Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

1º simulado - Questões abertas de Direito de família – Parte 1
1. Patrícia pediu a nulidade de seu casamento com Francisco, sob a alegação de impotência gerandi, e também porque descobriu que seu esposo era homossexual. Qual a solução judicial deste caso?
R: O cônjuge deve elaborar um texto sucinto contando sua história, dentro do prazo previsto pelo CC. Para que o juiz aceite ou rejeite a causa. Em caso de concordância no pedido de declaração de nulidade matrimonial, a outra parte deve assinar a petição.
2. O que é casamento?
R: Casamento e uma das formas de família previstas no ordenamento jurídico brasileiro. Pelo casamento, estabelece-se comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. 
Conforme dispostos nos arts 1511, 1512 e 1513.
3. Quais as formalidades obrigatórias, preliminares ao casamento, que os nubentes devem cumprir?
R: Primeiro deve dirigir-se ao cartório de registro civil do domicílio de qualquer uma das partes ou onde passarão a residir juntos e levar uma série de documentos. 
Art. 1512 - casamento civil é gratuito na celebração. Ilumine-se que a celebração é gratuita, mas não seu processo de validação. Além disso, paga se o juiz tiver que se locomover.
Art. 1.512. O casamento é civil e gratuito a sua celebração.
Parágrafo único: se declarar pobreza não paga pelo registro/certidão.
Parágrafo único. A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei.
Art. 1525 - o que deve ser feito no processo de habilitação.
Art. 1.525. O requerimento de habilitação para o casamento será firmado por ambos os nubentes, de próprio punho, ou, a seu pedido, por procurador, e deve ser instruído com os seguintes documentos:
I – Homonímia, é para identificar a pessoa (se é ela mesmo, se já não é casada – verifica pelo nome da mãe/pai/avós).
I - Certidão de nascimento ou documento equivalente;
II – Idade (menor de 16 precisa de autorização do juiz; menor de 18 precisa de autorização dos pais/tutor e se tiver mais de 18 e for incapaz, normalmente o curador tem que autorizar).
II - Autorização por escrito das pessoas sob cuja dependência legal estiverem, ou ato judicial que a supra;
III – conhecem noivos, dizem que não tem impedimento para casar (pelo menos nenhum que conheçam).
III - declaração de duas testemunhas maiores, parentes ou não, que atestem conhecê-los e afirmem não existir impedimento que os iniba de casar;
IV - Declaração do estado civil, do domicílio e da residência atual dos contraentes e de seus pais, se forem conhecidos;
V - Certidão de óbito do cônjuge falecido, de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento, transitada em julgado, ou do registro da sentença de divórcio.
Art. 1526 - antes precisava de homologação judicial, hoje não existe mais. Só vai para juiz se houver impugnação (ex. Um dos noivos entra com divórcio, mas ainda não transitou em julgado).
Art. 1.526. A habilitação será feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil, com a audiência do Ministério Público.
Parágrafo único. Caso haja impugnação do oficial, do Ministério Público ou de terceiros, a habilitação será submetida ao juiz.
Art. 1527 - edital de proclamas dos casamentos. Dados de quem vai se casar, para que as pessoas possam impugnar o casamento, se necessário. Permanecem publicados por 15 dias e, se depois disso, não houver impugnação, recebem a certidão de habilitação e podem marcar o casamento.
O oficial tem a obrigação de informar aos noivos as causas de invalidade do casamento e explicar sobre regimes de bens, que é escolhido já na habilitação (depois se quiser mudar é por processo judicial) – se for comunhão parcial é só falar no cartório, mas se for outro tem que fazer por escritura pública.
Art. 1.527. Estando em ordem a documentação, o oficial extrairá o edital, que se afixará durante quinze dias nas circunscrições do Registro Civil de ambos os nubentes, e, obrigatoriamente, se publicará na imprensa local, se houver.
Parágrafo único. A autoridade competente, havendo urgência, poderá dispensar a publicação.
a) O que fará o oficial se, decorridos 15 dias da afixação dos proclamas, ninguém se apresentar para opor impedimentos à celebração do casamento?
R: Não se apresentando ninguém para opor impedimento à celebração do casamento, o oficial do cartório deverá certificar aos pretendentes que estão habilitados a casar dentro dos 90 dias imediatos à data em que for extraído o certificado.
b) É possível dispensar-se estas formalidades?
R: Sim, em casos de urgência ou em virtude de permissão legal, desde que comprovadas as alegações dos nubentes. Ex: Um dos nubentes corre risco de vida. 
4. Quais os impedimentos absolutamente dirimentes (casamento nulo)?
R: Os impedimentos públicos ou absolutamente dirimentes, que acarretam a nulidade do casamento, são aqueles previstos nos incisos I a VIII do artigo 183 do código civil.
Dessa forma, será nulo o casamento entre: parentes consanguíneos (ascendentes, descendentes e irmãos, ou colaterais em até o 3º. grau, inclusive); afins em linha reta; pessoas que em razão da adoção, assumem no seio da família posição idêntica aos parentes; pessoas casadas; cônjuge adúltero com o seu co-réu por tal condenado; consorte sobrevivente com o autor do homicídio ou tentativa de homicídio dolosos
5. Quais os impedimentos relativamente dirimentes (casamento anulável)?
R: O artigo 209 dispõe que o casamento poderá ser anulável sempre que infringir alguns dos impedimentos dirimentes relativos ou privados, que estão previstos nos incisos IX a XII do artigo 183 do Código.
Portanto, será caso de anulação de casamento: quando os contraentes forem coagidos ou incapazes de consentir ou quando expressarem de forma inequívoca o seu consentimento (inciso IX); o raptor contrair matrimônio com sua raptada (inciso X); os menores sem consentimento do pai, tutor ou curador (inciso XI e XII).
Também será anulável o casamento se houver por parte de um dos nubentes, erro essencial quanto à pessoa do outro nubente, conforme dispõe o artigo 218 do Código.
6. Quais os impedimentos impedientes (causas suspensivas)?
R: Não tornam o casamento nulo nem anulável, mas acarretam sanções de natureza civil aos nubentes. 
Os impedimentos impedientes (denominado pelo CC de causas suspensivas) são os constantes do art. 1.523, incisos I a VI do CC.
Não devem casar: o viúvo ou a viúva que tiver filhos do cônjuge falecido, enquanto não fizer o inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros; a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até 10 meses depois do começo da viuvez ou da dissolução da sociedade conjugal; o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal; o tutor ou curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas. Essas causas podem ser arguidas pelos parentes em linha reta de um dos nubentes, consanguíneos ou afins, mediante declaração escrita e assinada, instruída com as provas do fato alegado, ou com a indicação do lugar onde possam ser obtidas.
7. Quais os prazos para a interposição da anulação de casamento?
R: Os prazos para ser intentada a ação de anulação de casamento, contados da data da celebração, são de (art. 1.560):
•	180 dias, no caso do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento (art. 1.550, IV);
•	2 anos, se incompetente a autoridade celebrante;
•	3 anos, nos casos dos incisos I a IV do art. 1.557;
Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge:
I - o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado;
II - a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne insuportável a vida conjugal;III - a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável que não caracterize deficiência ou de moléstia grave e transmissível, por contágio ou por herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência;  
· De 4 anos, se houver coação.
Para o casamento de menores de 16 anos, será de 180 dias, contado o prazo para o menor do dia em que completar essa idade e para seus representantes legais ou ascendentes, da data do casamento.
Na hipótese do inciso V do art. 1.550, (V - realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro contraente soubesse da revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges;) o prazo para a anulação do casamento é de 180 dias a partir da data em que o mandante tiver conhecimento da celebração.
8. Como procederá o oficial do Registro Civil se alguém opuser impedimentos à celebração do casamento?
R: O oficial do Registro dará aos nubentes ou a seus representantes nota de oposição, indicando os fundamentos, as provas e o nome de quem os ofereceu.
9. Como poderão proceder os nubentes após receber a notificação?
R: Poderão requerer prazo razoável para fazer prova contrária aos fatos alegados e também promover ação civil e criminal contra o oponente de má-fé.
10. Como deverão proceder os maiores de 16 anos e menores de 18, que pretendam casar?
R: Não sendo emancipados, deverão obter o consentimento de seus pais ou de seus representantes legais.
a) E se o pai concordar em dar consentimento ao menor de idade e a mãe for contrária?
R: Não havendo concordância, deveria haver suprimento judicial de vontade de um deles. Havendo divergência entre os pais, aplica-se o disposto no art. 1.631, parágrafo único. Esse dispositivo legal, que versa sobre o poder familiar, determina que, durante o casamento e a união estável, compete aos pais exercê-lo e, em caso de divergência, qualquer um deles poderá recorrer ao juiz para a solução do desacordo.
11. Se o casamento for contraído por incapaz, como poderá ser convalidado?
R: O próprio incapaz, a partir do momento em que adquirir a capacidade, poderá ratificar o casamento, tornando-o válido a partir da data de sua celebração (efeito ex tunc). Além disso, o menor que não atingiu a idade núbil poderá, depois de completá-la, confirmar seu casamento, com a autorização de seus representantes legais, se necessária, ou com suprimento judicial.
12. Quais os deveres dos cônjuges durante o casamento?
R: De acordo com o artigo 1.566 do Código Civil, ambos os cônjuges têm o dever de fidelidade recíproca, vida em comum no domicílio conjugal, mútua assistência, sustento, guarda e educação dos filhos e respeito e consideração mútuos.
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:
I - Fidelidade recíproca;
II - vida em comum, no domicílio conjugal;
III - mútua assistência;
IV - sustento, guarda E educação dos filhos;
V - respeito E consideração mútuos.
13. Dois menores de 18 anos, não emancipados, casam-se sem autorização dos pais. Os genitores da moça requerem a anulação do casamento. Enquanto a ação se encontra sub judice, a moça engravida. Poderá o casamento ser anulado?
R: Não, pois o casamento de que resultou gravidez não poderá ser anulado, independentemente do fundamento apresentado pelos pais.
14. O que é erro essencial sobre a pessoa?
R: Há várias hipóteses, indicadas pela lei e acolhida pela jurisprudência. Como exemplo de erro essencial sobre a pessoa podem ser citados :engano sobre a identidade do outro cônjuge, sobre sua honra e boa fama; ignorância de defeito físico irremediável ou de doença grave transmissível; desconhecimento sobre prática de crime inafiançável já tendo sido o cônjuge condenado por sentença transitada em julgado e ignorância de doença mental grave, que por sua natureza, torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado.
15. O casamento celebrado em virtude de coação é nulo ou anulável?
R: O casamento celebrado em virtude de coação é anulável, considerando-se coação a situação em que o consentimento de um ou de ambos os cônjuges houver sido captado mediante fundado temor de mal considerável e iminente para a vida, a saúde e a honra, sua ou de seus familiares.
16. Quem tem legitimidade jurídica para propor a anulação do casamento, se ocorreu erro essencial sobre a pessoa ou coação?
R: Somente o cônjuge que incidiu em erro, ou sofreu coação, pode demandar a anulação do casamento. No entanto, a coabitação, havendo ciência do vício, valida o ato, ressalvadas as hipóteses dos incisos III e IV do art. 1.557 do CC.
17. A nulidade do casamento pode ser decretada ex officio pelo Juiz?
R: Não. Deverá ser proposta ação ordinária, especialmente ajuizada para este fim. Sendo ação de estado, deverá intervir, necessariamente o MP. A sentença, procedente ou não, estará sujeita ao duplo grau de jurisdição, nos termos do art. 475 do CPC. A sentença de nulidade é declaratória, produzindo efeitos ex tunc., ou seja, retroativos. A sentença de anulabilidade é constitutiva negativa, produzindo efeitos ex nunc, isto é, somente a partir do momento em que transitar em julgado.
18. Quais os efeitos produzidos pelo casamento nulo ou anulável, se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, em relação a estes com os filhos?
R: O casamento nulo ou anulável, se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, em relação a estes com os filhos, produz todos os efeitos até a data do trânsito em julgado da sentença anulatória.
19. O que é casamento in extremis ou casamento nuncupativo?
R: Casamento in extemis (também denominado casamento nuncupativo) é o celebrado sem a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato nem a de seu substituto, pelos próprios nubentes, perante 6 testemunhas, que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, até o segundo grau, quando um dos contraentes correr iminente risco de vida, não havendo mais tempo para a habilitação e a celebração regular das núpcias.
20. Onde deve ser celebrado o casamento?
R: O casamento civil comum será celebrado perante a autoridade que houver de presidir o ato, mediante petição dos contraentes, que se mostrem habilitados com a certidão do art. 1.531.
A solenidade será realizada na sede do Cartório, com toda publicidade, a portas abertas, presentes pelo menos duas testemunhas, parentes ou não dos contraentes ou, querendo as partes, e consentindo a autoridade celebrante, noutro edifício público ou particular.
Quando o casamento for celebrado em edifício particular, ficará este de portas abertas durante o ato.
Nesse caso, e também se algum dos contraentes não souber ou não puder escrever, deverão estar presentes 4 testemunhas.
Do casamento, logo depois de celebrado, lavrar-se-á o assento no livro de registro, que será assinado pelo presidente do ato, pelos cônjuges, pelas testemunhas e pelo oficial do registro.
21. Em que hipóteses caberá exclusivamente a um dos cônjuges a administração dos bens?
R: Caberá exclusivamente a um dos cônjuges a administração dos bens nas hipóteses em que o outro estiver:
•. Em lugar remoto ou não sabido;
•. Encarcerado por mais de 180 dias;
•. Interditado judicialmente; ou
•. Privado, episodicamente, de consciência, em virtude de enfermidade ou de acidente.
22. A quem caberá escolher o domicílio do casal?
R: O domicílio do casal será escolhido por ambos os cônjuges
23. Como deverá ser provido o sustento da família?
R: Os cônjuges deverão concorrer para o sustento da família e para a educação dos filhos, qualquer que seja o regime patrimonial entre eles, na proporção de seus bens e dos rendimentos do trabalho.
24. Quais os deveres dos cônjuges na constância do casamento?
R: Os cônjuges os seguintes deveres:
•	Fidelidade recíproca;
•	Vida em comum, no domicílio conjugal;
•	Mútua assistência;
•	Sustento, guarda e educação dos filhos; e
•	Respeito e consideração mútuos.
25. Quais os efeitos da anulação do casamento por culpa de um dos cônjuges?
R: A anulação do casamento por culpa de um dos cônjuges terá por efeitos para o cônjuge culpado:
•	A perda de todas as vantagens havidas docônjuge inocente;
•	A obrigação de cumprir as promessas que fez ao cônjuge inocente, no pacto antenupcial;
26. Quais os efeitos da sentença que decretar a nulidade do casamento, relativamente à aquisição onerosa de direitos, por terceiros de boa fé?
R: A sentença que decretar a nulidade do casamento retroagirá à data de sua celebração, sem prejudicar a aquisição onerosa de direitos, por terceiros de boa-fé.
27. A partilha de bens é condição necessária para a concessão do divórcio?
R: Não. O divórcio pode ser concedido sem a partilha prévia dos bens.
28. Como se extingue um casamento válido?
R: O casamento válido se extingue:
•	Pela morte de um dos cônjuges;
•	Pelo divórcio, aplicando-se, quanto ao ausente, a presunção estabelecida no Código Civil.
29. Maria e João adotaram Pedro. Eles já eram pais de Lara, que por sua vez era mãe de Igor e Larissa. Pedro casou-se com Isabela e juntos adotaram Gustavo e Patrícia. Sobre essa família, pergunta-se:
a) Larissa pode se casar com Gustavo? Resposta fundamentada.
R: Sim. Gustavo e Larissa são primos.  De acordo com o Código Civil não é permitido o casamento até o terceiro grau. Primos são parentes colaterais de 4º grau e não possuem nenhum impedimento legal para se casarem. 
b) Com o falecimento de Pedro e de Maria, é válido o casamento de João e Isabela? Resposta fundamentada.
R: Não. João e Isabela são sogro e nora. Não podem se casar os parentes em linha reta, incluindo o parentesco por afinidade que não se extingue com o fim. 
30. Cláudia era casada com Gustavo, que por sua vez teve um filho quando adolescente de uma namorada (o filho chama Igor) e irmão de Flávio. Flávio era casado com Mariana e pai de Bruno. Gustavo morreu em um trágico acidente de carro. Diante dessa situação hipotética, responda:
a) Cláudia pode se casar com Flávio? Por que?
R: Não. Porque eles são impedidos de se casar, já que Cláudia é madrasta de Flávio.
b) Cláudia pode se casar com Bruno? Por que?
R: Não. Porque por ser parente por afinidade, ela está enquadrada como uma espécie de avó de Bruno.
c) Cláudia pode se casar com Igor? Por que?
R: Não. Pelo mesmo motivo que ela não pode se casar com Flávio. Ambos são enteados de Cláudia.
31. (UnB/CESPE – OAB - Direito Civil - Exame de Ordem 2008.3) Mariana, que trabalha com grupos de apoio a mulheres vítimas de violência doméstica, casou-se, após três meses de namoro, com pessoa que conhecera na faculdade. Passados quatro meses da celebração do casamento, nada perturbava a vida harmoniosa do casal, até que Mariana soube que seu marido já havia sido condenado por lesões corporais graves causadas a uma antiga namorada bem como tramitavam, contra ele, duas ações penais em que era acusado da prática de estupro e atentado violento ao pudor contra a mesma pessoa. Em razão desse fato, Mariana pretende pôr fim a seu casamento. Em face dessa situação hipotética, indique a solução jurídica adequada à pretensão de Mariana, destacando não só o direito material aplicável à espécie como também o meio adequado de encaminhamento do pedido a ser realizado.
R: Como ainda está dentro do prazo previsto dentro do CC, Mariana pode pedir anulação do casamento por erro essencial. 
32. (Ministério Público Estadual - Concurso: MPE-CE - Ano: 2009) O que se entende por casamento putativo e quais as consequências que dele decorrem ?
R: Casamento putativo é, o enlace matrimonial realizado com algum vício (determinado por algum fato previsto na lei) que o torne anulável ou nulo, mas, por ter sido contraído de boa-fé de um ou de ambos os cônjuges.
Art. 1.561. Embora anulável ou mesmo nulo, se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, o casamento, em relação a estes como aos filhos, produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória.
§ 1º Se um dos cônjuges estava de boa-fé ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis só a ele e aos filhos aproveitarão.
§ 2º Se ambos os cônjuges estavam de má-fé ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis só aos filhos aproveitarão.
32. (XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO/2015) Após o período de relacionamento amoroso de dois anos, Mário Alberto, jovem com 17 anos de idade, e Cristina, com apenas 15 anos, decidem casar. A mãe de Mário, que detém a sua guarda, autoriza o casamento, apesar da discordância de seu pai. Já os pais de Cristina consentem com o casamento. Com base na situação apresentada, responda justificadamente, empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso. 
a) É possível o casamento entre Mário Alberto e Cristina?
R: O casamento não é possível, de acordo com o código civil o casamento é uma forma de emancipação, que somente pode ser concedida a menores no caso de já possuírem 16 anos (relativamente incapazes), que não é o caso de Cristina. Já Mario Alberto não poderia se casar por possuir somente o consentimento da mãe o que não torna legitima a autorização que precisa ser de ambos os genitores.
b) Caso os jovens se casem, quais os efeitos desse casamento? Há alguma providência judicial ou extrajudicial a ser tomada pelos jovens?
R: O casamento é anulável, por incapacidade relativa do agente, Cristina por não ter atingido a idade núbil e Mário Alberto que necessita do consentimento de ambos os pais, uma vez que o consentimento para o casamento é atributo do poder familiar inerente a ambos, em igualdade de condições a medida a ser tomada seria a ação anulatória pelo Art.155 CC.
33. (2010.3 - FGV - PROVA ABERTA APLICADA EM 27/03/2011) José iniciou relacionamento afetivo com Tânia em agosto de 2009, casando-se cinco meses depois. No primeiro mês de casados, desconfiado do comportamento de sua esposa, José busca informações sobre seu passado. Toma conhecimento de que Tânia havia cumprido pena privativa de liberdade pela prática de crime de estelionato. José, por ser funcionário de instituição bancária há quinze anos e por ter conduta ilibada, teme que seu cônjuge aplique golpes financeiros valendo-se de sua condição profissional. José, sentindo-se enganado, decide romper a sociedade conjugal, mas Tânia, para provocar José, inicia a alienação do patrimônio do casal.
Considerando que você é o advogado de José, responda aos itens a seguir, empregando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.
 
a) Na hipótese, existe alguma medida para reverter o estado de casado? 
b) Temendo que Tânia aliene a parte do patrimônio que lhe cabe, aponte o(s) remédio(s) processual(is) aplicável(is) in casu.

Mais conteúdos dessa disciplina