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Técnicas Hidroterapia

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Introdução
O trabalho a seguir irá abordar as técnicas de hidroterapia, onde a mesma consiste em uma atividade terapêutica que utiliza os recursos de uma piscina preparada especificamente para a reabilitação.
A hidroterapia é um recurso da área da reabilitação que vem demonstrando resultados positivos no tratamento e na prevenção de várias patologias, ampliando a perspectiva de recuperação para muitos pacientes. Praticada em piscinas aquecidas para tratamento de várias patologias ou disfunções com métodos específicos, utiliza as propriedades físicas da água como uma importante ferramenta, que fornece um ambiente ideal para indivíduos portadores de limitações na terapia em solo.
O impacto emocional do movimento realizado na água proporciona uma sensação de vivacidade, bem-estar e um sentimento de realização. Ampliando suas capacidades e habilidades, o indivíduo torna-se mais confiante, seguro e motivado. 
A hidroterapia traz muitos benefícios, entre eles: fortalecimento muscular, aumento das amplitudes articulares, melhora do condicionamento cardiorrespiratório, alívio da dor, estímulo das atividades funcionais, do equilíbrio e coordenação, melhora da postura e imagem corporal. 
Uma sessão de Fisioterapia Aquática é composta de várias fases de tratamento, envolvendo, principalmente, aquecimento, alongamento, exercícios específicos e relaxamento. As técnicas são variadas e podem ser realizadas em grupo ou individualmente, com a utilização ou não de materiais auxiliares como flutuadores, caneleiras, tornozeleiras, coletes e outros. Essa modalidade de terapia é indicada em afecções neurológicas, reumatológicas, traumato-ortopédicas, pneumológicas, na cardiologia, bem como em ginecologia, pediatria, gerontologia, estados de ansiedade emocional, depressão ou estresse.
1. Indicações e contraindicações
Como em qualquer outro tipo de terapia existem as desvantagens do tratamento no meio aquático. As que estão em mais destaques são: a hidrofobia (medo de água), o alto custo do tratamento e o período de frio intenso. 
As indicações mais comuns para um tratamento hidroterápico são para os pacientes que apresentam os seguintes sinais e sintomas:
Elevado nível de dor, edemas de extremidades, desvios da marcha, diminuição da mobilidade, fraqueza muscular generalizada, baixa resistência muscular, impossibilidade de sobrecarga nos membros inferiores, resistência cardiovascular diminuída, contraturas articulares, diminuição da flexibilidade, disfunções posturais, habilidades diminuídas, interação social do paciente, entre outros.
São necessárias precauções a fim de prevenir a proliferação de doenças e constrangimentos ao paciente. As contraindicações são consideradas absolutas ou relativas de acordo com a gravidade da patologia
Absolutas: Doenças transmitidas pela água, febre acima de 38°C, insuficiência cardíaca, pressão arterial descontrolada, sintomas de trombose venosa profunda.
Relativas: Incontinência urinária e fecal, epilepsias, baixa capacidade pulmonar vital, doenças sistêmicas. 
2. Princípios físicos da água 
O entendimento dos princípios físicos da água faz da hidroterapia um recurso ímpar no processo de reabilitação. Cada princípio físico tem a sua resposta específica, que quando associadas às ações mecânicas do terapeuta e a temperatura da água produz um efeito satisfatório e rapidamente sentido pelo paciente. No trabalho iremos apresentar somente alguns princípios:
Temperatura: considerando para o devido protocolo uma variação da temperatura entre 32 a 33 graus. A água aquecida diminui a dor, espasmo muscular, rigidez ”distrai” a dor, pois a velocidade de condução do estimulo do calor é mais rápido que o da dor, bombardeando o sistema nervoso. 
Pressão hidrostática: A lei de Pascal afirma que a pressão do liquido é exercida igualmente sobre todas as áreas da superfície de um corpo imerso em repouso a uma dada profundidade. A pressão aumenta com a densidade do liquido e com sua profundidade. Por exemplo, a pressão exercida pelo álcool é menor do que a da água, e a pressão exercida pela água do mar é maior. A diferença de pressão hidrostática na posição vertical precipitará um movimento dos fluidos corporais da região distal para a proximal e a combinação de pressão hidrostática e exercícios apropriados do membro aumentará a circulação, esses fatores contribuirão para a reabsorção de edemas. A pressão hidrostática proporciona aos pacientes maiores períodos de reação antes que percam o equilíbrio, o que beneficia a reeducação de equilíbrio, o treino de marcha e a confiança do paciente. Oferece resistência na musculatura respiratória, trazendo benefícios para os pacientes que tem fraqueza dos músculos respiratórios. 
Flutuação: Principio de Arquimedes 
O princípio de Arquimedes afirma que quando um corpo está completo ou parcialmente imerso em um liquido em repouso, ele sofre um empuxo para cima igual ao peso do liquido deslocado. Portanto, se um corpo tiver densidade menor que 1 ele flutuara, se for, maior que 1 a densidade do mesmo, ele afundará. A força de flutuabilidade age na direção oposta à da força da gravidade e é responsável pela sensação de ausência de peso na água. O corpo humano possui densidade quase igual ao da água, o que permite uma flutuação parcial do ser humano. Então, para melhorar a flutuação e oferecer maior segurança, conforto e diminuir a tensão do paciente será necessário o uso de flutuadores.
Metacentro
Como a gravidade age de cima para baixo e o empuxo de baixo para cima, podendo ser forças iguais ou opostas, o corpo permanece em equilíbrio. Porém, se essas duas forças forem desiguais, o corpo sofre movimentos rotacionais para que elas entrem em equilíbrio novamente, o que se denomina metacentro. O quadril e os membros inferiores possuem maior densidade, pois são constituídos em quase sua totalidade de ossos e músculos longos e volumosos, por isso, tendem a afundar. Como a cabeça e tronco por terem em sua constituição de líquido e ar respectivamente, tendem a flutuar e o quadril se torna um eixo no qual os membros inferiores se apoiam e afundam, realizando um movimento rotacional vertical até que o seu equilíbrio seja encontrado. Este movimento rotacional é o resultado do equilíbrio entre as forças da gravidade e empuxo. Esse princípio é conhecido como metacentro.
3. Efeitos terapêuticos e fisiológicos da hidroterapia
A unicidade da hidroterapia, está principalmente em um dos seus princípios físicos, o empuxo, que alivia o estresse das articulações, possibilitando a realização de movimentos com a força da gravidade reduzida. Isso possibilita uma maior liberdade daqueles que tem uma dificuldade em exercícios em solo pois há o alcanço da independência funcional para o paciente.
Os efeitos terapêuticos são diversos, o relaxamento por exemplo depende do grau de intimidade do paciente com o meio aquático, quanto mais tranquilo o mesmo estiver mais relaxamento a agua irá proporcionar. A água aquecida provoca um relaxamento das fibras musculares através do processo de condução entre a temperatura da água e da pele e que irá transmitir o calor até as estruturas mais internas, reduzindo a tensão muscular pelo relaxamento das fibras musculares. Outro efeito benéfico é a modulação do tônus postural, que se dá pela redução das forças compressivas, pela força do empuxo minimizando a ação do sistema tônico postural. 
As propriedades físicas da água, auxiliam no ganho de amplitude de movimento, onde quando submerso, o paciente percebe a força de flutuação e a diminuição da sobrecarga articular, onde há redução de dor por conta da redução da força compressiva sobre a articulação. Juntamente com os efeitos térmicos da agua que proporcionam relaxamento, aumento de fluxo sanguíneo, vai auxiliar na movimentação da articulação, causando aumento da produção do liquido sinovial. 
A redução da dor e espasmos musculares na imersão também são proporcionados pelos efeitos da água. Os estímulos sensoriais do calor estão competindo com os estímulos da dor, como resultado, a percepção de dor