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no âmbito dos 
inquéritos policiais. 
 
 
 
 
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Questões para fixar 
[VUNESP - 2018 - PC-SP - Auxiliar de Papiloscopista Policial - Adaptada] Assinale a alternativa correta nos 
termos da Constituição Federal: 
Aos litigantes, em inquérito policial e processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são 
assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes. 
Comentário: 
A expressão “em inquérito policial”, tornou nosso item incorreto. 
Gabarito: Errado 
[CESPE - 2015 - TRF 5ªR - Juiz] Julgue o item: 
O direito a ampla defesa não engloba o acesso aos documentos em procedimento investigatório realizado 
por órgão com competência de polícia judiciária. 
Comentário: 
O item é falso, em virtude do que determina a SV nº 14 (“É direito do defensor, no interesse do representado, 
ter acesso amplo aos elementos de prova que, já documentos em procedimento investigatório realizado por 
órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito ao exercício do direito de defesa”). 
Gabarito: Errado 
[ESAF - 2012 - ATRFB - Adaptada] Julgue a assertiva: 
A garantia constitucional da ampla defesa não afasta a exigência do depósito como pressuposto de 
admissibilidade de recurso administrativo. 
Comentário: 
Item falso, em razão do disposto na SV nº 21, que dispõe ser inconstitucional a exigência de depósito ou 
arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso administrativo. 
Gabarito: Errado 
 
(25) Art. 5º, LVI - Provas ilícitas 
Art. 5º, LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos; 
 
Como derivação do princípio do “Devido processo legal”, estudado no inciso LIV, temos a 
inadmissibilidade das provas ilícitas, que serão completamente rechaçadas nos processos judiciais e 
também nos administrativos. 
Ilícita é a prova obtida por meio de afronta à direitos, às regras e princípios constitucionais. É 
ilícita porque não encontra amparo na ordem jurídica. Ao contrário, a viola, a desrespeita. Claro é que 
não poderá integrar o processo e servir de meio para comprovar algo. Sendo ilícita, não admitida, terá 
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que ser extirpada tão logo seja detectada. Assim determina o art. 157 do CPP: “São inadmissíveis, 
devendo ser desentranhadas do processo, as provas ilícitas, assim entendidas as obtidas em violação a 
normas constitucionais ou legais”. 
Ademais, as provas que dela forem derivadas terão o mesmo destino: serão também extraídas 
do processo. É a teoria da “Árvore dos frutos” (fruits of the poisoned tree), segundo a qual, a admissão no 
processo de uma prova ilícita irá contaminar, tornando igualmente nulo todos os atos processuais que 
decorrerem dela (art. 157, § 1°, CPP: “São também inadmissíveis as provas derivadas das ilícitas, salvo 
quando não evidenciado o nexo de causalidade entre umas e outras, ou quando as derivadas puderem 
ser obtidas por uma fonte independente das primeiras”). 
Para ilustrar, imagine que em um crime de homicídio, o local em que o corpo da vítima está 
enterrado tenha sido obtido mediante confissão, sendo que esta confissão foi conseguida mediante 
tortura. Ora, se a própria confissão é ilícita, tudo o que dela derivar (como por exemplo, a prova que indica 
o local do corpo da vítima) será também ilícito e não poderá ser considerado [pelo juiz] no momento de 
prolatar sua decisão. Outras provas, que não tenham conexão com a ilícita, isto é, que não tenham sido 
contaminadas, podem permanecer no processo. 
Outrossim, lembremos que a Lei 13.964/2019 (“Pacote Anticrime”) inseriu no art. 157 do CPP o 
§ 5°, determinando que “§ 5º O juiz que conhecer do conteúdo da prova declarada inadmissível não 
poderá proferir a sentença ou acórdão”. Isso significa que não basta a simples extração física das provas 
que foram obtidas ilicitamente, pois tal postura é insuficiente para preservar os valores constitucionais. 
A autoridade judiciária que conheceu o conteúdo da prova considerada ilícita, não mais poderá proferir 
decisão (sentença ou acórdão), haja vista já estar psicologicamente contaminada pelo acesso à prova 
inadmissível. 
Ainda sobre esta novidade, estamos afinados com a posição de Rogério Sanches (na obra 
“Pacote Anticrime”, lançada pela editora Juspodivm em janeiro de 2020), no sentido de que não é 
suficiente, para que haja o afastamento da autoridade judiciária, ter havido o acesso formal à prova ilícita, 
sendo essencial que ela tenha contribuído para a produção daquela evidência ou, ainda, a considerado 
admissível. Desta forma, se o juiz refutou a prova (justamente por considerá-la ilícita) ele deve ser 
prestigiado e sua competência mantida. Entendimento em sentido contrário nos levaria ao absurdo 
cenário no qual o réu poderia manipular regras de competência. Imagine que o acusado queira afastar 
determinado magistrado do seu processo: bastaria apresentar uma prova ilícita, pois a autoridade 
judiciária, mesmo a refutando, pelo simples fato de ter tido contato com aquela evidência, estaria 
comprometida e seria afastada do feito. Não nos parece um posicionamento adequado. 
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Questões para fixar 
[IADES - 2019 - CRF-TO - Assistente Administrativo] Conforme dispõe a Constituição Federal, no que tange 
ao artigo 5°, julgue a assertiva: 
A prova ilícita no processo penal é permitida. 
Comentário: 
As provas obtidas por meios ilícitos são inadmissíveis no processo. Por essa razão, o item é falso. 
Gabarito: Errado 
[CESPE - 2009 - TRT - 17ª Região (ES) - Analista Judiciário - Área Judiciária] Julgue o item que se segue, 
relativo aos direitos e às garantias fundamentais: 
Caso um escritório de advocacia seja invadido, durante a noite, por policiais, para nele se instalar escutas 
ambientais, ordenadas pela justiça, já que o advogado que ali trabalha estaria envolvido em organização 
criminosa, a prova obtida será ilícita, já que a referida diligência não foi feita durante o dia. 
Comentário: 
Este é o caso clássico do INQ 2424, no qual o STF autorizou que uma ordem judicial fosse cumprida num 
local considerado casa (escritório de advocacia), durante a noite, para a instalação de escuta ambiental. 
Destarte, a prova obtida não foi considerada ilícita, razão pela qual não violou o art. 5º, inciso LXVI. O item 
é falso. 
Gabarito: Errado 
 
(26) Art. 5º, LVII - Princípio da presunção de inocência ou da não 
culpabilidade 
Art. 5º, LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória; 
 
Eis o princípio da presunção de inocência, cuja finalidade central é a de tutelar a liberdade do 
indivíduo. Destarte, só depois que a sentença condenatória transita em julgado, isto é, se torna definitiva 
e não mais admite recurso, é que o sujeito poderá ser considerado culpado. Antes disso, presume-se, é 
inocente e como tal deverá ser tratado. 
Não confunda, todavia, a presunção de inocência com a impossibilidade de prisão. O sujeito 
pode ser preso antes da condenação definitiva (em flagrante, preventivamente ou temporariamente), 
sem que isso signifique que o consideremos já culpado. Às vezes a manutenção do indivíduo solto 
compromete a própria efetividade do processo penal, pois ele intimida testemunhas, destrói provas 
essenciais, ameaça fugir, etc. 
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Acerca da possibilidade de prisão após a condenação em segunda instância, sabemos que há 
tempos o STF se dedica a avaliar a partir

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