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APS - COMPLETA

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INTRODUÇÃO
O Projeto Pedagógico do Curso tem as Atividades Práticas Supervisionadas – APS, que se constituem em um meio ou instrumento pedagógico para o aprimoramento da aprendizagem por meio da aplicação do conhecimento adquirido em sala de aula. As atividades práticas supervisionadas visam a contribuir para desenvolver nos alunos as competências requeridas aos futuros Bacharéis e a favorecer aos alunos em um meio de reflexão críticas da realidade a partir dos fundamentos teóricos das disciplinas do semestre seletivo e da observação, descrição e análise de importantes temas e desafios presentes em uma empresa/organização em situação real.
Nesta APS a disciplina âncora é Processos Organizacionais e foi realizado um estudo na organização Olivia Sticks. Os alunos realizaram uma análise e diagnóstico organizacional em uma empresa de pequeno porte, na busca de promover uma visão integrada das disciplinas, para desenvolver o trabalho, inserindo-o nas práticas administrativas da empresa.
A principal metodologia utilizada nesta APS foi: entrevista realizada com o colaborador da empresa para fazer o levantamento das informações; entrevista com alguns clientes para entender suas necessidades; e assim desenvolver o trabalho.
No desenvolvimento desse trabalho será mostrado a forma hierárquica de formação de uma empresa de pequeno porte, mais a centralizado na análise de um processo específico da empresa: processamento de pedidos.
Esse processo será mapeado, de forma que possam ser evidenciados quais são seus pontos positivos e pontos negativos, sendo esses pontos negativos analisados e apresentadas formas de melhorá-los a fim de obter melhoria no processo como um todo. 
É um trabalho de ampla análise, sendo necessária a percepção no ponto de vista do cliente, crucial para todas as organizações e que sem ele, não há motivo para funcionar.
1. REVISÃO CONCEITUAL 
1.1 Processo
	Segundo Manganote (2005), processo é qualquer atividade ou conjunto de atividades que toma uma entrada, adiciona valor a ela e fornece uma saída a um cliente específico. Os processos utilizam recursos da organização para oferecer resultados objetivos aos seus clientes. De uma maneira mais formal pode-se dizer que um processo é um conjunto de atividades estruturadas logicamente de maneira a resultar num produto ou serviço especificado para um determinado cliente ou mercado. 
	Um processo possui entradas e saídas muito bem definidas, tanto espaciais como temporal. No entanto, esta definição deixa de fora processos que não tem inicio e fins claros ou cujo fluxo não é bem definido. Ás vezes alguns desses processos tem maior impacto que os demais na própria viabilidade da empresa, como aqueles ligados à sucessão na empresa, ao desenvolvimento dos gerentes e à avaliação do desempenho pessoal. 
	De acordo com Davenport (1994), [...] um processo é simplesmente um conjunto de atividades estruturadas e medidas destinadas a resultar num produto especificado para um determinado cliente ou mercado. 
	Ele exige uma acentuada ênfase na maneira como o trabalho é feito na organização, em contraste com a ênfase relacionada com o produto em si, que se centra no que é o produto. 
	Um processo é, portanto, uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço, com um começo, um fim, e inputs e outputs claramente identificados: uma estrutura para a ação.
	Segundo Alves Filho (2011), um processo tem uma lógica operacional. Como resultado, fornecem-se produtos e serviços de boa qualidade, que atendam aos interesses dos consumidores e a preços que os satisfaçam. Em outras palavras, deverão ter valor para eles. As suas etapas foram desenhadas para atender algumas necessidades. São os desejos dos clientes. Estes podem ser internos ou externos à empresa. As sequências criadas na execução de uma atividade é que nos levam a obter êxito em nossos objetivos. Saber gerenciá-las é uma função que torna a organização mais eficiente.
1.2 Vantagens da visão por processos 
	De acordo com Alves Filho (2011), a redução de custos será uma das consequências de um processo ajeitado. Esse enfoque é diferente em relação ao que normalmente é difundido, pois a pressão que se faz nos funcionários para reduzir os gastos na empresa reflete o pensamento dominante no gerenciamento do operacional das organizações. Considerando que existem nas mais variadas instituições problemas que interferem nos seus sistemas produtivos e administrativos, o desenvolvimento de uma visão para processos torna-se relevante na manutenção da competitividade, dos empregos e de um bom ambiente para se trabalhar. 
	Assim, nesta visão, torna-se bastante diferente o resultado final, pois o foco da organização é otimizar as suas atividades. Quando o pedido é para reduzir o consumo de tinta, papel, ligações telefônicas e etc; os cortes são lineares, normalmente estabelecendo-se um percentual único para todos os setores. Como consequência, os procedimentos permanecem, em sua maioria, inalterados. 
	Segundo Manganote (2005), a utilização do conceito de processos permite-nos ter uma visão melhor do comportamento gerencial, mais integrada e abrangente. Possibilitando, também, uma análise adequada dos processos administrativos e gerenciais, sendo um conceito fundamental no projeto dos meios pelos quais uma empresa pretende produzir e entregar seus produtos aos seus clientes. 
	Nas empresas de serviços, por exemplo, o conceito de processo é de fundamental importância, uma vez que a sequência de atividades nem sempre é visível, nem pelo cliente, nem por quem realiza essas atividades. A importância dos processos de trabalho aumenta à medida que as empresas ficam com conteúdo cada vez mais intelectual, afastando-se do modelo fabril. 
	De acordo com Davenport (1994), a abordagem de processo de atividades também implica uma ênfase relativamente forte sobre a melhoria da forma pela qual o trabalho é feito, em contraste com um enfoque nos produtos ou serviços oferecidos ao cliente. As organizações bem-sucedidas devem, é claro, oferecer tanto produtos como serviços de qualidade, empregando processos eficientes e efetivos para produzi-los e vendê-los.
1.3 Elementos de um processo
Segundo Costa da Silva (2015) os principais elementos de um processo são: 
a) Cliente: Muitas vezes os gestores não tem uma visão clara de quem são seus clientes no processo. Sua realidade é a falta de perspectiva de processo, de compreender que estão em uma operação, que estão produzindo para alguém, não apenas trabalhando em uma rotina. Clientes são pessoas e/ou organizações que se beneficiam de um produto ou serviço. É importante identificar quem são as pessoas ou as áreas da organização que recebem o que você processa e que no gerenciamento do processo sejam identificados e estabelecidos quem são os clientes esperados para o processo.
b) Pessoas: Os recursos humanos são os mais críticos nas empresas e ao mesmo tempo os mais importantes, sendo que seu desempenho faz a diferença para a organização. Pessoas comprometidas no time são realmente um diferencial. Um grande problema é ter pessoas resistentes na equipe, principalmente quando elas não querem mudar sua forma de trabalhar e assimilar coisas novas, mesmo sendo para tornar sua atividade melhor. É fundamental que o gestor de pessoas deixe bem claro o quanto os resultados são importantes para atingir o desempenho necessário.
c) Materiais: Os materiais são consumidos no processo para que os produtos sejam gerados, podendo ser matérias-primas, componentes ou insumos.
Ciclo de administração de materiais: Análise; Reposição; Recebimento; Armazenamento; Logística de Distribuição.
d) Tecnologia: A tecnologia é ator intensivamente presente nas rotinas de uma pessoa. Não há como negar a presença cada vez maior de recursos tecnológicos nos processos. É importante entender a tecnologia como uma facilitadora no processo, como um recurso que deve dotar uma operação de maior confiabilidade e produtividade.
Alguns deveres do gerente de um processo no gerenciamento da tecnologia:
· Articular