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AULA 06 - CONVENIOS

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de etapas, parcelas ou fases programadas não impede o repasse 
de parcelas de convênio que já tenham sido previstas no contrato. 
c) O convenente deve apresentar o plano de aplicação de recursos, sendo-lhe facultada a movimentação dos 
recursos do convênio em conta bancária específica. 
d) Os saldos de convênio devem, obrigatoriamente, ser aplicados em fundo de aplicação financeira de curto 
prazo se a previsão desses saldos de uso for igual ou superior a um mês. 
e) Nas licitações com recursos públicos repassados voluntariamente pela União para aquisição de bens e 
serviços comuns, é obrigatório o emprego da modalidade pregão. 
Comentários: 
Vamos analisar cada alternativa: 
a) ERRADA. Todo órgão ou entidade que receber recursos públicos federais por meio de convênios e 
contratos de repasse estará sujeito a prestar contas ao concedente da sua boa e regular aplicação no prazo 
máximo de 60 dias contados do término da vigência do instrumento firmado ou da conclusão da execução 
do objeto, o que ocorrer primeiro. Portanto, a expressão “no caso de até duas transferências” torna a 
assertiva errada. 
b) ERRADA. O atraso não justificado no cumprimento de etapas, parcelas ou fases programadas impede o 
repasse de parcelas de convênio que já tenham sido previstas no contrato. 
c) ERRADA. O convenente deve apresentar o plano de aplicação de recursos, sendo-lhe obrigatória a 
movimentação dos recursos do convênio em conta bancária específica. 
d) ERRADA. Se a previsão de uso dos saldos do convênio for igual ou superior a um mês, esses saldos 
devem, obrigatoriamente, ser aplicados em cadernetas de poupança de instituição financeira pública 
federal. Por outro lado, se a utilização desses recursos for prevista para prazos menores que um mês, a 
aplicação deverá ocorrer em fundo de aplicação financeira de curto prazo ou operação de mercado aberto 
lastreada em títulos da dívida pública. 
e) CERTA, nos termos do art. 1º do Decreto 5.504/2005: 
Art. 1o Os instrumentos de formalização, renovação ou aditamento de convênios, instrumentos 
congêneres ou de consórcios públicos que envolvam repasse voluntário de recursos públicos da União 
deverão conter cláusula que determine que as obras, compras, serviços e alienações a serem realizadas 
por entes públicos ou privados, com os recursos ou bens repassados voluntariamente pela União, sejam 
contratadas mediante processo de licitação pública, de acordo com o estabelecido na legislação 
federal pertinente. 
§ 1o Nas licitações realizadas com a utilização de recursos repassados nos termos do caput, para 
aquisição de bens e serviços comuns, será obrigatório o emprego da modalidade pregão, nos termos 
da Lei no 10.520, de 17 de julho de 2002, e do regulamento previsto no Decreto no 5.450, de 31 de maio 
 
 
 
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de 2005, sendo preferencial a utilização de sua forma eletrônica, de acordo com cronograma a ser 
definido em instrução complementar. 
Ressalte-se que a aludida obrigação se aplica apenas para repasses da União efetuados para órgãos e 
entidades públicos, uma vez que as entidades privadas sem fins lucrativos não são obrigadas a realizar 
licitação, mas apenas a realizar cotação prévia de preços, respeitando os princípios da impessoalidade, 
moralidade e economicidade. 
Gabarito: alternativa “e” 
***** 
É isso pessoal. Ficamos por aqui. 
Como sempre, para completar o estudo, recomendo a leitura das normas vista nesta aula, especialmente do 
Decreto 6.170/2007 e da Portaria Interministerial 424/2016. 
Qualquer dúvida, envie pela Área do Aluno, ok? 
Bons estudos! 
Erick Alves 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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RESUMO DIRECIONADO 
CONVÊNIOS E OUTROS INSTRUMENTOS CONGÊNERES 
Sistema de cooperação entre a União e as entidades governamentais dos demais entes da Federação, assim como entre a 
União e entidades privadas sem fins lucrativos, para execução de ações de interesse recíproco, financiadas com recursos do 
orçamento federal. 
Principais características: 
§ Interesse recíproco 
§ Mútua cooperação 
Ø Convênios: transfere recursos financeiros da União (administração direta e indireta) para órgão ou entidade da 
administração pública estadual, distrital ou municipal, direta ou indireta, incluindo consórcios públicos, ou ainda, 
entidade privada sem fins lucrativos. 
Ø Contratos de repasse: transfere recursos financeiros da União (administração direta e indireta), por intermédio de 
instituição ou agente financeiro público federal, que atua como mandatário da União. 
Ø Termo de execução descentralizada: transfere créditos orçamentários entre órgãos e entidades da União (administração 
direta e indireta). 
Repassa os recursos Recebe os recursos 
Concedente: convênios 
Contratante: contratos de repasse 
Unidade descentralizadora: TED 
Convenente: convênios 
Contratado: contratos de repasse 
Unidade descentralizada: TED 
 
Ø Siconv: sistema informatizado do governo federal, de utilização obrigatória, no qual são registrados todos os atos 
relativos aos convênios, desde a sua proposição e análise, passando pela celebração, liberação de recursos e 
acompanhamento da execução, até a prestação de contas. 
É vedada a 
celebração de 
convênios 
§ Convênios para a execução de obras e serviços de engenharia (deve ser utilizado contrato de repasse), 
exceto entidades que possuam estrutura para fiscalização e defesa nacional; 
§ Convênios com entidades privadas, exceto no âmbito do SUS e serviços sociais autônomos; 
§ Entidade privada com dirigentes vinculados ao poder público; 
§ Convênios de valor < R$ 100 mil ou, no caso de obras ou serviços de engenharia, < R$ 250 mil; 
§ Falta de correlação entre o objeto social as características do programa; 
§ Falta de condições técnicas; 
§ Inadimplência com outros convênios; 
§ Pessoas ou entidades com fins lucrativos; 
§ Estabelecimentos cadastrados como filial; 
§ Início ou término do mandato dos chefes do Poder Executivos; 
§ Entidades privadas sem fins lucrativos que tenham incorrido em pelo menos uma das seguintes 
condutas: 
ü Omissão no dever de prestar contas; 
ü Descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse ou termos de parceria; 
ü Desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos; 
ü Ocorrência de dano ao erário; ou 
ü Prática de outros atos ilícitos na execução de convênios. 
 
 
 
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Ø Fases do convênio: 
• Proposição 
• Celebração/Formalização 
• Execução 
• Prestação de Contas 
Ø O chamamento público não é obrigatório para os convênios celebrados com estados ou municípios. É obrigatório 
apenas para convênios com entidades privadas sem fins lucrativos, salvo no SUS. 
v O Ministro de Estado ou o dirigente máximo da entidade da concedente poderá, mediante decisão fundamentada, 
deixar de realizar chamamento público, nos casos de emergência ou calamidade pública (prazo máximo de 
180 dias); proteção a pessoas ameaçadas; projeto realizado com a mesma entidade há pelo menos 5 anos, com as 
contas aprovadas. 
Ü Aplicação dos recursos do convênio ainda não utilizados: 
 
Ø Os rendimentos das aplicações financeiras (juros) somente poderão ser aplicados no objeto do convênio, e não 
poderão ser computados como parcela da contrapartida devida pelo convenente. 
Ø Licitação: 
• Não é necessária para celebrar o convênio (apenas chamamento público no caso de entidades privadas sem fins 
lucrativos). 
• Obrigatória para Estados, DF e Municípios aplicarem recursos do convênio (pregão para bens e serviços comuns). 
• Não obrigatória para entidades privadas (deve realizar consulta prévia de preços e observar os princípios da 
Administração Pública). 
Ø Prestação

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