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AULA 06 - CONVENIOS

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inclusive por antecipação de receita, de inscrição em restos a pagar e da despesa total com 
pessoal (o estado, o Distrito Federal ou o município ficará impedido de receber transferências voluntárias, 
se a respectiva dívida consolidada ultrapassar o limite que a ela corresponde ao final de um quadrimestre). 
Da mesma forma, assim ocorrerá uma vez vencido o prazo para retorno da dívida a seu limite – até o 
término dos três quadrimestres subsequentes e enquanto perdurar o excesso. 
§ Setor específico para gestão de instrumentos celebrados com a União: apresentar de declaração 
expressa atestando que o convenente possui setor específico com atribuições definidas para a gestão, 
celebração, execução e prestação de contas dos instrumentos celebrados com a União, com lotação de, 
no mínimo, um servidor ou empregado público efetivo. Quando não possuir setor específico, o 
convenente poderá atribuir as competências a setor já existente na sua estrutura administrativa, desde 
que tal setor conte com a lotação de, no mínimo, um servidor ou empregado público efetivo. 
§ Contrapartida: estabelecer previsão orçamentária de contrapartida compatível com a capacidade 
financeira do convenente e de acordo com seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), a qual poderá 
ser atendida por meio de recursos financeiros, pelos órgãos ou entidades públicas, ou por meio de 
recursos financeiros e de bens/serviços, se economicamente mensuráveis, pelas entidades privadas sem 
fins lucrativos. 
Cabe destacar que contrapartida é a parcela de colaboração financeira do convenente para a execução 
do objeto do convênio. Assim, não é apenas a União que entra com dinheiro; a outra parte (estado ou 
município) também deve contribuir, destinando recursos do seu orçamento para a execução do objeto 
do convênio. No caso de entidades privadas sem fins lucrativos, a contrapartida também pode ser feita 
 
 
 
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mediante bens ou serviços economicamente mensuráveis (e não apenas por meio de recursos 
financeiros). 
§ Cadin: comprovar a inexistência de pendências pecuniárias junto ao Cadastro Informativo de Créditos não 
Quitados do Setor Público Federal (Cadin). 
§ Regularidade junto ao INSS e ao FGTS: apresentar o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) e a 
comprovação de regularidade quanto ao depósito das parcelas do Fundo de Garantia por Tempo de 
Serviço (FGTS). 
§ Cadastramento no Siconv: atualizar o cadastro do convenente ou contratado no Siconv-Portal dos 
Convênios. 
§ Plano de Trabalho: ter aprovado seu plano de trabalho. 
§ Licença Ambiental: obter a licença ambiental prévia quando o convênio envolver obras, instalações ou 
serviços que exijam estudos ambientais. 
§ Propriedade do imóvel: comprovar o exercício pleno dos poderes inerentes à propriedade do imóvel, ou 
da ocupação regular de imóvel, quando o convênio tiver por objeto a execução de obras ou benfeitorias 
no imóvel. 
§ Observância dos limites de despesas comprometidos com as parcerias público-privadas: comprovar que 
as despesas de caráter continuado derivadas do conjunto das parcerias já contratadas limitam-se, no ano 
anterior, a 5% da receita corrente líquida do exercício ou se as despesas anuais dos contratos vigentes 
nos 10 anos subsequentes não excederem a 5% da receita corrente líquida projetada para os respectivos 
exercícios. 
§ Regularidade quanto ao pagamento de precatórios judiciais: apresentar o certificado emitido pelo 
Cadastro de Inadimplentes do Conselho Nacional de Justiça (Cedin), acessível através do sítio do Conselho 
Nacional de Justiça (CNJ) na internet. 
§ Disponibilização de informações relativas à gestão fiscal do ente federado por meio eletrônico de 
acesso público. 
§ Não realização de operação de crédito com infração ao disposto no art. 33 da LRF. 
As entidades sem fins lucrativos, por sua vez, devem atender as seguintes condições para celebração de 
convênios: 
ü Adimplência com a União 
ü Adimplência com outros convênios 
ü Contrapartida 
ü Não possuir impedimento no Cadin, Cepim2, Siconv e no SIAFI 
ü Não possuir condenações por improbidade administrativa e inelegibilidade 
ü Regularidade INSS e FGTS 
ü Cadastro Siconv 
ü Plano de trabalho aprovado 
ü Licença ambiental 
ü Propriedade do imóvel 
 
2 Cepim – Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos Impedidas 
 
 
 
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Formalização 
Constitui cláusula necessária em qualquer convênio ou contrato de repasse celebrado pela União e suas 
entidades: 
§ A indicação da forma pela qual a execução do objeto será acompanhada pelo concedente; e 
§ A vedação para o convenente de estabelecer contrato ou convênio com entidades impedidas de receber 
recursos federais. 
Detalhe importante é que os convênios ou contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos 
deverão ser assinados pelo Ministro de Estado ou pelo dirigente máximo da entidade da administração pública 
federal indireta concedente, competência que não poderá ser delegada. 
As mesmas autoridades (Ministro de Estado e dirigente máximo das entidades) também são responsáveis 
(i) por decidir sobre a aprovação da prestação de contas e (ii) por suspender ou cancelar o registro de inadimplência 
nos sistemas da administração pública federal. Tais competências, ao contrário da assinatura, podem ser 
delegadas, vedada a subdelegação. 
Questão de prova 
30. Cespe – Anatel 2014 
Os convênios e os contratos de repasse firmados com entidades privadas sem fins lucrativos devem ser 
assinados pessoalmente pelo ministro de Estado ou pelo dirigente máximo da entidade concedente, 
autoridades competentes para decidir sobre a aprovação da prestação de contas relativa ao ajuste. 
Comentário: 
O item está correto. Trata-se de regra aplicável aos convênios e contratos de repasse firmados com 
entidades privadas sem fins lucrativos, prevista no art. 6º-A do Decreto 6.170/2007: 
Art. 6o-A. Os convênios ou contratos de repasse com entidades privadas sem fins lucrativos deverão 
ser assinados pelo Ministro de Estado ou pelo dirigente máximo da entidade da administração 
pública federal concedente. 
Ressalte-se que o Ministro de Estado e o dirigente máximo da entidade da administração pública federal não 
poderão delegar a referida competência. 
Gabarito: Certo 
Publicidade da celebração 
A eficácia de convênios e contratos de repasse fica condicionada à publicação do respectivo extrato no 
Diário Oficial da União, que será providenciada pelo concedente, no prazo de até 20 dias a contar de sua 
assinatura. 
Além da publicação dos extratos dos convênios no DOU, será dada publicidade de todos os atos relativos à 
operacionalização no Portal de Convênios. 
Ademais o convenente ou contratado deve dar ciência da celebração ao conselho local ou instância de 
controle social da área vinculada ao programa de governo que originou a transferência, e o concedente ou 
 
 
 
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contratante deve notificar a celebração do instrumento e a liberação dos recursos à Assembleia Legislativa, à 
Câmara Legislativa ou à Câmara Municipal, conforme o caso. 
Os convenentes ou contratados deverão disponibilizar, ainda, por meio da internet ou, na sua falta, em sua 
sede, em local de fácil visibilidade, consulta ao extrato do convênio ou outro instrumento utilizado, contendo, pelo 
menos, objeto, a finalidade, os valores e as datas de liberação e detalhamento da aplicação dos recursos, bem 
como as contratações realizadas para a execução do objeto pactuado. 
Execução do convênio 
Execução financeira 
Cada convênio ou contrato de repasse deverá possuir uma conta bancária específica, aberta em instituição 
financeira oficial, por meio da qual serão efetuadas

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