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de investigação. É um plano sistemático em que o investigador faz variar um fator (ou vários fatores), mantendo outros constantes, e observa o resultado dessa variação.
Tipos de variáveis:
· Variáveis independentes: Fatores que o experimentador manipula (varia).
· Variáveis dependentes: Comportamentos observados (medidos).
· Variáveis estranhas: Fatores que são capazes de alterar resultados, não permitindo que se retirem conclusões, por estarem enviesados.
Operacionalização de conceitos e variáveis:
Termo que vem da Física e que propõe que os conceitos devem refletir um conjunto de operações. Permite um entendimento claro sobre o que se pretende medir e permite a replicação do procedimento.
Ex: “Altura”: Dimensão vertical de um corpo que pode ser medida com uma fita métrica.
 “Agressão”: Intenção de magoar alguém através de ofensas verbais (ex. dizer palavrões) ou físicas (ex. dar um pontapé).
Variável independente:
A variável independente corresponde à característica manipulada pelo experimentador, sendo considerada uma das possíveis causas para o efeito em estudo.
Ex.. De 30 indivíduos com perturbação de ansiedade, 10 recebem medicação, 10 recebem terapia e os outros 10 recebem ambos. Ao fim de 8 semanas todos os indivíduos são avaliados através de um teste psicológico para medir o nível de ansiedade. 
V.I – Tipo de Tratamento
Tipo de manipulação da variável independente:
· Presença/Ausência: variação sim/não.
Ex. A um grupo é pedido para comerem chocolate, a outro grupo é pedido para não comerem chocolate.
· Quantitativa: variação na quantidade.
Ex. Um grupo come 0g, outro 20g, e outro 50g de chocolate.
· Qualitativa: variação da categoria.
Ex. São dados vários tipos de chocolate a diferentes grupos, como chocolate negro, chocolate de leite ou chocolate branco.
· Invocada: o investigador recorre a situações da vida corrente. 
Ex. Idade, sexo, profissão, pessoas que normalmente comem chocolate e pessoas que normalmente não comem chocolate.
Forma de manipulação da variável independente:
· Inter-participantes - Grupo diferente de participantes em cada nível da variável independente.
· Intra-participantes - Cada participante é testado em todos os níveis da variável independente.
Níveis das variáveis independentes:
Os níveis das variáveis independentes correspondem aos valores que as variáveis independentes podem tomar.
Ex. De 30 indivíduos com perturbação de ansiedade, 10 recebem medicação, 10 recebem terapia e os outros 10 recebem ambos. Ao fim de 8 semanas todos os indivíduos são avaliados através de um teste psicológico para medir o nível de ansiedade. 
V.I – Tipo de Tratamento
Níveis da V.I. – Terapia; Medicação e Terapia e Medicação (3 níveis).
Variável dependente:
A variável dependente é a característica comportamental, fisiológica ou neuronal sobre a qual se mede o efeito da VI.
Ex: De 30 indivíduos com perturbação de ansiedade, 10 recebem medicação, 10 recebem terapia e os outros 10 recebem ambos. Ao fim de 8 semanas todos os indivíduos são avaliados através de um teste psicológico para medir o nível de ansiedade. 
V.D. – Nível de ansiedade.
Escala de medição:
· Nominal: Os dados pertencem a categorias que são exaustivas, mutuamente exclusivas e não ordenáveis. 
Ex. Agressão verbal, agressão física.
· Ordinal: Os dados podem ser ordenados. A distância entre os valores não têm significado.
Ex. Pouca, média, muita agressividade.
· De Intervalo: A distância entre os valores que a escala toma é constante. O zero é arbitrário e não expressa ausência de quantidade.
Ex. Temperatura, QI.
· De Razão: A distância entre os valores que a escala toma é constante. O zero expressa ausência de quantidade. 
Ex. Peso, comprimento.
Momento de medição:
· Pré- e pós-teste: A medição é feita antes e depois da influência da VI. Os resultados são diretamente comparados.
Ex. Medição da agressividade realizada de manhã e ao fim do dia (antes e depois de um dia stressante).
· Pós-teste: A medição é feita após a influência da VI.
Ex. Medição da agressividade realizada no fim do dia, depois de um dia stressante.
Variável estranha:
A Variável Estranha corresponde à característica que varia sistematicamente com a variável Independente. A V.E. influencia (confundindo) os resultados e não permite uma conclusão sobre a relação entre variável independente e dependente.
Ex. Qual o impacto da psicoterapia nos sintomas de depressão?
Possíveis VE: Medicação; Motivação do paciente; Estádio da doença.
Controlo da variável Estranha:
O controlo da variável estranha visa neutralizar a influência de variação não pertinente de modo a que seja possível identificar as causas da variação observada.
Técnicas de controlo:
· Randomização/ Aleatorização: A seleção dos participantes deve ser o mais aleatória possível. Cada participante tem igual probabilidade de ser colocado em qualquer um dos grupos ou condições experimentais consideradas e as variáveis independentes e seus níveis são distribuídos aleatoriamente pela experiência;
· Emparelhamento: Fazer equivaler os diferentes grupos e condições relativamente a um conjunto de VE;
Ex. Comparar o efeito de duas terapias breves.
Os dois grupos de pacientes devem ser equivalentes num conjunto de características: idade, sexo, nível de escolaridade, tipo de perturbação, tempo da terapia e experiência do terapeuta.
· Balancemento: Permite minimizar o efeito de ordem de apresentação das condições ou tarefas (efeitos sequenciais);
· Ex. Pepsi Challenge: A=Pepsi; B=Coca-cola
Participante 1: A, B
Participante 2: B, A
Participante 3: A, B
· Fatores Humanos: Expectativa, motivação, cansaço, atenção, compreensão das tarefas.
Ex. Cuidados metodológicos: Instruções iguais, ensaios de treino, informação sobre os objetivos do estudo, automatização do procedimento.
Delineamento experimental simples: 
No delineamento experimental simples manipula-se apenas uma variável independente possuindo também uma só variável dependente.
Formas de manipulação da Variável independente: 
· Inter-participantes (Between subjects) - Exige aleatorização para evitar enviazamento;
· Intra-Participantes (Within subjects) - Exige balanceamento e não uma aleatorização pois todas as pessoas têm a mesma probabilidade de aceder aos estímulos. O balanceamento garante que as duas ordens ocorram com igual frequência.
Efeitos de ordem em delineamento:
· Fadiga ou tédio - Participantes ficam progressivamente mais cansados ou entediados com a tarefa que estão a desempenhar o que pode levar a aumento de erros na segunda condição;
· Prática - Participantes melhoram o seu desempenho na segunda condição apenas porque aprenderam a responder de forma mais precisa;
· Transferência assimétrica - Quando uma determinada ordem leva a resultados distintos. Por exemplo, o estado de espírito dos participantes depois de comerem a maçã é pior quando “maçã” surge em 2º relativamente a quando surge em 1º.
Momento de medição da Variável Dependente:
· Pós-teste
· Pré-pós teste
· Solomon 4 grupos – A um grupo de pessoas avalia em pós-teste e a outro grupo diferente de pessoas avalia em pré-pós teste. Este tipo de avaliação permite descartar o fator de conformismo com o que se pergunta.
Delineamento experimental complexo (Fatoriais):
Manipulam mais do que uma variável independente.
Nomenclatura:
Cada número corresponde a uma variável independente, representando numericamente os seus níveis.
Ex. 2 x 2 x 3 Variável independente com 3 níveis. 
Variável independente com 2 níveis.
Delineamentos inter-participantes:
· Todas as VI são manipuladas inter-participantes;
· Existem vários grupos a serem testados;
· Número de grupos (condições) = Número de níveis da variável independente;
· Total de participantes = número de participantes em cada nível da variável independente x número de níveis.
Ex. Num delineamento 2 X 2, se cada condição = 20 participantes, então N = 80.
Delineamentos Intra-participantes:
· Todas as VI são manipuladas intra-participantes;
· É sempre o mesmo grupo a ser testado, sendo apenas 1; Ou seja, existe apenas um grupo experimental.