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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica DPOC (RESUMO)

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Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica 
–
P Estado patológico caracterizado por limitação do fluxo aéreo não totalmente reversível 
P Inclui: 
↳ Enfisema → Distúrbio definido anatomicamente, caracteriza por destruição e dilatação dos alvéolos pulmonares 
↳ Bronquite crônica → Hipertrofia e hiperplasia das glândulas mucosas, hipersecreção. Tosse crônica e 
expectoração purulenta 
↳ Doença das pequenas vias respiratórias (Bronquiolite crônica) → Cicatrização inflamatória, obliteração 
parcial dos bronquíolos (bronquíolos estreitados) 
P Só está presente quando há obstrução crônica do fluxo aéreo 
↳ Bronquite crônica sem obstrução crônica do fluxo aéreo não está incluída na definição de DPOC 
P Terceira maior causa de morte e afeta >10 milhões de pessoas nos Estados Unidos (EUA) em 20110 – GOLD 
P Estimativas sugerem que a DPOC passará da sexta para a terceira causa mais comum de morte no mundo até o 
ano de 2020 
Patogênese 
P Limitação do fluxo aéreo 
↳ Pode advir da obstrução das pequenas vias respiratórias e do enfisema 
↳ Pequenas vias respiratórias são estreitadas por células (hiperplasia e acúmulo), muco e fibrose 
P TGF-β 
↳ Ativação → ativa a formação de fibroblastos → na tentativa de isolar a área para não espalhar, aumenta 
colágeno → FIBROSE IRREVERSÍVEL (em fases bem iniciais pode até reverter) 
↳ Falta → pode contribuir para a inflamação do parênquima e o enfisema 
P Eventos inter-relacionados (4) 
↳ Exposição crônica à fumaça de cigarros 
▪ Recrutamento de células inflamatórias e imunes 
↳ Células inflamatórias → liberam proteinases elastolíticas e outras enzimas que destroem a matriz extracelular 
↳ Morte celular estrutural (células endoteliais e epiteliais) 
▪ Diretamente → lesão oxidativa induzida pela fumaça do cigarro e pela senescência 
▪ Indiretamente → perda proteolítica de ligação da matriz 
↳ Reparo ineficaz da elastina → e talvez de outros componentes da matriz extracelular 
▪ Alargamento dos espaços aéreos que define o enfisema pulmonar 
P O equilíbrio entre as enzimas que degradam a elastina e seus inibidores determina a suscetibilidade do pulmão à 
destruição, o que induz à dilatação dos espaços aéreos 
P Deficiência genética de ∝1-antitripsina (∝1AT) 
↳ Inibidor da serinoproteinase elastase do neutrófilo 
↳ Risco elevado de enfisema 
P A hipótese da elastase:antielastase permanece como um mecanismo prevalente para o desenvolvimento de 
enfisema 
P Exposição aos oxidantes do cigarro → macrófagos e células epiteliais se ativam → produção de proteinases e 
quimiocinas → atração de outras células inflamatórias e imunes 
P As metaloproteinases da matriz e as serinoproteinases, principalmente a elastase do neutrófilo, trabalham em 
conjunto degradando uma o inibidor da outra, levando à destruição do pulmão 
 → → → → ↑ ∝ → 
↑ → 
+ → → 
P Produtos da clivagem da elastina → FEEDBACK (+) destrutivo 
↳ Funcionam como quimiocina do macrófago 
P Mecanismos autoimunes → podem promover a progressão da doença 
↳ ↑ Linfócitos B e folículos linfoides → principalmente se doença avançada 
↳ Anticorpos contra fragmentos de elastina 
↳ Autoanticorpos IgG no epitélio pulmonar → potencial citotoxicidade 
P Perda dos cílios do epitélio das VR + comprometimento da fagocitose dos macrófagos 
↳ Predispõe a infecções bacterianas com neutrofilia 
↳ Na doença pulmonar terminal → muito tempo após a cessação do tabagismo, ainda se observa resposta 
inflamatória exuberante, sugerindo que os mecanismos inflamatórios induzidos pela fumaça do cigarro, 
responsável pela doença, sejam diferentes dos mecanismos que mantêm a inflamação após a interrupção do 
tabagismo. 
P Morte celular → mediada pela oxidação da fumaça do cigarro 
↳ Mecanismos: 
▪ RT801 inibe o alvo da rapamicina em mamíferos (mTOR) → morte celular 
▪ Inflamação 
▪ Proteólise 
↳ O envolvimento de mTOR e de outros marcadores de senescência levou ao recente conceito de que o enfisema 
se parece com o envelhecimento prematuro do pulmão 
↳ Fumaça do cigarro → compromete a captação de células apoptóticas pelos macrófagos → limita o reparo 
▪ A ingestão de células apoptóticas pelos macrófagos leva à produção de fatores de crescimento e 
interrompe a inflamação, promovendo o reparo 
P Reparo ineficaz → A capacidade de reparo dos alvéolos lesionados dos pulmões adultos parece ser limitada 
↳ É difícil que um humano adulto recupere completamente a matriz extracelular apropriada, sobretudo as fibras 
elásticas funcionais 
Patologia 
P A exposição à fumaça dos cigarros pode afetar as vias respiratórias de grande e pequeno calibres (diâmetro ≤ 2 mm) 
e os alvéolos 
P Sintomas → tosse e expectoração 
P Tabagismo → dilatação das glândulas mucosas + hiperplasia das células caliciformes → sintomas (bronquite 
crônica) 
P Não estão relacionadas com a limitação do fluxo aéreo 
↳ Embora não seja tão marcante quanto se observa na asma, os pacientes podem ter hipertrofia da musculatura 
lisa e hiper-reatividade brônquica, acarretando limitação do fluxo aéreo 
P Células caliciformes → aumentam não apenas em número, mas também em extensão na árvore brônquica 
P Brônquios → sofrem metaplasia escamosa, predispondo à carcinogênese e interrompendo o clearance mucociliar 
P Influxo de neutrófilos → expectoração purulenta 
↳ A elastase dos neutrófilos é um dos estimuladores de secreção mais potente 
P Diâmetro ≤ 2 mm 
P Sintomas → alterações fisiológicas 
P Anormalidades delas e o enfisema estão presentes na maioria dos pacientes com DPOC 
P Metaplasia das células caliciformes → células secretoras de muco substituindo as células Clara secretoras de 
surfactante 
↳ ↑Tensão superficial → predispoõe ao estreitamento ou colapso das VR 
P Hipertrofia da musculatura lisa 
P Estreitamento do lúmen por fibrose + excesso de muco + edema + infiltração celular 
↳ O estreitamento e a exclusão das pequenas VR precedem o aparecimento da destruição enfisematosa 
P Acúmulo de células inflamatórias mononucleares → destruição proteolítica das fibras elásticas dos bronquíolos e 
ductos alveolares 
P Enfisema → destruição dos espaços aéreos envolvidos na troca gasosa (bronquíolos, ductos alveolares e alvéolos) 
↳ Centroacinar → mais associado ao tabagismo 
▪ Espaços aéreos dilatados encontrados (inicialmente) em associação com os bronquíolos respiratórios 
▪ Mais marcante nos lobos superiores e segmentos superiores dos lobos inferiores 
▪ Em geral focal 
↳ Pan-acinar → espaços aéreos anormalmente grandes que se distribuem uniformemente dentro e ao longo das 
unidades acinares 
↳ Observado nos pacientes com deficiência de α1AT 
↳ Predileção pelos lobos inferiores 
P As paredes dessas estruturas tornam-se perfuradas → lúmen é obstruído pela coalescência de pequenos 
espaços aéreos independentes → forma espaços aéreos anormais e muito maiores 
P Os macrófagos acumulam-se nos bronquíolos respiratórios de essencialmente todos os fumantes jovens 
P Lavado broncoalveolar → ↑5x nº macrófagos comparado a não fumantes 
↳ Em fumantes → macrófagos constituem >95% das contagens totais de células 
▪ Neutrófilos → 1-2% das células. São praticamente ausentes nos lavados de não fumantes 
▪ ↑TCD8+ 
Fisiopatologia 
P  Persistente das taxas de fluxo expiratório forçado → anormalidade mais típica 
P ↑ Volumes residuais 
P ↑ Razão volume residual/capacidade pulmonar total 
P Distribuição heterogênea da ventilação 
P Desequilíbrio da ventilação-perfusão 
P Determinada pela espirometria → expiração forçada após a inspiração do indivíduo até sua capacidade pulmonar 
total 
↳ Parâmetros → volume de ar expirado durante o volume expiratório forçado em um segundo (VEF1) e o volume 
total de ar expirado durante toda a manobra espirométrica (capacidade vital forçada [CVF]) 
P  Crônicas da razão VEF1/CVF 
P Nos pulmões normais e nos afetados pela DPOC, o fluxo expiratório máximo diminui à medida que os pulmões se 
esvaziam, porque o parênquima pulmonar gera retração elástica progressivamente