A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
66 pág.
AULA 06 - CONVENIOS

Pré-visualização | Página 6 de 24

16 de 66| www.direcaoconcursos.com.br 
Prof. Erick Alves 
Aula 06 
Licitações, Contratos e Convênios para TCE-RJ 
Com essas ferramentas, a União espera maior agilidade e menores custos com os procedimentos 
necessários às transferências voluntárias de recursos federais. E mais, espera garantir mais transparência aos atos 
de gestão, pois o Portal possibilita o acompanhamento pela sociedade de todo o processo, desde a apresentação 
da proposta pelo interessado até a análise, celebração e liberação de recursos pelo concedente, bem como a 
prestação de contas on-line da execução física e financeira, pelo convenente. 
A utilização do Portal de Convênios é obrigatória para a celebração, a liberação de recursos, o 
acompanhamento da execução e a prestação de contas dos convênios firmados com recursos repassados 
voluntariamente pela União. 
A obrigatoriedade vale para todos os usuários do sistema: órgãos federais com programas passíveis de 
convênios e contratos de repasse, bem como órgãos estaduais e municipais e entidades privadas que firmarem 
esses convênios e contratos com a União. 
Detalhe é que os termos de execução centralizada, utilizados para as transferências de créditos 
orçamentários entre unidades gestores de um mesmo órgão ou entidade, não são registrados no SICONV. 
Ressalte-se que o SICONV deverá apresentar relação das entidades privadas sem fins lucrativos que 
possuam convênios ou contratos de repasse vigentes com a União ou cujas contas ainda estejam pendentes de 
aprovação. 
Questões de prova 
18. Cespe – Câmara dos Deputados 2014 
Os órgãos e entidades que possuam sistema próprio de gestão de convênios podem realizar procedimentos 
de liberação, acompanhamento e execução desses recursos, devendo encaminhar os dados ao SICONV para 
fins de prestação de contas. 
Comentário: A resposta do item está no art. 18-B do Decreto 6.170/2007: 
Art. 18-B. A partir de 16 de janeiro de 2012, todos os órgãos e entidades que realizem transferências 
de recursos oriundos dos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União por meio de convênios, 
contratos de repasse ou termos de parceria, ainda não interligadas ao SICONV, deverão utilizar esse 
sistema. 
Parágrafo único. Os órgãos e entidades que possuam sistema próprio de gestão de convênios, 
contratos de repasse ou termos de parceria deverão promover a integração eletrônica dos dados 
relativos às suas transferências ao SICONV, passando a realizar diretamente nesse sistema os 
procedimentos de liberação de recursos, acompanhamento e fiscalização, execução e prestação de 
contas. 
Portanto, tanto os procedimentos de liberação, acompanhamento e execução como os de prestação de 
contas devem ser realizados no SICONV, inclusive nos órgãos que possuem sistema próprio de gestão de 
convênios, hipótese na qual deverá haver integração entre os sistemas. 
Gabarito: Errado 
19. Cespe – Polícia Federal 2013 
 
 
 
17 de 66| www.direcaoconcursos.com.br 
Prof. Erick Alves 
Aula 06 
Licitações, Contratos e Convênios para TCE-RJ 
O Poder Legislativo, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da União e a Controladoria Geral da União 
terão acesso ao Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (SICONV), bem como outros 
órgãos que demonstrem tal necessidade, a critério do órgão central do sistema, podendo incluir, no referido 
sistema, informações a respeito da execução de convênios realizados entre órgãos da União e prefeituras 
de municípios brasileiros. 
Comentário: 
A questão está de acordo com o art. 13, §3º do Decreto 6.170/2007, abaixo transcrito: 
§ 3º O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União, o Poder Legislativo, por meio das 
mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, o Ministério Público, o Tribunal de Contas da 
União, e demais órgãos que demonstrem necessidade, a critério do órgão central do sistema, terão 
acesso ao SICONV, sendo permitida a inclusão de informações que tiverem conhecimento a respeito da 
execução dos convênios publicados no Sistema. 
Gabarito: Certo 
Vedações 
A celebração de convênios e contratos de repasse nem sempre é permitida. A seguir, as principais 
hipóteses de vedação: 
Convênios para a execução de obras e serviços de engenharia 
Em regra, é vedada a celebração de convênios para a execução de obras e serviços de engenharia, exceto 
nos seguintes casos: 
§ instrumentos celebrados por entidades da administração indireta que possuam estrutura descentralizada 
nas unidades da federação para acompanhamento da execução das obras e serviços de engenharia; 
§ instrumentos cujo objeto seja vinculado à função orçamentária defesa nacional, desde que o concedente 
disponha de estrutura para acompanhar a execução do convênio; e 
§ instrumentos celebrados por órgãos e entidades da administração pública federal que tenham por 
finalidade legal o desenvolvimento regional, nos termos do art. 43 da Constituição Federal, desde que o 
concedente disponha de estrutura para acompanhar a execução do convênio. 
Custeio continuado do proponente 
É vedada a celebração de convênios para a execução de atividades cujo objeto esteja relacionado ao 
pagamento de custeio continuado do proponente, ou seja, o convênio não pode servir de fonte de recursos para 
o pagamento das despesas do dia-a-dia do beneficiário, de forma continuada. 
Convênios com entidades privadas 
Como regra, é vedada a celebração de convênios com entidades privadas, exceto 
§ com entidades filantrópicas e sem fins lucrativos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), nos 
termos do § 1º do art. 199 da Constituição Federal; 
§ com os serviços sociais autônomos. 
 
 
 
18 de 66| www.direcaoconcursos.com.br 
Prof. Erick Alves 
Aula 06 
Licitações, Contratos e Convênios para TCE-RJ 
As parcerias com entidades privadas sem fins lucrativos devem ser formalizadas por meio dos 
instrumentos previstos na Lei 13.019/2014 (termo de fomento e termo de colaboração). 
Entidade privada com dirigentes vinculados ao poder público 
É vedada a celebração de convênios com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como 
dirigentes membro do Poder Executivo, Legislativo, Judiciário, do Ministério Público ou dirigente de órgão ou 
entidade da administração pública, de qualquer esfera governamental, ou respectivo cônjuge ou companheiro ou 
parente em linha reta, colateral ou por afinidade até o 2º grau. 
Instrumentos de valor inferior a R$ 100.000,00 ou, no caso de obras ou serviços de engenharia, inferior a 
R$ 250.000,00 
É proibido celebrar convênios e contratos de repasse de valor inferior a R$100.000,00 (cem mil reais) para 
a execução de despesas de custeio ou para aquisição de equipamentos. 
Para obras e serviços de engenharia, o valor não poderá ser inferior a R$ 250.000,00 (duzentos e 
cinquenta mil reais), com exceção da elaboração de projetos de engenharia (nesse caso, aplica-se o limite mínimo 
de R$ 100 mil). 
No entanto, para fins de alcance desses limites, os Estados, Distrito Federal e Municípios podem formar 
consórcio público, seja sob a forma de associação pública, seja como pessoa jurídica de direito privado. Assim, os 
entes consorciados podem “unir forças” e apresentar projetos que superem os limites mínimos previstos na 
legislação. 
O consórcio firmará o convênio com o repassador dos recursos e assumirá as obrigações decorrentes do 
instrumento assinado. As responsabilidades de cada ente integrante do consórcio, por sua vez, estarão 
explicitadas não apenas na documentação do convênio como também nas cláusulas do próprio contrato de 
consórcio público. 
A fim de alcançar os limites mínimos, também se admite a celebração de convênios que englobem vários 
programas e ações federais a serem executados de forma descentralizada, devendo o objeto conter a descrição 
pormenorizada e objetiva de todas as atividades a serem realizadas com os recursos federais. 
Falta de correlação entre o objeto social as características do programa 
Também é vedada a celebração de convênios

Crie agora seu perfil grátis para visualizar sem restrições.