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levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória, desde que 
mediante pagamento de fiança. 
Comentário: 
Consoante estabelece o art. 5º, inciso LXIV, este item é falso pois ninguém será levado à prisão ou nela 
mantido quando a lei admitir a liberdade provisória com ou sem fiança. 
Gabarito: Errado 
[FUMARC - 2013 - PC-MG - Técnico Assistente da Polícia Civil - Administrativa] Nos termos do art. 5º da 
Constituição Federal de 1988, julgue a assertiva: 
A prisão ilegal será imediatamente relaxada pelo Delegado de Polícia. 
Comentário: 
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A prisão ilegal deverá ser imediatamente relaxada pela autoridade judiciária (e não pelo delegado de polícia), 
conforme art. 5º, LXV da CF/88. 
Gabarito: Errado 
[VUNESP - 2014 - PC-SP - Delegado de Polícia - Adaptada] Quanto às garantias constitucionais e à privação 
da liberdade, assinale a alternativa correta: 
A) O preso será informado de seus direitos, dentre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada 
a remoção para estabelecimento perto de sua família. 
B) O preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório policial, 
exceto nos crimes inafiançáveis. 
C) A prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados no primeiro dia útil ao juiz 
competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada. 
D) Ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem 
fiança. 
Comentário: 
Pode assinalar a letra ‘d’ como resposta, por ser a única harmônica com o art. 5º, inciso LXVI. 
Gabarito: D 
 
(20) Art. 5º, LI – Extradição (brasileiro nato e naturalizado) 
Art. 5º, LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, 
praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de 
entorpecentes e drogas afins, na forma da lei; 
 
Este inciso foi estudado na aula referente ao tema “Nacionalidade”. 
 
(21) Art. 5º, LII – Extradição (Estrangeiro) 
Art. 5º, LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de opinião; 
 
Este inciso foi estudado na aula referente ao tema “Nacionalidade”. No entanto, confira as 
informações postas abaixo que sintetizam algumas relevantes informações que, na ocasião, foram por 
nós estudadas: 
 
 
 
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(22) Art. 5º, LIII – Juiz natural 
Art. 5º, LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade competente; 
 
Este inciso foi estudado juntamente com o inciso XXXVII – Juiz natural. 
 
(23) Art. 5º, LIV – Devido processo legal 
Art. 5º, LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. 
 
Uma das mais amplas e relevantes garantias que temos no art. 5° é a do princípio do devido 
processo legal (due process of law), que traduz-se na ideia de que um conjunto de garantais processuais, 
formais e materiais, deverão ser observadas para que esta norma constitucional seja satisfeita. Quando 
falamos em direito ao contraditório ou à ampla defesa, em inadmissibilidade de provas ilícitas, no direito 
ao juiz e ao promotor natural, etc., estamos a noticiar normas que devem ser estritamente obedecidas 
para que o processo transcorra dentro do previsto pela Constituição. 
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Consoante entendeu o Ministro do STF Celso de Mello (em decisão de 2008, no HC 94.601 
MC/CE), os elementos da garantia constitucional do “due process of law” seriam: 
- direito ao processo (garantia de acesso ao Judiciário); 
- direito à citação e ao conhecimento prévio do teor da acusação; 
- direito a um julgamento público e célere, sem dilações indevidas; 
- direito ao contraditório e a ampla defesa (direito à autodefesa e à defesa técnica – advogado); 
- direito de não ser processado com fundamento em provas revestidas de ilicitude; 
- direito de igualdade entre as partes; 
- direito ao benefício da gratuidade; 
- direito à observância do princípio do juiz natural; 
- direito ao silêncio (privilégio contra a autoincriminação); 
- direito à prova; 
- direito de presença e de participação ativa nos atos de interrogatório judicial dos demais litisconsortes 
penais passivos, quando existentes. 
Em outras ocasiões, já foi demonstrado que este princípio constitucional também é o 
responsável por trazer implicitamente o princípio da razoabilidade e proporcionalidade, muito cobrado 
em concurso, pois é essencial para uma administração pública eficiente, célere e que respeita o Estado 
Democrático. 
Questões para fixar 
[CESPE - 2014 - TRF 5ªR - Juiz] Julgue o item: 
No entendimento do STF, a garantia do devido processo legal não torna obrigatória a defesa técnica por 
advogado no âmbito dos processos administrativos disciplinares que envolvam servidores públicos. 
Comentário: 
De fato, nossa Corte Suprema entende que a garantia do devido processo legal, inscrita no art. 5º, LIV, não 
torna obrigatória a defesa técnica por advogado no âmbito dos processos administrativos e disciplinares que 
envolvam servidores públicos. Inclusive, tal entendimento está sumulado (SV nº 5). 
Gabarito: Certo 
[CESPE- 2012 - TFCE-TCU] Julgue o item: 
O princípio da proporcionalidade ou da razoabilidade é um princípio constitucional não positivado. 
Comentário: 
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O princípio da proporcionalidade/razoabilidade é considerado um princípio constitucional implícito, 
derivado da ideia do devido processo legal. Portanto, em razão do princípio da proporcionalidade não estar 
positivado no texto constitucional, podemos assinalar o item como verdadeiro. 
Gabarito: Certo 
 
(24) Art. 5º, LV – Contraditório e ampla defesa 
Art. 5º, LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados 
o contraditório e ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. 
Súmula vinculante nº 5: A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo disciplinar não 
ofende a Constituição. 
Súmula vinculante nº 14: É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos elementos 
de prova que, já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de 
polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa. 
Súmula Vinculante nº 21: “é inconstitucional a exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou 
bens para admissibilidade de recurso administrativo”. 
Súmula Vinculante nº 28: “é inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de 
admissibilidade de ação judicial na qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário”. 
 
Como consequência direta do princípio do devido processo legal, temos a previsão de duas 
importantíssimas garantias constitucionais: o contraditório e a ampla defesa. 
Ampla defesa significa o direito de apresentar no curso do processo todos os meios lícitos que 
permitam ao sujeito provar seu ponto de vista. Se defender amplamente significa, até, manter-se em 
silêncio, se omitir se esta postura lhe parecer mais favorável (lembre-se que nossa Constituição garante 
o direito à não‐autoincriminação, no art. 5°, LXIII). 
Por seu turno, o contraditório representa o direito constitucional que o sujeito possui de 
contradizer tudo aquilo que for apresentado no processo pela parte adversa. 
Não se esqueça, por fim, que não aplicamos o contraditório e a ampla defesa

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