introduzem líquidos a partir de dois ou mais reservatórios em proporções que podem ser variadas continuamente figura 2.
1.2.2. Sistemas de Bombeamento
Os requisitos para as bombas de cromatografia líquida incluem (1) habilidade de gerar pressões de até 6.000 psi (libras/polegadas quadradas), (2) saída livre de pulsação, (3) vazões na faixa de 0,1 a 10 mL/min, (4) reprodutibilidade relativa da vazão de 0,5% ou melhor e (5) resistência à corrosão por uma grande variedade de solventes. As altas pressões geradas pelas bombas de cromatografia líquida não representam risco de explosão porque os líquidos não são muito compressíveis. Assim, a ruptura de um componente resulta somente em vazamento do solvente. Contudo, esse vazamento pode constituir um risco de incêndio ou para o ambiente, dependendo do tipo de solvente.
Há três tipos principais de bomba: a de seringa accionada por rosca, a bomba recíproca e a bomba pneumática de pressão constante. As bombas de seringa produzem uma saída livre de pulsação cuja vazão pode ser controlada facilmente; no entanto, elas apresentam pequena capacidade (250 mL) e se tornam inconvenientes quando é preciso trocar o solvente. A Figura 3 exibe o tipo de bomba mais amplamente empregado, a bomba recíproca. Esse dispositivo consiste em uma câmara pequena cilíndrica que é preenchida e esvaziada pela movimentação de ida e vinda de um pistão. O movimento da bomba produz um fluxo pulsado que deve ser atenuado posteriormente. As vantagens das bombas recíprocas incluem o volume interno pequeno, alta pressão de saída (até 10.000psi), pronta adaptação à eluição por gradiente e vazões constantes, as quais são bastante independentes da queda de pressão imposta pela coluna e da viscosidade do solvente. A maioria dos cromatógrafos comerciais modernos emprega bombas recíprocas.
Alguns instrumentos usam bombas pneumáticas, que, na sua forma mais simples, consistem em um reservatório maleável de solvente inserido em um vaso que pode ser pressurizado por um gás comprimido.
As bombas desse tipo são simples, de baixo custo e livres de pulsação; porém, elas apresentam capacidade e pressão de saída limitadas e as vazões são dependentes da viscosidade do solvente. Além disso, elas não podem ser adaptadas para eluição por gradiente.
1.3. Sistema de Injecção da Amostra
O método mais empregado de introdução da amostra em cromatografia líquida é baseado em um sistema com alça de amostragem como aquele mostrado na Figura 4. Esses dispositivos são partes integradas de alguns equipamentos de cromatografia líquida. Frequentemente as alças intercambiáveis estão disponíveis para permitir a escolha do volume da amostra de 5 a 500 mL. A repetibilidade relativa das injecções com uma alça de amostragem é de poucos décimos por cento. Muitos instrumentos de CLAE incorporam auto-amostradores que operam em conjunto com injectores automáticos. Esses dispositivos podem injectar volumes variáveis.
1.3.1. Colunas para Cromatografia Líquida de Alta Eficiência
As colunas cromatográficas são geralmente construídas de tubos de aço inoxidável, embora tubos de vidro ou Tygon sejam algumas vezes empregados em aplicações de baixa pressão (6 600 psi). A maioria das 
Figura 3 Uma bomba recíproca para CLAE
colunas apresenta comprimento na faixa de 10 a 30 cm e possuem diâmetros internos entre 2 e 5 mm. Os recheios das colunas tipicamente