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RESUMO DO LIVRO: TRABALHO INTENSIFICADO NAS FEDERAIS: PÓS-GRADUAÇÃO E PRODUTIVISMO ACADÊMICO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA
ELISA LEFORT
KELLY ALVES
NAYSLLA MARTINS
RESUMO DO LIVRO: “TRABALHO INTENSIFICADO NAS FEDERAIS: PÓS-GRADUAÇÃO E PRODUTIVISMO ACADÊMICO”
UBERLÂNDIA
2018
15
ELISA LEFORT
KELLY ALVES
NAYSLLA MARTINS
RESUMO DO LIVRO: “TRABALHO INTENSIFICADO NAS FEDERAIS: PÓS-GRADUAÇÃO E PRODUTIVISMO ACADÊMICO”
Trabalho produzido para a disciplina de Sociedade Trabalho e Educação. 
Docente: Joelma Lúcia Vieira Pires.
UBERLÂNDIA
2018
Sumário
BREVE BIBLIOGRAFIA DOS AUTORES	3
OBJETO	3
OBJETIVOS	3
METODOLOGIA	4
RESULTADOS	4
CONSIDERAÇÕES FINAIS	14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS	15
BREVE BIBLIOGRAFIA DOS AUTORES
 O livro “O trabalho intensificado nas federais: pós-graduação e produtivismo acadêmico” foi produzido por Valdemar Sguissardi e João dos Reis Silva Júnior.
Valdemar Sguissardi é licenciado em Filosofia pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (1966), possui mestrado (1972) e doutorado (1976) em Science de lÉducation – Université de Paris X, Nanterre . É professor titular aposentado da Universidade Federal de São Carlos (1992) e professor aposentado da Universidade Metodista de Piracicaba. João dos Reis Silva Júnior possui graduação em Escola de Engenharia de São Carlos pela Universidade de São Paulo (1982), mestrado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1988) e doutorado em História e Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1992). Pós-Doutorado em Sociologia Política pela Unicamp (1999-2000). Pós-doutorado em Economia pela USP e University of London. Livre-Docente em Educação pela USP. Professor Titular da Universidade Federal de São Carlos. Coordenador adjunto do projeto de pesquisa da Rede Universitas/Br – POLÍTICAS, GESTÃO E DIREITO À EDUCAÇÃO SUPERIOR: novos modos de regulação e tendências em construção.
OBJETO
A obra é dividida em 6 capítulos, na qual os autores apresentam os resultados de uma pesquisa desenvolvida durante quatro anos e que tem como objeto de estudo o trabalho dos professores das instituições federais de ensino superior (Ifes).
OBJETIVOS
A introdução do livro traz informações gerais acerca da pesquisa realizada. O objetivo da pesquisa foi responder como a reforma da educação superior, que se inicia nos meados dos anos 1990, como expressão das mudanças na economia e da reforma do Estado, no Brasil, e que envolve em especial a identidade institucional das IES públicas, revela–se hoje na dimensão mais específica da cotidianidade da prática universitária dos professores das IFES (do Sudeste).
METODOLOGIA
O estudo teve como universo de análise as quinze IFES (ano 2005) da Região Sudeste e, como amostra, sete dentre elas. Para os objetivos da investigação, foram definidas as seguintes sete IFES, assim distribuídas por estados: Minas Gerais: UFMG, UFU, UFJF; Rio de Janeiro: UFF e UNIRIO; São Paulo: UNIFESP; e Espírito Santo: UFES.
A investigação desenvolveu–se em duas grandes etapas. Na primeira, além de um estudo da expansão e evolução da educação superior na Região Sudeste, fez–se um levantamento, seguido de análise, da evolução, no período 1995–2005, de cada uma das sete IFES. A segunda etapa consistiu na análise de conteúdo produzido a partir de 49 entrevistas com professores das sete IFES.
A amostragem de professores para a entrevista seguiu critérios, tais como o professor ter tido vínculo empregatício com a IFES nos últimos 10 a 12 anos e o professor estar ou ter estado vinculado a programas de pós-graduação stricto sensu. Dentre os sete entrevistados de cada instituição, um deveria ser dirigente em exercício, de preferência Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação ou Administração e Planejamento, e outro estar vinculado à diretoria da entidade associativo–sindical dos professores. Os cinco professores vinculados a Programas de Pós-Graduação deveriam pertencer ou ter pertencido a programas de diferentes áreas de conhecimento. O conjunto dos professores entrevistados representou cerca de trinta áreas de conhecimento.
RESULTADOS
No primeiro capítulo, Federais, ciências, tecnologia, inovação e a sociabilidade produtiva, são abortados os aspectos que influenciaram a mudança na estrutura do capitalismo na década de 70. A mundialização do capital é a principal responsável por esta mudança, apesar de serem parecidos os processos de mundialização, de globalização e a internacionalização do trabalho distinguem-se um do outro.
A globalização tem sua origem nas escolas de economia e administração dos países de economia central, representa um salto estrutural do capitalismo, devido a sua capacidade de alcance em todos os cantos do planeta. Repercuti políticas sociais e de bem-estar, foca em uma educação para a cidadania e para o trabalho, em um mercado abrangente e cada vez mais complexo apoiado a novas tecnologias. A internacionalização do trabalho consiste no processo de expansão do capitalismo por toda a extensão do planeta, por meio do intercâmbio comercial, ou seja, circulação de mercadoria, é a consolidação do capitalismo em nível planetário.
A mundialização representa o movimento em que uma empresa nacional, expande-se em territórios estrangeiros, para aumentar a sua produção com melhores custos e benefícios, explorando a força de trabalho local e a matéria prima. Se beneficiando com as leis trabalhistas vigentes, e usufruindo de universidades que ficam a serviço destas.
As universidades federais vão se colocando a serviço das empresas que fomentam o mercado nacional e internacional, por meio de programas e leis de incentivo, como a Lei de Inovação Tecnológica, que coloca os pesquisadores universitários dentro das empresas e a serviço das empresas. O que resulta na perda da autonomia e na valorização da pauta de pesquisa. 
Nessa atual fase do capitalismo contemporâneo, há um processo de mercantilização das universidades federais, ciência, tecnologia e inovação, tornam-se mercadorias. O trabalho intelectual de professores e alunos se reduz a um maior volume de produção cientifica. 
O Brasil na década de 90 passou por inúmeras reformas em busca de uma maior produção. A necessidade de formação de pesquisadores e da criação de um Sistema de Pós-Graduação mais produtivo transforma a Agência Capes, fundada nos anos 1950, com o objetivo de capacitação do pessoal de ensino superior e que já se constituía, há décadas, em agência de avaliação da pós-graduação, acentuando sua função reguladora. Exigindo e atribuindo ao professor que atua na pós-graduação, uma lista de responsabilidades, que o impedem de ter uma vida social saudável, a demanda de serviço muitas vezes leva ao adoecimento, e devido à vaidade acadêmica o professor prefere negligenciar. Acentuando o produtivíssimo acadêmico à custa de intensificação e precarização do trabalho do professor pesquisador.
As universidades se transformam em um ambiente de disputa e conflitos, promovendo um cenário de exclusão, alienação e estranhamento do trabalho. Apontando para um movimento de controle do trabalho intelectual, visando antes de tudo, submeter o trabalho, a ciência e seus resultados aos reclusos interesses do capital.
O seguinte capítulo, Os números da intensificação e precarização do trabalho do professor das federais do sudeste – 1995-2005, é um ensaio estatístico em que se demonstra a precarização do trabalho do professor nas sete universidades federais estudadas, entre estes períodos. A educação superior e de sua evolução/expansão na Região Sudeste no período 1995–2004, demonstra claramente um crescimento no número de cursos oferecidos, após o período pós–aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei 9.394/96), o número de matriculas cresceu de 973.448 em 1995, para 2.055.200 em 2004.
Porém, o crescimento das funções docentes não acompanha este ritmo, sobrecarregando o profissional em relação à conta professor-aluno, levando a um desgaste físico e emocional. Enquanto no setor privado o aumento de matrículas corresponde
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