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Enfa. Msc. Fernanda Góes 
INTRODUÇÃO
\u27a2Lesões da coluna vertebral que
podem causar consequências
transitórias ou irreversíveis, depende
dos tecidos afetados durante o trauma;
\u27a2TRM não reconhecido e tratado \u2013
incapacidade neurológica permanente.
SNC não regenera.
INTRODUÇÃO 
\u27a2Custo do paciente com lesão medular \u2013 1,35 milhão de
dólares;
\u27a2Prevalência \u2013 16 e 35 anos;
\u27a2Causas comuns \u2013 acidentes de trânsito, quedas, lesões
penetrantes, lesões esportivas e outras.
INTRODUÇÃO 
Provável lesão na coluna vertebral
\u27a2Mecanismo de trauma contuso que produziu um impacto
violento na cabeça, pescoço, tronco ou pelve;
\u27a2Incidentes que produzem aceleração, desaceleração
brusca ou forças de inclinação lateral repentinas ao
pescoço e tronco;
\u27a2Toda queda de altura, incluindo idosos;
INTRODUÇÃO 
Provável lesão na coluna vertebral
\u27a2Ejeção ou queda de qualquer veículo motorizado;
\u27a2Todo incidente de mergulho em água rasa.
OBS: Todos os pacientes devem ser estabilizados
manualmente.
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
Medula espinhal 
*Processo transverso e
espinhoso \u2013 inserção de
músculos e ligamentos
ANATOMIA E FISIOLOGIA 
55% lesões na região cervical
15% na região 
torácica/toracolombar/lombossacral
Ligamentos e músculos envolvem a 
coluna \u2013 rompimento- movimento 
excessivo da vértebra
Nível de C3- medula espinhal ocupa 95% 
do canal medula- 3 milímetro de espaço
ANATOMIA
Diafragma \u2013 nervo frênico \u2013
entre C2 e C5. 
LESÕES ESQUELÉTICAS 
\u27a2Fraturas por compressão ou achatamento total do corpo
vertebral;
\u27a2Fraturas que geram pequenos fragmentos ósseos;
\u27a2Subluxação \u2013 deslocamento parcial de uma vértebra de seu
alinhamento normal na coluna vertebral;
\u27a2Superestiramento ou laceração dos ligamentos e músculos \u2013
instabilidade entre as vértebras.
Pode resultar em imediata transecção da medula 
ou coluna vertebral instável
MECANISMOS DE LESÃO NA COLUNA VERTEBRAL 
\u27a2Mais comum é ocorrer compressão da coluna;
\u27a2Flexão excessiva \u2013 hiperflexão;
\u27a2Extensão excessiva \u2013 hiperextensão;
\u27a2Rotação excessiva \u2013 hiper-rotação
\u27a2Tração \u2013 alongamento excessivo da coluna \u2013 Ex.: enforcamento
Lesões ósseas e 
rompimento de 
músculos e ligamentos
LESÕES DA MEDULA ESPINHAL 
\u27a2Lesão primária \u2013 pode causar compressão medular,
lesão direta e interrupção de suprimento de sangue para
medula;
\u27a2Lesão secundária \u2013 edema, isquemia ou movimentação
dos fragmentos ósseos;
\u27a2Concussão medular \u2013 ruptura temporária das funções da
medula (sensorial e motora). Envolve ferimento ou
sangramento nos tecidos da medula;
LESÕES DA MEDULA ESPINHAL 
\u27a2Choque medular \u2013 fenômeno neurológico após a lesão
da medula espinhal \u2013 resultando perda temporária de
toda função sensorial e motora, flacidez muscular e
paralisia e perda de reflexos abaixo do nível da lesão na
medula;
\u27a2Compressão da medula \u2013 causada por edema ou
ruptura de disco e fragmento ósseo. Isquemia do tecido.
LESÕES DA MEDULA ESPINHAL 
\u27a2Laceração medular \u2013 tecido da medula espinhal é
lacerado ou cortado;
\u27a2Transecção medular completa \u2013 todos os tratos
medulares são interrompidos. Determinação da extensão
da perda da função até 24 horas após lesão. Paraplegia
ou tetraplegia.
\u27a2Transecção medular incompleta \u2013 alguns tratos e funções
motoras/sensoriais permanecem intactos.
LESÕES DA MEDULA ESPINHAL 
\u27a2Choque neurogênico \u2013 mecanismo de controle do sistema
simpático é interrompido- Dilatação de artérias e arteríolas \u2013
perda parcial de resistência vascular sistêmica - relativa
hipovolemia \u2013 cai PA.
\u27a2Pele quente e seca, FC normal ou ligeira bradicardia,
hipotensão (não compromete a oxigenação dos tecidos
periféricos);
\u27a2Correção da hipotensão.
AVALIAÇÃO 
\u27a2Avaliação primária;
\u27a2Rápido exame neurológico \u2013
movimente braços, mãos e
pernas. Posteriormente
sensibilidade;
\u27a2Prioridade do atendimento
pré-hospitalar \u2013 reconhecer
indicações para imobilização.
AVALIAÇÃO 
\u27a2Em caso de dúvida, imobilizar
TRATAMENTO
Alinhar a cabeça do paciente em posição neutra \u2013
avaliar contraindicação
Realizar avaliação primária e providenciar
intervenções necessárias
Verificar capacidade motora, resposta
sensorial e circulação
Examinar o pescoço e aplicar colar cervical 
TRATAMENTO
Colocar paciente em prancha longa
Imobilizar o tronco no dispositivo
Avaliar necessidade de acolchoar área
atrás da cabeça (adulto)/tórax (pediatria)
Imobilizar cabeça no dispositivo
Reavaliar o exame primário, capacidade motora,
resposta sensorial e circulação.
TRATAMENTO
TRATAMENTO
\u27a2Estabilizar e alinhar manualmente a cabeça \u2013 contraindicações:
Resistência ao movimento
Espasmo muscular do pescoço 
Aumento da dor/ Comprometimento da via aérea
Início ou aumento do déficit neurológico \u2013 dormência,
formigamento, perda de capacidade motora.
TRATAMENTO 
ERROS MAIS COMUNS NA IMOBILIZAÇÃO 
Imobilização 
inadequada
Tamanho inadequado 
ou aplicação errada 
do colar cervical 
Imobilização com a 
cabeça em 
hiperextensão
Acolchoamento 
inadequado 
Colocar uma pessoa em 
imobilização da coluna 
vertebral sem atender 
critérios de imobilização 
CASOS ESPECIAIS 
Pacientes obesos
Pacientes 
grávidas \u2013
inclinar para o 
lado esquerdo