Buscar

Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária Und I.pptx

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 3, do total de 110 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 6, do total de 110 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Você viu 9, do total de 110 páginas

Faça como milhares de estudantes: teste grátis o Passei Direto

Esse e outros conteúdos desbloqueados

16 milhões de materiais de várias disciplinas

Impressão de materiais

Agora você pode testar o

Passei Direto grátis

Prévia do material em texto

Saúde Ambiental e Vigilância Sanitária
Profª. Esp. Inik de Oliveira Soares Lima
Enfermeira graduada pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA
Especialista em Gestão em Saúde Pública e Enfermagem do Trabalho
EMENTA
Introdução: Aspectos Gerais Sobre Saúde Ambiental;
Educação em Saúde Ambiental;
Controle Social em Saúde Ambiental;
Saúde Ambiental nos Serviços de Saúde;
Políticas Públicas em Saúde Ambiental;
Atuação da Vigilância Sanitária;
Recursos Hídricos;
Esgoto;
Gerenciamento de Resíduos Sólidos Não Perigosos;
Gerenciamento de Resíduos Sólidos Perigosos;
Uso do solo;
Ar, Energia e Ruído;
Saúde e Segurança dos trabalhadores.
Introdução
O que é saúde? O que é doença? O que é meio ambiente? Como os danos causados a ele podem interferir em nossa saúde? Quais são os principais fatores que o prejudicam, e quais ações podem ser realizadas para que isso não aconteça? Por que estudar sobre meio ambiente na graduação? São várias as questões. Você saberia responder a todas sem dificuldade?
Sabemos que, nos dias atuais, as respostas para todas elas estão cada vez mais complexas e que muitas ações não dependem do plano individual, mas do coletivo, o que mascara os resultados finais.
Contudo, não pense que você está sozinho se estiver fazendo algo em prol do meio ambiente. Existem milhões de pessoas no mundo tentando mudar algo e, na verdade, essa tentativa em conjunto com a ação nos impulsionam para dias melhores.
Assim, pensar em nossas ações sem imaginar o dia de amanhã é uma atitude intolerável no que diz respeito ao meio ambiente, pois tudo que é realizado atualmente irá interferir seriamente nas gerações futuras, as quais podem ter estreita ligação com você (seus filhos, netos e sobrinhos, entre outros).
Por isso, não importa qual será a sua área de atuação, o fundamental é acreditar nas mudanças e na importância da ação, pois independentemente de como atuará (como profissional ou cidadão), é nosso dever zelar
pelo meio ambiente e fiscalizar todas as ações que vão contra a sua proteção, para que, assim como nós, as gerações futuras possam usufruir desse mundo tão maravilhoso.
Essa aula tem como objetivo esclarecer alguns aspectos da relação do meio ambiente e o processo saúde-doença, assim como ressaltar a importância da participação de todos nesse processo, favorecendo o pensamento crítico acerca dessa temática.
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O PROCESSO SAÚDE-DOENÇA E A PROMOÇÃO DA SAÚDE: ASPECTOS RELACIONADOS AO MEIO AMBIENTE
O que é saúde?
O termo saúde foi definido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o bem-estar físico, mental e social de um indivíduo ou população; portanto, podemos inferir que o termo doença deva estar atrelado à ausência de uma ou de todas as características definidoras de saúde, as quais foram citadas.
O que é meio ambiente?
Na Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: “O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas.”
A Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) brasileira, estabelecida pela Lei 6.938 de 1981, define meio ambiente como “o conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”.
O ambiente natural se contrasta com o ambiente construído, que compreende as áreas e componentes que foram fortemente influenciados pelo homem.
(ONU)
O que é Saúde Ambiental?
A Vigilância em Saúde Ambiental consiste em um conjunto de ações que proporcionam o conhecimento e a detecção de mudanças nos fatores determinantes e condicionantes do meio ambiente que interferem na saúde humana, com a finalidade de identificar as medidas de prevenção e controle dos fatores de risco ambientais relacionados às doenças ou a outros agravos à saúde.
(OPAS/OMS)
Diversos estudiosos tentaram justificar ou mesmo explicar, de diferentes maneiras, as causas da doença. Se pensarmos no aspecto evolutivo, desde os primórdios, o homem precisa provar aquilo que acredita, e na ciência isso não é diferente. 
Os cientistas ou intelectuais necessitam não apenas comprovar, mas realizar uma busca intensa na literatura. 
A comprovação se dá por meio da realização de experimentos (observação de algum fato), os quais, somados aos dados da literatura, permitem a criação de uma teoria.
Esquema das principais teorias que explicam as doenças
As doenças eram causadas pelo agente etiológico e uma série de outros fatores, como físicos, psíquicos, químicos, ambientais e sociais.
Teoria Mística
As doenças eram causadas por fenômenos sobrenaturais;
Teoria dos Miasmas
As doenças apareciam como uma consequência de gases ou odores provenientes do solo ou atmosfera;
Teoria da Unicausalidade
As doenças eram causadas por um agente etiológico;
Teoria da Multicausalidade
A figura anterior demonstra as principais teorias formuladas para explicar o surgimento das doenças.
A primeira delas foi baseada em um contexto que estava além da compreensão do real. Acreditava-se que as doenças eram causadas por fenômenos sobrenaturais, ou seja, fenômenos não controlados pelo homem. Ela foi denominada de Teoria Mística.
A evolução dos processos de observação dos indivíduos saudáveis e dos acometidos pela doença permitiu o surgimento da Teoria dos Miasmas, que consistia na ideia de que as doenças apareciam como consequência de gases ou odores provenientes do solo ou da atmosfera, os quais eram levados pelo vento e espalhados para um indivíduo que, consequentemente, adoecia.
Uma vez que os fenômenos observados pela Teoria dos Miasmas eram, de certa forma, justificáveis, ela foi utilizada por um tempo considerável, tornando-se a preferencial para a explicação da doença.
No entanto, em meados de 1860, com a descoberta dos agentes etiológicos (como vírus e bactérias) por Louis Pasteur, a Teoria dos Miasmas foi desconsiderada.
A sua descoberta fez surgir uma nova teoria: a da Unicausalidade, mas ela ainda foi incapaz de responder a todas as causas de diferentes doenças, que muitas vezes tinham um aspecto multicausal e não a presença de somente um agente etiológico.
Desse modo, estudos epidemiológicos tiveram grande importância no período, pois demonstraram que vários fatores, incluindo o meio ambiente (e não somente a presença do vírus ou da bactéria) contribuem para o adoecimento.
Assim, até os dias atuais, a Teoria da Multicausalidade (que engloba o agente etiológico e uma série de fatores: físicos, psíquicos, químicos, ambientais e sociais) é considerada a capaz de explicar o surgimento da doença.
Considerando a subjetividade do termo bem-estar empregado pela OMS para a definição de saúde, ao avaliarmos o processo saúde-doença, é necessário ponderar não somente o processo em si, mas todas as variáveis que envolvem tanto a saúde quanto a doença de um indivíduo e/ou uma comunidade.
Para isso, não podemos deixar de discutir a evolução histórica da humanidade, pois todas as mudanças ocorridas ao longo dos séculos XIX e XX (incluindo as econômicas, políticas, sociais e culturais) contribuíram intensamente para o surgimento de doenças associadas ao meio ambiente, o que indica que a transformação de uma sociedade é capaz de modificar a saúde e todos os problemas sanitários atrelados a ela.
Podemos dizer que a saúde e a doença estão interligadas e que dependem dos mesmos fatores: agente, hospedeiro e meio (fatores causais), os quais acompanham a evolução da humanidade e são modificados com ela, a partir de aspectos como o ambiente ao redor, o estilo de vida, a biologia humana e os serviços de saúde prestados à comunidade, criando um modelo mais abrangente denominado campo de saúde.
Relação do indivíduo com o meio ambienteIndivíduo
Trabalho
Estresse
Moradia
Educação
Saúde
Saneamento Básico
Dor
Não deve ser considerado meio ambiente somente aquilo que é exógeno ao ser humano, mas também elementos intrínsecos a ele, como fatores genéticos e diversos outros aspectos, que influenciam, direta ou indiretamente, no processo saúde-doença. Assim, o meio ambiente envolve todas as coisas vivas e não vivas da Terra que interferem no ecossistema e, consequentemente, na vida dos seres humanos.
Antigamente, não era possível imaginar o desenvolvimento de um país, qualquer que fosse, sem a apropriação dos recursos naturais, como desmatamento, extração de ouro e prata, além do desvio de encostas e rios, tudo para a construção das grandes metrópoles ou ferrovias.
Todas essas atitudes não passavam de equívocos de âmbito cultural, pois as pessoas acreditavam que a natureza tinha que servir ao ser humano, sem garantir o uso dela pelas gerações futuras.
Ainda em relação ao desenvolvimento da humanidade, a criação de novas tecnologias induz um crescimento populacional atrelado ao avanço humano. Isso vem aliado ao aumento do consumo, mas, infelizmente, pode não estar associado a algo consciente, pois o meio ambiente ainda sofre severos danos.
Basicamente, o consumismo desenfreado e inconsciente faz com que o ser humano utilize matéria-prima sem pensar em sustentabilidade.
Um exemplo clássico é a geração do papel demonstrado na figura a seguir. Nela, podemos observar que para tal finalidade existe uma destruição maciça de árvores, o que diminui áreas verdes consideráveis e interfere diretamente no ecossistema.
Além disso, todo o processo da produção do papel contamina o ar, o solo e a água, indicando que o meio ambiente sofre danos desde a extração da matéria-prima até a produção do produto final. Assim, esse modelo de desenvolvimento humano favorece o avanço, mas prejudica indiretamente a saúde, que sofre interferência do meio ambiente.
Interferência da fabricação de matéria-prima sobre o ecossistema
A reflexão a respeito do consumo de modo sustentável precisa ser um hábito diário em nossas vidas, pois o desenvolvimento industrial desenfreado permite que o meio ambiente perca sua capacidade de regeneração, aquela que acontecia anteriormente à fase industrial, favorecendo uma crise ambiental grave, idêntica à que presenciamos atualmente.
Inicialmente, foi observado que a população precisava modificar diversos costumes e valores, objetivos que somente são alcançados por meio da educação, pois reconhecer que o ambiente faz parte do ser humano e não é somente algo exógeno a ele exige, antes da ação, o conhecimento.
De acordo com o grau de relação do ser humano com o meio ambiente, o processo saúde-doença pode ou não ser afetado, indicando que somente compreender a relação de saúde e meio ambiente não é o suficiente sem que exista o entendimento de todas as variáveis e realidades envolvidas nesses processos.
Os profissionais da saúde têm grande importância na educação quando se trata do processo saúde-doença e de sua relação com o meio ambiente.
O que pode ser observado é que eles, ou até mesmo os futuros profissionais (estudantes de graduação), são capazes de conceituar adequadamente meio ambiente e saúde, bem como todas as variáveis que atuam sobre eles.
No entanto, o que mais preocupa os estudiosos é o fato de não conseguirem transpor todo esse conhecimento para a prática profissional. 
O Código Internacional de Enfermagem atribui ao enfermeiro a responsabilidade da preservação do meio ambiente, evitando sua degradação.
Apesar de essa tarefa ser legalmente conferida, muitos deles não colaboram com esse aspecto por não conseguirem transpor a teoria para a prática.
O exemplo mencionado é interessante, pois conferir responsabilidade legal aos profissionais da saúde com o meio ambiente é o primeiro passo para uma grande mudança, a qual se inicia na sala de aula, discutindo questões ambientais e da saúde de maneira mais profunda, ou seja, além do contexto das patologias associadas à falta de saneamento básico adequado e descarte de resíduos sólidos.
No entanto, além dos aspectos comentados, outros dificultam o aprendizado no âmbito da saúde coletiva. São eles: baixa produção científica, déficit de recursos financeiros, desinformação da população e resistência em relação à divisão de responsabilidades.
No que se refere à baixa produção científica, isto é, às pesquisas realizadas sobre meio ambiente e saúde, podemos observar que países como Estados Unidos, Rússia e Ucrânia concentram a maior parte de suas publicações envolvendo questões ambientais.
No Brasil, houve um aumento significativo de lançamentos a partir do ano 2000, indicando um crescimento de centros e grupos de pesquisa sobre meio ambiente. No entanto, ainda existe uma carência de publicações expressivas relacionadas à saúde e ao meio ambiente, pois esses temas são, em sua maioria, publicados isoladamente.
Todas essas observações relacionadas aos tipos e à relevância das publicações demonstram a importância da somatória de conhecimentos teóricos, práticos, metódicos e intervencionistas para a criação de um adequado conceito acerca da temática, fugindo um pouco das ações mais comuns do setor da saúde, que visam em sua maioria a resolução de problemas, mas somente quando eles já estão instalados.
Assim, o importante é que as ações primordiais para a promoção e prevenção de riscos, tanto ao ambiente quanto à humanidade, sejam tomadas antes que os efeitos deletérios sobre eles possam surgir. 
Um exemplo disso é a discussão da questão sanitária básica que tem sido substituída por uma abordagem mais ambiental, favorecendo a promoção da saúde e a conservação de todos os aspectos do meio ambiente.
SUSTENTABILIDADE E PROMOÇÃO DA SAÚDE
O termo geral de sustentabilidade é proveniente da habilidade de sustentar uma ou mais condições mostradas por alguém. 
Quando extrapolamos essa ideia e relacionamos o ser humano com o meio ambiente, se torna pertinente que o uso dos recursos naturais (para atingir as necessidades do momento) não comprometa as carências das gerações futuras.
Basicamente três pilares regem a sustentabilidade:
social – que fomenta o respeito ao ser humano, ou seja, é necessário que se estime o ser humano para
que aconteça o mesmo em relação à natureza, pois ele constitui a parte mais importante do meio ambiente.
energético – que determina que não existe desenvolvimento econômico sem energia, pois caso isso acontecesse, a vida das populações se deterioraria.
ambiental – no qual a degradação do meio ambiente diminui o tempo de vida do ser humano, pois não há desenvolvimento econômico e o futuro se torna instável.
A sustentabilidade está relacionada a diversas ações, como a exploração dos recursos naturais de florestas e matas de forma controlada, garantindo o replantio, a preservação das áreas verdes, o incentivo da produção e do consumo de produtos orgânicos e a exploração dos recursos minerais de forma controlada, racionalizada e planejada.
O uso dos recursos naturais, a fim de atingir as necessidades do momento, não pode comprometer as carências das gerações futuras.
Além disso, é possível criar fontes de energia limpas e renováveis (energia eólica, geotérmica e hidráulica), reciclagem de resíduos sólidos, gestão sustentável nas empresas, consumo consciente de água e medidas que não permitam a poluição dos recursos hídricos e facilitem a despoluição daqueles que já foram contaminados.
Eólica: Sua matéria-prima é o vento, que é captado por uma turbina de duas ou três pás, ou seja, hélices presas em um pilar, chamadas de eólias. Seu rendimento depende da rapidez e constância dos ventos na região, o que requer uma análise desses dados antes desse sistema de energia ser implantado.
Geotérmica: A 64 km da superfície da Terra existe uma camada denominada magma, em que a elevadíssima temperatura ferve a águados reservatórios subterrâneos. Assim, a energia geotérmica baseia-se na captação do vapor gerado nesses reservatórios por meio de tubos e canos apropriados. Esse vapor faz lâminas de uma turbina girar, e um gerador transforma a energia mecânica em elétrica.
Hidráulica: Esse tipo de energia é bem conhecido, sendo que ela é proveniente do movimento das águas.
Um aspecto educacional muito ligado ao termo sustentabilidade é a alfabetização ecológica, que nos faz compreender que a educação é o pilar para uma nova relação entre o ser humano e o meio ambiente. A alfabetização ecológica implica também no conhecimento de qualquer crise relacionada ao meio ambiente, pois o indivíduo, quando for ecologicamente alfabetizado, se tornará capaz de diagnosticar qualquer tipo de irregularidade.
O início dos debates sobre a importância da educação ambiental no Brasil começou em Porto Alegre, em 2003, no III Fórum Social Mundial.
O físico Fritjof Capra expôs os fundamentos e as finalidades da alfabetização ecológica, cuja essência se encontra na aprendizagem dos princípios básicos da ecologia, que servem de referência para os indivíduos que dependem do meio ambiente.
Ecologia é o estudo das relações entre meio ambiente e seres vivos, incluindo, claro, os seres humanos.
A cada dia cresce a preocupação a respeito da relação das ações humanas sobre o meio ambiente e, consequentemente, é importante minimizar o risco de desastres naturais.
Capra alega que o problema é de educação, não está meramente na educação; para ele, toda educação é ambiental, pois ensinamos aos mais jovens que fazemos parte de um mundo natural. Além disso, afirma que quando dizemos que existe uma crise ambiental, significa que ela está ocorrendo na educação.
Capra discute ainda a importância da educação ambiental para crianças.
No entanto, esse tipo de educação torna-se útil (e essencial) para os profissionais da saúde, pois a relação desgastada entre homem e natureza tem impactos profundos na saúde, tornando cada vez mais frequente a discussão de assuntos de ecologia nos cursos das áreas de saúde (SIQUEIRA-BATISTA; RÔÇAS, 2009).
O autor frisa a importância de não tornar o ensino da ecologia somente mais uma disciplina da grade curricular, mas formar profissionais da saúde capazes de serem críticos na relação homem-ambiente e que consigam transpor os ensinamentos para a prática diária.
A educação para a vida sustentável passa a ser uma pedagogia que facilita o entendimento dos fundamentos básicos da ecologia, respeitando a natureza em um contexto multidisciplinar essencialmente motivado pela participação e experiência de uma comunidade, justificando que a saúde da nossa terra se torna a saúde do homem.
Assim a criação de comunidades sustentáveis pode ser uma excelente alternativa para os diversos problemas enfrentados nos dias atuais, porque esse tipo de comunidade utiliza os recursos naturais de forma consciente, sem reduzir a possibilidade de uso das gerações futuras.
Considerando que os avanços alcançados pela humanidade não podem ser retrógrados, o ecocapitalismo se tornou a terminologia do momento, pois se apoia no capitalismo atrelado à sustentabilidade, garantindo um consumo racional dos recursos naturais, que são importantes para as gerações futuras.
Atualmente, diversas empresas têm associado a sustentabilidade à responsabilidade social perante a comunidade, todas baseadas no ecocapitalismo.
Contudo, mesmo que exista um pensamento sustentável sobre o capitalismo por parte das empresas, tal conduta humana ainda domina uma pequena massa da população que tem acesso fácil aos produtos.
Assim, a única forma de destacar a importância de uma comunidade mais sustentável é a educação ambiental, que deve ocorrer independentemente da classe social.
Para compreendermos adequadamente a importância das melhorias na saúde para posteriormente relacioná-las com o ambiente, é necessário entender a história da promoção da saúde mundial e também a brasileira.
Inicialmente podemos citar a criação da OMS ao fim da Segunda Guerra Mundial (após o ano de 1945), que favoreceu o conceito de saúde como “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença”, que é defendido por alguns estudiosos até os dias atuais.
No entanto, essa visão clássica cai por terra quando pensarmos que a formação do indivíduo vai além do
corpo e da mente, ou seja, ela sofrerá ação direta de fatores inter-relacionados, que são exógenos ao ser humano, mas que o afetam consideravelmente.
Considerando que o ambiente interfere na saúde humana, a abordagem desses temas de forma universal por meio das conferências internacionais sobre promoção da saúde é de extrema importância, pois favorece discussões no âmbito das ações para saúde e das abordagens mais efetivas para o alcance dos objetivos propostos nessas conferências.
Setores que representam os países, como a Organização
Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) são participantes ativos.
No âmbito histórico, o movimento em prol de melhorias na saúde foi iniciado em 1977. Nesse mesmo ano, a OMS, ao realizar a 30ª Assembleia Mundial da Saúde, trouxe à tona para discussão o tema “Saúde para Todos no Ano 2000”. Depois foi realizada a Primeira Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, organizada em 1978 pela OMS e pela Unicef. Nela foi elaborada a Declaração de Alma-Ata, documento que reafirma a saúde como um direito do ser humano. Além disso, a conferência criou ações para diminuir a desigualdade social entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento, colaborando para melhorias na qualidade de vida e, consequentemente, para a paz mundial.
Ao reafirmar que a saúde é um direito de todos, a Primeira Conferência Internacional permitiu que todos, ao lutarem por ela, possam praticar a cidadania, independentemente do grau de escolaridade, raça, sexo e idade – afinal, trata-se de algo assegurado pela legislação (Art. 196 da CF).
Para compreender os objetivos das principais conferências sobre saúde, realizaremos uma breve retrospectiva. Em Ottawa, Canadá, no ano de 1986, aconteceu a Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, cujo tema era “Promoção da Saúde nos Países Industrializados” o que já demonstrava a preocupação dessas organizações a respeito da industrialização e de seu impacto sobre o meio ambiente.
Logo em seguida, em 1988, foi realizada a II Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, em Adelaide, na Austrália, cujo tema central foi “Promoção da Saúde e Políticas Públicas Saudáveis”. Já a III Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, em Sundsvall, Suécia, no ano de 1991, teve como tema principal a “Promoção da Saúde e Ambientes Favoráveis à Saúde”. 
Além disso, ela foi a primeira a assumir a existência de uma interdependência da saúde e do ambiente, enfatizando que o ambiente não é construído apenas por parâmetros físicos ou químicos, mas também sociais, econômicos, políticos e culturais.
A IV Conferência Internacional, realizada em Jacarta, Indonésia, em 1997, destacou o tema “Promoção da Saúde no Século XXI”, indicando que existia uma séria preocupação com a saúde no século XXI.
Por fim, a V Conferência Internacional ocorreu na Cidade do México, no México, em 2000, e discutiu o tema: “Promoção da Saúde: Rumo a Maior Equidade”, enfatizando a garantia da saúde para todos.
Princípios doutrinários do SUS
Universalidade: É a garantia de atenção à saúde, por parte do sistema, a todo e qualquer cidadão (“A saúde é direito de todos e dever do Estado” – Art. 196 da Constituição Federal de 1988).
Equidade: O objetivo da equidade é diminuir desigualdades. Então, equidade é a garantia a todas as pessoas, em igualdade de condições, ao acesso às ações e serviços dos diferentes níveis de complexidade do sistema.
Integralidade: As ações de promoção,proteção e reabilitação da saúde não podem ser fracionadas, sendo assim, os serviços de saúde devem reconhecer na prática que: se cada pessoa é um todo indivisível e integrante de uma comunidade, as ações de promoção, proteção e reabilitação da saúde também não podem ser compartimentalizadas, assim como as unidades prestadoras de serviço, com seus diversos graus de complexidade, configuram um sistema capaz de prestar assistência integral.
Podemos perceber que a preocupação com a saúde é antiga, mas as ações que visem a sua melhoria não seguiram o mesmo ritmo. Isso porque, como observado, mesmo com essas realizações, diversas ações para melhorar a saúde ainda são necessárias, de forma global, nos dias atuais.
Isso se deve ao fato de que elas estão associadas à inovação tecnológica, a novos medicamentos e à construção ou implantação de novos serviços, como novos hospitais.
No entanto, quando partimos do pressuposto que a atenção à saúde deve ser voltada para a realidade política, cultural e social da comunidade, é possível criar o conceito real de que o ambiente é tudo aquilo que faz parte do ser humano na sua totalidade.
Assim, é possível determinar e direcionar a assistência a essa comunidade, visando não somente a ação curativa, mas também a de promover a saúde.
É importante ressaltar que é de extrema importância que exista uma relação intersetorial e multiprofissional, para que seja possível atingir o objetivo central: promover a saúde de um indivíduo como um todo.
Em relação à saúde ambiental, seu contexto vai além do eu, ou seja, a ação do outro influencia na minha saúde. Por esse motivo, ações comunitárias são extremamente importantes para que os objetivos de promoção da saúde sejam alcançados.
Para relacionarmos a ação do outro na própria saúde, é imprescindível o entendimento de que a educação popular é capaz de modificar o processo saúde-doença, no que diz respeito à saúde ambiental.
Esses aspectos são respaldados pela Carta de Ottawa, de 1986, a qual considera que as causas ou fatores de risco mais relevantes estão relacionados com comportamentos individuais, estilos de vida ou tipos de trabalho e, com certeza, com o meio ambiente (BRASIL, 2017).
Dessa forma, capacitar pessoas para que aprendam a lidar com as situações rotineiras, que possam ser causadas por diversos aspectos extrínsecos do ser humano, além da ausência de saúde, colabora para a superação desses desafios na educação.
EDUCAÇÃO EM SAÚDE AMBIENTAL E EDUCAÇÃO POPULAR
Para compreendermos o contexto da educação popular, precisamos recapitular a história da saúde e do processo de educação no Brasil.
No final da década de 1950, o País possuía uma forma de governo autoritária e dominante, favorecendo o surgimento de ações voltadas para o ensino do povo como uma alternativa de mudança e que ainda podem ser vistas nos dias atuais.
Paulo Freire foi o responsável pelo início do trabalho de emancipação das classes menos favorecidas do Brasil, tornando possível o ato de educar para transformar.
Quando pensamos no meio ambiente, podemos inferir que essas transformações devem estar associadas ao meio exógeno, desde o estilo de vida até as condições de vida, que interferirão diretamente na saúde do indivíduo ou da comunidade. 
Para isso, Freire argumenta que é necessário que as pessoas sejam portadoras de pensamento crítico e que se conscientizem em todos os âmbitos da vida, pois podem ser protagonistas das próprias vidas, alterando a sua história.
O método de educação popular defendido por Paulo Freire compreende que o aprendizado é um processo interativo entre professor e aluno, mas não pode ocorrer de forma vertical.
Freire acredita que o professor também é capaz de aprender com o aluno e que esse é portador de um conhecimento, mas que em alguns momentos da vida precisa ser lapidado, o que caracteriza um tipo de educação horizontal.
Assim, a troca de conhecimentos favorece a educação em vários ângulos de visão, ou seja, esse modelo de ensinamento segue os preceitos da metodologia dialógica, tornando o professor (educador) e o aluno (educando) parceiros de acontecimentos reais da vida.
Para Paulo Freire, é necessário que o educador e o educando sejam portadores de pensamento crítico e que a relação entre ambos seja horizontal.
Para a saúde ambiental, os agentes de saúde são considerados professores pelo modelo de Freire e podem trabalhar de forma integrada com a comunidade (alunos). Essa interação entre os agentes e a comunidade visa à melhoria da condição de vida das pessoas que convivem nesse local e que dependem dos serviços de saúde.
Para essa abordagem, a forma de educação deve fornecer ao educando maior conhecimento do assunto e estimulá-lo a trocar a passividade pela ação.
Além disso, deve-se incentivar esse indivíduo a possuir o saber para que consiga compartilhar o conhecimento adquirido, a fim de desenvolver a condição de vida das pessoas da comunidade.
Assim, na educação popular voltada para a saúde, é importante que exista uma interface que reúna os saberes e as práticas médicas com o pensar e o fazer cotidiano da população.
Historicamente, a educação em saúde visa estabelecer outro vínculo da população com a saúde, além daquela curativa, observada ainda nos dias de hoje.
Temos que compreender que mais do que a arte médica de curar, atingir a saúde significa alcançar a plenitude no que diz respeito à promoção da saúde e à prevenção da doença.
Dessa forma, quando pensamos em educação em saúde, construímos uma ligação da população com os problemas de saúde, tornando-a participativa e, assim, fazendo com que se torne capaz de entender que é parte importante do processo e que forma uma corrente importante para a justiça social.
No entanto, quando pensamos no termo promoção da saúde, imediatamente consideramos a questão médica preventiva, conceito mais abrangente nos dias atuais.
Alguns autores associam a promoção da saúde a medidas que aumentam o bem-estar e a qualidade de vida e que estão relacionadas intimamente com a vigilância à saúde, não se limitando somente à ausência de doença – ou seja, como capaz de agir sobre seus determinantes.
Ainda em relação à educação em saúde, ela pode ser protagonizada por diversos indivíduos da sociedade, incluindo os participantes dos movimentos sociais e os profissionais, além de agentes populares da saúde.
Dessa forma, a construção do saber e as mudanças sobre os conceitos do processo saúde/doença fazem parte da reflexão das práticas de saúde realizadas nos serviços de saúde e formulação de diversas alternativas para os problemas encontrados pela comunidade.
A educação no âmbito da saúde ultrapassa a simples instrução curativa, ou seja, vai além da prevenção e se fortalece na promoção da saúde, pois a participação da comunidade em todos os processos proporciona informação e educação sanitária e aperfeiçoa hábitos e atitudes para uma melhor qualidade de vida comunitária, culminando com melhorias individuais.
Conforme a Primeira Conferência, que proferiu que a saúde é um direito de todos, a Constituição Brasileira determinou esse direito a seus cidadãos em 1988, criando as diretrizes que norteiam o Sistema Único Saúde (SUS).
A partir do momento que foi discutido de forma mais ampla o conceito de saúde, foi reconhecida a importância de uma reforma sanitária que colaborasse para a melhoria da qualidade de vida das pessoas em nosso país. 
Entretanto, o SUS está longe de ser o sistema que cumpre todas as determinações da reforma sanitária, infelizmente, pois enquanto algumas de suas áreas são bem-sucedidas, outras não o são. Esses fatos tornam perdidos os conceitos de equidade e integralidade propostos pelo SUS.
No Ministério da Saúde, a Educação Popular é ancorada pela Coordenação Geral de Ações Populares de Educação em Saúde do Departamento de Gestão da Educação na Saúde (Deges) da Secretaria da Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES). 
Até que essa Coordenação pudesse tornarforte suas convicções e diretrizes, a continuidade do Programa de Apoio ao Fortalecimento do Controle Social do SUS foi extremamente importante para a formação dos agentes de saúde, pois a partir daí a Coordenação passou a atuar identificando educadores populares.
Independentemente da formação da Deges, os movimentos populares continuavam e o MS precisava iniciar o diálogo com eles.
Para isso, foram promovidos encontros estaduais com a Rede de Educação Popular em Saúde, os quais identificaram os movimentos para articulação da luta por melhorias na saúde.
Esses episódios ocorreram até 2003, quando o Encontro Nacional permitiu a criação da Articulação Nacional de Movimentos e práticas de Educação e Saúde (Aneps), possibilitando a articulação aos estados.
Em 2005, ocorreram mudanças na gestão do MS que proporcionaram a criação da Coordenação Geral de Apoio à Educação Popular e a mobilização social do Departamento de Apoio à Gestão Participativa (Dagep) da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (SGEP), com a mesma proposta do SGTES, mas com a missão de promover o desenvolvimento de ações que modificam a formação de trabalhadores, além da gestão dos sistemas, organização dos serviços, qualidade da atenção e controle social.
Ademais, foi percebido que quando o MS fornece espaço para as ações de saúde e de mobilização social, ele assume um compromisso com a comunidade em relação ao fortalecimento e à participação da sociedade no controle em todas as esferas, mas principalmente na da saúde.
Lembrando que o ambiente interfere no processo saúde-doença, esse ministério assume um importante papel para a sociedade e deve possuir um trabalho inter e intrainstitucional para atingir, de forma completa, todos os âmbitos da saúde.
Assim, espaços públicos são criados para que aconteçam encontros entre a sociedade e o governo, qualificando o controle social e fortificando a participação deles no SUS.
Para isso, são utilizados princípios político-pedagógicos da educação em saúde como estratégias para a reivindicação pelo direito à saúde, pois quando possibilitamos a autonomia individual e coletiva, percebemos que existe uma mudança na qualidade de vida das pessoas que passam a compreender melhor o significado dos seus direitos.
Uma das formas mais convictas de entendimento desse direito é a educação baseada na problematização, defendida por Paulo Freire. Quando esses indivíduos determinam o problema, são coletivamente capazes de pensar em soluções práticas e que possam ajudar toda a comunidade; mas para isso é importante que exista uma ponte entre o governo e a sociedade, para que esses cidadãos sejam autônomos no que diz respeito à ciência do problema.
Isso pode ser observado quando existe uma forte educação popular em saúde, pois as ações dela são capazes de criar e nortear as políticas públicas de saúde, direcionando-as para os princípios do SUS: universalidade, integralidade, equidade, descentralização, participação e controle social. 
Além disso, a educação popular é responsável pela criação de profissionais da saúde mais comprometidos com o social, possibilitando uma gestão participativa, na qual todos possam colaborar para a melhoria dos serviços, descentralizando a saúde.
Quando pensamos no modelo de gestão participativa, logo imaginamos algo desorganizado, em que todos dão sua opinião e nenhuma ação é tomada de fato.
No entanto, no que se refere à educação em saúde, os profissionais são engajados em ações sociais. 
É possível uma reflexão crítica dos problemas com supostas soluções, diálogo e construção compartilhada do saber, ou seja, é construída uma ponte entre o conhecimento popular e o científico. 
Portanto, é pautada a importância da escuta, da fala e da compreensão de ambas as partes.
Por ser um tema infinitamente amplo, a educação em saúde inclui desde técnicas utilizadas para adesão de tratamentos, discussão de prescrição médica por pacientes e prevenção de comportamento de risco até falta de higiene corporal, sedentarismo e exercício físico, favorecendo uma ação intersetorial que necessita da ação da comunidade.
Assim, o raciocínio normativo, que consiste em alguém mandar e outro executar, não se enquadra no conceito de educação popular em saúde.
Isso pode ser observado nas epidemias. No caso da dengue, por exemplo, o problema é sempre do vizinho, que não tampa a caixa d’água. Quando temos uma atitude normativa, não pensamos no coletivo e nem que também se aplica a essa doença a simples falta de água corrente (que não existe em pneus jogados em terrenos baldios), piscinas sem tratamento, cemitérios, dentre outras causas.
É função dos serviços de saúde fazer com que as pessoas acreditem que os problemas, principalmente aqueles de ordem pública de saúde, não podem ser tratados de forma individual, pois engloba, direta ou indiretamente, o coletivo.
Podemos atribuir essa postura a uma questão cultural, pois por várias décadas o enfoque da educação em saúde foi o preventivo. 
Supostamente, esse aspecto demonstra que o comportamento do indivíduo está atrelado às doenças modernas (crônico-degenerativas), à exposição a fatores de risco (fumo, estresse e dor, dentre outros) e aos gastos com assistência médica, os quais causam pequenos benefícios à saúde, considerando que o processo de adoecimento é um problema do indivíduo.
Com esse panorama, a medicina curativa acabou fracassando no que diz respeito aos problemas comunitários.
Para mudar esse perfil, a educação em saúde teve que se basear no modelo médico, que persuade as pessoas a modificarem seus estilos de vida, adotando hábitos mais saudáveis. Esse modelo favoreceu a criação de diversos programas para facilitar a persuasão, os quais foram baseados nos problemas de clínica médica e de epidemiologia.
Educar vai além do termo em si; tal ação depende do que entendemos por educação e o que esperamos dela. Além disso, a atividade educativa colabora muito para que as pessoas entendam esse conceito. 
Por exemplo, se ao longo da vida o indivíduo recebeu o processo educativo de forma crítica, ou seja, foi capaz de raciocinar a respeito de diversos assuntos e problemas, ele se tornará um adulto crítico, participativo e criativo para enfrentar a vida e todas as circunstâncias que são atribuídas a ela, diferentemente de um alguém que não foi educado dessa maneira.
Portanto, atribuir ao cidadão desde a sua infância um tipo de educação que forma indivíduos críticos no futuro contribui para que as pessoas, independentemente da sua classe social, possam participar ativamente da comunidade, em todos os seus aspectos: político, social e de saúde.
Tão importante quanto a educação é a consideração do conhecimento do indivíduo, ou seja, considerar que ele possui uma sabedoria básica sobre os diversos temas da saúde, mesmo que não exista um embasamento técnico-científico sobre o assunto, pois esse é baseado na experiência de vida.
Assim, para que haja sucesso na interação entre educador e educando, o que precisará existir é um auxílio da equipe técnica para simplesmente lapidar o conhecimento popular, favorecendo uma troca de experiências, conforme afirma a teoria de Paulo Freire.
No geral, para que o processo educativo aconteça, será necessário que o educando (aquele que recebe a informação) e o educador (aquele que distribui a informação) estejam em sintonia, e a comunicação é uma ferramenta importante para esse processo.
Primeiramente, a comunicação precisa ser clara. Quando queremos dialogar, temos que pensar no verbo comunicar-se, que nos fornece a ideia de diálogo, diferentemente do verbo comunicar, que significa simplesmente o ato de emitir uma informação.
Portanto, comunicar-se vai além da transmissão de conhecimento, ou seja, existe uma troca, que deve ser recíproca e horizontal.
Portanto, a comunicação depende do emissor (aquele que emite a mensagem), da mensagem (sinais que indicam algo e que levam à ação, por exemplo), do receptor(que recebe a mensagem) e, não podemos nos esquecer, da bagagem de experiência (que é tudo aquilo que tanto o emissor quanto o receptor adquiriram sobre o assunto ao longo da sua experiência de vida).
Contudo, para que a mensagem seja compreendida, o receptor precisa ser um perceptor, ou seja, se tornar ativo e realizar a ação.
O modelo mais indicado de comunicação, ou seja, aquele que é capaz de agir sempre no coletivo, é o participativo.
Ele segue a ordem de comunicação baseada no diálogo (comunicação dialógica), no qual a comunicação entre emissor e perceptor é estabelecida de forma horizontal e ambos são, ao mesmo tempo, emissores e perceptores.
Logo, para que o ato de comunicação participativa realmente se concretize, é necessário que o emissor não seja simplesmente um comunicador, mas um educador. A diferença entre comunicador e educador está no ato do diálogo, pois o educador o realiza ao longo do processo, enquanto o comunicador nem sempre consegue ser um bom educador.
Para a saúde, a comunicação participativa reflete em situações positivas, em que a população, com os agentes de saúde, conseguem estabelecer vínculos e melhorar as condições de vida, tanto no âmbito individual quanto no coletivo.
Contudo, o termo participação é subjetivo e possui vários significados. No que diz respeito à saúde, devemos sempre nos atentar em ir além de uma simples participação simbólica (que somente inclui os indivíduos em um sistema, sem que eles tenham participação ativa ou receptiva das ações) ou receptiva (quando cidadãos somente recebem os serviços do Estado, sem expressar opiniões ou mesmo tomada de decisão efetiva sobre os serviços).
Precisamos ter uma participação ativa (quando os indivíduos tomam parte das ações) e/ou real (quando indivíduos reivindicam participação em decisões sociais,
assumindo-as), pois essa última foi legalmente determinada na 8ª Conferência Nacional de Saúde, de 1986, e na Lei Orgânica da Saúde (1990), consolidando-se como o impulso para mudanças no setor da saúde, que deve ultrapassar a barreira da teoria e tornar-se, de fato, uma prática.
Assim, todas as ações educativas devem estar associadas à situação real vivida pela comunidade e às condições que colaboram com o agravamento do processo saúde-doença.
Podemos considerar que a educação é uma prática dependente de uma sociedade, que a instituição de saúde é limitada – mas que devem ser elaborados planos educativos diariamente, que o profissional da saúde deve compartilhar seu conhecimento técnico-científico, que o entendimento da população deve ser levado em conta e que todo o processo depende de uma reflexão crítica de todos (população e profissionais de saúde) acerca da problemática, buscando atitudes e, como consequência, sua resolução criativa.
É importante ressaltar que caso nós, profissionais de saúde, tenhamos uma percepção distante da realidade, nossas ações não terão êxito.
Além disso, o ato da participação não pode estar vinculado somente ao discurso; ele tem que ser praticado. E para a realização de toda a ação, é necessário planejar.
O planejamento é um ato de forma pensada, que analisa diversas variáveis para o processo. Assim, é possível elaborar um plano de ação que, em todas as etapas, seja passível de avaliação e que facilite a execução de uma ação.
Aos profissionais da saúde não cabe uma educação voltada para aspectos da prevenção da doença, dos seus sintomas e das suas consequências, pois, para esses profissionais, o processo de educação em saúde vai além do processo saúde-doença.
Mais importante do que fazer o indivíduo compreender os aspectos epidemiológicos e/ou patológicos que o fizeram adoecer é permitir que ele entenda todos os seus direitos, como usuário dos serviços de saúde e como cidadão. Por exemplo, quando falamos de dengue, não podemos nos abster do cuidado e da conscientização, pois é importante que a população conheça o ambiente em que vivem, o qual interfere consideravelmente para o surgimento dessa doença.
O modelo participativo de educação, o qual faz o indivíduo participar, pensar e, por fim, agir, favorece a saúde, pela promoção dela. Sobre isso, a pedagogia de Paulo Freire considera que a capacidade das pessoas em perceber diversos problemas (aspecto problematizador) e criar soluções originais para eles é mais interessante do que o próprio conhecimento ou comportamentos corretos esperados da comunidade.
PRINCIPAIS ASPECTOS DA HISTÓRIA DA SAÚDE AMBIENTAL NO BRASIL
Com a finalidade de promover a paz e garantir o desenvolvimento, a partir de 1960, o desenvolvimento das Nações Unidas foi uma tentativa global de criação de um sistema que facilitasse a comunicação dos países e direcionasse as condutas no que se refere ao meio ambiente. Relacionado ao desenvolvimento sustentável, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) tem como finalidade avaliar pautas discutidas em encontros e conferências, além de ter poder de transformá-las em leis, se conveniente.
Também existe o Conselho Econômico e Social (Ecosoc), que revisa e recomenda questões de desenvolvimento social e econômico, além de implantação de metas de crescimento.
Ademais, existe a Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável (CSD) que tem como principal função acompanhar progressos da implementação da Agenda 21, provendo recursos financeiros e tecnologia adequada.
Para compreender as políticas brasileiras de saúde, temos atualmente que verificar toda a evolução histórica e política do nosso país, que permitiu a sua criação, pois tal evolução foi marcada por diversos processos que anulavam a elaboração de um sistema de saúde integral e universal.
A educação sanitária se iniciou em 1924, com a formação do primeiro batalhão de saúde em uma escola estadual, criado por Carlos Sá e César Leal Ferreira, no Rio de Janeiro. Para que existissem mudanças no sistema de saúde, foram necessárias diversas modificações na política do País, na tentativa de criar um sistema que atendesse à população de forma integral.
As questões ambientais começaram a ser discutidas pelo governo em 1972, com a Conferência de Estocolmo, na qual foi declarado e discutido o plano de ação e, enfim, criado o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
Nela foi determinado que o meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos e indiretos em curto ou longo prazo sobre os seres humanos e suas atividades.
Na década de 1980, a saúde como um todo dependia do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (Inamps), que cuidava da saúde no âmbito individual, e do MS, que era o responsável pelas questões coletivas, estreitamente vinculadas à vigilância, como a prevenção e o controle das doenças transmissíveis.
Em 1981, a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938) descreveu o meio ambiente como um conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas (BRASIL, 1981).
Ainda na década de 1980, a 8ª Conferência Nacional da Saúde (realizada em 1986) foi o marco-chave para a descentralização do sistema de saúde e a implantação de políticas de saúde para defesa e cuidado da vida.
O tema dessa conferência foi “Democracia é Saúde”, e o relatório final fundamentou o SUS; a partir dele, o planejamento e a execução das ações passaram a ser comandadas unicamente pelo governo e os princípios e diretrizes do sistema puderam ser fortemente empregados. 
Mesmo que todas as ações fossem comandadas exclusivamente pelo governo, houve certa preferência pelo assistencialismo, favorecendo a desvalorização do setor da vigilância, que ficou limitado na decisão das ações. Isso criou processos de trabalho, no âmbito da prevenção e controle de doenças, autocentrados e distanciados da tomada de decisão.
Para solucionar esses conflitos, foi necessária uma reestruturação interna, principalmente daspráticas de saúde no SUS, que investiu na vigilância, dando poder de decisão nas ações de saúde e complementando a proteção e a promoção da saúde. 
Em Ottawa, no ano de 1986, foram definidas algumas propostas para melhorar o sistema de saúde, como integralidade, equidade, responsabilidade sanitária, mobilização e participação social, educação, informação, comunicação e sustentabilidade, mas ainda nos dias atuais o desafio é grande para que todas essas propostas sejam alcançadas com êxito.
Em relação às questões ambientais, foi criado em 1987 o protocolo de Montreal, sobre o controle das emissões de gases ou outras substâncias envolvidas com a destruição da camada de ozônio.
No mesmo ano, foi realizada a Comissão de Brundtland para discutir o desenvolvimento sustentável e foi criado o informe intitulado Nosso Futuro Comum. Em 1988, foi criado o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC) e, em 1989, foi realizada a Convenção da Basileia, que discutiu a movimentação entre as fronteiras de dejetos perigosos.
Outros aspectos contribuíram para que a vigilância pudesse atuar fortemente na saúde. Uma delas foi a criação do Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), em 1990, que treinou o pessoal técnico responsável vinculado aos serviços municipais e estaduais de epidemiologia, permitindo a participação de instituições de ensino e pesquisa, financiamento das pesquisas e integralização de serviços para a implantação do monitoramento de doenças não transmissíveis, em relação às ações de proteção e promoção da saúde no âmbito da vigilância.
Além disso, houve um forte financiamento por parte do governo para as ações de educação e saúde do SUS, e existiram outros eventos e/ou convenções que discutiram questões que englobam tanto o meio ambiente quanto a saúde humana, dando destaque para o pré-Rio 92.
Na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, denominada Rio 92, os governos se uniram na tentativa de integrar o meio ambiente e o desenvolvimento, criando diversos documentos, como a Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Carta da Terra e a Agenda 21.
A Carta da Terra declarou os princípios éticos e fundamentais para a formação de uma sociedade justa, sustentável e, além disso, pacífica. Essa carta demonstrou a ânsia de uma ação concreta em relação à sustentabilidade e pautou alguns desafios para o futuro, como mudanças de valores e modos de vida.
No ano de 2012, ocorreu a Rio+20, cujos temas foram o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza.
Na realidade, o último faz parte da sustentabilidade, pois está associado a programas de desenvolvimento sustentável. De 2003 a 2012, a pobreza no Brasil diminuiu, de 12% para 4,8%, devido aos programas do governo, como o Bolsa Família.
Há também o Bolsa Verde, que atrela sustentabilidade e erradicação da pobreza. Seu nome oficial é Programa de Apoio à Conservação Ambiental, e é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), que incentiva a conservação do ecossistema (manutenção e uso sustentável do meio ambiente), por meio da concessão de uma bolsa mensal e participação dessa população em ações de capacitação ambiental, social, educacional, técnica e profissional.
Seguindo os preceitos do SUS de descentralização, em 1999, a Portaria nº 1.399 GM/MS regulamentou as definições de responsabilidades de cada esfera de governo (federal, estadual e municipal), tornando as ações mais efetivas e favorecendo a participação da população nelas.
Adicionalmente, foi criada em 2003 a Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do MS, que ficou responsável pela coordenação do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Dentre as estratégias de ação da Vigilância Sanitária estão:
a regulamentação dos procedimentos de serviços e produtos de interesse da saúde pela elaboração de leis, decretos, portarias e normas técnicas baseadas nos riscos sanitários à saúde da população, a fim de determinar diretrizes e organizar serviços e práticas da vigilância em saúde;
a comunicação e a educação em saúde, pois são essenciais para as ações com foco em problemas sanitários encontrados em empresas e/ou estabelecimentos, esclarecendo suas responsabilidades sanitárias, bem como a conscientização e a participação da sociedade nesse processo;
a articulação e a integração com diversos órgãos que podem ou não ter ação direta com a saúde;
a inspeção e a fiscalização para que as ações da Vigilância Sanitária sejam sustentadas, favorecendo o conhecimento real da problemática que afeta a saúde da população. Assim, existe a possibilidade de definir estratégias e ações que promovam a resolução desses problemas.
A Secretaria de Vigilância em Saúde foi criada para diminuir a fragmentação de todas as ações, colaborando para que ocorresse uma organização adequada do órgão e, consequentemente, do SUS.
Portanto, a coordenação das atividades de vigilância epidemiológica e de controle de doenças que estavam sob responsabilidade do Cenepi e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) acabou sendo transferida para essa secretaria, a qual está conectada ao MS.
Programas de prevenção e controle de doenças, como todas as sexualmente transmissíveis, Aids, dengue, malária, hepatites virais, hanseníase, tuberculose, dentre outras são coordenados pela SVS.
Além disso, a sua esfera de ações não se atribui somente a esses programas, mas também ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), investigação e ação sobre surtos de doenças no âmbito nacional, rede nacional de laboratórios de saúde pública e os sistemas de notificação compulsória, mortalidade e nascidos vivos.
Logo, é importante ressaltar que os profissionais da saúde têm um papel fundamental na detecção dessas doenças, para que a SVS possa agir e diminuir a disseminação da doença, colaborando com o tratamento.
Contudo, além da área epidemiológica, a SVS atua na promoção da saúde, vigilância de doenças e agravos não transmissíveis, vigilância em saúde ambiental e monitoramento da saúde da população.
Todas essas funções da SVS estão elucidadas na figura a seguir:
Secretaria de Vigilância em Saúde
Vigilância Epidemiológica
de doenças transmissíveis
e não transmissíveis
Investigação e resposta
a surtos de referência
nacional
Laboratórios de
Saúde Pública
Imunizações
Programas de prevenções e controle de doenças
Informações epidemiológicas e situações de saúde
Promoção da saúde
Vigilância em Saúde Ambiental
A SVS determina uma meta anual para o controle e prevenção de doenças para todas as esferas de governo, garantindo o acesso da população aos serviços de saúde, diminuindo a morbimortalidade e, por fim, aumentando a qualidade de vida das pessoas. Todas as metas definidas, bem como as atividades a serem realizadas e os recursos financeiros, considerando as diferentes regiões do País, recebem o nome de Programação Pactuada Integrada de Vigilância em Saúde (PPI-VS) que está atrelado à SVS, às Secretarias Estaduais da Saúde (SES) e às Secretarias Municipais da Saúde (SMS).
Exemplos de sucesso dessa programação pactuada para o controle de doenças são o da paralisia, que contribuiu para a diminuição da poliomielite; e o do sarampo, que proporcionou um aumento de ações para o âmbito de doenças exantemáticas.
Existem algumas políticas específicas de incentivo voltadas para ação da SVS, como:
ações do Programa Nacional de DST e Aids – que representa um instrumento de fundamental importância para a descentralização das condutas em saúde para Aids pelo SUS;
rede de laboratórios em saúde pública – realiza diagnóstico de patógenos e desempenha função primordial nas áreas de vigilância epidemiológica, ambiental e sanitária;
Centros de Controle de Zoonoses – que exercem atividades voltadas aos vetores (como Aedes), aos hospedeiros (como cães e gatos), aos animais sinantrópicos – que convivem junto e se adaptam ao homem (como roedores, baratase pulgas) e os animais peçonhentos (como escorpiões, aranhas e abelhas).
O Sistema de Informação de Agravos de Notificação é também uma abordagem da SVS, englobando diversas patologias que podem agir ao nível individual e coletivo. 
Como a criação da SVS favoreceu a colaboração do MS para ações de ordem coletiva, é de extrema importância que os profissionais da saúde conheçam as doenças de notificação compulsória, para que os devidos órgãos possam atuar de forma rápida e precisa.
As doenças e agravos de notificação imediata são: botulismo, antraz, cólera, febre amarela, febre do Nilo Ocidental, hantaviroses, influenza humana por outro subtipo, peste, poliomielite, raiva humana, sarampo, síndrome febril íctero-hemorrágica aguda, síndrome respiratória aguda grave, varíola e tularemia (enfermidade infecciosa aguda). Além disso, em caso de confirmação, são notificados o tétano neonatal e surtos de agravos inusitados, difteria, doença de Chagas aguda, doença meningocócica e influenza humana. 
Adicionalmente, doenças que podem preceder o contágio dos humanos, como epizootias em primatas não humanos.
Para colaborar no processo de educação em saúde voltado para o tema meio ambiente, a Agência Nacional da Saúde (Anvisa) tem como missão, pela Lei nº 9.782/99, proteger e promover a saúde da população, garantindo a segurança sanitária de produtos e serviços e participando da construção de seu acesso.
A Anvisa possui, além da ação regulatória, a função de coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), que tem a responsabilidade de controlar, normatizar e fiscalizar ações em vigilância sanitária, bem como (no âmbito nacional) estar vinculada ao MS e integrar o SUS, absorvendo seus princípios e diretrizes. Assim, pode-se considerar a Anvisa como um instrumento que o SUS dispõe para realizar seu objetivo de prevenção e promoção da saúde.
Além disso, existe o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP/SES) que tem a função de regular e executar ações de acordo com as necessidades do estado de São Paulo, enquanto que, em âmbito municipal, existe a Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa/SMS, criada em 2003), que realiza as ações de acordo com as necessidades do município.
Vale a pena ressaltar que as autoridades sanitárias (formadas por pessoas credenciadas e que compõem a equipe de Vigilância Sanitária) executam atividades de inspeção e fiscalização. Ao considerarem risco à saúde, podem exercer o poder de polícia, como aplicação de intimação e infração, interdição de estabelecimentos e apreensão de produtos e equipamentos, dentre outros, exercendo a autoridade sanitária.
São áreas de atuação da Anvisa: locais de produção e comercialização de alimentos, saneamento básico, lojas e áreas de lazer, locais públicos, fábricas, medicamentos e controle de vetores e pragas urbanas e zoonoses.
As árvores são os pulmões do mundo!

Outros materiais