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E-book - Direito Digital

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DIREITO DIGITAL
E-BOOK
2019/2020
COMISSÃO DIREITO DIGITAL - RIO DE JANEIRO
abarjdireitodigital@gmail.com
@direitodigital.abarj
SELEÇÃO DE ARTIGOS JURÍDICOS
Somos uma comissão formada por advogados com
diferentes experiências jurídicas, especialidades e
propostas de trabalho, mas com o grande objetivo
de colaborar e estudar mais sobre o Direito Digital e
difundir a beleza da sua interdisciplinaridade.
 
A nossa posse aconteceu em 31 de julho de 2019,
pela Diretoria da ABA Rio de Janeiro. Participamos
de palestras e realizamos diferentes atividades em
2019, e queremos ainda mais em 2020.
 
Compartilhamos este e-book, fruto da pesquisa de
membros da comissão, e esperamos que seja útil
para advogados e interessados no assunto.
 
SOBRE NÓS
POSSE DA COMISSÃO - 31/07/2019
REALIZAÇÃO
 
R a p h a e l l a M a r q u e s d e C a r v a l h o
 
A S S O C I A Ç Ã O B R A S I L E I R A D E A D V O G A D O S
C O M I S S Ã O D E D I R E I T O D I G I T A L - R I O D E J A N E I R O
AUTORES DOS ARTIGOS
J é s s i c a S o a r e s - P r e s i d e n t e 
L a r i s s a A l v e s C a r n e i r o - V i c e - P r e s i d e n t e
R a p h a e l l a M a r q u e s d e C a r v a l h o - S e c r e t á r i a G e r a l 2 0 1 9
G i s é l i a F e r r e i r a C i r n e F . d e A l m e i d a - S e c r e t á r i a G e r a l 2 0 2 0
M i c h a e l A l e x a n d r e F r e i t a s d e B r i t o - M e m b r o
T a m a r a K e t l y n d e A r a u j o C o s t a S a n t o s - M e m b r o
REVISÃO 
J é s s i c a S o a r e s 
L a r i s s a A l v e s C a r n e i r o 
 
PRODUÇÃO E EDIÇÃO
COLABORAÇÃO ESPECIAL
S t é p h a n n i e V i c t ó r i a M a r q u e s L o p e s
 
P R O P O S T A
 
Estamos na segunda década do século XXI e é extraordinário como as
diferentes possibil idades de comunicação e interação na nossa sociedade,
através de inúmeros meios tecnológicos, onde não há limites entre o tempo e
espaço, nos proporcionam novas formas de relacionamentos e colaboração
entre as pessoas.
 
Contudo, esta dinâmica criativa de comunicação se modifica muito rápido e
impacta positiva e negativamente várias áreas da sociedade. E o Direito vem
buscando acompanhar os anseios do mundo contemporâneo com o objetivo,
sobretudo, de garantir os direitos da dignidade da pessoa humana.
 
Neste contexto, surge o Direito Digital, múltiplo e interdisciplinar, para
atender essa demanda tecnológica que vem acompanhada de inúmeros
conflitos, desde uma invasão de conta de e-mail de pessoa física até o
compartilhamento de dados pessoais na grande rede.
 
Assim, a Comissão de Direito Digital, observando a complexidade desses
novos tempos, elaborou este e-book com algumas frentes de conflitos que
atingem a vida digital e os direitos fundamentais, tais como: Direito ao
Esquecimento, Contratos Digitais, Cyberbullying, LGPD e CDC, Direito do
Trabalho na Era Digital e proteção dos dados pessoais dos trabalhadores. 
 
Nessa perspectiva, a nova advocacia vai exigir do operador do Direito mais
preparação, para que os direitos constitucionais e legislativos sejam
respeitados, e uma atualização constante, para melhor resolução desses
novos enfrentamentos.
O D i r e i t o a o E s q u e c i m e n t o n a I n t e r n e t é u m a a m e a ç a a o S i s t e m a
C a p i t a l i s t a ? . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
T a m a r a K e t l y n d e A . C . S a n t o s
 
D i r e i t o d o T r a b a l h o e o s d e s d o b r a m e n t o s d a E r a D i g i t a l
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
M i c h a e l A l e x a n d r e F r e i t a s d e B r i t o
 
A L G P D e o s C o n t r a t o s D i g i t a i s . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 2
G i s é l i a F e r r e i r a C i r n e F a r i a s d e A l m e i d a
 
C y b e r b u l l y i n g . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 5
R a p h a e l l a M a r q u e s d e C a r v a l h o 
 
A p r o t e ç ã o d o s d a d o s p e s s o a i s d o t r a b a l h a d o r . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 9
L a r i s s a A l v e s C a r n e i r o
 
A L e i G e r a l d e P r o t e ç ã o d e D a d o s ( L G P D ) e a s u a r e l a ç ã o c o m o
D i r e i t o d o C o n s u m i d o r . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2 2
J é s s i c a S o a r e s 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comissão Direito Digital - Rio de Janeiro
abarjdireitodigital@gmail.com
@direitodigital.abarj
S U M Á R I O
" O S T J E N T E N D E Q U E
N Ã O S Ã O T O D O S O S
C A S O S Q U E D E V E M S E R
A B A R C A D O S P E L O
D I R E I T O A O
E S Q U E C I M E N T O N A
I N T E R N E T . "
O D I R E I T O A O E S Q U E C I M E N T O
N A I N T E R N E T É U M A A M E A Ç A
A O S I S T E M A C A P I T A L I S T A ?
T A M A R A K E T L Y N D E A . C . S A N T O S
Acerca do direito ao esquecimento na internet podemos ressaltar que é um tema novo,
ao menos no Brasil, onde o a primeira discussão judicial se deu em meados de 2004.
Naquela oportunidade o STJ reconheceu o direito de ser esquecido. Mas o que é direito
ao esquecimento e por que ele deve ser tutelado? 
 
O direito ao esquecimento, em linhas gerais, compreende um direito da personalidade
que a pessoa tem de não permitir que algum ato ou fato da sua vida seja exposto de
forma que lhe possa causar transtornos ou sofrimento. Sendo assim, por se tratar de uma
extensão dos direitos da personalidade, esse é o motivo pelo qual o direito ao
esquecimento deve ser tutelado.
 
Ressalta-se que, com o advento da internet, a opção por não se expor é algo
estranhamente impensável. Porém é fato que por vezes estamos diante de vídeos/fotos
que nos são enviados nos quais pessoas estão em situações constrangedoras ou
comprometedoras. Fato é também que a quantidade imensurável de acessos e
compartilhamentos via redes sociais proporcionam um ambiente de difícil contenção de
danos, na medida em que os dados são compartilhados de forma extremamente rápida
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. 
 
Ocorre que para as empresas que hospedam links ou servem de plataforma para o
compartilhamento de arquivos ou buscas de informações, a mantença de conteúdo ainda
que à custa do sofrimento de alguém, é algo totalmente lucrativo. Deste feito, como
equilibrar o "mercado da internet" com o direito ao esquecimento no ciberespaço?
 
O STJ entende que não são todos os casos que devem ser abarcados pelo direito ao
esquecimento na internet, e sim aqueles que de fato causem dados a dignidade da
pessoa, lhe trazendo sofrimento ou situação vexatória. Sendo assim, o equilíbrio se dá na
medida em que os casos são analisados criteriosamente e os princípios são sopesados.
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D I R E I T O D O T R A B A L H O E O S
D E S D O B R A M E N T O S D A E R A D I G I T A L
M I C H A E L A L E X A N D R E F . D E B R I T O
Com o advento da Era Digital, a legislação
trabalhista sofreu impactos de adequação quanto à
inclusão das tecnologias virtuais, de modo a
assegurar ao empregador e ao empregado a
segurança jurídica dos mais novos e diversos
contratos de prestação de serviços.
 
O Poder Judiciário foi