A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
156 pág.
Ergonomia, Saude e Seguranca do Trabalhado

Pré-visualização | Página 2 de 37

115
18.1 Doenças Ocupacionais................................................. 115
Aula 19 - Coergo e DDS ........................................................... 121
19.1 Comitê de Ergonomia – COERGO................................ 121
Aula 20 - Diagnóstico de Segurança do Trabalho .................. 127
20.1 Diagnóstico ergonômico.............................................. 127
Referências ............................................................................... 131
Atividades autoinstrutivas ...................................................... 137
Currículo da professora-autora ............................................... 155
e-Tec Brasil
e-Tec Brasil
Palavra da professora-autora
Caro (a) aluno (a),
Seja muito bem vindo (a) à disciplina de Ergonomia, Saúde e Segurança do Trabalho do Curso 
Técnico em Logística do Instituto Federal do Paraná!
Os conteúdos aqui apresentados buscam oferecer uma melhor compreensão sobre as ações 
de segurança e como estas podem gerar saúde, conforto e bem-estar com produtividade. 
Vamos estabelecer uma correlação direta com a área de logística, pois este é o enfoque desta 
disciplina. A logística é a área de gerenciamento, responsável por promover equipamentos, 
matéria-prima, produtos acabados, informações, entre outros recursos de empresa. 
Tanto o enfoque da segurança do trabalho como o da logística será abordado dentro de uma 
visão holística, isto é, uma concepção geral, global, que contemple as pessoas, processos, 
meio ambiente, transporte, armazenamento, produção e distribuição de materiais. Não há 
como pensar em uma prestadora de serviços ou produtora de bens de consumo sem idealizar 
todas as áreas ou setores que estejam envolvidos, direta ou indiretamente, com as necessida-
des da empresa, clientes e dos fornecedores.
Ao longo das aulas você vai encontrar indicações de sites, livros, filmes, e uma série de ativida-
des que possam tornar seu estudo mais interessante através de leituras, pesquisas e debates 
para enriquecer a sua aprendizagem teórica e prática. Em alguns capítulos desta publicação 
você encontrará trechos que tem como base a obra Ergonomia, do IFPR, produzida pela pró-
pria autora ou mesmo de Wachowicz (2007).
Para você bom estudo e que este livro possa contribuir para seu crescimento pessoal e 
profissional.
Professora Marta Cristina Wachowicz
9
e-Tec Brasil11
Aula 1 - Segurança do trabalho
Nesta aula você vai conhecer o conceito de segurança do trabalho e sua 
importância para o contexto organizacional. Vamos aprender que para 
pensar em segurança é preciso ter claro que ela deve abranger a todas 
as pessoas, os processos, o meio ambiente e a empresa sempre com um 
olhar mais preventivo. Boa leitura!
1.1 Conceito de Segurança
Figura 1.1: Segurança no trabalho
Fonte: http://blog.maisestudo.com.br
Se você procurar no dicionário Aurélio (2010) segurança é o estado ou qua-
lidade de estar seguro, daquilo em que se pode confiar. Ao associarmos o 
conceito de segurança para uma visão industrial temos o que os autores 
apresentam como “conjunto de medidas que são adotadas visando minimi-
zar os acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, bem como proteger a 
integridade e a capacidade laboral” (SILVA, 2011).
A relação é diretamente proporcional, pois, ao se investir em segurança nos 
ambientes de trabalho estamos reduzindo a probabilidade de ocorrência de 
danos. Ou seja, perdas às pessoas (funcionários, clientes, terceirizados, for-
necedores etc.), ao patrimônio (estrutura física, equipamentos, ferramentas 
etc.) e ao meio ambiente (ar atmosférico, solo, meio hídrico, rios, mares, 
lagos, lençóis subterrâneos, flora, fauna etc.). 
Se pensarmos em ações típicas da área de logística analisando o fluxo de pro-
dutos ou serviços, nas atividades de transporte, de estoque ou de comunicação 
podemos avaliar o quanto importante devem ser os critérios de segurança. 
Dentro dessa perspectiva é necessário investimentos que “visem ações de 
caráter técnico, educacional, médico, psicológico e motivacional, além de 
ser uma obrigação legal para a empresa, gera benefícios para todos: empre-
sa, funcionários e sociedade”. (ZOCCHIO, 2002, p. 37). 
O quadro de segurança do trabalho de uma empresa é composto de uma 
equipe multidisciplinar formada por técnicos, engenheiros, médicos, enfer-
meiros que atuam na área de segurança. Estes, profissionais formam o SES-
MT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Tra-
balho. Juntamente com os demais funcionários da empresa, podem compor 
a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, que tem por objetivo 
“a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a 
tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida 
e a promoção da saúde do trabalhador” (INTRODUÇÃO, 2011).
Saliba (2005), associa a segurança do trabalho com fatores da higiene ocu-
pacional e define o higienista ocupacional como o profissional com formação 
universitária nas áreas de engenharia, física, química, biologia e outras afins 
que visam identificar, avaliar e controlar riscos provenientes do ambiente de 
trabalho que possam causar prejuízo à saúde e desconforto significativo aos 
trabalhadores ou aos habitantes das comunidades vizinhas à empresa. 
Assim, falar em segurança implica abordar aspectos referentes à higiene e à 
saúde do trabalhador, envolvendo medicina, meio ambiente, aspectos jurídi-
cos e ergonomia, ou seja, a segurança requer uma ação holística. 
Quanto maior a segurança, menor a probabilidade de ocorrência de danos, aci-
dentes, lesões, mutilações ou mesmo mortes. Mas como o trabalhador pode 
contribuir nesse sentido? A ideia de Cardella (1999) é que as pessoas atuem 
como catalisadores para gerar resultados eficazes no campo da segurança.
Então, ao atuar como catalisadores, as pessoas buscam quebrar barreiras 
de comunicação ou de hierarquia, com o objetivo de solucionar problemas 
e, assim, encontrar condições de pensar globalmente sobre segurança. Na 
prática, certamente surgem algumas dúvidas: por onde começar? Qual o 
caminho a percorrer? 
Há sempre que se ponderar e buscar viabilizar ações integradas ou holísticas, 
ou seja, que visem e programem medidas práticas que envolvam a empresa 
como um todo. Não se podem priorizar setores ou desconsiderar postos 
Catalisador, no corpo teórico 
da química, é uma palavra 
utilizada para denominar o 
elemento que, quando inserido 
em um composto, tem por 
função aumentar a velocidade 
das reações entre substâncias.
Ergonomia, Saúde e Segurança do Trabalhoe-Tec Brasil 12
e-Tec Brasil13Aula 1 - Segurança do trabalho
tidos como de menor risco, e sim, estruturar um plano de ação que englobe 
as pessoas, a empresa e o meio ambiente, pois o risco jamais é eliminado 
completamente. Sempre há um risco residual, isto é, um risco tolerado em 
função do grau de perigo associado à atividade a ser realizada. 
É preciso estar atento às perdas econômicas relacionadas ao patrimônio da 
empresa. E também, aos transtornos causados ao trabalhador, aos danos 
pessoais como ferimentos ou mutilações, doenças decorrentes do esforço 
físico e mental, posturas inadequadas, métodos inseguros de trabalho, ou 
mesmo a um layout que não privilegie as pessoas, mas somente as máquinas 
ou equipamentos.
Mas como se pode “fazer” segurança dentro das empresas?
Figura 1.2: Segurança nas empresas
Fonte: http://www.primecursos.com.br
Deve-se buscar inicialmente traçar um Diagnóstico de Segurança que visa 
apresentar uma análise inicial do real estado de segurança da empresa onde 
devem constar fatores relacionados:
•	 A organização, ao meio ambiente, homens, equipamentos, instalações,