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AULA 2 – ENG MÉTODOS 
Discussão sobre a leitura proposta 
Contribuições da Administração Científica: 
https://www.facefaculdade.com.br/arquivos/revistas/A_Administrao_Cientifica_e
_sua_colaborao_para_as_Organizaes_do_Sculo_XXI.pdf 
Resumo da Leitura: 
- A organização racional do trabalho 
- Princípios da ADM Científica 
- Apreciação crítica da ADM Científica 
- Mapa mental da ADM Científica 
 
 
 
https://www.facefaculdade.com.br/arquivos/revistas/A_Administrao_Cientifica_e_sua_colaborao_para_as_Organizaes_do_Sculo_XXI.pdf
https://www.facefaculdade.com.br/arquivos/revistas/A_Administrao_Cientifica_e_sua_colaborao_para_as_Organizaes_do_Sculo_XXI.pdf
Discussão sobre os vídeos sugeridos na aula anterior 
https://youtu.be/7_HFtKy_-YI - 5 minutos 
https://youtu.be/fiSoT3Wi0N8 - 9 minutos 
https://youtu.be/Wb4h2xThDmg - 9 minutos 
Exercícios: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
➢ Estudo de Tempos e Movimentos 
✓ Objetivos: 
▪ Desenvolver o sistema de método preferido, menor custo; 
▪ Padronizar esse sistema e método; 
▪ Determinar o tempo gasto por uma pessoa qualificada, trabalhando em 
ritmo normal, para executar uma tarefa ou operação específica, tempo-padrão. 
O Tempo-Padrão será utilizado no PCP e nos custos (levantamento); 
▪ Orientar e treinar o trabalhador conforme método estabelecido. 
 
✓ A engenharia de métodos está inserida no estudo de projetos, 
operações e melhoria de sistemas produtivos, e possui ligação direta aos 
primórdios da engenharia de produção, a partir das contribuições de Frederick 
W. Taylor, Frank B. Gilbreth e Lillian M. Gilbreth. 
 
✓ O estudo de tempos e movimentos se propõe a realizar através de 
metodologia a análise dos sistemas de trabalho, cujo objetivo é desenvolver 
métodos eficientes para a padronização dos processos produtivos. Seu alvo 
está na avaliação e na melhoria sistemática dos métodos de trabalho humano 
(MOKTADIR et al., 2017; PISUCHPEN; CHANSANGAR, 2014). 
 
✓ Oportunidades no estudo de tempos e movimentos: 
1. Auxílio na predição de horas de trabalho e saídas de produção; 
2. Eliminação de trabalho desnecessário; 
3. Eliminação de gargalos de produção; 
4. Fornecimento de métodos para mensuração do trabalho. 
 
✓ Fatos históricos 
▪ Taylor – Administração Científica, mudança do método empírico para 
conceitos baseados em princípios científicos. 
 
Princípios básicos da Administração Científica: 
1. Primeiro – Desenvolver para cada elemento do trabalho individual uma 
ciência que substitua os métodos empíricos; 
2. Segundo – Selecionar cientificamente, depois de treinar, ensinar e 
aperfeiçoar o trabalhador; 
3. Terceiro – Cooperar cordialmente com os trabalhadores para articular 
todo o trabalho, utilizando os princípios científicos; 
4. Quarto – Manter visão equitativa (justa) de trabalho e de 
responsabilidade entre direção e o operário. 
 
▪ Frank B. Gilbreth e Lilian M.Gilbreth 
❖ Micromotion study – técnicas de filmagem e cronometragem simultâneas 
de atividades (GIBSON et al., 2016). 
 
✓ Obra de Lilian G., “The Psychology of Management”, de 1914, destaca a 
importância da participação dos funcionários na tomada de decisão, o trabalho 
como reflexão da individualidade do trabalhador e os métodos de incentivo 
(GIBSON et al., 2016). 
 
✓ Diferenças de conceito entre Taylor e o Casal Gilbreth: 
 
 
 
✓ Definição segundo Frank G. e Lillian G., dos seguintes passo para 
construção de um estudo dos movimentos (TOWILL, 2010): 
▪ Observação e definição da situação atual; 
▪ Uso de equipamentos específicos para avaliar o trabalho; 
Exemplo: câmaras para avaliar o trabalho realizado 
▪ Reexame dos resultados das análises anteriores, eliminação de 
qualquer fração desnecessária de trabalho, combinando procedimentos quando 
TAYLOR > foco na redução da 
fadiga através da redução do 
tempo, relacionando os tempos e 
frequência de parada e trabalho à 
produtividade. 
CASAL GILBRETH > foco no bem estar e 
segurança do trabalhador e sua relação 
aos movimentos desnecessários. 
Classificavam a fadiga em duas classes: 
1. Originária do próprio trabalho; 
2. Movimentos desnecessários. 
possível, projeto de equipamentos para reduzir esforço, movimentação e 
dúvida na realização do trabalho; 
▪ Reconstrução do trabalho sintetizando os movimentos e atividades 
otimizados. 
 
✓ Contribuições do Casal Frank e Lillian G. 
▪ Frank G. 
1. Ferramentas controladoras da fadiga; 
2. Princípios para busca pelo melhor método. 
 
 
▪ Lillian G. 
1. Construção de conceitos relativos à ergonomia; 
2. Balanço entre vida e trabalho e o enriquecimento do trabalho. 
 
➢ Métodos aplicados no estudo de tempos 
 
✓ Considerações sobre estudo de tempos 
▪ O estudo de tempos é uma técnica de mensuração do trabalho através 
da observação e cronometragem dos operadores-padrão. O resultado é o 
tempo gasto para executar uma tarefa ou trabalho, trabalhador qualificado, sob 
a perspectiva da situação de operação presente (NABI; MAHMUD; ISLAM, 
2015; VIJAYAN et al., 2017). 
 
Atenção: Hawthorne Effect – diminuição do ritmo de um trabalhador observado 
devido à mudança de comportamento frente ao processo de cronometragem 
(NABI; MAHMUD; ISLAM, 2015; VIJAYAN et al., 2017). 
 
✓ Tratamento do estudo de tempos 
▪ Antes / passado – abordagem tradicional de mensuração do trabalho, 
foco em avaliar quantitativamente a performance. 
▪ Agora / presente – foco em avaliar o crescimento e desenvolvimento de 
capacidade. Como resultado, melhoria da satisfação, eficiência e da eficácia 
organizacional. 
▪ Sistemas de tempos pré-determinados (sintéticos): 
1. Tempos sintéticos para operações de montagem (1938) 
2. Sistema fator trabalho (1938) 
3. *Sistema MTM – Methods Time Measurement (1948) – mais utilizado 
atualmente 
4. Sistema BTM – Basic Time Measurement (1950) 
 
✓ Desenvolvimento do método de trabalho, enfoque: 
1. Eliminar todo o trabalho desnecessário; 
2. Combinar operações ou elementos; 
3. Modificar a sequência de operações; 
4. Simplificar as operações essenciais. 
 
✓ Frank G. e Lillian G. 
▪ Therbligs <> Gilbreth – análise de cada operação das mãos realizadas 
pelo trabalhador. 
 
 
 
 
Simbologia utilizada para montar diagrama SIMO – diagrama do operador. 
 
 
 
 
 
 
 
*Foco no operador 
 
➢ Tempo de ciclo das operações 
 
✓ Como realizar o estudo: 
1. Delinear o processo produtivo ou o trabalho analisado (mapeamento do 
processo, fluxograma); 
 
✓ Análise do Processo Produtivo / Fluxograma do processo 
▪ Técnica para registrar um processo de forma compacta, tem a intenção 
de facilitar a compreensão da situação atual e posterior melhoria. Seu objetivo 
está diretamente relacionado à análise e implementação de melhorias no 
processo, ou seja, excluir atividades que agregam valor das atividades que não 
agregam valor. 
 
❖ Simbologia para montagem do fluxograma de processo 
 
 
❖ Descrição genérica de uma operação / processo 
 
 
❖ Quadro de resumo das operações do fluxograma 
 
 
 
❖ Gráfico de Atividade – faz subdivisão do processo ou de uma série de 
operações, expressas em função do tempo. 
 
 
❖ Gráfico homem-máquina 
 
 
2. Determinar o número de ciclos 
❖ Medição de tempo 
Possibilidade 1 – Forma contínua de leitura. 
Possibilidade 2 – “Snapback”, zerar o cronômetro após a medição de 
cada operação individual. 
 
❖ Indicar a quantidade de cronometragens para cada operação, de 
maneira que o tempo real (TR), determinado pelo tempo de execução da 
atividade medida, utilizando-se o cronômetro, seja ilustrativa. 
 
 
*Z e d2 – Tabelados 
Tabela Z 
 
 
 
 
 
 
Tabela d2 
 
 
* Após determinar o número de ciclos – N, verificar se o número de 
cronometragens inicialmente realizadas no estudo é suficiente, ou seja, 
comparar o valor de (N) calculado e o número de cronometragens realizado. 
Se N > que a média do número de cronometragens realizadas,realizar novas 
cronometragens para manter o nível de confiabilidade desejada. 
Confiabilidade: 90% a 95% e erro relativo aceitável entre 5% e 10%. 
Se N < que o número de cronometragens realizadas, manter a média das 
cronometragens como Tempo Real. 
 
3. Determinação do tempo normal e avaliação do ritmo 
✓ Considerar que cada trabalhador, ainda, possui um ritmo, uma 
velocidade. Precisa ser medido o Tempo Normal. 
 
 
4. Análise da tolerância e tempo padrão 
✓ Se refere à tolerância (allowances) do processo e/ou organizacional que 
deve ser considerado durante o estudo de tempos. 
✓ É necessário indicar quais tolerâncias serão consideradas durante o estudo de 
tempo, atrasos de ordem natural ou inerentes ao trabalho não podem ser o 
motivo de penalização do trabalhador.
 
5. Conclusão – obtenção do tempo requerido para a execução de uma 
atividade específica, considerando o método padrão e específico. 
 
➢ Divisão da operação em elementos e o gráfico de Yamazumi 
✓ Utilizado para identificar os pontos de desperdício, que não agregam 
valor ao produto, que geram atrasos no processo. 
✓ Método de análise gráfica do processo que permite a tomada de decisão 
considerando ações de contenção e eliminação de desperdícios. 
✓ Objetivo é demonstrar os tempos de ciclo e o processo do operador. 
✓ Gráfico Yamazumi / barras empilhadas. 
 
Legenda: 
Laranja – Os passos que são necessários para o processo, mas realmente não 
“agrega valor”; 
Verde – Etapas de execução, estas impactam no processo; 
Vermelho – Resíduos no processo, o bloqueio, o modo de falha. Estas falhas 
devem ser eliminadas. Técnicas de solução: Poka-Yoke, Seis Sigma, DMAIC 
(Definir – Medir – Analisar – Melhorar – Controlar) 
✓ Vantagens do uso do gráfico Yamazumi: 
1. É visual – os trabalhadores podem imediatamente e de forma intuitiva 
ver onde os atrasos são provenientes; 
2. Simplicidade; 
3. É inevitável – utilizado em linha de produção. Independem discussões 
sobre melhorias de processo. Provoca a melhoria contínua ou Kaizen. 
4. É público – grande motivador para desempenho positivo; 
5. Regra do 80% / 20% - aponta poucas oportunidades vitais capazes de 
mudar tudo. Os 20% de todas as causas responsáveis por 80% dos 
resultados. 
 
➢ Resolução de lista de exercícios 
1. Elaborar um fluxograma de processo real, no qual constam informações como 
distância, simbologia, descrição e o quadro resumo com o número de 
operações, inspeções, armazenamentos e transportes. Com base no 
fluxograma montado, situação atual, elaborar um fluxograma considerando 
melhorias no processo incluindo todas as informações como solicitadas no 
fluxo do estado presente. 
 
➢ Indicação de leitura para a Aula 3 
 
https://engproducaoconceitual.blogspot.com/2011/02/metodologia-
yamazumi.html 
 
Referências: 
FERREIRA L., A., F.; SANTOS A., C., S., G.;DIAS J., O.; PESSANHA L., P., 
M.; Engenharia de Métodos: Uma revisão da Literatura sobre o estudo de 
tempos e movimentos. 
AZOLINI JUNIOR, WALTHER. Engenharia De Métodos E Produtividade. Ed. 
Pearson. São Paulo, 2013. (Disponível na Biblioteca Virtual Pearson). 
 
https://engproducaoconceitual.blogspot.com/2011/02/metodologia-yamazumi.html
https://engproducaoconceitual.blogspot.com/2011/02/metodologia-yamazumi.html

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