\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n\n
\n\n\n\n

Os 10 princ�pios da economia se dividem em tr�s\n\ngrandes t�picos conforme abaixo:

\n\n\n\n

Como as pessoas tomam decis�es

\n\n\n\n

1\n\n\u0014 As Pessoas Enfrentam Tradeoffs

\n\n\n\n

2\n\n\u0014 O Custo de Algo � o que voc� desiste para obt�-lo

\n\n\n\n

3\n\n\u0014 Pessoas racionais pensam na margem

\n\n\n\n

4\n\n\u0014 Pessoas reagem a incentivos

\n\n\n\n

Como as pessoas interagem

\n\n\n\n

5\n\n\u0014 O com�rcio pode ser bom para todos

\n\n\n\n

6 \u0014 Os mercados geralmente s�o uma boa maneira de\n\norganizar a atividade econ�mica

\n\n\n\n

7 \u0014 �s vezes os governos podem melhorar os\n\nresultados dos mercados

\n\n\n\n

Como a Economia funciona

\n\n\n\n

8\n\n\u0014 O padr�o de vida de um pa�s depende da sua capacidade de produzir Bens e\n\nServi�os

\n\n\n\n

9\n\n\u0014 Os pre�os sobem quando o governo emite moeda demais

\n\n\n\n

10\n\n\u0014 A sociedade enfrenta um Tradeoff de curto prazo entre Infla��o e Desemprego

\n\n\n\n

1 \u0014 \n\nAs Pessoas Enfrentam tradeoffs

\n\n\n\n

Tradeoff representa\n\no que abrimos m�o para alcan�ar um determinado objetivo, trata-se, portanto,\n\ndas escolha que fazemos e o que abdicamos para seguir tal caminho. Exemplo: A\n\nsociedade enfrenta um tradeoff entre efici�ncia e equidade:\n\nno m�ximo de efici�ncia, n�o teremos o m�ximo de equidade e vice-versa.

\n\n\n\n

N�o\n\nh� muito o que comentar sobre o conceito de tradeoff, mas compreend�-lo nos\n\najuda a potencializar nossas escolhas. Quanto ao tradeoff supracitado,\n\nescolhi-o pois a forma como ele � colocado nos diversos debates da sociedade\n\nnos leva a conclus�es l�gicas incompletas e equivocadas.

\n\n\n\n

Parece\n\ntrivial que a aloca��o mais eficiente de recursos gera desigualdade,\n\nacreditando-se que na economia sempre h� os perdedores e os ganhadores. H�,\n\npor�m entrelinhas numa sociedade extremamente produtiva, que � o chamado\n\n\u001c progresso t�cnico\u001d ou avan�o tecnol�gico. A efici�ncia m�xima tem o cen�rio\n\nmais prop�cio para o avan�o tecnol�gico devido ao paralelo de concorr�ncia\n\n�tima, isto �, o avan�o tecnol�gico � consequ�ncia tanto da competi��o entre as\n\nfirmas quanto de um bom ambiente institucional. O avan�o tecnol�gico barateia\n\ncustos, potencializando o uso dos recursos e produzindo mais com menos, o que\n\ntorna os pre�os dos bens e servi�os mais acess�veis � grande massa. Portanto o\n\ncen�rio de maior crescimento econ�mico � o que cria um ambiente institucional\n\nfavor�vel para a competi��o onde ela � eficiente e n�o o da equidade\n\nmaximizada. Em uma equidade m�xima os agentes econ�micos t�m incentivos\n\nreduzidos para competirem entre si e, portanto, acabam por minimizar o avan�o\n\ntecnol�gico, tendo em vista que o progresso � uma combina��o de boas regras e\n\ncompeti��o. Logo, no longo prazo, incentiva-se o coletivo a ser menos\n\nprodutivo, o que torna todos mais pobres.

\n\n\n\n

2 \u0014 \n\nO Custo de Algo � o que voc� desiste para obt�-lo

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O conceito enraizado nesse\n\nprinc�pio est� intimamente ligado aos tradeoffs que passamos,\n\ntodavia aqui matematizamos esses tradeoffs nos chamados Custos de\n\nOportunidade. Estes s�o traduzidos numa equa��o bem simples:

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Benef�cio\n\nfinanceiro da minha escolha

\n\n\n\n

-

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Benef�cio\n\nda escolha financeira �tima para a minha situa��o.

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_________________________________________________________

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Custo\n\nde Oportunidade

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(considere como �timo aquilo\n\nque maximiza seus ganhos)

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Um\n\nconceito corriqueiro para os que visam maximizar seus ganhos financeiros. Mas o\n\ngrande inimigo do Custo de Oportunidade se chama \u001c Informa��o\u001d \u0014 na verdade a\n\nfalta dela. Se voc� n�o se informa sobre os diversos fen�menos que nos cercam,\n\njamais ir� alcan�ar os potenciais pontos �timos das suas prefer�ncias, seja nos\n\ninvestimentos do seu dinheiro ou do seu recurso mais precioso, o tempo, o Custo\n\nde Oportunidade � uma excelente ferramenta para medir a maneira como estamos e\n\ncomo gostar�amos de estar.

\n\n\n\n

3 \u0014 \n\nPessoas racionais pensam na margem

\n\n\n\n

Estamos falando\n\nprincipalmente de um conceito chamado utilidade marginal, que � o\n\nquanto n�s ficamos mais satisfeitos conforme vamos consumindo mais e mais. A\n\nideia � bem simples, a satisfa��o total que tenho em comer somente um sorvete �\n\nmenor que a que eu tenho em comer 20 sorvetes, por�m o saldo (prazer -\n\ngasto) que eu tenho � maior no meu primeiro sorvete do que no\n\nvig�simo. Ou seja, eu estou disposto a pagar mais pelo primeiro sorvete do que\n\npelo vig�simo.

\n\n\n\n

Pensar\n\n� margem � uma �tima maneira de potencializar nossos ganhos: o quanto ganhamos\n\npor ficarmos uma hora a mais no trabalho, o quanto ganhamos estudando mais um\n\nano, o quanto ganhamos ficando mais uma hora na festa e por a� vai. N�o falo s�\n\nde ganhos financeiros, mas tamb�m num aspecto mais abstrato de coisas que n�o\n\npodem ser mensuradas em moeda, ou pelo menos coisas que cada indiv�duo tem a\n\nsua pr�pria r�gua para medir. Um aspecto importante desse problema � que a\n\npr�pria an�lise desse custo adicional pode n�o compensar o tempo investido,\n\nportanto temos que ser sapientes quanto �s nossas an�lises e principalmente\n\nnossos planos.

\n\n\n\n

4 \u0014 \n\nPessoas reagem a incentivos

\n\n\n\n

N�s estamos sempre\n\ncomparando os custos e os benef�cios das decis�es que tomamos. Acredite,\n\nfazemos isso intuitivamente, mesmo que erremos nos nossos c�lculos, n�s sempre\n\nacreditamos que estamos tomando a melhor decis�o em uma determinada situa��o.\n\nSomos, ent�o, incentivados a tomar aquela decis�o que julgamos �tima. Se os\n\nbenef�cios e/ou os custos de uma decis�o mudam, somos incentivados a nos adequar\n\naos novos cen�rios. Um exemplo bem interessante � o quando acordamos numa\n\nsegunda-feira de manh� para trabalhar; caso decidamos ficar em casa dormindo,\n\nestamos explicitamente preferindo o descanso �s consequ�ncias de n�o aparecer\n\nno trabalho.

\n\n\n\n

Comecemos\n\ndo ponto de que existem incentivos expl�citos, como leis e contratos; e\n\nincentivos impl�citos, como c�digos morais individuais.

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Considerando\n\no �pice da racionalidade ou um intermedi�rio entre esse e a aus�ncia absoluta\n\nde racioc�nio, entendemos o que leva as pessoas a agirem como agem; algu�m que\n\ntrai foi individualmente incentivado a tal (n�o julgo aqui c�digos morais),\n\nseja pela fragilidade do momento, superestima��o da situa��o, aus�ncia de\n\nempatia ou um \u001c erro de c�lculo\u001d , o indiv�duo analisou os custos e benef�cios de\n\ntrair, mesmo que de forma incompleta e imperfeita, e optou por faz�-lo.

\n\n\n\n

Em\n\num outro plano, pol�ticos, pelo poder que lhes � concedido, t�m grandes\n\nincentivos a serem corruptos, isto �, a favorecem interesses pr�prios\n\ntransferindo seus custos para terceiros. Lembre-se que o papel e a caneta\n\nusados para assinarem uma lei ou regulamenta��o n�o t�m senso cr�tico e nem\n\nc�digos morais, portanto o sucesso da medida depende essencialmente da boa\n\n�ndole e do conhecimento t�cnico do burocrata (ou da sua equipe). E como nosso\n\nsistema t�m ene falhas em seus mecanismos, conforme Marcur Olson relata em The Logic of Collective\n\nAction, os pol�ticos cedem aos grupos de press�o para beneficiarem a\n\nsi pr�prios e n�o h� muitas formas de contornarmos essa situa��o, principalmente\n\nno curto prazo.

\n\n\n\n

(�\n\nimportante adicionar que todas as pol�ticas p�blicas s�o imbu�das de tradeoffs e custos\n\nde oportunidade que\n\nem sua maior parte n�o s�o observados pelos pol�ticos, o que ocasiona nesse\n\ncen�rio lament�vel no qual vivemos. Ganhos marginais dificilmente s�o\n\nponderados.)

\n\n\n\n

5 \u0014 \n\nO com�rcio pode ser bom para todos

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O com�rcio n�o � como uma\n\ncompeti��o esportiva, na qual existe o ganhador e os perdedores. De fato, todos\n\nganham, uns em menor propor��o, outros em maior. Concorrentes s�o competidores\n\nde um mesmo mercado, tanto quanto s�o parceiros. Pessoas competem entre si, mas\n\ns�o parceiras devido �s suas especialidades.

\n\n\n\n

A primeira ideia sobre como\n\no Mercado promove bem-estar econ�mico est� na ideia da especializa��o: eu posso\n\nconstruir a minha pr�pria casa, mas o custo de oportunidade para tal ser�\n\nimenso, levando em considera��o que eu n�o tenho conhecimento nenhum sobre\n\nconstru��o civil, mas existem pessoas especializadas que conseguem fazer a\n\nmesma tarefa com uma efici�ncia grosseiramente maior que a minha. Da mesma\n\nmaneira, eu posso oferecer � essa mesma pessoa que construiu minha casa os\n\nservi�os dos quais sou especializado.

\n\n\n\n

As\n\nevid�ncias emp�ricas t�m mostrado que mais mercado � melhor que menos mercado,\n\nmas institui��es de boa qualidade tamb�m t�m papel importante para frear\n\nmercados onde suas falhas pioram o resultado da livre concorr�ncia. O Mercado\n\ncoopera quando � necess�rio, mas sempre incentiva todos a competirem entre si,\n\no que por sua vez leva as pessoas a se especializarem mais. As consequ�ncias de\n\numa m�o-de-obra especializada � a racionamento de recursos naturais, melhores\n\nsal�rios, crescimento real da economia e, consequentemente, melhora do padr�o\n\nde vida e bem-estar da sociedade.

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6 \u0014 \n\nOs mercados geralmente s�o uma boa maneira de organizar a atividade econ�mica

\n\n\n\n

A Uni�o Sovi�tica colapsou\n\nem detrimento do planejamento central da Economia, o governo da URSS\n\ndeterminava o que seria produzido, em que quantidade e quem produziria.\n\nAcreditava-se que o Estado deveria ser o �nico provedor do bem-estar econ�mico.

\n\n\n\n

Todavia, a Economia de\n\nMercado provou-se mais eficiente, est�vel e duradoura, as decis�es centrais s�o\n\nsubstitu�das pela intera��o entre milhares, milh�es e at� bilh�es de agentes\n\necon�micos (pessoas e empresas), o que gera a maximiza��o do bem-estar\n\necon�mico de uma sociedade, conforme elaborado inicialmente por Adam Smith e\n\ndepois confirmado por outros te�ricos. A m�o invis�vel do Mercado,\n\nque nada mais � do que as intera��es de gostos e prefer�ncias entre produtores\n\ne consumidores leva-nos a pontos �timos da Economia em geral.

\n\n\n\n

Adam\n\nSmith foi um g�nio incompar�vel, n�o s� pela excel�ncia de seus estudos com t�o\n\npoucos recursos e tecnologias para analisar, mas principalmente por iniciar uma\n\ncorrente acad�mica da qual os cientistas sociais unem rigor matem�tico,\n\ninstrumentos estat�sticos e conhecimento filos�fico para explicar diversos\n\nfen�menos sociais.

\n\n\n\n

Ludwig\n\nvon Mises, ao analisar os m�todos sovi�ticos de controle de produ��o, constatou\n\nque para calcular a aloca��o de recursos (o que produzir e consumir) em 1 ano\n\nda URSS, seriam necess�rios 30.000 anos de c�lculos para estimar tal aloca��o.\n\n� claro que � �poca, a Tecnologia de Informa��o n�o era t�o avan�ada quanto\n\nhoje. Neocl�ssicos, seguindo os estudos de L�on Walras constataram\n\nmatematicamente que a aloca��o via mercado, satisfeitas algumas hip�teses, �\n\neficiente e que, caso fosse poss�vel um planejador central observar todas as\n\nprefer�ncias dos indiv�duos, alocaria os recursos da mesma forma. Entretanto,\n\ntal benevol�ncia � deve ser observada com um determinado grau de ceticismo,\n\nconforme citado no 4� princ�pio.

\n\n\n\n

As\n\nconsequ�ncias sociais do mercado s�o tais que, com meu trabalho, eu beneficio\n\ntodo o meu contexto social e econ�mico e, na verdade, a soma de todos os\n\nesfor�os individuais gera o que chamamos de prosperidade econ�mica (ou a falta\n\ndela).

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7 \u0014 \n\n�s vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados

\n\n\n\n

m�o invis�vel do Mercado\n\nprecisa de institui��es que a proteja. Os mercados s� s�o eficientes quando os\n\ndireitos � propriedade s�o garantidos.

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Outro motivo pelo qual precisamos\n\ndo governo s�o chamados Falhas de Mercado. Tais falhas\n\ntocam os ponto onde a aloca��o via exclusiva dos agentes econ�micos n�o levam a\n\nmaximiza��o do bem-estar econ�mico. As Falhas de Mercado podem\n\nter diversas origens como a externalidade, poder de\n\nmercado, informa��o, os custos de\n\ntransa��o, etc.

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externalidade � aquilo que\n\nn�o � precificado numa atividade produtiva, por exemplo a polui��o do ar, em\n\nconsequ�ncia da atividade de uma usina, a concentra��o de calor em um local,\n\nque � consequ�ncia da produ��o de energia solar, os benef�cios sociais de uma\n\nboa educa��o dos jovens e etc. Faz-se necess�rio a presen�a do governo para\n\nminimizar essas externalidades negativas e maximizar externalidades positivas.

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poder de mercado � a\n\ninflu�ncia indevida que um grande produtor exerce nos pre�os dos bens e\n\nservi�os que oferece. � o que justifica a cria��o de leis e regulamenta��es\n\npara setores sens�veis da economia (principalmente para o consumidor), tais\n\nquais gera��o e distribui��o de energia, setor de telefonia, etc.

\n\n\n\n

informa��o est� ligada aos\n\ndiferentes n�veis informacionais que os agentes possuem. O exemplo mais\n\nemblem�tico � feito no Market for Lemons (1970) do George\n\nAkerlof, em que o autor discute a venda de carros usados, donde os\n\nvendedores acabam por vender carros ruins a pre�os mais altos para os\n\nconsumidores que t�m pouca informa��o.

\n\n\n\n

Os custos de\n\ntransa��o entram como falha de mercado pois a exist�ncia\n\ndesses faz com que o equil�brio de mercado seja ineficiente no sentido de\n\nPareto (sub-�timo). Quem nos trouxe essa ideia foi Ronald Coase.

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Representei\n\na ideia de Mankiw �s minhas palavras, mas creio a ideia geral acima seja\n\nsimples de ser assimilada.

\n\n\n\n

Falhas\n\nde Mercado s�o inerentes ao pr�prio processo de evolu��o de alguns mercados e,\n\nnuma �tica estritamente utilitarista, � poss�vel constatar a forma como\n\ngovernos melhoram o bem-estar agregado, mitigando as mais diversas falhas de\n\nmercado atrav�s de regulamenta��es e investimentos onde n�o h� atratividade\n\npara o setor privado. O argumento estaria totalmente correto, se o agente\n\np�blico n�o tivesse consci�ncia individual. Todos n�s agimos em benef�cio\n\npr�prio o tempo inteiro e, salvo em casos espec�ficos, n�o h� mal algum nisso \u0014 \n\no problema � que no caso do agente p�blico isso � grav�ssimo pois afeta\n\nvari�veis como pobreza, bem-estar, crescimento econ�mico e, no corriqueiro\n\neconom�s, a aloca��o �tima dos recursos. Da�, existem falhas de mercado, mas\n\ntamb�m temos que nos atentar �s falhas de governo.

\n\n\n\n

O\n\nestado do s�culo XXI assumiu a postura de regulador da atividade econ�mica,\n\npor�m n�o h� maneiras eficientes de \u001c regular\u001d os reguladores, conforme indica\n\nKennet Arrow, pr�mio Nobel de 1972, na Teoria da Escolha P�blica. Ainda nos\n\ntrabalhos de Arrow, os mecanismos governamentais s�o desenhados de tal forma\n\nque � poss�vel induzir um resultado espec�fico, conforme as escolhas p�blicas\n\ns�o dispostas. E isso nos leva a, no m�nimo, duvidar das \u001c boas inten��es\u001d dos\n\npol�ticos e governantes, isto �, prejudicam o resultado social em detrimento\n\npr�prio, inclusive afetando o bom andamento de mercados que n�o possuem falha\n\nalguma � luz da teoria econ�mica.

\n\n\n\n

8 \u0014 \n\nO padr�o de vida de um pa�s depende da sua capacidade de produzir Bens e\n\nServi�os

\n\n\n\n

O t�pico desse princ�pio � a produtividade.\n\nUma economia s� se desenvolve, quando a produtividade m�dia aumenta. Ou seja, a\n\nrenda per capita de um pa�s � proporcional � produtividade m�dia desse. E a\n\n�nica maneira de aumentar a produtividade m�dia de um pa�s � atrav�s do\n\nprogresso t�cnico e, para isso, s�o necess�rios a qualifica��o da m�o-de-obra,\n\nas ferramentas que potencializem a produ��o (capital) e a tecnologia no sentido\n\nestrito da palavra.

\n\n\n\n

Pode parecer tentador\n\natribuir os avan�os salariais somente aos sindicatos e pol�ticas p�blicas, mas\n\na qualidade de vida do trabalhador est� ligado em ess�ncia � capacidade de\n\ntodos de produzir bens e servi�os no menor tempo poss�vel.

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https://miro.medium.com/max/855/1*iXSyV3DXQWpCzISD35xKsw.png

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Isso\n\n� evidenciado com dados hist�ricos. Economia n�o � simplesmente circula��o de\n\nmoeda. Na tabela ao lado, retirada da 7� edi��o do livro Macroeconomia do\n\npr�prio Mankiw, podemos ver a forte correla��o entre produtividade do trabalho\n\ne crescimento dos sal�rios reais. N�o existe m�gica ou alquimia, a produ��o\n\nprecede o consumo e para consumir mais, deve-se produzir mais.

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9 \u0014 \n\nOs pre�os sobem quando o governo emite moeda demais

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A infla��o � o que chamamos\n\nde aumento generalizado dos pre�os. Ela ocorre quando h� um descompasso entre\n\nos fluxos Monet�rio e Real da\n\nEconomia. Um crescimento do PIB de 2% deve ser acompanhado de um aumento de 2%\n\nna quantidade total de moeda em circula��o, para que os pre�os reais se\n\nmantenham constante. Em termos gerais, a infla��o ocorre quando o governo\n\nproduz mais moedas do que o necess�rio e isso provoca uma desvaloriza��o do\n\ndinheiro. Comentarei sob uma perspectiva neocl�ssica da teoria monet�ria;\n\nentretanto, h� uma discuss�o interessante,\n\niniciada por John Cochrane, sobre os efeitos da expans�o\n\nmonet�ria, (quantitative\n\neasing) promovida no p�s-crise de 2008, donde o banco central\n\namericano baixou a taxa de juros para n�veis pr�ximos de zero, sendo que n�o\n\nobservamos efeitos esperados pela teoria vigente \u0014 que � menor juros implica em\n\nmais dinheiro em circula��o e mais dinheiro em circula��o, ceteris\n\nparibus, significa mais infla��o.

\n\n\n\n

Exemplificarei\n\nesse aumento de forma simples: (Para fins did�ticos, consideremos que tudo o\n\nque se pode ser produzido no mundo s�o ma��s)

\n\n\n\n

A\n\neconomia X que produz 1000 ma��s/ano tem 1000 moedas de prata circulando.\n\nPortanto, temos a rela��o (1000 ma��s)/(1000 moedas) , ou seja, 1 ma�� custa 1\n\nmoeda de prata.

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Ent�o,\n\ndotado de boas inten��es, o governo coloca mais 1000 moedas de prata em circula��o,\n\nagora temos as mesmas 1000 ma��s/ano e 2000 moedas. A propor��o fica em\n\n1000/2000, e com certa defasagem, o pre�o de uma ma�� caminhar� para 2 moedas,\n\nprivilegiando quem recebeu este novo montante de moeda primeiro e prejudicando\n\nquem os receber� por �ltimo, at� que o efeito inflacion�rio esteja completo.\n\nFam�lias de baixa renda comumente est�o na ponta final desse processo. N�o\n\nimporta quantas moedas o governo coloque em circula��o, se a produtividade n�o\n\naumenta, n�o haver� melhora de bem-estar.

\n\n\n\n

Infla��o\n\n� uma forma de imposto, pois o governo � o primeiro a colocar as m�os nessa\n\nquantidade entrante de moedas na economia (efeito Patinkin), al�m de ser o\n\nculpado pela pr�pria infla��o. O \u001c amigo dos pobres\u001d , quando diz que vai\n\ncombater a infla��o � tanto tr�gico quanto c�mico, pois o governo � o pr�prio\n\nmotor inflacion�rio, conforme Milton Friedman, que caracteriza todo processo\n\ninflacion�rio como exclusivamente monet�rio.

\n\n\n\n

10 \u0014 \n\nA sociedade enfrenta um tradeoff de\n\ncurto prazo entre Infla��o e Desemprego

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Quando o governo aumenta a\n\nquantidade de moeda na economia, um dos resultados � a infla��o. O outro, pelo\n\nmenos ao curto prazo � um menor n�vel de desemprego. O que representa esse tradeoff �\n\na Curva de Phillips.

\n\n\n\n

Esta\n\nrela��o se d� com maior rigor no curto prazo. J� no longo prazo, os efeitos\n\npositivos da infla��o sobre o desemprego v�o se diluindo at� n�o terem mais\n\nefeitos.

\n\n\n\n

Al�m\n\ndas Expectativas Racionais explicarem boa parte do porqu� desse efeito perder\n\nfor�a no longo prazo, explicarei o racioc�nio do porqu� esse ideia �\n\nprejudicial � economia :

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1, infla��o gera instabilidade macroecon�mica, essa gera\n\ninseguran�a para investir, que culmina em baixos investimentos, baixo n�mero de\n\nempregos gerados e assim por diante, dado pelo fluxograma:

\n\n\n\n

Infla��o\n\n> Instabilidade econ�mica > Inseguran�a para Investir >

\n\n\n\n

Baixos\n\nInvestimentos > Menos postos de trabalho > Mais desemprego.

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Fazendo\n\ncom que esse processo seja insustent�vel no longo prazo. No melhor cen�rio,\n\nbaixo crescimento; no pior, uma pesada recess�o.

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2, para chegar ao ponto m�nimo de desemprego, deve-se\n\nquebrar a principal barreira do emprego, o sal�rio m�nimo, pois os mais\n\nvulner�veis �s consequ�ncias nefastas do desemprego s�o os menos qualificados.\n\nPara se ter uma ideia de como o sal�rio m�nimo afeta de forma grotesca os\n\n�ndices de desemprego, peguemos o caso do Mc Donald\u0019 s ,\n\nno qual alguns Estados norte-americanos pleiteavam, com grande chance de\n\naprova��o, o aumento do sal�rio m�nimo para US$ 15,00 por hora trabalhada; em\n\nalguns lugares o sal�rio m�nimo � de US$ 8,00. Em resposta a esse novo cen�rio\n\npol�tico-econ�mico, o restaurante de fast-food come�ou a investir em\n\nrestaurantes aut�nomos, no qual todo o sistema do edif�cio � robotizado e\n\nfunciona de forma 50% mais r�pido e livre das falhas humanas no processo. De\n\nforma grosseira, o Mc Donald\u0019 s, para sobreviver � concorr�ncia e oscila��es do\n\nMercado, viu ser mais vi�vel robotizar sua estrutura de custos e poder� demitir\n\nmilhares de funcion�rios.

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Ou\n\nseja, se o objetivo � gerar postos de emprego no longo prazo, temos pelo menos\n\nduas maneiras muito mais eficientes de fazer isso do que recorrer � infla��o.

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Espero ter ajudado-os a\n\nentender um pouco mais sobre a �tica econ�mica e sobre como as coisas funcionam\n\npara n�s, meros mortais. Caso tenha ficado alguma d�vida sobre o que seriam\n\nboas institui��es e um bom ambiente institucional, recomendo a leitura do Por qu� as Na��es\n\nFracassam do Daron Acemoglu e do Institui��es, Mudan�a\n\nInstitucional e Desempenho Econ�mico do Douglas North.

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Os 10 princ�pios da economia se dividem em tr�s grandes t�picos conforme abaixo:

Como as pessoas tomam decis�es

1  As Pessoas Enfrentam Tradeoffs

2  O Custo de Algo � o que voc� desiste para obt�-lo

3  Pessoas racionais pensam na margem

4  Pessoas reagem a incentivos

Como as pessoas interagem

5  O com�rcio pode ser bom para todos

6  Os mercados geralmente s�o uma boa maneira de organizar a atividade econ�mica

7  �s vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados

Como a Economia funciona

8  O padr�o de vida de um pa�s depende da sua capacidade de produzir Bens e Servi�os

9  Os pre�os sobem quando o governo emite moeda demais

10  A sociedade enfrenta um Tradeoff de curto prazo entre Infla��o e Desemprego

1  As Pessoas Enfrentam tradeoffs

Tradeoff representa o que abrimos m�o para alcan�ar um determinado objetivo, trata-se, portanto, das escolha que fazemos e o que abdicamos para seguir tal caminho. Exemplo: A sociedade enfrenta um tradeoff entre efici�ncia e equidade: no m�ximo de efici�ncia, n�o teremos o m�ximo de equidade e vice-versa.

N�o h� muito o que comentar sobre o conceito de tradeoff, mas compreend�-lo nos ajuda a potencializar nossas escolhas. Quanto ao tradeoff supracitado, escolhi-o pois a forma como ele � colocado nos diversos debates da sociedade nos leva a conclus�es l�gicas incompletas e equivocadas.

Parece trivial que a aloca��o mais eficiente de recursos gera desigualdade, acreditando-se que na economia sempre h� os perdedores e os ganhadores. H�, por�m entrelinhas numa sociedade extremamente produtiva, que � o chamado  progresso t�cnico ou avan�o tecnol�gico. A efici�ncia m�xima tem o cen�rio mais prop�cio para o avan�o tecnol�gico devido ao paralelo de concorr�ncia �tima, isto �, o avan�o tecnol�gico � consequ�ncia tanto da competi��o entre as firmas quanto de um bom ambiente institucional. O avan�o tecnol�gico barateia custos, potencializando o uso dos recursos e produzindo mais com menos, o que torna os pre�os dos bens e servi�os mais acess�veis � grande massa. Portanto o cen�rio de maior crescimento econ�mico � o que cria um ambiente institucional favor�vel para a competi��o onde ela � eficiente e n�o o da equidade maximizada. Em uma equidade m�xima os agentes econ�micos t�m incentivos reduzidos para competirem entre si e, portanto, acabam por minimizar o avan�o tecnol�gico, tendo em vista que o progresso � uma combina��o de boas regras e competi��o. Logo, no longo prazo, incentiva-se o coletivo a ser menos produtivo, o que torna todos mais pobres.

2  O Custo de Algo � o que voc� desiste para obt�-lo

O conceito enraizado nesse princ�pio est� intimamente ligado aos tradeoffs que passamos, todavia aqui matematizamos esses tradeoffs nos chamados Custos de Oportunidade. Estes s�o traduzidos numa equa��o bem simples:

Benef�cio financeiro da minha escolha

-

Benef�cio da escolha financeira �tima para a minha situa��o.

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Custo de Oportunidade

(considere como �timo aquilo que maximiza seus ganhos)

Um conceito corriqueiro para os que visam maximizar seus ganhos financeiros. Mas o grande inimigo do Custo de Oportunidade se chama  Informa��o  na verdade a falta dela. Se voc� n�o se informa sobre os diversos fen�menos que nos cercam, jamais ir� alcan�ar os potenciais pontos �timos das suas prefer�ncias, seja nos investimentos do seu dinheiro ou do seu recurso mais precioso, o tempo, o Custo de Oportunidade � uma excelente ferramenta para medir a maneira como estamos e como gostar�amos de estar.

3  Pessoas racionais pensam na margem

Estamos falando principalmente de um conceito chamado utilidade marginal, que � o quanto n�s ficamos mais satisfeitos conforme vamos consumindo mais e mais. A ideia � bem simples, a satisfa��o total que tenho em comer somente um sorvete � menor que a que eu tenho em comer 20 sorvetes, por�m o saldo (prazer - gasto) que eu tenho � maior no meu primeiro sorvete do que no vig�simo. Ou seja, eu estou disposto a pagar mais pelo primeiro sorvete do que pelo vig�simo.

Pensar � margem � uma �tima maneira de potencializar nossos ganhos: o quanto ganhamos por ficarmos uma hora a mais no trabalho, o quanto ganhamos estudando mais um ano, o quanto ganhamos ficando mais uma hora na festa e por a� vai. N�o falo s� de ganhos financeiros, mas tamb�m num aspecto mais abstrato de coisas que n�o podem ser mensuradas em moeda, ou pelo menos coisas que cada indiv�duo tem a sua pr�pria r�gua para medir. Um aspecto importante desse problema � que a pr�pria an�lise desse custo adicional pode n�o compensar o tempo investido, portanto temos que ser sapientes quanto �s nossas an�lises e principalmente nossos planos.

4  Pessoas reagem a incentivos

N�s estamos sempre comparando os custos e os benef�cios das decis�es que tomamos. Acredite, fazemos isso intuitivamente, mesmo que erremos nos nossos c�lculos, n�s sempre acreditamos que estamos tomando a melhor decis�o em uma determinada situa��o. Somos, ent�o, incentivados a tomar aquela decis�o que julgamos �tima. Se os benef�cios e/ou os custos de uma decis�o mudam, somos incentivados a nos adequar aos novos cen�rios. Um exemplo bem interessante � o quando acordamos numa segunda-feira de manh� para trabalhar; caso decidamos ficar em casa dormindo, estamos explicitamente preferindo o descanso �s consequ�ncias de n�o aparecer no trabalho.

Comecemos do ponto de que existem incentivos expl�citos, como leis e contratos; e incentivos impl�citos, como c�digos morais individuais.

Considerando o �pice da racionalidade ou um intermedi�rio entre esse e a aus�ncia absoluta de racioc�nio, entendemos o que leva as pessoas a agirem como agem; algu�m que trai foi individualmente incentivado a tal (n�o julgo aqui c�digos morais), seja pela fragilidade do momento, superestima��o da situa��o, aus�ncia de empatia ou um  erro de c�lculo , o indiv�duo analisou os custos e benef�cios de trair, mesmo que de forma incompleta e imperfeita, e optou por faz�-lo.

Em um outro plano, pol�ticos, pelo poder que lhes � concedido, t�m grandes incentivos a serem corruptos, isto �, a favorecem interesses pr�prios transferindo seus custos para terceiros. Lembre-se que o papel e a caneta usados para assinarem uma lei ou regulamenta��o n�o t�m senso cr�tico e nem c�digos morais, portanto o sucesso da medida depende essencialmente da boa �ndole e do conhecimento t�cnico do burocrata (ou da sua equipe). E como nosso sistema t�m ene falhas em seus mecanismos, conforme Marcur Olson relata em The Logic of Collective Action, os pol�ticos cedem aos grupos de press�o para beneficiarem a si pr�prios e n�o h� muitas formas de contornarmos essa situa��o, principalmente no curto prazo.

(� importante adicionar que todas as pol�ticas p�blicas s�o imbu�das de tradeoffs e custos de oportunidade que em sua maior parte n�o s�o observados pelos pol�ticos, o que ocasiona nesse cen�rio lament�vel no qual vivemos. Ganhos marginais dificilmente s�o ponderados.)

5  O com�rcio pode ser bom para todos

O com�rcio n�o � como uma competi��o esportiva, na qual existe o ganhador e os perdedores. De fato, todos ganham, uns em menor propor��o, outros em maior. Concorrentes s�o competidores de um mesmo mercado, tanto quanto s�o parceiros. Pessoas competem entre si, mas s�o parceiras devido �s suas especialidades.

A primeira ideia sobre como o Mercado promove bem-estar econ�mico est� na ideia da especializa��o: eu posso construir a minha pr�pria casa, mas o custo de oportunidade para tal ser� imenso, levando em considera��o que eu n�o tenho conhecimento nenhum sobre constru��o civil, mas existem pessoas especializadas que conseguem fazer a mesma tarefa com uma efici�ncia grosseiramente maior que a minha. Da mesma maneira, eu posso oferecer � essa mesma pessoa que construiu minha casa os servi�os dos quais sou especializado.

As evid�ncias emp�ricas t�m mostrado que mais mercado � melhor que menos mercado, mas institui��es de boa qualidade tamb�m t�m papel importante para frear mercados onde suas falhas pioram o resultado da livre concorr�ncia. O Mercado coopera quando � necess�rio, mas sempre incentiva todos a competirem entre si, o que por sua vez leva as pessoas a se especializarem mais. As consequ�ncias de uma m�o-de-obra especializada � a racionamento de recursos naturais, melhores sal�rios, crescimento real da economia e, consequentemente, melhora do padr�o de vida e bem-estar da sociedade.

6  Os mercados geralmente s�o uma boa maneira de organizar a atividade econ�mica

A Uni�o Sovi�tica colapsou em detrimento do planejamento central da Economia, o governo da URSS determinava o que seria produzido, em que quantidade e quem produziria. Acreditava-se que o Estado deveria ser o �nico provedor do bem-estar econ�mico.

Todavia, a Economia de Mercado provou-se mais eficiente, est�vel e duradoura, as decis�es centrais s�o substitu�das pela intera��o entre milhares, milh�es e at� bilh�es de agentes econ�micos (pessoas e empresas), o que gera a maximiza��o do bem-estar econ�mico de uma sociedade, conforme elaborado inicialmente por Adam Smith e depois confirmado por outros te�ricos. A m�o invis�vel do Mercado, que nada mais � do que as intera��es de gostos e prefer�ncias entre produtores e consumidores leva-nos a pontos �timos da Economia em geral.

Adam Smith foi um g�nio incompar�vel, n�o s� pela excel�ncia de seus estudos com t�o poucos recursos e tecnologias para analisar, mas principalmente por iniciar uma corrente acad�mica da qual os cientistas sociais unem rigor matem�tico, instrumentos estat�sticos e conhecimento filos�fico para explicar diversos fen�menos sociais.

Ludwig von Mises, ao analisar os m�todos sovi�ticos de controle de produ��o, constatou que para calcular a aloca��o de recursos (o que produzir e consumir) em 1 ano da URSS, seriam necess�rios 30.000 anos de c�lculos para estimar tal aloca��o. � claro que � �poca, a Tecnologia de Informa��o n�o era t�o avan�ada quanto hoje. Neocl�ssicos, seguindo os estudos de L�on Walras constataram matematicamente que a aloca��o via mercado, satisfeitas algumas hip�teses, � eficiente e que, caso fosse poss�vel um planejador central observar todas as prefer�ncias dos indiv�duos, alocaria os recursos da mesma forma. Entretanto, tal benevol�ncia � deve ser observada com um determinado grau de ceticismo, conforme citado no 4� princ�pio.

As consequ�ncias sociais do mercado s�o tais que, com meu trabalho, eu beneficio todo o meu contexto social e econ�mico e, na verdade, a soma de todos os esfor�os individuais gera o que chamamos de prosperidade econ�mica (ou a falta dela).

7  �s vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados

m�o invis�vel do Mercado precisa de institui��es que a proteja. Os mercados s� s�o eficientes quando os direitos � propriedade s�o garantidos.

Outro motivo pelo qual precisamos do governo s�o chamados Falhas de Mercado. Tais falhas tocam os ponto onde a aloca��o via exclusiva dos agentes econ�micos n�o levam a maximiza��o do bem-estar econ�mico. As Falhas de Mercado podem ter diversas origens como a externalidade, poder de mercado, informa��o, os custos de transa��o, etc.

externalidade � aquilo que n�o � precificado numa atividade produtiva, por exemplo a polui��o do ar, em consequ�ncia da atividade de uma usina, a concentra��o de calor em um local, que � consequ�ncia da produ��o de energia solar, os benef�cios sociais de uma boa educa��o dos jovens e etc. Faz-se necess�rio a presen�a do governo para minimizar essas externalidades negativas e maximizar externalidades positivas.

poder de mercado � a influ�ncia indevida que um grande produtor exerce nos pre�os dos bens e servi�os que oferece. � o que justifica a cria��o de leis e regulamenta��es para setores sens�veis da economia (principalmente para o consumidor), tais quais gera��o e distribui��o de energia, setor de telefonia, etc.

informa��o est� ligada aos diferentes n�veis informacionais que os agentes possuem. O exemplo mais emblem�tico � feito no Market for Lemons (1970) do George Akerlof, em que o autor discute a venda de carros usados, donde os vendedores acabam por vender carros ruins a pre�os mais altos para os consumidores que t�m pouca informa��o.

Os custos de transa��o entram como falha de mercado pois a exist�ncia desses faz com que o equil�brio de mercado seja ineficiente no sentido de Pareto (sub-�timo). Quem nos trouxe essa ideia foi Ronald Coase.

Representei a ideia de Mankiw �s minhas palavras, mas creio a ideia geral acima seja simples de ser assimilada.

Falhas de Mercado s�o inerentes ao pr�prio processo de evolu��o de alguns mercados e, numa �tica estritamente utilitarista, � poss�vel constatar a forma como governos melhoram o bem-estar agregado, mitigando as mais diversas falhas de mercado atrav�s de regulamenta��es e investimentos onde n�o h� atratividade para o setor privado. O argumento estaria totalmente correto, se o agente p�blico n�o tivesse consci�ncia individual. Todos n�s agimos em benef�cio pr�prio o tempo inteiro e, salvo em casos espec�ficos, n�o h� mal algum nisso  o problema � que no caso do agente p�blico isso � grav�ssimo pois afeta vari�veis como pobreza, bem-estar, crescimento econ�mico e, no corriqueiro econom�s, a aloca��o �tima dos recursos. Da�, existem falhas de mercado, mas tamb�m temos que nos atentar �s falhas de governo.

O estado do s�culo XXI assumiu a postura de regulador da atividade econ�mica, por�m n�o h� maneiras eficientes de  regular os reguladores, conforme indica Kennet Arrow, pr�mio Nobel de 1972, na Teoria da Escolha P�blica. Ainda nos trabalhos de Arrow, os mecanismos governamentais s�o desenhados de tal forma que � poss�vel induzir um resultado espec�fico, conforme as escolhas p�blicas s�o dispostas. E isso nos leva a, no m�nimo, duvidar das  boas inten��es dos pol�ticos e governantes, isto �, prejudicam o resultado social em detrimento pr�prio, inclusive afetando o bom andamento de mercados que n�o possuem falha alguma � luz da teoria econ�mica.

8  O padr�o de vida de um pa�s depende da sua capacidade de produzir Bens e Servi�os

O t�pico desse princ�pio � a produtividade. Uma economia s� se desenvolve, quando a produtividade m�dia aumenta. Ou seja, a renda per capita de um pa�s � proporcional � produtividade m�dia desse. E a �nica maneira de aumentar a produtividade m�dia de um pa�s � atrav�s do progresso t�cnico e, para isso, s�o necess�rios a qualifica��o da m�o-de-obra, as ferramentas que potencializem a produ��o (capital) e a tecnologia no sentido estrito da palavra.

Pode parecer tentador atribuir os avan�os salariais somente aos sindicatos e pol�ticas p�blicas, mas a qualidade de vida do trabalhador est� ligado em ess�ncia � capacidade de todos de produzir bens e servi�os no menor tempo poss�vel.

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Isso � evidenciado com dados hist�ricos. Economia n�o � simplesmente circula��o de moeda. Na tabela ao lado, retirada da 7� edi��o do livro Macroeconomia do pr�prio Mankiw, podemos ver a forte correla��o entre produtividade do trabalho e crescimento dos sal�rios reais. N�o existe m�gica ou alquimia, a produ��o precede o consumo e para consumir mais, deve-se produzir mais.

9  Os pre�os sobem quando o governo emite moeda demais

A infla��o � o que chamamos de aumento generalizado dos pre�os. Ela ocorre quando h� um descompasso entre os fluxos Monet�rio e Real da Economia. Um crescimento do PIB de 2% deve ser acompanhado de um aumento de 2% na quantidade total de moeda em circula��o, para que os pre�os reais se mantenham constante. Em termos gerais, a infla��o ocorre quando o governo produz mais moedas do que o necess�rio e isso provoca uma desvaloriza��o do dinheiro. Comentarei sob uma perspectiva neocl�ssica da teoria monet�ria; entretanto, h� uma discuss�o interessante, iniciada por John Cochrane, sobre os efeitos da expans�o monet�ria, (quantitative easing) promovida no p�s-crise de 2008, donde o banco central americano baixou a taxa de juros para n�veis pr�ximos de zero, sendo que n�o observamos efeitos esperados pela teoria vigente  que � menor juros implica em mais dinheiro em circula��o e mais dinheiro em circula��o, ceteris paribus, significa mais infla��o.

Exemplificarei esse aumento de forma simples: (Para fins did�ticos, consideremos que tudo o que se pode ser produzido no mundo s�o ma��s)

A economia X que produz 1000 ma��s/ano tem 1000 moedas de prata circulando. Portanto, temos a rela��o (1000 ma��s)/(1000 moedas) , ou seja, 1 ma�� custa 1 moeda de prata.

Ent�o, dotado de boas inten��es, o governo coloca mais 1000 moedas de prata em circula��o, agora temos as mesmas 1000 ma��s/ano e 2000 moedas. A propor��o fica em 1000/2000, e com certa defasagem, o pre�o de uma ma�� caminhar� para 2 moedas, privilegiando quem recebeu este novo montante de moeda primeiro e prejudicando quem os receber� por �ltimo, at� que o efeito inflacion�rio esteja completo. Fam�lias de baixa renda comumente est�o na ponta final desse processo. N�o importa quantas moedas o governo coloque em circula��o, se a produtividade n�o aumenta, n�o haver� melhora de bem-estar.

Infla��o � uma forma de imposto, pois o governo � o primeiro a colocar as m�os nessa quantidade entrante de moedas na economia (efeito Patinkin), al�m de ser o culpado pela pr�pria infla��o. O  amigo dos pobres , quando diz que vai combater a infla��o � tanto tr�gico quanto c�mico, pois o governo � o pr�prio motor inflacion�rio, conforme Milton Friedman, que caracteriza todo processo inflacion�rio como exclusivamente monet�rio.

10  A sociedade enfrenta um tradeoff de curto prazo entre Infla��o e Desemprego

Quando o governo aumenta a quantidade de moeda na economia, um dos resultados � a infla��o. O outro, pelo menos ao curto prazo � um menor n�vel de desemprego. O que representa esse tradeoff � a Curva de Phillips.

Esta rela��o se d� com maior rigor no curto prazo. J� no longo prazo, os efeitos positivos da infla��o sobre o desemprego v�o se diluindo at� n�o terem mais efeitos.

Al�m das Expectativas Racionais explicarem boa parte do porqu� desse efeito perder for�a no longo prazo, explicarei o racioc�nio do porqu� esse ideia � prejudicial � economia :

1, infla��o gera instabilidade macroecon�mica, essa gera inseguran�a para investir, que culmina em baixos investimentos, baixo n�mero de empregos gerados e assim por diante, dado pelo fluxograma:

Infla��o > Instabilidade econ�mica > Inseguran�a para Investir >

Baixos Investimentos > Menos postos de trabalho > Mais desemprego.

Fazendo com que esse processo seja insustent�vel no longo prazo. No melhor cen�rio, baixo crescimento; no pior, uma pesada recess�o.

2, para chegar ao ponto m�nimo de desemprego, deve-se quebrar a principal barreira do emprego, o sal�rio m�nimo, pois os mais vulner�veis �s consequ�ncias nefastas do desemprego s�o os menos qualificados. Para se ter uma ideia de como o sal�rio m�nimo afeta de forma grotesca os �ndices de desemprego, peguemos o caso do Mc Donald s , no qual alguns Estados norte-americanos pleiteavam, com grande chance de aprova��o, o aumento do sal�rio m�nimo para US$ 15,00 por hora trabalhada; em alguns lugares o sal�rio m�nimo � de US$ 8,00. Em resposta a esse novo cen�rio pol�tico-econ�mico, o restaurante de fast-food come�ou a investir em restaurantes aut�nomos, no qual todo o sistema do edif�cio � robotizado e funciona de forma 50% mais r�pido e livre das falhas humanas no processo. De forma grosseira, o Mc Donald s, para sobreviver � concorr�ncia e oscila��es do Mercado, viu ser mais vi�vel robotizar sua estrutura de custos e poder� demitir milhares de funcion�rios.

Ou seja, se o objetivo � gerar postos de emprego no longo prazo, temos pelo menos duas maneiras muito mais eficientes de fazer isso do que recorrer � infla��o.

Espero ter ajudado-os a entender um pouco mais sobre a �tica econ�mica e sobre como as coisas funcionam para n�s, meros mortais. Caso tenha ficado alguma d�vida sobre o que seriam boas institui��es e um bom ambiente institucional, recomendo a leitura do Por qu� as Na��es Fracassam do Daron Acemoglu e do Institui��es, Mudan�a Institucional e Desempenho Econ�mico do Douglas North.

 

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Os 10 princ�pios da economia se dividem em tr�s\n\ngrandes t�picos conforme abaixo:

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Como as pessoas tomam decis�es

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1\n\n\u0014 As Pessoas Enfrentam Tradeoffs

\n\n\n\n

2\n\n\u0014 O Custo de Algo � o que voc� desiste para obt�-lo

\n\n\n\n

3\n\n\u0014 Pessoas racionais pensam na margem

\n\n\n\n

4\n\n\u0014 Pessoas reagem a incentivos

\n\n\n\n

Como as pessoas interagem

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5\n\n\u0014 O com�rcio pode ser bom para todos

\n\n\n\n

6 \u0014 Os mercados geralmente s�o uma boa maneira de\n\norganizar a atividade econ�mica

\n\n\n\n

7 \u0014 �s vezes os governos podem melhorar os\n\nresultados dos mercados

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Como a Economia funciona

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8\n\n\u0014 O padr�o de vida de um pa�s depende da sua capacidade de produzir Bens e\n\nServi�os

\n\n\n\n

9\n\n\u0014 Os pre�os sobem quando o governo emite moeda demais

\n\n\n\n

10\n\n\u0014 A sociedade enfrenta um Tradeoff de curto prazo entre Infla��o e Desemprego

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1 \u0014 \n\nAs Pessoas Enfrentam tradeoffs

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Tradeoff representa\n\no que abrimos m�o para alcan�ar um determinado objetivo, trata-se, portanto,\n\ndas escolha que fazemos e o que abdicamos para seguir tal caminho. Exemplo: A\n\nsociedade enfrenta um tradeoff entre efici�ncia e equidade:\n\nno m�ximo de efici�ncia, n�o teremos o m�ximo de equidade e vice-versa.

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N�o\n\nh� muito o que comentar sobre o conceito de tradeoff, mas compreend�-lo nos\n\najuda a potencializar nossas escolhas. Quanto ao tradeoff supracitado,\n\nescolhi-o pois a forma como ele � colocado nos diversos debates da sociedade\n\nnos leva a conclus�es l�gicas incompletas e equivocadas.

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Parece\n\ntrivial que a aloca��o mais eficiente de recursos gera desigualdade,\n\nacreditando-se que na economia sempre h� os perdedores e os ganhadores. H�,\n\npor�m entrelinhas numa sociedade extremamente produtiva, que � o chamado\n\n\u001c progresso t�cnico\u001d ou avan�o tecnol�gico. A efici�ncia m�xima tem o cen�rio\n\nmais prop�cio para o avan�o tecnol�gico devido ao paralelo de concorr�ncia\n\n�tima, isto �, o avan�o tecnol�gico � consequ�ncia tanto da competi��o entre as\n\nfirmas quanto de um bom ambiente institucional. O avan�o tecnol�gico barateia\n\ncustos, potencializando o uso dos recursos e produzindo mais com menos, o que\n\ntorna os pre�os dos bens e servi�os mais acess�veis � grande massa. Portanto o\n\ncen�rio de maior crescimento econ�mico � o que cria um ambiente institucional\n\nfavor�vel para a competi��o onde ela � eficiente e n�o o da equidade\n\nmaximizada. Em uma equidade m�xima os agentes econ�micos t�m incentivos\n\nreduzidos para competirem entre si e, portanto, acabam por minimizar o avan�o\n\ntecnol�gico, tendo em vista que o progresso � uma combina��o de boas regras e\n\ncompeti��o. Logo, no longo prazo, incentiva-se o coletivo a ser menos\n\nprodutivo, o que torna todos mais pobres.

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2 \u0014 \n\nO Custo de Algo � o que voc� desiste para obt�-lo

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O conceito enraizado nesse\n\nprinc�pio est� intimamente ligado aos tradeoffs que passamos,\n\ntodavia aqui matematizamos esses tradeoffs nos chamados Custos de\n\nOportunidade. Estes s�o traduzidos numa equa��o bem simples:

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Benef�cio\n\nfinanceiro da minha escolha

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Benef�cio\n\nda escolha financeira �tima para a minha situa��o.

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Custo\n\nde Oportunidade

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(considere como �timo aquilo\n\nque maximiza seus ganhos)

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Um\n\nconceito corriqueiro para os que visam maximizar seus ganhos financeiros. Mas o\n\ngrande inimigo do Custo de Oportunidade se chama \u001c Informa��o\u001d \u0014 na verdade a\n\nfalta dela. Se voc� n�o se informa sobre os diversos fen�menos que nos cercam,\n\njamais ir� alcan�ar os potenciais pontos �timos das suas prefer�ncias, seja nos\n\ninvestimentos do seu dinheiro ou do seu recurso mais precioso, o tempo, o Custo\n\nde Oportunidade � uma excelente ferramenta para medir a maneira como estamos e\n\ncomo gostar�amos de estar.

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3 \u0014 \n\nPessoas racionais pensam na margem

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Estamos falando\n\nprincipalmente de um conceito chamado utilidade marginal, que � o\n\nquanto n�s ficamos mais satisfeitos conforme vamos consumindo mais e mais. A\n\nideia � bem simples, a satisfa��o total que tenho em comer somente um sorvete �\n\nmenor que a que eu tenho em comer 20 sorvetes, por�m o saldo (prazer -\n\ngasto) que eu tenho � maior no meu primeiro sorvete do que no\n\nvig�simo. Ou seja, eu estou disposto a pagar mais pelo primeiro sorvete do que\n\npelo vig�simo.

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Pensar\n\n� margem � uma �tima maneira de potencializar nossos ganhos: o quanto ganhamos\n\npor ficarmos uma hora a mais no trabalho, o quanto ganhamos estudando mais um\n\nano, o quanto ganhamos ficando mais uma hora na festa e por a� vai. N�o falo s�\n\nde ganhos financeiros, mas tamb�m num aspecto mais abstrato de coisas que n�o\n\npodem ser mensuradas em moeda, ou pelo menos coisas que cada indiv�duo tem a\n\nsua pr�pria r�gua para medir. Um aspecto importante desse problema � que a\n\npr�pria an�lise desse custo adicional pode n�o compensar o tempo investido,\n\nportanto temos que ser sapientes quanto �s nossas an�lises e principalmente\n\nnossos planos.

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4 \u0014 \n\nPessoas reagem a incentivos

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N�s estamos sempre\n\ncomparando os custos e os benef�cios das decis�es que tomamos. Acredite,\n\nfazemos isso intuitivamente, mesmo que erremos nos nossos c�lculos, n�s sempre\n\nacreditamos que estamos tomando a melhor decis�o em uma determinada situa��o.\n\nSomos, ent�o, incentivados a tomar aquela decis�o que julgamos �tima. Se os\n\nbenef�cios e/ou os custos de uma decis�o mudam, somos incentivados a nos adequar\n\naos novos cen�rios. Um exemplo bem interessante � o quando acordamos numa\n\nsegunda-feira de manh� para trabalhar; caso decidamos ficar em casa dormindo,\n\nestamos explicitamente preferindo o descanso �s consequ�ncias de n�o aparecer\n\nno trabalho.

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Comecemos\n\ndo ponto de que existem incentivos expl�citos, como leis e contratos; e\n\nincentivos impl�citos, como c�digos morais individuais.

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Considerando\n\no �pice da racionalidade ou um intermedi�rio entre esse e a aus�ncia absoluta\n\nde racioc�nio, entendemos o que leva as pessoas a agirem como agem; algu�m que\n\ntrai foi individualmente incentivado a tal (n�o julgo aqui c�digos morais),\n\nseja pela fragilidade do momento, superestima��o da situa��o, aus�ncia de\n\nempatia ou um \u001c erro de c�lculo\u001d , o indiv�duo analisou os custos e benef�cios de\n\ntrair, mesmo que de forma incompleta e imperfeita, e optou por faz�-lo.

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Em\n\num outro plano, pol�ticos, pelo poder que lhes � concedido, t�m grandes\n\nincentivos a serem corruptos, isto �, a favorecem interesses pr�prios\n\ntransferindo seus custos para terceiros. Lembre-se que o papel e a caneta\n\nusados para assinarem uma lei ou regulamenta��o n�o t�m senso cr�tico e nem\n\nc�digos morais, portanto o sucesso da medida depende essencialmente da boa\n\n�ndole e do conhecimento t�cnico do burocrata (ou da sua equipe). E como nosso\n\nsistema t�m ene falhas em seus mecanismos, conforme Marcur Olson relata em The Logic of Collective\n\nAction, os pol�ticos cedem aos grupos de press�o para beneficiarem a\n\nsi pr�prios e n�o h� muitas formas de contornarmos essa situa��o, principalmente\n\nno curto prazo.

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(�\n\nimportante adicionar que todas as pol�ticas p�blicas s�o imbu�das de tradeoffs e custos\n\nde oportunidade que\n\nem sua maior parte n�o s�o observados pelos pol�ticos, o que ocasiona nesse\n\ncen�rio lament�vel no qual vivemos. Ganhos marginais dificilmente s�o\n\nponderados.)

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5 \u0014 \n\nO com�rcio pode ser bom para todos

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O com�rcio n�o � como uma\n\ncompeti��o esportiva, na qual existe o ganhador e os perdedores. De fato, todos\n\nganham, uns em menor propor��o, outros em maior. Concorrentes s�o competidores\n\nde um mesmo mercado, tanto quanto s�o parceiros. Pessoas competem entre si, mas\n\ns�o parceiras devido �s suas especialidades.

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A primeira ideia sobre como\n\no Mercado promove bem-estar econ�mico est� na ideia da especializa��o: eu posso\n\nconstruir a minha pr�pria casa, mas o custo de oportunidade para tal ser�\n\nimenso, levando em considera��o que eu n�o tenho conhecimento nenhum sobre\n\nconstru��o civil, mas existem pessoas especializadas que conseguem fazer a\n\nmesma tarefa com uma efici�ncia grosseiramente maior que a minha. Da mesma\n\nmaneira, eu posso oferecer � essa mesma pessoa que construiu minha casa os\n\nservi�os dos quais sou especializado.

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As\n\nevid�ncias emp�ricas t�m mostrado que mais mercado � melhor que menos mercado,\n\nmas institui��es de boa qualidade tamb�m t�m papel importante para frear\n\nmercados onde suas falhas pioram o resultado da livre concorr�ncia. O Mercado\n\ncoopera quando � necess�rio, mas sempre incentiva todos a competirem entre si,\n\no que por sua vez leva as pessoas a se especializarem mais. As consequ�ncias de\n\numa m�o-de-obra especializada � a racionamento de recursos naturais, melhores\n\nsal�rios, crescimento real da economia e, consequentemente, melhora do padr�o\n\nde vida e bem-estar da sociedade.

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6 \u0014 \n\nOs mercados geralmente s�o uma boa maneira de organizar a atividade econ�mica

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A Uni�o Sovi�tica colapsou\n\nem detrimento do planejamento central da Economia, o governo da URSS\n\ndeterminava o que seria produzido, em que quantidade e quem produziria.\n\nAcreditava-se que o Estado deveria ser o �nico provedor do bem-estar econ�mico.

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Todavia, a Economia de\n\nMercado provou-se mais eficiente, est�vel e duradoura, as decis�es centrais s�o\n\nsubstitu�das pela intera��o entre milhares, milh�es e at� bilh�es de agentes\n\necon�micos (pessoas e empresas), o que gera a maximiza��o do bem-estar\n\necon�mico de uma sociedade, conforme elaborado inicialmente por Adam Smith e\n\ndepois confirmado por outros te�ricos. A m�o invis�vel do Mercado,\n\nque nada mais � do que as intera��es de gostos e prefer�ncias entre produtores\n\ne consumidores leva-nos a pontos �timos da Economia em geral.

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Adam\n\nSmith foi um g�nio incompar�vel, n�o s� pela excel�ncia de seus estudos com t�o\n\npoucos recursos e tecnologias para analisar, mas principalmente por iniciar uma\n\ncorrente acad�mica da qual os cientistas sociais unem rigor matem�tico,\n\ninstrumentos estat�sticos e conhecimento filos�fico para explicar diversos\n\nfen�menos sociais.

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Ludwig\n\nvon Mises, ao analisar os m�todos sovi�ticos de controle de produ��o, constatou\n\nque para calcular a aloca��o de recursos (o que produzir e consumir) em 1 ano\n\nda URSS, seriam necess�rios 30.000 anos de c�lculos para estimar tal aloca��o.\n\n� claro que � �poca, a Tecnologia de Informa��o n�o era t�o avan�ada quanto\n\nhoje. Neocl�ssicos, seguindo os estudos de L�on Walras constataram\n\nmatematicamente que a aloca��o via mercado, satisfeitas algumas hip�teses, �\n\neficiente e que, caso fosse poss�vel um planejador central observar todas as\n\nprefer�ncias dos indiv�duos, alocaria os recursos da mesma forma. Entretanto,\n\ntal benevol�ncia � deve ser observada com um determinado grau de ceticismo,\n\nconforme citado no 4� princ�pio.

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As\n\nconsequ�ncias sociais do mercado s�o tais que, com meu trabalho, eu beneficio\n\ntodo o meu contexto social e econ�mico e, na verdade, a soma de todos os\n\nesfor�os individuais gera o que chamamos de prosperidade econ�mica (ou a falta\n\ndela).

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7 \u0014 \n\n�s vezes os governos podem melhorar os resultados dos mercados

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m�o invis�vel do Mercado\n\nprecisa de institui��es que a proteja. Os mercados s� s�o eficientes quando os\n\ndireitos � propriedade s�o garantidos.

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Outro motivo pelo qual precisamos\n\ndo governo s�o chamados Falhas de Mercado. Tais falhas\n\ntocam os ponto onde a aloca��o via exclusiva dos agentes econ�micos n�o levam a\n\nmaximiza��o do bem-estar econ�mico. As Falhas de Mercado podem\n\nter diversas origens como a externalidade, poder de\n\nmercado, informa��o, os custos de\n\ntransa��o, etc.

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externalidade � aquilo que\n\nn�o � precificado numa atividade produtiva, por exemplo a polui��o do ar, em\n\nconsequ�ncia da atividade de uma usina, a concentra��o de calor em um local,\n\nque � consequ�ncia da produ��o de energia solar, os benef�cios sociais de uma\n\nboa educa��o dos jovens e etc. Faz-se necess�rio a presen�a do governo para\n\nminimizar essas externalidades negativas e maximizar externalidades positivas.

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poder de mercado � a\n\ninflu�ncia indevida que um grande produtor exerce nos pre�os dos bens e\n\nservi�os que oferece. � o que justifica a cria��o de leis e regulamenta��es\n\npara setores sens�veis da economia (principalmente para o consumidor), tais\n\nquais gera��o e distribui��o de energia, setor de telefonia, etc.

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informa��o est� ligada aos\n\ndiferentes n�veis informacionais que os agentes possuem. O exemplo mais\n\nemblem�tico � feito no Market for Lemons (1970) do George\n\nAkerlof, em que o autor discute a venda de carros usados, donde os\n\nvendedores acabam por vender carros ruins a pre�os mais altos para os\n\nconsumidores que t�m pouca informa��o.

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Os custos de\n\ntransa��o entram como falha de mercado pois a exist�ncia\n\ndesses faz com que o equil�brio de mercado seja ineficiente no sentido de\n\nPareto (sub-�timo). Quem nos trouxe essa ideia foi Ronald Coase.

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Representei\n\na ideia de Mankiw �s minhas palavras, mas creio a ideia geral acima seja\n\nsimples de ser assimilada.

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Falhas\n\nde Mercado s�o inerentes ao pr�prio processo de evolu��o de alguns mercados e,\n\nnuma �tica estritamente utilitarista, � poss�vel constatar a forma como\n\ngovernos melhoram o bem-estar agregado, mitigando as mais diversas falhas de\n\nmercado atrav�s de regulamenta��es e investimentos onde n�o h� atratividade\n\npara o setor privado. O argumento estaria totalmente correto, se o agente\n\np�blico n�o tivesse consci�ncia individual. Todos n�s agimos em benef�cio\n\npr�prio o tempo inteiro e, salvo em casos espec�ficos, n�o h� mal algum nisso \u0014 \n\no problema � que no caso do agente p�blico isso � grav�ssimo pois afeta\n\nvari�veis como pobreza, bem-estar, crescimento econ�mico e, no corriqueiro\n\neconom�s, a aloca��o �tima dos recursos. Da�, existem falhas de mercado, mas\n\ntamb�m temos que nos atentar �s falhas de governo.

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O\n\nestado do s�culo XXI assumiu a postura de regulador da atividade econ�mica,\n\npor�m n�o h� maneiras eficientes de \u001c regular\u001d os reguladores, conforme indica\n\nKennet Arrow, pr�mio Nobel de 1972, na Teoria da Escolha P�blica. Ainda nos\n\ntrabalhos de Arrow, os mecanismos governamentais s�o desenhados de tal forma\n\nque � poss�vel induzir um resultado espec�fico, conforme as escolhas p�blicas\n\ns�o dispostas. E isso nos leva a, no m�nimo, duvidar das \u001c boas inten��es\u001d dos\n\npol�ticos e governantes, isto �, prejudicam o resultado social em detrimento\n\npr�prio, inclusive afetando o bom andamento de mercados que n�o possuem falha\n\nalguma � luz da teoria econ�mica.

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8 \u0014 \n\nO padr�o de vida de um pa�s depende da sua capacidade de produzir Bens e\n\nServi�os

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O t�pico desse princ�pio � a produtividade.\n\nUma economia s� se desenvolve, quando a produtividade m�dia aumenta. Ou seja, a\n\nrenda per capita de um pa�s � proporcional � produtividade m�dia desse. E a\n\n�nica maneira de aumentar a produtividade m�dia de um pa�s � atrav�s do\n\nprogresso t�cnico e, para isso, s�o necess�rios a qualifica��o da m�o-de-obra,\n\nas ferramentas que potencializem a produ��o (capital) e a tecnologia no sentido\n\nestrito da palavra.

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Pode parecer tentador\n\natribuir os avan�os salariais somente aos sindicatos e pol�ticas p�blicas, mas\n\na qualidade de vida do trabalhador est� ligado em ess�ncia � capacidade de\n\ntodos de produzir bens e servi�os no menor tempo poss�vel.

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Isso\n\n� evidenciado com dados hist�ricos. Economia n�o � simplesmente circula��o de\n\nmoeda. Na tabela ao lado, retirada da 7� edi��o do livro Macroeconomia do\n\npr�prio Mankiw, podemos ver a forte correla��o entre produtividade do trabalho\n\ne crescimento dos sal�rios reais. N�o existe m�gica ou alquimia, a produ��o\n\nprecede o consumo e para consumir mais, deve-se produzir mais.

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9 \u0014 \n\nOs pre�os sobem quando o governo emite moeda demais

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A infla��o � o que chamamos\n\nde aumento generalizado dos pre�os. Ela ocorre quando h� um descompasso entre\n\nos fluxos Monet�rio e Real da\n\nEconomia. Um crescimento do PIB de 2% deve ser acompanhado de um aumento de 2%\n\nna quantidade total de moeda em circula��o, para que os pre�os reais se\n\nmantenham constante. Em termos gerais, a infla��o ocorre quando o governo\n\nproduz mais moedas do que o necess�rio e isso provoca uma desvaloriza��o do\n\ndinheiro. Comentarei sob uma perspectiva neocl�ssica da teoria monet�ria;\n\nentretanto, h� uma discuss�o interessante,\n\niniciada por John Cochrane, sobre os efeitos da expans�o\n\nmonet�ria, (quantitative\n\neasing) promovida no p�s-crise de 2008, donde o banco central\n\namericano baixou a taxa de juros para n�veis pr�ximos de zero, sendo que n�o\n\nobservamos efeitos esperados pela teoria vigente \u0014 que � menor juros implica em\n\nmais dinheiro em circula��o e mais dinheiro em circula��o, ceteris\n\nparibus, significa mais infla��o.

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Exemplificarei\n\nesse aumento de forma simples: (Para fins did�ticos, consideremos que tudo o\n\nque se pode ser produzido no mundo s�o ma��s)

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A\n\neconomia X que produz 1000 ma��s/ano tem 1000 moedas de prata circulando.\n\nPortanto, temos a rela��o (1000 ma��s)/(1000 moedas) , ou seja, 1 ma�� custa 1\n\nmoeda de prata.

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Ent�o,\n\ndotado de boas inten��es, o governo coloca mais 1000 moedas de prata em circula��o,\n\nagora temos as mesmas 1000 ma��s/ano e 2000 moedas. A propor��o fica em\n\n1000/2000, e com certa defasagem, o pre�o de uma ma�� caminhar� para 2 moedas,\n\nprivilegiando quem recebeu este novo montante de moeda primeiro e prejudicando\n\nquem os receber� por �ltimo, at� que o efeito inflacion�rio esteja completo.\n\nFam�lias de baixa renda comumente est�o na ponta final desse processo. N�o\n\nimporta quantas moedas o governo coloque em circula��o, se a produtividade n�o\n\naumenta, n�o haver� melhora de bem-estar.

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Infla��o\n\n� uma forma de imposto, pois o governo � o primeiro a colocar as m�os nessa\n\nquantidade entrante de moedas na economia (efeito Patinkin), al�m de ser o\n\nculpado pela pr�pria infla��o. O \u001c amigo dos pobres\u001d , quando diz que vai\n\ncombater a infla��o � tanto tr�gico quanto c�mico, pois o governo � o pr�prio\n\nmotor inflacion�rio, conforme Milton Friedman, que caracteriza todo processo\n\ninflacion�rio como exclusivamente monet�rio.

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10 \u0014 \n\nA sociedade enfrenta um tradeoff de\n\ncurto prazo entre Infla��o e Desemprego

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Quando o governo aumenta a\n\nquantidade de moeda na economia, um dos resultados � a infla��o. O outro, pelo\n\nmenos ao curto prazo � um menor n�vel de desemprego. O que representa esse tradeoff �\n\na Curva de Phillips.

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Esta\n\nrela��o se d� com maior rigor no curto prazo. J� no longo prazo, os efeitos\n\npositivos da infla��o sobre o desemprego v�o se diluindo at� n�o terem mais\n\nefeitos.

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Al�m\n\ndas Expectativas Racionais explicarem boa parte do porqu� desse efeito perder\n\nfor�a no longo prazo, explicarei o racioc�nio do porqu� esse ideia �\n\nprejudicial � economia :

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1, infla��o gera instabilidade macroecon�mica, essa gera\n\ninseguran�a para investir, que culmina em baixos investimentos, baixo n�mero de\n\nempregos gerados e assim por diante, dado pelo fluxograma:

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Infla��o\n\n> Instabilidade econ�mica > Inseguran�a para Investir >

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Baixos\n\nInvestimentos > Menos postos de trabalho > Mais desemprego.

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Fazendo\n\ncom que esse processo seja insustent�vel no longo prazo. No melhor cen�rio,\n\nbaixo crescimento; no pior, uma pesada recess�o.

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2, para chegar ao ponto m�nimo de desemprego, deve-se\n\nquebrar a principal barreira do emprego, o sal�rio m�nimo, pois os mais\n\nvulner�veis �s consequ�ncias nefastas do desemprego s�o os menos qualificados.\n\nPara se ter uma ideia de como o sal�rio m�nimo afeta de forma grotesca os\n\n�ndices de desemprego, peguemos o caso do Mc Donald\u0019 s ,\n\nno qual alguns Estados norte-americanos pleiteavam, com grande chance de\n\naprova��o, o aumento do sal�rio m�nimo para US$ 15,00 por hora trabalhada; em\n\nalguns lugares o sal�rio m�nimo � de US$ 8,00. Em resposta a esse novo cen�rio\n\npol�tico-econ�mico, o restaurante de fast-food come�ou a investir em\n\nrestaurantes aut�nomos, no qual todo o sistema do edif�cio � robotizado e\n\nfunciona de forma 50% mais r�pido e livre das falhas humanas no processo. De\n\nforma grosseira, o Mc Donald\u0019 s, para sobreviver � concorr�ncia e oscila��es do\n\nMercado, viu ser mais vi�vel robotizar sua estrutura de custos e poder� demitir\n\nmilhares de funcion�rios.

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Ou\n\nseja, se o objetivo � gerar postos de emprego no longo prazo, temos pelo menos\n\nduas maneiras muito mais eficientes de fazer isso do que recorrer � infla��o.

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Espero ter ajudado-os a\n\nentender um pouco mais sobre a �tica econ�mica e sobre como as coisas funcionam\n\npara n�s, meros mortais. Caso tenha ficado alguma d�vida sobre o que seriam\n\nboas institui��es e um bom ambiente institucional, recomendo a leitura do Por qu� as Na��es\n\nFracassam do Daron Acemoglu e do Institui��es, Mudan�a\n\nInstitucional e Desempenho Econ�mico do Douglas North.

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