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1 DPT 2019 2

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DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 
ATUALIZADO 2019.2
PLANO DE ENSINO
Unidade 1 - INTRODUÇÃO AO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 1.1. Conceito.
Evolução. Autonomia 1.2. Princípios norteadores do processo do trabalho
Unidade 2 - SOLUÇÃO DOS CONFLITOS TRABALHISTAS 2.1. Autodefesa,
autocomposição e heterocomposição 2.2. Comissões de conciliação prévia
Unidade 3 - DO JUDICIÁRIO TRABALHISTA 3.1. O Poder Judiciário 3.2. Organização,
composição e funcionamento da Justiça do Trabalho
Unidade 4 - COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO TRABALHO 4.1. Jurisdição e competência
4.2. Competência em razão da matéria 4.2. Competência em razão das pessoas 4.4.
Competência funcional 4.5. Competência territorial
Unidade 5 - PARTES E PROCURADORES 5.1. Partes 5.1.1. Capacidade para ser parte
5.1.2 Capacidade de estar em juízo. Representação e Assistência. 5.1.3. Capacidade
postulatória - jus postulandi 5.1.4. Mandato:tácito e expresso. Representação por
advogado 5.1.5 Substituição processual 5.1.6. Sucessão processual 5.1.7.
Litisconsórcio 5.1.8. Assistência judiciária e Gratuidade de Justiça 5.1.9. Honorários
Advocatícios; Unidade 6 - ATOS, TERMOS, PRAZOS E NULIDADES PROCESSUAIS 6.1.
Atos processuais 6.1.1. Conceito 6.1.2. Classificação 6.1.3. Comunicação dos atos 6.2.
Prazos processuais 6.2.1. Contagem dos prazos 6.2.2. Principais prazos trabalhistas 6.3.
Pje-JT ? Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho. 6.4. Nulidades processuais
6.4.1. Conceito 6.4.2. Espécies de vícios dos atos processuais 6.4.3. Princípios 6.4.4.
Nulidades no Processo do Trabalho
PLANO DE ENSINO
Unidade 7 - DISSÍDIO INDIVIDUAL 7.1. Procedimento sumário ou Ações de Alçada 7.2.
Procedimento sumaríssimo 7.3. Procedimento ordinário 7.3.1. Fase postulatória
7.3.1.1. Requisitos da petição inicial 7.3.1.2. Pressupostos processuais 7.3.2.
Audiência 7.3.2.1. Comparecimento das partes 7.3.2.1.1. Ausência do Reclamante:
arquivamento 7.3.2.1.2. Ausência da Reclamada: revelia e confissão 7.3.2.2. Proposta
conciliatória 7.3.2.1.1. Momento processual 7.3.2.1.2. Efeitos 7.1.2.3. Defesa do
reclamado 7.3.2.3.1. Oral ou escrita 7.3.2.3.2. Contestação 7.3.2.3.3. Exceção
7.3.2.3.4. Reconvenção 7.3.2.4. Fase probatória/Instrução Processual 7.3.2.4.1. Ônus
da prova no processo de trabalho 7.3.2.4.2. Meios de prova, peculiaridades 7.3.2.4.2.
Honorários periciais e assistentes técnicos. 7.3.2.5. Razões finais e renovação da
tentativa de conciliação 7.3.2.6. Sentença Unidade 8 - RECURSOS NO PROCESSO DO
TRABALHO 8.1. Princípios e normas aplicáveis aos recursos trabalhistas 8.2.
Pressupostos de admissibilidade 8.2.1. Objetivos ou extrínsecos 8.2.2. Subjetivos ou
intrínsecos 8.3. Efeitos dos recursos 8.4. Recursos em espécie 8.4.1. Embargos de
declaração 8.4.2. Recurso ordinário 8.4.3. Recurso de revista 8.4.4. Embargos ao TST
8.4.5. Recurso extraordinário 8.4.6 Agravo de Instrumento 8.4.7. Agravo decisão
monocrática do relator 8.4.8. Agravo de petição 8.4.9. Recurso adesivo 8.4.10.
Reclamação Correicional.
PLANO DE ENSINO
Unidade 9 - EXECUÇÃO TRABALHISTA 9.1. Regras gerais 9.2. Execução provisória e
definitiva 9.3. Liquidação de sentença: cálculos, arbitramento, artigos, perícia para
cálculos complexos. 9.4. Citação do executado 9.5. Penhora: bens penhoráveis e bens
impenhoráveis 9.6 - Penhora on line ? BACEN-JUD e RENAVAN-JUD 9.7. Meios
impugnativos da execução 9.7.1. Embargos à Execução 9.7.2. Impugnação do Exequente
9.7.3. Embargos de Terceiros 9.7.4. Embargos à Penhora 9.7.5. Exceção de
préexecutividade 9.8. Recursos na Execução 9.9.Trâmites finais da execução: 9.9.1. venda
do bem em hasta pública; 9.9.2. arrematação; 9.9.3. adjudicação 9.9.4. remição 9.10. Da
extinção da execução pelo pagamento Unidade 10 ? PROCEDIMENTOS ESPECIAIS. 10.1.
Inquérito Judicial para Apuração da Falta Grave; 10.2. Ação de Consignação em
Pagamento; 10.3. Mandado de Segurança; 10.4.Ação Rescisória Unidade 11 - DISSÍDIOS
COLETIVOS 11.1. Conceito e Poder normativo da Justiça do Trabalho 11.2. Classificação
11.3. Competência 11.4. Partes 11.5. Requisitos da petição inicial 11.6. Conciliação 11.7.
Sentença normativa 11.8. Ação de cumprimento
PLANO DE ENSINO
BIBLIOGRAFIA BÁSICA 
CAVALCANTE, Jouberto de Quadros Pessoa; JORGE NETO, Francisco Ferreira. Direito
Processual do Trabalho
LEITE, Carlos Henrique Bezerra. Curso de Direito Processual do Trabalho.
SARAIVA, Renato. Processo do Trabalho: Série Concursos Públicos. 9. ed. São Paulo:
Método, 2013.
BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR
1 - CARRION, Valentin. Comentários à Consolidação das Leis do Trabalho
2- SARAIVA, Renato. Curso de Direito e Processual do Trabalho.
3 - SCHIAVI, Mauro. Manual de Direito Processual do Trabalho.
4 - NASCIMENTO, Amauri Mascaro. Curso de Direito Processual do Trabalho.
5 - GIGLIO, Wagner. Direito Processual do Trabaho.
.
EVOLUÇÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO E DO DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO 
1922 Tribunais Rurais como tentativa de julgar e conciliar as causas dos trabalhadores agrícolas até
500 mil contos de réis.
Em 1939 é criada a justiça do trabalho, do executivo, instalada no dia 1º de maio de 1941.
1941 Constituição do Estado Novo- institui a magistratura do trabalho e, em 01 de maio de 1941, o
Presidente da República a instala com oito conselhos regionais e trinta e seis Juntas de Conciliação e
Julgamento
Em 1946 a Constituição integra a Justiça do Trabalho ao Poder Judiciário. Os conselhos regionais são
convertidos em Tribunais Regionais do Trabalho e o Conselho Nacional do Trabalho no Tribunal
Superior do Trabalho
1988 A Constituição trouxe um texto repleto de direitos trabalhistas de segunda dimensão .
2000. Com a EC 24 ocorreu o fim da composição paritária, com a extinção dos cargos de Juízes
Classistas e conversão das Juntas de Conciliação e Julgamento em Varas do Trabalho
2004 EMENDA CONST. 45- Ampliação da competência da Justiça do Trabalho (ex. julgar acidente do
trabalho, conflitos sindicais, multas do Ministério do Trabalho e relações de trabalho. A justiça do
trabalho é composta pelo TST, com sede em BrasíliaDF, pelos TRT´s e VT´s.
Em 2017, a Lei 13.467/17 , conhecida como “Reforma Trabalhista” trouxe sensível alteração no
processo do trabalho.
1. Eficácia das normas processuais é a aptidão para que a norma possa produzir efeitos
jurídicos. Quanto à eficácia da Lei Processual do Trabalho temos:
A) No tempo - Princípio da irretroatividade - art. 5o. , XXXVI A lei não prejudicará
o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada. Sistema do
isolamento dos atos processuais - a lei nova somente será aplicada aos atos
processuais a serem praticados.
B) No Espaço (Princípio da Territorialidade) A lei processual produz efeito em
todo o território nacional “Art. 13. A jurisdição civil será regida pelas normas
processuais brasileiras, ressalvadas as disposições específicas previstas em
tratados, convenções ou acordos internacionais de que o Brasil seja partes" 1.
Eficácia das normas processuais, é a aptidão para que a norma possa produzir
efeitos jurídicos. Quanto à eficácia da Lei Processual do Trabalho temos:
OBS: A Instrução Normativa n° 41 dispôs sobre as normas da CLT, com as
alterações da Lei no 13.467/2017 e sua aplicação ao processo do trabalho no
tempo.
EFICÁ CIA DAS NORMAS PROCESSUAIS 
A INSTRUÇÃO NORMATIVA 41 E A EFICÁCIA DA REFORMA TRABALHISTA
Art. 1° A aplicação das normas processuais previstas na Consolidação das Leis
do Trabalho, alteradas pela Lei no 13.467, de 13 de julho de 2017, com eficácia
a partir de 11 de novembro de 2017, é imediata, sem atingir, no entanto,
situações pretéritas iniciadas ou consolidadas sob a égide da lei revogada.
Art. 791-A, Ao advogado, ainda que atue em causa
própria,serão devidos honorários de sucumbência, fixados
entre o mínimo de 5% (cinco por cento) e o máximo de 15%
(quinze por cento) sobre o valor que resultar da liquidação da
sentença, do proveito econômico obtido ou, não sendo
possível mensurá-lo, sobre o valor atualizado da causa. (Artigo
incluído pela Lei n° 13.467/2017 - DOU 14/07/2017)
Art. 6o Na Justiça do Trabalho,a condenação em
honorários advocatícios sucumbenciais, prevista no
art. 791-A, e parágrafos, da CLT, será aplicável apenas
às ações propostas após 11 de novembro de 2017
(Lei no 13.467/2017). Nas ações propostas
anteriormente, subsistem as diretrizes do art. 14 da
Lei no 5.584/1970 e das Súmulas nos 219 e 329 do
TST.
Art. 790-B. A responsabilidade pelo pagamento dos
honorários periciais é da parte sucumbente na
pretensão objeto da perícia, ainda que beneficiária
da justiça gratuita. (Artigo alterado pela Lei n°
13.467/2017 - DOU 14/07/2017)
Art. 5o . O art. 790-B, caput e §§ 1o a 4o,
da CLT, não se aplica aos processos
iniciados antes de 11 de novembro de
2017 (Lei no 13.467/2017).
(Sérgio P. Martins)
1. conceito de Princípio: “Princípios são proposições básicas que fundamentam as
ciências. Para o Direito, o princípio é seu fundamento, a base que irá informar e
inspirar normas jurídicas”.
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
A) PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE E SUPLETIVIDADE
CLT, ART. 769. Nos casos omissos, o direito processual comum será fonte subsidiária do
direito processual do trabalho, exceto naquilo em que for incompatível com as normas
deste Título
CLT, Art. 889 - Aos trâmites e incidentes do processo da execução são aplicáveis,
naquilo em que não contravierem ao presente Título, os preceitos que regem o
processo dos executivos fiscais para a cobrança judicial da dívida ativa da Fazenda
Pública Federal.
Em razão de tais artigos, para que se possa aplicar o CPC, serão necessários dois
requisitos indispensáveis:
1. Omissão da CLT
2. Compatibilidade
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
“Art. 15. Na ausência de normas que regulem processos eleitorais,
trabalhistas ou administrativos, as disposições deste Código lhes
serão aplicadas supletiva e subsidiariamente.”
SUPLETIVIDADE: (Omissão parcial)Tem a finalidade de
complementar uma regra principal ou um sistema existente na
CLT (ex.: casos de suspeição, pois a CLT trabalha com o tema, mas
não o exaure e o CPC passa a ser aplicado supletivamente).
SUBSIDIARIEDADE: (Omissão Total) por objetivo aplicar uma
regra do processo civil quando a CLT não possui a norma ou o
Instituto jurídico (ex.: impedimento) 1
O novo CPC trata do tema no artigo 15: 
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
1. A instrução normativa 39 do TST orienta a aplicação do CPC
nos seguintes termos:
Art. 1° Aplica-se o Código de Processo Civil, subsidiária e
supletivamente, ao Processo do Trabalho, em caso de
omissão e desde que haja compatibilidade com as normas e
princípios do Direito Processual do Trabalho, na forma dos
arts. 769 e 889 da CLT e do art. 15 da Lei no 13.105, de
17.03.2015.
IN 39 TST
Normas inaplicáveis - Art. 2o. 
Normas aplicáveis – Art. 3º. 
Normas aplicáveis em termos - Art. 4o. e 
seguintes 
OBS: O art. 21 da Instrução Normativa 41 . revogou os art. 2o, VIII, e 6o da
Instrução Normativa no 39/2016 do TST
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
Art. 764. Os Dissídios individuais ou coletivos submetidos à
apreciação da Justiça do Trabalho serão sempre submetidos à
conciliação.
ART. 846 . Aberta a audiência o Julgador irá tentar conciliares as
partes (1ª tentativa)
ART. 850 . Encerrada a instrução, após Razões Finas, o juiz ira
tentar conciliar as partes (2ª tentativa)
B) PRINCÍPIO DA CONCILIAÇÃO 
Na Justiça do Trabalho o juiz deverá tentar compor a lide, pelo
menos, 2(duas) vezes , obrigatoriamente . Vejamos a CLT:
Busca-se a solução do litígio em única audiência, apresentando a defesa e
provas nesse momento processual e somente ocorrendo o adiamento desta
se não for possível concluí-la no mesmo dia.
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
C) PRINCÍPIO DA AUDIÊNCIA UNA E CONCENTRAÇÃO 
Art. 845. O reclamante e o reclamado comparecerão à audiência
acompanhados das suas testemunhas, apresentado, nessa ocasião, as
demais provas.
Art. 849 - A audiência de julgamento será contínua; mas, se não for
possível, por motivo de força maior, concluí-la no mesmo dia, o juiz ou
presidente marcará a sua continuação para a primeira desimpedida,
independentemente de nova notificação
Art. 852-C. As demandas sujeitas a rito sumaríssimo serão instruídas e
julgadas em audiência única
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
D) PRINCÍPIO ORALIDADE: 
Consiste na Prevalência da palavra sobre a escrita, fazendo com que as partes
se dirijam diretamente ao magistrado. Vejamos a CLT
Art. 847 - Não havendo acordo, o reclamado terá vinte minutos
para aduzir sua defesa, após a leitura da reclamação, quando
esta não for dispensada por ambas as partes
Art. 850 - Terminada a instrução, poderão as partes aduzir razões
finais, em prazo não excedente de 10 minutos para cada uma.
Em seguida, o juiz ou presidente renovará a proposta de
conciliação, e não se realizando esta, será proferida a decisão
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
E) PRINCÍPIO DA IRRECORRIBILIDADE DAS DECISÕES
INTERLECUTÓRIAS
As decisões interlocutórias no processo do trabalho somente serão
recorríveis após a sentença. Vejamos a CLT:
Art. 893. Das decisões são admissíveis os seguintes recursos: § 1º Os incidentes
do processo são resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal, admitindo-se a
apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recurso
da decisão definitiva
SUM-214 DECISÃO INTERLOCUTÓRIA. IRRECORRIBILIDADE. Na Justiça do Trabalho,
nos termos do art. 893, § 1º, da CLT, as decisões interlocutórias não ensejam recurso
imediato, salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho
contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b)
suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe
exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional
distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art.
799, § 2º, da CLT
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
F) PRINCÍPIO DA EXTRAPETIÇÃO
Permite ao juiz condenar a reclamada em pedidos não contidos na petição
inicial, nos casos previstos em lei.
Exemplo: artigos 137, §2o, 467, 496 da CLT e Súmula 211 do TST. 3. Segundo
Mauro Schiavi, o fundamento estaria nos princípios da celeridade,
informalidade e simplicidade do processo do trabalho;
G) PRINCÍPIO DA CELERIDADE PROCESSUAL
Deve-se buscar sempre pela celeridade processual, tendo em vista que o
trabalhador possui um crédito de natureza alimentar.
A base legal do princípio é o artigo 5o, LXXVIII da Constituição Federal.,
inserido em razão do Pacto de São José da Costa Rica (Convenção Americana
sobre Direitos Humanos). 3. Exemplo:
Art. 768, CLT:- Terá preferência em todas as fases processuais o dissídio cuja
decisão tiver de ser executada perante o juízo da falência.
http://www.sato.adm.br/CLT/clt_art_768.htm
http://www.sato.adm.br/CLT/clt_art_768.htm
http://www.sato.adm.br/CLT/clt_art_768.htm
http://www.sato.adm.br/CLT/clt_art_768.htm
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
H) PRINCÍPIO DO IMPULSO EX OFICIO NA EXECUÇÃO
O impulso de ofício na execução Juízo só é possível quando a parte estiver postulando
sem advogado. Estabelece a CLT:
I) PRINCÍPIO DO IUS POSTULANDI
As partes podem comparecer sem advogado; fazer petição inicial; contestar, etc, mas
atualmente comporta execuções como veremos mais adiante. Estabelece a CLT:
Art. 791. Os empregados e os empregadores poderão reclamar pessoalmente perante
a Justiça do Trabalho e acompanhar as suas reclamações até o final.
Art. 878. A execução será promovida pelas partes, permitida a execução de ofício pelo
juiz ou pelo Presidente do Tribunal apenas nos casos em que as partes não estiverem
representadas por advogado
SUM-425 JUS POSTULANDI NA JUSTIÇA DO TRABALHO. ALCANCE. O jus postulandi das
partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais
Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de
segurança e os recursos de competência do Tribunal
Superior do Trabalho.
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
J) PRINCÍPIO DA NORMATIZAÇÃO COLETIVA
Possibilidade de a justiça do trabalho estabelecer o seu poder normativo, de
proferir a chamada sentença normativade cunho obrigatório para os sindicatos
dos trabalhadores e sindicatos patronais, caso não haja o acordo entre eles. Art.
114, §1º da CF/88
k) PRINCÍPIO DA BUSCA DA VERDADE REAL
O que o juiz busca no processo é a verdade dos fatos, e não a verdade meramente
formal ou documental (semelhança com o princípio da primazia da realidade). Está
consubstanciado no Art. 765 da CLT.
Art. 765 - Os Juízos e Tribunais do Trabalho terão ampla liberdade na
direção do processo e velarão pelo andamento rápido das causas,
podendo determinar qualquer diligência necessária ao esclarecimento
delas.
PRINCÍPIOS PROCESSUAIS
l) PRINCÍPIO DISPOSITIVO:
O juiz só prestará a tutela jurisdicional quando provocado. Há uma exceção na CLT (art.
856 quando trata do Dissídio coletivo “a instância poderá ser instaurada pelo próprio
presidente do tribunal, de ofício, nos casos de dissídio coletivo de greve.
M) PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DE FORMAS:
Estabelece que o ato processual não será desconsiderado quando praticado de outra
forma estabelecida em lei não prejudicar as partes. Ex: o empregador ficou sabendo da
sua audiência sem ser citado formalmente. Foi na audiência e apresentou defesa. Logo,
a citação é considerada válida. ( art. 794 da CLT) e artigos do CPC.
Art. 188, CPC. Os atos e os termos processuais independem de forma determinada, salvo quando
a lei expressamente a exigir, considerando-se válidos os que, realizados de outro modo, lhe
preencham a finalidade essencial.
1.1. CONFLITOS TRABALHISTA: Surge o conflito de interesse quando
há uma situação em que duas pessoas ou mais tem interesse pelo mesmo bem.
Os dissídios trabalhistas são:
CONFLITOS TRABALHISTAS 
A) INDIVIDUAIS: (o objeto da cognição é um interesse
individual de um ou mais de um empregado
(litisconsórcio ativo) e de um ou mais de um
empregadores (litisconsórcio passivo);
B) COLETIVOS: (o objeto da cognição será o interesse de
natureza jurídica ou econômica de um grupo, ideal e
abstratamente considerado (categoria econômica e
categoria profissional)
SOLUÇÃO DOS CONFLITOS TRABALHISTAS
Vamos adotar a classificação de Carlos Henrique Bezerra
Leite quanto aos métodos de solução: Autodefesa.
Autocomposição e Heterocomposição.
A) AUTODEFESA (AUTOTUTELA)
(Greve)
B) AUTOCOMPOSIÇÃO
CCT´s, ACT´s, CCP´s e Mediação.
C) HETEROCOMPOSIÇÃO:
c.1) JURISDIÇÃO:
c.2) ARBITRAGEM:
MÉTODOS DE 
SOLUÇÃO DOS 
CONFLITOS 
TRABALHISTAS
SOLUÇÃO DOS CONFLITOS TRABALHISTAS
Vamos adotar a classificação de Carlos Henrique Bezerra Leite quanto aos
métodos de solução: Autodefesa. Autocomposição. Heterocomposição.
1.2.1. AUTODEFESA (AUTOTUTELA) Uma parte tenta impor sua
vontade pela força: movimente grevista. A greve, portanto, é forma de
autodefesa. (LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989.)
1.2.2. AUTOCOMPOSIÇÃO As próprias partes buscam o ajuste de
vontade com o fim de pacificar o conflito. Na autocomposição as partes podem
até mesmo eleger terceiros para tentar solucionar os conflitos, porém, estes
não impõem a sua vontade, apenas aconselham.
Como exemplos extraprocessuais podemos apontar:
A) CCT´s,
B) ACT´s,
C) CCP´s e Mediação.
SOLUÇÃO DOS CONFLITOS TRABALHISTAS
1.2.3. HETEROCOMPOSIÇÃO: Há a intervenção de um terceiro, que
com força obrigatória irá impor sua decisão às partes que a procuram. Pode se
dar por meio da:
A.1. JURISDIÇÃO: O Estado exerce a função que lhe é própria, na qual a vontade
das partes cede lugar a um poder estatal, julgando uma reclamação trabalhista.
A.2. ARBITRAGEM: É um meio alternativo de solução de conflitos, através do
qual as partes elegem uma terceira pessoa, cuja decisão terá o mesmo efeito
que a solução jurisdicional, pois é impositiva para as partes. A arbitragem é
cabível para a solução dos conflitos coletivos (art. 114, § 1º, CF). Para alguns
tipos de conflitos individuais de acordo com a CLT, este por ser feito por
cláusula compromissória de arbitragem.
SOLUÇÃO DOS CONFLITOS TRABALHISTAS
No que se refere a arbitragem coletiva:
CF Art. 114, CF: § 1º Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger
árbitros. § 2º Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à
arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de
natureza econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as
disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas
anteriormente.
No que se refere a cláusula compromissória de arbitragem individual:
CLT“Art. 507-A. Nos contratos individuais de trabalho cuja remuneração seja
superior a duas vezes o limite máximo estabelecido para os benefícios do Regime
Geral de Previdência Social, poderá ser pactuada cláusula compromissória de
arbitragem, desde que por iniciativa do empregado ou mediante a sua
concordância expressa, nos termos previstos na Lei no 9.307, de 23 de setembro
de 1996.”
COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA
1. As COMISSÕES DE CONCILIAÇÃO PRÉVIA – ART. 625-A, CLT são organismos
privados com a finalidade de mediar e tentar conciliar, fora do processo
judicial, os conflitos individuais advindos das relações de trabalho.
2. As empresas e os sindicatos podem instituir Comissões de Conciliação
Prévia, de composição paritária, com representantes dos empregados e
dos empregadores, com a atribuição de tentar conciliar os conflitos
individuais do trabalho. As Comissões referidas poderão ser constituídas
por empresa, grupos de empresas, sindicato ou ter caráter intersindical
(no âmbito de mais de um sindicato
3. No âmbito da empresa será composta de, no mínimo, dois e, no máximo,
dez membros. 4. Comparecendo as partes à CCP, havendo ou não acordo
tal circunstância deverá ser reduzida a termo.
COMISSÃO DE CONCILIAÇÃO PREVIA
5. Atualmente instituída a Comissão de Conciliação Prévia na
localidade da prestação de serviços do trabalhador, o interessado não
está obrigado a submeter sua demanda a essa Comissão,
previamente ao ajuizamento de ação na Justiça do Trabalho, embora
o artigo 625-D da CLT ainda diga isto, pois o o STF suspendeu a eficácia
de tal artigo por meio de liminar em ação direta de
incostitucionalidade.
6. Havendo acordo entre as partes, o termo de conciliação terá
eficácia liberatória geral, exceto quanto às parcelas expressamente
ressalvadas. - art. 625 -E e P.Ú. da CLT.
7. A passagem na CCP suspende o prazo prescricional.
8. Os membros da CCP representantes dos empregados, quando sua
constituição ocorrer por empresas, terão estabilidade no emprego,
não podendo ser dispensado salvo falta grave.
Semana 1
CASO CONCRETO: (FGV /OAB) Um
estudante de Direito, irresignado pelo fato
de sua mãe haver perdido uma causa
trabalhista, estuda com afinco todos os
contornos da lide, a doutrina e a
jurisprudência correlatas durante um ano,
findo o qual prepara uma ação rescisória,
colhe a assinatura de sua mãe na peça e
distribui a ação no prazo legal.
Considerando a situação retratada e o
entendimento consolidado do TST,
responda aos itens a seguir. A) Analise a
viabilidade da demanda proposta,
justificando em qualquer hipótese. B) Se a
mãe do estudante contratasse um(a)
advogado(a) para ajuizar a ação rescisória,
como se daria a concessão dos honorários
advocatícios sucumbenciais?
Semana 1
MÚLTIPLA ESCOLHA (INAZ-PARÁ 2018) Situação Hipotética: Maurício ajuizou reclamação trabalhista
contra a empresa Panos e Pratos Ltda, pleiteando o pagamento de horas extras e dano moral. Foi
expedida citação para a empresa reclamada, pelo correio, porém a entrega foi em endereço errado e
distinto da sede da Panos e Pratos Ltda. Contudo, a reclamada, em audiência, apresentou defesa e
juntou documentos. Após regular instrução do processo, o magistrado condenou a empresa a pagar
todos os pedidos contidos na Petição Inicial. Acerca do caso, pode-se considerar:
A)Pelo princípio da instrumentalidade das formas, a citação no processo acima é nula e, portanto, a
sentença também.
B)Pelo princípio da instrumentalidade das formas a citação no processo acima não é nula e, portanto,
a sentença é válida.
C)Pelo princípio dodevido processo legal, a citação no processo acima contém uma nulidade de
natureza absoluta e, portanto, deveria ser declarada ex-officio pelo Juiz.
D)Pelo princípio do contraditório, a falha na citação da reclamada torna nula a sentença.
E)Pelo princípio do contraditório, a falha na citação é sanada pelo comparecimento espontâneo da
reclamada.

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