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Capítulo 1 - livro Decifrando a Terra

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repleto de crateras de impacto, superfície muito antiga; norte - enorme 
planície pontilhada por enormes vulcões, como o Monte Olimpus (600 km de base e 24 km 
de altura), superfície mais jovem. A litosfera de Marte deve ser relativamente espessa, pois 
suporta o crescimento de estruturas vulcânicas de enorme porte. 
1.6.2 Planetas jovianos (ou gasosos) 
 
...correspondem a enormes esferas de gás comprimido, de baixa densidade. 
Eles não possuem superfícies como os telúricos, mas podem apresentar, no 
máximo, uma camada de gás liquefeito. Júpiter e Saturno são gigantes 
gasosos formados principalmente por H e He, enquanto Urano e Netuno 
possuem cerca de 10% a 20% desses elementos. De qualquer forma, é 
possível observar diretamente apenas as partes mais externas de suas 
atmosferas e especular a respeito da natureza e das condições de seus 
interiores, onde as pressões existentes são tão grandes que ainda 
desconhecemos detalhes da Física que neles prevalece. (p. 43) 
 
Júpiter ​- agrega mais massa que todos os objetos do Sistema Solar juntos, exceto pelo 
Sol, é possível que tenha um núcleo rochosos, possui alguns anéis finos e muitos satélites, 
todos com superfícies sólidas, mas diferentes entre si. Dentre os maiores tem-se os galileanos, 
Io, Europa, Ganimedes e Calisto 
Saturno - A característica mais marcante do planeta são seus anéis, que são compostos 
por partículas rochosas, que predominam na região mais próxima de Saturno e partículas de 
gelo, mais abundantes na área mais externa do disco. Titan é o maior satélite de Saturno, 
sendo maior que Mercúrio, com atmosfera extensa, rica em metano e etano, e superfície com 
lagos de metano e relevo importante. Titan de assemelha ao que pode ter sido a atmosfera 
primitiva da Terra, o que desperta grande interesse científico e na busca por vida. 
Urano e Netuno - espécies de transição entre planetas gasosos e rochosos. Em suas 
atmosferas predominan hidrogênio (83%), hélio (15%) e metano e em seus núcleos pode 
haver uma região composta de rochas e gelo. 
1.6.3 Planetas-anões e corpos menores 
“Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional reclassificou Ceres, 
Eris e Plutão em uma nova classe, a dos planetas anões.” (p. 45) 
“Excetuando os satélites, os demais corpos pequenos que orbitam o Sol são 
classificados como corpos menores.” (p. 46): asteróides; objetos transnetunianos (que orbitam 
o sol a distâncias maiores que Netuno); cometas. 
1.7 Origem da hidrosfera e da atmosfera 
A Terra pode não ser o único corpo do Sistema Solar com água, mas é o único que o 
tem em estado líquido na sua superfície, o que, associado e condicionado por sua temperatura 
terrestre, torna possível a existência de oceanos, efeito estufa e, finalmente, da biosfera. 
Evidências apontam que a atmosfera e a hidrosfera terrestre são secundárias, sendo 
provável que parte importante delas tenha origem extraterrestre, por agregação de cometas, 
asteroides e outros objetos que se chocaram com o planeta durante a fase de acreção - “Do 
ponto de vista dinâmico, são os cometas que se apresentam como os melhores candidatos de 
fornecimento de água (...)” (p. 48). No manto, encontram-se minerais hidratados, 
carbonatados e material volátil de natureza diversa. 
A presença de água é relevante para a existência da vida e para a manutenção de uma 
temperatura mais amena. A atmosfera atual é composta de: nitrogênio, oxigênio, argônio, 
água, gás carbônico e outros gases. Já a primitiva devia ser mais rica em gases mais eficientes 
na geração do efeito estufa, metano e dióxido de carbono. Os maiores reservatório do ciclo 
biogeoquímico do carbono na Terra encontra-se nos oceanos, onde houve precipitação desse 
carbono atmosférico, na forma de carbonato de cálcio.

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