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Atlantida no Reino da Luz - Roger Bottini Paranhos

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sem utilizar resistentes roldanas e guin- 
dastes. 
Hoje em dia, os arqueólogos procuram mil explicações. Al- 
gumas muito absurdas, como a construção de uma rampa circu- 
lar até o topo das pirâmides egípcias, para conduzir os pesados 
blocos. Qual rampa resistiria a tal peso? Diversas teorias insen- 
satas são levantas simplesmente pela dificuldade da ciência atu- 
al em abandonar seus limitados paradigmas de compreensão; 
comportamento este que tem atrasado a evolução tecnológica e 
espiritual da Terra de forma preocupante. 
Outros povos descendentes dos atlantes, como os habitan- 
tes da Ilha de Páscoa e os sumérios também utilizaram essa 
fantástica energia para erguer suas construções e monumentos. 
É fácil perceber que os egípcios, maias, incas, astecas e outros 
povos da Antiguidade receberam a influência direta dos atlan- 
tes, antes e após a submersão da Grande Ilha. 
Com a iminente catástrofe, diversas embarcações abando- 
naram Atlântida antes do grande cataclismo. Esses habitantes 
foram viver em outras terras e caldearam sua cultura com a dos 
povos primitivos do resto do globo, trazendo-lhes um grande 
e definitivo impulso para o desenvolvimento, fato que até hoje 
impressiona as culturas modernas. 
Os egípcios são um grande exemplo. Até a quinta dinastia, 
eles possuíam avanço considerável. Ao contrário da ordem na- 
tural da evolução dos povos, a sociedade egípcia rapidamente 
cresceu, para depois entrar em franca decadência. Inclusive, os 
primeiros egípcios eram monoteístas e, com o passar dos sécu- 
los, declinaram à crença em vários deuses. A falta de compre- 
ensão superior dos capelinos rebeldes, aliada ao primitivismo 
dos povos oriundos da Terra, promoveu a crença pagã entre os 
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gregos, egípcios e, posteriormente, os romanos. 
Outro exemplo da presença atlante no resto do mundo é a 
construção de pirâmides por todos os povos antigos do planeta, 
sendo que no Egito tivemos as mais impressionantes demons- 
trações dessa cultura. A Atlântida era um continente repleto 
desses fabulosos “catalisadores energéticos”, que eram constru- 
ídos usando as mais belas pedras, desde o granito até o basalto 
negro. Na capital Posseidon, como já relatamos, encontramos a 
mais colossal dessas construções: a “Grande Pirâmide”, quatro 
vezes maior que a pirâmide de Keops, no Egito, composta de 
blocos de cristal branco, que, depois, foram fusionados, tornan- 
do-se uma única peça. Essa Grande Pirâmide, hoje submersa 
nas profundezas do mar, está localizada exatamente na região 
conhecida como Triângulo das Bermudas, gerando uma espécie 
de energia magneto-espiritual, que desencadeia os fenômenos 
já conhecidos, como o desaparecimento de barcos e a rotineira 
alteração da leitura dos instrumentos de navegação. 
Os atlantes dominavam também a tecnologia da informa- 
ção, por meio de cristais de quartzo manipulados pela energia 
Vril. O avanço na área da informática foi tal que eles construí- 
ram centrais de informação semelhantes aos registros Akhási- 
cos do plano espiritual, onde está armazenado todo o pulsar da 
vida no cosmos. As informações contidas nesse poderoso banco 
de dados podiam ser acessadas por quaisquer recursos senso- 
riais, desde imagem até estímulos cinestésicos. 
O povo atlante possuía os registros de todos os aconteci- 
mentos de sua civilização e utilizavam essas informações para 
evitar o retrabalho. Os habitantes de Atlântida consideravam 
imperdoável desperdício de energia “criar o já criado”, portan- 
to, possuíam um sistema integrado de informações que gerava 
benefícios a todas as cidades do continente. 
Outro ponto que fascinava os cientistas atlantes era a total 
automação dos processos produtivos, mas não com a finalidade 
de excluir a sociedade, gerando desemprego, como ocorre nos 
tempos atuais. A meta era a libertação das atividades rotineiras, 
para que o homem pudesse dedicar-se ao processo de criação e 
ao progresso espiritual. 
Em Atlântida, as questões espirituais estavam intimamente 
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associadas à ciência e às demais áreas do conhecimento huma- 
no e espiritual. Era impossível falar de qualquer assunto sem 
envolver a causa primária da vida, que é a realidade espiritual. 
Por esse motivo, os grandes mestres haviam convocado 
aquela reunião para ser realizada no interior da Grande Pirâ- 
mide e lá ouvir as orientações do mundo maior. 
Eu e Evelyn aguardamos, ansiosos, o início daquela im- 
prevista assembleia. Era possível perceber, entre os veneráveis 
anciãos de Atlântida, uma grande apreensão. 
Sentados, lado a lado, bem juntinhos e de mãos dadas, ape- 
nas acompanhávamos, com olhares curiosos, a movimentação 
da chegada daqueles espíritos elevados. Além da apreensão na- 
tural pelos acontecimentos que se desenrolavam, ainda estáva- 
mos ansiosos para conhecer nossos futuros genitores. 
Todos os sacerdotes da Grande Energia haviam sido cha- 
mados, em decorrência de uma tragédia ocorrida em Posseidon, 
fato inimaginável naquela época. Um jovem de dezesseis anos 
havia causado a morte intencional de duas pessoas, por meio da 
manipulação maléfica do Vril. 
Evelyn apertou minha mão e sussurrou em meu ouvido: 
— Andrey, será que essa morte foi causada por algum dos 
capelinos que já reencarnaram na terra de Posseidon? 
Fiz um gesto com os ombros, demonstrando que não sa- 
bia a resposta. O último caso de assassinato em Atlântida era 
um fato antiquíssimo, somente sendo possível rememorá-lo por 
meio de consulta nos bancos de dados. Para se ter uma ideia, 
nem mesmo havia polícia em Atlântida. Todos estavam choca- 
dos com o acontecimento e analisavam a tragédia que, para os 
tempos modernos, nada mais é que mera rotina nas páginas 
policiais, mas que, para a civilização atlante, tratava-se de grave 
ocorrência. 
Os espíritos ali reencarnados já haviam superado o estágio 
evolutivo em que os homens desrespeitam a vida de seus seme- 
lhantes; isso que a população do continente não era pequena. 
Viviam em Atlântida, naquela época, mais de sessenta milhões 
de habitantes, e a harmonia era algo comum, mesmo diante da 
diversidade de opiniões. 
Logo ficamos sabendo que um jovem capelino, do primeiro 
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grupo a reencamar em Atlântida, já havia sucumbido ao caldei- 
rão de emoções descontroladas, algo típico em consciências que 
ainda estão em desarmonia com o grande plano do Senhor dos 
mundos. Ele desenvolveu uma técnica de utilização da energia 
Vril que permitia matar pessoas a distância, por asfixia. Após 
desentender-se com seus colegas de estudo, ele havia realizado 
o crime absurdo para testar seu invento. O rapaz havia sido pre- 
so em uma sala de isolamento mental, pois poderia comandar a 
energia Vril mentalmente e cometer novos crimes para libertar-se. 
Os atlantes estavam chocados. Jamais pensaram na utili- 
zação da poderosa energia para a prática do mal; ainda mais 
assim, de forma quase incontrolável, caso o rapaz não fosse en- 
clausurado. 
Poucos minutos depois do amplo debate sobre o tema, o 
sumo sacerdote do templo dirigiu-se com passos lentos ao gran- 
de altar e disse-nos: 
— O que dizer, meus irmãos? Estou tão estupefato quan- 
to todos aqui presentes. Compreendendo minha incapacidade 
para solucionar esse problema, orei ao Grande Espírito e pedi- 
lhe esclarecimentos para nos orientar na busca pela solução que 
traga paz à nossa sociedade. 
O venerável líder dos sacerdotes ergueu-se e descortinou 
uma tela de cristal espelhado que ficava no fundo do altar. Em 
seguida, todos os presentes realizaram profunda oração íntima, 
pedindo a presença dos mentores espirituais da Terra, com o 
objetivo de obter algum esclarecimento. 
Passados alguns minutos, a tela tornou-se opaca, e surgiu 
uma bela paisagem ao fundo. Uma cachoeira desaguava em um 
pequeno lago

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