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AULA 06 - CONVENIOS

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nos termos do § 13 do art. 166 da 
Constituição Federal, ou irregular em qualquer das exigências desta Portaria; 
c) com pessoas físicas ou pessoas jurídicas de direito privado com fins lucrativos, ainda que sejam estas 
últimas integrantes da administração indireta, no caso das entidades que exploram atividade 
econômica; 
 
 
 
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d) visando à realização de serviços ou execução de obras a serem custeadas, ainda que apenas 
parcialmente, com recursos externos, sem a prévia contratação da operação de crédito externo; 
e) com entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos cujo objeto social não se relacione às 
características do programa ou que não disponham de condições técnicas para executar o objeto 
proposto; e 
f) com entidades privadas sem fins lucrativos, cujo corpo de dirigentes contenha pessoas que tiveram, 
nos últimos cinco anos, atos julgados irregulares por decisão definitiva do Tribunal de Contas da União, 
em decorrência das situações previstas no art. 16, inciso III, da Lei nº 8.443, de 16 de julho de 1992; 
VII - qualquer modalidade regulada por esta Portaria com entidades privadas sem fins lucrativos que 
tenham, em suas relações anteriores com a União, incorrido em pelo menos uma das seguintes 
condutas: 
a) omissão no dever de prestar contas; 
b) descumprimento injustificado na execução do objeto dos instrumentos ou termos de parceria 
pactuados; 
c) desvio de finalidade na aplicação dos recursos transferidos; 
d) ocorrência de dano ao Erário; ou 
e) prática de outros atos ilícitos na execução dos instrumentos ou termos de parceria pactuados; e 
VIII - instrumentos com estabelecimentos cadastrados como filial no CNPJ. 
Ressalto que é importante conhecer bem a lista de vedações acima. 
Gabarito: Certo 
22. Cespe – Antaq 2014 
É vedada a celebração de convênio com entidades privadas sem fins lucrativos cujo dirigente seja agente 
político de Poder ou do Ministério Público. 
Comentário: O quesito está de acordo com o art. 2º, II do Decreto 6.170/2007: 
Art. 2º É vedada a celebração de convênios e contratos de repasse: 
II - com entidades privadas sem fins lucrativos que tenham como dirigente agente político de Poder 
ou do Ministério Público, dirigente de órgão ou entidade da administração pública de qualquer esfera 
governamental, ou respectivo cônjuge ou companheiro, bem como parente em linha reta, colateral ou 
por afinidade, até o segundo grau; 
Gabarito: Certo 
23. Cespe – Antaq 2014 
 
 
 
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Recursos de convênio não podem ser utilizados na contratação de pessoas naturais condenadas por crimes 
contra a administração pública ou o patrimônio público, crimes eleitorais punidos com pena privativa de 
liberdade e crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. 
Comentário: 
O quesito está de acordo com o art. 11-B, §4º do Decreto 6.170/2007: 
§4º Não poderão ser contratadas com recursos do convênio ou contrato de repasse as pessoas naturais 
que tenham sido condenadas por crime: 
I - contra a administração pública ou o patrimônio público; 
II - eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade; ou 
III - de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. 
Gabarito: Certo 
24. Cespe – Bacen 2013 
A administração pública federal pode celebrar convênios com outros órgãos ou entidades públicas ou 
privadas sem fins lucrativos para a execução de programas e projetos de seu interesse. Acerca desse tema, 
julgue o item subsequente. 
É vedada a celebração de convênios, pelos órgãos e entidades da administração pública federal, com órgãos 
e entidades da administração pública direta e indireta dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, cujo 
valor seja superior a cem mil reais. 
Comentário: 
É vedada a celebração de convênios, pelos órgãos e entidades da administração pública federal, com órgãos 
e entidades da administração pública direta e indireta dos estados, dos municípios e do Distrito Federal, cujo 
valor seja inferior a cem mil reais para a execução de despesas de custeio ou para aquisição de 
equipamentos. Isso está previsto no art. 9º, V da Portaria Interministerial 424/2016: 
Art. 9º É vedada a celebração de: 
(...) 
IV - instrumentos para a execução de obras e serviços de engenharia com valor de repasse inferior a R$ 
250.000,00 (duzentos e cinquenta mil reais); 
V - instrumentos para a execução de despesas de custeio ou para aquisição de equipamentos com valor 
de repasse inferior a R$ 100.000,00 (cem mil reais); 
Gabarito: Errado 
Fases do convênio 
Normalmente, um convênio envolve quatro fases: 
 
 
 
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A seguir, passemos ao estudo de cada uma dessas etapas. 
Proposição do convênio 
O início do processo de solicitação de verbas federais para aplicação em projetos de interesse comum se dá 
com a identificação das necessidades existentes na comunidade. A partir do conhecimento da realidade 
socioeconômica local é que se definem as áreas mais carentes que necessitam de mais atenção e ação imediata 
do Poder Público. 
Normalmente, as áreas que sempre demandam recursos são educação, saúde, saneamento, construção e 
recuperação de estradas, abastecimento de água, energia urbana e rural e habitação. 
Identificadas as carências e as prioridades locais, compete ao interessado buscar, no órgão ou na entidade 
apropriados, os recursos necessários para implementar o projeto desejado. 
Com o objetivo de selecionar a melhor proposta, bem como de aferir a capacidade técnica e operacional do 
proponente para realizar o objeto do convênio, atendendo ao princípio da impessoalidade, os órgãos federais 
realizam chamamento público. 
A publicidade do chamamento é feita no Portal dos Convênios e por intermédio da divulgação na página 
inicial do sítio oficial do órgão repassador de recursos. 
A realização do chamamento público não é obrigatória (é 
facultativa) para os convênios celebrados com estados ou municípios. 
Essa decisão compete às autoridades responsáveis pela concepção e 
gestão de cada programa federal. Contudo, se o beneficiário for entidade 
privada sem fins lucrativos, o chamamento público é obrigatório, salvo 
para transferências do Ministério da Saúde destinadas a serviços de saúde 
integrantes do Sistema Único de Saúde - SUS. 
O Ministro de Estado ou o dirigente máximo da entidade da 
administração pública federal concedente poderá, mediante decisão fundamentada, deixar de realizar 
chamamento público para a celebração de convênios ou contratos de repasse com entidades privadas nas 
seguintes situações: 
§ nos casos de emergência ou calamidade pública, quando caracterizada situação que demande a 
realização ou manutenção de convênio, termo de parceria ou contrato de repasse pelo prazo 
máximo de 180 dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou 
calamidade, vedada a prorrogação da vigência do instrumento; 
§ para a realização de programas de proteção a pessoas ameaçadas ou em situação que possa 
comprometer sua segurança; e 
Proposição
Celebração
Formalização
Execução Prestação de Contas
O chamamento público não é 
obrigatório para os 
instrumentos celebrados com 
estados ou municípios, mas 
apenas com entidades privadas 
sem fins lucrativos, exceto 
repasses no âmbito do SUS. 
 
 
 
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§ nos casos em que o projeto, atividade ou serviço objeto do convênio ou contrato de repasse já seja 
realizado adequadamente mediante parceria com a mesma entidade há pelo menos cinco anos e 
cujas respectivas prestações de contas tenham sido devidamente aprovadas. 
Identificado o programa

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