Aula_1_-_Esp_cies_de_Tributos (1)
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Espécies de Tributos
JABOATÃO DOS GUARARAPES - PE
AGOSTO/2019
DEFINIÇÃO
O conceito de tributo está estabelecido no artigo 3 do Código Tributário Nacional \u2013 CTN (Lei 5.172/1966)
Art. 3º Tributo é toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.
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ELEMENTOS ESSENCIAIS
A obrigação tributária corresponde ao vínculo derivado da relação do Estado que é o sujeito ativo da obrigação tributária, onde impõe ao particular, sujeito passivo da obrigação, um dever de dar, fazer, ou não fazer alguma coisa em razão da concretização de uma situação. Esse dever do particular corresponde aos tipos de obrigações tributárias, previstos no art. 113 do CTN
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Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória.
§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.
§ 2º A obrigação acessória decorrente da legislação tributária e tem por objeto as prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos.
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade pecuniária.
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FATO GERADOR
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.
Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal.
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SUJEITO ATIVO
Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu cumprimento.
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SUJEITO PASSIVO
Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.
Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se:
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;
II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, sua obrigação decorra de disposição expressa de lei.
Art. 122. Sujeito passivo da obrigação acessória é a pessoa obrigada às prestações que constituam o seu objeto.
Art. 123. Salvo disposições de lei em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações tributárias correspondentes.
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ESPÉCIES TRIBUTÁRIAS
Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:
I - impostos;
Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte. CTN
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	Categoria	Ente Federativo	Imposto
	Comércio Exterior	União	II , IE
	Produção, Circulação e Consumo	União
Estado e DF
Municípios	IPI , IOF
ICMS
ISS
	Patrimônio e Renda
	União
Estado e DF
Municípios	IR , ITR , IGF
IPVA , ITCMD
ITBI , IPTU
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REPARTIÇÃO DOS IMPOSTOS
Os impostos são divididos aos Estados e aos Municípios conforme determinação dos artigos 157 a 162 da Constituição Federal de 1988.
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	UNIÃO			ESTADO E DF			MUNICIPIO E DF		
	Imposto	Percentual	Base 	Imposto	Percentual	Base 	Imposto	Percentual	Base 
	 	 	Legal CF	 	 	Legal CF	 	 	Legal CF
									
	IR	52%	art. 153, III	IRRF	100%	art. 157, I	IRRF	100%	art. 158, I
	FPE	21,5%	art. 159, I, a	 	 	 	 	 	 
	FPM	22,5%	art. 159, I, b	 	 	 	 	 	 
	N/NE	3%	art. 159, I, c	 	 	 	 	 	 
	FPM/12	1%	art. 159, I, d	 	 	 	 	 	 
	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	IPI	42%	art. 153, IV	IPI	10%	art. 159, II	IPI Estados	25%	art. 159, $ 3
	FPE	21,5%	art. 159, I, a	 	 	 	 	 	 
	FPM	22,5%	art. 159, I, b	 	 	 	 	 	 
	N/NE	3%	art. 159, I, c	 	 	 	 	 	 
	FPM/12	1%	art. 159, I, d	 	 	 	 	 	 
	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	ITR	50%	art. 153, VI	 	 	 	ITR	50%	art. 158, II
	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	 	 	 	IPVA	50%	art. 155, III	IPVA	50%	art. 158, III
	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	 	 	 	ICMS	75%	art. 155, II	ICMS	25%	art. 158, IV
	 	 	 	 	 	 	 	 	 
	CIDE	71%	art. 149	CIDE	29%	art. 159, III	CIDE Estados	25%	art. 159, $ 4
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II - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição;
Exemplos: Taxa de coleta de lixo, de combate a incêndio, de limpeza pública, de emissão de documentos, de registro comercial, de agua e esgoto, de vigilância sanitária, de fiscalização de estabelecimentos.
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CTN/66
Art. 77. As taxas cobradas pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, têm como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviço público específico e divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
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Súmula 670 do STF:
\u201cO serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.\u201d 
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CTN/66
Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da Administração Pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a prática de ato ou a abstenção de fato, em razão de interesse público concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. 
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III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
Art. 81. A contribuição de melhoria cobrada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas respectivas atribuições, é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado.
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Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos compulsórios:
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência;
II - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional, observado o disposto no art. 150, III, "b".
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo compulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.
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Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts. 146, III, e 150, I e III, e sem prejuízo