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MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
ORTOPEDIA: ANOTAÇÕES DE AULA 
LISTA DE FRATURAS 
Fêmur 
1. Colo: classificação de Garden 
2. Intertrocanterianas: classificação de Evans 
3. Subtrocanteriana: 
classificação de Russel-Taylor 
4. Diáfise: classificação 
de Winquist 
5. Fêmur distal: classificação de Müller 
6. Placa epifisária: ocorre por trauma em 
hiperextensão do joelho 
Patela 
1. Avulsão 
Figura 1 - Classificação de Garden 
Figura 3 - Classificação de Evans 
Figura 4 - Classificação de Winquist 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
2. Esmagamento 
Tíbia e fíbula 
Platô tibial: classificação de Schatzker 
1. Diáfise: trauma direto, rotacional, 
fraturas expostas, fraturas por estresse, trata-se com 
a imobilização de Sarmiento 
2. Tornozelo: fraturas 
maleolares 
3. Pilão tibial: queda de 
grande altura sobre o pé 
4. Maisonneuve: trauma 
em rotação, fratura da diáfise fibular, 
com ou sem fratura tibial. 
Pé 
1. Tálus: fratura de colo – pé em dorsiflexão (pisando em freio) 
2. Calcâneo: queda de grande altura (deve-se avaliar ângulo de Böhler), 
intra/extrarticulares 
3. 5º metatarso: fratura de Jones (entorse 
do pé em varo). Também há a avulsão pala tração do 
tendão fibular 
4. Outros metatarsos. 
Clavícula 
Fraturas comuns em crianças. Queda com apoio da 
mão. Deformidade do ombro com membro caído. Imobilização com bandagem de Valpeau ou 
em oito. 
 
Úmero 
Figura 5 – Sarniento 
Figura 6 - Classificação de Schatzker 
Figura 8 - Ângulo de Böhler 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
1. Fraturas proximais: classificação de 
Neer compreende os quatro elementos: colo cirúrgico, 
colo anatômico, tuberosidade maior e tuberosidade 
menor 
 
2. Diáfise: 
nervo radial frequentemente lesado, 
especialmente em fraturas oblíquas (Holstein-Lewis). Tratamento com tala em “pinça de 
confeiteiro” ou BRACE 
3. Fratura supracondileana: predomina em crianças, risco de lesão da artéria 
braquial e do nervo mediano. Classificação de Gartland. Cubitus varus 
4. Fratura condileana: côndilo lateral 
ocorre em crianças, Salter-Harris IV, se a placa 
fechar, leva a cubitus valgus 
 
5. Fratura intercondileana: predomina em adultos. Queda sobre cotovelo fletido. 
Rádio e ulna 
Figura 9 - Imobilização em oito e bandagem de 
Valpeau 
Figura 13 - Fratura de úmero e lesão do nervo radial 
Figura 12 - Classificação de Neer 
Figura 11 - Fratura em duas partes 
(fratura do colo anatômico) 
Figura 10 - Segmentos de 
fratura do úmero proximal 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
1. Cabeça: queda com apoio sobre a 
mão. Classificação de Mason 
2. Olécrano: fratura por 
compressão ou avulsão 
3. Fratura diafisária de rádio e ulna: 
trauma direto ou indireto. Em crianças pode ser 
em galho verde ou empenamento. Deve-se 
sempre pedir também radiografia de cotovelo e punho. 
4. Fratura-luxação de Monteggia: mais comum em crianças, trata-se da fratura 
angula de diáfise ulnar proximal associada à luxação da cabeça do rádio, classificação de Bado 
5. Fratura-luxação de Galeazzi: mais comum em adultos, trata-se da fratura de 
diáfise do rádio entre os terços médio e distal, ou no terço distal, com angulação posterior 
associada à luxação de articulação radioulnar distal. 
Punho 
Figura 16 - Classificação de Mason 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
1. Fratura de Colles: fratura mais comum dos adultos. Queda sobre mão estendida 
e antebraço pronado. Trata-se da fratura da metáfise distal do rádio com desvio angular 
posterior do fragmento distal. Deformidade em “dorso de garfo”. Há possibilidade de lesão do 
nervo mediano. Classificação de 
Frykman. A 
redução é 
fechada, o 
examinador 
segura o 
punho do 
paciente 
com uma mão e a mão com a outra e realoca o fragmento distal 
com o polegar. 
2. Fratura de Smith: se trata de uma “fratura de 
Colles invertida”, ou seja, o fragmento distal está em direção 
palmar (volar). O tratamento é o mesmo, entretanto, há maior percentual de fraturas instáveis. 
 
3. Fratura de Barton: trata-se de uma fratura de rádio com 
fragmento distal intra-articular geralmente dorsal. Por ser intra-articular, 
demanda tratamento cirúrgico. 
4. Fratura de Chauffeur: fratura do processo estiloide do rádio. 
Se dá por avulsão (“fratura do motorista”). 
5. Fratura axial do Semilunar (Die-Punch) 
6. Fratura da placa epifisária do rádio: trata-se da fratura mais comum em crianças, 
geralmente Salter-Harris I ou II. 
Mão 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
1. Escafoide: queda sobre a mão com punho estendido. 
Precária irrigação, comumente leva à necrose avascular. Se 
manifesta como dor na região radial do punho. Devem ser pedidas 
incidências oblíquas da mão. É subdiagnosticada 
2. 2º, 3º, 4º e 5º metacarpos: cabeça, colo, diáfise e base. Qualquer desvio rotacional 
que seja causa perda da funcionalidade. Fratura do boxeador é a do colo do 5º metacarpo 
4. Fratura-luxação de Bennett: trata-se da fratura da base do primeiro metacarpo. 
5. Fratura de Rolando: trata-se da fratura da falange distal por esmagamento, é 
extremamente dolorosa 
6. Dedo em martelo: quando ocorre 
avulsão da base da falange distal pelo tendão 
extensor 
7. Fraturas de falanges distais e 
proximais. 
Coluna 
1. Fraturas dos côndilos occipitais 
2. Fratura de Jefferson: fratura do atlas por 
compressão vertical do crânio. Diagnostica-se por 
radiografia de crânio com o paciente de boca aberta, quando 
o canal cervical do atlas é pelo menos 7 mm maior que o da 
áxis. Tratamento com órtese Halo vest ou artrodese 
3. Fratura do processo odontoide: tratamento 
igual ao da fratura de Jefferson 
Figura 24 - Dedo em Martelo 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
4. Fratura do Enforcado: ocorre por “hiperextensão-
distração: a corda arranca o corpo do áxis do corpo de C3 
(distração) ao mesmo tempo em que hiperestende os pedículos 
do áxis”. Há alargamento do canal medular. O tratamento é 
com Halo vest 
5. Trauma raquimedular: mais comum que as 
altas, ocorrem principalmente entre C5 e C6. Lembrar que o 
nervo frênico se origina entre C3 e C5, lesões acima disso 
implicam em parada respiratória imediata. Atentar para choque 
neurogênico 
6. Fraturas toracolombares: são as mais comuns da 
coluna toda. Causa síndrome da cauda equina se houver 
transfixação medular acima de L4. Pode ser por impacto/compressão (associada à osteoporose), 
explosiva (queda de grandes alturas), fratura de Chance (distração-flexão vertebral – “cinto de 
segurança”). Luxação vertebral quase sempre é sinônimo de lesão medular. 
 
 
 
 
 
 
DEFORMIDADES DA COLUNA VERTEBRAL 
Escoliose se define como desvio lateral da coluna vertebral. 
Caso: paciente masculino, 15 anos, queixa de um ombro mais baixo que o outro e “osso 
da paleta um pouco alto”. No exame físico, o teste de Adams evidencia gibosidade unilateral. 
A radiografia em AP demonstra escoliose. Fechamos o diagnóstico como escoliose idopática 
do adolescente pelo padrão de ir para a direita. O padrão da escoliose infantil é igual, mas o da 
juvenil é o contrário, com curvatura à esquerda. 
Quando temos uma curvatura acima de 40°, pode haver comprometimento da 
capacidade respiratória, sendo indicado o tratamento cirúrgico, já se ela estiver entra 20° e 40°, 
Figura 25 - Órtese Halo vest 
Figura 26 - Fratura do Enforcado 
Figura 27 - Características básicas dos três tipos de lesão: Tipo A 
- compressão; Tipo B - distração; Tipo C - rotação 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
pode ser utilizado o colete se as placas epifisárias ainda estiverem abertas. Se a curva estiver 
abaixo de 20°, indicamos apenas fisioterapia. O tratamento cirúrgico é abrir a coluna de fora a 
fora e por uma haste corrigindo a posição. Esta técnica deve ser feita juntamente com o teste do 
potencial invocado, para sabermos que não está havendo lesão medular. 
Caso 2: paciente feminina, 12 anos, menarca ausente (ainda há potencial de 
crescimento), com escoliosede 37°. Foi indicado tratamento conservador com colete, 
entretanto, após 2 anos, a angulação foi para 52°. Foi feito tratamento cirúrgico. 
A etiologia da escoliose pode ser idiopática (maioria), congênita (má formação entre 6ª 
e 8ª semana de gestação com presença de hemivértebra), metabólica (raquitismo) e neurológica. 
A escoliose neuromuscular é espástica, rígida atetóide ou flácida, muito causada por 
neurofibromatose, pesquisar lesões café com leite, o tratamento é sempre cirúrgico, pois a 
contratura muscular crônica impede o tratamento com colete. A escoliose idiopática tem os três 
padrões, infantil, adolescente e juvenil, falados acima. 
O diagnóstico se dá pela assimetria do tórax, altura dos ombros, triângulo de Talhe, 
desnivelamento pélvico, diferença no tamanho das mamas (na verdade, o problema é 
rotacional), linha do prumo e gibosidade. O raio X é pedido sempre em AP e perfil, com o 
paciente em ortostase. 
A doença de Scheuermann é uma cifose, desvio anterior da coluna, de três vértebras, 
que fazem a inclinação do tórax ser para frente. A etiologia é desconhecida. Raramente há dor 
ou alteração neurológica. No raio X, encontramos uma cifose acima de 45° e as três vértebras 
encunhadas. O tratamento leva em conta a maturidade esquelética. A radiografia deve ser 
dinâmica, com o paciente tendo a coluna fletida para frente e em ortostase, para sabermos se é 
flexível ou não. O tratamento cirúrgico é mais raro. 
As lombalgias e lombociatalgias crônicas manifestam-se como dor lombar, uma das 
maiores queixas do consultório, principalmente em trabalhadores. A lombalgia é a dor entre o 
último arco costal e a bacia, se se irradiar para a perna é lombociatalgia. Pode ser de etiologia 
mecânica e degenerativa. O mecanismo é a degeneração do disco intervertebral, geralmente 
esmagado e deslocado, apresentando-se escuros na RNM. Quando o disco rela no canal 
medular, há a dor. Pedimos mielotomografia e RNM. Se houver hérnia, há indicação de 
tratamento cirúrgico. Devemos sempre iniciar tratamento não cirúrgico. Indicamos 
fortalecimento do abdômen, alongamento lombar e analgésicos. 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
LESÕES DE JOELHO 
Inserem-se na patela os músculos que formam o quadríceps e o ligamento patelar. 
Usuários de anabolizantes têm ruptura no tendão patelar, pois esses hormônios enfraquecem 
tendões, já em idosos, a ruptura será nos músculos, pela redução da vascularização. Os 
ligamentos principais são quatros, os colaterais medial e lateral e os cruzados anterior e 
posterior. Rupturas de ligamentos colaterais não promovem edema, pois são extra-articualres. 
Se houver edema, pensamos em ligamentos cruzados ou fratura. Lesão de meniscos também 
não desencadeiam edema. Na tróclea, encaixa-se o vértice da patela. Movimentos articulares 
fazem esse osso raspar no acidente, principalmente em usuários de anabolizantes, pois eles têm 
um perfil encurtado, causando condropatia patelar. 
Na anamnese de sintomas do joelho, temos de pesquisar: 
• Idade: se é jovem ou velho, pois este tem artrose nos ossos longos e aquele na 
patela 
• atividade física de laser: futebol lesa menisco, crossfit e academia lesam patela 
• determinar de maneira precisa o início da sintomatologia, como foi que 
começou, atividades deflagrantes, etc. Ligamento cruzado posterior lesa por batida de 
carro por forçar contra o painel, falseio representa lesão de cartilagem ou menisco solto, 
o joelho é uma estrutura com sintomas diretos. 
A tendinite patelar se manifesta como dor, diagnostica-se pela palpação. A conduta é 
repouso e anti-inflamatórios. 
A condropatia patelar está presenta na grande 
maioria das mulheres, principalmente jovens. Também 
presente em pessoas que dirigem muito. A patela possui 
a maior quantidade de cartilagem do corpo, entretanto, 
se ela é gasta e se expõe o osso subcondral, não há mais 
o que se fazer para o recuperar, não adianta tomar 
colágeno. “As porcarias que a reumato dá só servem 
para melhorar o edema. Injeções de ácido hialurônico só fazem parar o barulho e melhorar 
temporariamente a dor”. Ela se manifesta como sinal do cinema, a pessoa fica muito tempo 
sentada e quando levanta sente dor. O teste clínico é o da compressão patelar, se positivo, temos 
o sinal de Rabot. Classifica-se de I a IV por Outebridge. Ler o slide de biomecânica patelar, não 
devemos fazer o agachamento até lá trás, no máximo devemos ir até 90°. O tratamento é a 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
mudança do estilo de vida, AINEs, condroprotetores (colágeno...), viscosuplementação (ácido 
hialurônico), exercícios de quadríceps de forma correta, alongamento de isquitibiais e 
condroplastica (não funciona). A USP tem feito transplante de condrócitos experimentalmente. 
O ligamento cruzado anterior sai da 
parte lateral para medial. O mecanismo de 
lesão é o trauma em valgo, rotação externa e 
semiflexão. 90% dos casos ocorre em 
homens, entretanto, mulheres têm maior risco. 
LCA e colateral medial andam juntos. Após 
uma lesão ligamentar, o joelho não é mais o mesmo, pois se lesa fibras nervosas responsáveis 
por propriocepção. O exame físico realizado é o teste da gaveta anterior, evita-se de o fazer na 
urgência, quando o primeiro exame é a artrocentese para investigarmos hemartrose. A punção 
da artrocentese é feita lateralmente ao polo superior da patela. Puncionamos uma única vez, 
tiramos a seringa mantendo a agulha no local para desprezarmos o conteúdo. Criança não rompe 
o ligamento, mas arranca o osso, pois o osso é mais fraco que o ligamento. Na ressonância, 
pedimos ponderação T1 (não se tem 
supressão de gordura) e T2 (têm-se 
supressão de gordura, diferenciando-a do 
líquido), “osso branco se vê fratura, osso 
preto se vê lesão”. Na reconstrução, 
podemos usar vários enxertos, pedaço de 
ligamento patelar, de músculo 
semitendíneo ou grácil (mais utilizados), 
tendão do quadríceps, sintético ou de cadáver. O enxerto de semitendíneo ou grácil demora 
mais para a recuperar, por isso, em esportistas, usamos o enxerto patelar, que é mais rápido. 
Tem um método que o paciente pula para sabermos se ele pode voltar ao esporte. 
Há dois meniscos, o medial, maior, e o lateral, 
menor. Quando temos um menisco mais móvel, como o 
lateral, ele lesa menos, pois em uma entorse ele vai junto, 
enquanto que o medial fica e lesa, ou seja, na maior parte 
das vezes, temos o medial lesado. Para haver sutura de 
menisco, a lesão deve ser extensa, pois geralmente lesões 
pequenas lesam uma parte pequena, sem vascularização, 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
ou seja, sutura não pega. Cartilagens têm colágeno tipo II, meniscos, tipo I. Treino de 
propriocepção é feito na cama elástica ou com a bolinha. Ruptura de menisco ocorre por trauma 
em varo com o joelho rotacionado. Geralmente lesão longitudinal. “Lesão de menisco tem que 
se pensar 40000x para fazer tratamento cirúrgico”, pois se arrancarmos um pedaço do menisco, 
acaba originando uma artrose. Fazemos uma excisão mínima da área lesada ou fazemos apenas 
a sutura. Se tirarmos o menisco inteiro, vamos presos. Antes de excisava, pois a melhora é 
instantânea, mas, por conta da artrose, precisava se por uma prótese de joelho. 
LESÕES DE PÉ E TORNOZELO 
A fratura de tornozelo é muito comum em futebol. Elas são classificadas em 
unimaleolares, bimaleolares e trimaleolares, quando se quebra o maléolo posterior, é mais 
grave. O mecanismo é o trauma em entorse do tornozelo, o lado dita o tratamento. Devemos 
avaliar a pele, pois é comum haver flictenas, que impedem a abordagem cirurgia. Devemos 
pedir radiografia, na qual avaliamos a articulação tíbio-talar, pois alterações dela indicam 
fraturas de Maisonneuve, que não demandam abordagem cirúrgica, mas imobilização. Denis-
Weber classifica a fratura na tíbia. A partir de fraturas bimaleolares, o tratamento é cirúrgico, 
podendo ser feito com parafusos ou placas. 
A fratura do 5º metatarso podeser em três zonas, na zona 2 é a fratura de Jones. Fraturas 
de zona 1 costumam ocorrer por avulsão e são tratadas conservadoramente. A fratura de Jones 
é comum em atletas, como a do Neymar, o tratamento pode ser conservador em idosos e não 
atletas, enquanto atletas demandam cirurgia para uma recuperação mais rápida. As fraturas da 
zona 3 ocorrem por estresse, comum em corredores. 
A rotura do tendão calcâneo é chamada de lesão do Aquileano, o maior tendão que 
temos no corpo. Tendões longos tem grandes áreas pouco vascularizadas, que rompem ao 
esforço. Trata-se de uma lesão mais comum no sexo masculino, principalmente jogadores de 
futebol. A queixa é característica, a pessoa relata ter sentido um chute na perna. O mecanismo 
é trauma em flexão dorsal de pé e extensão de joelho. O paciente consegue andar, mas com dor 
e claudicação. O teste feito é o de Thompson, põe-se o paciente em decúbito dorsal e se mecha 
a panturrilha, o pé tende a mover junto em pacientes normais. Na grande maioria das vezes, 
conseguimos palpar um buraco. O tratamento é controverso, cada ortopedista fala algo 
diferente, não se sabe o que é melhor, o conservador, com risco de ruptura, no qual se imobiliza 
o pé em equino e vai evoluindo, ou o cirúrgico, no qual muitas vezes não conseguimos 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
aproximar as duas extremidades do tendão, necessitando enxerto com tendão fibular ou 
extensor dos dedos, havendo débito do movimento. 
A tendinopatia do Aquileano consiste em uma fibrose desse tendão. É mais comum em 
homens, porém mais sintomática nas mulheres. Há dois tipos, a insercional, em que podemos 
enxergar um nódulo, e a não insercional, que geralmente não se manifesta. Muitas vezes 
confundimos essa condição com esporão. Mesmo na radiografia, vemos uma calcificação 
semelhante a um esporão. Não se resolve com tratamento conservador, mas apenas se paliativa. 
As principais abordagens são o alongamento matinal e a utilização de sapatos especiais. O 
tratamento cirúrgico tem o mesmo problema que a cirurgia da rotura, há déficit motor. 
O esporão na verdade se deve à fasceíte plantar. Ele é apenas um sinal do problema na 
fáscia. Ocorre por microtraumas, principalmente por sapatos errados, sapatilhas em mulheres e 
corredores. A dor é na região do calcâneo mais medialmente. A inflamação da fáscia leva ao 
tracionamento mais forte do osso, gerando o osteófito. O que dói não é o osso, mas a fáscia. O 
diagnóstico se faz com raio X. O tratamento é conservador, com diminuição de carga, 
adequação do sapato e exercícios (com garrafa congelada ou bola de tênis), a resposta costuma 
ser muito boa. O tratamento cirúrgico é inútil e feito somente em atletas cuja dor é muito grave. 
O joanete é na verdade o hálux valgo. Ele consiste em um desvio medial do metatarso e 
lateral da falange, formando a saliência. Tende a empurrar todos os dedos do pé lateralmente. 
Ocorre por causas hereditárias e uso inadequado de sapatos (quase todos hoje em dia predispõe 
à essa deformidade, os que não predispõe são muito feios). É muito comum em bailarinas pelo 
uso da sapatilha de ponta. Pessoas com pé plano, forma verticalizada dessa articulação, forma 
arredondada da cabeça, fórmula digital (principal), flacidez ligamentar e inclinação da 
articulação interfalângica do hálux também predispõem. Na maioria das vezes, os pacientes não 
reclamam de dor no joanete, mas sim na cabeça do 2º metatarso, onde se forma um calo. Deve-
se avaliar o pé como um todo, com o paciente em pé, pois algumas deformidades só aparecem 
quando se põe carga no pé. Alguns pacientes fazem o joanete no 5º metatarso pelo uso de 
sapatos muito apertado. Radiografia também deve ser feita com carga sobre o pé. O tratamento 
cirúrgico nunca é feito por estética, pois o pé sempre fica feio, mas sim pela dor. Podemos tentar 
o tratamento conservador com fisioterapia, adequação de calçados, proteção contra atrito e 
órteses, mas não corrigirá a deformidade e não funciona em todos os pacientes. O tratamento 
cirúrgico tem mais de 50 técnicas. Antes só se cortava o calo ósseo, consequentemente o joanete 
voltava, hoje se faz com uma série de osteotomias e a joanete não volta. 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
O pé plano, ou pé chato, consiste numa perda do arco plantar longitudinal, com retro pé 
evertido, ante pé abduzido e médio pé caído. Toda criança no início da marcha tem pé plano, 
devemos sempre orientar as mães. A curva é adquirida com entre 7 e 10 anos. É muito comum 
em crianças com histórico familiar. O diagnóstico se faz com radiografia para avaliarmos 
possíveis alterações que levem a um pé plano secundário ou barra óssea (fusão entre tálus e 
calcâneo), que leva a um pé plano súbito. No exame, o paciente deve estar em pé, pois não dá 
para ver com ele deitado ou sentado. Pedimos para o paciente ficar na ponta dos pés, para 
sabermos se há flexibilidade, indicando ausência de barra óssea. O principal diagnóstico 
diferencial é a hiperfrouxidão, comum em pacientes sindrômicos. O tratamento só é feito a 
partir dos 10 anos, idade limite para a formação da curva. A palmilha só é usada em queixa de 
dor, crianças geralmente não querem brincar, devendo explicar que ela não corrige. Além da 
idade ser maior que 10 anos, o tratamento cirúrgico é indicado em dor, fadiga e pé desabado, 
que costuma evoluir para artrose. Na técnica, corrigimos a deformidade do calcâneo, cortando-
o e o trazendo para dentro. O tratamento também não é feito por estética. 
TRAUMA DE QUADRIL 
Uma lesão do anel pélvico tem várias possibilidades, uma delas é a abertura da sínfise 
púbica, quando se sofre trauma anteroposterior. Existe gravidade acentuada, pois uma abertura 
na frente nunca ocorre sem alterações atrás. Muito comum é a maceração do plexo venoso 
sacral, que leva ao choque hipovolêmico e óbito. Além da radiografia anteroposterior, pedimos 
incidência em let (craniocaudal em 45°) e outlet (caudocranial em 45°), pedimos tomografia, 
que, além da abertura da sínfise púbica, evidencia fraturas de outros ossos pélvicos. Quando há 
lesão de ligamentos sacro-ilíacos posteriores, o sangramento é mais intenso. 
Saber diferenciar fratura de acetábulo de fratura em “livro aberto”. A primeira é 
estável enquanto a segunda implica em lesão vascular e visceral, geralmente catastrófica. Fábio 
Devito cobrou as duas na segunda prova. Pediu para descrever uma radiografia, identificar a 
lesão e a conduta. 
 
 Fratura de acetábulo Fratura em "Livro Aberto" 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
O tratamento de emergência é tentar fechar o anel o quanto antes, para comprimir os 
vasos e diminuir o sangramento. Para isso, há cintas especiais postas na altura do trocânter 
maior, não da asa do ilíaco, contraindicadas em obesos, pois pode levar à necrose tecidual. Na 
ausência desse aparelho, usamos um lençol que envolva de maneira reta toda a cintura do 
paciente, não dando um nó. Se abrirmos a pelve nesse momento, o sangramento volta 
acentuadamente. Se conseguirmos estabilizar hemodinamicamente o paciente somente com o 
lençol, sabemos que o sangramento era unicamente devido à lesão pélvica, assim, a indicação 
é de fixador externo, em alguns serviços é feito até mesmo na sala de emergência. 
Em fraturas pélvicas, sempre 
temos de fazer toque retal e vaginal, pois 
as cavidades retal e vaginal podem 
ocultar fraturas expostas. Nesse caso, 
deve ser feita colostomia para reduzir a 
contaminação da fratura. 
Essas fraturas são classificadas 
por Tile: 
A. Estável, arco posterior 
íntegro 
B. Instável rotacional, lesão 
parcial de arco posterior 
C. Instável rotacional e 
verticalmente. 
Após alguns dias, quando o paciente tiver passado o período do trauma, passamos para 
um tratamento definitivo. Ele consiste na redução da pelve e fixação com placas e parafusos. 
Fixamos tanto a sínfise púbica quanto o ilíaco no sacro (packing pélvico). 
Já se passado algum tempo da imobilizaçãonão houver estabilidade, sabemos que a 
lesão não se limita a pelve. Passamos então a uma investigação exaustiva para saber a fonte do 
sangramento. Pedimos uma angiografia. 
Uma fratura do acetábulo consiste em fratura de ílio, ísquio e púbis. No caso desse tipo 
de fratura, o sangramento é pequeno, ou seja, se o paciente estiver instável, não vem daí o 
problema. Não há indicação de se colar lençol ou fixador externo. Devemos partir para uma 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
investigação exaustiva para acharmos a fonte do sangramento. Raramente, um vaso que passa 
rente ao púbis chamado corona mortis pode se romper e levar a um sangramento maciço. O 
tratamento desse tipo de fratura já é o definitivo (se houver estabilidade hemodinâmica), com 
uma reconstrução desde a asa do ilíaco até a sínfise púbica. Há a classificação de Judet-
Letournel. O mecanismo de lesão são traumas de alta energia ou de baixa em idosos com 
osteoporose, a posição da fratura varia conforme a posição da coxa. Em todo trauma de 
acetábulo, deve-se avaliar joelho, pois costuma haver lesão do ligamento cruzado posterior. 
Acúmulo de líquido indica desluvamento muscular do fêmur. 
A fratura do cólon femoral é difícil de ser visualizada, pois é uma fratura impactada. O 
único sinal é uma redução do comprimento do cólon em ralação ao outro e a indicação clínica. 
Em traumas de quadril, devemos sempre pedir radiografia lateral, além da anteroposterior. Não 
existe tratamento clínico para esse tipo de fratura, devemos sempre operar, exceto em casos 
muito específicos. Pacientes idosos devem ser operados para não ficarem imobilizados por 
muito tempo, pois podem evoluir para descompensações. A cirurgia é fixação com parafusos. 
Fraturas desviadas do colo do fêmur não possuem desvio clínico do membro inferior. 
Pelo desvio, há comprometimento da circulação, frequentemente evoluindo à necrose da cabeça 
do fêmur. Há indicação de artroplastia com colocação de prótese. Em pacientes com expectativa 
de vida de 5 a 8 anos, fazemos prótese parcial, acima disso, fazemos a total. 
As fraturas de colo do fêmur são classificadas por Garden: 
I. Impactada em valgo 
II. Com traço completo sem desvio 
III. Com traço completo e desvio, geralmente em varo 
IV. Traço completo, parece estar alinhada, mas as trabéculas ósseas da cabeça e do 
cólon estão alinhadas. Incidência altíssima de lesão vascular, devemos fazer artroplastia. 
Devemos fazer enoxaparina para prevenir TVP e TEP em pacientes imobilizados. 
Além das fraturas do cólon do fêmur, temos as fraturas transtocanterianas. Aquelas 
ocorrem principalmente na faixa dos 70 e dos 90 anos, enquanto estas, na faixa dos 80. As 
fraturas transtrocanterianas são classificadas por Tronzo. Estas fraturas devem ser operadas o 
quanto antes, pois quanto mais tempo ficar na enfermaria ou UTI, maior será a mortalidade. 
Fraturas proximais do fêmur são consideradas urgências ortopédicas. 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
Há as fraturas subtrocantéricas. Elas se comportam diferentemente das 
transtocranterianas, pois o osso é menos esponjoso que entre os trocânteres, fazendo a 
consolidação ser mais difícil. A técnica cirúrgica é a redução e fixação com hastes e placas. As 
hastes são melhores, pois são minimamente invasivas. 
As fraturas da diáfise femoral sangra muito, chegando a dois ou três litros. Se for 
bilateral, pode haver choque hipovolêmico. Outra complicação é a embolia gordurosa. O 
tratamento também é cirúrgico, exceto em crianças, quando se faz um gesso pelve-podálico por 
90 dias. Tratamento conservador em adultos exige imobilização prolongada e consolida com 
muitos desvios, sendo contraindicada. Na cirurgia, colocamos uma haste pelo joelho. 
Liberamos o paciente para sentar, andar com muletas e carregar pequenas cargas. 
Todas as fraturas articulares de fêmur e tíbia devem ser abordadas cirurgicamente, 
promovendo estabilidade absoluta e mobilidade precoce, para haver um menor número de 
sequelas. 
TRAUMATISMO RAQUIMEDULAR 
O traumatismo raquimedular ocorre principalmente por acidentes automobilísticos 
(45%), quedas de altura (incluindo mergulho em águas rasas soma 20%), acidentes esportivos 
(15%), atos de violência (incluindo armas de fogo) e outros. A maioria dos pacientes que chega 
no pronto-socorro está inconsciente. Se o paciente estiver alcoolizado, devemos sempre 
considerar como tendo trauma raquimedular até que se prove o contrário. 
Na anamnese, temos dor na coluna. No exame físico, é comum homens terem priapismo, 
há perda de resposta a estímulos dolorosos, bradicardia e hipotensão. Devemos avaliar todos os 
reflexos, sensibilidade, motricidade e tonicidade desde C5 a T2. Nunca devemos esquecer os 
reflexos perianal e bulbo-cavernoso. Se o reflexo bulbo-cavernoso estiver presente, sabemos 
que a lesão é definitiva, se estiver ausente, o paciente está em choque medular, devemos esperar 
o choque passar para sabermos se a lesão é definitiva ou não. Sinal de Babinsky 
As lesões medulares são classificadas por Frankel, indo de A a E: 
A. Motricidade e sensibilidade ausentes 
B. Motor ausente e sensibilidade presente 
C. Motor presente, mas não útil (grau II ou III), sensibilidade presente 
D. Motor presente (grau IV – não vence resistência) e sensibilidade presente 
E. Motor e sensibilidade presentes. 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
Os exames complementares a serem pedidos são radiografia AP e perfil, radiografia 
dinâmica, contraindicada sempre que houver déficit neurológico, ressonância magnética, para 
ver a medula, e tomografia, para vermos a parte óssea. 
O paciente deve sempre ser abordado por uma equipe multidisciplinar. É comum eles 
terem escaras de decúbito, infecções urinárias de repetição, intercorrências clínicas.... 
O tratamento definitivo é a cirurgia com colocação de hastes e parafusos. Se não houver 
possibilidade de tratamento definitivo, usamos halo de compressão medular. 
FRATURAS DE COLUNA 
As fraturas de coluna são as causas diretas dos traumatismos raquimedulares. Para 
sabermos se há ou não fratura de coluna, fazemos radiografia AP, perfil e dinâmica, não deve 
haver perda de alinhamento de nenhuma vértebra. Outra incidência importante no pronto-
socorro é a trans-oral, que nos permite ver os espaços ao lado do processo ondontoide, 
normalmente simétricos. Se o paciente tiver dor cervical e as radiografias estiverem normais, 
pedimos RNM ou TC, pois devemos chegar a um diagnóstico mais preciso. 
Existem várias fraturas de coluna cervical. As fraturas de odontoide são classificadas 
por Anderson e d’Alonzo. A espondilolistese (escorregamento) de C2 sobre C3 é a fratura do 
enforcado, nessa altura, há o centro respiratório, a causa mortis é parada respiratória, essa lesão 
é classificada por Levine. As fraturas cervicais são tratadas com imobilização por 90 dias (halo 
gesso ou colar) e fixação, usava-se metilprednisolona, hoje tem sido contestado. Podemos fazer 
osteossíntese cirúrgica. 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
As fraturas da coluna cervical baixa também representam risco de lesão medular. 
Ocorrem muito em acidentes de trânsito, pelo movimento de chicote do pescoço em freadas 
bruscas, mergulhos de cabeça em águas rasas e lesões por arma de fogo. O atendimento inicial 
é com imobilização logo após o trauma. As 
radiografias devem ser AP, perfil e trans-
oral. 
A gravidade da fratura é 
dependente de qual das três colunas é 
afetada. 
 
As fraturas por explosão são 
classificadas por White e .... Se for menor 
que 5, dá para serem tratadas por 
imobilização. Se houver compressão 
medular, é necessário fazer corporectomia 
e artrodese. 
Estudar os tipos de luxações facetárias. Lembrar que as unilaterais passam mais 
despercebidas. 
A maioria das fraturas de coluna são tóraco-lombares. Entre T11 e L2, o canal medular 
é mais estreito. A dor é de moderada a forte. Pacientes politraumatizados ou inconscientes 
devem ter todaa coluna radiografada para descartar essas lesões. O exame neurológico deve 
ser muito detalhado. Ler sobre a fratura de Chance. 
LESÕES DE PUNHO 
 Teoria das Três Colunas 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
Aumento da opacidade indica necrose óssea. Garçons e operadores de britadeiras 
costumam ter necrose do semilunar, a doença de Kienböck. Ulna minus é muito relacionada, 
comum também em garçons, desencadeia artrose. Podemos fazer uma tenoartroplastia, 
pegamos o tendão do músculo flexor palmar, enrolamos e colocamos no lugar do semilunar, 
para não haver colapso do punho. O paciente deve tomar anti-inflamatórios, usar tala e fazer 
fisioterapia. 
Paciente se apresenta com dor e um único dedo não estica. Não é dedo em gatilho, pois 
dedo em gatilho estica e esse não. Temos a contratura de Dupuytren, uma doença que forma 
alguns nódulos na fáscia palmar, que encurta e puxa o dedo. Sua evolução passa por três fases, 
estágio proliferativo, involutivo e residual. No último, há formação de cordas. Se a mesma coisa 
acontecer na fáscia plantar, temos a contratura de Ledderhose. Tudo isso está envolvido na 
doença de Peyronie, contratura da fáscia peniana. O tratamento consiste na ressecção cirúrgica 
de toda a fáscia palmar, do contrário, há recidiva. Em estágios mais avançados, já não há como 
fazer a cirurgia, pois acontece um estiramento arterial e consequente necrose do dedo. 
O dedo em gatilho consiste num comprometimento da polia de A1 devido a um processo 
inflamatório e espessamento da bainha sinovial e tendinosa, formando um nódulo. O 
mecanismo é um bloqueio em flexão do dedo. Após um esforço maior ou uso da outra mão para 
fazer a extensão, o dedo volta ao normal. A passagem do nódulo pela polia causa dor, um 
sintoma tardio. O diagnóstico é essencialmente clínico, existe a possibilidade de se fazer US, 
mas não é necessária. Na fase inicial, conseguimos melhora da dor e da mobilidade apenas com 
corticoides. Se não houver melhora, partimos para a abordagem cirúrgica. 
A tendinite de de Quervain tem o mesmo mecanismo do dedo em gatilho, porém, a nível 
dos tendões abdutor longo e extensor curto do polegar. Clinicamente, há muita dor. Ocorre em 
mulheres grávidas e pessoas que exercem trabalhos manuais repetitivos. Fazemos a flexão e o 
desvio ulnar do punho (teste de Finkelstein), se houver dor, confirma o diagnóstico. O 
tratamento conservador é o uso de tala por três semana com uso de corticoides e fisioterapia. 
Se não houver regressão, fazemos infiltração com corticoides. Se for refratário a todos os 
tratamentos, fazemos a incisão da bainha. 
A síndrome do túnel do carpo se manifesta com dor (principalmente noturna), parestesia 
e perda de força na mão. Se deve à compressão do nervo mediano, principalmente por uma 
sinovite, que aumenta a pressão no retináculo dos flexores. Pode ser idiopático ou secundário à 
artrite reutmatoide, DM, gravidez, etc. O sinal de Flick consiste no paciente acordar a noite com 
MARCIO HENRIQUE PIEROBON MARTINS 
dor na mão e chacoalhar para melhorar. Há preferência sazonal pelo inverno. Nos casos mais 
avançados, há atrofia dos músculos da iminência tenar. No exame físico, temos os testes de 
Phallen (normal e invertido) e Tinel (percussão com sensação de dor). A confirmação do 
diagnóstico se dá por eletroneuromiografia, que também gradua a lesão. Se leve, fazemos o 
tratamento conservador, se moderado, conservador ou cirúrgico, se grave, cirúrgico. Mesmo 
depois de tratado cirurgicamente, ainda fica um pouco de doença residual. O tratamento 
conservador consiste em analgésicos e uso de tala noturna, o cirúrgico, uma pequena incisão 
para descomprimir o nervo.

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