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Acne_Protocolo_de_tratamento_de_peles_acneicas_e_seborreicas

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É uma alteração de pele que pode ocorrer praticamente em todas as pessoas, de qualquer idade, mas é mais comum 
na fase da adolescência e juventude. A acne é uma dermatose extremamente comum. Em recente levantamento 
epidemiológico realizado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, a acne foi a causa mais frequente de consultas 
ao dermatologista, correspondendo a 14% de todos os atendimentos (Sociedade Brasileira de Dermatologia. An Bras 
Dermatol 2006). Segundo dados do IBGE, cerca de 18 milhões de jovens brasileiros entre 13 e 18 anos sofrem de 
problemas com acne (IBGE, 2009). O Ministério da Saúde divulga que 80% dos jovens entre 15 a 25 anos e 30% da 
população adulta sofre com acne (BRASIL, 2010). Os principais fatores etiopatogênicos da acne, segundo Sinclair e 
Jordaan (2005), também mencionadas por Kede e Salvatovich (2004) são:
1. Produção de andrógenos pelo corpo
2. Produção excessiva de sebo
3. Alteração na descamação do epitélio do ducto da glândula sebácea
4. Proliferação do Propionibacterium acnes
5. Respostas inflamatórias e imunológicas do indivíduo.
É na puberdade e na adolescência que se inicia a produção de testosterona, hormônio sexual masculino, presente em 
ambos os sexos, mas nas mulheres está em menor quantidade. Esse hormônio tem um papel importante nas transformações 
físicas e emocionais nessa fase da vida, principalmente nos meninos. Na pele acneica a testosterona é transformada em 
dihidrotestosterona que, mais potente, produz resposta exacerbada das glândulas sebáceas, provocando desequilíbrio 
na produção de gordura e tamponamento dos canais pilossebáceos. Essa condição dermatológica associada ao material 
acumulado favorece a formação dos comedões que caracterizam a acne.
Segundo Perricone (2003, p.25), a acne é uma doença deformante e dolorosa, que pode ocorrer em homens e mulheres 
de praticamente qualquer idade e tipo de pele. 
Leonardi (2004), descreve a acne como uma doença do folículo pilossebáceo, na qual participam os fatores genéticos, 
relacionados com a hiperqueratinização folicular, a presença da bactéria Propionibacterium acnes e o aumento da 
produção sebácea, influenciados por fatores hormonais. Ainda segundo Perricone (2003, p.27), mudanças nos níveis 
hormonais influem no aparecimento da acne. Os hormônios masculinos (andrógenos) estimulam a produção sebácea e 
devemos lembrar que os ovários femininos podem produzir andrógenos.
O TERMO ACNE VEM DO GREGO AKME QUE SIGNIFICA EFLORESCÊNCIA, 
PONTO DE ELEVAÇÃO. A ACNE É UMA PATOLOGIA QUE SE MANIFESTA 
EM VÁRIOS GRAUS DE INTENSIDADE, TENDO A FACE COMO O LOCAL 
DE MANIFESTAÇÃO MAIS COMUM, FERINDO O ANSEIO ESTÉTICO 
BÁSICO DO SER HUMANO, QUE É O DE TER A PELE DO ROSTO LISA, 
LIVRE DE MANCHAS OU CICATRIZES E SEM ACNE. 
ACNE
P R OTO C O LO S FA C I A I S
Também segundo Nicholas Perricone (2003), o estresse é um 
comprovado elemento desencadeador da acne em qualquer idade. 
Quando a descarga de cortisol (hormônio do estresse) acontece em 
um organismo adulto, pode ficar circulando pelo corpo durante dias, 
exacerbando as erupções da acne (pois ele estimula as glândulas 
sebáceas). Quando uma pessoa está psicologicamente estressada, 
as terminações nervosas (abundantes na pele) liberam neuropeptídeos 
chamados de substância P, que precipitam a inflamação no nível de 
glândula sebácea. Seu tratamento justifica-se pela possibilidade de 
evitar tanto lesões cutâneas permanentes quanto o aparecimento 
ou agravamento de transtornos psicológicos, oriundos do abalo à 
autoestima ocasionado pelas lesões. (PICARDI, 2000).
COMO DIAGNOSTICAR?
O diagnóstico de acne é clínico e caracterizado por lesões 
cutâneas variadas como comedões abertos e fechados, pápulas 
inflamatórias, pústulas, nódulos, cistos, lesões conglobatas e 
cicatrizes. As lesões envolvem principalmente a face e dorso, 
mas podem estender-se para a região superior dos braços e tórax 
anterior.
1. Acne não-inflamatória:
Acne comedônica (grau I): presença de comedões abertos.
2. Acne inflamatória:
Papulopustulosa (grau II): pápulas inflamatórias ou pústulas 
associadas aos comedões abertos.
Nodulocística (grau III): lesões císticas e nodulares associadas a 
qualquer das lesões anteriores.
Conglobata (grau IV): presença das lesões anteriores associadas a 
nódulos purulentos, numerosos e grandes formando abscessos e 
fístulas que drenam material purulento.
Outras informações clínicas que determinam gravidade da acne 
são a extensão das lesões e a presença de cicatrizes. A pele 
oleosa tende a produzir mais células quando se trata de epiderme. 
Quando elas não se renovam, fazem com que o invólucro do 
folículo capilar seja preenchido com queratina e sebo, formando os 
comedões. Uma vez dilatado e bloqueado, este canal pode ficar 
colonizado por bactérias “staphylococcus” e “cornebacterium”, 
criando uma pápula. A pressão exercida pelo crescimento faz 
com que o invólucro do folículo se rompa. Altamente irritante, 
devido ao seu conteúdo de triglicerídios e de óleo, esta substância 
sebo/bactéria espalha-se pela derme, agravando a inflamação e 
provocando a pústula.
ATIVIDADE DAS GLÁNDULAS SEBÁCEAS
Em geral, quem tem acne apresenta glândulas mais ativas, que 
produzem mais sebo. Por isso, as pessoas com tendência à acne 
frequentemente têm pele oleosa. Pode haver ainda diferença na 
composição desse sebo com a presença de elementos mais 
irritantes para a pele.
OBSTRUÇÃO DO CANAL PILOSSEBÁCEO
Devido a uma predisposição genética, ocorre espessamento 
(aumento da queratinização) no folículo pilossebáceo. A retenção 
de sebo que deveria ser eliminado junto com esse aumento 
da queratinização no interior do canal pilossebáceo provoca a 
formação de um “tampão”. Mecanismo principal de formação dos 
comedões que podem ser abertos ou fechados.
ALTERAÇÃO DAS BACTÉRIAS DA PELE
As bactérias atuam sobre o sebo acumulado e favorecem a 
inflamação da pele, formando lesões avermelhadas, doloridas e 
com pus. A principal bactéria envolvida chama-se Propionibacterium 
acnes (P.acnes). Normalmente presente na pele de todas as 
pessoas, mas em maior quantidade nas que apresentam acne. O 
que se denota é que, quer seja a influência endócrina, psicológica 
ou o excesso de óleo na pele, o rumo comum final de todas essas 
vertentes e do início e progressão da acne é a inflamação.
A BUONA VITA Cosméticos desenvolveu um tratamento não 
invasivo e menos agressivo para peles acneicas, revitalizador para 
peles jovens e maduras. Tratamento efetivo da acne em todos os 
graus, procurando envolver todas as causas e consequências da 
mesma. Desenvolveu produtos cosméticos com ativos de alto 
padrão de qualidade, de aroma suave e agradável. Sem enxofre em 
sua composição, eximindo-o do forte cheiro encontrado em vários 
produtos do mercado. Com ativos anti-inflamatórios, adstringentes, 
remineralizantes, bactericidas, cicatrizantes e reestruturantes. Este 
processo ocorre devido à ação dos aminoácidos nanoencap-
sulados e que alimentam os fibroblastos, responsáveis pela 
produção de fibras (colágeno, elastina e reticulina) - garantindo 
assim, reestruturação da pele, ação antiaging além de minimizar 
as sequelas das acnes (cicatrizes). Produto multifuncional 
que cerca e combate todo o processo de inflamação, e ainda 
reestrutura a elasticidade da pele. Concentrado de Aminoácidos 
e Oligoelementos nanoencapsulados em solução eletrolítica 
(+ e -), o produto proporciona resultados visíveis e eficientes. Além 
do tratamento cosmético a Buona Vita destaca o tratamento “IN” 
associado, com o desenvolvimento do Nutricosmético + Control 
Acne, que proporciona por meio de seus ingredientes ativos o 
equilíbrio hormonal, inibição da formação de comedões, aumento 
da imunidade, melhora da cicatrização, evitando as indesejáveis 
sequelas de acne e a formação de radicais livres.
P R OTO C O LO S FA C I A I S
Da 1ª a 5ª e da 7ª a 11ª sessão segue o procedimento abaixo:
HIGIENIZAÇÃO
1. Fazer a assepsia das mãos do profissional e do cliente com o 
Higisystem