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AULA 06 - CONVENIOS

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ou contratos de repasse com entidades públicas ou 
privadas cujo objeto social não se relacione às características do programa ou que não disponham de condições 
técnicas para executar o objeto proposto. 
 
 
Falta de condições técnicas 
É vedada a celebração com entidades privadas sem fins lucrativos que não comprovem ter desenvolvido, 
nos últimos 3 anos, atividades referentes à matéria objeto do convênio ou contrato de repasse. 
Inadimplência com outros convênios 
 
 
 
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Licitações, Contratos e Convênios para TCE-RJ 
É ainda vedada a celebração de convênios e contratos de repasse com órgãos ou entidades, de direito 
público ou privado, que estejam inadimplentes nas suas obrigações em outros instrumentos celebrados com 
órgãos ou entidades da Administração Pública Federal, exceto aos instrumentos decorrentes de emendas 
parlamentares individuais nos termos do § 13 do art. 166 da Constituição Federal. 
Dirigentes com atos julgados irregulares pelo TCU 
É vedada a celebração de convênios, assim como contratos de repasse, com entidades privadas sem fins 
lucrativos cujo corpo de dirigentes contenha pessoas que tiveram, nos últimos cinco anos, atos julgados 
irregulares por decisão definitiva do Tribunal de Contas da União, em decorrência das situações previstas no 
art. 16, inciso III, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992; 
Pessoas ou entidades com fins lucrativos 
É vedada a celebração de convênios e contratos de repasse com pessoas físicas ou pessoas jurídicas de 
direito privado com fins lucrativos, ainda que sejam estas últimas integrantes da administração indireta, no caso 
das entidades que exploram atividade econômica. 
Estabelecimentos cadastrados como filial 
É vedada a celebração de convênios e contratos de repasse com estabelecimentos cadastrados como filial 
no CNPJ. O instrumento deve ser celebrado com a entidade matriz, e não com alguma de suas filiais. 
Início ou término do mandato dos Chefes do Poder Executivo 
É vedada a celebração de convênios e contratos de repasse cuja vigência se encerre no último ou no 
primeiro trimestre de mandato dos Chefes do Poder Executivo dos entes federativos. 
***** 
Além das vedações acima, também é proibido celebrar convênios com entidades privadas sem fins 
lucrativos que tenham, em suas relações anteriores com a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes 
condutas: 
§ Omissão no dever de prestar contas; 
§ Descumprimento injustificado do objeto de convênios, contratos de repasse ou termos de parceria; 
§ Desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos; 
§ Ocorrência de dano ao erário; ou 
§ Prática de outros atos ilícitos na execução de convênios, contratos de repasse ou termos de parceria. 
 
Questões de prova 
20. ESAF – MPOG 2015 
No que se refere às transferências de recursos da União, é correto afirmar: 
 
 
 
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a) uma vez que cabe ao concedente acompanhar a execução do objeto do convênio ou contrato de repasse, 
é vedado à CGU realizar auditorias periódicas nesses instrumentos. 
b) Termo de Cooperação é o instrumento jurídico previsto para a transferência de recursos às Organizações 
Sociais de Interesse Público (OSCIPs). 
c) aos consórcios públicos é vedado se constituírem sob a forma de pessoa jurídica de direito privado. 
d) o repasse fundo a fundo pode ser considerado contrato de repasse. 
e) é vedada a celebração de convênios e contratos de repasse com pessoas físicas ou entidades privadas com 
fins lucrativos. 
Comentários: 
Vamos analisar cada item: 
a) ERRADA. A Controladoria-Geral da União é o órgão de controle interno do Poder Executivo Federal. 
Logo, o órgão pode sim realizar auditorias para verificar a aplicação dos recursos públicos federais 
repassados mediante convênio. 
b) ERRADA. O instrumento jurídico previsto para a transferência de recursos às OSCIPs é o termo de 
parceria. O termo de cooperação, por sua vez, é previsto na Lei 13.019/2014, sendo utilizado para formalizar 
os acordos entre o Estado e entidades privadas sem fins lucrativos quando o pleno de trabalho é proposto 
pela Administração. 
c) ERRADA. Os consórcios públicos podem sim se constituírem sob a forma de pessoa jurídica de direito 
privado, assim como de direito público. 
d) ERRADA. As transferências fundo a fundo são utilizadas no âmbito do Sistema Único de Saúde, e 
servem para repassar recursos diretamente do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos Estaduais e 
Municipais de Saúde. Esse tipo de transferência não é uma modalidade de contrato de repasse, ainda que 
conte com a intermediação da Caixa Econômica Federal. 
e) CERTA. Para que possa ocorrer o repasse direto de recursos públicos para entidades privadas, essas 
entidades devem ser sem fins lucrativos. Afinal, em vista dos princípios da impessoalidade e do interesse 
público, não seria admissível retirar recursos que pertencem a toda a sociedade para favorecer o 
enriquecimento de alguns. Lembrando que a possibilidade de celebração de convênios com entidades 
privadas sem fins lucrativos ficou bastante restringida a partir da vigência da Lei 13.019/2014. Atualmente, 
como regra, as parcerias com essas entidades são firmadas por meio dos instrumentos previstos na referida 
lei. 
Gabarito: alternativa “e” 
21. Cespe – Anatel 2014 
É vedada a celebração de convênio com entidades públicas ou privadas cujo objeto social não esteja 
relacionado com as características do programa que se pretende executar. 
Comentário: 
A questão está em conformidade com o art. 9º da Portaria Interministerial 424/2016: 
Art. 9º É vedada a celebração de: 
 
 
 
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I - convênios para a execução de obras e serviços de engenharia, exceto nos seguintes casos: 
a) instrumentos celebrados por órgãos da administração indireta que possuam estrutura 
descentralizada nas unidades da federação para acompanhamento da execução das obras e serviços 
de engenharia; (Alterado pela PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 101, DE 20 DE ABRIL DE 2017). 
b) instrumentos cujo objeto seja vinculado à função orçamentária defesa nacional, observado o disposto 
no art. 8º do Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007; ou (Alterado pela PORTARIA INTERMINISTERIAL 
Nº 101, DE 20 DE ABRIL DE 2017). 
c) instrumentos celebrados por órgãos e entidades da administração pública federal, que tenham por 
finalidade legal o desenvolvimento regional nos termos do art. 43 da Constituição Federal, observado o 
disposto no art. 8º do Decreto nº 6.170, de 25 de julho de 2007. (Alterado pela PORTARIA 
INTERMINISTERIAL Nº 277, DE 3 DE OUTUBRO DE 2017). 
II - convênios para a execução de atividades cujo objeto esteja relacionado ao pagamento de custeio 
continuado do proponente; 
III - instrumentos com entidades privadas, exceto: 
a) com entidades filantrópicas e sem fins lucrativos nos termos do § 1º do art. 199 da Constituição 
Federal; e 
b) com os serviços sociais autônomos. (Alterado pela PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 235, DE 23 DE 
AGOSTO DE 2018) 
IV - instrumentos para a execução de obras e serviços de engenharia com valor de repasse inferior a R$ 
250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais); 
V - instrumentos para a execução de despesas de custeio ou para aquisição de equipamentos com valor 
de repasse inferior a R$ 100.000,00 (cem mil reais); 
VI - qualquer instrumento regulado por esta Portaria: 
a) entre órgãos e entidades da Administração Pública federal, casos em que deverão ser firmados 
termos de execução descentralizada; 
b) com órgão ou entidade, de direito público ou privado, que esteja inadimplente nas suas obrigações 
em outros instrumentos celebrados com órgãos ou entidades da Administração Pública Federal, exceto 
aos instrumentos decorrentes de emendas parlamentares individuais

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