APOSTILA - SÁUDE E SEGURANÇA NO TRABALHO 2017
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APOSTILA - SÁUDE E SEGURANÇA NO TRABALHO 2017


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2010-09-14 2010-09-14 2012010 
 
APOSTILA \u2013 SAÚDE E 
SEGURANÇA NO 
TRABALHO 
GESTÃO DE RECURSOS HUMANOS 
 
2017 
PROFª. KELLY S. OLIVEIRA. MARIANO SOLÉ 
UNIP 
2017 
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SAÚDE E SEGURANÇA NO TRABALHO 
 
I - DIREITOS SOCIAIS \u2013 CONSTITUIÇÃO FEDERAL (CF): 
 
 A Constituição Federal relaciona dos Direitos Sociais em 03 (três) grupos: 
\uf0b7 Direitos Sociais Fundamentais; 
\uf0b7 Direitos dos Trabalhadores em Geral; 
\uf0b7 Direitos Coletivos dos Trabalhadores. 
 
 O artigo 06º da CF aponta os direitos sociais fundamentais, sendo todos 
voltados à garantia de perfeitas condições de vida. Tais direitos visam garantir: 
 
\uf0b7 Saúde; 
\uf0b7 Educação; 
\uf0b7 Trabalho; 
\uf0b7 Lazer; 
\uf0b7 Previdência Social; 
\uf0b7 Proteção a Maternidade e a Infância; 
\uf0b7 Assistência aos Desempregados; 
\uf0b7 Moradia. 
 
 Os direitos sociais têm conteúdo econômico e, às vezes, são apresentados 
como direitos econômicos, posto ser o trabalho componente das relações de 
produção e primado básico da ordem social (artigo 07 e 193 da CF). Exemplo \u2013 
acesso ao emprego, à formação profissional. 
 
 
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I.I - DIREITOS SOCIAIS RELATIVOS AOS TRABALHADORES: 
 
 São de duas Ordens: 
\uf0b7 direitos em suas relações individuais de trabalho (direitos dos trabalhadores 
\u2013 Artigo 07 da CF) \u2013 Exemplo: liberdade de profissão ou ofício; 
\uf0b7 direitos coletivos dos trabalhadores (artigos 9 ao 11 da CF), exercitáveis 
coletivamente \u2013 associação sindical, greve. 
 
 Destinatários dos direitos sociais dos trabalhadores (artigo 7 da CF): 
\uf0b7 Urbanos \u2013 atividade industrial, comercial, prestação de serviços; 
\uf0b7 Rurais \u2013 exploração agropastoril; 
\uf0b7 Domésticos \u2013 auxiliares da administração residencial de natureza não 
lucrativa. 
 
 O homem tem direito social ao trabalho com condição de efetividade da 
existência digna (fim da ordem econômica), e da dignidade da pessoa humana 
(fundamento da República). 
 
 
I.II - PRINCÍPIOS PECULIARES AO DIREITO DO TRABALHO: 
 
01 \u2013 PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO TUTELAR: É composto de três regras 
básicas: 
\uf0b7 In dúbio pro operário: na dúvida, o empregado se favorece. 
\uf0b7 Da norma mais favorável: havendo conflito de interesses, terá 
aplicação a norma que atenda melhor aos interesses do 
empregado. 
\uf0b7 Da condição mais benéfica: o ganho do empregado não deve 
ser diminuído, devendo-se respeitar direitos adquiridos. 
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02 \u2013 PRINCÍPIO DA IRRENUNCIABILIDADE DE DIREITOS: Leis de 
ordem pública ou imperativas não podem ser objeto de renúncia ou transação. 
Exemplo \u2013 O trabalhador não pode abrir mão do 13º salário. 
 
03 \u2013 PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE DA RELAÇÃO DE 
EMPREGO: De regra, o contrato de trabalho é de trato sucessivo, isto é, 
avança no tempo sem termo pré-fixado para o seu término. A Constituição 
protege a relação de emprego contra despedida arbitrária. Artigo 07º, inciso I, 
CF \u2013 relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa 
causa, nos termos de lei complementar que preverá indenização compensatória, 
dentre outros direitos. 
 
04 \u2013 PRINCÍPIO DA INALTERABILIDADE DOS CONTRATOS DE 
TRABALHO: É vedada a alteração unilateral do contrato de trabalho, exceto se 
mais favorável ou benéfica para o trabalhador. Ao que parece, existe redundância 
entre favorável e benéfica. Mas são distintas. Uma alteração pode ser favorável, 
por exemplo: \u201ctransacionou sua estabilidade recebendo 60% em dinheiro. Por 
conseqüência, perdeu a garantia no emprego. Logo, embora tenha sido favorável 
a transação tendo e3m vista a remuneração, pode-se afirmar que, por outro lado, 
não foi benéfica. Em outras palavras, se ganha por um lado, perde-se pelo outro. 
Artigo 468, CLT \u2013 Nos contratos individuais de trabalho só é lícita a alteração 
das respectivas condições por mútuo consentimento, e, ainda assim, desde que 
não resultem, direta ou indiretamente, prejuízos ao empregado, sob pena de 
nulidade da cláusula infringente desta garantia. 
 
05 \u2013 PRINCÍPIO DA NOVAÇÃO SUBJETIVA: Empregado não deve fazer-
se substituir por outra pessoa, intuite personae. O contrato de trabalho é 
personalíssimo. 
 
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06 - PRINCÍPIO EM FACE DA AUTOMAÇÃO: A máquina vem ocupando 
o espaço do Homem. Está no Artigo 07º, inciso XXVII, da CF \u2013 \u201cproteção em 
face da automação, na forma da lei\u201d. 
 
07 \u2013 PRINCÍPIO DA IRREDUTIBILIDADE DO SALÁRIO: O salário 
não poderá ser diminuído, salvo o disposto em convenção ou acordo coletivo. 
 
08 \u2013 PRINCÍPIO DA PRIMAZIA DA REALIDADE: Não importa as 
cláusulas de um contrato de trabalho, mas sim o que o empregado faz, o seu 
trabalho efetivo é o que conta. 
 
09 \u2013 PRINCÍPIO DA LIBERDADE SINDICAL: O Estado não interfere 
nas Entidades Sindicais. As decisões ficam por conta dos empregados e 
empregadores, devidamente representados pelos sindicatos profissionais e 
patronais (artigo 08º, inciso I, da CF). 
 
10 \u2013 PRINCÍPIO DA ISONOMIA: Igualdade Jurídica. Se o trabalhador 
executa trabalho idêntico, o salário será o mesmo, desde que guardadas suas 
proporções legais (artigo 461, da CLT). 
\uf0b7 Proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de 
critério de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado 
civil; 
\uf0b7 Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e 
critérios de admissão do trabalhador portador de deficiência; 
\uf0b7 Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo 
empregatício permanente e o trabalhador avulso; 
\uf0b7 Homem e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos 
termos desta Constituição; 
\uf0b7 A todo trabalho de igual valor corresponderá salário igual, sem 
distinção de sexo; 
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\uf0b7 Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado 
ao mesmo empregador, na mesma localidade, corresponderá 
igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade. 
 
11 \u2013 PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA: A todos os 
trabalhadores deve ser garantido um ambiente de trabalho seguro e saudável 
(redução de riscos por meio de normas de saúde, higiene e segurança \u2013 Artigo 
07º, inciso XXII, da CF). 
 
A Saúde e Segurança do Trabalho não apenas tem impacto direto sobre a 
vida dos trabalhadores e suas famílias no Brasil e no mundo, como também é 
elemento central no processo de desenvolvimento econômico e social, com 
conseqüências que vão além daquelas resultantes das doenças e acidentes do 
trabalho gerados no ambiente laborativo e que se refletem direta ou 
indiretamente sobre o mercado de trabalho, a produtividade dos trabalhadores, o 
rendimento familiar e sobre a pobreza, os sistemas de previdência social, o 
comércio internacional e, até mesmo, sobre o meio ambiente. 
 
 O trabalhador com qualidade de vida no trabalho tem boas condições de 
saúde, aumenta a produtividade, exige menos gastos em programas de saúde e 
assistência médica, trabalha satisfeito, apresenta menos ausência ao trabalho e 
sofre menos acidentes do trabalho. Estas premissas fazem com que sua saúde 
biopsicossocial esteja em equilíbrio, existindo uma grande harmonia entre 
trabalhador e empregador. 
 
 A Portaria nº 3.214 do Ministério do Trabalho, em 08 de Junho de 1978, 
aprovou as normas regulamentadoras relativas à segurança e medicina do 
trabalho, que, no decorrer do tempo, foram sofrendo diversas alterações e 
acréscimos, atingindo hoje o número de 33 (trinta e três), mais cinco 
exclusivamente rurais. 
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 As mais importantes são: a NR5 (comissão interna de prevenção de 
acidentes \u2013 CIPA), NR6 (equipamentos de proteção individual \u2013 EPI),