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da República de 1988 (art. 
5o , XLVII) veda expressamente a existência de pena de morte (salvo em caso de guerra declarada), além de 
vedar as penas: 
A) de caráter perpétuo; de trabalhos forçados; infamantes e cruéis. 
B) de caráter perpétuo; de trabalhos forçados; de banimento e cruéis. 
C) de banimento e cruéis. 
D) de caráter perpétuo; de trabalhos forçados; de banimento; infamantes e cruéis. 
E) de trabalhos forçados; infamantes e cruéis. 
Comentário: 
As penas vedadas pelo inciso XLVII do art. 5º estão na letra ‘b’. 
Gabarito: B 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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(19) Art. 5º, XLVIII, XLIX, L, LXI, LXII, LXIII, LXIV, LXV, LXVI, LXXV 
– Direitos assegurados aos presos 
Art. 5º: 
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o 
sexo do apenado; 
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral; 
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer com seus filhos durante o 
período de amamentação; 
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade 
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em 
lei; 
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada; 
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada 
a assistência da família e de advogado; 
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial; 
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária; 
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido, quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem 
fiança; 
LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo 
fixado na sentença. 
 
Repare, estimado aluno, que reunimos 10 diferentes incisos, todos eles relacionados aos direitos 
que os presos possuem. Leia todos com atenção e cuidado, pois são usualmente cobrados em provas em 
questões que exigem, tão somente, a literalidade do que está posto no texto constitucional. Ademais, 
lembre-se que em sendo o direito à liberdade um dos valores mais centrais do ordenamento pátrio, o 
encarceramento é excepcional e somente será possível nos casos estabelecidos na legislação penal. 
Por isso, ninguém poderá ser preso ou mantido preso se a lei admitir a liberdade provisória, com 
ou sem fiança. Também a eventual prisão ilegal deverá ser imediatamente relaxada pela autoridade 
judiciária. E se alguém for erroneamente preso ou ficar preso por mais tempo do que o permitido em lei, 
o Estado estará obrigado a indenizar o sujeito por esse cárcere indevido. 
Ademais, o indivíduo preso é privado da sua liberdade de locomoção, mas não de sua dignidade, 
sendo merecedor de absoluto respeito quanto à sua integridade física e moral. 
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É válido, por fim, registrar duas coisas importantes: 
(i) Primeiramente, a decisão proferida pelo Ministro Luís Roberto Barroso, determinando que as 
mulheres transexuais e transgêneros, que estejam cumprindo pena em presídios masculinos, sejam 
transferidas para presídios femininos. A decisão, de caráter cautelar, foi tomada, em junho de 2019, na 
ADPF 527, na qual a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) questionou 
decisões judiciais contraditórias na aplicação da Resolução Conjunta da Presidência da República e do 
Conselho de Combate à Discriminação 1/2014. A liminar, todavia, não alcançou as travestis, pois, 
segundo o ministro, ainda não há informações que permitam reconhecer, com segurança, à luz da 
Constituição Federal, qual é o tratamento adequado a ser conferido a este grupo. 
No âmbito do direito constitucional brasileiro, o ministro enfatizou que o direito à não discriminação 
e à proteção física e mental das pessoas LGBTI tem amparo no princípio da dignidade humana, no direito 
à não discriminação em razão da identidade de gênero ou em razão da orientação sexual, no direito à 
vida e à integridade física, no direito à saúde, na vedação à tortura e ao tratamento desumano ou cruel. 
(ii) A previsão trazida pelo inciso LXIII (“O preso será informado de seus direitos, entre os quais o de 
permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado”) parece ter sido ferida 
por um dispositivo (§ 8° do art. 9°-A) introduzido na Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984) pelo “Pacote 
Anticrime”, legislação aprovada em nosso ordenamento no final do ano de 2019 (Lei 13.964/2019). 
Entenda o caso: 
- Desde a edição da Lei 12.654 de 2012, aqueles que são condenados por crime praticado, 
dolosamente, com violência de natureza grave contra pessoa, ou por qualquer dos crimes 
considerados como hediondos, devem ser submetidos, obrigatoriamente, à identificação do perfil 
genético, mediante extração de DNA (por meio de técnica adequada e indolor). 
- O § 8º do art. 9°-A da Lei de Execução Penal foi introduzido pelo “Pacote Anticrime” e determina 
constituir falta grave a recusa do condenado em submeter-se ao procedimento de identificação do 
perfil genético. 
- O que não nos parece adequado é justamente o caráter compulsório do fornecimento do material 
pelo condenado e mais: que a recusa o faça incorrer em falta grave! Tal dispositivo parece-nos 
inconstitucional na medida em que viola o direito de a pessoa presa não produzir prova contra si 
(nemo tenetur se detegere), bem como seu direito à integridade física e a privacidade. 
- Assim, é possível que o preso concorde em fornecer o material. Mas se essa aquiescência não for 
dada, deve o Estado se valer de meios não invasivos nessa busca. Pode, por exemplo, usar vestígios 
para colher o material útil à identificação do indivíduo (ex.: saliva na ‘bituca’ de cigarro fumado e 
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descartado pelo preso, ou em um talher utilizado para refeição). 
- Em conclusão, do modo como está posta, a redação do § 8° traz uma hipótese de falta disciplinar 
que traduz-se em uma punição ao exercício do direito de não autoincriminação. 
Questões para fixar 
[VUNESP - 2014 - Prefeitura de São José do Rio Preto - SP - Procurador do Município] São direitos e garantias 
individuais assegurados aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País, nos termos do artigo 5° da 
Constituição Federal: 
A pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade, o sexo e 
o nível de escolaridade do apenado. 
Comentário: 
De acordo com o disposto pelo art. 5º, XLVIII da CF/88, a pena realmente será cumprida em 
estabelecimentos distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado (mas não o seu 
nível se escolaridade) O item deverá ser marcado como falso! 
Gabarito: Errado 
[CESPE - 2013 - DEPEN - Agente Penitenciário] Julgue o próximo item, acerca dos direitos e das garantias 
fundamentais: 
Entre os direitos constitucionais garantidos às presidiárias incluem-se o respeito à integridade física e moral; 
as condições para que possam permanecer com seus filhos durante o período de amamentação; e o 
cumprimento da pena em estabelecimento distinto ao dos apenados do sexo masculino. 
Comentário: 
O item combina corretamente os incisos XLIX e L do art. 5º. Pode marcá-lo como verdadeiro. 
Gabarito: Certo 
[FCC - 2015 - CNMP - AMAJ - Adaptada] Julgue o item: 
Ninguém será

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