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A GENÉTICA 
DA BAIXA ESTATURA 
Reuniões Teóricas da Residência em Genética Médica 
Anna Karolinne \u2013 R1 
ARTIGOS DE REFERÊNCIA 
Acesso ao artigo original 
 https://www.karger.com/Article/FullText/442350 
 
2 
Acesso ao artigo original 
https://www.researchgate.net/publication/335783050_Di
agnosis_Genetics_and_Therapy_of_Short_Stature_in_C
hildren_A_Growth_Hormone_Research_Society_Interna
tional_Perspective 
https://www.karger.com/Article/FullText/442350
https://www.researchgate.net/publication/335783050_Diagnosis_Genetics_and_Therapy_of_Short_Stature_in_Children_A_Growth_Hormone_Research_Society_International_Perspective
https://www.researchgate.net/publication/335783050_Diagnosis_Genetics_and_Therapy_of_Short_Stature_in_Children_A_Growth_Hormone_Research_Society_International_Perspective
https://www.researchgate.net/publication/335783050_Diagnosis_Genetics_and_Therapy_of_Short_Stature_in_Children_A_Growth_Hormone_Research_Society_International_Perspective
https://www.researchgate.net/publication/335783050_Diagnosis_Genetics_and_Therapy_of_Short_Stature_in_Children_A_Growth_Hormone_Research_Society_International_Perspective
Conceitos Iniciais 
Definições e considerações na avaliação clínica 1 
3 
DEFININDO BAIXA ESTATURA 
\u25c9 Altura é de 2 desvios-padrão (DP) ou mais 
abaixo da média para crianças desse sexo e 
idade. 
\u25c9 Lembrar que a curva é uma média da 
população 
\u25c9 População de origem e etnia 
\u25c9 Canal familiar 
\u25c9 Variante da normalidade X Doença 
 
4 
5 
CANAL FAMILIAR 
\u25c9 Avaliar altura dos pais 
\u25c9 Fazer o cálculo da altura 
esperada 
\u25c9 Calcular o intervalo de 
estatura 
\u25c9 Colocar na curva 
 
6 
CAUSAS DE BAIXA ESTATURA 
Cromossomopatias, doenças 
gênicas, rearranjos, indels 
1% 
Alterações hormonais 
1% 
Anemias, parasitoses, 
nutrição, privação 
psicossocial, TCE, hipóxia 
hipofisária 
94 a 95% 
Asma, anemia falciforme, 
doença renal crônica, doença 
celíaca, fibrose cística, 
cardiopatias, neoplasias 
3% 
7 
Pré Natal 
Infecções congênitas 
Exposição a teratógenos 
Insuf placentária 
 
FATORES AVALIADOS NA ANAMNESE 
8 
Hábitos e condições 
Nutrição 
Sono adequado 
Internações frequentes 
Medicações em uso 
 
História Familiar 
Baixa estatura familiar 
Doenças comuns na família 
Origem da família 
Proporções Corporais 
Proporcionalidade, conceitos e nominações 2 
9 
PROPORCIONALIDADE CORPORAL 
\u25c9 O corpo humano tem uma 
proporcionalidade. 
\u25c9 Razão entre segmento superior e 
inferior 
\u25c9 RN: S/I = 1.7 
\u25c9 3 anos: S/I = 1.3 
\u25c9 > 7 anos: S/I = 1 
 
 
10 
Sínfise Púbica 
Segmento 
superior 
Segmento 
inferior 
HARMONIA DA NATUREZA 
11 
NOMENCLATURA DAS ANOMALIAS 
12 
13 
AVALIAÇÃO INICIAL 
Crescimento Linear 
Fatores biológicos que influenciam 3 
14 
INTERAÇÃO ENTRE SISTEMAS 
Mecanismos endócrinos: 
\u25c9 Estimulação da condrogênese: hormônio do 
crescimento (GH), fator de crescimento 
semelhante a insulina 1 (IGF-1), andrógenos e 
hormônio da tireoide. 
\u25c9 OBS: estrógenos promovem o crescimento 
linear porém aceleram a senescência dos 
condrócitos \uf0e0 fusão das placas de 
crescimento. 
\u25c9 Inibem a condrogênese: glicocorticoides 
15 
INTERAÇÃO ENTRE SISTEMAS 
Citocinas pró-inflamatórias: 
\u25c9 Fazem a regulação negativa da placa de 
crescimento. 
\u25c9 Elevadas em doenças inflamatórias 
crônicas 
\u25c9 Atrasam o crescimento linear 
\u25c9 Atrasam a senescência da placa \uf0e0 
permite o crescimento após a resolução 
do status pró-inflamatório. 
16 
CONDROGÊNESE DA PLACA DE CRESCIMENTO 
\u25c9 Diferenciação dos condrócitos na 
placa de crescimento: 
\u25c9 Via de sinalização de Ras-MAPK 
(Receptor tirosino-quinase (RTK) 
/ Ras GTPase / MAP quinase 
(MAPK) 
\u25c9 Fatores de transcrição SOX-5, 
SOX-6 E SOX-9 \uf0e0 reguladores 
críticos de condrócitos por 
diferenciação. 
 
 
 
17 
VIA RAS-MAPK 
\u25c9 Via de sinalização celular 
\u25c9 Gera a fosforilação do ERK que 
resulta em sua ativação \uf0e0 
fosforilação a justante de diversos 
alvos envolvidos na proliferação 
celular. 
\u25c9 Relacionado ao crescimento celular 
\u25c9 Neoplasias 
\u25c9 RASopatias 
18 
SOX GENES 
\u25c9 Família de fatores de transcrição que se ligam a uma superfamília de 
genes caracterizados por uma sequencia homóloga chamada HMG-
Box (grupo de alta mobilidade) 
\u25c9 HMG-Box: domínio de ligação ao DNA altamente conservada entre as 
espécies. 
\u25c9 Os genes SOX possuem um HMG-Box do gene SRY (SOX significa caixa 
HMG relacionada ao SRY - SRY-related HMG-box). 
\u25c9 Existem 20 genes SOX em humanos, mostrando pelo menos 50% de 
homologia com os aminoácidos HMG-Box do SRY. 
\u25c9 Funções no desenvolvimento embrionário de diversos tecidos 
 
 
 19 
SOX GENES 
\u25c9 HMG-Box dobra o DNA de tal forma que a região promotora fica 
exposta, em genes importantes para a produção de proteínas 
estruturais. 
\u25c9 Perda de função no SOX9 (Chr 17): displasia campomélica. 
\u25c9 SOX 9 \uf0e0 expresso no tecido esquelético primordial \uf0e0 regula a expressão 
do colágeno tipo II 
\u25c9 SOX 9 também é expresso nas cristas genitais e gônadas iniciais. 
\u25c9 Arqueamento de ossos longos e reversão do sexo em homens 
\u25c9 SOX 10 (Chr 22) \uf0e0 Sd Waardenburg \uf0e0 alta incidência de Hirschsprung 
 
 
 
 
 
 
20 
GENE SHOX 
21 
C
a
m
p
o
m
e
li
c
 
d
y
s
p
la
s
ia
 
PROCESSOS CELULARES FUNDAMENTAIS 
\u25c9 Mutações em genes que codificam processos 
celulares fundamentais podem gerar baixa 
estatura por deficiência de crescimento 
celular. 
\u25c9 3M syndrome: CUL7, OBSL1 e CCDC8. 
\u25a0 Os produtos destes três genes formam 
um complexo que tem um papel crítico 
na manutenção da integridade de 
microtúbulos; defeitos nestes genes 
conduzem à divisão celular aberrante. 
22 
Mutações no gene 
CUL7 
PROCESSOS CELULARES FUNDAMENTAIS 
\u25c9 Centrossomo: 
\u25c9 Nanismo primordial osteodisplásico tipo II \uf0e0 mutação na 
pericentrina 
\u25c9 Seckel \uf0e0 proteínas centrossomais CENP-J, CEP152 e CEP63 
\u25c9 Complexo de pré-replicação do DNA 
\u25c9 Síndrome Meier-Gorlin \uf0e0 atrasa o processo de divisão celular 
\u25c9 Defeitos no reparo de DNA 
\u25c9 Síndrome de Cockayne (gene ERCC6 e ERCC8) e síndrome de 
Bloom (gene BLM - RecQ helicases) 
23 
Doenças Genéticas 
Exemplos de doenças genéticas com baixa estatura 4 
24 
CROMOSSOMOPATIAS 
25 
Down Turner 4p- 
Wolf- Hirschhorn 
5p- 
Cri du chat 
SÍNDROME DE TURNER 
\u25c9 Chr X ausente ou estruturalmente 
alterado. 
\u25c9 Não há gene descrito como 
causador de todas as alterações 
encontradas 
\u25c9 Gene SHOX \uf0e0 baixa estatura e 
anormalidades esqueléticas 
 
26 
SÍNDROME DE TURNER 
27 
SHOX (short stature homeobox) 
\u25c9 Família de genes homeobox \uf0e0 
desenvolvimento embrionário 
\u25c9 Haploinsuficiência = baixa estatura , 
mesomelia e deformidade de Madelung. 
\u25c9 Cópias extras estão relacionadas a alta 
estatura: 
\u25c9 47,XXX, 47,XYY, 47,XXY, 48,XXYY, etc. 
BAIXA ESTATURA PROPORCIONADA 
28 
Aarskog Floating-Harbor Robinow 
Bloom Hallerman-Streiff Rothmund-Thomson 
Cardio-facio-cutaneous Johanson-Blizzard Rubinstein-Taybi 
Cockayne Kabuki Seckel 
Coffin-Sirus Leprechaunism SHORT 
Costello Noonan Smith-Lemli-Opitz 
De Lange Opitz Werner 
Dubowitz Progeria Williams 
Fanconi anemia Mulibrey Nanism 
3-M Russell-Silver 
BAIXA ESTATURA PROPORCIONADA 
29 
Costello Dubowitz Kabuki Seckel 
BAIXA ESTATURA DESPROPORCIONADA 
30 
Membros Curtos 
Achondrogenesis Jeune thoracic dystrophy 
Achondroplasia Kniest dysplasia 
Acromesomelic dysplasia Metaphyseal dysplasias 
Acromelic dysplasia Rhizomelic chondroplasia punctata 
Campomelic dysplasia Displasia Tanatofórica 
Ellis-van Creveld Tronco curto 
Fibrochondrogenesis Spondyloepiphyseal dysplasias 
Frontometaphyseal dysplasia Spondylometaphyseal dysplasias 
Hypochondroplasia MPS 
31 
BAIXA ESTATURA DESPROPORCIONADA 
ACONDROGENESE 
32 
BAIXA ESTATURA DESPROPORCIONADA 
ACONDROPLASIA 
33 
BAIXA ESTATURA DESPROPORCIONADA 
Rhizomelic chondroplasia punctata Ellis Van Creveld 
34 
BAIXA ESTATURA DESPROPORCIONADA 
Mucopolissacaridose Displasia Diastrófica 
Manejo clínico 
Tratamento e acompanhamento