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Comentário: 
Como o inciso LVII do art. 5º determina que civilmente identificado não será submetido a identificação 
criminal, salvo nas hipóteses previstas em lei, podemos assinalar a letra ‘e’ como resposta. 
Gabarito: E 
[IBADE - 2016 - Prefeitura de Rio Branco - AC - Administrador] Acerca dos direitos e deveres individuais e 
coletivos, de acordo com a Constituição Federal de 1988, julgue a assertiva: 
O civilmente identificado não será submetido à identificação criminal em nenhuma hipótese. 
[CESPE - 2016 - PC-PE - Delegado de Polícia - Adaptada] Acerca dos direitos e garantias fundamentais 
previstos na CF, julgue a assertiva: 
Conforme o texto constitucional, o civilmente identificado somente será submetido à identificação criminal 
se a autoridade policial, a seu critério, julgar que ela é essencial à investigação policial. 
Comentário: 
Ambos os itens são falsos, por estarem desarmônicas com o inciso LVIII do art. 5º. 
Gabarito: Errado / Errado 
 
(28) Art. 5º, LIX - Ação penal privada subsidiária da pública 
Art. 5º, LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no 
prazo legal; 
Art. 129, CF/88: São funções institucionais do Ministério Público: 
I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; 
 
O art. 129, I é claro: é função institucional do MP promover, privativamente, a ação penal 
pública. No entanto, se esta não for apresentada pelo MP no prazo legal, oportuniza-se ao particular a 
ação penal privada subsidiária da pública, ou seja, o próprio particular apresentará a ação penal perante 
o poder judiciário em razão de o MP não ter agido dentro do prazo estabelecido em lei. Para lhe dar uma 
breve noção acerca desse prazo, ele é, regra geral, de 5 dias se o indiciado está preso e de 15 dias se ele 
está solto (prazos estes contados a partir do recebimento do inquérito policial). 
 
 
 
 
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Questões para fixar 
[FEPESE - 2017 - PC-SC - Agente de Polícia Civil - Adaptada] Julgue a assertiva a respeito dos direitos e 
deveres individuais e coletivos previstos no texto constitucional: 
Não se admite ação privada nos crimes de ação pública, ainda que esta não seja intentada no prazo legal. 
[IDECAN - 2017 - SEJUC-RN - Agente Penitenciário - Adaptada] Quanto à Constituição Federal de 1988, 
analise a afirmativa a seguir: 
Será vedada ação privada nos crimes de ação pública, mesmo se esta não for intentada no prazo legal. 
Comentário: 
Os dois itens falsos, uma vez que o inciso LIX do art. 5º admite a ação privada nos crimes de ação pública 
quando esta última não é intentada no prazo legal. 
Gabarito: Errado / Errado 
[CESPE - 2012 - TJ - PA] Julgue o item: 
A ação penal pública é privativa do MP, razão pela qual não se admite ação privada nos crimes de ação 
pública, ainda que de forma subsidiária. 
Comentário: 
Consoante determina o art. 129, I da CF/88, é função institucional do MP promover, privativamente, a ação 
penal pública. Entretanto, se esta não for intentada no prazo legal, será admitida a ação privada subsidiária. 
O item, portanto, é falso. 
Gabarito: Errado 
 
(29) Art. 5º, LX – Publicidade dos atos processuais 
Art. 5º, LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a defesa da intimidade ou o 
interesse social o exigirem. 
 
Estamos diante de um inciso simples, mas bastante cobrado em provas. Repare que a regra é a 
publicidade dos atos processuais. No entanto, e muito excepcionalmente, tal publicidade poderá ser 
restringida, nos casos em que a defesa da intimidade ou do interesse social exigirem. A regra é a 
publicidade dos atos processuais. 
 
 
 
 
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Questões para fixar 
[PR-4 UFRJ - 2018 - UFRJ - Analista de Tecnologia da Informação] “Um princípio mencionado na 
Constituição é o da publicidade. Indica que os atos da Administração devem merecer a mais ampla 
divulgação possível entre os administrados, e isso porque constitui fundamento de o princípio propiciar-lhes 
a possibilidade de controlar a legitimidade da conduta dos agentes administrativos. Só com a transparência 
dessa conduta é que poderão os indivíduos aquilatar a legalidade ou não dos atos e o grau de eficiência de 
que se revestem.” (Filho, 2009, p. 24). Acerca do princípio da publicidade, julgue o item: 
A lei não pode, em hipótese alguma, restringir a publicidade dos atos processuais. 
Comentário: 
A restrição é possível quando a defesa da intimidade ou do interesse social exigirem. Item falso. 
Gabarito: Errado 
[FCC - 2013 - DPE - AM - Defensor - Adaptada] Julgue o item: 
A lei não poderá restringir a publicidade dos atos processuais. 
[ESAF - 2016 - FUNAI - Adaptada] Julgue a assertiva: 
A lei não pode restringir a publicidade dos atos processuais. 
Comentário: 
Os dois itens são falsos em virtude da possibilidade de restrição da publicidade dos atos processuais nas 
hipóteses narradas pela CF (proteção e defesa da intimidade ou do interesse social). 
Gabarito: Errado / Errado 
[CESPE - 2014 - TJ - CE - TJAA] Julgue a assertiva: 
A publicidade dos atos processuais é restrita às partes e aos seus advogados. 
Comentário: 
Item falso, pois a regra é a publicidade dos atos processuais, só sendo cabível a restrição para preservação 
da intimidade das partes por interesse social. 
Gabarito: Errado 
[VUNESP - 2013 - UNESP - Motorista - Adaptada] A lei só poderá restringir a publicidade dos atos 
processuais quando 
A) houver acordo entre as partes litigantes. 
B) o crime for hediondo ou afiançável. 
C) o crime for de grande repercussão internacional. 
D) o crime for julgado perante o Tribunal do Júri. 
E) a defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem. 
Comentário: 
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Conforme determina o inciso LX, devemos assinalar a letra ‘e’. 
Gabarito: E 
 
(30) Art. 5º, LXVII – Prisão civil por dívida 
Art. 5º, LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadimplemento voluntário e 
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. 
Art. 7º, Pacto de São da Costa Rica: Direito à liberdade pessoal 
7. Ninguém deve ser detido por dívidas. Este princípio não limita os mandados de autoridade judiciária 
competente expedidos em virtude de inadimplemento de obrigação alimentar. 
 
Qual é a regra que podemos extrair do inciso LXVII? A de que não cabe prisão civil por dívida. 
No entanto, essa proibição pode ser relativizada caso haja alguma lei que estabeleça a prisão 
por inadimplemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel. Acaso 
haja lei prevendo a prisão nestes casos, estará restringindo a proibição de prisão da norma constitucional. 
Saiba, todavia, que em 2008, o Supremo passou a entender não ser mais possível no Brasil a 
prisão civil por dívida do depositário infiel, o que motivou inclusive a edição da súmula vinculante 25, 
cujo teor é o seguinte: “É ilícita a prisão civil de depositário infiel, qualquer que seja a modalidade do 
depósito”. 
Por que nossa Corte Suprema, passou a entender que, mesmo expressa na Constituição, tal 
prisão não seria factível? Em razão da previsão em um tratado internacional (pacto de São José da Costa 
Rica) do qual somos signatários (ou seja, o Brasil assinou tal tratado). Mas este tratado teve força para 
revogar a Constituição? Não. Quando este Tratado, que versa sobre direitos humanos, foi internalizado, 
nem existia ainda a previsão constitucional do art. 5º §3º (que permite que tratados e convenções 
internacionais sobre direitos humanos ingressem

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