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A-HISTÓRIA-DA-EDUCAÇÃO-APOSTILA

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se limitam mais a aprender apenas bordar, cozinhar e 
costurar. Hoje elas são a maioria e já ocupam salas de aulas de diversas escolas 
espalhadas pelo país, com total liberdade de aprender todas as matérias disponíveis, tendo 
por professores tanto homens como mulheres. A igualdade entre os sexos vem 
progredindo na área educacional e refletindo no mercado de trabalho. As mulheres têm 
agregado a suas responsabilidades domésticas ao moderno estilo de vida da mulher 
brasileira, aliando flexibilidade à competência. Vale destacar que os pequeninos deixaram 
de ser uma barreia para as “mamães trabalhadeiras”, que antes tinham que levar seus 
filhos para o trabalho ou eram forçadas a trabalhar em casa. Atualmente todas podem 
contar com vários suportes governamentais (no século XIX era absurdo), que agora 
auxiliam as mulheres no processo de educação de seus filhos, como as creches e as 
escolas que, por iniciativa do Governo, também trabalham integralmente. 
Toda participação dos personagens históricos nas lutas por direitos femininos, estão 
alcançando seus objetivos, porém ainda há muito o que melhorar. Mesmo com todo o 
avanço existem pontos em que a desigualdade permanece. No século XIX as professoras 
recebiam menos que os professores, mesmos se a atividade e a carga horária fossem 
iguais, e hoje em alguns casos esta situação ainda prevalece. Mesmo diante este fato, as 
mulheres tem passado por cima dos preconceitos. Caminhoneiro, Pedreiro, Mecânico 
também são profissões de mulher, para aquelas que desafiam seus limites físicos. Mas na 
grande maioria dos cargos femininos destacam-se os serviços domésticos, serviços 
coletivos, sociais e pessoais, na área da educação, saúde e serviços pessoais, e também 
em alojamento e alimentação. 
O momento presente é reflexo do passado e está aí a importância de conhecer a 
história da Educação Feminina, que antes tinha por principal característica a restrição. As 
meninas que no século XIX não podiam estudar com meninos agora são a maioria da sala; 
mulheres que antes só aprendiam atividades domésticas para cuidar de suas casas hoje 
são quem projetam ou constroem a casa; elas que viam o mundo da janela de casa, agora 
são aeromoças e enxergam o mundo da janela do avião. A visão do homem sobre a 
mulher se tornou completamente diferente da era oitocentista, devido as conquistas que as 
mulheres alcançaram em todo processo histórico. 
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Os Jesuítas liderados chegaram ao Brasil por volta 1549, tendo por principal missão 
evangelizar, catequizar e “transformar em cristãos” os indígenas que aqui habitavam. 
 
Os Jesuítas procuraram entender e aprender as línguas faladas pelos índios, e a 
partir disso começaram a entender de forma mais fácil como esses viviam. As missões 
sempre davam origem a conflitos e estes foram conhecidos por incentivar guerras entre as 
várias etnias que atraíssem a maior quantidade de indígenas, facilitando assim sua 
exploração e catequização. 
O contato inicial entre brancos e índios foi amistoso, fato este que foi narrado na 
carta de Pero Vaz de Caminha, que descreve momentos descontraídos e de bastante 
festa. Esse contato amigável durou por aproximadamente 30 anos. Por um lado, tínhamos 
um povo vindo de uma civilização com fins pacíficos e que possuía um entendimento 
completamente diferente do que seria o mundo e por outro lado tínhamos outra civilização 
que acreditava serem os índios inocentes e que serviam apenas como escravos. A questão 
da escravização dos índios levantou outro aspecto extremamente controvertido na relação 
entre o índio e o homem branco, que vinham aqui com a missão de cristianizá-los através 
dos missionários Jesuítas. Não resta nenhuma dúvida de que ao serem catequisados os 
índios, tiveram sua cultura original destroçada pelos Jesuítas. 
Quando da chegada de outros colonizadores, os Jesuítas se revoltaram contra a 
escravização dos índios, enfrentando os colonizadores com os seus preceitos religiosos, 
sendo que estes eram os meios de que dispunham para este enfrentamento. Os Jesuítas 
conceberam a organização educacional como instrumento de domínio espiritual e de 
imposição da sua cultura. 
Chegando à colônia brasileira, no início do século XVI, os Jesuítas construíram os 
primeiros colégios. Sendo que para tal, tinham incentivos e subsídios da coroa de Portugal, 
onde parte da receita era destinada a manutenção destes colégios. Os principais autores 
Jesuítas responsáveis pela produção literária da época da colonização indígena foram o 
padre Manuel da Nóbrega, o missionário Fernão Cardim e o padre José de Anchieta. 
A Metodologia utilizada pelos Jesuítas era a de estimular os Índios a uma série de 
novos comportamentos, disseminando ou tentando disseminar os costumes locais, sendo 
que a oralidade era sempre utilizada como a forma de transmissão de conhecimento. Os 
Autores Jesuítas escreviam poemas de natureza espiritual, com poucos ou quase sem a 
presença de elementos da esfera racional e constituídos por uma linguagem simples, de 
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fácil compreensão e simplório. Os Jesuítas enxergavam na América a grande chance da 
Igreja Católica de expandir o catolicismo, sendo este, um excelente “espaço” para que esta 
expansão ocorresse ao mesmo tempo em que precisavam expandir seus domínios. A 
companhia de Jesus tinha objetivo de servir aos interesses da fé, pensando em aprontar a 
escola para servir exclusivamente aos interesses do Estado. 
Legal seria, se todos fossem vistos da mesma forma, como cidadãos participantes 
de uma sociedade igualitária, mas infelizmente não é o que presenciamos. A desigualdade 
social é extensa por todo o mundo, devido a vários fatores e um deles é o processo 
histórico. A história permite interpretar a razão de a atualidade ser como é. De acordo com 
o contexto abordado, aliado ao fórum avaliativo e estudos sobre a História da Educação da 
População Negra, pode-se observar que existem várias concepções quanto à implantação 
da política de cotas para negros no Brasil. 
A implantação desta política gera polêmica pois, como apresentado no fórum, as 
concepções dos integrantes da sociedade são bem diferenciadas. Dentre as ideias 
apresentadas no fórum, vale considerar que para muitos esta política traz um ar de 
equidade para a sociedade, para outros a igualdade é o último objetivo deste sistema de 
cotas. Há quem afirme que o governo beneficia ou privilegia a raça negra, como forma de 
se desculpar pelo passado histórico; alguns afirmam que este sistema seria desnecessário 
se a Educação Básica priorizasse o sentido de igualdade; existem posições que vão contra 
este sistema por acreditar que todos têm a capacidade de ingressar em um curso superior 
da mesma forma. 
É notório que uma discussão a este respeito é extensa pois todos pensam de 
maneira particular e isto é um direito do cidadão (a liberdade de expressão). Mas antes de 
se posicionar a respeito é necessário compreender a razão pela qual o governo vê a 
necessidade deste sistema ser implantado. É de extrema importância considerar todo o 
contexto histórico envolvido no processo de educação da população negra. Uma vez que, 
mediante aos estudos, nota-se que após a abolição dos escravos, o governo fechou os 
olhos para não dar suporte a educação dos negros libertos. 
As ações do governo foram incompletas, onde destacamos que as exigências 
escolares também não contribuíam para a integração do negro no espaço escolar e que 
até o mínimo de educação que lhes era proporcionado os levavam a acreditar que eles, 
mesmo estudando, não seriam iguais aos brancos. O que fomenta o descaso da antiga 
sociedade para com os negros é o fato deles não serem considerados como componentes 
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da cidadania e trazer um certo custo para seus senhores, como no período da implantação 
da Lei do Ventre Livre, em que as crianças nasciam libertas, porém, os registros destas 
crianças eram responsabilidade dos senhores

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