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patologia na ponte Godofredo Diniz

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ASSOCIAÇÃO DE ENSINO E CULTURA PIO DÉCIMO 
FACULDADE PIO DÉCIMO 
CURSO SUPERIOR EM ENGENHARIA CIVIL 
 
 
 
 
 
ANTONOEL SILVA ALVES 
 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÕES DAS PATOLOGIAS NAS PONTES: GODOFREDO DINIZ 
ARACAJU/SE, PONTE NA SE - 230 SOBRE O RIO SERGIPE NO POVOADO 
SIRIRIZINHO - MUNICÍPIO DE SIRIRI, PONTE NA BR-101 – MUNICÍPIO DE 
ROSÁRIO DO CATETE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARACAJU 
2018 
 
 
ANTONOEL SILVA ALVES 
 
 
 
 
IDENTIFICAÇÕES DAS PATOLOGIAS NAS PONTES: GODOFREDO DINIZ 
ARACAJU/SE, PONTE NA SE - 230 SOBRE O RIO SERGIPE NO POVOADO 
SIRIRIZINHO - MUNICÍPIO DE SIRIRI, PONTE NA BR-101 – MUNICÍPIO DE 
ROSÁRIO DO CATETE 
 
 
 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso 
apresentado como requisito parcial para 
obtenção do grau de Engenharia Civil 
pela Faculdade Pio Décimo. 
 
ORIENTADOR: Prof.ª Esp. OTÁVIA FERNANDA ANDRADE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ARACAJU 
2018 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ficha catalográfica: Sheila Rodrigues dos Santos Macêdo CRB/5 - 1895 
 
 
ANTONOEL SILVA ALVES 
 
 
IDENTIFICAÇÕES DAS PATOLOGIAS NAS PONTES: GODOFREDO DINIZ 
ARACAJU/SE, PONTE SOBRE O RIO SERGIPE NO POVOADO SIRIRIZINHO - 
MUNICÍPIO DE SIRIRI, PONTE NA BR-101 – MUNICÍPIO DE ROSÁRIO DO 
CATETE 
 
 
 
Trabalho de conclusão de curso 
apresentado como requisito parcial para 
obtenção do grau de Engenharia Civil 
pela Faculdade Pio Décimo. 
 
 
APROVADO EM 22 DE JUNHO DE 2018. 
 
BANCA EXAMINADORA 
 
 
 
AVALIADOR: Prof.º Esp. Abimael Ferreira Barbosa - Faculdade Pio Décimo. 
 
 
 
_______________________________________________________________ 
AVALIADOR: Prof.º MSc. Romário de Jesus Santos - Faculdade Pio Décimo. 
 
 
ORIENTADOR: Prof.ª Esp. Otávia Fernanda Andrade - Faculdade Pio Décimo. 
 
 
AGRADECIMENTOS 
 
Primeiramente agradeço aos meus pais José Alves e Maria das Graças que 
contribuíram grandemente para a realização dessa conquista. A minha irmã Myrlan 
por todo apoio. Aos meus primos Rafael e Matheus por terem me ajudado na coleta 
de dados e todos meus familiares, que são fundamentais em minha vida. 
Aos colegas que fiz no curso, que sempre estiveram presentes no meu dia-
dia, me ajudando e fazendo dessa jornada uma grande conquista. 
Por fim, agradeço a todos os professores da Faculdade Pio Décimo, que 
participaram da minha formação durante esses anos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
RESUMO 
 
 
No Brasil a manutenção preventiva do patrimônio público não é uma cultura, é vista 
em segundo plano. Porém uma atenção maior poderia ser dada, especialmente as 
Obras de Artes Especiais (AOE’s), por serem importantes para o deslocamento da 
população. Consequentemente esse trabalho tem por objetivo analisar quais são as 
origens das patologias do concreto armado das pontes, apontando quais são as 
características afim de examiná-las e propor manutenções adequadas. Durante a 
pesquisa, foi realizado um estudo em campo para analisar como estão as pontes 
existentes no estado de Sergipe, no total foram analisadas 3 pontes. Onde foi 
realizada a tabulação das informações concedidas pela pesquisa em campo que foi 
possível conseguir resultados referentes às patologias encontradas em cada ponte 
investigada. Esses conhecimentos podem auxiliar na composição de planos de 
ações para avaliação da integridade estrutural de pontes de concreto. 
 
 
Palavras-Chave: Manutenção. Diagnóstico. Tratamento. 
 
 
ABSTRACT 
 
 
In Brazil the preventive maintenance of the public patrimony is a culture, it is seen in 
the background. Larger audiences can be given, especially as Special Arts Works 
(AOE), because they are important for the displacement of the population. 
Consequently, the objective of this work is to evaluate the characteristics of the 
bridged concrete pathologies, which are indicated as examination characteristics and 
proportional to the harmony. During a research, a field study was carried out to 
analyze how the existing bridges in the state of Sergipe are, in total, 3 bridges were 
analyzed. Where documentation of the information provided by the survey was 
carried out in the field which was accompanied by results. These data are ancillary in 
the elaboration of action plans for the evaluation of the structural structure of 
concrete bridges. 
 
 
Keywords: Maintenance. Diagnosis. Treatment. 
 
 
 
 
LISTA DE FIGURAS 
 
 
Figura 1 - Ponte e Viaduto ....................................................................................................... 13 
Figura 2 - Elementos constituintes de uma ponte ................................................................... 14 
Figura 3 - Localização de Sergipe ........................................................................................... 36 
Figura 4 - Localização das pontes ........................................................................................... 36 
Figura 5 - Pontes. ..................................................................................................................... 38 
Figura 6 – Fissura (Godofredo Diniz). ...................................................................................... 39 
Figura 7 – Fissuras (Godofredo Diniz). .................................................................................... 40 
Figura 8 - Junta de dilatação (Ponte sobre o Rio Sergipe – Povoado Siririzinho). ............... 41 
Figura 9 - Deficiência de juntas de dilatação. .......................................................................... 42 
Figura 10 - Falha na pavimentação (Ponte sobre o Rio Sergipe – Pov. Siririzinho). ............. 43 
Figura 11 - Desagregação........................................................................................................ 44 
Figura 12 - Desagregação nos pilares. .................................................................................... 45 
Figura 13 - Corrosão nas armações exposta. ......................................................................... 46 
Figura 14 - Guarda-corpo em más condições. ........................................................................ 47 
 
 
 
 
 
LISTA DE SIGLAS 
 
ABCEM Associação Brasileira da Construção Metálica 
ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas 
DNER Departamento Nacional de Estradas de Rodagem 
DNIT Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes 
ES Espírito Santo 
IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
NBR Norma Brasileira 
OAE’s Obras de Arte Especiais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LISTA DE SÍMBOLOS 
 
°C Grau Celsius 
a/c Água/Cimento 
Ca(OH)2 Hidróxido de cálcio 
CaCO3 Carbonato de cálcio 
CaO Cal 
CaSO4 Sulfato de cálcio 
CO2 Dióxido de carbono 
Hab/Km² Habitantes por quilômetro quadrado 
Km² Quilômetro quadrado 
m metros 
MgO Óxido de magnésio 
MgSO4 Sulfato de magnésio 
mm Milímetros 
Na2SO4 Sulfato de sódio 
pH Potencial Hidrogeniônico 
 
 
 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
 
1 INTRODUÇÃO ........................................................................................ 10 
2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ............................................................... 12 
2.1 GENERALIDADES DA PONTE ............................................................... 12 
2.2 ELEMENTOS CONSTITUINTES DE UMA PONTE ................................. 14 
2.3 AÇÕES ATUANTES NA PONTE ............................................................. 15 
2.4 VISTORIA EM PONTES .......................................................................... 16 
2.5 MANUTENÇÃO ....................................................................................... 18 
2.6 PATOLOGIAS ESTRUTURAIS ............................................................... 20 
2.7 VIDA ÚTIL, DESEMPENHO E DURABILIDADE ......................................21 
2.8 FATORES QUE EXERCEM INFLUÊNCIA PARA O SURGIMENTO DE 
PATOLOGIAS ......................................................................................... 22 
2.9 MECANISMOS DE FORMAÇÃO DE PATOLOGIAS NAS PONTES DE 
CONCRETO ARMADO ........................................................................... 26 
3 METODOLOGIA ...................................................................................... 35 
3.1 ÁREA DE ESTUDO ................................................................................. 35 
3.2 COLETA DE DADOS .............................................................................. 37 
3.3 ÁNALISE DE DADOS.............................................................................. 37 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................... 38 
4.1 PATALOGIAS ENCONTRADAS NAS PONTES ...................................... 39 
4.1.1 Fissuras ................................................................................................. 39 
4.1.2 Falhas nas juntas de dilatação e Falhas de pavimentação ................ 41 
4.1.3 Desagregação ........................................................................................ 44 
4.1.4 Corrosão ................................................................................................ 46 
4.1.5 Avarias em guarda-corpos ................................................................... 47 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS ..................................................................... 49 
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 51 
 
10 
1 INTRODUÇÃO 
 
No Brasil a manutenção preventiva do patrimônio público não é uma cultura, é 
vista em segundo plano. Porém uma atenção maior poderia ser dada, especialmente 
as Obras de Artes Especiais (AOE’s), por serem importantes para o deslocamento 
da população. Devido a grande relevância dessas estruturas, os órgãos gestores 
(federais, estaduais e municipais) poderiam seguir políticas de maior impacto no 
tocante à conservação e manutenção dessas obras. 
O estado de conservação e a durabilidade das Obras de Arte Especiais 
dependem inteiramente dos órgãos que as gerenciam. Por isso, estes possuem as 
informações sobre as verdadeiras condições estruturais e de funcionalidade das 
pontes. Entretanto os usuários não têm essas informações. 
Assim é relevante que esses órgãos cumpram com maior rigidez os planos de 
vistorias das pontes e viadutos. Por meio de diagnóstico e análise das 
manifestações patológicas localizadas nas obras através das inspeções, 
determinações serão adotadas com máxima rapidez e tecnicamente econômicas e 
corretas, na execução de obras para manutenção ou reforços das estruturas. 
Com o desenvolvimento da construção, muitas estruturas apresentam 
atuação insatisfatória, através de falhas involuntárias, erros de projetos, 
envelhecimento natural a má utilização dos materiais, enfim diversos fatores 
cooperam para a deterioração da estrutura. Ante esses erros, dá-se muito valor para 
o estudo das origens, causas, sintomas, danos e mecanismos de ocorrência das 
falhas e deterioração das estruturas, este estudo recebe o nome de patologia das 
estruturas. 
As patologias em construções são os principais problemas que envolvem a 
vida útil das estruturas. Em meio a essas patologias, destacam-se as do concreto 
armado, ou seja, a estrutura, sendo que as mesmas são peças de estudo da 
presente pesquisa. Várias são as causas que induzem uma estrutura a sofrer 
prejuízos, por isso é de extraordinária importância o estudo dessa parte da 
engenharia, para que sejam impedidas patologias que cheguem a enfraquecer a 
durabilidade das construções, assim sendo é indispensável um conhecimento de 
como resolver e recuperar aquelas que proporcionam o problema, de maneira a 
curá-las e impedir que o causador volte a ocasionar o mesmo problema. 
 
11 
Nesse contexto, a presente pesquisa tem como objetivo fundamental analisar 
quais são as origens das patologias do concreto armado das pontes, apontando 
quais são as características afim de examiná-las e propor manutenções adequadas. 
Almeja, assim, contribuir com profissionais da área de construção civil, com dados 
que levam ao entendimento das patologias originadas em estruturas de concreto 
armado, de maneira a evitar e se não for possível, ter um embasamento para 
procurar uma maneira de evitá-las. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
12 
2 REFERENCIAL TEÓRICO 
 
Os problemas patológicos começaram a surgir em falhas na realização das 
atividades na construção civil, devido a diversos fatores que serão mencionados no 
decorrer deste capitulo. 
 
2.1 GENERALIDADES DA PONTE 
 
A história das pontes é provavelmente tão antiga quanto a civilização 
humana. A ideia de construir pontes é inspirada na própria natureza, pois elas são 
parte do ambiente (NEDEV; KHAN, 2011). 
A ponte tem sido uma característica da evolução e progresso humano desde 
que os primeiros caçadores e coletores tiveram curiosidade sobre as terras férteis, 
animais e frutas em árvores do outro lado de um rio ou desfiladeiro. Os primeiros 
humanos também tiveram que inventar maneiras de cruzar córregos e desfiladeiros 
profundos para sobreviver. Uma pedra ou duas colocadas em um córrego raso 
funcionava como uma passagem, mas para fluxos de água mais intensos, uma 
árvore tombada entre as margens foi uma solução bem-sucedida (BENNETT, 2008). 
Segundo Pinho (2007), as pontes surgiram com a preocupação de atravessar 
rios, riachos e vales, sendo a pedra e a madeira os primeiros materiais a serem 
usados para sua construção. 
De acordo com Pfeil (1983), as pontes em concreto foram introduzidas no 
início século XX, de modo que o concreto foi inicialmente utilizado para substituir a 
pedra na construção de arcos e, posteriormente foi utilizado para lajes de tabuleiros 
e pontes em vigas. 
Após a segunda Guerra mundial, devido à escassez de aço e necessidade de 
reparar pontes destruídas na guerra, ocorreu um rápido desenvolvimento de novos 
métodos construtivos, como o concreto protendido (HAIFAN, 2011). 
A NBR 7188 da ABNT (1984), define ponte como toda e qualquer estrutura 
destinada a possibilitar a transposição de um obstáculo, natural ou artificial. 
 
 
 
13 
Já a (ABCEM, 2019, p.10) afirma que: 
Pontes viadutos e a passarelas são muito mais que um meio de 
travessia de um lado a outro. São verdadeiras obras de arte, que 
usam nas suas composições variados tipos de componentes. O mais 
vantajoso, com melhor estética, maior durabilidade e maior rapidez 
na construção é o aço, onde em vários lugares do Brasil e do mundo 
atravessa pessoas, carros culturas e estórias. 
 
Para Freitas (1978) "ponte" é uma obra destinada a manter a continuidade de 
uma via de comunicação qualquer vencendo um obstáculo natural ou artificial, com a 
característica de não interromper totalmente esse obstáculo. 
Já para Soriano e Mascia (2008), as pontes podem ser definidas como obras 
de arte destinadas à transposição de obstáculos naturais ou não, visando à 
locomoção de veículos diversos e pedestres com segurança e conforto. 
Segundo El Debs e Takeya (2003), uma ponte, consistir em a estrutura 
designada a transpor barreira estabelecida por um curso d’água ou outra superfície 
liquida. Agora o viaduto seria indicado a transpor um vale ou uma via. Independente 
da classificação, o tratamento estrutural de ambos é igual em quase todo o conjunto 
com diferenças expressivas somente na transposição a ser vencida. 
 
Figura 1 - Ponte e Viaduto 
Fonte: El Debs e Takeya (2003). 
 
Conforme Marchetti (2013), as pontes são classificadas de onze maneiras: 
Segundo a extensão de vão (total), durabilidade, natureza do tráfego, 
desenvolvimento planimétrico, desenvolvimento altímetro, sistema estrutural da 
superestrutura, materialda superestrutura, posição do tabuleiro, mobilidade dos 
tramos, tipo estático da superestrutura e o tipo construtivo da superestrutura. 
 
14 
De acordo com Marchetti (2013), a ponte possui alguns requisitos principais 
sendo eles: 
• Funcionalidade: De acordo com a funcionalidade da ponte, ela deverá 
obedecer completamente às imposições de tráfego, vazão etc. 
• Segurança: De acordo com a segurança, para que isso ocorra a ponte 
deve ter seus materiais constituintes solicitados por esforços que neles 
gerem tensões menores que as admissíveis ou que possam gerar ruptura. 
• Estética: De acordo com a estética, a ponte deve exibir aparência 
agradável e se adequar com o ambiente em que se localiza. 
• Economia: De acordo com a economia, é recomendado sempre fazer um 
estudo comparativo de diversas soluções, selecionando a mais 
econômica, porém atendendo os demais requisitos. 
• Durabilidade: De acordo com a durabilidade, a ponte precisa acatar às 
exigências de uso durante certo período previsto. 
 
2.2 ELEMENTOS CONSTITUINTES DE UMA PONTE 
 
Segundo PFEIL (1979), sob o ponto de vista funcional elas podem ser 
divididas em três partes principais: infraestrutura, mesoestrutura e superestrutura. 
 
Figura 2 - Elementos constituintes de uma ponte 
Fonte: Almeida et al. (2000). 
 
 
15 
Geralmente, as pontes são compostas por tabuleiro, vigas principais e 
secundárias, pilares e fundações. O tabuleiro recebe as cargas dos veículos e 
pedestres e as transfere para as vigas, que as transmitem para os pilares, por sua 
vez, os pilares recebem as cargas verticais e horizontais da superestrutura, 
transferindo-as para as fundações, que as transmitem para o terreno (MILANE & 
KRIPKA, 2012). 
A infraestrutura é composta pelos elementos que transmitem diretamente os 
esforços ao solo (LENCIONI, 2005). Que são os blocos, sapatas, estacas ou 
tubulões, além das peças de ligação destes elementos, como os blocos de 
coroamento de conjunto de estacas e vigas de rigidez (SARTORTI, 2008). 
A mesoestrutura das pontes é constituí- da pelos pilares, que têm a função de 
transmitir os esforços da superestrutura para a infraestrutura (fundações). A cada 
linha transversal de apoio do tabuleiro correspondem um ou mais pilares. Quando 
são empregados dois ou mais pilares, estes são, normalmente, ligados por vigas 
horizontais (ou vigas de travamento), formando um pórtico transversal. A escolha do 
número de pilares e de vigas de travamento depende de diversos fatores, tais como 
largura do tabuleiro, altura dos pilares, natureza do tráfego, entre outros (ARAUJO, 
1999). 
Por superestrutura entende-se a parte da ponte destinada a vencer o 
obstáculo e receber diretamente as cargas do tráfego, ou seja, é o elemento de 
suporte do estrado por onde se trafega; assim, é a parte útil da obra. É separada em 
estrutura principal (vigas e longarinas) e secundária (tabuleiro ou estrado composto 
por laje, tábuas ou chapas metálicas). É constituída basicamente pelos elementos 
que recebem diretamente a carga útil da ponte (MENDES, 2003). 
 
2.3 AÇÕES ATUANTES NA PONTE 
 
Conforme definição constante na ABNT NBR 8681, ações são as causas que 
provocam o aparecimento de esforços ou deformações nas estruturas. Classificam-
se, segundo a referida norma, em: Permanentes, variáveis e excepcionais. 
De acordo com Marchetti (2008) as ações permanentes, representam o peso 
próprio dos elementos estruturais, longarinas e transversinas, e também dos 
 
16 
elementos que estão permanentemente fixos à estrutura da ponte, tais como 
guarda-corpos, sinalização, passeios, pavimentação, postes e canalizações 
(MARCHETTI, 2008). 
Já a Norma 8681 (2014) afirma que, as ações cujas intensidades podem ser 
consideradas como constantes ao longo da vida útil da construção. Também são 
consideradas permanentes as que crescem no tempo, tendendo a um valor limite 
constante. As ações permanentes compreendem, entre outras: 
a) As cargas provenientes do peso próprio dos elementos estruturais; 
b) As cargas provenientes do peso da pavimentação, dos trilhos, dos 
dormentes, dos lastros, dos revestimentos, das barreiras, dos guarda-
rodas, dos guarda-corpos e de dispositivos de sinalização; 
c) Os empuxos de terra e de líquidos; 
d) As forças de protensão; 
e) As deformações impostas, isto é, provocadas por fluência e retração do 
concreto, por variações de temperatura e por deslocamentos de apoios. 
A NBR 8681 (2014) diz que, as ações variáveis são de caráter transitório que 
compreendem, entre outras: As cargas móveis, as cargas de construção, as cargas 
de vento, o empuxo de terra provocado por cargas móveis, a pressão da água em 
movimento, o efeito dinâmico do movimento das águas e as variações de 
temperatura. 
Mattos (2011), afirma que as ações excepcionais são aquelas com pouca 
probabilidade de ocorrer e com pouca duração, mas que não devem ser 
desprezadas devido aos danos que elas provocam ao longo da vida útil da estrutura. 
Entre elas estão os choques de objetos móveis, esforços provenientes de abalos 
sísmicos, choques provenientes de colisões de navios nos pilares das pontes. 
 
2.4 VISTORIA EM PONTES 
 
Vistorias para inspeções em pontes e viadutos de concreto são regidas pela 
ABNT NBR 9452 (2012), a qual fixa condições e parâmetros exigíveis na realização 
e na apresentação destes serviços técnicos. 
 
17 
A norma retrata quatro tipos de inspeções, sendo elas: cadastral, rotineira, 
especial e extraordinária (essa última foi adicionada na versão de 2016). 
De acordo com a NBR 9452 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS 
TECNICAS, 2016) as inspeções cadastrais têm o intuito de construir um registro da 
estrutura, sendo que a primeira a ser realizada, necessitando ser realizada em 
seguida após a conclusão da obra ou assim que possui uma alteração na 
configuração da mesma, como reforço estrutural, alargamento e acréscimo da 
estrutura e mudanças no sistema estrutural. 
De acordo com Araujo (2017), as inspeções rotineiras têm o objetivo de 
conduzir o estado de conservação e identificar possíveis anormalidades viventes ou 
que surjam a surgir, elas são executadas com ou sem uso de equipamentos 
específicos para analise ou acesso, sendo executados a distância, a partir do 
terreno, do nível d`agua ou sobre o tabuleiro, necessitando ser executado em um 
prazo não superior a um ano. 
Também são examinadas as evoluções de anomalias já advertidas em 
vistorias anteriores, também como os novos acontecimentos, consertos ou 
recuperações já executadas, oferecendo subsídios em tempo hábil ao planejamento 
dos trabalhos de inspeções especiais, cuja função é diagnosticar de modo preciso 
as patologias viventes proporcionando os tipos de terapias que as atividades de 
manutenção necessitam realizar (ARAUJO, 2017). 
De acordo com o que já foi citado antes, as inspeções especiais são 
executadas tendo como direção as inspeções rotineiras necessitando ter uma 
periodicidade de cinco anos, sendo capaz de ser prolongada para até oito anos, 
caso se encaixe de forma econômica em obras com intervenções de duradouro 
prazo, segundo nota de classificação exibida na NBR 9452 (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016) e em obras que seja aceitável o 
acesso a todos os seus elementos constituintes, vistoriados durante as inspeções 
rotineiras. 
Em alguns casos as inspeções especiais necessitam ser adiantadas quando a 
inspeção anterior apontar uma classificação de intervenção de pequeno prazo em 
relação aos parâmetros de desempenho estrutural e de durabilidade, e até mesmo 
quando forem previstas adequações de grande porte, como alargamentos, 
 
18 
prolongamentos, reforços e elevação de classe portante (ASSOCIAÇÃO 
BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 2016). 
Ela também requer meios e equipamentos que aceitem a aproximação aos 
locais, áreas e pontos revistados da estrutura, sendo por exemplo: escadas 
telescópicas, andaimes tubulares,caminhões com plataforma, caminhões dotados 
de dispositivos hidráulicos especiais, treliças móveis, guindastes, dispositivos de 
segurança do trabalho instalados sob os tabuleiros, como redes tensionadas para 
inspeção (ARAUJO, 2017). 
O uso de DRONES, está ocorrendo em diversos países, com inclusão do 
Brasil, que são veículos aéreos não tripulados monitorados a distância através de 
meios eletrônicos e computacionais, para auxiliar nos trabalhos de inspeção e 
monitoramento das estruturas de pontes e viadutos. Destaca-se que, ainda com o 
uso dessa tecnologia, não é desnecessário o acompanhamento de profissionais 
habilitados para cumprimento dos trabalhos de inspeção (ARAUJO, 2014). 
Hoje em dia, o Japão usa sistemas de inspeção que podem ser empregados 
na investigação de superfícies de concreto, com a uso de câmeras de alta resolução 
com infravermelho integrada a softwares. Esses sistemas são preparados para 
captar imagens a extensas distâncias e com elevada definição, podendo-se analisar 
as fissuras com aberturas mínimas de até 0,1 mm, rastrear modificações no 
comportamento dessas fissuras e analisar regiões em que o concreto exibe 
patologias (ARAUJO, 2017). 
As inspeções extraordinárias estão relacionadas às urgências que não estão 
programadas, por situação de impactos de veículos, trem ou embarcações nas 
obras, acontecimentos de eventos da natureza, como inundações, vendaval, sismos 
e outros, e quando é obrigatório julgar mais criteriosamente um elemento ou parte 
da obra de arte especial (ARAUJO, 2017). 
 
2.5 MANUTENÇÃO 
 
As manutenções em obras de arte especiais são trabalhos designados à 
conservação do patrimônio, pretendendo conservar e prolongar os aspectos 
estruturais, funcionais e de durabilidade das obras, retardando as anomalias que 
 
19 
cheguem a surgir e tratando as que se crescem ao longo da vida útil das estruturas 
(ARAUJO, 2017). 
A garantia de maior vida útil, com satisfatório desempenho funcional e 
estrutural, precisa necessariamente de uma apropriada manutenção ao longo do 
tempo. Essa manutenção, tanto preventiva como corretiva, precisará fazer parte de 
um processo amplo de gestão das rodovias com suas respectivas obras de arte, 
incluindo vistorias periódicas que tendam identificar as falhas estruturais porventura 
viventes, diagnosticando-as e, em seguida, definindo as ações de recuperação, caso 
necessário (VITÓRIO, 2002). 
De acordo com Santos Filho (2001) uma inspeção regular e sistemática e a 
colocação de um serviço rotineiro de manutenção são parte complementar das 
decisões para se assegurar que a estrutura chegue aos limites de sua vida útil, 
sendo esta considerada para efeitos legais é de cinquenta anos, além de que uns 
casos particulares podem demandar valores específicos. 
Sendo que uma diferença precisa ser apontada: manutenção é a forma 
utilizada para sustentar a estrutura em situação de operação satisfatória de modo 
que prevista e com orçamentos determinados, logo reparo é a maneira usado se 
intervenções saneadoras não preditas são necessárias na estrutura (SANTOS 
FILHO, 2001). 
 Helene (1992) assegura que as correções serão mais duráveis, mais 
efetivas, mais fáceis de executar e muito mais baratas quanto mais cedo forem 
executadas. 
Souza (1998) divide a manutenção em dois grupos: Manutenção estratégica é 
aquela planejada, que tem um caráter preventivo e que tem em vista acompanhar 
com inspeções periódicas, em espaços regulares de tempo, o que vem acontecendo 
à obra, possibilitando o acompanhamento da mesma e maior facilidade de ação 
caso haja algum reparo a ser executado. Manutenção esporádica já a manutenção 
esporádica nasce da precisa de uma determinada atividade de correção e de reforço 
quando constatados problemas mais sérios, às vezes em estado avançado na sua 
gravidade, que acarretam uma manutenção emergencial. Sabe-se que o trabalho de 
manutenção não tem o mesmo "charme" que aqueles de projeto ou de construção 
original, sendo assim muitas vezes vistos pelos responsáveis como improdutivos e 
 
20 
desnecessários. Negligenciar com a manutenção, porém, é acumular deficiências e 
custos que podem tornar-se insuportáveis. 
 
2.6 PATOLOGIAS ESTRUTURAIS 
 
Para Ripper et al. (1998), a patologia na construção civil pode ser 
entendida como o baixo, ou fim do desempenho em si, no que diz respeito à 
estabilidade, estética e principalmente, durabilidade da mesma com relação às 
condições a que está submetida. Também Helene (1992) conceitua que a patologia 
das construções pode ser entendida como uma parte da engenharia que pesquisa 
desde a origem dos defeitos até o diagnóstico e tratamento do problema. 
Souza e Ripper (1998) explicam que conceitos modernos de patologia 
implicam a consideração, além da segurança estrutural, dos conceitos de qualidade 
e de sua garantia e das exigências, não somente do usuário direto, mas também da 
coletividade na qual se insere. 
Como afirmam Helene (1992) as patologias construtivas fazem parte da 
construção civil há muito tempo, é incomum observar uma edificação, sem que ela 
não possua algum tipo de patologia, de uma forma geral, nas construções boa parte 
das edificações não tem apresentado desempenho satisfatório, em geral a 
preocupação está focada nos problemas relacionados com a falta de segurança 
estrutural, porém isto vem mudando e a preocupação é com o desempenho como 
um todo das edificações. 
As patologias estruturais, exibidas nas pontes, modificam em amplitude e 
incidência várias ocasiões ocasionando altos preços para a sua correção, como 
mencionado por Helene (1992). Sob o mesmo aspecto, sempre existirá empenho da 
estética e, na maior parte das vezes, diminuição da capacidade resistente, podendo 
chegar, em algumas circunstâncias, ao colapso parcial ou total da estrutura. 
Devido a esta realidade, a Engenharia Civil, no ramo das Patologias 
Estruturais, tem alcançado grandes pesquisas no sentido de explanar os 
mecanismos essenciais à patologia, tais como: origens, formas de manifestação, 
implicações e métodos corretivos. 
 
 
21 
 
 
 
2.7 VIDA ÚTIL, DESEMPENHO E DURABILIDADE 
 
A vida útil do material compreende-se como o período durante suas 
propriedades e resistências permanece acima dos limites mínimos especificados de 
funcionalidade, segurança e aparência exigíveis durante um período 
apresentado a classes ambientais aguardadas, sem requerer altos custos 
imprevistos para manutenção e reparo. Qualquer habitação tem um período de vida 
útil, que pode modificar de combinação com os fatores como: a durabilidade dos 
materiais utilizados na construção, das condições de apresentação e utilidade do 
mesmo e a existência de uma manutenção repetitiva (BORGES, 2008). 
A ABNT (NBR 6118:2007), assegura que por vida útil de projeto, a estação de 
tempo no qual se conservam as propriedades da estrutura de concreto, desde que 
aprovados as condições de uso e manutenção colocados pelo projetista e pelo 
construtor, bem como das disposições de execução dos consertos imprescindíveis 
ao longo do tempo, causados de danos acidentais. 
A vida útil das estruturas, ela muda segundo a função do projeto constituindo 
que usinas hidrelétricas são construídas para existirem, no mínimo 100 anos, e 
distintas edificações como pontes pelo menos 50 anos, salvo um inconveniente 
como terremotos (SOUZA E RIPPER, 1998). 
A durabilidade de um material é a competência do mesmo conservar as suas 
propriedades estruturais e funcionais naturais pelo período de vida útil esperado, 
nas condições de apresentação para as quais foi projetada. É essencial que as 
estruturas exerçam as funções prognosticadas, conservem a resistência e o 
emprego esperados, durante um tempo predito. Assim, o material pode aguentar 
o procedimento de deterioração ao qual se julga que chegue a ser dominado 
(BORGES, 2008). 
Compreende-se por desempenho o comportamento de cada material emserviço, ao longo da vida útil e a sua medida relativa aguardada na decorrência do 
trabalho desenvolvido nas fases de projeto, construção e manutenção. Compreende-
se deterioração, as implicações ocorridas pelas modificações que cheguem a 
 
22 
comprometer o desempenho de uma estrutura ou de um material (SOUZA E 
RIPPER,1998). 
2.8 FATORES QUE EXERCEM INFLUÊNCIA PARA O SURGIMENTO DE 
PATOLOGIAS 
 
Em meio aos diversos fatores que exercem influência no comportamento final 
do concreto os mais proeminentes para a pesquisa das patologias nas estruturas de 
concreto armado são: 
Segundo Helene (1992), a qualidade do material necessita ser acentuada, 
empregando os parâmetros técnicos constituídos em normas para uma adequada 
mensuração das informações. Consistir em a qualidade em engenharia, precisa ser 
prática e não impessoal. Necessita dar prioridade a parâmetros quantitativos em 
lugar dos qualitativos, desse jeito, a qualidade precisa estar exposta em 
procedimentos de projeto, de qualificação e seleção de materiais, de execução, de 
operação e de manutenção. Em diferentes palavras, a qualidade de determinado 
produto é examinada com a sua adaptação às normas indicativas. 
Causas patológicas geradas pela pouca qualidade dos materiais e 
componentes são muito comuns, tais como a durabilidade menor que a 
recomendada, a ausência de rigor nas dimensões do material e a baixa resistência 
mecânica. De forma continuada novos materiais estão sendo cada vez mais 
lançados no mercado, porém as escolhas desses materiais podem se tornar 
complexa devido à carência de informações técnicas aliada a falta ou deficiência de 
normalização. Com o crescimento desses novos materiais no mercado, os mesmos 
não são devidamente avaliados e em conformidade com as condições e critérios de 
desempenho, a probabilidade de patologias também é crescente (ROCHA, 1997). 
De acordo com Souza e Ripper (1998), em termos de durabilidade das 
estruturas de concreto, e para os assuntos ligadas à resistência mecânica, a 
palavra-chave conexa ao material concreto, que é reconhecido como um pseudo-
sólido, é a água. A quantidade de água usada para proporcionar as reações de 
hidratação dos compostos do cimento e dar trabalhabilidade à massa é que 
conduzirá propriedades como densidade, compacidade, permeabilidade, 
capilaridade e a própria fissuração, sem levar-se em conta a resistência mecânica. 
 
23 
Divulgando a preocupação com o imperfeito uso da água, a ABNT (NBR 
6118:2007), constituiu quatro classes de agressividade ambiental, e para essas 
classes os valores elevados do fator a/c e o valor mínimo da classe de concreto a 
ser empregado. 
O meio ambiente é um dos principais agentes geradores de estragos e 
patologias nas construções, de maneira que um ambiente agressivo pode apressar, 
ou mesmo, desencadear um método patológico, adentrando, pela porosidade e pela 
rede de capilares, gases e líquidos que possui agentes químicos agressivos. Esta é 
uma dificuldade encontrado nas cidades litorâneas e nos amplos centros urbanos. 
Em consequência do desenvolvimento a agressividade atmosférica acrescentou 
muito, atribuindo uma gestão de mudanças no desempenho e modificações dos 
materiais, procedendo, portanto, nos resultados de corrosão precoce e a 
carbonatação apressada, segundo apresenta (SILVA, 1995). 
 As causas de deterioração nascem de distintas ações: mecânicas, físicas, 
químicas e biológicas, podendo estas acontecer solitariamente ou respectivamente, 
dependendo a rapidez de propagação especialmente, do meio que a edificação está 
implantada (SOUZA E RIPPER, 1998). 
Ações Mecânicas: lançam-se como ações mecânicas de degradação do 
concreto: a ação de cargas exageradas e a erosão. As cargas demasiadas, não 
calculadas no projeto, podem gerar fissuração exagerada, abrindo, assim, 
passagens para que diferentes formas de deterioração se abriguem. É formidável 
então, que os projetistas confirmem as cargas analisadas no dimensionamento da 
edificação e que os usuários, por sua vez, correspondam às condições explicitadas 
no projeto. A erosão do concreto incide no desgaste de sua camada superficial por 
procedimentos de atritamento, percussão, arranhamento ou por atuação de águas 
em elevada velocidade, tendo como fundamentais causas a abrasão e a cavitação 
(SILVA, 1995). 
Ações Físicas: as principais ações físicas analisadas como atacantes às 
estruturas de concreto são: as alterações de temperatura; os movimentos que 
acontecem na interface em meio a materiais submetidos à própria modificação de 
temperatura, mas com coeficientes de dilatação distintos, provocando diversas 
alterações, como é o caso de assentamento de alvenaria em peças de concreto e a 
 
24 
atuação da água nas suas distintas formas, causadoras das mais diversas 
patologias (SOUZA E RIPPER,1998). 
Ações Químicas: de acordo com o Manual do DNIT (090-2006-ES) As 
reações químicas podem proceder de influência mútua entre agentes invasivos 
presentes no meio ambiente externo e na pasta de cimento ou podem proceder de 
reações internas, tipo reação álcali-agregado, ou da reação da hidratação retardada 
CaO e MgO cristalinos, se presentes em quantidade excessivas no cimento 
Portland, ou ainda, da corrosão eletroquímica da armadura do concreto, confirmando 
ainda que este tipo de degradação é manifesta por meio de deficiências físicas do 
concreto, como porosidade, permeabilidade, diminuição da resistência, fissuração e 
lascamento. Podendo acontecer de três maneiras: Lixiviação: é a dissolução e o 
arrasto do hidróxido de cálcio, Ca(OH)2, e outros compostos e hidratados, com o 
desenvolvimento de estalactites e estalagmites na superfície do concreto agredido. 
Reação iônica: em benefício da reação de alguns íons com substâncias químicas 
presentes no cimento. Os fundamentais íons reagentes são de magnésio, amônio, 
cloro e de nitrato; Por expansão: acontecem reações dos sulfatos com os compostos 
do cimento. Os sulfatos mais reagentes são o amoníaco, (NH4)2SO2, o cálcio, Ca 
SO4, o de magnésio, MgSO4, e o sódio, Na2SO4. 
Ações Biológicas: Lima (2005) cita alguns exemplos de agentes biológicos 
geradores da deterioração e da desagregação do concreto, são eles: o 
desenvolvimento de vegetação nas construções, em que as raízes entram, 
sobretudo por meio de pequenos erros de concretagem, ou pelas fissuras e juntas 
de dilatação, e o acréscimo de organismos e micro-organismos em certos pontos da 
edificação. 
Ainda segundo autor supracitado (2005) como as edificações estão 
implantadas em vários ambientes, esses devem ser avaliados, com o objetivo, de 
que, na etapa de projeto da edificação, todos os atos de deterioração estejam 
prevenidos. 
Helene (1986) repartiu os espaços nos quais as estruturas estão colocadas 
em urbano, salino, diferenciados e industriais. O espaço urbano distinguir-se por um 
agrupamento populacional que origina várias modificações no meio ambiente, pois 
para consentir as precisões humanas são indispensáveis várias atividades, que aos 
poucos vão transformando todo o sistema natural gerando prejuízos ao próprio 
 
25 
homem. É caso, por exemplo, da chuva ácida, do lançamento de dióxido de carbono 
na atmosfera, fator decisivo para a carbonatação, e da modificação no regime dos 
ventos ativando chuvas dirigidas. 
 Segundo Souza e Ripper (1998), o método da construção pode ser separado 
em três partes. A concepção ou planejamento, execução e manutenção. Estas três 
etapas devem conter as atividades de desempenho, durabilidade, conformidade e 
reabilitação da estrutura. 
A ausência de capacitação da mão de obra, o péssimo desempenho do 
projeto, a utilização de materiais com poucas qualidades e erros na quantidade, no 
entendimento do autor, são as principais vilãs que originam patologias no período da 
etapa da construção. Embora forem os primeiros, eles podem provocar conflitos bem 
maiores na edificação, comoé o caso de infiltração que por sua vez consente que a 
água entre na edificação ocasionando uma corrosão na estrutura e no esqueleto da 
construção. Além desses mencionados acima, diversos outros quesitos que 
conforme o Engenheiro Marcelo Iliescu tem as suas raízes na fase de construção 
podem ser as principais causas das patologias das quais várias estão citadas a 
seguir: 
▪ Ausência de condições nos locais de trabalho, dentre eles: cuidados e 
motivação. 
▪ Falhas de entendimento dos projetos, induzindo a não concordância entre o 
projeto e execução. 
▪ Deficiência de prumo, de esquadro e de alinhamento dos elementos. 
▪ Baixa capacitação profissional da mão de obra e fraca administração. 
▪ Carência no domínio da qualidade de execução e/ou vistoria. 
▪ Péssima qualidade dos materiais e componentes. 
▪ Ausência de nivelamento de pisos e/ou carência de caimento em pisos 
molhados. 
▪ Argamassas de assentamento de revestimentos com espessuras diversas. 
▪ Flechas e/ou rotações excessivas. 
▪ A pouca qualidade dos materiais munida pelas indústrias. 
▪ A falta de normatização de distintos materiais e processos, acrescentada 
pela ausência de vistoria daqueles já regularizados. 
 
 
26 
 
 
2.9 MECANISMOS DE FORMAÇÃO DE PATOLOGIAS NAS PONTES DE 
CONCRETO ARMADO 
 
Para Souza e Ripper (1998) os problemas em atingir uma inspeção 
competente e grave gerências de equipes, geralmente contidos a uma pouca 
capacitação profissional da equipe técnica da obra leva a promover as falhas mais 
distintas, como a fundação da obra, escoramento, fôrmas, qualidade do concreto, 
posicionamento e quantidade apropriada de armaduras. Os problemas patológicos 
que se ocasionam na fase de execução são procedidos mediante os problemas 
socioeconômicos, que provocam pouca qualidade técnica dos trabalhadores menos 
qualificados profissionalmente, como os serventes, meio-oficiais e funcionários com 
qualificação profissional. 
 
Fissuras, trincas e/ ou rachaduras 
 
De acordo com Souza e Ripper (1998) A definição de fissura pode conflitar 
com as definições de “trinca” e “rachadura”. As trincas se assemelham às fissuras no 
que diz respeito ao tratamento, distinguindo-o apenas nas dimensões. Trincas têm 
aberturas maiores que 0,5 mm As rachaduras têm características peculiares que 
diferenciam das demais, têm abertura acentuada e profunda. A extensão da 
patologia é maior que 1 mm, sendo que em diversas ocorrências pode abrir fendas 
de um lado ao outro da parede. A partir da espessura de 1,5 mm, pode-se titular de 
fenda. 
As fissuras podem ser considerada como a manifestação patológica 
característica das estruturas de concreto, sendo o mesmo dano de 
ocorrência mais comum e aquele que, a par das deformações muito 
acentuadas, mais chama a atenção dos leigos, proprietários e 
usuários ai inclusos, para o fato de que algo de anormal está a 
acontecer (SOUZA; RIPPER, 1998, p.57). 
 
As fissuras são consideradas agressivas de acordo com a NBR 6118:2007 
quando a sua abertura na superfície do concreto armado extrapola os seguintes 
valores: 
 
27 
a) 0,2 mm para peças expostas em meio agressivo muito forte (industrial e 
respingos de maré); 
b) 0,3 mm para peças expostas a meio agressivo moderado e forte (urbano, 
marinho e industrial); 
c) 0,4 mm para peças expostas em meio agressivo fraco (rural e submerso). 
A posição das fissuras nos componentes estruturais, sua fenda, seu 
andamento e seu espaçamento, podem advertir a causa ou as causas que as 
originaram. Em análise a respeito das fissuras em construções de concreto armado, 
Dal Molin (1988) detectou as fundamentais razões de fissuras, com as respectivas 
incidências. 
A fissuração é considerada a patologia que mais acontece, ou pelo menos a 
que chama mais atenção dos donos dos imóveis (SOUZA e RIPPER, 1998). 
 
Tipos de Fissuras: 
 
• Fissuras de retração plástica e assentamento plástico 
 
Acontecem antes do endurecimento do concreto e as duas estão coligadas 
com a exsudação. De acordo com o Manual do DNER (1994), as fissuras de 
retração plástica aparecem imediatamente depois do adensamento e acabamento 
da superfície horizontal do concreto. Ela é gerada pela breve perda da água de 
amassamento, que acontece por absorção exagerada das formas ou, sobretudo pela 
dissipação. Posteriormente o lançamento e a vibração do concreto, a areia e as 
pedras, com densidades maiores tendem a sedimentar dentro da pasta de cimento, 
com densidade mínima, originando então o chamado auto adensamento dos sólidos. 
Parte da água (a que não está reagindo com o cimento), com a mais baixa 
densidade em meio os citados, sobe, e aflora na face da laje. 
Com a evaporação, o concreto apresenta seu volume diminuído na face e, 
devido a exceções à variação volumétrica, fissura. Logo a fissuração por 
assentamento plástico, sobrevém sucessivamente que este movimento natural da 
massa, resultante da ação da força da gravidade, é evitado pela apresentação de 
fôrmas ou de barras da armadura. Apresenta como principal acontecimento em 
sacadas, vigas ou lajes que têm flechas exageradas e se apoiam em outra viga, 
 
28 
ocasionando rotação nesta última ou até em vigas que contém lajes em balanço do 
tipo marquise engastadas exclusivamente nelas mesmas (SOUZA e RIPPER, 1998). 
 
• Fissuras de tração – esforço de flexão 
 
Quando a severidade da peça ou a área de aço são precárias, ou ainda se o 
carregamento for alto, a peça sofrerá uma deformação excessiva provocando 
fissuras que, segundo Souza e Ripper (1998), estendem-se da borda mais 
tracionada, aumentando-se e ramificando-se até a altura da linha neutra para as 
vigas. 
 
• Fissuras devidas à ação dos carregamentos/sobrecargas 
 
Conforme Souza e Ripper (1998) o desempenho de sobrecargas, calculadas 
ou não em projeto, pode determinar a fissuração dos elementos de concreto armado 
sem que isto implique, necessariamente, ruptura do componente ou inconstância da 
estrutura. Contudo o mesmo autor ressalta que o entendimento exposto antes não 
deve ser estendido de forma indiscriminada, já que permanecem casos em que é 
limitada a probabilidade de remanejamento das tensões originadas pelas fissuras. 
O Manual do DNER (1994) apresenta que quando estas fissuras se 
apresentam com aberturas elevadas aos limites permitidos normalmente encontra-se 
diante de uma das seguintes situações: Erro de dimensionamento da quantidade de 
armação, carregamentos superiores aos previstos em projeto e o funcionamento da 
estrutura em desacordo com o modelo que serviu para análise da mesma. 
Para essas circunstâncias, a fissura provocada pelas solicitações de tração, 
de flexão, de cisalhamento, de torção e de punção na maioria das vezes possui 
peculiaridades bem definidas. 
Trincas são aberturas com maiores extensões, elas advertem que o objeto 
está partido. Pela ocorrência do objeto estar quebrado, pode minimizar a segurança 
dos elementos da construção de uma edificação. Por dentro dela podem estar 
sobrevindo diversos fenômenos deste modo, a passagem da água e vento. Para 
impedir imprevisto vindouro, a estrutura tem que ser analisada assim que as trincas 
começarem a se manifestar (THOMAZ, 1989). 
 
29 
As trincas podem começar a surgir de forma congênita, logo no 
projeto arquitetônico da construção; os profissionais ligados ao 
assunto devem se conscientizar de que muito pode ser feito para 
minimizar-se o problema, pelo simples fato de reconhecer-se que as 
movimentações dos materiais e componentes das edificações civis 
são inevitáveis. Deve-se, que sem dúvida, dar importância à estética, 
a segurança, a higiene, à funcionalidade e ao custo inicial da obra; 
não se deve esquecer, contudo, que projetar é também levar em 
conta alguns outros aspectos tais Omo custos de manutenção e 
durabilidade da obra, diretamente relacionados com o maior ou 
menor conhecimento que o projetista tem das propriedades 
tecnológicas dosmateriais de construção a serem empregados 
(THOMAZ, 1989, p.16). 
 
Segundo Marcelli (2007), trincas geradas por compressão são as que mais 
exigem cautela e provisões aceleradas, pois em uma estrutura é o concreto que 
absorve a maior parcela dos empenhos de compressão. Uma fissura, neste caso, 
pode expressar o colapso estrutural. Além disso, a peça já perdeu a sua capacidade 
de carga original e remanejou os esforços para os pilares próximos, e estes do 
mesmo modo estão comprometidos. Algumas vigas e pilares, dependendo da ação 
dos esforços, podem trabalhar num sistema dobrado de solicitação, no caso flexão e 
compressão. Nessas condições, pode existir um acúmulo de tensões na região 
comprimida, passando a existir algumas trincas peculiares. 
Rachaduras é a posição em que um determinado objeto ou parte dele mostra 
uma fenda com uma dimensão que varie entre 1,5 mm e 5,0 mm, e que ocasionam 
interferências indesejáveis, originando a impressão de insegurança. Uma rachadura 
quando transpõe a parede de vedação, ela não proporciona um risco vasto, e é 
simples de ser ajustado, contudo quando ela afeta a parte estrutural do edifício ela é 
bem problemática, proporcionando muitos riscos de serem resolvidos (CAROLINE 
BOCKLER, 2011). 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
Corrosão das armaduras 
 
Segundo Helene (1992), a corrosão é uma relação destruidora de um material 
com o ambiente, seja por reação química, ou eletroquímica. 
Segundo com Figueiredo e Meira (2013), uma das origens da corrosão do aço 
das armaduras é proveniente de fissuras não tratadas no extenso prazo que podem 
vir a diminuir a capacidade resistente da estrutura. 
E conforme Gentil (1996), o mecanismo de corrosão pode sobrevir de duas 
maneiras: 
Corrosão por oxidação: são reações químicas e eletroquímicas que 
sobrevém na face do material, pela reação gás/sólido, e sua propriedade é o 
desenvolvimento de uma película delgada na face do metal. 
Corrosão eletroquímica: consecutivamente acontecerá quando houver 
diferença no material metálico e o meio que está exposto, especialmente se for 
corrosivo, e sobrevém por natureza expansiva da armadura e pode levar ao 
aparecimento de altas trações no concreto, originando fissuras e posterior 
lascamento do cobrimento do material. 
A corrosão na construção civil é um motivo de grande importância, ela pode 
acarretar severos problemas na estrutura de uma edificação. De acordo com Souza 
e Ripper (1998) ela pode ser originada por vários fatores. Alguns mais corriqueiros 
são: a presença de água tanto doce como salgada, umidade do solo e concreto, 
relação com soluções ácidas ou alcalinas, alterações atmosféricas, altas 
temperaturas e outros. 
De acordo com Thomaz (1989), a corrosão é a transformação não intencional 
de um metal, de suas superfícies expostas, em compostos não adeptos, solúveis ou 
desprezíveis no ambiente em que o metal se localiza. 
 
 Desagregação do concreto 
 
É o afastamento físico de placas ou cortes de concreto, com lesão de 
mongolismo e, na maior parte das ocasiões, lesão até da capacidade de 
 
31 
engrenamento dentre os agregados e do desempenho ligante do cimento (SOUZA E 
RIPPER, 1998). 
A desagregação é a perda de massa de concreto por causa de um ataque 
químico expansivo de produtos inseparáveis ao concreto e/ou por causa da baixa 
resistência do próprio, distinguindo-se por agregados soltos ou de simples remoção 
(MEHTA, 2008). 
Segundo Souza e Ripper (1998), têm como causas prováveis: 
▪ A fissuração por questões de falha no projeto 
▪ A movimentação das fôrmas por causa da criação de juntas de 
concretagem por deslocamento lateral das formas ou de saída de ata 
de cimento. 
▪ Corrosão de concreto, causada pela corrosão por ampliação onde 
sobrevêm reações dos sulfatos com elementos do cimento, derivando 
em um acréscimo do volume do concreto que gera sua expansão e 
desagregação. 
▪ Calcinação do concreto dá-se em torno dos 600°C e ocorre por 
alargamento dos agregados. 
▪ Agentes biológicos devido as muitas ações biológicas que ao 
adentrarem no concreto e compreenderem o ambiente favorável ao 
seu aumento, decorrem a tomar o espaço dentro de uma massa 
estrutural, provocando tensões internas e fraturando o concreto. 
Conceitua a desagregação do concreto como um fato que repetidamente 
pode ser analisado nas estruturas de concreto, ocasionado pelos mais distintos 
fatores, advindo, na maior parte dos casos, em anexo com a fissuração (GENTIL, 
1996). 
 
Carbonatação do concreto 
 
Segundo Andrade (1992), o dióxido de carbono (CO2), presente no ar penetra 
através dos poros do concreto e reage com os constituintes alcalinos da pasta de 
cimento, principalmente com o hidróxido de cálcio [Ca(OH)2]. Este processo leva à 
 
32 
formação de carbonato cálcico (CaCO3) provocando um decréscimo na alcalinidade, 
diminuindo o valor do pH de 13 para um valor em torno de 9. Este valor de pH é 
insuficiente para proteger a armadura contra corrosão. A profundidade de 
carbonatação aumenta com o tempo e as armaduras deixam de estar passivadas 
(DNIT, 2010). Existem equações que permitem calcular o tempo necessário para a 
profundidade de carbonatação atingir ás armaduras. 
 
Lixiviação do concreto 
 
Segundo Mitre (2005), “a lixiviação do concreto é o processo de dissolução e 
carregamento dos produtos solúveis da matriz de cimento hidratado para a 
superfície externa do elemento da estrutura devido à passagem de água. Os 
hidróxidos lixiviados costumam-se depositar na superfície do concreto e reagem com 
o dióxido de carbono (CO2) da atmosfera em meio aquoso, formando carbonatos 
que aparecem na forma de manchas claras e estalactites”. 
Quando o concreto está em contato com a água em circulação ou água 
ligeiramente ácida, ocorre a redução do pH devido a um efeito de lavagem, que 
lixivia os compostos alcalinos contidos nos poros, aumentando ainda mais a 
porosidade do concreto, facilitando o ingresso de mais agentes agressivos e 
contribuindo com a deterioração do próprio concreto (ANDRADE, 1992). 
Segundo Cánovas (1988), os carbonatos depositados na superfície do 
concreto são chamados de eflorescências, que é uma manifestação patológica do 
mecanismo de lixiviação. A inspeção da lixiviação é visual e deve ser confrontada 
com outras observações, pois ela está inter-relacionada a outros mecanismos, tais 
como a corrosão e a presença de fissuras. A lixiviação denuncia a porosidade e 
permeabilidade do concreto. 
 
Deterioração provocada por colisões de veículos e pelo fogo 
 
 Por conta dos desleixos de vários motoristas e até mesmo a ausência de 
placas sugestivas, os choques de veículos versus as pontes são de difícil distinção 
de dimensionamento, o acontecimento ocasiona alterações abundantes e estragos 
 
33 
com a descoberta e exposição de armaduras. O concreto é bastante afetado nas 
suas características químicas e físicas quando exposto a incêndios. O aquecimento 
da peça faz com que haja um acréscimo de volume causando fortes tensões 
internas acarretando a deformação, fissuração e desagregação do concreto. Este 
último efeito, decorrente das distintas características térmicas dos componentes do 
concreto, é designado de calcinação que, ocasiona a diminuição tanto na resistência 
quanto no módulo de modificação do concreto (CÂNOVAS, 1998). 
Deterioração do concreto protendido 
 
Os elementos de concreto protendido podem ainda sofrer a ação deletéria de 
vários fatores bastantes manifestos e quantificados, exibidos por Cauduro (2003): 
• Ausência de aderência dentre o aço tencionado e o concreto; 
• Relaxação do aço de protensão; 
• Retração do concreto; Fluência do concreto; 
• Corrosão sob tensão do aço de protensão; 
• Deficiência de armadura passiva nas ancoragens. 
 
Aparelhos de apoio 
 
As patologias nos aparelhos de apoio lesam os movimentos das vigas sob 
decorrência de alterações de temperatura,frenagem e aceleração, podendo dar 
surgimento a altas tensões na estrutura. 
De acordo com o Manual do DNIT (2004) os aparelhos de apoio necessitam 
estar impecavelmente corretos, desprendido de detritos e em adequado contato. 
Necessitam ainda estar inabalavelmente ligados, sem folgas. As plausíveis 
patologias descobertas nos apoios podem ser: 
 Falta de capacidade do aparelho de apoio movimentar-se livremente por 
alterações de temperatura; 
• Circulação não desejada; 
• Eventuais existências de fraturas, fissuras ou deformações nos 
elementos do aparelho de apoio; 
 
34 
• Eventuais fissuras nos berços de apoio dos aparelhos bem como na 
infra e superestruturas; 
• Deficiências na ancoragem dos aparelhos de apoio; 
• Falhas na proteção anticorrosiva; 
• Falta de estanqueidade das juntas da superestrutura sobre aparelhos 
de apoio, quando estas houverem. 
 
Pista de rolamento 
 
 As patologias da pista de rolamento ocasionam influências no tráfego e a 
segurança também permanecem danificadas. Destacam-se as principais patologias 
descobertas no Manual de Normas do DNIT (2004): 
• Falta de caimento para escoamento de águas pluviais; 
• Irregularidades ou rupturas da camada de revestimento ou pavimentação; 
• Falhas nas juntas do tabuleiro; 
• Desnível na transição do tabuleiro para o terrapleno; 
• Efeitos da erosão sobre o aterro. 
 Estas patologias, como ressaltos, depressões, desníveis de juntas, etc., 
lançam enormes efeitos dinâmicos, segundo Pfeil (1985). Estes efeitos são 
designados de impacto e acrescentam as solicitações das cargas móveis. Deve-se 
tomar especial cuidado nos recapeamentos executados sobre as pontes, isto causa 
acréscimo não antevisto de carga permanente sobre as mesmas, ao menos que seja 
retirado a capa existente. 
 
 
 
 
 
 
 
35 
3 METODOLOGIA 
 
Com a finalidade de atingir as metas propostas no trabalho foram determinados 
alguns procedimentos metodológicos, que de acordo com Fonseca (2002), 
metodologia é o estudo da organização, dos caminhos a serem percorridos, para se 
realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se fazer ciência. 
Já Barros e Lehfeld, afirma que: 
 
Metodologia é como uma disciplina que se relaciona com a 
epistemologia. Consiste em estudar e avaliar os vários métodos 
disponíveis, identificando as suas limitações ou não em nível das 
implicações de suas utilizações. A metodologia em um nível aplicado 
examina e avalia as técnicas de pesquisa, bem como a geração ou 
verificação de novos métodos que conduzem a captação e 
processamento de informações com vistas à resolução de problemas 
de investigação. Como se vê, metodologia corresponde a um 
conjunto de procedimentos utilizados por uma técnica, ou disciplina, 
e sua teoria geral. O método pode ser considerado como uma visão 
abstrata da ação, e a metodologia, a visão concreta da 
operacionalização (BARROS E LEHFELD, 2000, p. 35). 
 
Portanto neste capítulo é exibido a natureza da pesquisa e o encadeamento de 
ideias investigativa para a produção dos dados. Apresenta-se o procedimento 
metodológico delineado assim como os critérios escolhidos e os materiais usados 
para esta pesquisa. Durante a pesquisa, realizamos um estudo em campo para 
analisar como estão as pontes existentes no estado de Sergipe. No total foram 
analisadas 3 pontes. 
 
3.1 ÁREA DE ESTUDO 
 
A presente pesquisa apresenta dados obtidos no estado de Sergipe. 
Sergipe é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está situado na Região 
Nordeste, ocupando uma área total de 21.918,443 km², com densidade demográfica 
de 94,36 hab/km² e uma população de 2.288.116 pessoas segundo dados do IBGE 
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Unidades_federativas_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Nordeste_do_Brasil
https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Nordeste_do_Brasil
 
36 
 Figura 3 - Localização de Sergipe 
 Fonte: Wikipedia (2018). 
 
Figura 4 - Localização das cidades 
 Fonte: Brasil turismo (2017) 
 
37 
Com mais precisão foram realizados estudos em três pontes, em três cidades 
do estado de Sergipe: 
 
• Ponte 1: Ponte Godofredo Diniz, Aracaju. 
• Ponte 2: Ponte no município de Rosário do Catete, na BR 101. 
• Ponte 3: Ponte sobre o Rio Sergipe, Povoado Siririzinho, no município de Siriri 
na SE 230. 
 
3.2 COLETA DE DADOS 
 
A caracterização deste estudo se deu a partir de fontes bibliográficas, a qual 
abrange toda literatura já tornada pública em relação ao tema de estudo, desde 
publicações avulsas, revistas, monografias, teses, dissertações, livros, etc. 
A elaboração do presente trabalho foi realizada com a pesquisa descritiva, que 
de acordo com Gil (2002, p. 42) esta pesquisa “têm como objetivo primordial à 
descrição das características de determinada população ou fenômeno ou, então o 
estabelecimento de relações entre variáveis”. 
 
3.3 ÁNALISE DE DADOS 
 
Para Gil (2002), a análise qualitativa depende de alguns fatores, tais como a 
natureza dos dados coletados, a extensão da amostra, os instrumentos de pesquisa 
e os pressupostos teóricos que nortearam a investigação. Deste modo, este 
processo pode ser definido como uma sequência de atividades que envolvem a 
redução dos dados, a categorização desses dados e, consequentemente sua 
interpretação. 
Através dos relatórios fotográficos e as exposições técnicas das patologias 
estruturais destacadas sobre elas, foram agrupados os dados de acordo com as 
suas patologias correspondentes e identificando as patologias principais em todas 
as pontes. Com esses dados pode-se observar qual parte da estrutura é mais 
agredida por patologias. 
 
38 
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO 
 
A partir da conclusão da coleta de dados, foi realizada a tabulação das 
informações concedidas pela pesquisa em campo onde foi possível conseguir 
resultados referentes às patologias que foram encontradas em cada ponte 
investigada no estado de Sergipe e suas possíveis causas. Foram encontradas 
armações de ferragens expostas na estrutura em estado de corrosão e oxidação 
avançada, queda de concreto gerando a desagregação, falhas nas juntas de 
dilatação, erros de pavimentação, avarias no guarda-corpo entre outras que serão 
citadas no decorrer desse capítulo. A pesquisa de campo foi realizada em três (3) 
pontes e todas possuem patologias, o intuito da pesquisa é alertar a importância da 
manutenção e fiscalização das OAE’s. 
 Figura 5 - Pontes. 
 Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
39 
4.1 PATALOGIAS ENCONTRADAS NAS PONTES 
 
Serão apresentados os resultados encontrados no levantamento de campo. 
Segundo a análise das pontes visitadas, chegou-se à distribuição da frequência das 
patologias. O levantamento é dito preliminar, pois não foi realizada uma 
investigação mais aprofundada nos elementos, sendo atribuídas as origens das 
patologias pela percepção do autor no momento da coleta. 
 
4.1.1 Fissuras 
 
Fazendo uma análise na figura 6 e 7 foi observado uma fissura no pilar da 
ponte, onde, entende-se por suas possíveis causas: Assentamento plástico do 
concreto, Retração (plástica do concreto, térmica inicial e residual), Corrosão de 
armaduras, Variações de temperatura e Fissuras do concreto causadas pelo tráfego 
de cargas móveis. 
 
Figura 6 - Fissura (Ponte sobre o rio Sergipe – Pov. Siririzinho). 
 Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
 
40 
Recuperar a estrutura pode ser mais complexo que a própria construção, isso 
porque geralmente ela está em uso, por isso a qualidade no processo de 
investigação é essencial para um diagnóstico certeiro. Para determinar a origem da 
patologia é necessário fazer um levantamento de informações (idade, fatores 
ambientais, analise do projeto, possíveis reformas). 
 
 Figura 7 - Fissuras (Godofredo Diniz). 
 Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
Lembrando quea causa da patologia nem sempre é ocasionado por um único 
problema, porém na hipótese de não existir corrosão aparente na patologia é 
necessário fazer um tratamento somente nas fissuras, ocorrido de acordo com a 
norma do DNIT 083/2006: 
1) Adquirir os produtos recomendados no projeto e selecionar operador ou 
empresa com reconhecida experiência em trabalhos semelhantes; 
2) Limpar a trinca de todos os contaminantes preferencialmente com jato de 
água; 
3) Secar a trinca com jato de ar; 
4) Selar as superfícies da trinca para impedir o epóxi de vazar quando de sua 
injeção; 
 
41 
5) Fazer furos ao longo da trinca, espaçados de dez a trinta centímetros e 
ligeiramente mais profundos que a trinca; 
6) Introduzir tubos plásticos nos furos, com pontas salientes de 10 cm e 
fixados no selante; 
7) Injetar o epóxi em um tubo de cada vez, começando pelo inferior se a 
trinca for vertical e por uma das extremidades, se a trinca for horizontal; 
nesta fase, todos os outros tubos estarão com a extremidade externa 
obturada; 
8) Terminada a injeção de todos os tubos, cortar as pontas salientes e limpar 
a superfície tratada, lixando o material excedente com lixadeiras elétricas. 
 
4.1.2 Falhas nas juntas de dilatação e Falhas de pavimentação 
 
As juntas de dilatação são separações físicas entre duas partes de uma 
estrutura. Essas segregações podem ser abertas ou fechadas (preenchidas com 
material elástico) e servem para que as partes possam se movimentar sem 
transmissão de esforço entre elas (CORSINI, 2011). 
 
Figura 8 - Junta de dilatação (Ponte sobre o Rio Sergipe – Povoado Siririzinho). 
Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
42 
 
Como demonstra na Figura 8 e 9, existem falhas nas juntas de dilatação, que 
muitas das vezes são ocasionadas por: Falha de execução, berço de fixação 
danificado ou inexistente, falta de vedação e abertura excessiva. 
 
Figura 9 - Deficiência de juntas de dilatação. (Ponte sobre o Rio Sergipe – Pov. Siririzinho) 
Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
De acordo com o projeto de norma da DNIT 092/2006-ES, muitas das vezes 
com a movimentação da junta, o material elástico encurta ou dilata, gerando 
pequenos e suportáveis desníveis no pavimento, esta solução somente é válida 
enquanto o material elástico não perder sua elasticidade e nem se formarem 
calombos ou depressões na pista. Constatado o mau funcionamento da junta de 
asfalto, ela deve ser substituída por uma das juntas de neoprene (Estas juntas 
constam de dois blocos de concreto de alta resistência, fixados nas extremidades da 
superestrutura, com reentrâncias adequadas para alojar as extremidades reforçadas 
de uma fita contínua de neoprene). 
Já a Figura 10 comprova a falha na pavimentação, ocasionando trincas, 
desgastes e irregularidades que ocorre por: Tráfego de veículos, infiltração de água, 
retração do concreto, quebra de juntas e desgastes superficiais ou ondulações, no 
 
43 
caso de pavimentações asfálticas. Tais deficiências representam riscos imediatos 
aos usuários e contribuem para a deterioração estrutural do tabuleiro. 
 
Figura 10 - Falha na pavimentação (Ponte sobre o Rio Sergipe – Pov. Siririzinho). 
Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
Para recuperação é feito primeiramente uma análise da área trabalhada, para 
assim ser feita a correção devida. Com isso é feito a: 
1) Demarcação dos perímetros das áreas degradadas a serem tratadas, 
cuidando para que estas áreas apresentem configuração de quadriláteros. 
2) Logo após é realizada a limpeza do local, usando vassoura ou jato de ar 
comprimido. 
3) Aplicando sobre a superfície emulsão de ruptura rápida ou asfalto diluído 
de cura rápida, na taxa de 0.5 1/m2, caso as fendas absorvam o produto 
rapidamente é necessário que aumente a taxa. 
4) Logo em seguida o agregado de cobertura deverá ser espalhado, 
recomendado utilizar o material compreendido entre as peneiras de 3/8” e 
n°10. 
5) Por fim é realizada a compressão da camada com a utilização de rolo 
pneumático. 
 
44 
4.1.3 Desagregação 
 
A figura 11 e 12 a seguir mostra a desagregação. A desagregação é iniciada 
a partir da mudança de coloração do concreto, posteriormente surgem fissuras 
cruzadas em todas as direções, que aumentam sua amplitude rapidamente, devido à 
expansão da pasta de cimento. Além do surgimento de um abaulamento da 
superfície de concreto. A perda do poder aglomerante desse faz com que os 
agregados graúdos se destaquem da argamassa que se desfaz, posteriormente. 
 
Figura 11 - Desagregação. (Ponte na br 101 – Rosário do Catete) 
Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
Tal patologia pode ser causada por: ataques químicos, reação álcali-
agregado, águas puras e com pouco teor de sais, águas servidas, micro organismos, 
substâncias orgânicas, e uso de formas absorventes, nos casos de “não agregação” 
da argamassa superficial (PIANCASTELLI, 1997). A desagregação acaba 
ocasionando outras patologias, como: fissuração e corrosão do concreto, dentre 
outras. 
Estes fatores juntos contribuem para a degradação das pontes, além de 
contribuir ao longo do tempo para a depreciação das estruturas, sendo de extrema 
importância para a geração de patologias construtivas que irão ao longo do tempo 
podem provocar o desabamento nessas estruturas. 
 
45 
Os problemas patológicos, existentes e diagnosticados, atingiram uma porção 
significativa da estrutura como mostra a figura 11 e necessitam de uma intervenção 
corretiva imediata (recuperação e proteção adicional), para interromper o rápido e 
grave processo de deterioração observado, e para aumentar a vida útil da obra. 
 
Figura 12 - Desagregação nos pilares. (Godofredo Diniz) 
Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
O tratamento da desagregação pode ser realizado da seguinte maneira: 
1) Retirada de todo material solto até chegar ao concreto por meios 
mecânicos ou manuais. 
2) Realizar a limpeza do local afetado, e sempre considerar o equilíbrio do 
pilar durante o serviço 
3) Restaurar a área com argamassa cimento/areia. 
4) Avaliação da necessidade de proteção adicional, através de pinturas. 
 
Analisando o aumento dos custos de intervenção em estruturas, ao decorrer 
do tempo, sabe-se quanto maior for o retardamento para se abordar uma obra que 
está em fase de deterioração, maior o custo da correção dos conflitos (HELENE, et 
al, 2002). 
 
46 
 
4.1.4 Corrosão 
 
A corrosão das armações ocorre quando a armação é atingida por elementos 
agressivos fazendo com que a parte oxidada aumente seu volume em 
aproximadamente 8 vezes, assim, a força de expansão expele o cobrimento do 
concreto, expondo totalmente a armadura à ação agressiva do meio, como é 
possível observar na figura 14. 
 
Figura 14 - Corrosão nas armações exposta. (Ponte na BR 101 – Rosário do catete) 
(Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
Causada principalmente por: porosidade no concreto, existência de trincas e 
deficiência na camada de cobrimento (VITÓRIO, 2002). Cobrimento insuficiente 
Concreto de resistência baixa 
O tratamento da corrosão pode ser realizado da seguinte maneira: 
1) Limpeza completa e cuidadosa da armadura, com lixa, escova de aço ou com 
jateamento de areia 
2) Avaliação da redução de seção da armadura, após a limpeza; se esta 
redução atingir ou superar 10% deve ser colocada armadura adicional, 
 
47 
integrada ao conjunto através de traspasses ou soldas; no primeiro caso, a 
área de concreto a demolir deve incluir os comprimentos de traspasses; 
3) Reconstituição da geometria do elemento com concreto de boa qualidade, 
convencional ou projetado, com características iguais ou superiores às do 
concreto do projeto original. 
4) Avaliação da necessidade de proteção adicional, através de pinturas. 
 
4.1.5 Avarias em guarda-corpos 
 
 O guarda-corpo tem a função de garantir segurança aos usuários e seu uso é 
obrigatório para desnível maior que 1m, porem como demonstra na Figura 14,o 
guarda-corpo está em más condições, muitas das vezes ocasionada por: Concreto 
de má qualidade, Falta de cobrimento das armaduras, Ataque de agentes 
agressivos, Ação predatória humana e Choque de veículos. 
 
Figura 14 - Guarda-corpo em más condições. (Ponte sobre o Rio Sergipe – Rosário do catete) 
Fonte: Acervo do autor (2018). 
 
De acordo com o projeto de norma do DNIT 088/2006-ES, o guarda-corpo do 
tem seção quadrada e é pré-moldado, e geralmente as anomalias que ocorre nesse 
 
48 
guarda-roupa é devido corrosão generalizadas e as quebras das peças, e 
preferencialmente é preciso ser feita a substituição da mesma. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
49 
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
 
Com isso identificamos que o estudo do tema, realizado a partir da pesquisa 
bibliográfica, possibilitou conhecer algumas das práticas mais empregadas para o 
sucesso deste tipo de investigação. Esses conhecimentos científicos podem auxiliar 
na composição de planos de ações para avaliação da integridade estrutural de 
pontes de concreto. 
Entende-se que, para manter a qualidade, a vida útil, a segurança, e o 
desempenho esperado das construções, é de grande importância a concretização 
de trabalhos que estudem as patologias, suas causas e meios de prevenção, para 
que equipem subsídios aos profissionais da construção civil nas ações tomadas, 
para que estes atuem de forma preventiva e planejem todas as fases que compõem 
o processo construtivo. 
A importância de manutenções periódicas nos elementos construtivos é algo 
que deve ser ressaltado, sendo necessário antes as patologias, como modo de 
prevenção, todavia se mostra como uma das principais ferramentas para auxílio do 
não aparecimento das patologias vindouras na construção posteriormente as ações 
interventivas. Por meio da quantidade e variedade de manifestações patológicas 
encontradas e exibidas neste estudo, é fácil observarmos a gravidade dos futuros 
problemas nas pontes. 
Há uma grande necessidade pela busca de qualidade na construção civil, 
assim como em qualquer outra área da engenharia civil. É preciso entender que 
para uma estrutura de concreto armado alcançar um bom nível, com a ausência de 
patologias, todas as áreas envolvidas, desde a mão de obra de execução e os 
projetistas, os materiais utilizados, o conhecimento sobre o solo e o ambiente no 
qual se deseja construir, devem estar em harmonia de excelência. Pois de nada 
adianta haver um bom quadro humano na área da execução, se os materiais 
utilizados são de baixa qualidade e procedência desconhecida. Para evitar a 
ocorrência de problemas patológicos, todos os aspectos devem andar juntos e 
possuírem um padrão mínimo de aceitação. 
Embora se saiba que esta pesquisa atingiu seus objetivos propostos, 
acredita-se que o desenvolvimento por este assunto obtenha gerar um maior 
empenho pelos profissionais que estão vinculados com a preparação de projetos e a 
 
50 
execução de estruturas, levando em conta as especificações determinadas com a 
finalidade de evitar dificuldades recorrentes de patologias nas pontes. Além disso, 
durante essa pesquisa pode-se compreender que as principais origens das 
manifestações patológicas nas pontes podem ser impedidas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
51 
REFERÊNCIAS 
 
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