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AULA 06 - CONVENIOS

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todas as movimentações financeiras relacionadas ao 
instrumento, desde as transferências da União até a contrapartida do convenente e os pagamentos dos 
fornecedores e prestadores de serviços. 
A abertura dessa conta bancária é feita após a aprovação da proposta de trabalho e a celebração do 
convênio, mediante solicitação no SICONV. 
Dessa forma, os recursos liberados pelo repassador deverão ser mantidos e geridos na conta bancária 
específica do convênio e somente poderão ser utilizados para pagamento de despesas constantes do plano de 
trabalho. Em nenhuma hipótese, os recursos podem ser transferidos para movimentação em outras contas do 
convenente ou gerenciados recursos de diversos convênios em uma mesma conta. 
A utilização de recursos para finalidade diversa da pactuada em convênio implica irregularidade grave. 
Sequer o caráter emergencial de uma despesa autoriza o gestor a utilizar os recursos para outra finalidade. 
A liberação da primeira parcela dos recursos ou da parcela única fica condicionada à: 
§ conclusão da análise técnica e aceite do processo licitatório pelo concedente ou mandatária; 
§ no caso de obras e serviços e engenharia acima de setecentos e cinquenta mil reais, homologação pelo 
concedente da Síntese do Projeto Aprovado –SPA. 
Exceto no caso de parcela única, a primeira parcela não poderá exceder a 20% do valor global do 
instrumento. Para o recebimento de cada parcela dos recursos, o convenente deve comprovar o aporte da 
contrapartida pactuada, bem como estar em situação regular com a execução do plano de trabalho e com 
execução de, no mínimo, 70% das parcelas liberadas anteriormente. 
Detalhe é que o cronograma de desembolso previsto no plano de trabalho deverá estar em consonância 
com as metas e fases ou etapas de execução do objeto do instrumento, podendo ser ajustado após a homologação 
do processo licitatório pelo convenente. 
Conforme o art. 116, §3º da Lei 8.666/93, as parcelas do convênio serão liberadas em estrita conformidade 
com o plano de aplicação aprovado, exceto nos casos a seguir, em que as mesmas ficarão retidas até o 
saneamento das impropriedades ocorrentes: 
§ Quando não tiver havido comprovação da boa e regular aplicação da parcela anteriormente recebida, 
na forma da legislação aplicável, inclusive mediante procedimentos de fiscalização local, realizados 
periodicamente pela entidade ou órgão descentralizador dos recursos ou pelo órgão competente do 
sistema de controle interno da Administração Pública; 
 
 
 
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Licitações, Contratos e Convênios para TCE-RJ 
§ Quando verificado desvio de finalidade na aplicação dos recursos, atrasos não justificados no 
cumprimento das etapas ou fases programadas, práticas atentatórias aos princípios fundamentais de 
Administração Pública nas contratações e demais atos praticados na execução do convênio, ou o 
inadimplemento do executor com relação a outras cláusulas conveniais básicas; 
§ Quando o executor deixar de adotar as medidas saneadoras apontadas pelo partícipe repassador dos 
recursos ou por integrantes do respectivo sistema de controle interno. 
É importante ressaltar que os recursos de convênio, enquanto não utilizados, serão obrigatoriamente 
aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira oficial se a previsão de seu uso for igual ou 
superior a um mês, ou em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto 
lastreada em títulos da dívida pública, quando a utilização desses recursos verificar-se em prazos menores que 
um mês. 
As rendas (juros) dessas aplicações serão obrigatoriamente computadas a crédito do convênio e aplicadas, 
exclusivamente, no objeto de sua finalidade, e não poderão ser computadas como parcela da contrapartida devida 
pelo convenente. Detalhe é que as contas bancárias utilizadas para realizar as aplicações serão isentas de cobrança 
de tarifas. 
Ü Onde aplicar os recursos do convênio ainda não utilizados: 
 
Questões para fixar 
31. Cespe – Anatel 2014 
Os rendimentos das aplicações financeiras efetuadas pelo convenente com recursos oriundos do convênio 
poderão ser utilizados em programas similares mantidos pelo convenente ou como parcela da contrapartida 
devida ao contratante a que estiver obrigado. 
Comentário: 
É vedado o aproveitamento de rendimentos para ampliação ou acréscimo de metas ao plano de trabalho 
pactuado. Ademais, as receitas oriundas dos rendimentos de aplicação no mercado financeiro não poderão 
ser computadas como contrapartida devida pelo convenente. Na verdade, os rendimentos das aplicações 
financeiras deverão ser devolvidos ao concedente, observada a proporcionalidade em relação à contrapartida 
do convenente, quando da conclusão, denúncia, rescisão ou extinção do instrumento (Portaria 
Interministerial 424/2016, art. 41, §§11 a 13). 
Gabarito: Errado 
32. Cespe – Antaq 2014 
O saldo de convênio, enquanto não utilizado, deverá ser aplicado em caderneta de poupança ou em fundo 
de aplicação financeira de curto prazo, se a previsão de seu uso for superior a um mês. 
Comentário: 
Maior ou igual a 1 mês
• Cadernetas de poupança de instituição 
financeira oficial
Menor que 1 mês
• Fundos de curto prazo ou operação 
lastreada em títulos públicos
 
 
 
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Se a previsão do uso for igual ou superior a um mês, a aplicação deve ser feita, obrigatoriamente, em 
caderneta de poupança, e não em fundo de curto prazo. Por sua vez, para prazos inferiores a um mês, o 
recurso deve ser aplicado em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado 
aberto lastreada em títulos da dívida pública. Isso está previsto no art. 116, §4º da Lei 8.666/93: 
§ 4o Os saldos de convênio, enquanto não utilizados, serão obrigatoriamente aplicados em cadernetas 
de poupança de instituição financeira oficial se a previsão de seu uso for igual ou superior a um mês, ou 
em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto lastreada em títulos 
da dívida pública, quando a utilização dos mesmos verificar-se em prazos menores que um mês. 
Gabarito: Errado 
Licitação 
Os órgãos e entidades públicas que receberem recursos da União por meio de convênios, contratos de 
repasse ou termos de cooperação são obrigados a observar as disposições da Lei de Licitações e Contratos 
(Lei 8.666/93), e as demais normas federais pertinentes, incluindo a Lei do Pregão para aquisição de bens e 
serviços comuns. 
Quanto às entidades privadas sem fins lucrativos, a aquisição de produtos e a contratação de serviços com 
recursos da União deverá observar os princípios da impessoalidade, moralidade e economicidade, sendo 
necessária, no mínimo, a realização de cotação prévia de preços no mercado antes da celebração do contrato. 
Ou seja, as entidades privadas não precisam realizar licitação segundo as regras da Lei 8.666 para aplicar os 
recursos do convênio, mas devem observar os princípios da Administração Pública e realizar cotação prévia de 
preços. 
Pagamentos de despesas 
Os pagamentos com recursos oriundos do convênio devem seguir todos os estágios de pagamento de 
despesas na administração pública, quais sejam: empenho, liquidação e pagamento. 
Os pagamentos, que, antes da vigência do Decreto 6.170/2007, podiam ser realizados mediante a emissão 
de cheques nominativos, ordem bancária, DOC ou TED, agora só podem ser feitos exclusivamente mediante 
crédito em conta bancária dos fornecedores e prestadores de serviços, facultada a dispensa desse 
procedimento nos casos listados a seguir: 
§ Por ato da autoridade máxima do concedente; 
§ Na execução do objeto pelo convenente por regime direto; 
§ No ressarcimento ao convenente por pagamentos realizados às próprias custas decorrentes de atrasos na 
liberação de recursos pelo concedente e em valores além da contrapartida pactuada. 
Nas hipóteses

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