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Capítulo 1 - livro Decifrando a Terra

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Síntese do capítulo 1 do livro “Decifrando a Terra” 
 
CORDANI, U.G.; PICAZZIO, E. A Terra e suas origens. ​In​: TEIXEIRA, W. ​et al​. 
Decifrando a Terra​. 2a.ed. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2009. 
 
“Por isso, na investigação da origem e evolução de nosso planeta, é necessário recorrer a uma 
análise do espaço exterior mais longínquo e, ao mesmo tempo, às evidências que temos do 
passado mais remoto.” (p. 19) 
 
1.1 Estrutura do Universo 
As galáxias, apesar de gigantescas, são a menor estrutura cósmica de grande escala, 
agrupam estrelas e material interestelar (gás, poeira, etc.) e se apresentam em três estruturas 
mais comuns (espirais, elípticas e irregulares). Nossa Galáxia, a Via Láctea é do tipo espiral e 
o Sol está situado em um de seus braços, onde se concentram as estrelas mais novas. 
As galáxias agrupam-se em aglomerados de galáxias devido ao exercício de atração 
gravitacional mútua, os aglomerados apresentam-se em tamanhos muito variados e exercem 
força gravitacional sobre outros aglomerados, como o aglomerado de Virgem sobre o do 
Grupo Local (onde se situa a Via Láctea). Além disso, aglomerados se agrupam em 
superaglomerados individuais e o da Via Láctea tem uma massa equivalente a 1 quatrilhão de 
massas solares. Por fim, a distribuição das galáxias forma filamentos, que são as maiores 
estruturas cósmicas. 
 
1.2 Como nasceu o Universo 
Exaustivos trabalhos de observação científica, como as de Edwin Hubble (1929) e 
Vesto Melvin Slipher (1912) apresentaram evidências de que o Universo está em expansão, a 
qual pode ser observada entre aglomerados de galáxias e galáxias do campo, com o aumento 
do espaço cósmico. 
Constatada a expansão atual - consagrada como ​Big Bang​-“...conclui-se que houve 
um momento em que ele estava diminuto e em condições físicas inimagináveis. Nada existia 
fora desse volume, espaço e tempo eram nulos.” (p. 22) e que ele deve ter em torno de 13 e 
14 bilhões de anos. ​Pergunta-se, hoje, se o processo de expansão, desencadeado pelo ​Big 
Bang​, continuará indefinidamente ou se em algum momento, um novo processo, reverso, 
“...recessivo e novo colapso ao estado conhecido como ​Big Crunch​.” (p. 22) e evidências 
(cálculos que consideram a densidade média das componentes do universo e da matéria) 
indicam que essa expansão pode continuar para sempre. 
Porém, os cálculos indicam que apenas a matérias visível não seria capaz de explicar 
os resultados alcançados, devendo haver um outro elemento, sobre a qual, a primeira 
evidência foi relatada pelo astrônomo Fritz Zwicky (1930), a matéria escura. Além disso, 
observações sobre a expansão do universo indicam que a velocidade de expansão está sendo 
acelerada, ainda não haveriam explicações para a aceleração cósmica. Composição do 
Universo (evidências atuais): 70% de energia escura, 25% de matéria escura e 5% de matéria 
normal, e em expansão contínua. 
Ao fim do tópico, é descrita uma reconstituição da história do Universo, acompanhada 
de texto e tabela. 
 
1.3 Evolução estelar e formação dos elementos 
Estrelas são formadas a partir do colapso de nuvens moleculares gigantes (onde a 
densidade é bem maior que o entorno) e cada uma das estrelas em formação acumula matéria 
por força gravitacional. Durante esse processo, poderá formar-se um sistema planetário a 
partir do disco de matéria que há em torno da protoestrela (embrião da estrela). A 
concentração de massas, aumento de temperatura e o equilíbrio das pressões externa 
(gravitacional) e interna (gás aquecido) possibilita a fusão nuclear e o embrião transforma-se 
em estrela, passando a gerar energia, fundindo hidrogênio e produzindo hélio, como o Sol, 
que estima-se ter 30 milhões de anos. “...as estrelas de grande massa são as mais 
significativas no processo de evolução química do Universo.” (p. 25). 
O diagrama de Hertzprung-Russel (H-R) sintetiza a evolução das estrelas (p. 25). 
Sobre a formação de elementos tem-se dois processos: a nucleogênese (elemento primordiais) 
que ocorreu uma única vez, em tempos anteriores ao ​Big Bang​; e a nucleossíntese (elemento 
químicos sintetizados em processos com os elementos primordiais. A fusão do H no centro 
das estrelas produz um caroço de He; a fundição do He produz carbono; “Estrelas com, no 
mínimo, oito massas solares conseguem fundir o C para produzir oxigênio (O), neônio (Ne), 
magnésio (MG, silício (Si) e ferro (Fe)”; elementos químicos mais pesados que o ferro são 
produzidos na fase de supernova das estrelas e quanto mais jovem for a estrela, mais rica em 
elementos pesados ela será. 
 
1.4 Características e origem do Sistema Solar 
“Todos os objetos que compõem o Sistema solar foram formados da mesma matéria e 
na mesma época. Isto confere ao sistema uma organização harmônica no tocante à 
distribuição de sua massa e às trajetórias orbitais de seus corpos.” (p. 26). 
Os planetas podem ser classificados em terrestres ou telúricos, jovianos ou gasosos, 
havendo ainda os planetas-anões. Os planetas terrestres possuem poucos ou nenhum satélites, 
enquanto os jovianos apresentam muitos e uma atmosfera espessa e composição e dinâmica 
parecidas com a do Sol, a diferença essencial entre eles se dá pela evolução química primitiva 
(materiais mais densos ou gigantes gasosos). 
Os modelos atuais sobre a formação dos planetas indicam que estes nascem da 
concentração de massa em partes do disco circunstelar que se forma e gira em órbita em torno 
de protoestrelas. “Nas proximidades do protossol, a temperatura ambiente crescia 
rapidamente com a contração, assim como a densidade e opacidade.” (p. 29) o que vaporizava 
elementos menos densos, e explicando a falta de elementos voláteis em planetas telúricos, 
que surgiram da colisão e união dos grãos de elementos que conseguiam resistir. Já os 
gigantescos planetas gasosos também se formavam pela união de matérias, mas em regiões 
onde elementos mais voláteis, como o gelo, e grãos coexistiam, por serem mais externas e 
frias. Ao se tornar uma estrela, o sol passou a gerar energia por fusão nuclear e a matéria 
gasosa remanescente foi afastada pela radiação e vento solar, o que dissipou a atmosfera 
primitiva dos planetas terrestres e os aqueceu. “Segundo modelos teóricos, em cerca de 100 
milhões de anos poderia ter-se acumulado 98% do material que constitui hoje o planeta 
Terra.” (p. 31), além disso, nele e em outros, atmosferas secundárias foram criadas por 
atividades vulcânicas, relacionadas ao aumento de temperatura ocorrido em seus interiores. 
Cada planeta sofreu diferenciação geoquímica, resultando num núcleo metálico, denso (Fe e 
Ni) envolto por um manto espesso composto por silicatos. 
 
1.5 Meteoritos 
A meteorítica é o ramo da Ciência que estuda esses corpos: “Meteoritos são 
fragmentos de matéria sólida provenientes do espaço. A imensa maioria de meteoritos, de 
tamanho diminutos, é destruída e volatilizada pelo atrito, por ocasião de seu ingresso na 
atmosfera da Terra.” (p. 32). Já aqueles maiores, que conseguem atingir a superfície terrestre, 
podem produzir

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