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também é negativa. E nos dois 
casos, a impossibilidade deriva desse princípio da intranscendência da pena. 
Por outro lado, no que se refere à obrigação de reparar o dano e à decretação do perdimento de 
bens, a regra é distinta, pois os herdeiros, no limite do patrimônio por eles herdado, terão que arcar com 
essas obrigações (com essas penas que tem consequências patrimoniais – tais como as multas, as 
indenizações e etc.) Assim, se ‘C’ faleceu deixando 100 contos de réis de patrimônio e um dever de reparar 
o dano no valor de 80 contos, os filhos somente herdarão 20. Se o dever de reparar for de 120 contos, os 
filhos nada herdarão (mas também não terão que tirar do patrimônio próprio os 20 contos faltantes, pois 
o montante a ser pago é de responsabilidade do pai falecido e, pelo princípio, em estudo, não pode ser 
transferido a eles; eles só são responsáveis no limite do patrimônio transferido). 
Questões para fixar 
[PR-4 UFRJ - 2017 - UFRJ - Assistente em Administração - Adaptada] Sobre os direitos e garantias 
fundamentais, consagrados na Constituição Federal de 1988, julgue a assertiva: 
Nenhuma pena passará da pessoa do condenado e a obrigação de reparar o dano não pode ser estendida 
aos sucessores, tampouco contra eles executada. 
[INSTITUTO AOCP - 2018 - TRT - 1ª REGIÃO (RJ) - Analista Judiciário - Engenharia Civil - Adaptada] De 
acordo com o que dispõe a Constituição Federal acerca dos direitos e deveres individuais e coletivos, julgue 
a assertiva: 
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Nenhuma pena passará da pessoa do condenado, não podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação 
do perdimento de bens ser estendidas aos sucessores ou contra eles executadas. 
Comentário: 
Esses dois itens versam sobre o princípio da intranscendência da pena, também intitulado ‘personalização 
da pena’ ou ‘princípio da instransmissibiliade da pena’ (art. 5º, XLV da CF/88). Segundo este dispositivo, 
nenhuma pena passará da pessoa do condenado. Entretanto, a obrigação de reparar o dano e a decretação 
do perdimento de bens podem ser estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor 
do patrimônio transferido. 
Gabarito: Errado / Errado 
[VUNESP - 2015 - PC - CE - Inspetor] Constituição da República, artigo 5º, inciso XLV: “nenhuma pena 
passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação do perdimento de 
bens ser, nos termos da lei, estendidas aos sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do 
patrimônio transferido”. O dispositivo constitucional ora transcrito refere-se a um dos princípios 
denominado 
A) Princípio da intranscendência. 
B) Princípio do privilégio contra a autoincriminação. 
C) Princípio do devido processo legal. 
D) Princípio da correlação. 
E) Princípio da oficiosidade ou do impulso oficial. 
Comentário: 
Trata-se do princípio da intranscendência das penas, apresentado na letra ‘a’, que deverá ser marcada. 
Gabarito: A 
 
(17) Art. 5º, XLVI – Individualização da pena 
Art. 5º, XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos; 
 
Individualizar a pena significa impor uma sanção condizente com a gravidade do fato e as 
características pessoais do infrator. Quanto mais censurável for a conduta, mais gravosa será a pena 
imposta. Acaso o crime seja menos grave, a pena poderá ser mais branda. 
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Nossa Constituição Federal estabelece (em rol exemplificativo) as penas que podem ser 
aplicadas, quais sejam: 
(i) privação ou restrição de liberdade; 
(ii) perda de bens; 
(iii) multa; 
(iv) prestação social alternativa; e, por fim, 
(v) suspensão ou interdição de direitos. 
(18) Art. 5º, XLVII – Vedação de penas 
Art. 5º, XLVII - não haverá penas: 
a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
b) de caráter perpétuo; 
c) de trabalhos forçados; 
d) de banimento; 
e) cruéis; 
Tendo o valor da dignidade da pessoa humana como norte, nossa Constituição veda a aplicação 
de certas penas, a saber: 
(a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; 
(b) de caráter perpétuo; 
(c) de trabalhos forçados; 
(d) de banimento; 
(e) cruéis. 
O ponto mais cobrado referente a esse inciso é relativo à pena de morte. Nem mesmo a vida, 
pressuposto básico e elementar para a fruição de todos os demais direitos, é absoluto. Portanto, nossa 
Constituição previu a gravosa pena de morte, mas admitindo-a, tão‐somente, na hipótese de guerra 
formalmente declarada. 
Quanto à vedação da pena de caráter perpétuo, cumpre informar que nosso Código Penal, no 
art. 75, sintonizado com essa determinação constitucional, prevê que o tempo de cumprimento das 
penas privativas de liberdade não pode ser superior a 40 (quarenta) anos. Cumpre informar que, até 
2019, tal prazo era de 30 anos. Foi a Lei 13.964/2019 (“Pacote Anticrime”) que ampliou o tempo máximo 
de cumprimento de pena para 40 anos. 
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Questões para fixar 
[UEG - 2018 - PC-GO - Delegado de Polícia] A Constituição (CRFB) admite como possível a pena de: 
A) interdição de direitos, ainda que de caráter perpétuo. 
B) prestação social alternativa, na modalidade de trabalho forçado. 
C) morte em caso de guerra declarada. 
D) banimento, considerada suspensão ou interdição de direitos. 
E) privação da liberdade, independentemente de assegurar-se ao preso o respeito à sua integridade física e 
moral. 
Comentário: 
A relatividade dos direitos fundamentais se torna evidente quando lembramos que até mesmo o direito à 
vida é passível e restrição. Nossa CF, no art. 5º, inciso XLVII, alínea ‘a’, permite a pena de morte em caso de 
guerra formalmente declarada. A letra ‘c’ é a nossa resposta. 
Gabarito: C 
[IDECAN - 2017 - SEJUC-RN - Agente Penitenciário] Quanto aos Direitos Fundamentais, na visão do 
ordenamento jurídico constitucional brasileiro, analise a afirmativa a seguir: 
A lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, a de trabalhos forçados. 
Comentário: 
Nos termos do art. 5º, inciso XLVII, alínea ‘c’, não haverá penas de trabalhos forçados. O item, portanto, é 
falso. 
Gabarito: Errado 
[IDECAN - 2017 - SEJUC-RN - Agente Penitenciário] Nos termos da Constituição Federal de 1988, a pena de 
banimento: 
A) é vedada no Brasil. 
B) equivale à perda de bens. 
C) aplica-se aos crimes hediondos. 
D) depende de regulamentação em lei. 
Comentário: 
De acordo com o art. 5º, inciso XLVII, alínea ‘d’, a pena de banimento é realmente vedada, razão pela qual 
podemos assinalar a letra ‘a’. 
Gabarito: A 
[UFCG - 2016 - UFCG - Assistente em Administração] De acordo com o que se encontra previsto na 
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, assinale a alternativa correta: 
A) A pena de morte não pode ser aplicada no Brasil, em nenhuma hipótese. 
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B) A pena de morte pode ser introduzida no Brasil por meio de emenda constitucional. 
C) A pena de morte pode ser aplicada em caso de guerra declarada; 
D) A pena de morte pode ser introduzida em processo de revisão constitucional. 
E) A pena de morte pode ser aplicada no Brasil, em qualquer circunstância. 
Comentário: 
A letra ‘c’ é a nossa resposta. 
Gabarito: C 
[VUNESP - 2015 - PC-CE - Delegado de Polícia Civil de 1a Classe] A Constituição

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