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Criminal, Penal 2019

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criminal, a avaliação da situação socioeconômica do autor do crime passa a ser de vital importância. Além dos elementos que a polícia puder fornecer no inquérito policial, deverá o magistrado, no interrogatório, questionar o acusado sobre a sua situação econômico-financeira. O Ministério Público poderá requisitar informações junto às Receita Federal, Estadual e Municipal, para melhor aferir a real situação do réu, em caso em que as circunstâncias o exigirem. “(BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal. 16ª Ed. São Paulo: Saraiva, 2011, vol. I. Pág. 648)
 				Neste diapasão, alicerçado no que rege o artigo 60, caput, do Código Penal, o Réu pleiteia a expedição de Mandado de Constatação, de sorte a comprovar sua real situação sócio-econômica, a ser cumprido na residência do Acusado (a qual consta na exordial acusatória), devendo o senhor meirinho certificar as condições de sua moradia e vizinhança, se o mesmo encontrava-se desempregado à época do episódio em exame, se possui bens móveis e/ou imóveis, e outras circunstâncias que o mesmo achar relevantes. 
( 7.2. ) Oitiva de testemunhas 
				
 				Levando-se em conta que a presente ação tramita sob o Rito Comum Ordinário (CPP, art. 394, inc. I c/c art. 401), requer-se a oitiva das testemunhas abaixo arroladas:
01) FULANO .X.X., residente e domiciliado em Curitiba (PR), na Av. Des. Moreira, nº. .x.x.x, apto. .x.x.x;
02) BELTRANO, residente e domiciliado em Curitiba(PR), na Rua Crisanto Arruda, nº. x.x.x, Casa nº .x.x.x;
03) BELTRANO, residente e domiciliado em Curitiba(PR), na Rua Crisanto Arruda, nº. x.x.x, Casa nº .x.x.x;
;
04) BELTRANO, residente e domiciliado em Curitiba(PR), na Rua Crisanto Arruda, nº. x.x.x, Casa nº .x.x.x;
05) BELTRANO, residente e domiciliado em Curitiba(PR), na Rua Crisanto Arruda, nº. x.x.x, Casa nº .x.x.x;
06) BELTRANO, residente e domiciliado em Curitiba(PR), na Rua Crisanto Arruda, nº. x.x.x, Casa nº .x.x.x;
07) BELTRANO, residente e domiciliado em Curitiba(PR), na Rua Crisanto Arruda, nº. x.x.x, Casa nº .x.x.x;
08) BELTRANO, residente e domiciliado em Curitiba(PR), na Rua Crisanto Arruda, nº. x.x.x, Casa nº .x.x.x;
( 7.3. ) Reconhecimento de pessoa (CPP, art 226 e segs. ) 
				As palavras da ofendida, quando do depoimento na esfera policial e transcritas na peça exordial acusatória, são demasiadamente frágeis e inseguras quanto à participação do Acusado. Necessário, pois, que esta hesitação seja afastada para não comprometer a ausência de culpa do Acusado. 
				Todavia, de já o Réu pede que referida prova seja feita estritamente na forma estipulada na Legislação Adjetiva Civil. Muitas vezes o rito, neste tipo de prova, é comprometido pela forma distorcida de conduzir-se o reconhecimento da pessoa. 
 				A este respeito leciona Guilherme de Souza Nucci que:
 “O art. 226 do CPP impõe um procedimento certo e detalhado para se realizar o reconhecimento de pessoa: a) a pessoa a fazer o reconhecimento, inicialmente, descreverá a pessoa a ser reconhecida; b) a pessoa, cujo reconhecimento é pretendido, será colocada ao lado de outras semelhantes, se possível; c) convida-se a pessoa a fazer o reconhecimento e apontá-la; d) lavra-se auto pormenorizado, subscrito pela autoridade, pela pessoa chamada a proceder ao reconhecimento e por duas testemunhas presenciais; e) há possibilidade de se isolar a pessoa chamada a reconhecer, de modo que uma não veja a outra, evitando-se intimidação ou influência, ao menos na fase extrajudicial. 
Observa-se, entretanto, na prática forense, há décadas, a completa inobservância do disposto neste artigo, significando autêntico desprezo à forma legalmente estabelecida. Pode-se dizer que, raramente, nas salas de audiência, a testemunha ou vítima reconhece o acusado nos termos preceituados pelo Código de Processo Penal. “ ( NUCCI, Guilherme de Souza. Provas no Processo Penal. 2ª Ed. São Paulo: RT, 2011. Pág. 183)
 				Neste ínterim, o Acusado requer seja realizada a prova acima aludida, tendo em conta a pretensão do reconhecimento a ser feito pela vítima em relação ao ora Defendente, todavia desde que feito no estrito ditame expresso no art. 226 do Código de Processo Penal. 
( 7.4.) Acareação (CPP, art 229 e segs. ) 
 				As declarações feitas pela testemunha de acusação, o policial militar Francisco Dantas(fl. 23), são de toda desfocada do quanto alegado pelo primeiro Acusado(autor do delito). Aquele, esdruxulamente, aponta o Defendente como partícipe do crime, na medida que “encontrava-se pronto a dá vasão ao autuado.”; Todavia, o autor do delito negou peremptoriamente que tenha havido participação do Defendente. Aliás, informou que sequer o conhecia. 
 				Pela pertinência de tal prova, vejamos as lições de Nestor Távora e Rosmar Rodrigues Alencar:
“ 	Acarear ou acaroar é pôr em presença, uma da outra, face a face, pessoas cujas declarações são divergentes. Ocorre entre testemunhas, acusados e ofendidos, objetivando esclarecer a verdade, no intuito de eliminar as contradições. É admitida durante toda a persecução penal, podendo ser determinada de ofício ou por provocação. Tem por natureza jurídica ser mais um meio de prova. “ (TÁVORA, Netor; ALENCAR, Rosmar Rodrigues. Curso de Direito Processual Penal. 7ª Ed. Bahia: JusPodivm, 2012. Pág. 458)
				À luz de tal importante divergência, a qual claramente irá colocar em mira a defesa do Acusado, requer-se seja feita a acareação entre a testemunha supra mencionada e o autor do delito. 
			
8 - EM CONCLUSÃO 
				Espera-se, pois, o recebimento desta Resposta à Acusação, onde, com supedâneo no art. 386, inc. V, do Código de Ritos, aguarda a ABSOLVIÇÃO do Acusado, em face da ausência de prova de que o mesmo tenha participado na prática da infração penal. Não sendo este o entendimento, o que se diz apenas por argumentar, reserva-se ao direito de proceder em maiores delongas suas justificativas defensivas nas considerações finais, protestando, de logo, provar o alegado por todas as provas em direito processual penal admitida, valendo-se, sobretudo, do depoimento das testemunhas arroladas.
			 	Subsidiariamente, espera-se a desclassificação do crime de roubo para o crime de furto e, neste tocante, com a aplicação da atenuante do art. 155, § 2º, e assim:
(a) seja aplicada tão somente a pena de multa em seu patamar mínimo; 
(b) ainda sucessivamente, em não sendo aceito o pleito anterior, requer-se a substituição da pena de reclusão pela de detenção, sem aplicação de multa, com sua redução no percentual máximo;
(c) subsidiariamente aos pedidos anteriores, pleiteia a aplicação da pena de reclusão, com redução no percentual máximo previsto em lei.
 Respeitosamente, pede deferimento.
Curitiba (PR), 00 de fevereiro de 0000.
 Fulano(a) de Tal 
		 	 Advogado(a)
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01 - PETIÇÕES PENAIS/resposta_acusado_crime_ambiental_principio_insignificancia_bagatela_absolvicao_sumaria_PEN_PN364 - Cópia.doc
EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ FEDERAL 00ª VARA DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO.....
FORMULA PEDIDO DE JULGAMENTO ANTECIPADO
ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA – CPP, art. 397, inc. III
Ação Penal 
Proc. nº. 7777.33.2222.5.06.4444
Autor: Ministério Público Federal
Acusado: Francisco das Quantas
				Intermediado por seu mandatário ao final firmado, causídico inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Paraná, sob o nº. 112233, comparece o Acusado, tempestivamente (CPP, art. 396, caput) com todo respeito à presença de Vossa Excelência, FRANCISCO QUANTAS, brasileiro, maior, solteiro, comerciário, portador da RG nº 224455 SSP/PR, inscrito no CPF (MF) sob o nº 333.444.555-66,