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Atlas-de-Urinálise

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Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE 
Curso: Farmácia – 5° Ano 
Matéria: Urinálise 
Professora: Vanessa Kobs 
Acadêmicos: Camile Machado 
Eduardo Estevão Testoni 
 
 
Atlas de 
Urinálise 
 
 
 
 
 
Joinville – SC 2019 
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Sumario 
 
Sistema urinário ---------------------------------------------------------3 
Formação da urina ------------------------------------------------------ 4 
Como coletar a urina --------------------------------------------------- 5 
Tipos de amostrar de urina -------------------------------------------- 6 
Exames Físico (Macroscópico) --------------------------------------- 7 
Exame Químico --------------------------------------------------------- 9 
Exame Microscópico (Sedimentoscopia) -------------------------- 12 
Cilindros ---------------------------------------------------------------- 14 
Cristais ------------------------------------------------------------------ 18 
Micro-organismos na urina ------------------------------------------ 22 
Referencias ------------------------------------------------------------- 25 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Sistema urinário 
O sistema urinário tem como principal função eliminar os produtos finais 
(resíduos) do metabolismo, principalmente ureia, creatinina e ácido úrico, recolhidos da 
corrente sanguínea e excretados em forma de urina. É responsável também pelo controle 
do equilíbrio hídrico e pela remoção de resíduos tóxicos ou drogas induzidas pelo 
corpo. 
Esse sistema consiste de rins, ureteres, uretra e bexiga. Os rins são os órgãos 
mais importantes desse sistema. São responsáveis pela filtração do sangue, limpando as 
impurezas, e são essenciais para manter a homeostase, regulando os fluídos corporais, o 
balanço eletrolítico, o equilíbrio acidobásico, a excreção de resíduos, e são responsáveis 
pela produção da urina, que é enviada pelos ureteres até a bexiga urinária, onde fica 
armazenada até o momento de sua eliminação. 
Os rins participam ainda da manutenção da pressão sanguínea e da eritropoiese. 
Sua função é regulada por volume, pressão e composição sanguíneos, além de 
hormônios das glândulas adrenal (suprarrenal) e pituitária. As figuras a seguir 
representam a localização anatômica do sistema urinário. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Formação da urina 
 
Um indivíduo adulto produz cerca de 1,5 litros de urina por dia, sendo a maior 
parte composta por água e o restante por metabolitos. Sua formação é um processo que 
engloba filtração, secreção e reabsorção de componentes indispensáveis pelo corpo. 
Resumidamente, a formação tem início nos néfrons, que são unidades funcionais 
dos rins. O sangue é recebido nos glomérulos, onde ocorre o processo de filtração do 
plasma renal. O filtrado formado possui a mesma composição do plasma sanguíneo, 
mas normalmente apresenta-se livre de proteínas, exceto por poucas de baixo peso 
molecular. 
Algumas das substâncias filtradas são: água, eletrólitos, glicose, ureia, 
creatinina, ácido úrico, aminoácidos e amônia. A taxa de filtração glomerular é 
proporcional ao tamanho corporal, variando conforme o sexo e a idade, e é importante 
indicador da função renal, podendo ser calculada através de testes como o clearance 
(utilizando a urina de 24 horas) ou pelo cálculo de taxa de filtração glomerular 
estimada (TFGe). A partir daí, corre pelos túbulos e capilares, nos quais ocorre a 
reabsorção de substâncias, como água, bicarbonato, cloreto de sódio, cálcio, potássio, 
fosfato, aminoácidos, proteínas, glicose, entre outros. 
Cerca de 80% do filtrado é reabsorvido. E então, a secreção de diversas 
substâncias primordiais ao organismo, agindo contrariamente à reabsorção, faz com que 
a urina seja formada. 
 
 
 
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Como coletar a urina 
Homens: 
 Fazer assepsia do pênis (lavar com água e sabão, enxaguar bem e secar) e 
destampar o frasco estéril. 
 Retrair o prepúcio com uma das mãos e com a outra segurar o frasco já 
destampado. 
 Desprezar o primeiro jato de urina. 
 Colher a porção média no frasco estéril urinando em jato para que a urina não 
escorra na região genital. 
 Desprezar o restante da micção. 
 Tampar o frasco imediatamente. Obs: Não é necessário colher grande volume, 10 
a 20 ml é ideal. 
Mulheres 
 De preferência no vaso sanitário, sentar com as pernas afastadas, fazer assepsia 
da vagina (lavar com água e sabão, enxaguar bem e secar) e destampar o frasco 
estéril. 
 Com uma das mãos afastar os grandes lábios e com a outra segurar o frasco já 
destampado. 
 Desprezar o primeiro jato (primeira porção da urina que sai). 
 Colher a porção média no frasco estéril, urinando em jato para que a urina não 
escorra na região genital. 
 Desprezar o restante da micção. 
 Tampar o frasco imediatamente. 
 Obs: Salvo casos graves evitar coletar em período menstrual 
Bebês 
 Fazer bem a limpeza com água e algodão 
 Retirar todos os resíduos de fezes e pomadas 
 Se contaminar com evacuação – desprezar amostra 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tipos de amostras de urina 
Primeira amostra da manhã 
Amostra ideal para exame de rotina ou Tipo I Preferencialmente colhida no 
laboratório se não for possível deve ser levado ao laboratório dentro de 1 hora. Este tipo 
de amostra é essencial para evitar resultados falsos negativos no teste de gravidez e para 
avaliar a protenúria ortostática (deitado). 
Amostra em jejum 
Trata-se de uma amostra mais concentrada o que garante a detecção de substâncias 
que podem estar presentes nas amostras aleatórias, mais diluídas. 
Amostra de jejum é resultado da segunda micção após um período de jejum, por 
isso é diferente da primeira amostra da manhã. Essa amostra não contém nenhum 
metabólito dos alimentos ingeridos antes do início do período de jejum e é recomendado 
para a monitorização de glicosúria (glicose na urina). 
Amostra colhida 2hs após a refeição (pós-prandial) 
Urinar, pouco antes de se alimentar normalmente, colher uma amostra 2 horas após 
comer. Faz-se a prova de glicosúria e os resultado é utilizados principalmente para controlar a 
terapia com insulina em pessoas com diabetes mellitus. Pode-se fazer uma avaliação mais 
completa do estado do paciente se for feita uma comparação entre os resultados da amostra 
colhida 2 horas após a refeição e os da amostra colhida em jejum. 
Amostra de urina de 24 horas (ou com tempo marcado) 
Muitas vezes é necessário medir a quantidade exata de determinada substância 
química na urina, ao invés de registrar apenas sua presença ou ausência. Deve-se usar 
uma amostra colhida cronometrada cuidadosamente para conseguir resultados 
quantitativos exatos. Para conseguir uma amostra precisamente cronometrada, é 
necessário iniciar o período de colheita com a bexiga vazia. Pegar no laboratório 
recipiente devidamente limpo e seco para coleta, já que o volume será grande. Exemplo: 
 1º dia 7 h da manhã: Urinar e descartar a amostra. A partir daí, colher toda urina 
nas próximas 24 horas. As amostras colhidas devem ser mantidas refrigeradas). 
 2º dia 7 h da manhã: o paciente colhe a urina e junta esta urina com aquela 
previamente colhida. Leva até o laboratório todo volume que foi recolhido. 
 
 
 
 
 
 
 
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Exames físicos (Macroscópico) 
Coloração: A coloração amarela da urina é resultado do pigmento urocromo, que 
possui uma eliminação relativa a taxa metabólica de cada indivíduo e pode estar 
aumentado nos problemas da tireóide e no estado de jejum. 
Outros pigmentos que estão presentes em quantidades menores são a uroeritrina e 
urobilina. Nesse contexto, pessoas normais com ingestão de grande quantidade de 
líquidos produzem, na ausência de hidratação, urina de cor amarelo-clara e escura. 
Diferentes tonalidades de cor da urina podem estar relacionadas