atividade linguagem e argumentacao 2
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atividade linguagem e argumentacao 2


Disciplina<strong>linguagem e Argumentação</strong>34 materiais68 seguidores
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ATIVIDADE \u2013 AULA 3 (1,25) 
Você deverá responder as questões e enviá-las por meio do Portfólio 
- ferramenta do ambiente de aprendizagem UNIGRAN Virtual. Em 
caso de dúvidas, deixe recado no QUADRO DE AVISOS. 
Pesquise sobre \u201cIMPOSTO DE RENDA\u201d, leia os textos encontrados 
e, a seguir, produza UM PARÁGRAFO EXPLICATIVO OU 
ARGUMENTATIVO sobre o tema. 
Não se esqueça de que deve ter tópico frasal, desenvolvimento e 
conclusão, conforme explicado na aula. 
OBS.: LEIA A AULA 3 PARA ENTENDER COMO SE ESCREVE 
UM PARÁGRAFO. 
O imposto de renda é um tributo federal cobrado pelo governo para 
pessoas físicas e jurídicas com determinado salário anual que esteja no 
grupo que seja obrigado a declarar. Esse imposto é utilizado para cobrir 
gastos públicos. Portanto pagá-lo gerara melhorias para o país. 
 
ATIVIDADE \u2013 AULA 4 (1,25) 
Você deverá responder as questões e enviá-las por meio do 
Portfólio - ferramenta do ambiente de aprendizagem UNIGRAN 
Virtual. Em caso de dúvidas, envie mensagem no QUADRO DE 
AVISOS. 
Você entendeu o conteúdo da aula 4? Percebeu como é importante 
conhecer os fatores de textualidade? Faça agora, a leitura do artigo A 
CHARGE JORNALÍSTICA E A QUESTÃO DA INFORMATIVIDADE. A 
leitura contribuirá para sua maior compreensão sobre o assunto. A 
seguir, procure uma charge de 2019 ( atual) em um site e produza 
uma análise interpretativa. Não se esqueça de copiar e colar a charge 
que você irá interpretar. 
 
GHILARDI, Maria Inês. A charge jornalística e a questão da informatividade. In: 
AMARANTE, Maria de Fátima (Org.). Letras. Revista do Instituto de Letras da 
PUCCAMP. dez. 1996. n. 1 e 2. vol. 15. p. 5-11. 
A CHARGE JORNALÍSTICA E A QUESTÃO DA INFORMATIVIDADE 
Maria Inês Ghilardi - (Instituto de Letras - PUCCAMP) 
A charge jornalística, hoje, faz parte da maioria dos jornais, dos mais 
conceituados aos menos poderosos, e estudá-la pode ser uma das tantas formas de 
conhecer esse veículo de comunicação e a sociedade à qual ele se destina. 
Complementando uma pesquisa sobre a informatividade nos textos jornalísticos2 , 
voltamos o olhar à charge com o objetivo de investigar a carga de informações 
nela contida e o tipo de informação que transmite. Seu caráter informativo difere 
de outros desenhos, como a história em quadrinhos, pois está sempre ligada às 
notícias do jornal que a publica. Portanto, sem o contexto criado pelo conteúdo 
das notícias, não é possível interpretá-la, &quot;ler&quot; sua mensagem, perceber a crítica 
que há por trás do quadro. 
Quanto à informatividade, sabemos que todo texto transmite alguma informação, 
pois há informações conhecidas e novas para o leitor. O sucesso do ato de 
comunicação é medido pela quantidade (e/ou qualidade) de informações 
inusitadas e inesperadas que apresenta. &quot;Há, então, a necessidade de uma certa 
dose de imprevisibilidade para que um texto seja considerado aceitável pelo seu 
receptor. Por outro lado, para que possa ser entendido e interpretado, ele deve ter 
informações conhecidas, que serão o ponto de partida para a compreensão das não 
conhecidas&quot;. (Ghilardi, 1994: 6). 
A informatividade, então, deve ser entendida como a capacidade de se acrescentar 
ao conhecimento do receptor informações novas e, talvez, inesperadas, conforme 
coloca Val (1991), ou seja, a capacidade que tem um texto de efetivamente 
informar o seu leitor. Constitui, assim, um dos fatores responsáveis pela 
intertextualidade (conjunto de características que fazem com que um texto seja 
um texto), como aponta a Lingüística Textual, ao tomar por base para estudo o 
texto e não a frase isolada (Koch, 1989). 
O critério de informatividade pode ser também examinado com relação à charge, 
visto que ela transmite alguma informação, ou mais que isso, revela uma crítica a 
fatos ocorridos na sociedade e relatados nas reportagens. 
Como dissemos, todo texto necessita de informações novas e conhecidas; estas 
para estabelecer um ponto de partida ao entendimento do leitor e aquelas para 
efetivamente informá-lo. Levando-se em conta as charges analisadas nesta 
pesquisa, pode-se dizer que as informações conhecidas vêm das notícias 
publicadas pelo jornal e as novas são constituídas pela crítica dos fatos noticiados. 
Logo, há uma certa dose de imprevisibilidade necessária à aceitação do texto pelo 
leitor, se for observado que nem sempre a notícia jornalística vem acompanhada 
da crítica aos fatos. 
A informação nova necessária à aceitação do texto não-verbal - o desenho da 
charge -, de acordo com o critério de informatividade, é, além da crítica feita aos 
acontecimentos, o humor gerado pela maneira como os fatos são tratados. 
Considerando assim, o discurso da charge classifica-se na segunda ordem de 
informatividade (Beaugrande e Dressler, 1981), aquela em que há um equilíbrio 
entre o original e o previsível. 
Não poderia, por suas características de rapidez de entendimento, espaço reduzido 
e tipo de linguagem, enquadrar-se entre os textos de alta informatividade e 
imprevisibilidade, da terceira ordem, o que dificultaria sua própria compreensão. 
Naturalmente, pelo aqui exposto, a charge também não se enquadraria na primeira 
ordem de informatividade, na qual a previsibilidade é grande e, portanto, a 
informatividade é baixa; nessa categoria encontra-se textos que trazem, em sua 
maioria, informações conhecidas, óbvias, que não despertam o interesse do leitor 
justamente por não transmitir, realmente, conhecimento novo. 
A charge, apesar de utilizar as informações veiculadas pelas notícias, desperta o 
interesse pelo humor, pelas idéias implícitas, pela crítica não permitida em outros 
tipos de textos do próprio jornal, enfim, por revelar, possivelmente, a ideologia 
subjacente aos discursos sociais. 
É imprescindível, ainda, &quot;que o desenho tenha suficiência de dados, fornecidos 
pelos detalhes. Os estudos semióticos revelam a importância de tudo que produz 
significação, seja um simples traço, uma linha reta ou curva, um ponto no espaço, 
a luminosidade e as formas do desenho. A caracterização do ambiente e dos 
personagens, assim como marcas simbolizando o assunto tratado são suportes 
necessários à interpretação adequada. São esses os dados explícitos que vão 
possibilitar a leitura dos implícitos&quot; (Ghilardi, 1995: 20). O desenho, portanto, 
deve ter &quot;todos os elementos necessários à sua compreensão, explícitos ou 
inferíveis das informações explícitas&quot; (Val, 1991: 31). 
Ilustramos com a charge publicada no jornal O Estado de São 
Paulo, sobre a viagem do ex-presidente brasileiro, Fernando 
Henrique Cardoso, à Argentina, onde esteve com o presidente 
Carlos Menem. As matérias jornalísticas da época enfocaram, 
dentre outros temas, o da reeleição, quando o nosso governante 
falou, pela primeira vez (informação nova), como provável 
candidato às eleições de 1998. Informaram, ainda, que Menem 
defendeu a reeleição do colega brasileiro, chamando-o de 
&quot;excelente estadista&quot;, que daria ao Brasil &quot;a possibilidade de 
continuar crescendo até se converter em uma das maiores 
potências da Terra&quot;3. 
Enquanto as reportagens relataram o fato, inclusive com fotografias dos dois 
governantes, num clima amistoso, a charge (v. fig. 1) indica a intenção, de 
Fernando Henrique Cardoso, de espelhar-se no colega argentino, reeleito. O 
quadro mostra Menem colocando &quot;minhocas na cabeça&quot; do governante, transcrita 
no pessoal, ao contrário da afirmação de nosso governante, transcrita no jornal: &quot;a 
reeleição deve ser discutida como questão institucional e não 'em função das 
pessoas, inclusive da minha pessoa'&quot;. 
Então, as informações novas transmitidas pela charge são quase as mesmas das 
notícias. O leitor deve conhecê-las pela leitura das reportagens ou ser levado a 
buscá-las devido à curiosidade levantada pelo desenho caricaturesco. Neste, são 
acrescentadas a crítica ao fato e a grande dose de humor, que chama a atenção do 
receptor, num clima de descontração.